Djemberém é um blog que aborda temas de carácter social, cultural e educativo; colabore com os seus arquivos, imagens, vídeos, para divulgação. O objectivo principal de sua criação é de divulgar informações privilegiadas sobre a África e o seu povo, assim como outras notícias interessantes. Envie para - vsamuel2003@gmail.com
Postagem em destaque
REGRESSO DO TAMBOR PELO POVO EBRIE NA COSTA DO MARFIM: Nunca é tarde!.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... A restituição de obras de arte de França aos países africanos contin...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
REGRESSO DO TAMBOR PELO POVO EBRIE NA COSTA DO MARFIM: Nunca é tarde!.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A restituição de obras de arte de França aos países africanos continua. Depois do Benim e do Senegal, a Costa do Marfim recebeu uma obra de grande importância: o tambor falante do povo Ebrié, anteriormente conhecido por povo Tchaman. Pode dizer-se que já não era sem tempo. Mas, como diz o ditado, "mais vale tarde do que nunca". Confiscado em 1916 pelas autoridades coloniais, este objeto era um poderoso meio de comunicação, utilizado sobretudo para fazer soar o alarme à chegada dos colonizadores franceses. A sua restituição foi formalizada pelas ministras da Cultura de França e da Costa do Marfim, Rachida Dati e Françoise Remarck. Além disso, foi apresentado um projeto de lei no Senado e a sua aprovação completou a restituição, dado que o tambor falante tinha sido emprestado à Costa do Marfim anteriormente. O povo costa-marfinense já se alegra com o seu regresso. Recordamos que o anúncio foi feito pelo presidente francês Emmanuel Macron durante a cimeira África-França realizada em Montpellier. Em todo o caso, nas margens da Lagoa Ebrié, celebra-se a restituição desta obra de arte. O esforço vale a pena, sobretudo porque estas obras de arte, roubadas ou saqueadas durante o período colonial, constituem uma parte importante da história africana. A sua restituição permitirá à nova geração de africanos compreender melhor os poderosos símbolos da luta anticolonial. De facto, se a Costa do Marfim há muito reivindica a devolução das suas obras de arte, é porque estas representam verdadeiros tesouros para o país. Em todo o caso, o regresso do tambor falante do povo Ebrié à Costa do Marfim dará, sem dúvida, um novo aspeto ao Museu das Civilizações da Costa do Marfim. Posto isto, prevê-se que, para além do tambor, os restantes 148 objectos sejam devolvidos ao país de Houphouët-Boigny.
Além disso, é de questionar por que razão a França tem demorado tanto tempo a devolver estas obras de arte aos vários países africanos que as solicitaram. É certo que estes objectos trouxeram e continuam a trazer muito para França, mas o país precisa de reconhecer que chegou o momento de os devolver aos seus legítimos proprietários, tanto mais que a maioria deles foi confiscada em circunstâncias dolorosas. É evidente que a colonização causou imensos danos a África, e resistir à devolução de objectos confiscados durante este período traumático só agrava a situação.
fonte: lepays.bf
Rejeição das tarifas de Donald Trump pelo Supremo Tribunal, vista da perspetiva africana: um líder autoritário contra uma instituição forte.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A 20 de fevereiro, o Supremo Tribunal dos EUA derrubou uma parte significativa das tarifas impostas sob a administração de Donald Trump, alegando que careciam de fundamento jurídico suficiente. Esta decisão, que enfraquece um pilar da estratégia protecionista do presidente norte-americano, provocou uma veemente reação da sua parte, com a assinatura, logo no dia seguinte, 21 de fevereiro, de uma ordem executiva que impunha uma tarifa adicional de 10% sobre as importações para os Estados Unidos.
Invalidar completamente uma importante decisão económica tomada pelo chefe de Estado equivale a um suicídio político.
Esta resposta de Trump confirma que se trata de uma batalha pela legitimidade: por um lado, um presidente que, obviamente erradamente, acredita ter amplos poderes sobre as tarifas; do outro, um Supremo Tribunal, apesar da sua reputação conservadora, que entende que a economia não pode tornar-se o campo de ensaio para um líder claramente determinado a alargar o seu âmbito de atuação, sobretudo quando a Constituição estabelece limites precisos, nomeadamente ao reconhecer o papel central do Congresso na regulação do comércio externo. Numa perspectiva africana, este episódio parece surreal, tanto mais que, em muitas capitais do continente, imaginar um Supremo Tribunal a invalidar sumariamente uma importante decisão económica tomada pelo chefe de Estado não deixa de ser pura ficção, senão mesmo suicídio político. Contudo, os textos que proclamam a separação dos poderes de facto existem. Mas as instituições, frequentemente nomeadas e controladas pelo Poder Executivo, raramente hesitam em contrariar o chefe de Estado. O que acabou de acontecer entre Donald Trump e o Supremo Tribunal é um forte lembrete de que a força de um Estado não reside no controlo férreo de um único indivíduo que concentra todas as alavancas do poder, mas sim na capacidade das suas instituições se fiscalizarem mutuamente. No entanto, não há motivos para celebração.
Porque o presidente ultraconservador americano decidiu, apesar deste duro revés jurídico, contornar os limites impostos pela Constituição e impor uma tarifa de 10% sobre todos os bens importados, global e unilateralmente. Ao sancionar esta nova sobretaxa, apresenta-se, mais uma vez, como o defensor dos interesses americanos contra os concorrentes estrangeiros e espera manter a sua imagem de presidente combativo e protector da economia nacional. Se este decreto não for contestado pelo Congresso e anulado pelo Supremo Tribunal, provavelmente terá repercussões graves para as economias africanas, particularmente para os produtos exportados para os Estados Unidos, como o cacau e o algodão, que correm o risco de se tornarem menos atrativos em comparação com concorrentes como o Canadá, o México e a Coreia do Sul, que beneficiam de um acesso mais favorável ao mercado americano graças a acordos preferenciais que os isentam de tarifas.
Os exportadores africanos terão agora de rever as suas estratégias comerciais.
Como resultado, os exportadores africanos terão de recalcular as suas margens de lucro e rever as suas estratégias comerciais, tendo em conta este contexto em que as regras podem mudar de um dia para o outro. Esta volatilidade pode, de facto, comprometer a sobrevivência de determinadas atividades e empresas, além de dificultar a criação de emprego. Para os países africanos cujas economias dependem de poucos produtos de exportação, o efeito combinado da sobretaxa e da incerteza pesará certamente sobre o seu crescimento e a sua luta contra o desemprego. Em suma, a decisão de Donald Trump, para além do efeito tarifário, representa um desafio estratégico para os países africanos, que necessitam de encontrar novos mercados e diversificar os seus mercados e sectores para não exporem as suas economias às incertezas políticas e económicas do seu parceiro comercial americano, agora liderado, como todos sabem, por um presidente volátil e imprevisível.
fonte: lepays.bf
Iniciativa presidencial para a saúde: investimento de 400 milhões de francos CFA na modernização das instalações técnicas do Hospital Universitário de Sourou-Sanou.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Coordenador Nacional da Iniciativa Presidencial para a Saúde (IPS), Sr. Drissa Traoré, entregou uma importante doação de equipamento biomédico ao Centro Hospitalar Universitário Sourou-Sanou (CHUSS) em Bobo-Dioulasso, na manhã desta sexta-feira.
Esta doação, realizada por instruções do Presidente do Burkina Faso, Chefe de Estado, Sua Excelência o Capitão Ibrahim Traoré, beneficiará diversos departamentos estratégicos: cardiologia, neurocirurgia, hepatogastroenterologia, pediatria, cirurgia geral, obstetrícia, diagnóstico por imagem, anestesia e cuidados intensivos, e esterilização. O objetivo é reforçar a capacidade de atendimento ao doente e melhorar a qualidade do tratamento.
Entre os equipamentos doados estão um microscópio cirúrgico, aparelhos de ecografia, mesas de cirurgia, incubadoras, torres de endoscopia, um FibroScan, uma autoclave, um intensificador de imagem, e outros. Para além da renovação completa dos departamentos relevantes, o CHUSS (Centro Hospitalar Universitário do Suez) beneficiou também da instalação e comissionamento de duas unidades de produção de vácuo e ar medicinal.
Para o Diretor-Geral do CHUSS, Sr. Dramane Zina, este valioso contributo do IPS (Instituto de Saúde Pública) irá "melhorar de forma significativa e substancial as nossas instalações técnicas, a qualidade dos cuidados, a segurança dos doentes e a rapidez do tratamento dos doentes referenciados da região de Guiriko e arredores". O Senhor Zina expressou também a gratidão de toda a equipa e doentes ao Presidente do Burkina Faso, Capitão Ibrahim Traoré, por esta iniciativa que salva vidas.
Após a entrega dos equipamentos, o Coordenador Nacional do IPS, Sr. Drissa Traoré, exortou os beneficiários a utilizá-los de forma responsável e a mantê-los adequadamente para garantir a durabilidade dos equipamentos adquiridos e o funcionamento ideal dos serviços em benefício da população.
Com esta ação, o IPS consolida-se como um instrumento estratégico para a modernização hospitalar, refletindo o empenho do Presidente em colocar a saúde no centro das prioridades nacionais.
Departamento de Comunicação da Presidência do Burkina Faso.
fonte: https://actuburkina.net/
"El Mencho", o chefe do bando que aterrorizou o México.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Nemesio "El Mencho" Oseguera, fundador do notório Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), transformou-o no cartel mais poderoso do México através do uso desenfreado da violência, desafiando abertamente o governo.
Morto no domingo, aos 59 anos, durante uma operação do exército, era considerado o último dos grandes narcotraficantes do país desde a detenção e encarceramento nos Estados Unidos dos fundadores do Cartel de Sinaloa, Joaquín "El Chapo" Guzmán e Ismael "Mayo" Zambada.
Washington tinha oferecido uma recompensa de 15 milhões de dólares pela sua captura.
O criminoso, "violento por natureza", segundo o especialista em tráfico de droga José Reveles, atacava diretamente as autoridades, enquanto outras organizações semelhantes se mantinham na defensiva.
A 20 de junho de 2020, lançou um ataque sem precedentes contra o atual Secretário Federal de Segurança Pública, Omar García Harfuch, então chefe da polícia da capital, ferindo-o. Três pessoas foram mortas, incluindo dois guarda-costas.
Cinco anos antes, o seu cartel já tinha atacado a recém-formada Gendarmaria Nacional de Jalisco e, de seguida, emboscado um comboio de polícias daquele estado mexicano.
Os seus narcotraficantes abateram um helicóptero militar com um lança-foguetes e causaram bloqueios de estradas e incêndios. Dezenas de pessoas foram mortas, incluindo 20 polícias e nove soldados.
Raramente visto em público
Embora tenha aparecido em dois espetáculos de "narcocorridos" em 2025, grupos que cantam em louvor dos narcotraficantes, El Mencho "tinha muito cuidado para não se expor publicamente; pouco se sabe sobre a sua vida", disse o Sr. Reveles à AFP.
