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QNGOLA: LEILÃO DE MAIS 74 DIAMANTES ESPECIAIS.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... A Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam...

sexta-feira, 3 de abril de 2026

QNGOLA: LEILÃO DE MAIS 74 DIAMANTES ESPECIAIS.

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A Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam) anunciou hoje que vai leiloar 74 pedras especiais de diamantes, com peso igual ou superior a 10,8 quilates, entre 23 de Fevereiro e 4 de Março. Segundo a Sodiam, as sessões de visualização irão decorrer a partir da próxima segunda-feira até 3 de Março nos seus escritórios, em Luanda, e o processo de licitação que será feito de forma electrónica, apenas, encerra em 4 de Março às 10:00 locais. A empresa refere, em comunicado, que o leilão será direccionado a clientes registados na sua base de dados e que tenham experiência na comercialização de pedras especiais, sendo que os lotes irão incluir um total de 74 pedras. As pedras especiais foram produzidas nas minas de Luele (37), Catoca (14), Mussende (08), Kaixepa (05), Chitotolo (05), Lulo (02) e nas minas do Cuilo Kwenda, Somiluana e Furi com uma cada. Este será o décimo sexto leilão electrónico de diamantes brutos organizado pela Sodiam desde 2019 e é organizado em colaboração com a empresa Trans Atlantic Gem Sales. Em 2025, a Sodiam exportou cerca de 17,8 milhões de quilates em bruto por um valor de cerca de 1,8 milhões de dólares, posicionando Angola como o terceiro maior produtor mundial de diamantes brutos em termos de valor, lê-se ainda no comunicado. A Sodiam promove a comercialização e transformação de diamantes, capitalizando o seu rendimento em activos que – diz – “geram futuro brilhante para as comunidades”. Também afirma quer visa “tornar-se uma empresa de referência mundial no suprimento de diamantes naturais, com ética e responsabilidade” Quanto aos seus valores, salienta na Ética a aposta “nas transacções, através da transparência, previsibilidade, equilíbrio entre a necessidade de intervenção pública e dos actores do mercado”, comprometendo-se na adopção de “medidas de natureza estratégica necessárias para garantir a estabilidade e atractividade dos preços dos diamantes angolanos”. Quanto à Fiabilidade diz que trabalha “para assegurar a fiabilidade dos dados e informação sobre a actividade de comercialização de diamantes em Angola”. A Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam E.P.) é a empresa pública angolana responsável por controlar e supervisionar a negociação, compra, venda e exportação de diamantes em Angola. A companhia actua em estreita cooperação institucional com outras entidades relevantes à Indústria de diamantes com as seguintes funções principais: Actuar como canal único da comercialização; Gestor de reservas estratégicas de diamantes do Estado; Comprador e revendedor de diamantes brutos da produção em pequena escala (artesanal ou semi-industrial); Assegurar o abastecimento de diamantes das fábricas de lapidação. Em Angola, a empresa tem a sede em Luanda, um Polo de Desenvolvimento Diamantífero (PDDS) e um centro de treinamento em avaliação e lapidação de diamantes (CEFOLAD), em Saurimo. A função de Órgão Público de Comercialização visa garantir e uniformizar as questões metodológicas, de segurança, transparência, transação e certificação dos diamantes, além de facilitar o cumprimento das obrigações do Estado no âmbito das premissas do Sistema de Certificação do Processo Kimberley. A empresa procura, com as suas operações: Actuar como Órgão Público de Comercialização; Gestor de reservas estratégicas dos diamantes do Estado; Promotor do fomento da actividade de lapidação de diamantes; Comprador e revendedor de diamantes brutos da produção em pequena escala (artesanal ou semi-industrial); Promotor e organizador dos diferentes modelos de venda de diamantes no mercado internacional. A empresa tem os escritórios de representação na Bélgica (SODIAM ANTWERP BVBA) e explora oportunidades mercados de Israel, Dubai, Shangai e Macau. fonte: folha8

Camarões altera a sua Constituição!

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Em Yaoundé, o clima no dia 2 de abril de 2026 era não só de estudo, mas também de estratégia. Reunidos no congresso, os parlamentares e senadores camaroneses trabalhavam numa reforma constitucional que poderia muito bem reorganizar o poder. No centro das discussões? A criação de um cargo de vice-presidente sem precedentes. Sim, leu bem: um novo lugar à mesa do poder, e não apenas um lugar mais pequeno. Um Trio Executivo em Formação Até agora, os Camarões funcionavam com uma dupla tradicional: o presidente e o primeiro-ministro. Mas, se o texto for aprovado, esta dupla passará a ser um trio. Uma espécie de "Triângulo das Bermudas" político, onde cada função terá de encontrar o seu equilíbrio sem eliminar responsabilidades. O futuro vice-presidente não será eleito, mas sim nomeado diretamente pelo chefe de Estado. Espera-se que esta nomeação gere uma considerável controvérsia, uma vez que a escolha do homem (ou mulher) será minuciosamente analisada. A Sucessão Muda de Mãos Outra grande alteração: em caso de vacatura da presidência, já não será o Presidente do Senado a assumir o cargo, mas sim o Vice-Presidente. Por outras palavras, o número dois tornar-se-á automaticamente o número um, sem passar pelo processo eleitoral. Esta mudança pode acelerar as transições, mas também reforçar a importância estratégica deste novo cargo. Porque agora, escolher um Vice-Presidente é quase como escolher um potencial futuro Presidente. Uma Reforma que Suscita Questionamentos Por detrás desta reforma, uma questão permanece na mente das pessoas: simples modernização institucional ou uma manobra política bem calculada? As opiniões divergem, mas uma coisa é certa: esta reconfiguração da estrutura do Estado não deixa ninguém indiferente. Em resumo… Os Camarões podem estar prestes a adicionar um novo personagem ao seu drama político. Resta saber se este Vice-Presidente será um verdadeiro co-piloto ou um passageiro muito confortável. Uma coisa é certa: em Yaoundé, as discussões estão em curso, as apostas são altas e todos os olhares já estão postos em quem poderá ocupar em breve esta nova vaga. fonte: https://lesechos-congobrazza.com

Mundial de 2026: Más notícias para as finanças da maioria das federações classificadas devido à administração Trump.

