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TACV. Guerra de salários e divergências entre acionistas travam nova administração e deixam companhia num impasse.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... A renovação da administração da TACV transformou-se num braço de fer...
domingo, 18 de outubro de 2026
TACV. Guerra de salários e divergências entre acionistas travam nova administração e deixam companhia num impasse.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A renovação da administração da TACV transformou-se num braço de ferro entre o Estado, acionista maioritário, e os órgãos sociais da companhia aérea. Divergências sobre salários e a composição da nova Administração impediram a concretização das nomeações, deixando a transportadora nacional numa situação de indefinição administrativa
A Assembleia Geral realizada na sexta-feira, 16 de outubro, na cidade da Praia, terminou sem a eleição dos novos administradores, depois de Mário Jorge Varela Tavares ter recusado integrar a equipa proposta, num contexto de discordância relativamente às condições remuneratórias.
Segundo o jornal A Nação, a proposta de redução salarial esteve na origem do desentendimento. Perante a desistência, o Estado, que detém mais de 90% do capital da TACV, propôs inicialmente um Conselho de Administração com quatro membros e, posteriormente, com três. Ambas as soluções foram rejeitadas pela Mesa da Assembleia Geral, que invocou o incumprimento das disposições estatutárias.
Em comunicado divulgado ontem, sábado, a Mesa justificou a suspensão dos trabalhos com a necessidade de salvaguardar a legalidade e evitar eventuais impugnações judiciais por parte dos acionistas minoritários.
A nova administração deveria ser liderada por Mário Almeida, tendo como missão reorganizar a companhia e reforçar a sua sustentabilidade financeira.
Com o impasse, os administradores cessantes permanecem interinamente em funções, enquanto se aguarda uma nova Assembleia Geral.
fonte: opais.cv
CABO VERDE: Governo prepara plano estratégico de segurança interna e cidadania – ministro
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O ministro da Administração Interna, Carlos Sena, anunciou que o Governo está a trabalhar num plano estratégico de segurança interna e cidadania e prevê a alteração do plano de formação dos efectivos da Polícia Nacional.
O governante falava à imprensa, após a audição parlamentar da Comissão Especializada de Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos, Segurança e Reforma do Estado, na qual abordou os desafios da segurança interna, a criminalidade e o reforço dos efectivos policiais.
Segundo o ministro citado pela Inforpress, o plano estratégico pretende definir as orientações para combater o sentimento de insegurança que persiste na população cabo-verdiana, apesar da diminuição dos índices de criminalidade registada a nível nacional.
“A criminalidade tem diminuído de forma sistemática e de forma muito consubstanciada, mas o sentimento de insegurança na população tem aumentado”, reconheceu o governante que apontou que a cidade da Praia concentra 47 por cento (%) da criminalidade registada no país.
Avançou que a criminalidade registou uma redução a nível nacional, com excepção nas ilhas de Santo Antão e da Boa Vista, onde houve um aumento geral dos crimes.
Neste sentido, avançou que o Governo pretende reforçar o policiamento, identificar os locais onde os crimes ocorrem, compreender as suas circunstâncias e apurar os seus autores.
Na mesma linha, defendeu o reforço do diálogo com o Ministério Público para melhorar a resposta às ocorrências criminais.
Na Boa Vista, acrescentou, a Polícia Nacional contará com o apoio da Polícia Judiciária.
Relativamente à delinquência juvenil, o governante classificou-a como uma questão social séria e defendeu a necessidade de prevenir o envolvimento dos jovens em grupos criminosos através da ocupação do seu tempo livre com actividades educativas e sociais.
Na sua perspectiva, o alargamento do horário escolar e a criação de oportunidades para os jovens participarem em actividades, com acompanhamento adequado, poderão contribuir para evitar o seu envolvimento nesses grupos.
No seu entender, a prevenção deve começar antes de entrarem em grupos associados à criminalidade, defendendo uma intervenção que envolva a escola e outras estruturas de apoio.
Segundo Carlos Sena, Cabo Verde deveria dispor, neste momento, de cerca de 2.500 efectivos policiais, tendo em conta as referências estatísticas internacionais, mas adiantou que o país não deverá terminar o ano com 2.000.
Entretanto avançou que o Governo prevê começar a formar 220 efectivos da Polícia Nacional em 2027 sendo que a meta é alcançar pelo menos 3.000 polícias até 2036.
Conforme ainda a fonte deste jornal, o governante esclareceu, contudo, que o reforço dos efectivos não se limita ao aumento do número de agentes, devendo ser acompanhado por uma melhoria da qualidade da formação.
Nesse sentido, anunciou a intenção de rever o plano de formação da Polícia Nacional, tornando-o mais operacional e ajustado às necessidades das comunidades, das cidades e dos municípios, bem como aos desafios específicos de cada localidade e município.
fonte: asemana.cv
ONU: Mame Mbaye Niang revela porque Macky Sall desistiu da corrida.
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Após a votação informal realizada a 16 de outubro de 2026, no âmbito do processo de seleção do próximo Secretário-Geral das Nações Unidas, Macky Sall anunciou no sábado a retirada da sua candidatura. Esta decisão foi tomada após consultas com Évariste Ndayishimiye, Presidente da República do Burundi e actual Presidente da União Africana, e com Bassirou Diomaye Diakhar Faye, Presidente da República do Senegal e actual Presidente da CEDEAO.
Numa transmissão em direto no TikTok, Mame Mbaye Niang, antigo ministro e colaborador próximo do antigo chefe de Estado, explicou que o equilíbrio de poder dentro do Conselho de Segurança impossibilitou a continuidade do processo.
“Quando se enfrenta um veto, não se pode ser eleito Secretário-Geral. O objetivo hoje era retomar as discussões entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança para chegar a um consenso”, explicou.
Segundo ele, os candidatos tinham a opção de continuar as negociações com as grandes potências que poderiam vetar as suas nomeações. No entanto, Mame Mbaye Niang afirmou que Macky Sall não estava disposto a comprometer as suas condenações para obter apoio.
“Mas qualquer pessoa que conheça Macky Sall sabe que ele nunca comprometerá as suas convicções. É um homem de princípios, cuja carreira e mensagem são reconhecidas mundialmente”, declarou.
O antigo ministro enfatizou ainda as profundas diferenças geopolíticas entre as grandes potências, particularmente a Rússia, os países europeus e os Estados Unidos. Na sua análise, estes desacordos estratégicos explicam a oposição enfrentada pelos vários candidatos durante o processo de seleção.
Mame Mbaye Niang destacou ainda as divergências em torno do perfil do futuro Secretário-Geral da ONU, afirmando que a maioria dos países europeus, com excepção da França, preferia uma candidata mulher, enquanto Paris apoiava o candidato africano.
“De certa forma, manter os seus princípios e recusar-se a ser fantoche de alguém foi o que o levou a desistir”, insistiu.
Para sustentar o seu argumento, salientou que um candidato poderia obter uma maioria expressiva de votos sem ser eleito caso enfrentasse o veto de um único membro permanente do Conselho de Segurança.
Por fim, Mame Mbaye Niang reafirmou que Macky Sall sempre defendeu uma postura equilibrada e neutra em relação aos povos e aos Estados, visando a paz, a segurança e o desenvolvimento de todos os Estados-membros da ONU. Segundo ele, a continuidade das negociações, mesmo que isso implicasse cedências diplomáticas, acabaria por comprometer esse compromisso.
fonte: seneweb.com
O Presidente do Burkina Faso às estrelas do Burkina Faso: "Vocês estão destinadas a ser estrelas... a iluminar as mentes dos mais jovens e de todos os seus irmãos."
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O Presidente do Burkina Faso, Chefe de Estado, Camarada Capitão Ibrahim Traoré, reuniu-se na manhã de 16 de outubro de 2026 com as Estrelas do Burkina Faso, Embaixadores do Dever Cívico, e os vencedores do Grande Prémio de Envolvimento Cívico. O Chefe de Estado felicitou estas ilustres personalidades antes de as enviar numa missão em que se espera que sejam bem-sucedidas: "promover o dever cívico e o patriotismo, e, com o seu brilhantismo, inspirar outros burquinenses".
Os convidados do Presidente nesta reunião foram divididos em três categorias: as Estrelas do Burkina Faso, figuras exemplares nos seus respectivos campos; os Embaixadores do Dever Cívico, estudantes premiados numa competição de envolvimento cívico; e os vencedores do Grande Prémio de Envolvimento Cívico, atribuído a indivíduos exemplares que representaram com orgulho a nação.
Diferentes gerações receberam uma missão do Presidente do Burkina Faso, Chefe de Estado, o camarada Capitão Ibrahim Traoré. "Vós estais destinados a ser estrelas para sempre, a iluminar as mentes dos mais jovens e de todos os vossos irmãos e irmãs. Por isso, é agora a vossa missão iluminar toda a gente", disse às Estrelas antes de se dirigir aos Embaixadores: "Vós também tendes uma grande missão. E também não vos podeis dar ao luxo de cometer os erros da juventude."
O Presidente do Burkina Faso explicou ainda a estes "escolhidos" a essência do dever cívico e do patriotismo, que são valores fundamentais e a base do desenvolvimento. Para o Capitão Ibrahim Traoré, o patriotismo é "o amor que temos pela nossa querida pátria, o amor que temos pela terra pela qual os nossos antepassados lutaram para nos legar, o amor que temos por cuidar desta terra para a transmitir em melhores condições aos nossos filhos, às gerações futuras. O amor que temos uns pelos outros, cidadãos do mesmo país, entre os nossos irmãos e irmãs. Devemos amar cada burquinense como se fosse do nosso próprio sangue."
Nesta audição, realizada no âmbito das Jornadas Nacionais de Envolvimento Patriótico e Participação Cívica, cujo tema foi a promoção do consumo local, o Chefe de Estado, Capitão Ibrahim Traoré, explicou as questões aos seus convidados. “Uma criança esperta compra as panquecas da mãe. Mas a mãe precisa ser capaz de produzir as suas panquecas, e a criança esperta precisa ser capaz de pagá-las. Isto significa muitas coisas. Para fazer panquecas, precisamos produzir. É por isso que, onde quer que estejamos, precisamos ser capazes de produzir o que precisamos. Não podemos dizer-nos patriotas e continuar a importar o que podemos produzir aqui”, explicou o Presidente do Burkina Faso, Capitão Ibrahim Traoré.
