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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

BAMAKO E IYAD ENGAJADOS NA MESMA LUTA CONTRA EIGS NO MALI: Cuidado com o efeito bumerangue!

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Há poucos dias, foi em Menaka que foi visto ao lado de notáveis ​​tuaregues, quando informações indicavam que ele também estava ali para o recrutamento de novos combatentes. No final da semana passada, foi na região de Kidal que sua presença foi noticiada. Ele é Iyad Ag Ghali, o famoso líder jihadista do Mali cuja cabeça foi colocada a preço pelo Ocidente. Ele também é o chefe do Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (GSIM), que está desenfreado no Sahel e persegue seu sonho de instalar um califado lá. Na região da cidade rebelde, no norte, onde foi visto, ele foi ao encontro dos grupos armados que assinaram o acordo de paz de Argel. O objetivo desta aproximação é traçar as linhas de uma frente comum contra o Estado Islâmico do Grande Sahara (EIGS), o principal grupo rival cuja ramificação saheliana está há vários anos na ofensiva pelo controlo de territórios naquela região. Ou seja, se para Iyad Ag Ghali, o inimigo número 1 são os EIGS que ele não quer ver, nem na pintura, desde que entraram em guerra aberta em 2020, após alguns anos de convivência pacífica. Tal como Bamako, para quem o desafio da segurança contra o invasor islamista empenhado na guerra total e dura continua a ser a prioridade das prioridades. A partir daí, ver possíveis caminhos de convergência na luta de Bamako contra a hidra terrorista em geral e o EIGS em particular, e a do líder rebelde tuaregue cuja posição ainda precisa ser esclarecida em relação à possibilidade de negociações com o governo do Mali , há um passo que alguns poderiam dar com prazer. E neste caso, alguns podem até se perguntar se Iyad Ag Ghali não está fazendo o papel de cavalo de Tróia, para melhor combater os EIGS nesta parte do Mali, para Bamako que tem sido criticado por esses mesmos grupos armados do norte signatários do Acordo de Argel e agrupadas no Quadro Estratégico Permanente (CSP), "a sua persistente falta de vontade política", na implementação dos referidos acordos. Alguns grupos até ameaçam pegar em armas novamente. Ainda em Dezembro último, estes grupos armados integrantes do CSP suspenderam, por meio de comunicado de imprensa, a sua participação nos órgãos de fiscalização do acordo de paz de Argel para dar seguimento ao seu pedido de "encontro de emergência" com o governo de Bamako "na terra neutra. Isso poderia explicar essa aproximação de Iyad Ag Ghali com esses grupos armados? Muito inteligente quem pode responder a esta pergunta. Entretanto, tudo isto são sinais que soam como um forte questionamento para Bamako, na gestão do delicado dossier deste acordo de paz de Argel que, se não for levado a bom termo, poderá ter consequências infelizes como este tipo de ligações ou potencialmente conexões perigosas para o Mali. Nada diz que o grande líder islâmico não se voltará contra Bamako Porque, ao soar a mobilização contra os EIGS no Norte do Mali, Iyad Ag Ghali está, certamente, algures o jogo de Bamako hoje na delicadeza com os grupos armados signatários do acordo de paz de Argel. Mas cuidado com o efeito bumerangue! Porque, ao se fortalecer contra o EIGS, Iyad Ag Ghali visa não apenas reduzir a influência e o aerofólio de um rival problemático. Mas também é preciso acreditar que, ao mesmo tempo, é para fazer o seu movimento levar mais açoites se não alimentar a secreta ambição de reforçar a sua liderança apresentando-se como um interlocutor essencial na resolução desta crise. Ainda que se possa suspeitar, vez ou outra, de alguns conhecidos das autoridades da transição do Mali na busca de meios e meios para estabilizar o país, nada diz que o grande líder islamista conhecido pela sua versatilidade acompanhando quer os ventos do os confrontos no terreno lhe são favoráveis ​​ou não, não vai recuar ou virar contra o Bamako quando se sentir forte o suficiente para continuar sua luta sozinho. De qualquer forma, não o vemos renunciar a seu califado, ao qual parece se apegar como a menina dos olhos. Menos ainda aos rigorosos princípios da Sharia que fundamentaram sua luta na criação do movimento Ansar Eddine do qual foi o fundador. Bamako é, portanto, avisado. " O país "

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