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O governo dos EUA não é signatário do acordo com a FIFA sobre os bónus, o que significa que as 48 seleções qualificadas para o Mundial de 2026 terão de pagar impostos nos Estados Unidos. Embora algumas seleções tenham um acordo com os Estados Unidos, são responsáveis ​​pelo pagamento de impostos significativos sobre o dinheiro dos prémios recebidos durante o torneio. No caso da França, Didier Deschamps estará isento, enquanto os seus jogadores terão de pagar impostos duas vezes. Pouco mais de dois meses antes do jogo de abertura do Mundial de 2026 entre o México e a África do Sul, a 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, os preparativos para o maior Mundial da história ainda não estão totalmente concluídos. E embora 48 seleções participem na competição realizada na América do Norte, nem todas receberão o mesmo tratamento. Isto deve-se ao governo Trump. Como detalhado pelo jornal britânico The Guardian, a maioria das seleções classificadas paga impostos nos Estados Unidos devido ao dinheiro dos prémios pago pela FIFA e à falta de um acordo abrangente de isenção fiscal. Caso o prémio seja entregue a Gianni Infantino, a enorme quantia destinada às 48 seleções participantes, totalizando mais de 620 milhões de euros, impedirá que algumas comunidades religiosas nacionais o recebam simultaneamente nos Estados Unidos e nos seus próprios países. Distribuição dos Prémios da Copa do Mundo de 2026 Campeão: 50 milhões de dólares (€ 42,6 milhões) Segundo lugar: 33 milhões de dólares (€ 28,1 milhões) Terceiro lugar: 29 milhões de dólares (€ 24,7 milhões) Quarto lugar: 27 milhões de dólares (€ 23 milhões) 5º ao 8º lugar: 19 milhões de dólares (16,2 milhões de euros) 9º ao 16º lugar: 15 milhões de dólares (12,8 milhões de euros) 17º ao 32º lugar: 11 milhões de dólares (9,4 milhões de euros) 33º ao 48º lugar: 9 milhões de dólares (7,7 milhões de euros) 18 pagamentos (excluindo a França) estão isentos de impostos nos Estados Unidos Caminhamos, portanto, para um Mundial de dois níveis em termos económicos, com as federações que não pagarão impostos nos Estados Unidos de um lado e as que não pagarão do outro. Assim, e seguindo o exemplo da FIFA, que está isenta de impostos desde o Mundial de 1994, nada menos do que 18 países apurados não serão tributados do outro lado do Atlântico, e as suas federações receberão, por isso, todos os prémios relativos ao Mundial de 2026 graças aos acordos bilaterais com os Estados Unidos. Sem enumerar todas as nações envolvidas, o Guardian especifica que são, na sua maioria, países europeus, incluindo a Inglaterra e a França. Fora da Europa e dos dois co-anfitriões do torneio (Canadá e México), apenas a Austrália, o Egito, Marrocos e a África do Sul têm acordos económicos com os Estados Unidos. Em síntese, federações mais pequenas como Curaçau e Cabo Verde, que participarão no seu primeiro Mundial, terão de pagar impostos. Isto também se aplica a gigantes sul-americanos como o Brasil e a Argentina. Deschamps escapa, mas nem todos os jogadores franceses Especificamente, Thomas Tuchel e Didier Deschamps serão tributados pelos seus rendimentos em Inglaterra e França, enquanto Lionel Scaloni e Carlo Ancelotti terão de pagar impostos tanto nos Estados Unidos como na Argentina ou no Brasil. O mesmo se passa com a Federação Francesa de Futebol (FFF), que, por isso, não pagará uma parte dos seus bónus de participação às autoridades fiscais americanas. O jornal The Guardian, no entanto, oferece um esclarecimento importante. A isenção de bonificação que se aplica às federações desportivas aplica-se apenas aos treinadores e aos membros da equipa técnica das seleções nacionais, não aos jogadores. A lei federal americana estipula que os jogadores de futebol, tal como os artistas, são obrigados a pagar impostos nos Estados Unidos sempre que jogam em território americano. A menos que a Federação Francesa de Futebol (FFF) cubra a diferença, Kylian Mbappé e os seus companheiros de equipa serão tributados duas vezes sobre os seus bónus do Campeonato do Mundo. Este impasse fiscal poderia ter sido evitado, no entanto, se, tal como o Canadá e o México fizeram para as seleções que disputaram jogos do Campeonato do Mundo nos seus países, a administração Trump tivesse concedido uma isenção às 48 equipas qualificadas. Autor: RMC Sport

Mali de joelhos: Como o JNIM transformou o combustível numa arma de guerra económica (1/2)