Imagens dele são raras. No cartaz de procurado do Departamento de Estado dos EUA, aparece com um rosto anguloso, cabelo impecavelmente penteado e um bigode fino, enquanto num arquivo de 1989 da Administração de Repressão de Drogas dos EUA (DEA), é visto com cabelo encaracolado e uma aparência mais... grosseira.
Nascido em 1966 numa família pobre em Michoacán, onde o cultivo ilegal de canábis era galopante, imigrou para os Estados Unidos ainda jovem, onde foi condenado na década de 1980 por tráfico de heroína. Foi deportado após cumprir a sua pena.
De volta a Michoacán, juntou-se ao Cartel del Milenio, do qual foi expulso após lutas internas pelo poder.
"El Mencho" deixou então o seu estado natal rumo ao vizinho Jalisco, onde em 2009 fundou o "Mata Zetas", logo renomeado Cartel Jalisco Nueva Generación. Em 2011, o grupo cometeu um dos seus massacres mais simbólicos, deixando 35 corpos perto de uma reunião de procuradores em Veracruz (leste do México).
Conquistando a supremacia sobre diversos grupos rivais, o CJNG cresceu rapidamente. Após a extradição de "El Chapo" e "Mayo" para os Estados Unidos, o seu cartel tornou-se o mais poderoso num país onde a violência ligada a estes grupos já fez mais de 450 mil mortos e deixou mais de 100 mil desaparecidos desde 2006.
Em 2025, o Departamento de Estado dos EUA declarou o CJNG como uma organização terrorista, enfatizando a sua "natureza transnacional com presença em praticamente todo o México". Tráfico de droga, venda de armas, extorsão, tráfico humano e roubo de petróleo e minerais — Washington acusou-o de uma série de crimes.
Incapaz de competir com os seus rivais que controlavam a fronteira com os Estados Unidos, "El Mencho" infiltrou-se noutros mercados.
"A Europa, a Ásia, a África e até a Austrália eram menos disputadas pelos mexicanos, e aí, as drogas atingem preços mais elevados", explica o Sr. Reveles.
Divorciado, Oseguera teve três filhos. A sua ex-mulher e dois dos seus filhos foram presos. Foi libertada, enquanto o seu filho mais velho, apelidado de "El Menchito", recebeu uma pena de prisão perpétua nos Estados Unidos.
Autor: AFP
O México é abalado pela violência após o assassinato de um líder de um cartel.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O México foi abalado por uma onda de violência no domingo, após a morte do chefe de um dos maiores cartéis de droga do mundo numa operação militar apoiada pelos Estados Unidos, e as autoridades tentavam impedir que os distúrbios se intensificassem.
Pelo menos oito dos 32 estados mexicanos suspenderam as aulas presenciais na segunda-feira, e o poder judicial autorizou os juízes a manterem os tribunais encerrados quando considerassem necessário, enquanto a presidente Claudia Sheinbaum pediu calma.
Morto aos 59 anos, Nemesio Oseguera, aka El Mencho, era considerado o último dos grandes narcotraficantes desde a detenção dos fundadores do Cartel de Sinaloa, Joaquín "El Chapo" Guzmán e Ismael "Mayo" Zambada, que se encontram presos nos Estados Unidos.
À frente do poderoso Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), era um dos narcotraficantes mais procurados pelo México e pelos Estados Unidos, que ofereceram até 15 milhões de dólares pela sua captura.
"Os Estados Unidos forneceram apoio de inteligência ao governo mexicano para auxiliar numa operação (...) durante a qual Nemesio 'El Mencho' Oseguera foi eliminado", confirmou a porta-voz do presidente Donald Trump, Karoline Leavitt, à emissora X.
Donald Trump deu prioridade ao combate ao narcotráfico e tem insistido repetidamente para que a Presidente Sheinbaum permita o envio de forças de Washington para combater os cartéis que operam no México, uma proposta que rejeitou até à data.
"El Mencho" foi ferido durante uma operação na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco, oeste do país, e morreu pouco depois, quando era transportado de avião para a Cidade do México.
No total, sete criminosos foram mortos e três militares ficaram feridos. Dois membros do CJNG foram detidos e foram apreendidas várias armas, incluindo lança-foguetes capazes de abater aeronaves e destruir veículos blindados, segundo a mesma fonte.
Cidade paralisada
Em resposta à operação militar, os suspeitos de pertencerem a cartéis desencadearam uma onda de violência em 20 estados.
Indivíduos armados bloquearam várias estradas no estado de Jalisco, oeste do país, com carros e camiões em chamas, onde, à noite, era possível ver os destroços carbonizados de veículos e outros ainda em chamas.
A presidente Claudia Sheinbaum pediu à população que se mantivesse "informada e calma".
“Chegaram homens armados, vi a arma e mandaram-nos sair. Saímos e estavam num carro com as portas abertas. Pensei que nos iam raptar, por isso corri para uma banca de tacos” para me refugiar, contou à AFP Maria Medina, funcionária de uma loja de conveniência que foi incendiada em Guadalajara, capital de Jalisco.
Depois de um alerta para que a população se abrigasse, a cidade — que vai receber quatro jogos do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 — parou.
Os Estados Unidos recomendaram que os cidadãos norte-americanos em diversas zonas do México, incluindo cidades e regiões turísticas como Cancún, Guadalajara e Oaxaca, “se abriguem até novas ordens”.
As companhias aéreas norte-americanas cancelaram dezenas de voos para várias cidades mexicanas.
Em Londres, o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico aconselhou, na segunda-feira, os seus cidadãos a evitarem viagens não essenciais para zonas de 11 estados mexicanos, incluindo Chihuahua, Sinaloa e Jalisco.
A Guatemala colocou as suas forças de segurança em alerta máximo e reforçou a vigilância na sua fronteira com o México, que é alvo frequente de rusgas de gangues.
Cartel violento
Segundo as autoridades mexicanas, às 20h00 (2h da manhã de segunda-feira, hora de Brasília), quase 90% dos 229 bloqueios de estradas registados no país tinham sido removidos.
Christopher Landau, Subsecretário de Estado dos EUA, classificou a morte do narcotraficante como "uma grande vitória para o México, os Estados Unidos, a América Latina e o mundo inteiro".
O CJNG, fundado por Oseguera em 2009, foi designado organização terrorista pelos Estados Unidos em 2025, que o acusam de tráfico de cocaína, heroína, metanfetamina e fentanil.
O cartel é um dos mais violentos do México, segundo o Departamento de Estado, que o descreve como "transnacional, presente em quase todo o México", praticando extorsão, tráfico humano, roubo de petróleo e minerais e tráfico de armas.
Durante muito tempo, não conseguiu competir com os cartéis que controlavam a fronteira com os Estados Unidos. Depois, virou-se para outros mercados. "A Europa, a Ásia, a África e até a Austrália eram menos disputadas pelos mexicanos, e as drogas atingem preços mais elevados nestes locais", explica José Reveles, escritor especializado em narcotráfico.
A violência relacionada com os cartéis já provocou mais de 450 mil mortes e deixou mais de 100 mil desaparecidos no México desde 2006, segundo dados oficiais.
Autor: AFP
Gemma Atkinson, ex-namorada de Cristiano Ronaldo, faz revelações chocantes.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A personalidade mediática britânica Gemma Atkinson revelou que lhe ofereceram "muito dinheiro" para falar mal de Cristiano Ronaldo após o breve fim da relação dos dois em 2007.
"Quando nos separámos, ofereceram-me muito dinheiro para dizer mal dele, e eu não aceitei porque não tinha nada de negativo a dizer sobre ele, por isso não vejo razão para dizer mal dele", disse Atkinson à rádio Key 103, via Transfer News Live.
A atriz e o futebolista, ambos com 41 anos, foram notícia quando foram vistos juntos há quase 20 anos, quando este jogava no Manchester United. O relacionamento terminou em outubro de 2007.
A atriz de telenovelas é casada com Gorka Márquez e tem dois filhos, Mia, de seis anos, e Thiago, de três.
Cristiano é ainda noivo de Georgina Rodríguez.
O casal tem duas filhas, Alana e Bella, e os gémeos Eva Maria e Mateo, nascidos através de barriga de aluguer.
Bella tinha um irmão gémeo chamado Angel, mas este infelizmente faleceu pouco depois do nascimento. Ronaldo tem outro filho, Cristiano Jr., fruto de uma relação anterior.
Georgina e Ronaldo conheceram-se em 2016, quando ela chamou a atenção dele enquanto trabalhava como vendedora numa loja da Gucci em Madrid.
Autor: afrimag
fonte: seneweb.com
SENEGAL: Reabertura do campus - Muitas questões permanecem sem resposta.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Coud (Centro Universitário de Serviços Estudantis) anunciou a reabertura gradual da residência de estudantes a partir desta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026. À primeira vista, esta parece uma boa notícia, uma vez que o calendário académico já sofreu interrupções e sobreposições suficientes, sem possibilidade de perder ainda mais dias. No entanto, esta reabertura está a gerar mais dúvidas do que entusiasmo, dadas as circunstâncias que envolvem o anúncio.
Embora os estudantes presos tenham sido libertados, alguns incondicionalmente, outros sob supervisão judicial, esta medida é vista como uma mensagem de apaziguamento. A reabertura do campus também deverá ocorrer após a diminuição das tensões. Contudo, estas tensões podem ressurgir se os pré-requisitos necessários não forem cumpridos. A questão agora é: em que atmosfera regressarão os estudantes ao campus?
Houve discussões e foi alcançado o consenso mínimo para garantir uma reabertura calma e pacífica do campus? Ou será que os estudantes regressarão ao campus apenas para que os confrontos recomecem poucos dias depois da sua chegada? Neste momento, não é claro se o Estado pagará as bolsas de estudo pendentes ou se decidiu manter a sua posição actual.
O público também está incerto quanto à possibilidade de a polícia se retirar do campus. Dada a brutalidade policial observada durante a última intervenção, a convivência pacífica com os estudantes no campus parece improvável. Até ao momento, as autoridades não emitiram declarações com o objetivo de acalmar os ânimos. O silêncio do Reitor e do Primeiro-Ministro indica claramente a intenção de manter uma posição firme sobre o assunto. Caso contrário, estas autoridades de alto nível já se teriam pronunciado para tranquilizar os estudantes.
A declaração das associações de estudantes da UCAD confirma esta impressão. Ela denuncia a abordagem de "decisões impostas" pelas autoridades. Segundo os estudantes, várias reuniões decorreram sem a sua participação, embora os assuntos discutidos os afetem diretamente. Entretanto, as associações de estudantes continuam suspensas na UCAD, embora esperem que as suspensões sejam revogadas imediatamente após o regresso às aulas.
De qualquer forma, esta postura dificilmente tranquilizará os alunos ou os seus pais. Mesmo que estes permitam que os seus filhos regressem à universidade, fá-lo-ão com considerável ansiedade. Em suma, o clima na Universidade continua sombrio. Esta ansiedade é agravada pelo silêncio ensurdecedor das autoridades, o que não é um bom presságio.