O porta-voz das Estrelas, o camarada Inoussa Saré, agradeceu a honra do Presidente do Burkina Faso e transmitiu o empenho de todos os laureados com o Capitão Ibrahim Traoré no enfrentamento dos desafios.
Departamento de Comunicação da Presidência do Burkina Faso
ONU: Sete candidatos a Secretário-Geral enfrentam veto.
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Todos os sete candidatos ao cargo de Secretário-Geral da ONU receberam um voto de "desaprovação", equivalente a um veto, de um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU na última votação informal, disse um diplomata na sexta-feira.
Na votação de sexta-feira, pela primeira vez nesta votação informal e anónima, a Grã-Bretanha, a China, a França, a Rússia e os Estados Unidos usaram palhinhas coloridas para sinalizar o seu veto, enquanto os dez membros eleitos do Conselho de Segurança continuaram a usar marcadores de cor sólida.
Rebeca Grynspan, da Costa Rica, que tinha figurado entre as favoritas nas cinco votações anteriores, recebeu desta vez o maior número de votos de "apoio", mas também cinco votos de "desaprovação", incluindo dois de membros permanentes.
Segundo os media americanos, Washington opõe-se a todos os sete candidatos. O enviado de Washington à ONU, Mike Waltz, recusou comentar a reportagem, mas disse na sexta-feira: "Sempre dissemos que simplesmente precisamos dos melhores". Em relação à possibilidade de novos candidatos entrarem na corrida, Waltz disse: “Se os países desejarem apresentar mais candidatos, isso é, obviamente, uma questão da sua soberania”. Entre os potenciais candidatos que estão a ser considerados pelos diplomatas estão Nickolay Mladenov, o principal representante de Gaza no “Conselho da Paz”, apoiado pelos EUA, e Lana Nusseibeh, Ministra de Estado para os Assuntos Exteriores dos Emirados Árabes Unidos. O nome de Feridun Hadi Sinirlioglu, Secretário-Geral da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), foi também referido.
Grynspan obteve os melhores resultados em média nas primeiras cinco rondas de votação informal, voltando a sair em primeiro lugar na sexta-feira, apesar dos dois vetos. Os outros candidatos são a ex-Ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, o argentino Rafael Grossi, actual Director-Geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o senegalês Macky Sall, as equatorianas Ivonne A. Baki e Maria Fernanda Espinosa, e a ugandesa Olara Otunnu ... O secretário-geral cessante, António Guterres, de Portugal, completa o seu segundo mandato de cinco anos a 31 de Dezembro de 2026. Mesmo que um candidato obtenha os nove votos necessários dos 15 disponíveis no Conselho de Segurança, também precisa de evitar o veto dos cinco membros permanentes, que estão profundamente divididos. Ultrapassados estes obstáculos, o nome do candidato será submetido à Assembleia Geral, que reúne todos os membros da ONU, para confirmação.
A votação informal do Conselho de Segurança foi instituída no início da década de 1980 para tentar desempatar a nomeação de dois candidatos bloqueados por vetos. Este mecanismo informal persiste, sob diversas formas, apesar das críticas dos países que se opõem à falta de transparência do processo. Cada um dos 15 membros do Conselho de Segurança deve atribuir anonimamente a cada candidato uma das três classificações: "favorável", "desfavorável" ou "sem opinião". A tradição é que o cargo máximo da ONU seja rotativo entre candidatos de diferentes regiões. De acordo com este princípio, o cargo deveria, desta vez, ser ocupado por um candidato da América Latina. Existem muitos candidatos desta região, embora Sall e Otunnu sejam de África.
Africanews com AP
Burkina Faso: A Presidência de Faso recebe material circulante no valor de 105 milhões de francos CFA.
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A Ministra e Chefe de Gabinete do Presidente do Burkina Faso, Capitã Martha Céleste Anderson Médah, presidiu à cerimónia de entrega de um importante lote de veículos aos Serviços Presidenciais no Campo Naaba-Koom 2.
Avaliada em mais de 105 milhões de francos CFA, esta doação inclui 100 motociclos e 10 carrinhas de caixa aberta. Foi possível graças a um grande amigo do Burkina Faso, o Sr. Jiang Wu, que se dedica a apoiar o ímpeto da Revolução Progressista Popular (RPP), iniciada pelo Chefe de Estado, Capitão Ibrahim Traoré. A entrega oficial dos equipamentos foi realizada pelo Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Regional e Burquinenses no Estrangeiro, Embaixador Hermann Yirigouin Toé. Resultado de uma sinergia de ações entre o departamento diplomático e a Embaixada do Burkina Faso na China, esta iniciativa está totalmente alinhada com o apoio à visão presidencial.
Ao receber as chaves, a Capitã Martha Celeste Anderson Medah expressou a sua profunda gratidão ao Ministério dos Negócios Estrangeiros pela eficaz coordenação dos esforços de solidariedade em toda a rede diplomática. Esta estendeu também os seus sinceros agradecimentos ao doador por este gesto patriótico e empenhado, ao mesmo tempo que instou os beneficiários a utilizarem o equipamento de forma responsável, a fim de maximizar o seu impacto na administração.
Este ato de generosidade não é o primeiro do Sr. Jiang Wu. Em 2024, este amigo do povo burquinense já tinha demonstrado a sua solidariedade ao doar 2.000 toneladas de fertilizantes ao Presidente do Burkina Faso, apoiando assim a Iniciativa Presidencial para a Produção Agrícola e Autossuficiência Alimentar.
Departamento de Comunicação da Presidência do Burkina Faso
Posto do Secretário-Geral da ONU: Macky Sall desiste da corrida.
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O ex-Presidente senegalês Macky Sall anunciou no sábado que retirou a sua candidatura ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU) após a votação informal de sexta-feira.
"Após a votação informal de 16 de outubro e depois de consultar Evariste Ndayishimiye, Presidente da República do Burundi e atual Presidente da União Africana, e Bassirou Diomaye Faye, Presidente da República do Senegal e atual Presidente da CEDEAO, decidi retirar a minha candidatura ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas", declarou em comunicado público.
O antigo chefe de Estado senegalês enfrentou vetos de três dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU durante a votação informal realizada na sexta-feira em Nova Iorque. Esta reviravolta no processo de seleção do próximo Secretário-Geral da organização diminui as hipóteses de Macky Sall suceder a António Guterres. “Estou a retirar a minha candidatura, mas continuo totalmente comprometido com os ideais que a inspiraram: paz, segurança, desenvolvimento económico e social, cooperação internacional e diálogo entre as nações”, declarou o Sr. Sall num comunicado publicado nas suas plataformas oficiais.
Macky Sall, que deseja muito sucesso ao futuro chefe da ONU, reafirma o seu total compromisso com os ideais que inspiraram a sua candidatura, mencionando especificamente a paz, a segurança, o desenvolvimento económico e social, a cooperação internacional e o diálogo entre as nações.
Acredita que África deve continuar a fazer ouvir a sua voz e a prosseguir os seus esforços para ocupar o lugar que lhe cabe na governação global. “Enquanto o mundo continua a enfrentar uma proliferação de conflitos, rivalidades geopolíticas crescentes, uma ordem internacional fragmentada e desafios económicos e financeiros sem precedentes, continuo convicto de que as Nações Unidas devem empreender uma profunda transformação dos seus métodos e operações”, afirma.
Fonte: Agência de Imprensa Senegalesa
LANÇAMENTO DO MOVIMENTO REBELDE DA EX-PRESIDENTE KABILA: Uma expressão flagrante do fracasso das tentativas de mediação.
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Frente para a Refundação do Congo (FRC)! Este não é o nome de um novo partido político, como alguns poderão pensar. Trata-se, na verdade, do nome de um movimento político-militar lançado pelo antigo chefe de Estado congolês, Joseph Kabila. O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa realizada a 12 de outubro em Goma, no leste da República Democrática do Congo (RDC). Na verdade, a FRC é simplesmente uma plataforma que une agora a Aliança do Rio Congo (AFC) e o Movimento 23 de Março, conhecido como M23. Com o ex-Presidente Kabila agora à frente, a FRC declara-se pronta para "unir e coordenar todas as forças de resistência a fim de pôr fim à tirania por todos os meios, incluindo a força". Eis aí a questão.
A transferência de poder entre Kabila e Tshisekedi cheirava a acordo.
Ao lançar a FRC, Joseph Kabila e os seus associados declararam guerra ao Presidente Félix Tshisekedi. Tshisekedi, ao que tudo indicava, estava preparado para tal eventualidade, tendo já acusado abertamente o seu antecessor, então exilado na África do Sul, de conspirar um golpe contra o seu governo durante uma aparição nos meios de comunicação social. Ele, sem dúvida, sabia do que estava a falar. Vários meses depois, Kabila abandonou finalmente a farsa. Por que razão, então, as coisas chegaram a este ponto? Esta é uma pergunta que muitos fazem, sobretudo tendo em conta as circunstâncias em que Félix Tshisekedi chegou ao poder após as eleições presidenciais de 2018. A transição de poder entre Kabila e Tshisekedi cheirava a um acordo secreto, ao ponto de a Igreja Católica não hesitar em distanciar-se, denunciando fraudes generalizadas. Se, alguns anos mais tarde, estes dois antigos aliados se tornaram adversários ao ponto de nem sequer se quererem ver, é porque um deles, Kabila, se sentiu traído. Esperava que Tshisekedi, agora no poder, retribuísse o favor? Tudo sugere que sim. Mas sente que recebeu uma ninharia. Sobretudo porque, para além dos conflitos entre as duas figuras, o ex-Presidente Kabila foi julgado e condenado à morte pelo sistema judicial congolês, que, aliás, emitiu um mandado de captura internacional contra ele. Isto demonstra que Kabila está a agir como um leão ferido, tentando desesperadamente salvar a sua própria pele. E para piorar a situação, o presidente Félix Tshisekedi, conhecido pela sua governação caótica, continua a cometer erros sucessivos, ao ponto de, além de tudo, procurar um terceiro mandato, dividindo ainda mais o povo congolês. Demonstra também um ego insuflado, chegando ao ponto de iniciar consultas para um diálogo nacional, excluindo a AFC-M23. Com que finalidade?