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A 27 de março de 2026, a televisão estatal do Mali anunciou um aumento oficial dos preços dos combustíveis: 875 francos CFA por litro para a gasolina simples e 943 francos para o gasóleo. A junta apresentou esta decisão como uma medida de gestão económica. O que não disse foi o porquê. O que não disse foi que este aumento é uma admissão pública de uma derrota estratégica que as autoridades em Bamako têm tentado ocultar há seis meses. Desde setembro de 2025 que o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado da Al-Qaeda, transformou o combustível numa arma de guerra. Sistematicamente e metodicamente, os jihadistas da Katiba Macina, liderados por Amadou Koufa, tomaram o controlo dos corredores logísticos que sustentam o Mali. Um país sem litoral, inteiramente dependente da importação de hidrocarbonetos transportados por terra a partir dos portos de Abidjan, Dakar, Conacri e Lomé. Interromper estas rotas equivale a sufocar o Estado. O JNIM compreendeu isso antes mesmo de a junta o poder admitir. Seis meses de um cerco documentado O bloqueio não é um boato. Ao contrário do que o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdoulaye Diop, afirmou em Novembro de 2025, não se trata de uma "escassez criada artificialmente" orquestrada por potências estrangeiras. É uma operação militar documentada e reivindicada, cujos efeitos podem ser sentidos até no último posto de abastecimento de combustível de Bamako. Os ataques começaram nas principais rotas que estruturam o abastecimento do país. A rota sul, que liga Abidjan a Bamako via Bougouni e Sikasso, foi a primeira a ser pressionada. A região de Bougouni, duzentos quilómetros a sul da capital, tornou-se palco recorrente de destruição em massa: a 6 de dezembro de 2025, pelo menos quinze camiões-cisterna foram incendiados numa única emboscada reivindicada pelo JNIM. Quatro dias depois, a 10 de Dezembro, ocorreram simultaneamente três novos ataques coordenados: camiões-cisterna entre Bamako e Ouélessébougou, a menos de oitenta quilómetros da capital; um veículo militar entre Dogofri e Diabali, na região de Ségou; e o Instituto de Formação de Professores em Nioro du Sahel. Num só dia, o mapa das hostilidades estendeu-se por quatrocentos quilómetros de território. A 29 de janeiro de 2026, o JNIM abriu uma nova frente que ninguém tinha previsto: o eixo ocidental, que liga Dakar a Bamako, passando por Diboli e Kayes. Um comboio inteiro, composto por dezenas de camiões-cisterna, foi destruído entre Diboli e a cidade de Kayes. Três soldados malianos foram mortos, assim como quatro atacantes. Os funcionários da alfândega em Kayes confirmaram o ataque. Em Kidira, a última grande cidade senegalesa antes da fronteira, os transportadores suspenderam as suas partidas enquanto aguardavam o esclarecimento da situação. A ameaça abrangia agora quase todos os corredores de importação do país. O que os números dizem que a junta não diz No auge da crise, em outubro de 2025, apenas 110 dos mais de 700 postos de abastecimento de combustível da capital funcionavam de forma esporádica. Filas estendiam-se por horas. O racionamento foi limitado a 10.000 francos CFA por veículo por dia, uma decisão que apenas agravou a escassez sem a resolver. As universidades e escolas de Bamako fecharam durante duas semanas por ordem das autoridades: já não havia combustível suficiente para alimentar geradores e garantir o transporte. Voos humanitários foram suspensos. Em Mopti, a cidade não recebia um único litro de combustível desde o início de setembro, mais de dois meses de apagão total, sem eletricidade, sem combustível, sem qualquer explicação oficial. O custo humano foi documentado antes de ser minimizado pela junta. Em janeiro de 2026, a Human Rights Watch documentou a execução sumária de dez camionistas e dois aprendizes pelo JNIM no sudoeste do Mali. Trabalhadores comuns, mortos em estradas que percorriam há anos. O Sindicato Nacional dos Motoristas e Camionistas do Mali (Synacor) respondeu com uma paralisação, agravando a crise logística já desencadeada pelos ataques. Foi preciso um parlamentar pró-junta acusá-los publicamente de "cumplicidade com terroristas" para que as tensões chegassem ao limite. O mesmo parlamentar pediu desculpas mais tarde — tarde demais, o mal já estava feito. A 2 de outubro de 2025, na estrada Ségou-Bamako, o JNIM emboscou o veículo do ex-parlamentar e líder religioso Abdoul Jalil Mansour Haïdara, matando-o instantaneamente. Haïdara era o fundador da Ségou TV. A sua morte não foi tema de um comunicado do Governo. O acordo que a junta nega ter assinado A 22 de março de 2026, a AFP revelou, com base em fontes de segurança e autoridades locais, o que Bamako nunca quis admitir: a junta libertou entre cem e duzentas pessoas detidas por alegadas ligações a grupos jihadistas, em troca de um corredor de trânsito para comboios de combustível. Segundo as fontes citadas pela agência, o acordo deveria manter-se em vigor até ao Tabaski, um importante festival muçulmano previsto para o final de maio de 2026. Duas estimativas independentes convergiram: uma fonte de segurança mencionou "198 jovens", enquanto uma autoridade local citou "201 jovens acusados ​​de serem jihadistas". A 30 de março de 2026, o Coronel-Major Souleymane Dembélé, diretor de informação e relações públicas das Forças Armadas do Mali, rejeitou esta informação como "pura manipulação sem fundamento". Foi nesse mesmo dia que a trégua, muito provavelmente, entrou em vigor, com o retomar das viagens dos comboios para Bamako nos dias seguintes. A escassez de gasóleo que assolava a capital desde o início de março diminuiu. As filas desapareceram. Quase imediatamente a seguir, foi anunciado o aumento oficial do preço. Este é, portanto, o verdadeiro estado do Mali a 3 de Abril de 2026: um Estado que libertou os jihadistas para que os seus cidadãos pudessem obter combustível, nega tê-lo feito e aumenta os preços para absorver a realidade de um mercado que as suas forças armadas não conseguiram proteger. Quase seis anos após o primeiro golpe que levou os militares ao poder em nome da soberania e da segurança, a junta militar do Mali é incapaz de sequer garantir a passagem de um camião-cisterna nas suas próprias estradas. O JNIM, por outro lado, não teve de tomar Bamako. Bastou isolá-la do mundo. A questão que se mantém não é se a atual trégua se manterá até maio. É isso que a junta admitirá da próxima vez que os comboios pararem. Autora: Bineta Seydi

TÚNEL DE TRÁFICO DE DROGAS LIGA MARROCOS A ESPANHA: Isto é muito grave... cocaína!