Reabrir o campus é positivo, mas é essencial garantir que a calma e a serenidade prevalecem quando os alunos regressam. Isso exige, necessariamente, diálogo. E nenhum diálogo com os alunos pode acontecer sem a sua participação. Por isso, é crucial abrir canais de discussão imediatamente e antecipar os desafios que se avizinham.
Autor: SENEWEBPOST
México: Nemesio Oseguera, vulgo El Mencho, líder de um dos principais cartéis, foi morto pelo exército.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O poderoso narcotraficante Nemesio Oseguera, aliás El Mencho, chefe do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), foi morto no domingo numa operação militar, anunciou o Exército mexicano.
Morto aos 59 anos, "El Mencho" era considerado o último dos grandes chefes do tráfico de droga desde a detenção dos fundadores do Cartel de Sinaloa, Joaquín "El Chapo" Guzmán e Ismael "Mayo" Zambada, que se encontram presos nos Estados Unidos. Nemesio Oseguera era um dos narcotraficantes mais procurados tanto pelo México como pelos Estados Unidos, que ofereciam uma recompensa de até 15 milhões de dólares pela sua captura.
"El Mencho" foi ferido durante uma operação na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco (oeste), e morreu "durante a sua transferência aérea para a Cidade do México", detalhou o Exército em comunicado.
Os militares acrescentaram que, para realizar esta operação, "além do trabalho da inteligência militar central", foram obtidas "informações adicionais" junto das autoridades norte-americanas.
No total, sete criminosos foram mortos e três militares ficaram feridos. Dois membros do CJNG foram detidos e foram apreendidas várias armas, incluindo lança-foguetes capazes de abater aeronaves e destruir veículos blindados, segundo a mesma fonte.
— "Uma grande vitória"—
Os Estados Unidos elogiaram a operação. "Soube que as forças de segurança mexicanas mataram 'El Mencho', um dos narcotraficantes mais sanguinários", disse Christopher Landau, subsecretário de Estado dos EUA, à emissora X Network.
"Esta é uma grande vitória para o México, os Estados Unidos, a América Latina e o mundo inteiro", acrescentou. "Há mais gente boa do que gente má. Parabéns às forças de segurança mexicanas".
O CJNG, fundado por Oseguera em 2009, foi designado organização terrorista pelos Estados Unidos em 2025, que o acusam de tráfico de cocaína, heroína, metanfetamina e fentanil.
No início do domingo, homens armados usaram carros e camiões em chamas para bloquear várias autoestradas no estado de Jalisco, em resposta a uma operação federal na região.
Estas ações são geralmente utilizadas para interromper as operações policiais contra alvos de alto valor do tráfico de droga.
Os bloqueios estenderam-se também ao estado vizinho de Michoacán, onde o grupo de Oseguera está presente.
As autoridades locais aconselharam os residentes a permanecerem nas suas casas.
O CJNG é um dos cartéis mais violentos do México, segundo o Departamento de Estado, que o descreve como um "cartel transnacional, presente em quase todo o México", que se dedica à extorsão, ao contrabando de migrantes, ao roubo de petróleo e minerais e ao tráfico de armas.
Em entrevista à AFP, José Reveles, escritor especializado em narcotráfico, descreveu "El Mencho" como um homem de "natureza violenta", que não hesitou em confrontar as autoridades de frente, enquanto outros cartéis adotam uma postura mais defensiva.
Assim, a 20 de junho de 2020, lançou um ataque sem precedentes contra o atual Secretário Federal de Segurança Pública, Omar García Harfuch, então chefe da polícia da capital, que ficou ferido. Três pessoas morreram, incluindo dois guarda-costas.
Durante muito tempo, "El Mencho" não conseguiu competir com os cartéis que controlavam a fronteira com os Estados Unidos. Virou-se então para outros mercados. "A Europa, a Ásia, a África e até a Austrália eram menos disputadas pelos mexicanos, e as drogas atingem preços mais elevados nestes locais", explica o Sr. Reveles.
Oseguera "tinha muito cuidado para não se expor publicamente; pouco se sabe sobre a sua vida", observa o Sr. Reveles.
No cartaz de procurado do Departamento de Estado, aparece com um rosto anguloso, cabelo penteado e um bigode fino, enquanto num processo de 1989 da Administração de Repressão de Drogas dos EUA (DEA), é mostrado com cabelo encaracolado e traços mais grosseiros.
A violência relacionada com os cartéis fez mais de 450 mil mortos e mais de 100 mil desaparecidos no México desde 2006, segundo dados oficiais.
Autor: AFP
domingo, 22 de fevereiro de 2026
SUECOS TAMBÉM QUEREM BOLEIA NO CORREDOR DO LOBITO.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Angola é o país africano que mais recebe financiamento sueco, com linhas de crédito que atingem um total de 1,2 mil milhões de euros, sobretudo a empresas dos sectores da energia, transportes e telecomunicações.
Em entrevista à Lusa, o embaixador da Suécia em Angola, Lennart Killander Larsson (na foto com Manuel Homem, ministro do Interior) , adiantou que os financiamentos são concedidos através do sistema de crédito à exportação sueco, apoiando simultaneamente o desenvolvimento de Angola e a internacionalização das empresas suecas.
Realçando que este mecanismo constitui uma “prioridade muito grande” para Estocolmo, o embaixador adiantou que estas empresas actuam sobretudo nos sectores de energia, transporte e telecomunicações, alinhadas com as prioridades do governo angolano.
Um dos maiores projectos financiados até agora é o parque solar fotovoltaico na província de Benguela, avaliado em 570 milhões de euros, com tecnologia da empresa sueca Hitachi Energy (ex-ABB) que contou com a parceria de cerca de 20 pequenas empresas e foi construído pela portuguesa MCA.
Segundo Lennart Killander, esta infra-estrutura “dá electricidade, energia para mais de dois milhões de angolanos” e demonstra como a cooperação bilateral pode realmente “ajudar o povo angolano”.
De acordo com as estatísticas oficiais suecas, Angola tem vindo a consolidar-se como um mercado relevante para as exportações da Suécia na África subsaariana.
Após uma forte queda entre 2016 e 2020, as exportações recuperaram entre 2021 e 2025, reflectindo uma melhoria gradual do ambiente económico angolano, e atingiram 430 milhões de coroas suecas no ano passado (cerca de 40,4 milhões de euros).
Máquinas e equipamentos foram o principal produto exportado, num total de 175 milhões de coroas (16,5 milhões de euros), incluindo peças para turbinas e equipamentos para mineração e construção.
Seguem-se produtos metálicos no valor 49 milhões de coroas (4,6 milhões de euros), veículos automóveis com 37 milhões de coroas (3,5 milhões de euros) e equipamentos eléctricos, com 31 milhões de coroas (2,9 milhões de euros).
Já as importações suecas provenientes de Angola são dominadas pelo petróleo e derivados.
Houve importações significativas de petróleo em 2023 (846 milhões de coroas, ou cerca de 79,5 milhões de euros), valor que desceu em 2024 e novamente entre Janeiro e Novembro de 2025, quando caiu para cerca de 152 milhões de coroas (14,3 milhões de euros).
O Corredor do Lobito, considerado uma das principais infra-estruturas estratégicas para o escoamento de minerais críticos da África Austral, está também no radar das empresas suecas, embora ainda sem investimentos concretos.
Segundo o diplomata, empresas como Volvo e Ericsson estão a acompanhar o projecto e a avaliar oportunidades.
“O Corredor do Lobito é muito importante, é importante para Angola e muito importante para as empresas da Suécia também”, afirmou Killander, apontando o potencial em áreas como transporte e telecomunicações.
Apesar do interesse ser crescente, o embaixador considerou que o ambiente empresarial angolano continua a apresentar dificuldades, sobretudo para pequenas e médias empresas, essencialmente devido à burocracia.
A Suécia foi um dos primeiros países a reconhecer Angola após a independência, em 1975, e mantém desde então uma relação económica e política próxima.
Segundo Lennart Killander, a cooperação deverá continuar centrada nos sectores tradicionais, mas com novas áreas emergentes, como a saúde que pode ganhar importância crescente.
“Estamos a olhar mais também para a área de saúde, porque é uma coisa importante aqui e nós temos muito para oferecer”, afirmou.
O embaixador destacou também o potencial da futura fábrica de montagem de autocarros Volvo em Angola, em parceria com a Opaia Motors, considerando que este projecto representa uma mudança no modelo tradicional de cooperação, baseado apenas na exportação.
“Normalmente Angola só compra, nesse caso a Suécia só exporta, mas isto faz muito mais, porque significa que o Volvo vai fazer parte da formação de técnicos”, disse, acrescentando que a unidade poderá montar “quase mil autocarros por ano”, eventualmente para exportação regional.
Para Lennart Killander, esta evolução reflecte uma relação bilateral mais orientada para o investimento produtivo e a transferência de conhecimento, após cinco décadas de cooperação.
“Não só para olhar para trás, mas para olhar para os 50 anos no futuro”, afirmou, sublinhando que as empresas suecas têm uma “visão muito positiva” sobre Angola e veem um potencial crescente num mercado que consideram estar em melhoria gradual.
Além da cooperação económica, o diplomata destacou o papel da cultura na aproximação entre os dois países.
“Estamos tentando trabalhar mais na área de cultura em setores como o cinema”, indicou o diplomata.
SANÇÕES CONTRA POLICIAIS NO SENEGAL: Quando o governo tenta acompanhar o ritmo.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A morte de Abdoulaye Ba, o estudante que faleceu em 9 de fevereiro após violentos confrontos na Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar (UCAD), continua a causar comoção no Senegal. De fato, em um contexto de tensões palpáveis, que chegam a abalar o governo central, o caso acaba de tomar um novo rumo. Oficiais de alta patente da polícia foram afastados de suas funções pelo Ministro do Interior e Segurança Pública. O Ministro enfatizou que esses oficiais não foram punidos por seu envolvimento direto na morte do jovem estudante de odontologia, mas sim no contexto mais amplo da onda de violência policial ocorrida na Universidade Cheikh Anta Diop.
As autoridades senegalesas optaram por dar um passo em direção à desescalada.
Os oficiais afetados por essas sanções são, na verdade, membros da hierarquia policial e eram responsáveis, naquele dia, pela supervisão dos agentes da lei em campo. Todos os oficiais afastados de suas funções foram colocados à disposição dos investigadores para que se determine o papel de cada um nos eventos de 9 de fevereiro. Essas decisões do governo senegalês, que atualmente são sanções administrativas preventivas, ocorrem em um momento em que o procurador-geral de Dakar apresentou sua versão dos fatos relativos à morte de Abdoulaye Ba. Durante uma animada coletiva de imprensa em 17 de fevereiro, mais de uma semana após o incidente, Ibrahim Ndoye descartou qualquer ligação entre a morte do jovem estudante e a violência policial ocorrida no campus. Ele afirmou que a vítima morreu após pular do quarto andar de sua residência estudantil enquanto tentava escapar de um incêndio que começou em um quarto vizinho. No entanto, esses novos elementos contraditórios neste caso em andamento não parecem ser suficientes para convencer a família do jovem, muito menos os representantes estudantis, cuja indignação permanece inabalável. Esses estudantes, por meio das associações estudantis da UCAD, acusam abertamente o Estado senegalês de se esquivar de toda a responsabilidade neste caso. Além disso, eles mantêm a pressão e continuam exigindo mais provas para descobrir a verdade sobre a morte de seu colega. Diante da persistente indignação dos estudantes, que continuam a exigir justiça para Abdoulaye Ba em voz alta, o governo está tentando apaziguar a situação. Ao afastar os policiais responsáveis pela fiscalização em campo e ao conceder liberdade, ainda que sob supervisão judicial, aos líderes estudantis que estavam detidos há uma semana, as autoridades senegalesas optaram por dar um passo rumo à desescalada. Essa é uma postura louvável, pois, ao agir dessa forma, o governo senegalês escolheu a responsabilização, e não a cumplicidade ou a evasão.