Corremos o risco da partição do país.
É impossível responder a esta questão; é difícil imaginar uma solução para a crise congolesa sem abordar as preocupações da AFC-M23, agora FRC. Em todo o caso, o povo congolês é digno de compaixão. Pois, depois de tanto sofrimento, os seus problemas estão longe de terminar. Os próximos dias prometem ser ainda mais incertos. Quem salvará os congoleses? Esta é a pergunta que muitos observadores colocam, referindo com pesar que o surgimento da FRC não é mais do que o resultado do fracasso dos esforços de mediação destinados a restaurar a paz na RDC. As conversações de paz realizadas em Doha, no Qatar, e em Washington, D.C., embora tenham inicialmente gerado grandes esperanças, não produziram os resultados esperados, porque nenhum dos lados está a agir de boa-fé. Perante uma situação tão complexa, cabe ao Presidente Félix Tshisekedi demonstrar compaixão, descendo do seu pedestal e estendendo a mão, sem excepção, a todos os seus compatriotas. Isto permitirá que a crise congolesa seja abordada e que se faça o diagnóstico correcto, conduzindo, em última análise, a uma solução holística para os problemas levantados por todos. Caso contrário, e sem querer ser um presságio de desgraça, corremos o risco da partição do país, que é precisamente o que temos vindo a assistir há quase dois anos.
“Le Pays”
VISITA DO REI DE ESPANHA A CEUTA E MELILLA: Após esta visita de esclarecimento, o que fará Rabat?
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Uma bomba real caiu nas águas de Ceuta! É difícil descrever de outra forma a visita do Rei Felipe VI de Espanha e da sua esposa, Letizia Audií, ao enclave espanhol no Norte de África, no dia 13 de Outubro. No dia seguinte, 14 de outubro, o casal real prolongou a sua viagem até Melilla, o outro enclave espanhol na mesma região. Esta é uma visita real sem precedentes, quer em termos de contexto, quer, sobretudo, de história. De facto, esta visita ocorre pouco mais de dois meses após a crise migratória marcada pela chegada de mais de 70.000 migrantes de Marrocos ao enclave espanhol em solo africano. Historicamente, é também a primeira visita de um monarca espanhol à ilha em quase 20 anos.
A visita do rei espanhol não passou despercebida em Marrocos.
A última visita deste tipo, recorde-se, data de Novembro de 2007, quando o Rei Juan Carlos, pai de Felipe VI, se deslocou a Ceuta e Melilla para reafirmar a soberania espanhola. Quase duas décadas depois, o filho segue orgulhosamente as pisadas do pai. De facto, face à intransigência de Marrocos em continuar a reivindicar estes dois territórios, o monarca espanhol, tal como o seu pai, reafirmou a soberania espanhola sobre estes dois enclaves. E a mensagem foi inequívoca: "Ceuta e Melilla fazem parte da realidade nacional e política de Espanha; a integridade territorial do país é inegociável", declarou Felipe VI perante centenas de moradores que não esconderam a euforia ao receber o casal real nas suas terras. Claramente muito aguardada, Sua Majestade e a sua esposa foram recebidos com entusiasmo popular à sua chegada a Ceuta, onde bandeiras espanholas vermelhas e amarelas tremulavam por todo o lado, e multidões entoavam slogans das manifestações anti-imigração realizadas quase diariamente desde o final de Julho. Pode dizer-se que o Rei Felipe VI estava em terreno familiar. E certamente soube aproveitar ao máximo a situação. O discurso de Felipe VI ao povo de Ceuta foi mesmo descrito por alguns meios de comunicação espanhóis como um dos seus pronunciamentos políticos mais significativos desde o discurso sobre a Catalunha em 2017. Esta viagem foi, portanto, mais do que uma simples visita. De facto, ao enviar inúmeras mensagens de apoio aos habitantes de Ceuta e ao prestar homenagem, juntamente com a sua mulher, no cemitério muçulmano do enclave, junto aos túmulos dos 90 migrantes que morreram nos dias 30 e 31 de julho, a maioria afogados no Mar Mediterrâneo, o monarca espanhol enviou uma poderosa mensagem política e diplomática. Sem dúvida que Felipe VI quis marcar território. Ora, a pergunta que não quer calar é: o que fará Rabat após esta visita esclarecedora do monarca espanhol? Porque, no mínimo, a visita do Rei de Espanha não passou despercebida em Marrocos.
O Rei Felipe VI reafirmou o compromisso de Espanha em manter "boas relações de vizinhança" com Marrocos.
De facto, bem antes da visita do casal real a Ceuta e Melilla, o anúncio da viagem já tinha provocado uma onda de reacções em alguns segmentos da população marroquina. Ao ponto de a visita ter sido descrita como "pura provocação" por algumas vozes não oficiais. Paralelamente a estas reações isoladas, uma das ações mais marcantes foi o boicote, por parte de várias autoridades marroquinas de alto nível, à receção realizada em Rabat no dia 12 de outubro, em comemoração do Dia Nacional de Espanha. Ainda assim, o Rei Felipe VI reafirmou o compromisso de Espanha em manter "boas relações de vizinhança" com Marrocos, enfatizando a "boa fé" que, na sua opinião, deve prevalecer de ambos os lados. Nos mais altos escalões do Estado marroquino, aguarda-se ainda a reação oficial. E este silêncio observado em Rabat, desde o anúncio oficial da visita do casal real a Ceuta e Melilla até à incisiva e notável declaração de Felipe VI, é, no mínimo, intrigante. O que se esconde por detrás deste silêncio, que mais parece a calmaria antes da tempestade? Será um bom presságio para a relação bilateral entre Madrid e Rabat? Será que Marrocos vai convocar, mais uma vez, o seu embaixador para consultas, como fez em 2007, quando o Rei Juan Carlos visitou os dois enclaves? Estas são algumas das questões que pairam no ar enquanto todos aguardam para ver como Marrocos irá reagir a esta ofensiva diplomática e soberanista do Rei de Espanha. Será que a parceria construída ao longo do tempo entre Rabat e Madrid, que se tem reforçado significativamente desde 2022 com o apoio de Espanha ao plano de autonomia de Marrocos para o Saara Ocidental, resistirá à turbulência resultante da crise migratória em Ceuta? Teremos de esperar para ver.
"O País"
DENÚNCIA DE BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS CONTRA ASSOCIADOS DO PRESIDENTE DA RDC: Mais um espinho na garganta de Félix Tshisekedi.
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Enquanto uma nova frente, liderada pelo seu antecessor Joseph Kabila, se abriu recentemente contra ele, e enquanto ainda lida com os rebeldes da AFC/M23 que minam a sua presidência no leste do país, onde a situação de segurança continua crítica, o presidente congolês Félix Tshisekedi está prestes a envolver-se, se é que ainda não está, num escândalo que preferia evitar. Este é um fenómeno longe de ser novo em África, e desde o Gabão dos Bongos até à Guiné Equatorial dos Obiangs, e incluindo, entre outros, o Congo de Denis Sassou Nguesso, já fez manchetes devido ao alegado envolvimento de associados destes líderes africanos em casos de "enriquecimento ilícito".
Este caso surge num momento muito mau para Félix Tshisekedi.
Estas enormes fortunas, compostas por bens móveis e imóveis, muitas vezes localizados na Europa, são ainda mais escandalosas por serem apresentadas como fruto da corrupção e do desvio de fundos públicos. Estes actos altamente repreensíveis foram alvo de queixas contra vários clãs presidenciais africanos, principalmente em França, estando estes casos ainda pendentes nos tribunais europeus. E é isso que parece estar a acontecer com o presidente congolês, Félix Tshisekedi, cujas residências pertencentes a membros da sua família foram alvo de buscas na Bélgica no dia 14 de Outubro. Estas ações decorrem de uma queixa apresentada por uma organização não governamental (ONG) em julho de 2025 ao Tribunal Federal Belga contra associados do presidente congolês, implicados num relatório que denunciava a pilhagem dos recursos minerais do Katanga e suspeitos de branqueamento de capitais. No total, estão envolvidas cerca de dez pessoas, incluindo o irmão, a mãe e a mulher do presidente. Para dizer o mínimo, este caso surge num momento muito inoportuno para o notoriamente careca presidente do Palácio da Nação, em Kinshasa, que já enfrenta uma série de problemas. A persistente crise de segurança no leste do país, que já está a paralisar a nação, foi agravada por uma grave crise sanitária com o ressurgimento da epidemia de Ébola, que ainda está longe de ser controlada. Acrescente-se a isto as tensões políticas ligadas às alegadas ou reais tentativas do presidente de manipular a Constituição para prolongar indevidamente o seu mandato, e torna-se evidente que este caso é mais um espinho no pé de Félix Tshisekedi. E isto poderá ser ainda mais embaraçoso para ele porque, mesmo que não seja diretamente mencionado, trata-se de familiares muito próximos implicados em alegados atos de "corrupção, peculato e crimes financeiros", segundo o sistema judicial belga. São alegações graves, que provavelmente lançarão dúvidas sobre a integridade moral e a credibilidade dos envolvidos, e que fornecem munições aos detractores do presidente, que o acusam de trair a causa do povo.
Este é o momento para elogiar todas as organizações empenhadas na luta contra a corrupção internacional.