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A polícia espanhola agiu com força! Acabaram de realizar uma operação que parecia impossível na luta contra o tráfico de droga. Conseguiram desmantelar uma vasta rede de tráfico de droga. Uma rede como nenhuma outra. Esta utilizava um túnel subterrâneo para transportar a sua mercadoria de Marrocos. É impressionante... a quantidade de cocaína! Os traficantes de droga são presos nos mercados, nas estações de comboio, nas estradas, na água e até no ar. Mas traficantes subterrâneos? Só os víamos nos filmes. A rede desmantelada era a que abastecia toda a Espanha e até a Europa. Por isso, estávamos longe de imaginar que pessoas comuns chegariam ao ponto de construir um enorme túnel para transportar fardos de haxixe, esta resina de canábis com os seus efeitos nocivos para a saúde, entre Marrocos e Espanha. Não, não duvidamos da sua capacidade para o fazer. Longe disso! Como sabemos, o tráfico de droga gera enormes somas de dinheiro. Recordamos, por exemplo, a imensa fortuna acumulada pelo colombiano Pablo Escobar, muitas vezes apelidado de "rei da cocaína", através do tráfico de droga. De facto, era inimaginável que estes traficantes ousassem correr tais riscos para concretizar um esquema tão audaz. Para garantir o sucesso do seu projeto, tomaram todas as precauções para construir e utilizar este túnel sem levantar a mínima suspeita. Aliás, segundo informações da polícia espanhola, este túnel, camuflado atrás de um enorme frigorífico à prova de som, tinha três níveis: um poço para descer, uma câmara intermédia para armazenar os pacotes e um corredor reto que conduzia a Marrocos. E não é tudo. O complexo dispunha ainda de carris, vagões, roldanas e pequenas gruas para movimentar paletes de haxixe e estava enterrado sob um armazém industrial. Estava também equipado com um sistema de bombagem e isolamento acústico que lhe permitia funcionar sem ser detetado. Isto demonstra o engenho destes traficantes que conseguiram construir um verdadeiro labirinto para conduzir os seus negócios altamente lucrativos na clandestinidade e em completo segredo. Segundo a polícia espanhola, a entrada do túnel ficava em Ceuta, um enclave espanhol em Marrocos. Esta operação foi extremamente complexa. Prova disso é o facto de a polícia espanhola ter demorado mais de um ano a desenterrar estes traficantes, como ratos, e a desmantelar a sua rede. Devemos, por isso, enaltecer o profissionalismo, a paciência e, sobretudo, a dedicação desta força policial que, após várias operações, levou à detenção de 27 pessoas e à apreensão de 17 toneladas de droga. E não é só isso. Os investigadores apreenderam ainda uma quantia em dinheiro de 1,4 milhões de euros, ou mais de 918 milhões de francos CFA, além de 17 automóveis de luxo. Esta acção é ainda mais bem-vinda, dado que a rede desmantelada era responsável pelo fornecimento de resina de canábis em toda a Espanha e até na Europa. O dinheiro do narcotráfico financia grupos terroristas armados. Posto isto, estas apreensões e detenções são já um bom começo para lidar com este caso. Mas não são suficientes por si só. Isto sublinha a necessidade de investigações contínuas para rastrear todos os envolvidos neste tráfico. E só Deus sabe quantos são. Porque se uma rede tão vasta conseguiu prosperar durante todos estes anos, estendendo a sua influência a países inteiros, deve ter beneficiado de inúmeros cúmplices, mesmo a níveis que não suspeitaríamos. Mas, dada a complexidade da luta contra a droga, não devemos esperar milagres. No entanto, a luta contra este flagelo deve receber a máxima atenção e envolver todos os governos, particularmente em África. A proliferação de drogas nos nossos países é um dos problemas da nossa juventude. De facto, nas ruas e nas escolas, muitos jovens, cheios de sonhos e dotados de um enorme potencial, consomem estas substâncias nocivas, arruinando assim as suas vidas e futuros. Tornam-se verdadeiros casos sociais, e o seu cuidado torna-se mais um fardo para os seus respectivos governos e famílias. Além disso, as drogas proporcionam um terreno fértil para o terrorismo que assola alguns países da sub-região. De facto, o dinheiro do narcotráfico, como têm demonstrado vários estudos, contribui para o financiamento de grupos terroristas armados, que, como sabemos, são frequentemente utilizados para proteger os interesses de muitos narcotraficantes. "Le Pays"

INTEGRAÇÃO SOCIAL DE EX-REBELDES EM RUANDA: A Estratégia Calculada de Paul Kagame.

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No Ruanda, as autoridades anunciaram recentemente a reintegração na sociedade civil de mais de duas centenas de membros de grupos rebeldes, após vários meses num centro de desmobilização. Entre eles, contam-se membros das FDLR (Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda), nome deste grupo rebelde armado composto por exilados ruandeses e antigos hutus perpetradores do genocídio que se refugiaram na República Democrática do Congo (RDC) e que se opõem veementemente ao regime de Paul Kagame, cuja queda estão determinados a provocar. A sua presença, aliás, na vizinha RDC, onde não escondem a ambição de derrubar o regime do "homem magro de Kigali", é uma das principais fontes de tensão entre o Ruanda e a RDC. A reintegração social destes ex-rebeldes pelas autoridades ruandesas é de particular importância. Há anos que Kigali critica Kinshasa por tolerar a presença destes rebeldes no seu território, chegando mesmo a acusá-la de os apoiar. Isto tensionou as relações entre as duas capitais, que ainda se encaram com desconfiança. Como poderia ser diferente, se Kinshasa, por sua vez, vê a mão de Kigali por detrás dos rebeldes do M23, que voltaram a pegar em armas em 2021 no leste da RDC, de onde ameaçam avançar para a capital para confrontar o regime de Félix Tshisekedi? Esta situação complexa continua a agravar as tensões entre os dois países, que parecem estar presos na dinâmica mortal de se manterem mutuamente sob controlo através dos seus grupos rebeldes aliados. Contudo, é neste contexto, em que permanece a dúvida sobre até onde irá a escalada entre os dois rivais da África Central, que a acção das autoridades ruandesas de reintegração social destes ex-rebeldes assume um significado particular. Para além do facto de estes indivíduos reintegrados representarem um menor número de combatentes nas fileiras inimigas, esta operação parece ser um gesto de boa vontade de Kigali para com os insurgentes mais irredutíveis, visando tranquilizá-los quanto às intenções benevolentes das autoridades, desde que aceitem depor as armas e regressar à República. Trata-se, portanto, de um sinal forte, cujas repercussões ainda estão por vir, neste contexto de elevada tensão, em que a presença contínua destes combatentes armados do outro lado da fronteira pouco contribui para tranquilizar as autoridades de Kigali, que são obrigadas a permanecer em constante estado de alerta. Além disso, o Presidente Kagame, através desta acção, pretende claramente minar os líderes congoleses que acusa de apoiarem as FDLR e que disputam o seu poder. Ele não poderia ter agido de outra forma. Pois, se esta acção, parte do programa DDR (desarmamento, desmobilização e reintegração), obtiver um amplo apoio dos rebeldes, enfraquecerá, sem dúvida, o movimento. Isto demonstra que o Presidente Kagame está a empregar uma estratégia calculada nesta operação de reintegração social dos antigos rebeldes. Cabe ao povo ruandês acolher estes ex-combatentes nas suas fileiras. E isto é perfeitamente razoável num contexto em que a neutralização destes insurgentes ruandeses, presentes na RDC há quase três décadas, continua a ser uma grande preocupação para as autoridades em Kigali. Chegaram mesmo a abordar esta questão nos Acordos de Washington, assinados em junho de 2025 por ambas as partes na capital americana, condicionando a retirada das tropas ruandesas acusadas de apoiar os rebeldes congoleses do M23 no leste da RDC à neutralização das FDLR. De qualquer modo, o regresso destes ex-rebeldes à sociedade ruandesa é um passo no sentido certo, pois, dada a importância da história do país, os seus filhos e filhas precisam de se reconciliar consigo próprios para melhor curarem as feridas do passado. Isto é ainda mais importante porque a divisão é profunda. Uma coisa é considerar a reintegração social destes ex-rebeldes, e outra bem diferente é poder apoiá-los nas suas novas vidas e mantê-los ocupados de forma produtiva para que não sejam tentados a regressar aos seus antigos hábitos. Só assim as autoridades ruandesas darão a melhor hipótese de sucesso a esta operação, que já envolveu nada menos de doze mil pessoas desde 2001, segundo Kigali. Mas, para além do apoio das autoridades, cabe ao povo ruandês acolher estes ex-combatentes na sua sociedade para facilitar a sua reintegração. from: “Le Pays”