Seria melhor para o Senegal prevenir o problema por completo do que ter que lidar com ele posteriormente.
Ele decidiu assumir a responsabilidade, dissociando-se de toda a violência cometida na UCAD, a fim de responsabilizar os supostos perpetradores. Pode-se dizer que o governo está tentando salvar as aparências neste caso, que inicialmente parecia estar conduzindo mal. De fato, para a fúria dos estudantes, que ainda lamentavam a perda de um dos seus, o governo respondeu com força, notadamente suspendendo organizações estudantis e prendendo seus líderes. Talvez finalmente tenha percebido que não estava oferecendo a solução adequada. De qualquer forma, ao ordenar uma autópsia e disponibilizar os chefes de polícia aos investigadores para apurar todas as responsabilidades, o governo parece ter feito sua parte para descobrir a verdade sobre a morte do estudante. Agora, resta saber se todo o processo será transparente para que, finalmente, a justiça seja feita. Quanto ao resto, o Senegal parece estar acostumado à violência policial, particularmente nas universidades. E, na maioria das vezes, essa violência resulta em mortes. É como se a ordem não pudesse ser mantida neste país sem assassinatos. Isso demonstra que a terra da Teranga (hospitalidade) não pode continuar a carregar essa reputação inglória. Este país, frequentemente citado como exemplo de democracia na África, se beneficiaria, portanto, da prevenção do problema, para que ele não precise ser tratado posteriormente.
"Le Pays"
Senegal: Carta aberta aos -sabotadores de domingo [Por Lababa Faye].
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Basta de seus sermões vazios, de sua indignação calculada e de sua agitação digital transformada em um tribunal permanente. Senhores, autoproclamados promotores do patriotismo, seu ativismo superficial degenerou em uma disputa de egos. O que se desenrola diante de nossos olhos não é mais um debate político: é uma demonstração pública de vaidade.
Ao buscarem constantemente existir através do ruído, vocês acabaram confundindo influência com responsabilidade, curtidas com legitimidade, confronto com coragem. Seus repetidos ataques contra o presidente Bassirou Diomaye Faye não são atos de vigilância cívica nem de franqueza política: tornaram-se uma campanha metódica de autossabotagem.
Entendam uma coisa simples: não se pode minar a autoridade presidencial impunemente quando se alega defender o projeto que a levou ao poder. Quando a cúpula vacila, não é uma pessoa que cai, mas toda a estrutura que estremece. E no colapso de um poder, a história não distribui distintivos de "verdadeiros patriotas". Só se lembra dos coveiros.
Sua ilusão mais perigosa? Acreditar que seus painéis superaquecidos no Facebook substituem o voto popular. Dez mil visualizações não fazem uma nação. Uma tendência no Twitter não governa um país. Enquanto vocês fingem ser revolucionários de estúdio, o eleitor silencioso observa, decide e dá seu veredicto discretamente.
Vocês falam de lealdade, mas estão travando uma guerra de guerrilha midiática.
Vocês invocam a transparência, mas cultivam a suspeita.
Vocês alegam defender o povo, mas estão, principalmente, cultivando a própria imagem.
A verdade é brutal: o inimigo do Projeto não está apenas do lado de fora. Ele também se esconde no orgulho daqueles que preferem brilhar sozinhos a construir juntos. A história política está repleta de vitórias sabotadas internamente por oportunistas impacientes, estrategistas de sofá e autoproclamados heróis que não deixam nada além de ruído… e ruínas.
Então, é hora de voltar à realidade.
Desliguem as transmissões ao vivo. Guardem os microfones.
Reaprendam a disciplina.
Ou assumam claramente a sua escolha: trocar os construtores pelos destruidores.
Porque uma coisa é certa: quando chegar a hora da verdade, a história não se lembrará do número de seus seguidores, apenas do peso de suas responsabilidades.
Para um bom entendedor, basta!
Burkina Faso: Novo apoio material da Rússia avaliado em quase 200 milhões de francos CFA.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Burkina Faso está fortalecendo sua cooperação com a Rússia por meio do apoio material às suas forças de defesa e segurança. Uma doação avaliada em quase 200 milhões de francos CFA foi entregue às autoridades burquinenses. Ela inclui dez geradores, quinze transformadores elétricos e 150 kits de purificação de água.
Esses equipamentos serão implantados em áreas que enfrentam desafios significativos de segurança para melhorar o acesso à eletricidade e à água potável, beneficiando tanto a população local quanto os militares destacados em campo.
Essa iniciativa se enquadra no âmbito dos acordos de cooperação militar firmados entre os dois países em agosto de 2025.
fonte: seneweb.com
Guiné -conacri Mamadi Doumbouya marca o dia 24 de maio de 2026 para as eleições legislativas e municipais.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Poucos meses após as eleições presidenciais de 28 de dezembro de 2025, a Guiné continua seu calendário político com o anúncio de novos prazos eleitorais. O presidente Mamadi Doumbouya marcou o domingo, 24 de maio de 2026, para as eleições legislativas e municipais.
Esta decisão representa um passo importante na consolidação das instituições da Quinta República. Após a posse das novas autoridades resultantes das eleições presidenciais, estas eleições renovarão a Assembleia Nacional e elegerão os executivos municipais em todo o país.
Em comunicado oficial, a Presidência da República enfatiza que estas eleições refletem o compromisso do Chefe de Estado com o fortalecimento da democracia, a promoção da governança participativa e a consolidação da descentralização.
Os partidos políticos, a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) e todas as partes interessadas são instados a se mobilizarem para garantir eleições livres, transparentes e pacíficas.
Ao definir esta data, o presidente Mamadi Doumbouya reafirma seu compromisso de trabalhar por uma Guiné democrática e unida, focada no desenvolvimento sustentável.
Eleições legislativas e municipais: nos vemos em 24 de maio de 2026.
Uma nova etapa para a democracia guineense sob a Quinta República.
Autor: SeneWeb Guiné
Ramadã 2026: Orações voluntárias (nafila) para este domingo, 22 de fevereiro, e horários de oração.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O dia 22 de fevereiro de 2026 marca a 5ª noite do mês sagrado do Ramadã no Senegal, uma noite de grande significado espiritual, de acordo com as recomendações compartilhadas pelo Seneweb. Esta noite é particularmente propícia para acumular mérito e purificar a alma através de uma oração voluntária específica (nafila).
Recomendações para a Nafila da 5ª Noite: Para esta 5ª noite do Ramadã de 2026, recomenda-se realizar 8 rak'ahs, ou 4 salams (cada salam compreendendo 2 rak'ahs). Em cada rak'ah, os fiéis são encorajados a recitar:
1 vez a Surata Al-Fatiha,
1 vez a Surata An-Nasr ("Alam nasra" ou "Alam nashrah" em algumas transcrições locais),
3 vezes a Surata Al-Ikhlas ("Qul huwa Allahu ahad").
Esta prática está associada a uma notável promessa divina:
"Naquela noite, dois anjos inscreverão em uma tábua os méritos de quem a praticou e apagarão suas más ações." Horários de oração no Senegal (5º dia do Ramadã de 2026)
Fajr (Fadijr): 6h15
Sobh (Subh): 6h30
Tisbah: 14h15
Takussan: 17h00
Timiis: 19h24
Guée: 20h24
Candidatura à ONU: os dois principais obstáculos de Macky Sall.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O ex-presidente senegalês Macky Sall estaria se candidatando ao cargo de Secretário-Geral da ONU. Embora essa candidatura não tenha apoio unânime dentro do governo senegalês, que o critica pela repressão durante seu mandato e pela suposta dívida oculta, Macky Sall enfrenta duas grandes desvantagens institucionais.
De fato, como aponta a revista Jeune Afrique, a ONU tem a prática de rotacionar o cargo de Secretário-Geral geograficamente, embora não haja nenhuma regra oficial que o estipule. Para o próximo Secretário-Geral, essa rotação favorece a América do Sul, que não tem um Secretário-Geral desde a saída do peruano Javier Pérez de Cuéllar (1982-1991). A África, por sua vez, já teve dois Secretários-Gerais, o mais recente sendo o ganês Kofi Annan, que liderou a organização de 1997 a 2006.
Outro obstáculo para Macky Sall é que os órgãos da ONU declararam explicitamente seu desejo de eleger uma mulher. A ONU nunca teve uma Secretária-Geral em sua história e deseja mudar isso. De fato, uma campanha oficial chamada "Madame SG" foi lançada pela organização "GWL Voices" (Global Women Leaders), composta por ex-diplomatas. A Cúpula do Futuro, realizada em Nova York em setembro de 2024, também defendeu uma candidata mulher. "Já é hora de levar em consideração, nos próximos processos de seleção e nomeação, o lamentável fato de nunca ter havido uma Secretária-Geral mulher", diz o documento preparatório.
Autor: Mouhamed CAMARA
fonte: seneweb.com
domingo, 15 de fevereiro de 2026
NOVAS TENSÕES ENTRE ERITREIA E ETIÓPIA: A África não precisa de mais um conflito.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Estaremos caminhando para uma nova guerra em Tigray? Certamente, é isso que a população dessa região da Etiópia teme. Vale lembrar que a área já esteve mergulhada no caos entre 2020 e 2022, durante o conflito entre o exército federal etíope e a Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF). O que exatamente está acontecendo nessa região? Na verdade, há rebeldes agrupados dentro da TPLF que afirmam lutar pela independência da região em relação ao Estado federal etíope. E nesse impasse com o governo federal, a Eritreia, país vizinho que conquistou sua independência da Etiópia em 1993, é frequentemente acusada de atiçar as chamas ao apoiar os rebeldes contra o Estado federal.
O fogo precisa ser extinto rapidamente antes que se alastre.