E de se preocupar mais com a questão do infame terceiro mandato que lhe atribuem do que com a procura de soluções para os problemas do povo congolês. Contudo, esta denúncia, que visa alguns dos seus colaboradores próximos, não vai melhorar a situação de Félix Tshisekedi. Tendo ascendido da oposição ao poder, não pode ter denunciado a má gestão dos seus antecessores para hoje ser acusado da mesma má conduta. Muito menos ver-se envolvido num caso de desvio de fundos públicos e enriquecimento ilícito, que apenas serve para manchar a sua imagem e enfraquecer o seu poder. De qualquer modo, é louvável que o sistema judicial belga tenha demonstrado a sua competência para julgar um caso como este, que teria poucas hipóteses de sucesso na República Democrática do Congo. Resta saber se conseguirá chegar ao fundo da questão e determinar as responsabilidades daqueles que também reivindicam a nacionalidade belga. E aqueles que acreditavam ter encontrado na capital da antiga potência colonial um refúgio seguro para esconder os despojos dos seus saques. Esta é uma oportunidade para elogiar todas as organizações empenhadas no combate à corrupção internacional e no rastreio dos ganhos ilícitos dos líderes africanos. Pois, de leste a oeste do continente africano e de norte a sul, muitos usam o povo como trampolim para o poder, que se torna então como uma herança familiar ou um rendimento vitalício. Isto precisa mudar!
fonte: “Le Pays”
Guiné Conacri: 300 milhões de euros para a estrada Labé-Tougué, um passo decisivo para a pavimentação.
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A Assembleia Nacional aprovou, no sábado, 17 de outubro de 2026, o acordo de financiamento para o projeto de construção e pavimentação da estrada nacional Labé-Tougué, que inclui também o ramal Banti-Koubia. Com um custo total estimado de 289,55 milhões de euros, o projeto visa melhorar as ligações rodoviárias entre várias autarquias da Guiné Central e Alta.
As obras vão abranger 148,86 quilómetros de estrada entre Labé e Tougué, além de 11,443 quilómetros para o ramal Banti-Koubia. O projeto inclui ainda a construção de uma ponte de 200 metros sobre o rio Bafing. O prazo de conclusão está previsto em 36 meses.
Para além da reabilitação da infra-estrutura rodoviária, estas rotas desempenham um papel estratégico no serviço ao interior do país. Ligam, em particular, as prefeituras de Labé, Tougué, Koubia, Dinguiraye e Siguiri, com o objetivo de facilitar a deslocação e fortalecer o comércio entre estas zonas.
O custo total do projeto está estimado em 289,55 milhões de euros. A maior parte deste orçamento, 223,09 milhões de euros, será destinada à construção de estradas. A construção da ponte sobre o rio Bafing representa um investimento estimado em 14,58 milhões de euros.
Estão previstas outras despesas para apoiar a execução do projeto. A monitorização e a supervisão das obras exigirão 6,488 milhões de euros, enquanto 6,034 milhões de euros serão alocados ao apoio institucional. As medidas sociais e ambientais receberão 3,512 milhões de euros.
O programa inclui também 11,93 milhões de euros para infraestruturas relacionadas. Isto inclui a construção de uma praça de portagem com oito faixas e o desenvolvimento da rede viária urbana de Kollet.
Por fim, foi atribuída uma reserva de contingência de 23,917 milhões de euros para cobrir imprevistos e potenciais revisões de preços durante a implementação do projeto.
O acordo, assinado a 20 de julho de 2026 entre a Guiné e várias instituições financeiras internacionais, prevê um financiamento de 300 milhões de euros, incluindo taxas de transação.
A estrutura de financiamento assenta em dois mecanismos: uma linha de crédito convencional e uma linha de crédito islâmica baseada no princípio da Murabaha.
Para a componente convencional, o Bank of Africa United Kingdom contribui com 50 milhões de euros, enquanto o AL AHLI Bank of Kuwait – DIFC contribui com 30 milhões de euros.
A componente islâmica envolve quatro instituições financeiras. A Africa Finance Corporation contribui com 100 milhões de euros, seguida pelo First Abu Dhabi Bank com 75 milhões de euros. O Bank of Africa – Offshore Bank contribui com 25 milhões de euros e o ABC Islamic Bank com 20 milhões de euros.
O acordo estipula um prazo de sete anos a contar do primeiro desembolso dos fundos. O reembolso inclui um período de carência de 24 meses, seguido de onze prestações semestrais. O período de acesso aos fundos é de 36 meses.
Financeiramente, o acordo inclui uma margem anual de 4,15% acima da Euribor a seis meses, de acordo com os termos aplicáveis aos financiamentos convencionais e islâmicos. Além disso, existe uma taxa fixa de abertura de 1,35% e uma taxa de compromisso anual de 1% sobre a parcela não desembolsada do financiamento convencional durante o período de disponibilidade.
A obra será executada pela Compagnie Sahélienne d’Entreprise (CSE) ao abrigo de um contrato EPCF. Este tipo de contrato abrange o projeto, a execução da obra e a obtenção do financiamento.
O empréstimo contará ainda com um seguro IEC, concebido para cobrir pelo menos 95% dos riscos políticos e comerciais.
fonte: guinee360.com
domingo, 11 de outubro de 2026
Selecionador e jogadores tentam reconduzir Cristiano Ronaldo para o jogo de adeus. Ele está em silêncio.
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A seleção portuguesa alcançou um marco inédito na Liga das Nações, mas o ambiente interno continua dominado pela delicada ausência do seu principal símbolo.
No seu primeiro jogo em casa sem Cristiano Ronaldo, Portugal derrotou no domingo a Noruega por 2-1, tornando-se a primeira seleção a chegar aos quartos de final da Liga das Nações da UEFA.
A situação em torno de Cristiano Ronaldo continua a ser um dos principais assuntos do futebol português. Depois de um conflito com o selecionador Jorge Jesus, o avançado de 41 anos deixou a seleção. A seleção portuguesa parece estar a trabalhar incansavelmente para convencer Cristiano Ronaldo a regressar, mas para um último jogo.
A ideia é que CR7 jogue uma partida de despedida perante os adeptos portugueses, dando-lhe a oportunidade de se despedir em campo e terminar o seu percurso de sucesso internacional.
"Cristiano Ronaldo é o nosso capitão e o símbolo da seleção nacional. Estou confiante de que tudo se resolverá da melhor forma. Todos queremos que a situação seja resolvida com calma e com o respeito que Cristiano merece", afirmou o jogador da seleção portuguesa João Cancelo.
Outro jogador, Nuno Mendes, escreveu nas redes sociais que os jogadores da seleção estão "mais focados naquilo que precisamos de fazer agora e naquilo que o selecionador nos quer oferecer".
"Quanto ao resto, isso não depende de nós. Teremos todo o gosto em receber qualquer jogador que se junte a nós", escreveu o jogador.
Depois disto, Cristiano deixou de seguir Mendes nas redes sociais.
O selecionador português, Jorge Jesus, afirma que Cristiano continua a ser um jogador que pode ser convocado. No entanto, ele próprio precisa de estar pronto para regressar.
De acordo com Jesus, o conflito foi "muito exagerado" e surgiu de um "mal-entendido". Jorge Jesus também respondeu aos pedidos de desculpa após a saída de Cristiano Ronaldo:
"Pedir desculpa porquê? A quem e porquê? Assumo a responsabilidade pela minha decisão e pelo que aconteceu, mas pedir desculpa porquê? Isso é absurdo.Eu sou o treinador. Convenço quem eu quiser. Não peço a opinião de ninguém sobre quem escolho ou quem joga."
O próprio Ronaldo ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de um regresso.
"Ele compreende que tudo tem um fim — nada dura para sempre", disse Jesus. "Mas gostaria que ele se retirasse da seleção por vontade própria." Quando o convoquei pela primeira vez para a seleção, disse que precisava dele. Independentemente de jogar ou não, preciso dele. Isso continua a ser verdade hoje."
Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tentou persuadir Ronaldo a regressar, dirigindo-se-lhe através dos meios de comunicação portugueses: "É o maior jogador de todos os tempos, um futebolista que se dedicou ao futebol português durante mais de vinte anos. Hoje, é um verdadeiro símbolo da identidade portuguesa."
Leia mais: Pedro Proença reúne Ronaldo e Jesus para evitar impacto no Mundial 2030
fonte: pravda.ru
Domingos Simões Pereira espera que militares não se eternizem no poder.
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O líder do PAIGC reagiu, esta quinta-feira 8 de outubro, aos recentes anúncios de impossibilidade de realizar as eleições, na Guiné-Bissau a 6 de Dezembro. Domingos Simões Pereira afirmou que o Alto Comando Militar não se deve eternizar no poder.
Questionado sobre as declarações do primeiro-ministro guineense e da CNE, segundo as quais não existem condições para a realização de eleições a 6 de dezembro, Domingos Simões Pereira disse não estar surpreendido.
O líder do PAIGC apelou os militares a não se eternizar no poder, e a provar que querem o regresso à normalidade constitucional.
"Já sabíamos que seria praticamente impossível, porque o prazo para a deposição das candidaturas caducou, portanto, era só uma questão de confirmação política daquilo que, técnicamente, já estava ultrapassado. Continuo a reiterar que se as entidades que controlam o país neste momento querem um voto de confiança e uma oportunidade, devem alinhar-se com os princípios da reposição da normalidade constitucional", sublinhou o presidente da Assembleia Nacional Popular.
Domingos Simões Pereira saudou a decisão judicial da CEDEAO que atribui uma indemnização de 30 milhões de francos CFA (cerca de 46 mil euros) aos cinco políticos presos no golpe militar, incluindo ele próprio.
"Isto vem confirmar, por um tribunal da CEDEAO, que a leitura que se faz, mesmo a nível internacional, é igual àquela que nós já tínhamos", afirmou.
Uma decisão judiciária reforça a ilegalidade da detenção a que os cinco opositores foram submetidos.
"Absolutamente, não só ilegal, como arbitrária", insiste o líder do PAIGC.
Domingos Simões Pereira disse ainda esperar que a Guiné-Bissau não envereda pelos caminhos que os Estados da Aliança do Sahel (Niger, Mali e Burkina Faso), em que os militares permaneceram no comando depois de tomarem o poder pela força.
Quanto ao seu regresso a Bissau, o presidente do PAIGC afirma que não sabe quando será, nem o que vai fazer ao completar-se, neste mês de outubro, o prazo de três meses que lhe foi dado para se deslocar a Portugal, quando foi libertado em julho.
fonte: rfi.fr
Hutis renovam ameaças a Riade após ataque, Arábia Saudita promete responder.