Colômbia: Preocupação com James Rodríguez, hospitalizado há três dias após o jogo com a França.

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A Federação Colombiana de Futebol divulgou esta quinta-feira um comunicado a informar que o craque James Rodríguez foi hospitalizado durante três dias após o particular de domingo com a França "devido a um problema de saúde não relacionado com o desporto". O estado de saúde de James Rodríguez causou preocupação entre os adeptos colombianos após a derrota por 3-1 com a França num particular realizado no domingo no Northwest Stadium, em Landover, Washington. A Federação Colombiana de Futebol emitiu esta quinta-feira um comunicado a explicar que o astro da seleção nacional teve de ser hospitalizado durante três dias devido a um problema não relacionado com as suas atividades futebolísticas. "Desidratação grave" "A Federação Colombiana de Futebol, através da sua equipa médica e da Direção das Seleções Nacionais, deseja informar o público e a imprensa sobre o estado de saúde do capitão da seleção colombiana: James Rodríguez", refere o comunicado. "Após contacto com um centro médico em Minnesota (cidade onde o jogador joga atualmente), foi confirmado que o médio estava sob observação médica devido a um problema de saúde não relacionado com a modalidade. No dia seguinte ao jogo com a França, o jogador apresentou uma desidratação grave, necessitando de 72 horas de internamento por precaução e para monitorização da sua recuperação." "Esta situação não está relacionada com qualquer lesão musculoesquelética ou com o curso das suas atividades futebolísticas." "É importante esclarecer que esta situação não está relacionada com qualquer lesão músculo-esquelética ou com o curso das suas atividades futebolísticas", continuou o comunicado. "Felizmente, o relatório médico atual indica uma evolução positiva e uma melhoria constante. A equipa médica da seleção colombiana mantém uma comunicação constante e coordenada com o Minnesota United FC para acompanhar de perto a sua recuperação. Em nome do FCF, desejamos ao James uma recuperação rápida e completa." " Depois de uma época brilhante no Mónaco (2013-2014), James Rodríguez jogou no Real Madrid antes de recuperar com passagens pelo Bayer Leverkusen, Bayern Munique e Everton, entre outros. Juntou-se ao Minnesota United, clube norte-americano da MLS, em fevereiro último, após uma passagem pelo México (no León). Apesar de uma quebra notável no seu desempenho em campo e das fortes críticas dos adeptos no seu país natal, James Rodríguez continua a ser uma estrela indiscutível da seleção colombi (124 jogos, 31 golos), da qual é o capitão. Prepara-se para disputar o seu terceiro Mundial no próximo verão, depois dos de 2014 e 2018, se a sua saúde o permitir. Autor: RMC Sport

domingo, 29 de março de 2026

O embaixador chinês aos jornalistas do jornal "Le Pays": "Vocês são inteligentes, vocês são os olhos e os ouvidos da sociedade."...

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... O novo embaixador da China no Burkina Faso, Zhao Deyong, visitou a redação do jornal "Le Pays", localizada no bairro de Logements, em Ouagadougou, na tarde de 26 de março de 2026. O diplomata chinês prometeu reforçar a cooperação entre a sua missão diplomática e os meios de comunicação social. Descreveu o jornal como um "bom parceiro" da embaixada. Às 14h00, hora marcada, o embaixador chinês no Burkina Faso, que apresentou as suas credenciais em dezembro de 2025, foi recebido pela equipa editorial sénior do "Le Pays". O encontro decorreu na redação. Liderando uma delegação da embaixada, o diplomata, que está no cargo há um ano, declarou: "O jornal 'Le Pays' é um bom parceiro". E acrescentou: "Vocês são inteligentes; são os olhos e os ouvidos da sociedade". Em seguida, delineou rapidamente a sua missão. O nosso desejo, explicou, é aproximar os povos burquinense e chinês. “Vamos oferecer mais oportunidades aos jovens na área da tecnologia. Vamos também reforçar a nossa cooperação com os media. Todos os anos, indiquem-nos colegas para que possam ir à China. Serão calorosamente recebidos para as suas reportagens, o que lhes permitirá apresentar o povo burquinense à China de forma mais completa”, afirmou, delineando a sua visão para as relações com os media burquinenses. A “Le Pays” é um parceiro de media da China. Esta é essencialmente a visão do novo embaixador, que ambiciona ser “um amigo dos jornalistas”. “Esta visita reflete o compromisso da embaixada com a comunicação.” O Diretor da Equipa Editorial, Boundi Ouoba, realçou que o jornal se sente “muito honrado” com esta visita, especialmente por ser um dos poucos embaixadores acreditados no Burkina Faso a ter viajado para lá com o jornal. “O senhor é o terceiro embaixador chinês acreditado no Burkina Faso desde o restabelecimento das relações diplomáticas. Estamos muito satisfeitos com esta visita. Esteja certo do nosso total empenho em apoiá-lo enquanto pudermos”, disse. Segundo Dabadi Zoumbara, chefe de redação do jornal “Le Pays”, “esta visita reflete a importância que a embaixada atribui à comunicação. Vamos reforçar as relações nesta área. Desejamos uma parceria baseada no respeito mútuo”, afirmou. Foram ainda discutidos outros temas, nomeadamente as consequências da guerra no Médio Oriente para África em geral e para o Burkina Faso em particular. Em 2025, a China concedeu pelo menos 8.000 vistos ao Burkina Faso, número que planeia aumentar em 2026. Tudo isto se insere no âmbito dos quatro pilares da cooperação sino-burquinense: agricultura, saúde, energia e forças armadas. por:Boureima KINDO fonte: lepays.bf

sexta-feira, 27 de março de 2026

Incidentes nas finais do CAN 2025 e do Mundial 2030: Marrocos sob pressão após a chegada de uma delegação da FIFA.