E foram precisamente essas aspirações de independência e autoafirmação que, entre outras coisas, levaram ao início do conflito aberto em 2020, que durou até 2022. Hoje, o espectro de um novo conflito paira mais do que nunca sobre esta parte da nação do Chifre da África. Isso porque novas tensões surgiram entre o governo federal e os líderes políticos e militares da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF). De fato, desde os violentos confrontos que ocorreram entre os dois lados há cerca de dez dias, ambos os beligerantes vêm se acusando mutuamente de preparar uma nova guerra na região. Essa situação sem precedentes não ocorria desde o último conflito, que foi controlado em novembro de 2022, graças em parte ao Acordo de Pretória. Há temores de que os antigos demônios da guerra despertem e mergulhem Tigré novamente no caos. O que será, então, do Acordo de Pretória, que convenceu as diversas partes da necessidade de se sentarem juntas e fazerem a paz? Será que esse acordo já desmoronou? Infelizmente, há motivos para temer isso, dadas as crescentes tensões entre as partes, que claramente não confiam mais uma na outra. E com os recentes confrontos que eclodiram entre os dois lados no final de janeiro, resultando em quase 1.300 soldados mortos, segundo Addis Abeba, há temores do pior nesta região, que ainda não se recuperou totalmente das feridas infligidas pelo último conflito. A situação é tão alarmante que obrigou as Nações Unidas (ONU) a quebrar o silêncio. De fato, a ONU declarou que artilharia e outras armas poderosas foram usadas por ambos os lados. Diante da retomada das tensões, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos rapidamente pediu às partes em conflito que "tomassem medidas urgentes para a desescalada". Embora não seja certo que essa declaração da organização da ONU seja acatada, ela é louvável. De fato, tem o mérito de defender a conciliação entre os dois lados. E é isso que deve prevalecer hoje, acima de todas as outras considerações. O fogo deve ser extinto rapidamente antes que se alastre. Para tanto, as partes em conflito devem priorizar o diálogo para evitar o caos.
O continente africano já está suficientemente abalado; não precisa de mais um foco de tensão.
Assim, a cooperação dos atores que já trabalharam para implementar o Acordo de Pretória, que pôs fim às hostilidades na região em 2022, será novamente necessária. Devemos fazer todo o possível para impedir que esta maldita guerra reacenda em Tigray. Porque, como sempre, é a população civil pobre que pagará o preço mais alto. Com esta escalada inicial, os tigrínios já estão sentindo os efeitos. De fato, essas populações enfrentam escassez de dinheiro e também terão que lidar com a inflação galopante que já assola a região. Esta guerra deve ser evitada a todo custo. Porque com a guerra, você sabe quando ela começa, mas nunca sabe quando terminará. Acima de tudo, ela causa danos enormes e ceifa vidas preciosas. Na verdade, a África já sofreu o suficiente com guerras; não precisa de mais nenhuma. Do Sudão, onde as Forças Armadas Sudanesas (SAF) enfrentam as Forças de Apoio Rápido (RSF) de Hemedti, à República Democrática do Congo (RDC), onde as Forças Armadas Republicanas combatem os rebeldes do M23, e incluindo a Nigéria, que luta contra a insurgência do Boko Haram, sem mencionar os países do Sahel sob ataque de grupos terroristas armados, o continente africano já está suficientemente tenso; não precisa de mais um foco de tensão. Basta!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
SENEGAL: Crise na universidade - o Ministério Público toma medidas enérgicas.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Em relação à crise nas universidades públicas, os apelos à calma parecem estar surtindo efeito. No final da noite de quarta-feira, o Ministério Público ordenou a libertação de 97 estudantes presos durante a repressão às manifestações que abalaram a Universidade Cheikh Anta Diop (UCAD) e resultaram na morte de seu colega, Abdoulaye Bâ. O jornal Les Échos, que divulgou a notícia, informa que entre os detidos estava o presidente da associação estudantil da Faculdade de Medicina, a mesma faculdade do falecido. "Apenas três estudantes, todos líderes estudantis, foram detidos. E, segundo nossas informações, para interrogatório", acrescentou o jornal.
Autor: SenewebNews-RP
FRENTE POPULAR APELA À UNIÃO EUROPEIA PERANTE AGRAVAMENTO DOS DIREITOS HUMANOS NA GUINÉ‑BISSAU.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A Frente Popular exorta a União Europeia a reavaliar, “com urgência e sentido de responsabilidade política”, o seu posicionamento perante a rápida degradação dos direitos humanos e as reiteradas tentativas de usurpação da vontade popular na Guiné‑Bissau, em consonância com a Resolução do Parlamento Europeu de 18 de dezembro de 2025.
Em comunicado, datado de 10 de fevereiro de 2026, consultado pelo O Democrata, a organização cívica denuncia uma nova invasão criminosa à Casa dos Direitos, em Bissau, levada a cabo por homens armados e encapuzados. Segundo a nota, os atacantes expulsaram à força todos os membros da instituição, bem como o Embaixador da União Europeia, que se encontrava no local em visita guiada.
“O ato de violência ostensiva e humilhação institucional soma‑se a uma sequência alarmante de episódios repressivos que, nos últimos anos, resultaram em sequestros e espancamentos brutais de cidadãos, detenções arbitrárias, ameaças, intimidações e invasões repetidas da Casa dos Direitos”, lê‑se no documento. A Frente Popular sublinha que estas operações de terror e violência — dirigidas contra organizações de direitos humanos e os seus membros e executadas por grupos armados ao serviço de um “regime usurpador” — configuram uma estratégia deliberada de silenciamento destinada a asfixiar a sociedade civil, esmagar a dissidência e impor o medo como instrumento de governação.
“Trata‑se de uma escalada clara destinada à consolidação de uma ditadura na Guiné‑Bissau”, alerta a organização, condenando o que classifica como “um ato vergonhoso, brutal e atentatório da dignidade nacional, concebido para intimidar, coagir e chantagear os membros do consórcio da Casa dos Direitos e o seu principal parceiro internacional, a União Europeia”.
Por fim, a Frente Popular responsabiliza direta e integralmente as atuais autoridades de facto por qualquer atentado contra a vida, integridade física ou segurança dos membros da Casa dos Direitos, que afirma serem vítimas de “perseguição sistemática e organizada”.
“A repressão não silenciará a verdade. A violência não derrotará a liberdade”, conclui o comunicado.
Por: Tiago Seide
fonte: odemocratagb.com
CPLP ENVIA MISSÃO DE ALTO NÍVEL À GUINÉ-BISSAU PARA MEDIAR A CRISE.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A missão de alto nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a Guiné‑Bissau chega a Bissau no próximo dia 18 de fevereiro de 2026. A informação foi avançada à agência Lusa pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor‑Leste, Bendito Freitas.
Segundo o chefe da diplomacia timorense, a delegação de bons ofícios já iniciou os preparativos para a deslocação.
“A delegação partiu hoje. O nosso diretor nacional junto da CPLP, Joaquim Fernandes, seguiu com a assessora jurídica para Portugal, onde irão realizar a coordenação técnica com a Embaixada da Guiné‑Bissau em Lisboa, para avaliar os preparativos antes de avançarem para a Guiné‑Bissau”, afirmou.
A partida estava inicialmente prevista para o dia 17 de fevereiro, mas foi reagendada para 18 de fevereiro devido à indisponibilidade de voos.
De acordo com um decreto do Presidente de Timor‑Leste, assinado na segunda‑feira, a missão permanecerá na Guiné‑Bissau até 21 de fevereiro e será chefiada pelo ministro da Defesa timorense, Donaciano do Rosário Gomes.
Bendito Freitas revelou ainda ter enviado uma carta ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné‑Bissau, na qualidade de ministro da Presidência do Conselho de Ministros da CPLP, solicitando apoio para a realização dos encontros previstos.
Durante a estada no país, a missão deverá reunir‑se com o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da Guiné‑Bissau, com o Alto‑Comando Militar, representantes da sociedade civil e outras entidades nacionais.
O governante timorense reconheceu que a coordenação dos trabalhos tem sido complexa, uma vez que toda a comunicação é feita através da Embaixada da Guiné‑Bissau em Lisboa e das representações diplomáticas dos países da CPLP atualmente presentes em Bissau, nomeadamente Portugal, Brasil, Cabo Verde e Angola.
“Essas embaixadas estão prontas para prestar apoio logístico e coordenar os trabalhos quando a nossa equipa chegar, porque não temos representação diplomática no país”, sublinhou.
A delegação é composta por 15 elementos, incluindo quatro representantes de Angola, dois de São Tomé e Príncipe e os restantes de Timor‑Leste.
Segundo Bendito Freitas, a missão tem como objetivo contribuir para ultrapassar a crise institucional na Guiné‑Bissau, promover o regresso à normalidade democrática, assegurar o respeito pela Constituição e garantir os direitos e o bem‑estar da população.
Recorde‑se que Timor‑Leste assumiu, em dezembro, a presidência rotativa da CPLP, função retirada à Guiné‑Bissau na sequência da cimeira de chefes de Estado e de Governo realizada após o golpe de Estado de 26 de novembro, que depôs Umaro Sissoco Embaló e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.
No dia 10 de dezembro, o Governo timorense indicou o ministro da Administração Estatal, Tomás Cabral, e o ministro da Defesa, Donaciano do Rosário Gomes, para integrarem a missão de mediação da organização lusófona, com o objetivo de acompanhar a situação decorrente do golpe de Estado e da interrupção do processo eleitoral.
Por: Redação
O Democrata / Lusa
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Recursos humanos do Estado: uma virada estratégica iniciada no Benin.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A criação de uma unidade de apoio a recursos humanos na Presidência da República marca uma mudança significativa na abordagem da gestão de capital humano dentro da administração. Essa decisão reflete uma compreensão clara: a eficácia das políticas públicas depende diretamente da capacidade do Estado de identificar, atrair e reter os talentos de que necessita. Em um contexto de rápida transformação, essa iniciativa representa uma grande oportunidade para o Benin alcançar a profissionalização sustentável de suas práticas de recrutamento e gestão de competências.
Historicamente, em muitas administrações públicas, o recrutamento tem se baseado em uma abordagem tradicional: responder a uma necessidade expressa, organizar um processo seletivo e, em seguida, preencher a vaga. Esse modelo agora demonstra suas limitações diante da crescente competição entre os setores público e privado por candidatos qualificados, bem como do surgimento de novas profissões que exigem habilidades raras.
Da Recrutamento Administrativo à Gestão Estratégica de Talentos
Os países com melhor desempenho têm gradualmente mudado sua abordagem para a gestão estratégica de talentos, baseada na antecipação, na estruturação de bancos de talentos e na atratividade do serviço público. A criação de uma unidade dedicada no mais alto nível do governo é claramente parte dessa evolução.
Essa iniciativa também reflete a adoção gradual, pelo governo, de uma estratégia de marca empregadora pública. Em um contexto de crescente competição por habilidades, particularmente em funções técnicas, digitais e estratégicas, as administrações públicas não podem mais se dar ao luxo de uma postura passiva baseada apenas na estabilidade do emprego no setor público. Atrair os melhores talentos agora exige foco em visibilidade, planos de carreira claros, destaque das missões do serviço público e credibilidade dos processos de recrutamento. O Estado está, portanto, se tornando um empregador que precisa tornar sua proposta de valor transparente e construir relacionamentos duradouros com seus talentos, assim como as organizações mais avançadas.