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Riade – Os rebeldes Hutis, grupo xiita pró-iraniano, renovaram as suas ameaças a aeroportos sauditas, após um ataque ao aeroporto King Khalid, em Riade, que fez pelo menos 12 mortos e mais de 300 feridos, no sábado, 10 de Outubro. O reino promete responder, e os Estados Unidos disseram estar a ponderar participar nessa resposta.
Sem reivindicarem o ataque de sábado, os Hutis reiteraram, no domingo, o seu aviso aos viajantes, funcionários e companhias aéreas para que não utilizem o espaço aéreo saudita nem os aeroportos do país, “com excepção” dos situados nas cidades sagradas de Meca e Medina.
A Arábia Saudita atribui o ataque aos rebeldes pró-Irão, denunciando “um crime de guerra” ao qual responderá “com firmeza”. Já na quarta e na quinta-feira, os Hutis tinham reivindicado ataques contra o aeroporto de Riade, que causaram um total de seis mortos.
A amplitude e a frequência dos ataques contra Riade nos últimos dias são inéditas desde 2014, ano em que começou a guerra no Iémen, que opõe as forças governamentais sunitas, apoiadas pela Arábia Saudita, aos rebeldes Hutis, de orientação xiita e aliados do Irão. O cessar-fogo entre as partes, estabelecido em 2022, foi rompido em Julho, quando o Iémen entrou na guerra regional desencadeada pela ofensiva lançada no final de Fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.
A comunidade internacional, incluindo a ONU, a União Europeia, a Liga Árabe e países como o Reino Unido, o Iraque e o Paquistão, já condenou o ataque. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considerou o incidente uma “escalada perigosa”.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que “o que aconteceu na Arábia Saudita é inaceitável”, indicando que iria analisar uma possível participação dos Estados Unidos nas operações militares contra os Hutis. Acrescentou ainda que se iria reunir com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, líder de facto do reino.
Após o anúncio do encerramento, na noite de sábado, o aeroporto da capital saudita permanecerá encerrado durante o domingo. Além disso, o Ministério da Educação saudita ordenou que as escolas de Riade passassem a ministrar aulas à distância durante uma semana.
No terreno iemenita, as hostilidades prosseguem após a ofensiva-relâmpago lançada em Setembro pelos Hutis, que assumiram o controlo do estratégico estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho, desencadeando uma contra-ofensiva governamental. Fontes militares indicaram, no sábado, à agência noticiosa AFP que as forças iemenitas tinham avançado nas imediações do estreito, sem, contudo, conseguirem garantir a sua segurança.
Segundo estas fontes e um responsável dos Hutis, os rebeldes continuam a controlar a ilha de Mayyoun, situada no centro da passagem marítima, que ganhou importância desde que Teerão restringiu a navegação no estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.
fonte: rfi.fr
Guineé-Conacri: Concurso para recrutamento de 6.000 professores reagendado para 17 de Outubro.
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Os candidatos ao concurso para preencher 6.000 novas vagas de professores terão de se preparar mais cedo do que o previsto. Originalmente agendadas para quarta-feira, 21 de outubro de 2026, as provas serão agora realizadas no sábado, 17 de outubro, segundo um comunicado do Ministério da Modernização Administrativa e da Função Pública.
Esta alteração de data foi feita por determinação do Presidente da República. O Ministério afirmou que o objetivo é acelerar o processo de seleção para responder à procura de professores, uma vez que o ano letivo de 2026-2027 já começou.
Os exames serão realizados exclusivamente em território nacional, nas capitais de sete prefeituras: Kindia, Boké, Mamou, Labé, Kankan, N’Zérékoré e Faranah.
Os candidatos devem aguardar a publicação da lista final de aprovados para saber o local da prova. O Ministério informa ainda que os professores aprovados serão apenas alocados a escolas localizadas em território nacional.
O prazo final para a inscrição mantém-se sendo o dia 11 de outubro de 2026, às 23h59. O reagendamento dos exames não altera as demais disposições do aviso inicial.
Para obter informações sobre o exame ou solicitar assistência, os candidatos podem aceder ao site oficial concours.gov.gn ou ligar para o 1017.
Os casos suspeitos de fraude ou burlas podem ser denunciados em alerte.concours.gov.gn.
O Ministério recomenda que os candidatos estejam atentos aos comunicados oficiais, sobretudo os referentes aos locais de prova e aos procedimentos práticos para a realização dos exames.
Através desta campanha de recrutamento, as autoridades pretendem reforçar o corpo docente, garantindo, em conformidade com os seus compromissos, um processo baseado no mérito, na transparência, na equidade e na igualdade de oportunidades.
fonte: guineé360.com
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Guiné-Bissau: "Governo e CNE não foram capazes de se organizar para as eleições".
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O analista político Rui Jorge Semedo admitiu hoje à RFI que nem o Governo nem a Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau foram capazes de se organizar para que o país estivesse preparado para realizar eleições a 6 de Dezembro. O especialista defende ainda um diálogo nacional “urgente”, que reúna acores políticos e sociedade civil, sublinhando que “a partir desse diálogo é que se vai definir uma data para as próximas eleições”.
O primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té apontou o incumprimento de prazos legais essenciais e a situação de caducidade dos órgãos de vários partidos políticos como os principais entraves à realização das eleições gerais. AP Photo/Darcicio Barbosa - Darcicio Barbosa
Por:
Neidy Ribeiro
O analista político guineense começa por explicar que, nem do ponto de vista técnico nem do ponto de vista legal, estão reunidas as condições para a realização de eleições gerais no país,
“Nem o Governo nem a Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau foram capazes de se organizar a tempo. É preciso respeitar certos aspectos técnicos, respeitar prazos que vão permitir à Comissão Nacional de Eleições realizar o seu trabalho, mas também há o aspecto legal, a propria configuração da CNE é ilegal a começar pela nomeação do presidente da CNE”, referiu.
Rui Semedo questiona ainda a realização de eleições num país onde a actividade política está suspensa, com as sedes dos partidos encerradas, defendendo que o adiamento será consensual. "Agora é preciso conseguir uma abertura para permitir o exercício da actividade política no país".
O analista político diz que é preciso que a Assembleia Nacional Popular possa retomar os trabalhos, acrescentando que "cabe agora ao comité militar mostrar se eles realmente querem fazer o país voltar à democracia. Têm que respeitar as instituições, a começar exactamente pelo Parlamento.”
Sobre a duração do período de transição e quando estará o país preparado para realizar eleições gerais, Rui Semedo defende a urgência de se realizar um diálogo nacional que reúna atores políticos e sociedade civil.
“Tem que resultar de um consenso, a partir de um diálogo sério, franco e responsável entre os atores políticos e também da sociedade civil. A partir desse diálogo é que se vai definir o timing desse processo.”
Esta quinta-feira, 8 de Outubro, em declarações à imprensa, depois de se ter reunido com o Presidente da República de transição, general Horta Inta-a, para analisar o processo eleitoral, o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té apontou o incumprimento de prazos legais essenciais e a situação de caducidade dos órgãos de vários partidos políticos como os principais entraves à realização das eleições gerais.
Também porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Felisberta Moura Vaz, afirmou, em declarações aos jornalistas, à saída de uma audiência com Horta Inta-a, que “tecnicamente é improvável” a realização de eleições na data de 6 de Dezembro.
Os partidos da oposição -PAIGC, MADEM-G15 e APU-PDGB - se mostraram favoráveis ao adiamento das eleições.
fonte: rfi.fr
CEDEAO condena Guiné-Bissau a indemnizar cinco opositores.
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O Tribunal de Justiça da Comunidade da CEDEAO condenou o Estado da Guiné-Bissau a pagar 30 milhões de francos CFA, cerca de 76.200 euros, a cada um dos cinco políticos detidos na sequência do golpe de Estado de Novembro do ano passado. A notícia foi avançada através de um comunicado de uma sociedade de advogados nigeriana que representa os requerentes guineenses
O Tribunal de Justiça da Comunidade da CEDEAO considerou o Estado guineense responsável por graves violações dos direitos humanos fundamentais dos cidadãos Domingos Simões Pereira, Octávio Lopes, Roberto Mbesba, Marciano Indi e Augusto Nansambe.
No final de Novembro de 2025, foram detidos o antigo primeiro-ministro e presidente do Parlamento, Domingos Simões Pereira, o advogado Octávio Lopes, o dirigente do Partido da Renovação Social, Roberto Mbesba, o deputado Marciano Indi e o advogado do PAIGC, Augusto Nansambe.
As detenções ocorreram logo após o golpe de Estado de 26 de Novembro, véspera da publicação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais.
Para a equipa jurídica, a sentença representa uma afirmação vital de que os direitos fundamentais não são privilégios do poder executivo, mas sim garantias protegidas pelo direito internacional.
A sociedade de advogados exige agora o cumprimento imediato da decisão, sublinhando que a justiça só está completa quando as reparações financeiras forem efectivamente entregues às vítimas das detenções consideradas ilegais pelo tribunal.
A Guiné-Bissau encontra-se actualmente suspensa da CEDEAO. O tribunal regional reforça que as suas decisões não são opcionais e que todos os Estados-membros estão legalmente obrigados a cumpri-las.
fonte: rfi.fr
Após pressão das autoridades, Sissoco pede devolução de armamento e património do Estado.
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O antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, apelou aos militares que prestaram serviço na Presidência da República, bem como aos seus colaboradores, para que devolvam às novas autoridades as armas e os bens que se encontram na sua posse.
“Dirigimo-nos particularmente àqueles que, durante o período em que desempenharam as suas funções junto do Palácio da República, tenham levado consigo, por orientação superior, por necessidade de serviço ou por qualquer outra circunstância, bens, equipamentos, materiais, objetos, documentos ou outros meios pertencentes ao património presidencial ou que lhes tenham sido confiados para o exercício das suas funções. Apelamos a todos para que identifiquem e devolvam integralmente esses bens às novas autoridades competentes”, afirmou o ex-Chefe de Estado, esta quinta-feira, 9 de outubro de 2026, através de uma mensagem publicada na sua página oficial nas redes sociais, consultada pela redação do jornal O Democrata.