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Qual será o papel de Marrocos no Mundial de 2030? Seguindo os passos de Espanha e Portugal, a FIFA enviou uma comissão a Marrocos para avaliar o país. Esta reunião crucial terá um impacto significativo na distribuição dos jogos durante a competição. Em Marrocos, esta avaliação é particularmente importante após as polémicas em torno da final do Campeonato Africano das Nações (o incidente da toalha, a violência dos seguranças). Inicialmente, a inspeção detalhada será realizada em todas as instalações desportivas do Estádio de Tânger, bem como nas infraestruturas da cidade portuária que recebeu a maioria dos jogos do Senegal durante o Campeonato Africano das Nações de 2025. Após Tânger, a equipa de inspeção da FIFA viajará para Rabat, cidade que recebeu a final do Campeonato Africano das Nações de 2025 entre o Senegal e Marrocos (1-0). Esta missão visa avaliar as várias cidades-sede do Mundial de 2030 em preparação para a distribuição das partidas. Marrocos esperava receber a grande final da competição, mas, sem dúvida, esta emblemática partida regressará a Madrid, a capital espanhola. Caso não consiga receber a final, Marrocos espera receber uma das meias-finais. No entanto, durante esta missão de inspecção, Marrocos precisará de apresentar argumentos convincentes às autoridades espanholas e portuguesas, especialmente porque a final da CAN lançou uma luz negativa sobre o país. Para além das imagens de violência dos seguranças contra os adeptos senegaleses, o golpe mais duro para a imagem de Marrocos foi o incidente da toalha, primeiro durante a meia-final contra Marrocos e depois contra o Senegal. Durante a final, os seguranças e o jogador Ismael Saibari quase chegaram às vias de facto com o guarda-redes suplente senegalês, Yehvann Diouf, que se tinha posicionado à entrada da área para pegar na toalha de Edouard Mendy. As imagens tornaram-se virais e geraram uma onda de críticas contra Marrocos. Vários cidadãos espanhóis, coanfitriões do torneio, pediram à FIFA que retirasse a seleção africana após a divulgação destas imagens. Autor: Mouhamed CAMARA

O filho de um presidente africano refere uma possível ação militar contra o Irão.

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O general Muhoozi Kainerugaba, chefe das Forças de Defesa do Uganda e filho do presidente Yoweri Museveni, chocou os observadores regionais e internacionais ao alinhar publicamente com Israel no meio da escalada do conflito no Médio Oriente, sugerindo que o Uganda poderia tomar medidas militares contra o Irão caso as ameaças contra Israel persistam. O chefe das Forças de Defesa do Uganda (CDF), general Muhoozi Kainerugaba, manifestou o seu forte apoio a Israel no contexto do conflito em curso no Médio Oriente, numa série de mensagens publicadas na quinta-feira no X (antigo Twitter). As suas declarações, embora pessoais, são frequentemente interpretadas como um reflexo da política de Estado devido à sua posição influente e ao seu estatuto de filho do Presidente Yoweri Museveni. Apoio a Israel e apelos ao fim da guerra Nas suas mensagens, o general Kainerugaba enfatizou: “Israel tem o direito de existir e os ataques contra ele devem parar”. Apelou a um cessar-fogo imediato, declarando: “Queremos que a guerra no Médio Oriente termine agora. O mundo já não aguenta mais”. Alertou ainda que qualquer tentativa de derrotar Israel arrastaria o Uganda para o conflito, declarando: “Do lado de Israel!” Numa mensagem apagada citada pelo Jerusalem Post, Kainerugaba sugeriu que o exército ugandense, as Forças de Defesa Popular do Uganda (UPDF), poderia juntar-se à guerra ao lado de Israel caso esta continuasse. Afirmou: “Poderíamos ter tomado Teerão em 72 horas sem qualquer bombardeamento”, acrescentando: “Mas claro, nunca ouvem uma pessoa negra. Porquê bombardear aqueles que te apoiam?” Reforçar os laços entre o Uganda e Israel As declarações de Kainerugaba surgem numa altura em que o Uganda continua a reforçar os seus laços com Israel. No mês passado, anunciou a sua intenção de erguer uma estátua do Tenente-Coronel Yonatan “Yoni” Netanyahu, irmão do Primeiro-Ministro israelita Benjamin Netanyahu, no Aeroporto Internacional de Entebbe. Yoni Netanyahu foi morto durante a Operação Thunderbolt, uma missão de resgate israelita no Aeroporto de Entebbe, em 1976, na qual 102 reféns foram libertados de um avião da Air France sequestrado. Kainerugaba descreveu a estátua como um símbolo do forte laço entre o Uganda e Israel. Não foi feito qualquer anúncio oficial do governo relativamente à estátua, mas Kainerugaba enfatizou a importância da homenagem, relacionando-a com o apoio histórico de Israel ao Uganda nos primeiros anos após a sua independência. Autor: afikmag

"El Mencho", o chefe do bando que aterrorizou o México.