Uma dinâmica já em curso no continente africano
Diversos países africanos empreenderam reformas significativas para modernizar a gestão de recursos humanos no setor público. Ruanda, em particular, se destacou pela digitalização de seus processos de recrutamento e pela implementação de mecanismos destinados a atrair talentos, inclusive da diáspora. Marrocos, por sua vez, estruturou abordagens de planejamento da força de trabalho e gestão de competências, ao mesmo tempo em que desenvolveu portais nacionais de recrutamento público. Essas iniciativas demonstram um compromisso compartilhado com a profissionalização.
No entanto, a criação de uma unidade especificamente dedicada à atração estratégica de talentos, posicionada nos mais altos escalões do governo e operando dentro de uma estrutura proativa para a formação de bancos de talentos, ainda é rara. Nesse aspecto, o Benin parece estar na vanguarda.
Uma reforma repleta de oportunidades
Como anunciado, essa iniciativa poderá ter diversos efeitos estruturantes: melhor antecipação das necessidades de competências estratégicas, maior atratividade do serviço público e recrutamento acelerado para cargos-chave. Quando o governo eleva seus padrões de recrutamento, todo o mercado de trabalho tende naturalmente a seguir o exemplo.
Les conditions de réussite
Comme toute réforme structurelle, son impact dépendra de sa mise en œuvre opérationnelle. Sa réussite reposera sur la clarté du mandat confié aux acteurs en charge, la mobilisation de compétences RH modernes, la standardisation et la transparence des procédures, la digitalisation des processus ainsi que l’implication des managers publics dans la fonction recrutement.
Transformer l’intention en pratiques durables
La création de cette unité constitue un signal fort. Sa réussite dépendra désormais de sa capacité à traduire l’ambition en méthodes, outils et résultats mesurables. Si elle s’inscrit dans la durée, cette initiative pourrait devenir un levier déterminant de modernisation de la gestion des talents publics et contribuer durablement au renforcement du capital humain au Bénin.
fonte:https://lanation.bj/
Manhã tensa de terça-feira na Prisão Central de Conacri: Toumba Diakité, uma extração a mais?
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A transferência de Aboubacar Diakité, conhecido como Toumba, da Prisão Central de Conacri, na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, marca uma virada na gestão prisional e de segurança na Guiné, tão brutal quanto perturbadora. Tudo teria começado com uma inspeção surpresa realizada em 9 de fevereiro na principal prisão do país. O inventário feito pelos agentes designados para a tarefa (que incluiu a apreensão de celulares, narcóticos e armas brancas) revela menos um simples caso de indisciplina prisional do que uma falha estrutural e prolongada de um sistema prisional assolado por corrupção, corrupção e negligência institucional flagrante. Nessa situação caótica, um homem, Toumba Diakité, teria se recusado a permitir uma busca em sua cela, proferido ameaças e se tornado agressivo, de acordo com um comunicado da Procuradoria Pública de Conacri. Este último invocou uma tríplice necessidade — manter a ordem pública, proteger os outros presos e garantir a segurança dos funcionários da prisão — antes de reiterar sua firme posição: nenhum santuário de impunidade seria tolerado, inclusive atrás das grades. A reação do Estado foi imediata, dramática, quase marcial, com a transferência forçada de Toumba Diakité para a prisão de Coyah, nos arredores de Conacri, um enorme esquema de segurança ao redor da prisão e disparos esporádicos ouvidos na península de Kaloum, onde se localiza a Penitenciária Central. Em questão de horas, um suposto incidente disciplinar se transformou em uma crise de segurança urbana, e a prisão se estendeu para a cidade.
Este último caso de Toumba Diakité deixará uma marca indelével.
Mas era realmente necessário recorrer a uma extração tão drástica, acompanhada por um impressionante aparato de segurança, a ponto de causar pânico e paralisar parcialmente o trânsito em Conacri? A emergência foi genuína ou fabricada? Essas questões são ainda mais pertinentes, visto que a Administração já possui o poder de transferir um detento por razões de segurança ou para prevenir distúrbios, mas isso deve ser feito com salvaguardas processuais e uma justificativa detalhada para a operação. No entanto, tudo indica que os direitos de Toumba Diakité não foram respeitados, enquanto que, segundo a lei penitenciária guineense, o Estado, mesmo diante de um detento problemático, permanece vinculado a uma obrigação maior: proteger a vida e a integridade daqueles que são privados de sua liberdade. Essas fragilidades legais alimentam uma suspeita persistente: a de que se tratou de uma operação politicamente oportunista, utilizada pelo governo para neutralizar uma figura que se tornara um constrangimento. Isso porque Toumba Diakité, ex-ajudante de ordens de Moussa Dadis Camara, não é um prisioneiro comum desde o julgamento histórico pelos eventos de 28 de setembro de 2009, ao final do qual foi condenado a dez anos de prisão, pena que deveria cumprir nos meses seguintes. Desde então, sua popularidade cresceu exponencialmente, o que pode se revelar particularmente problemático para as autoridades guineenses. Seja como for, este novo caso de Toumba Diakité deixará uma mancha escura em um cenário já marcado por críticas recorrentes sobre o respeito aos direitos humanos, com detenções semelhantes envolvendo tanto civis quanto militares. A esperança agora recai sobre o novo Ministro da Justiça, Ibrahim Sory II Tounkara, o mesmo que presidiu as audiências sobre os eventos de 28 de setembro, para restaurar o Estado de Direito, garantir os direitos dos detidos e impedir que as prisões se tornem instrumentos de acerto de contas, com consequências potencialmente imprevisíveis no contexto político altamente instável da Guiné.
Hamadou Gadiaga
AUMENTO DAS VISITAS DE JEAN-PIERRE LACROIX À RDC: Será que a ONU está tentando aliviar sua consciência?
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Após visitas em junho de 2023, setembro de 2024, março e setembro de 2025, o Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, está novamente na República Democrática do Congo (RDC), onde se encontra desde 9 de fevereiro. Esta última visita ocorre em meio a uma crise persistente no leste deste vasto país da África Central, e o segundo em comando da ONU aproveitará a ocasião para se reunir com líderes políticos, grupos religiosos e a sociedade civil. Em seguida, ele viajará para a região leste do país, onde os rebeldes da AFC/M23 exercem influência, para grande desgosto de Kinshasa, que luta para encontrar uma estratégia para forçá-los a retornar ao país.
A ONU não tem conseguido adotar uma posição firme contra as partes em conflito para obrigá-las a depor as armas.
Este é um roteiro recorrente e já bem ensaiado pelo segundo em comando da ONU, mas seus resultados têm sido limitados em relação às visitas prometidas. O progresso rumo à desescalada tem sido lento desde que o M23 retomou os combates em 2021. Contudo, iniciativas de paz não faltam. Tanto a nível interno, onde o clero outrora se empenhou em pregar o evangelho da paz e do diálogo inclusivo, como a nível internacional, onde a diplomacia tem trabalhado de Nairobi a Doha, incluindo Washington, entre outros, para reconciliar as facções congolesas em guerra. Tudo isto acontece num contexto em que a Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) mantém o seu compromisso de apoiar os esforços de paz. Esta visita do Subsecretário-Geral da ONU ao país de Félix Tshisekedi visa também avaliar a situação num país onde os ataques mortais perpetrados por grupos armados continuam sem cessar, apesar da presença de forças de paz da ONU e de outras forças estrangeiras. Esta situação sublinha ainda mais a impotência da comunidade internacional, uma vez que, para além do destacamento de forças militares, nenhum acordo conseguiu, até ao momento, pôr fim aos combates em curso. Isso levanta a questão de se o número crescente de visitas do Subsecretário-Geral à RDC não seria, para a ONU, apenas uma forma de aliviar sua consciência. Isso se torna ainda mais provável considerando que, neste conflito congolês, a organização sediada em Nova York não conseguiu demonstrar firmeza suficiente em relação às partes beligerantes para forçá-las a depor as armas. Pior ainda, ao não estabelecer sua autoridade e, sobretudo, ao não conter a rebelião do M23, que já havia ajudado a sufocar em 2013, a ONU está abrindo as portas para todo tipo de escalada de conflitos nesta situação multifacetada, que esconde muitos interesses particulares e ainda está longe de revelar todas as suas questões subjacentes. Como resultado, apesar da proliferação de esforços de mediação, nenhuma solução viável para a crise parece estar surgindo no horizonte atual.
Aguardamos para ver se esta última visita do Secretário-Geral da ONU irá alterar o equilíbrio em direção à desescalada.
Quando não são os acordos de cessar-fogo que são violados antes mesmo da tinta secar no papel, é o diálogo nacional inclusivo que luta para tomar forma e unir esforços para dar uma chance à paz. Essa dificuldade em traduzir palavras em ações é a prova de que a sinceridade não é a qualidade mais comum entre os protagonistas desta crise multifacetada, que agora está prestes a se consolidar. Como poderia ser diferente com atores tão entrincheirados em suas posições, se não dão a impressão de estarem negociando com uma faca nas costas? Cada lado está fazendo o possível para manter as aparências, enquanto secretamente espera levar vantagem sobre o outro de uma forma ou de outra. É nesse contexto que a África do Sul anunciou, em 7 de fevereiro, a próxima retirada de seu contingente da MONUSCO. A República Democrática do Congo pretende concluir esta operação antes do final de 2026. Isso provavelmente tornará a tarefa da ONU ainda mais difícil, visto que, com cerca de setecentos soldados destacados na RDC há quase três décadas, o país de Nelson Mandela é um dos principais contribuintes para a MONUSCO. De qualquer forma, resta saber se esta última visita do Secretário-Geral da ONU ao território congolês levará à desescalada.
fonte: lepays.bf
SENEGAL: CRISE NA UCAD NO SENEGAL: O Estado deve assumir total responsabilidade.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Há algum tempo, a Universidade Cheikh Anta Diop (UCAD), no Senegal, tornou-se um foco de tensão entre estudantes e forças de segurança. Confrontos violentos entre os dois lados resultaram em uma morte. A vítima foi Abdoulaye Ba, estudante do segundo ano de medicina. Por que essa escalada de tensão? Os estudantes, revoltados com o atraso no pagamento de suas bolsas de estudo, decidiram expressar suas preocupações, na esperança de serem ouvidos. Mas as autoridades optaram por responder com força, enviando policiais ao campus em flagrante violação da liberdade acadêmica.
Surgiu um problema de governança, pelo qual o Estado é o único responsável.