Na mensagem dirigida aos agentes, oficiais superiores e subalternos, bem como aos membros civis e militares do antigo Corpo de Segurança e Defesa do Palácio da República, com quem trabalhou durante o exercício das suas funções, Sissoco Embaló sublinhou que o seu apelo não deve ser entendido como uma acusação a quem quer que seja.
Contudo, frisou que se trata, acima de tudo, de “um apelo à responsabilidade, à transparência, ao respeito pelo património do Estado e ao cumprimento das nossas obrigações perante a República”.
“Ao devolvermos aquilo que nos foi confiado, demonstramos que, apesar das diferenças e das circunstâncias que o país atravessa, continuamos comprometidos com a preservação das instituições, da paz e da dignidade nacional”, declarou.
“Vocês são patriotas. Juraram servir e defender a Pátria”, afirmou, apelando, de seguida, à serenidade, à disciplina e ao sentido de Estado dos militares com quem trabalhou no Palácio Presidencial.
Nesse sentido, aconselhou-os a “acatarem as orientações das autoridades competentes, cumprirem as instruções e decisões institucionais e continuarem a desempenhar o seu dever com responsabilidade e respeito pelas instituições”.
Sissoco Embaló lança apelo à unidade e à reconciliação nacional
Umaro Sissoco Embaló dirigiu igualmente uma mensagem aos seus apoiantes e simpatizantes, pedindo-lhes calma, prudência e contenção. Segundo o antigo Presidente, compreende que os acontecimentos recentes possam provocar emoções fortes, indignação e preocupação.
Contudo, apelou para que essas emoções não se transformem em palavras, gestos ou atos suscetíveis de dividir ainda mais os guineenses, ofender outros cidadãos ou alimentar conflitos.
“É tempo de baixar as tensões e elevar o sentido de responsabilidade”, advertiu.
“A Guiné-Bissau pertence a todos os seus filhos. Nenhuma divergência política deve transformar um guineense em inimigo de outro guineense. Precisamos de preservar os laços que nos unem, respeitar-nos mutuamente e criar condições para que as feridas sejam tratadas através do diálogo, da compreensão e da reconciliação”, afirmou.
Na mesma mensagem, acrescentou que a reconciliação não significa esquecer as diferenças, mas sim reconhecer que “a paz, a vida humana, a dignidade e a unidade nacional estão acima das nossas divergências”.
Por: Assana Sambú
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← CNE considera impraticável a realização de eleições gerais a 6 de dezembro
Exército do Mali recaptura Kidal com apoio do Corpo Africano russo.
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O exército do Mali, apoiado pelo Corpo Africano do Ministério da Defesa da Rússia, recapturou a importante cidade de Kidal, perdida durante a ofensiva tuaregue-jihadista no final de abril. Na época, a mídia ocidental noticiou amplamente que tanto Moscou quanto Bamako estavam sofrendo derrotas estratégicas, que a Rússia, distante, nada havia feito para ajudar o continente a combater os extremistas após a retirada da França, e assim por diante. Naturalmente, omitiram o fato de que a França agora apoiava os militantes.
Segundo participantes e testemunhas oculares, não houve confrontos. Os militantes do FLA fugiram da cidade antes da chegada das forças governamentais.
Seja como for, a mídia ocidental agora menciona com parcimônia a perda da cidade e o fato de ela ter se rendido sem luta — um reagrupamento estratégico, não uma derrota na linha de frente. Contudo, o fato permanece: um importante assentamento perto das fronteiras do Níger e da Argélia, há muito um centro para separatistas tuaregues, foi devolvido ao controle do governo. E apesar da preocupação de Moscou com a Ucrânia, seus esforços para fortalecer de forma constante os estados africanos aliados continuam com sucesso, apesar de todas as tentativas das antigas potências coloniais de impedir isso.
Em 25 de abril de 2026, o grupo separatista Frente para a Libertação de Azawad (FLA), juntamente com islamitas radicais do JNIM, lançou um ataque contra instalações militares. Kidal foi o epicentro da revolta tuaregue de 2012, que defendia a criação de um estado independente de Azawad. Posteriormente, a cidade ficou sob o controle de grupos islamitas.
O Corpo Africano do Ministério da Defesa da Rússia (criado entre o final de 2023 e o início de 2024 como sucessor oficial do Grupo Wagner) enviou suas unidades e especialistas militares para diversos países africanos estratégicos, principalmente na região do Sahel, África Central e Norte da África.
As missões do corpo incluem o combate ao terrorismo, o treinamento de forças armadas locais, a proteção da liderança nacional e a proteção de infraestruturas críticas (como campos de petróleo).
Especialistas militares, assessores e unidades do Corpo Africano operam em:
• Líbia,
• Mali,
• República Centro-Africana (RCA),
• Burkina Faso,
• Níger,
• Guiné Equatorial.
fonte: pravda.ru
Guiné-Conacri: Decreto de Doumbouya que coloca as competências do MATD em contradição com a Constituição.
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Um decreto lido na televisão nacional na terça-feira, 6 de outubro de 2026, esclarece o novo quadro de atuação do governo guineense. O texto define, em particular, as responsabilidades dos trinta ministérios que agora compõem o Poder Executivo.
Entre as disposições que suscitam questões está a que diz respeito ao Ministério da Administração Territorial e Descentralização (MATD). Este departamento é notavelmente responsável por “estabelecer e atualizar o recenseamento eleitoral e organizar eleições políticas e referendos”.
Esta disposição é particularmente preocupante, dadas as prerrogativas que a Constituição confere ao Órgão Técnico Independente de Gestão Eleitoral (OTIGE).
O artigo 174.º da Constituição estabelece um órgão independente cujas atribuições incluem, entre outras: “estabelecer e atualizar o recenseamento eleitoral e preparar, organizar e fiscalizar referendos, eleições locais e nacionais, nas condições definidas por lei orgânica”.
Esta lei orgânica, mencionada na Constituição, refere-se ao Código Eleitoral. O artigo 320.º da Constituição especifica: “A instituição responsável pelo planeamento, organização, execução e fiscalização das operações eleitorais e de referendo, conforme previsto nos artigos 41.º e 174.º da Constituição, designa-se por “Órgão Técnico Independente de Gestão Eleitoral”, abreviado como OTIGE”.
A questão suscitada pelo novo decreto é, pois, a da relação entre as competências agora atribuídas ao Ministério da Administração Territorial e Descentralização (MATD) e as conferidas ao órgão técnico independente pela Constituição e pelo Código Eleitoral.
Ao analisar estas diversas disposições, o decreto que atribui ao MATD a responsabilidade pela elaboração e atualização do recenseamento eleitoral, bem como pela organização de eleições políticas e referendos, parece contradizer as competências expressamente conferidas ao Órgão Técnico Independente (OTIGE) pelo quadro constitucional e eleitoral.
A constitucionalidade destas novas competências poderá, assim, ser objecto de debate jurídico, nomeadamente no que respeita à possibilidade de um decreto conferir a um ministério competências que a Constituição reserva a um órgão técnico independente.
fonte: guinee.com
FACILITADORES DA UA EM GOMA PELA PAZ: Será que esta última mediação será bem-sucedida?
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Face à crise de segurança que provocou e continua a provocar centenas de mortos e milhares de deslocados no leste da República Democrática do Congo (RDC), a União Africana (UA) não se manteve inerte. Longe disso. Multiplicou as suas iniciativas com o objectivo de trazer o governo congolês e a Aliança do Rio Congo (AFC/M23) de volta à mesa das negociações. É neste contexto que os seus facilitadores, incluindo os antigos chefes de Estado Uhuru Kenyatta, Mokgweetsi Masisi, Sahle-Work Zewde e o Ministro Delegado para os Assuntos Exteriores do Togo, em representação do Presidente do Conselho Togolês, Faure Gnassingbé, se reuniram no dia 5 de Outubro em Goma com os principais dirigentes deste grupo político-militar, concretamente com o seu coordenador nacional, Corneille Nangaa.
Os disparos nunca cessaram no leste da RDC.
Esta iniciativa é particularmente bem-vinda, dado que o painel da UA já se reuniu no início deste ano com o presidente congolês Félix Tshisekedi e o presidente ruandês Paul Kagame, que se acusam mutuamente de desestabilizar a região. Ao oferecer os seus bons ofícios, a UA demonstra o seu empenho em ser o actor legítimo e principal na restauração da paz no Congo e, de facto, na região dos Grandes Lagos. Isto é inteiramente louvável, tanto mais que a instituição continental se destacou frequentemente pela sua ausência onde a sua presença era claramente necessária. Posto isto, o que mais trará esta missão da UA para uma área controlada por rebeldes? Esta última mediação será bem-sucedida? Por outras palavras, será que a UA terá sucesso onde grandes potências como os Estados Unidos e o Qatar lutam para alcançar resultados tangíveis no terreno? Só o tempo o dirá. Entretanto, tudo indica que a UA caminha para o desastre. De facto, apesar do acordo assinado por Kinshasa e Kigali sob os auspícios de Washington, e de outro entre Kinshasa e a AFC/M23, no âmbito da mediação do Qatar, os combates nunca cessaram no leste da RDC. Será que a UA conseguirá atingir os seus objetivos nestas condições? Parece altamente improvável. Seja como for, se esta nova ronda de mediação, a primeira do género no campo rebelde, conseguir alterar a situação, tanto melhor. Mas o mínimo que se pode dizer é que a tarefa da UA é extremamente complexa. Isto é ainda mais verdade dado que nenhum dos protagonistas da crise parece disposto a ceder um milímetro. Não obstante, apesar das numerosas e diversas iniciativas de paz já empreendidas a nível sub-regional e internacional, as duas partes continuam a olhar-se com desconfiança. Em todo o caso, Félix Tshisekedi não quer sequer Corneille Nangaa sob a sua custódia, e vice-versa. Como prova, não hesitou em mandar condenar à morte este antigo presidente da Comissão Eleitoral, cujas negociações obscuras lhe permitiram ascender à presidência, mas excluiu-o do tão discutido diálogo nacional, cujo formato é alvo de intenso debate na RDC.