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Nemesio "El Mencho" Oseguera, fundador do notório Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), transformou-o no cartel mais poderoso do México através do uso desenfreado da violência, desafiando abertamente o governo. Morto no domingo, aos 59 anos, durante uma operação do exército, era considerado o último dos grandes narcotraficantes do país desde a detenção e encarceramento nos Estados Unidos dos fundadores do Cartel de Sinaloa, Joaquín "El Chapo" Guzmán e Ismael "Mayo" Zambada. Washington tinha oferecido uma recompensa de 15 milhões de dólares pela sua captura. O criminoso, "violento por natureza", segundo o especialista em tráfico de droga José Reveles, atacava diretamente as autoridades, enquanto outras organizações semelhantes se mantinham na defensiva. A 20 de junho de 2020, lançou um ataque sem precedentes contra o atual Secretário Federal de Segurança Pública, Omar García Harfuch, então chefe da polícia da capital, ferindo-o. Três pessoas foram mortas, incluindo dois guarda-costas. Cinco anos antes, o seu cartel já tinha atacado a recém-formada Gendarmaria Nacional de Jalisco e, de seguida, emboscado um comboio de polícias daquele estado mexicano. Os seus narcotraficantes abateram um helicóptero militar com um lança-foguetes e causaram bloqueios de estradas e incêndios. Dezenas de pessoas foram mortas, incluindo 20 polícias e nove soldados. Raramente visto em público Embora tenha aparecido em dois espetáculos de "narcocorridos" em 2025, grupos que cantam em louvor dos narcotraficantes, El Mencho "tinha muito cuidado para não se expor publicamente; pouco se sabe sobre a sua vida", disse o Sr. Reveles à AFP. Imagens dele são raras. No cartaz de procurado do Departamento de Estado dos EUA, aparece com um rosto anguloso, cabelo impecavelmente penteado e um bigode fino, enquanto num arquivo de 1989 da Administração de Repressão de Drogas dos EUA (DEA), é visto com cabelo encaracolado e uma aparência mais... grosseira. Nascido em 1966 numa família pobre em Michoacán, onde o cultivo ilegal de canábis era galopante, imigrou para os Estados Unidos ainda jovem. Na década de 1980, foi condenado por tráfico de heroína e deportado após cumprir a pena. Quando regressou a Michoacán, juntou-se ao Cartel del Milenio, do qual foi expulso após disputas internas de poder. "El Mencho" deixou então o seu estado natal rumo ao vizinho Jalisco, onde em 2009 fundou o "Mata Zetas", logo renomeado para Cartel Jalisco Nueva Generación. Em 2011, o cartel cometeu um dos seus massacres mais simbólicos, deixando 35 corpos perto de uma reunião de procuradores em Veracruz (leste de Jalisco). Com a vantagem sobre vários grupos rivais, o CJNG cresceu rapidamente. Após a extradição de "El Chapo" e "Mayo" para os Estados Unidos, o seu cartel tornou-se o mais poderoso num país onde a violência ligada a estes grupos já fez mais de 450 mil mortos e deixou mais de 100 mil desaparecidos desde 2006. Em 2025, o Departamento de Estado dos EUA declarou o CJNG como uma organização terrorista, enfatizando a sua "natureza transnacional com presença em praticamente todo o México". Tráfico de droga, venda de armas, extorsão, tráfico humano e roubo de petróleo e minerais — Washington acusou-o de uma série de crimes. Incapaz de competir com os seus rivais que controlavam a fronteira com os Estados Unidos, "El Mencho" infiltrou-se noutros mercados. "A Europa, a Ásia, a África e até a Austrália eram menos disputadas pelos mexicanos, e as drogas atingem preços mais elevados nestes locais", explica o Sr. Reveles. Divorciado, Oseguera teve três filhos. A sua ex-mulher e dois dos seus filhos foram presos. Foi libertada, enquanto o seu irmão mais velho, vulgo "El Menchito", recebeu uma pena de prisão perpétua nos Estados Unidos. Autor: AFP

Conselho de Ministros da UEMOA: Perspetivas económicas consideradas encorajadoras, mas…

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A sede do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) acolhe, esta sexta-feira, a reunião ordinária do Conselho de Ministros da UEMOA. Esta reunião decorre num contexto de tensões geopolíticas globais, cujo impacto se começa a fazer sentir nas economias. “Nesta turbulência global, a nossa responsabilidade é fazer da nossa união não um espaço passivo, mas um espaço proativo. Não um espaço que se adapta tardiamente, mas um espaço decisivo, visível e audacioso. As nossas sessões não são, portanto, meros centros de pronunciamentos administrativos”, afirmou o Dr. Aboubakar Nacanabo, Ministro da Economia e Finanças do Burkina Faso e atual Presidente do Conselho de Ministros da UEMOA. Ao abrir a sessão, contextualizou a situação, dando conta de que, na União Europeia, a atividade económica se fortaleceu, com uma taxa de crescimento de 6,7% em 2025. Isto acontece após uma taxa de 6,2% em 2024. Afirmou que este crescimento está sobretudo ligado à força das indústrias extrativas e de serviços, bem como aos resultados satisfatórios da colheita agrícola de 2025-2026. Em relação à taxa de inflação, a projeção é de 0% para todo o ano de 2025, em comparação com 3,5% em 2024. Esta queda deve-se à redução dos preços globais dos alimentos e da energia, mas também à melhoria do abastecimento de cereais nos mercados locais, graças ao sucesso da colheita agrícola de 2025-2026. No entanto, a taxa de crescimento do crédito à economia dentro da União situou-se em 5,6% em dezembro de 2025. No período homólogo de 2024, foi de 4,5%. “À luz destes indicadores, a perspectiva económica continua a ser encorajadora, embora ainda dependa da evolução da situação internacional, das tensões geopolíticas, particularmente no Médio Oriente, da situação de segurança dentro da União e dos efeitos das alterações climáticas”, afirmou o Sr. Nacanabo. Salientou, por isso, que nenhum Estado, sozinho, consegue enfrentar estes desafios de forma eficaz e sustentável. “A nossa força reside na nossa unidade. O nosso futuro depende da nossa capacidade de aprofundar a nossa integração, harmonizar as nossas políticas e partilhar os nossos recursos”, declarou o Presidente do Conselho de Ministros da UEMOA aos seus homólogos dos outros países membros. Autor: Youssouf Sane

Marrocos lança ofensiva legal para impedir a celebração do Senegal no Stade de France!

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A batalha judicial entre Senegal e Marrocos tomou um rumo sem precedentes poucas horas antes da cerimónia de entrega do troféu da Taça das Nações Africanas, marcada para este sábado em Paris. Mourad Elajouti, presidente da Ordem dos Advogados de Marrocos, anunciou ter enviado uma notificação formal ao Stade de France e à GL Events, organizadora do evento. Segundo o advogado, o Senegal já não é o legítimo detentor do título continental. "Esta celebração baseia-se num título do qual a Federação Senegalesa de Futebol (FSF) foi oficialmente destituída por entidades desportivas internacionais", insiste Elajouti. Cita uma decisão do Conselho de Apelação da Confederação Africana de Futebol (CAF), emitida a 17 de março de 2026, que terá reatribuído o título a Marrocos. Na ausência de uma suspensão da execução por parte do Tribunal Arbitral do Desporto (CAS), o lado marroquino acredita que a exibição do troféu pelo Senegal constitui "usurpação do título" e um acto manifestamente ilegal. A ofensiva não se fica por aqui: os advogados estão a invocar o artigo 1240.º do Código Civil francês para exigir uma indemnização caso a cerimónia prossiga. Autor: SenewebNews

ANGOLA: BNA APLICOU MULTAS E CASTIGOU GESTORES.