Consequentemente, o que inicialmente era considerado um problema menor tornou-se uma questão de importância nacional, especialmente porque, após a violência, o governo senegalês está tentando apaziguar a situação. Será que conseguirá extinguir as chamas? A questão permanece, principalmente porque a agitação parece ter se espalhado para outras universidades do país. De qualquer forma, a capacidade do governo de encontrar uma solução para o problema levantado pelos estudantes determinará sua sobrevivência. É preciso reconhecer que a ascensão ao poder da dupla Diomaye Faye/Ousmane Sonko deve-se, sobretudo, à juventude, especialmente aos estudantes que, convém lembrar, lideraram os protestos contra as tentativas do ex-presidente Macky Sall de se manter no poder. Mas, muito provavelmente, a desilusão já se instalou. Isto é especialmente verdade dado que os que atualmente detêm o poder no Senegal parecem ter-se esquecido daqueles que os impulsionaram até ao poder. Certamente, é compreensível a justificativa apresentada pelas autoridades universitárias para os atrasos no pagamento das bolsas de estudo. Mas a verdade é que, fundamentalmente, existe um problema de governação cuja responsabilidade recai exclusivamente sobre o Estado, que deve assumir a sua plena responsabilidade. Isto é particularmente relevante quando se considera que estes atrasos no pagamento das bolsas de estudo remontam a um passado muito distante. Como prova, recordamos que, em agosto de 2014, um estudante chamado Bassirou Faye perdeu a vida durante protestos relacionados com o pagamento das bolsas. O mesmo aconteceu em 2018, quando outro estudante, Fallou Sène, foi assassinado em circunstâncias semelhantes. Este último caso ocorreu na Universidade Gaston Berger, em Saint-Louis. Se, anos depois, o mesmo problema persistir, devemos ter a coragem de reconhecer uma forma de negligência tácita. Em todo caso, uma coisa é certa: a difícil situação econômica do Senegal não pode ser usada para justificar a indiferença das autoridades às preocupações dos estudantes. De fato, pela conquista da Copa Africana de Nações (CAN), a seleção nacional foi premiada com a substancial quantia de 3 bilhões de francos CFA. E, ao mesmo tempo, cada membro do parlamento recebeu um veículo zero quilômetro avaliado em 50 milhões de francos CFA.
Faye e Sonko fariam bem em esclarecer completamente as circunstâncias que envolveram a morte do estudante Ba.
Como se pode esperar harmonia social em um país onde alguns lutam para sobreviver enquanto outros vivem no luxo? Após uma análise mais aprofundada, fica claro que Diomaye Faye e Ousmane Sonko não são melhores que seus antecessores. Frequentemente, tem-se a impressão de que, para eles, o poder era um fim em si mesmo; por vezes, parecem estar sobrecarregados pelos acontecimentos. E como na política, onde cada ação é vista como a mão invisível de um adversário, o governo senegalês, como de costume, não hesitou em acusar a administração anterior de Macky Sall de manipular os estudantes. Verdade ou ficção? É impossível dizer. Contudo, como diz o ditado, governar é prever. E a melhor maneira de frustrar os planos de um oponente é minar suas chances. Isso exige antecipação, não agitação. Dito isso, cabe ao Presidente Bassirou Diomaye Faye e ao seu Primeiro-Ministro, Ousmane Sonko, saírem da sua zona de conforto e confrontarem a realidade, em vez de procurarem bodes expiatórios para todas as situações embaraçosas. Seria também prudente que esclarecessem completamente as circunstâncias da morte do estudante de medicina do segundo ano da UCAD, que ajudou a desencadear os distúrbios. Porque se este crime ficar impune, encorajará as forças de segurança que, quase sempre que invadem um campus universitário, abrem fogo contra os manifestantes.
“Le Pays”
ANGOLA: MONDLANE DEVOLVEU A POLÍTICA AO ELEITOR.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A abertura do ano judicial em Moçambique veio demonstrar, na voz do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, que Venâncio Mondlane estava avançado no tempo. Um político visionário, interventivo, resiliente, que não se deixou, até hoje, corromper, pelas lianas do regime.
Por Kuiba Afonso
Venâncio Mondlane deu corpo às balas, colocou-se no meio dos mais de 13 milhões de moçambicanos pobres. Desempregados, desmobilizados e discriminados. Partilhou os seus gemeres e os sentires. Carimbou uma nova forma de fazer política. Não acreditou que o lobo por não comer galinhas por três dias, tenha virado vegetariano…
Preteritamente havia lançado vários desafios, para a seara jurídica nacional. Apelou à revogação das normas constitucionais antidemocráticas. Sugeriu a equidade da maioridade civil. Clamou a relevância do Conselho de Estado, com novo figurino legal.
Lançou a tese da criação de um Tribunal Eleitoral. Clarificou a lógica de um Pacto de Regime, na senda de um amplo debate entre todas as forças vivas do país. Notificou a urgência da elaboração de uma nova constituição de viés afro-moçambicana.
Hoje a maioria dos cidadãos africanos que pugna por mudanças eleitorais efectivas, reivindicação cidadã, manifestação pacífica interventiva, grito de liberdade e democracia plena, não pode deixar de escrutinar os actos de empatia mobilizadora de Venâncio Mondlane…
Ele devolveu a política aos cidadãos, em 2024.
Ele emprestou uma nova forma de fazer política, reivindicando com a força das palavras, a blindagem da voz e os pilares da empatia e convencimento. Mondlane não recorre às armas. Mas à imagem. Apela ao pacifismo. À verdade eleitoral. A órgãos de soberania despartidarizados. À democracia de alternância baseada, na vontade soberana do cidadão eleitor… Nega o eleitor informático, plantado pelo Excel da fraude, da UIR, da CNE do Conselho Constitucional…
O seu grito jovem descomprometido com a corrupção e as benesses circunstanciais, aceites por políticos chiclete, abraçava (2024) e abraça a causa de indignação e discriminação de milhões de moçambicanos, expressamente, excluídos do centro do Orçamento, desde 1975.
Eles (os milhões) decidiram, após a batota eleitoral de Outubro de 2024, transformar as ruas e avenidas em verdadeiras faculdades da indignação, travando uma luta contra as armas e canhões que alimentam um regime avesso à transparência e a democracia…
O mundo viu. O ocidente foi cúmplice. É cúmplice! Da fraude eleitoral de 2024.
A União Europeia foi omissa aos assassinatos de inocentes. Eles defendem a “democracia dos minerais”, que se resume na defesa de líderes que lhes garantem a rapina das matérias-primas dos países africanos, antigas colónias, a baixo custo…
Mondlane denunciou. Lutou, sem o apoio dos países ocidentais que se pavoneiam defensores das liberdades e democracia. Portugal e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, constitucionalista, são e foram uma verdadeira fraude. Defendem as ditaduras. Os ditadores.
Mas, diante da luta desigual, Moçambique e os restantes países de África não conseguiram ficar indiferentes ao novo fenómeno (Mondlane + juventude) que devolveu a política aos moçambicanos.
O novo líder rejeitou a violência brutal das forças policiais e militares (que assassina(va)m e prendem), hasteando livros da lei e cláusulas pétreas da Constituição.
A Polícia, os militares a CNE ficaram cunhados nos discursos do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, como responsáveis pelos assassinatos, prisões arbitrárias e subversão das regras eleitorais. Tudo que Venâncio Mondlane, isolado, denunciava.
Agora todos ficaram, mais uma vez, com a noção da cumplicidade de certos órgãos do regime, como a Presidência da República, a FRELIMO, o Conselho Constitucional, as organizações europeias e americanas, quando no nosso continente, emergem lideranças comprometidas com o combate à pobreza, fome, analfabetismo e aposta num verdadeiro sistema de educação, justiça, democracia e desenvolvimento.
Um compromisso irrevogável com a transformação das matérias primas no país.
O Ocidente, em 2022 em Angola e em 2024, em Moçambique deixou claro ser um acérrimo defensor de autocracias e ditaduras africanas, que oprimem os seus povos.
Os exemplos da ascensão fraudulenta de longevos, incompetentes e assassinos ditadores, com direito a tapete vermelho nos areópagos europeus, estão à mão de semear…
Felizmente, a coluna vertebral erecta de um líder, a sua coerência, resiliência e o tempo demonstram, agora, a bússola da verdade. O desfraldar das folhas das liberdades, nas calçadas mentais de milhões, a fazerem morada em várias latitudes do Estado, tais como:
– A necessidade de se regular a idade civil plena dos cidadãos para 18 anos, ao invés da actual dualidade (21-18), foi reconhecida como pertinente, pelo presidente do Tribunal Supremo;
– A politização da norma constitucional, por parte do Conselho Constitucional, quanto à dupla função do Presidente da República (igualmente) presidente da Frelimo;
– Da criminalização das manifestações, direito constitucionalmente consagrado;
– Prisões arbitrárias e assassinatos com impunidade, por forças de defesa e segurança;
– Permanência de tropas estrangeiras em Cabo Delgado, ao arrepio da Constituição;
– Diálogo inclusivo com exclusão da voz da maioria…
Estes factos evocados pelo bastonário da Ordem de Advogados, na abertura do ano judicial de 2026, blindam a visão pragmática de Venâncio Mondlane e de todos quantos nele creem.
A defesa hercúlea das liberdades, da verdade eleitoral, do direito à manifestação, a consolidação de uma democracia participativa e a uma comprometida aposta num sistema de educação forte, assente em escolas técnico-profissionais, que valorize as línguas, culturas e tradições dos vários povos autóctones, distinguem Mondlane dos demais.
Ele ambiciona garantir em dois anos, um plano de autonomia e desenvolvimento agroindustrial das regiões, que devem capitalizar, com recursos financeiros internos, para a transformação das matérias-primas locais.
Por tudo isso pode-se afirmar que devolvida a política aos povos autóctones, Moçambique tem assistido a um aumento exponencial da literacia político-social dos jovens, desempregados, desmobilizados e discriminados, que impõem uma severa revogação do actual sistema partidocrata, que é pernicioso.
A juventude irmanada em Mondlane quer equidade, por isso grita a plenos pulmões: “Este país é nosso!”
É o grito de liberdade de que tanto Moçambique (e Angola) carece(m), depois de 50 anos de independência material, verdadeira “carta de alforria”, outorgada pela antiga potência colonial (Portugal), a partidos anti-democráticos e autocráticos.
O grito dos povos quer o hastear de uma nova bandeira, um novo hino e a proclamação, por verdadeiros patriotas e nacionalistas da INDEPENDÊNCIA IMATERIAL de que tanto carecem.
fonte:folha8
A abertura do ano judicial em Moçambique veio demonstrar, na voz do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, que Venâncio Mondlane estava avançado no tempo. Um político visionário, interventivo, resiliente, que não se deixou, até hoje, corromper, pelas lianas do regime.
Por Kuiba Afonso
Venâncio Mondlane deu corpo às balas, colocou-se no meio dos mais de 13 milhões de moçambicanos pobres. Desempregados, desmobilizados e discriminados. Partilhou os seus gemeres e os sentires. Carimbou uma nova forma de fazer política. Não acreditou que o lobo por não comer galinhas por três dias, tenha virado vegetariano…
Preteritamente havia lançado vários desafios, para a seara jurídica nacional. Apelou à revogação das normas constitucionais antidemocráticas. Sugeriu a equidade da maioridade civil. Clamou a relevância do Conselho de Estado, com novo figurino legal.
Lançou a tese da criação de um Tribunal Eleitoral. Clarificou a lógica de um Pacto de Regime, na senda de um amplo debate entre todas as forças vivas do país. Notificou a urgência da elaboração de uma nova constituição de viés afro-moçambicana.