Cada um dos protagonistas deve ser chamado a fazer concessões.
Mas poderá ser diferente quando sabemos que, nesta crise, que ainda não revelou todos os seus segredos, os atores se destacam pela falta de sinceridade? De facto, parece que cada um dá um passo em frente e dois para trás. Tudo indica que Fatshi, tal como Corneille Nangaa, avança de costas um para o outro, cada um pronto a apunhalar o outro pelas costas à mínima oportunidade. E enquanto os intervenientes na crise se mantiverem nesta posição, devemos temer que os esforços da UA sejam em vão. Em todo o caso, a UA deve ser encorajada a continuar os seus esforços de mediação. Porque, para além dos beligerantes, é o futuro da RDC que está em causa. E, em vez de trabalharem para evitar uma divisão ainda maior, ou mesmo a balcanização do país, Fatshi, Corneille Nangaa e os seus aliados preferem defender as suas agendas pessoais. Enquanto o primeiro procura manter-se no poder lançando uma candidatura para um terceiro mandato, o segundo ambiciona conquistar Lubumbashi, a capital do cobre e a segunda maior cidade do Congo. Isto demonstra que nenhum dos protagonistas se preocupa verdadeiramente com o destino do povo que paga um preço elevado nesta guerra fratricida. Por conseguinte, ambos os lados devem ser instados a fazer concessões. Urge, no mínimo, encontrar uma forma de conviver e aliviar o sofrimento do povo que já não sabe a quem recorrer.
"Le Pays"
APOSENTADORIA INTERNACIONAL DE LEO: A despedida de um "Messi" do futebol.
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Uma nação transbordante de gratidão celebrou o seu ídolo a 6 de outubro, na Argentina, no seu último jogo com a camisola branca e azul-celeste da Albiceleste, a seleção argentina. A Argentina recebeu o Benim num particular que marcou o final da carreira internacional de um génio do futebol: Lionel Messi. O astro argentino, que entrou discretamente para a seleção nacional em agosto de 2005, durante um particular com a Hungria, tornou-se, 21 anos depois, uma lenda viva do futebol mundial. O maior, segundo os seus devotos fãs que nunca deixam de o elogiar. Nem mesmo os seus críticos mais acérrimos questionaram a imensidão do seu talento.
Messi despede-se após uma carreira internacional na qual conquistou tudo.
Isto diz muito sobre a forma como o jovem prodígio argentino, com o seu talento natural, deixou a sua marca na sua época. Uma história escrita ao longo de anos e através de inúmeras competições, pontuada por lágrimas de alegria, mas também de tristeza. Como as lágrimas derramadas pelo astro global durante a derrota na final do Mundial 2026 para a Espanha (0-1), a 19 de julho, em Nova Iorque, EUA. Um episódio triste que, sem dúvida, influenciou a sua decisão de terminar definitivamente o seu percurso com a Albiceleste. Para grande decepção dos seus compatriotas, que estavam ansiosos por lhe prestar uma sincera homenagem por ter restaurado o orgulho do país. Como poderia ser diferente, tendo em conta como La Pulga carregou o pesado legado de Diego Maradona na seleção, levando a Argentina a três finais de um Campeonato do Mundo, incluindo a vitória em 2022 no Qatar? E o que dizer dos dois títulos consecutivos da Copa América conquistados em 2021 e 2024, que quebraram o mito da maldição que parecia persegui-lo nesta competição com a seleção argentina! Pode dizer-se que, aos 39 anos, Messi se despede após uma carreira internacional na qual conquistou tudo. Uma carreira tão ilustre como a de Messi, com 126 golos em 208 jogos pela seleção, seis Mundiais disputados, incluindo três finais, e um total de 21 golos, um recorde absoluto para a Argentina. Estes números falam por si, especialmente para alguém que está agora perto de desafiar a hierarquia das lendas do futebol mundial, no topo da qual reinam o Rei Pelé e Diego Armando Maradona. De qualquer forma, para muitos, Messi é simplesmente um presente dos céus para o futebol, ao qual devolveu toda a sua magia. E o prazer de o ver jogar ao mais alto nível com um génio inigualável é o que os seus adeptos mais sentirão falta. Quanto ao resto, o golo que selou a vitória da sua equipa por 3-0 no seu último jogo pela seleção simboliza o fim de uma era para a Argentina. O propósito desta reforma internacional é, antes de mais, educativo.
Messi já não pertence à Argentina, mas sim ao património da humanidade.
Por outras palavras, é preciso saber quando deixar as coisas antes que elas nos deixem. E poder-se-ia pensar que Messi fez bem em assinar a sua despedida dos palcos enquanto a chama ainda arde forte. É a prova de que até as lendas chegam ao fim. E tudo indica que Messi compreendeu isso. Do FC Barcelona, clube onde floresceu em Espanha, ao International Football Club de Miami, o seu atual clube nos Estados Unidos, trilhou o seu caminho metodicamente num desporto onde o seu nome permanece para sempre gravado na história. Um desporto no qual inspirou admiração e respeito, mantendo sempre a modéstia que caracteriza os grandes campeões. É evidente que, com esta retirada internacional do capitão argentino, o futebol perde uma das suas maiores e mais lendárias figuras. E aguardamos para ver quem ocupará o seu lugar. De qualquer forma, Lionel Messi pode ter pendurado as chuteiras na seleção argentina, mas ainda não terminou o seu percurso futebolístico, uma vez que ainda tem contrato com o Inter Miami. Mas, mesmo agora, podemos reconhecer a sua carreira inspiradora, uma vida dedicada à família, ao país e ao mundo do futebol, que jamais o esquecerá. E, neste sentido, podemos dizer que o oito vezes vencedor da Bola de Ouro já não pertence à Argentina, mas sim ao património da humanidade.
"Le Pays"
terça-feira, 6 de outubro de 2026
PRIMEIRO FÓRUM ALAMEIN AFRICA NO EGITO: Poderão os países africanos beneficiar dele?
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Após as cimeiras África-França, África-Japão e África-Estados Unidos, o Fórum África-Alamein reuniu mais de 20 chefes de Estado e representantes de Governo africanos em El Alamein, no norte do Egipto. Durante três dias, líderes políticos, executivos, banqueiros e representantes de instituições de desenvolvimento discutiram o financiamento do desenvolvimento africano, bem como o comércio e o investimento entre os países do continente. Ao promover esta cimeira, o Egipto junta-se à lista crescente de países ocidentais, asiáticos e americanos que organizam cimeiras com África, um feito louvável. A iniciativa é ainda mais louvável por visar reduzir a dependência de África em relação ao financiamento externo. No entanto, a questão permanece: conseguirão os países africanos capitalizar esta cimeira? É uma incógnita. De facto, durante décadas, a África participou em cimeiras sem sair sempre vitoriosa. Isto significa que não podemos garantir, com toda a certeza, que o continente colherá os frutos desta vez. Contudo, o simples facto de esta cimeira ser iniciada por um país africano rompe com o que temos visto em termos de cimeiras africanas… E devemos esperar que os resultados correspondam à promessa. Esta esperança é ainda mais crucial, dado que o continente, que rejeita cada vez mais os ditames das grandes potências, precisa dela. Posto isto, enquanto aguardamos o impacto deste importante encontro nos países participantes, podemos afirmar que se trata de um ganho político para o Cairo.
O Egito procura, através desta iniciativa, reforçar a sua influência no continente.
Isto é ainda mais verdade tendo em conta que, na sua primeira tentativa, o Egipto esteve perto de alcançar um sucesso retumbante, tendo em conta o número e o calibre dos participantes envolvidos. Poderia ter sido diferente, dado que o tema escolhido é relevante e oportuno? De qualquer modo, este evento, agora previsto ser bienal e realizado sob os auspícios da União Africana (UA), tinha todas as hipóteses de sucesso, considerando os sectores estratégicos escolhidos como foco principal das discussões. Não é segredo que a agricultura, as infraestruturas, o comércio, a saúde, a mineração, as energias renováveis e a tecnologia são, sem dúvida, preocupações fundamentais para o continente. Para além da esperança de forjar novas parcerias e de reforçar a cooperação Sul-Sul, cada participante esperava também que este importante fórum dialogasse com os seus respetivos países. É preciso reconhecer que este fórum, que encerrou as suas atividades a 3 de outubro, decorreu num contexto em que África, para além de enfrentar o desafio do desenvolvimento económico, também lida com guerras e outros conflitos. Sem dúvida, não faltaram temas de interesse. Mas não nos devemos iludir. O Cairo não promoveu este fórum por boa vontade de outros países africanos. Isto torna-se ainda mais provável tendo em conta que, há décadas, o país de Abdel Fattah al-Sisi procura uma coligação de nações africanas para apoiar a sua causa contra a Etiópia, que acusa de ameaçar os seus recursos com a construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope no Nilo Azul. De qualquer modo, o Egipto procura, através desta iniciativa, reforçar a sua influência no continente e, talvez, até para além dele. Isto demonstra que as razões que levaram a terra dos faraós a organizar este fórum são tão diversas quanto numerosas. E o melhor que podemos desejar para o Egipto é que tenha sucesso onde outros países falharam.
Dabadi ZOUMBARA
fonte: lepays.bf
Que futuro espera Umaro Sissoco Embaló?
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Quase um ano após o golpe militar, o ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló continua no centro do debate político. Um analista ouvido pela DW não prevê um futuro favorável, mas defende reconciliação.
A decisão do Alto Comando Militar de bloquear o regresso de Umaro Sissoco Embaló à Guiné-Bissau continua a ser aplaudida por diversos setores da sociedade, que consideram o antigo Presidente da República "fonte" de instabilidade.
Na semana passada, militares fiéis a Umaro Sissoco Embaló, instalados na Presidência da República, foram desarmados e transferidos para outras unidades. Sissoco afirmou, nas redes sociais, que estava a "acompanhar" a situação e acabou por não regressar ao país a 4 de outubro, como tinha anunciado.
Antes de cancelar o regresso, Umaro Sissoco Embaló afirmara que tencionava candidatar-se às eleições presidenciais de dezembro. Mas o jornalista Bacar Camará diz que não vê um futuro "favorável" para o ex-chefe de Estado na cena política guineense.
"Ele teve uma Presidência bastante agitada, com vários registos de violência verbal e física", afirma Bacar Camará em declarações à DW. "Umaro Sissoco Embaló desperdiçou uma grande oportunidade, tal como o seu antecessor [na Presidência da República], José Mário Vaz, para conduzir o país a uma reconciliação, a um entendimento e à concórdia nacional".
Em Bissau, vários cidadãos mostram-se satisfeitos com o afastamento, para já, de Sissoco Embaló do cenário político guineense.
"Eu acho que é melhor ele ficar lá onde está e deixar o país andar, porque nós estamos cansados", confessou um morador. "Há problemas em todo lado. Na educação, na saúde e em quase tudo. Se Umaro Sissoco Embaló voltar, haverá mais problemas", alertou outra cidadã.
Reconciliação nacional
As autoridades guineenses não voltaram a pronunciar-se desde que anunciaram, na semana passada, que não estavam reunidas as "condições de segurança" para garantir o regresso do antigo Presidente da República.
O Alto Comando Militar avisava ainda que se mantém em vigor a proibição de manifestações ou aglomerações de cariz político, salientando que "qualquer ato de desacato ou incumprimento" destas normas seria "da inteira responsabilidade dos respetivos autores".
Partidos políticos e organizações da sociedade civil defendem que se aproveite este momento para iniciar um processo de "verdadeira" reconciliação nacional. Mas o jornalista Bacar Camará considera que qualquer processo de reconciliação devia abranger todos os cidadãos, incluindo Sissoco Embaló.
"A Guiné-Bissau precisa de todos os seus filhos, independentemente dos erros cometidos. Precisa de todos os que possam contribuir para que se encontre um caminho de desenvolvimento", afirmou.
As eleições legislativas e presidenciais estão agendadas para daqui a dois meses, na Guiné-Bissau. Os críticos acreditam, no entanto, que será impossível realizar o escrutínio na data marcada, 6 de dezembro, por falta de condições.
fonte: DW
Face às crises e ao aumento dos custos de produção, a UEMOA está a apostar na industrialização regional até 2040.
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Face à crescente instabilidade de segurança, ao custo proibitivo dos seus fatores de produção e à vulnerabilidade das suas economias dependentes de commodities, a União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) apresentou, em Ouagadougou, na segunda-feira, 14 de setembro de 2026, uma nova estratégia orientada para o futuro, com o objetivo de reconstruir a sua integração económica até 2040. Este roteiro, complementado por um plano operacional quinquenal denominado "IMPACT 2030", foi apresentado por Koffi Romain R. Dognon, chefe da Divisão de Estratégia, Estudos e Prospectiva da Comissão da UEMOA, num seminário de sensibilização que reuniu jornalistas e profissionais dos meios de comunicação social dos oito países membros da organização (Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo).
Ao recordar os sucessos históricos do bloco da África Ocidental — nomeadamente a moeda comum (franco CFA), a tarifa externa comum e a livre circulação de pessoas — o representante da comunidade apresentou uma avaliação franca: o comércio intra-zona continua particularmente fraco e os países sofrem com a “falta de competitividade ligada à indisponibilidade ou ao custo proibitivo da energia, da terra e da logística”. Além disso, a UEMOA continua em grande parte “virada para o exterior”, pouco integrada nas cadeias de valor globais e vulnerável a choques externos devido à sua excessiva dependência de mercadorias não processadas.
Para abordar estes desafios, a Comissão modelou quatro cenários prospetivos, combinando o nível de envolvimento comunitário dos Estados-membros com a intensidade da transformação estrutural das suas economias (Águia Majestosa, Voo dos Grou-coroados, Desalojamento das Vinhas, Fio da Navalha).
O cenário base escolhido, intitulado “O Voo dos Grou-coroados”, pressupõe um forte empenho político e a industrialização acelerada da região. Para concretizar esta ambição, a Comissão está a implementar o Plano Estratégico 2025-2030 “IMPACT 2030”, adotado a 20 de setembro de 2024. Este plano identifica 13 ecossistemas industriais regionais de elevado potencial para desenvolver cadeias de valor competitivas e criar emprego para os jovens.
O sucesso destes projectos estratégicos, no entanto, enfrenta vários obstáculos importantes. Externamente, o Sr. Dognon enfatizou a necessidade de preservar a coesão comunitária e garantir a segurança das áreas de produção afectadas pelas crises de segurança regionais. O desafio reside também na apropriação efectiva dos programas pelos governos nacionais e na mobilização de financiamento privado.
A nível interno, a Comissão da UEMOA está a passar por uma profunda reestruturação para migrar de uma abordagem académica, “orientada para o design”, para uma “lógica de ação e resultados”, apoiada por uma cultura fortalecida de gestão baseada em indicadores e trabalho multifuncional baseado em projetos.
fonte: abidjan.net
A UEMOA está a preparar uma estratégia regional de inteligência artificial para 2027, em resposta ao atraso tecnológico na região.
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Organização regional, composta por oito países (Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo), reconhece que ainda há espaço para melhorias significativas à escala global. De acordo com o relatório Oxford Insights de 2025 (Índice de Prontidão Governamental para IA), a pontuação média do índice de prontidão para IA dos Estados-membros é de 31,50/100, em comparação com a média global de 47/100. Embora o Senegal (46,10, 97º a nível global) e o Benim (34,00, 89º) estejam a apresentar um bom desempenho, países como o Níger (26,00, 186º) e a Guiné-Bissau (23,50, 194º) estão significativamente atrasados.
Embora vários países já tenham adotado estratégias nacionais (Benin e Senegal em 2023, Costa do Marfim em 2025, Burkina Faso em 2026), a Comissão da UEMOA pretende harmonizar as políticas comunitárias em torno de quatro pilares fundamentais. Em primeiro lugar, Governação, Ética e Regulamentação: proteção de dados pessoais, preservação da privacidade, promoção das línguas africanas e prioridade dada ao emprego de jovens e mulheres. Segundo, Infraestrutura e Serviços: desenvolvimento de centros regionais de computação (nuvem soberana), ferramentas de dados abertos e interoperabilidade de sistemas. De seguida, Capital Humano: criação de diplomas especializados (mestrados, doutoramentos) e atualização dos currículos escolares para antecipar os empregos do futuro. Por fim, Inovação e soberania: incentivos fiscais para startups, parcerias internacionais para transferência de tecnologia e financiamento específico para combater a fuga de cérebros.
Entre as áreas prioritárias identificadas pela União estão a agricultura (otimização da produtividade e gestão dos riscos climáticos), a saúde (telemedicina, epidemiologia e logística farmacêutica), a educação (aprendizagem adaptativa), a administração pública, a fiscalidade e a segurança.
Em termos de governação do projecto, o quadro operacional incluirá a criação de um Comité Directivo Regional sob a autoridade da Comissão, pontos focais ministeriais em cada Estado-Membro, uma Academia Regional de IA apoiada por uma rede de cátedras universitárias e um Fundo Regional de Inovação.
A contratação da consultora encarregada de desenvolver o plano de ação orçamentado atingiu uma fase decisiva com a abertura das propostas a 11 de setembro de 2026. A validação do estudo está prevista para o final de 2026, um pré-requisito para a adoção formal da estratégia comunitária agendada para 2027.
fonte abidja.net
domingo, 4 de outubro de 2026
Literatura: Carmen Toudonou nomeada para o Prémio Baobás de 2026 no Canadá.
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Depois dos prémios conquistados no ano passado em França e este ano no Gabão e no Congo, a jovem escritora beninense ambiciona agora mais um prémio no Canadá. Carmen Toudonou, uma mulher que escreve com força, coragem e beleza, recusando-se a ser silenciada.
O romance de Carmen Toudonou, Paria, publicado pela Vénus d’Ébène & My African Clichés em 2025, continua o seu ilustre percurso internacional. Após a Menção Shéhérazade no Grand Prix Afrique de 2025 em Paris, o Prémio Filiga de Literatura Africana de 2026 em Libreville, Gabão, e o Prémio Especial Plum’art-Z de 2026 em Brazzaville, Congo, o livro foi agora nomeado para o Prémio Baobabs em Montreal, Canadá. Este prestigiado prémio, atribuído pela Académie des Baobabs, reconhece a literatura de África e a sua diáspora. O prémio será entregue na Feira do Livro de Montreal, em novembro.
Jornalista, escritora, investigadora… Carmen Toudonou utiliza a literatura para promover a mudança social há cerca de vinte anos. Para isso, explora quase todos os géneros: romances, contos, ensaios, peças de teatro, poesia — nada escapa à sua inspiração. Uma caneta cuja tinta indelével flui dos dedos de feltro para um parto sem cesariana.
Para além de Paria, publicou, entre outros, O Orgasmo Doloroso, Tantas Pessoas Esperam Ser Amadas e Muitas São Apenas Casadas, Quase uma Vida, A Síndrome de Penélope, Hierarquias e Cores e Vénus Negra. Esta lista está longe de ser exaustiva e não segue necessariamente a ordem cronológica.
Fundadora da editora Venus d’Ébène em Cotonou e doutorada em comunicação social, Carmen Toudonou explora nas suas obras os temas da condição feminina, da sororidade, da identidade sociocultural e das divisões sociais.
Ela escreve para que a sociedade saiba que tem o dever de ouvir. Escreve para que as mulheres saibam que têm o direito de falar. Escreve para que as raparigas saibam que têm o direito de sonhar. Escreve para se manifestar, denunciar e esclarecer.
Não é por acaso que recebeu a Menção Scheherazade no Grand Prix Afrique, em Paris, no ano passado. Sherazade é a famosa contadora de histórias e heroína de As Mil e Uma Noites, que conta ao sultão uma história todas as noites, interrompendo-a de madrugada para adiar a sua execução por mil e uma noites. Esta distinção remete, portanto, para a modernidade e intemporalidade da obra da jovem escritora beninense, bem como a própria obra As Mil e Uma Noites. Incorpora também a emancipação da voz feminina defendida por Carmen Fifamè Toudonou.
fonte: https://lanation.bj
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