Hoje a maioria dos cidadãos africanos que pugna por mudanças eleitorais efectivas, reivindicação cidadã, manifestação pacífica interventiva, grito de liberdade e democracia plena, não pode deixar de escrutinar os actos de empatia mobilizadora de Venâncio Mondlane…
Ele devolveu a política aos cidadãos, em 2024.
Ele emprestou uma nova forma de fazer política, reivindicando com a força das palavras, a blindagem da voz e os pilares da empatia e convencimento. Mondlane não recorre às armas. Mas à imagem. Apela ao pacifismo. À verdade eleitoral. A órgãos de soberania despartidarizados. À democracia de alternância baseada, na vontade soberana do cidadão eleitor… Nega o eleitor informático, plantado pelo Excel da fraude, da UIR, da CNE do Conselho Constitucional…
O seu grito jovem descomprometido com a corrupção e as benesses circunstanciais, aceites por políticos chiclete, abraçava (2024) e abraça a causa de indignação e discriminação de milhões de moçambicanos, expressamente, excluídos do centro do Orçamento, desde 1975.
Eles (os milhões) decidiram, após a batota eleitoral de Outubro de 2024, transformar as ruas e avenidas em verdadeiras faculdades da indignação, travando uma luta contra as armas e canhões que alimentam um regime avesso à transparência e a democracia…
O mundo viu. O ocidente foi cúmplice. É cúmplice! Da fraude eleitoral de 2024.
A União Europeia foi omissa aos assassinatos de inocentes. Eles defendem a “democracia dos minerais”, que se resume na defesa de líderes que lhes garantem a rapina das matérias-primas dos países africanos, antigas colónias, a baixo custo…
Mondlane denunciou. Lutou, sem o apoio dos países ocidentais que se pavoneiam defensores das liberdades e democracia. Portugal e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, constitucionalista, são e foram uma verdadeira fraude. Defendem as ditaduras. Os ditadores.
Mas, diante da luta desigual, Moçambique e os restantes países de África não conseguiram ficar indiferentes ao novo fenómeno (Mondlane + juventude) que devolveu a política aos moçambicanos.
O novo líder rejeitou a violência brutal das forças policiais e militares (que assassina(va)m e prendem), hasteando livros da lei e cláusulas pétreas da Constituição.
A Polícia, os militares a CNE ficaram cunhados nos discursos do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, como responsáveis pelos assassinatos, prisões arbitrárias e subversão das regras eleitorais. Tudo que Venâncio Mondlane, isolado, denunciava.
Agora todos ficaram, mais uma vez, com a noção da cumplicidade de certos órgãos do regime, como a Presidência da República, a FRELIMO, o Conselho Constitucional, as organizações europeias e americanas, quando no nosso continente, emergem lideranças comprometidas com o combate à pobreza, fome, analfabetismo e aposta num verdadeiro sistema de educação, justiça, democracia e desenvolvimento.
Um compromisso irrevogável com a transformação das matérias primas no país.
O Ocidente, em 2022 em Angola e em 2024, em Moçambique deixou claro ser um acérrimo defensor de autocracias e ditaduras africanas, que oprimem os seus povos.
Os exemplos da ascensão fraudulenta de longevos, incompetentes e assassinos ditadores, com direito a tapete vermelho nos areópagos europeus, estão à mão de semear…
Felizmente, a coluna vertebral erecta de um líder, a sua coerência, resiliência e o tempo demonstram, agora, a bússola da verdade. O desfraldar das folhas das liberdades, nas calçadas mentais de milhões, a fazerem morada em várias latitudes do Estado, tais como:
– A necessidade de se regular a idade civil plena dos cidadãos para 18 anos, ao invés da actual dualidade (21-18), foi reconhecida como pertinente, pelo presidente do Tribunal Supremo;
– A politização da norma constitucional, por parte do Conselho Constitucional, quanto à dupla função do Presidente da República (igualmente) presidente da Frelimo;
– Da criminalização das manifestações, direito constitucionalmente consagrado;
– Prisões arbitrárias e assassinatos com impunidade, por forças de defesa e segurança;
– Permanência de tropas estrangeiras em Cabo Delgado, ao arrepio da Constituição;
– Diálogo inclusivo com exclusão da voz da maioria…
Estes factos evocados pelo bastonário da Ordem de Advogados, na abertura do ano judicial de 2026, blindam a visão pragmática de Venâncio Mondlane e de todos quantos nele creem.
A defesa hercúlea das liberdades, da verdade eleitoral, do direito à manifestação, a consolidação de uma democracia participativa e a uma comprometida aposta num sistema de educação forte, assente em escolas técnico-profissionais, que valorize as línguas, culturas e tradições dos vários povos autóctones, distinguem Mondlane dos demais.
Ele ambiciona garantir em dois anos, um plano de autonomia e desenvolvimento agroindustrial das regiões, que devem capitalizar, com recursos financeiros internos, para a transformação das matérias-primas locais.
Por tudo isso pode-se afirmar que devolvida a política aos povos autóctones, Moçambique tem assistido a um aumento exponencial da literacia político-social dos jovens, desempregados, desmobilizados e discriminados, que impõem uma severa revogação do actual sistema partidocrata, que é pernicioso.
A juventude irmanada em Mondlane quer equidade, por isso grita a plenos pulmões: “Este país é nosso!”
É o grito de liberdade de que tanto Moçambique (e Angola) carece(m), depois de 50 anos de independência material, verdadeira “carta de alforria”, outorgada pela antiga potência colonial (Portugal), a partidos anti-democráticos e autocráticos.
O grito dos povos quer o hastear de uma nova bandeira, um novo hino e a proclamação, por verdadeiros patriotas e nacionalistas da INDEPENDÊNCIA IMATERIAL de que tanto carecem.
fonte:folha8
ANGOLA: ...E ASSIM (NÃO) VAI A CORRUPÇÃO…
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Cabo Verde é o país da CPLP mais bem colocado e a Guiné Equatorial com pior classificação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025 hoje divulgado pela organização não-governamental Transparência Internacional.
OÍndice de Perceção da Corrupção (IPC) classifica este ano 182 países e territórios de acordo com os seus níveis percepcionados de corrupção no setor público numa escala de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).
Cabo Verde (62) surge como a nação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com melhor classificação, seguida de Portugal (56), que cai um ponto em relação ao ano passado, sendo estes os únicos dois países a manterem-se acima dos 50 no IPC.
Os restantes países da CPLP obtêm classificações negativas: Timor-Leste (45) São Tomé e Príncipe (43), Brasil (35) Angola (32) – estando na ou acima da média de 32 em 100 na África Subsaariana -, Guiné-Bissau (21), Moçambique (21), Guiné Equatorial (15).
Este ano, a média global do IPC desceu pela primeira vez em mais de uma década, para apenas 42 em 100. O relatório da ONG revela que “a grande maioria dos países não está a conseguir manter a corrupção sob controlo”, sublinhando que “122 dos 182 países têm uma pontuação inferior a 50 no índice”.
Ao mesmo tempo, o número de países com pontuação acima de 80 diminuiu de 12 há uma década para apenas cinco este ano, destacando-se, em particular, “uma tendência preocupante de democracias que apresentam uma deterioração da perceção da corrupção”, enfatiza a ONG em comunicado.
Casos como os de Angola (32), que subiu 17 pontos no Índice de Perceção da Corrupção desde 2015, graças às medidas tomadas para combater a corrupção, são valorizados, mas, apesar dos progressos da última década, o relatório aponta o sentimento da população: “muitos angolanos classificam os esforços anticorrupção do Governo como insuficientes e acreditam que as pessoas comuns correm o risco de sofrer represálias por denunciarem a corrupção”.
Pela positiva, também Timor-Leste (44) é referido entre os países que apresentam uma ascensão consistente e estatisticamente significativa desde 2012, “devido a reformas estruturais que fortaleceram as instituições de supervisão”.
No entanto, estes países continuam a pontuar na faixa inferior do índice, “com muito espaço para melhorias”, refere.
Por outro lado, Moçambique (21) registou uma queda de 10 pontos na última década. A ONG cita os números oficiais que “registam 334 novos casos de corrupção no primeiro trimestre de 2025, a um custo de cerca de 4,1 milhões de dólares [cerca de 3,3 milhões de euros], o que demonstra a magnitude do desafio”, considera.
O escrutínio da acção governamental por parte da sociedade civil e pela imprensa, avaliado também pelo relatório, fornece aos eleitores as informações de que necessitam para sancionar a corrupção e recompensar a integridade nas urnas. O Brasil figura na lista de países que são “particularmente perigosos para os jornalistas que reportam sobre corrupção”, ao lado da Arábia Saudita, Peru, índia, México, Paquistão e Iraque.
François Valérian, presidente da Transparência Internacional, afirma que a investigação e experiência da ONG como movimento global de combate à corrupção “mostram que existe um plano claro de como responsabilizar o poder pelo bem comum, desde processos democráticos e supervisão independente até uma sociedade civil livre e aberta”.
“Numa altura em que assistimos a um perigoso desrespeito pelas normas internacionais por parte de alguns Estados, apelamos aos Governos e aos líderes para que atuem com integridade e cumpram as suas responsabilidades para proporcionar um futuro melhor às pessoas em todo o mundo”, salienta a organização.
fonte: folha8
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Ministro da Cooperação Internacional e Promoção de Parcerias Público-Privadas do Congo, Denis Christel Sassou Nguesso, foi oficialmente convidado a participar do 7º Fórum Internacional de Empresas Francófonas (FIEF), um importante evento econômico que será realizado em Brazzaville de 9 a 13 de junho de 2026.
O convite foi feito após uma reunião recente com Jean-Loup Blachet, Presidente da Associação de Empregadores Francófonos, organização responsável por este importante encontro econômico.
Por meio deste encontro, os organizadores do FIEF reafirmaram seu compromisso em tornar Brazzaville um verdadeiro polo para os agentes econômicos francófonos.
O Fórum Internacional de Empresas Francófonas reúne, a cada edição, líderes empresariais, investidores, tomadores de decisão do setor público e parceiros institucionais de todo o mundo francófono.
Seu principal objetivo é estimular o intercâmbio econômico, promover investimentos, fortalecer parcerias público-privadas e destacar as oportunidades de negócios oferecidas pelos países francófonos.
A participação de Denis Christel Sassou Nguesso nesta 7ª edição está totalmente alinhada com a estratégia de diplomacia econômica defendida pelo governo congolês.
Como Ministro da Cooperação Internacional, ele desempenha um papel fundamental na promoção do Congo como um destino atrativo para investimentos e no fortalecimento das relações econômicas com parceiros estrangeiros.
Por meio da organização da FIEF em Brazzaville, a República do Congo visa consolidar sua posição no centro da comunidade empresarial francófona e oferecer às empresas locais e internacionais um ambiente propício à criação de sinergias duradouras que gerem crescimento e empregos.
A 7ª edição da FIEF promete ser um importante evento econômico, oferecendo novas oportunidades para o setor privado congolês e para todos os agentes econômicos da Francofonia.
fonte: lesechos-congobrazza.com/
Assinar:
Comentários (Atom)