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O Banco Nacional de Angola (BNA) aplicou multas no valor de mais de 3,5 milhões de euros em 2025 e sancionou cinco gestores de instituições financeiras, no âmbito de processos de contraordenação concluídos no ano passado. Asíntese da ação sancionatória divulgada hoje pelo BNA indica que foram aplicadas sanções pecuniárias no montante global de 3.744 milhões de kwanzas, o equivalente a cerca de 3,54 milhões de euros. No total, o banco central deu por encerrados 39 processos sancionatórios entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2025, dos quais 31 envolveram instituições financeiras bancárias, dois instituições financeiras não bancárias e seis entidades não autorizadas para o exercício da atividade financeira. Além das multas, o BNA aplicou 12 sanções acessórias, incluindo três medidas de publicação da sanção, três admoestações registadas, uma suspensão de atividade por 12 meses e cinco inibições para o exercício de funções. De acordo com o regulador, cinco das sanções — entre pecuniárias e acessórias — foram dirigidas a titulares de cargos de gestão relevantes de instituições financeiras. As infracções mais frequentes estiveram relacionadas com o incumprimento de normas de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e com a violação de regras de atuação no mercado monetário interbancário, segundo o documento. O relatório indica ainda que houve também incumprimentos ligados a normas prudenciais, reporte de governação e controlo interno, funcionamento de caixas automáticos e cobrança de comissões. fonte: folha8

ANGOLA: “MANICO” SUSPENSO DE ACTIVIDADE JURISDICIONAL DA CNE.

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O Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) deliberou a suspensão da actividade jurisdicional do magistrado Manuel Pereira da Silva “Manico” que, até à data, exercia as funções de presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), com fundamento em dispositivos constitucionais e legais em vigor na República de Angola. Por Berlantino Dário Adecisão do Tribunal Supremo em manter a suspensão das funções judiciais do presidente da CNE com base na Constituição e na Lei, foi tomada durante a 3.ª Sessão Ordinária do Plenário, realizada a 25 de Março de 2026, nos termos do artigo 184.º da Constituição da República de Angola, conjugado com os n.ºs 1 e 2 do artigo 27.º da Lei n.º 14/11, de 18 de Março (Lei do Conselho Superior da Magistratura Judicial). Entretanto, de acordo com a resolução, a função de presidente da CNE é exercida por um magistrado judicial, designado pelo CSMJ com base em concurso curricular, implicando, após a sua designação, a suspensão das funções judicativas, conforme estabelece a alínea a) do n.º 1 do artigo 7.º da Lei n.º 12/12, de 13 de Abril (Lei Orgânica sobre a Organização e Funcionamento da Comissão Nacional Eleitoral). O documento sublinha ainda que o mandato de cinco anos do presidente da CNE, resultante do concurso curricular aprovado em Março de 2025, permanece em curso. Manuel Pereira da Silva foi o candidato vencedor desse processo. De acordo com esta deliberação, o CSMJ reafirma a “manutenção da comissão de serviço do magistrado na CNE, onde continua a exercer o cargo de presidente, permanecendo suspenso do exercício da actividade jurisdicional durante a vigência do mandato”. Recorde-se que, em Março de 2025, a União Nacional para Independência Total de Angola – UNITA, maior partido na oposição que a muito custo ainda perdura em Angola, pediu ao Tribunal Constitucional a nulidade do concurso que reelegeu Manuel Pereira da Silva “Manico” como presidente da CNE, alegando violação da legalidade e imparcialidade. A UNITA contestou, na véspera, que o critério de avaliação privilegiou magistrados com experiência eleitoral, o que poderia comprometer a imparcialidade do tribunal eleitoral. O Tribunal Constitucional, por sua vez, rejeitou a acção apresentada pela bancada parlamentar dos “Maninhos”, considerando que a Assembleia Nacional não possuía “legitimidade para impugnar a posse de Manico”, por entender que este não havia participado da elaboração do regulamento do aludido concurso. Na véspera, o tribunal supremo da magistratura judicial angolana tinha anunciado que o agora suspenso de funções judiciais, juiz Manuel Pereira da Silva “Manico”, como o vencedor do concurso curricular para presidente da CNE, com 91 pontos, e que deveria permanecer no cargo por mais cinco anos, sublinhando a “antiguidade na magistratura e a experiência de Manuel Pereira da Silva na condução de processos eleitorais foram fundamentais na avaliação da sua candidatura”. Acto contínuo, o concurso curricular promovido pelo CSMJ em 2019 e homologado em Janeiro de 2020 tinha sido igualmente contestado pelo juiz Agostinho Santos, candidato derrotado, por alegadas “irregularidades”. Manuel Pereira da Silva “Manico” foi empossado na Assembleia Nacional como presidente da CNE, em 19 de Fevereiro de 2020, no meio de muitos protestos da oposição e da sociedade civil, que o acusavam de “falta de idoneidade moral e legal” para o cargo. fonte: folha8

domingo, 15 de março de 2026

Kylian Mbappé passou o fim de semana em Paris com esta famosa atriz espanhola.

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Será que Kylian Mbappé encontrou finalmente o amor? É esta a questão que sugerem estas recentes fotos publicadas pela revista "Hola"! O campeão do Mundo de 2018 foi visto com a atriz espanhola Ester Expoisito, a chegar juntos a Madrid num jato privado após um fim de semana em Paris. A atriz espanhola foi a primeira a desembarcar do avião. Vestia calças de ganga, uma blusa branca, um blazer castanho e um boné. O avançado do Real Madrid aparece atrás dela, com um hoodie branco e um boné preto. Segundo relatos, ficaram hospedados no mesmo hotel em Paris. As imagens do casal já circularam amplamente nas redes sociais, alimentando rumores de um possível romance entre ambos. Várias testemunhas e publicações relatam que Kylian e Ester terão provavelmente ficado alojadas no mesmo hotel, o Le Royal Monceau, durante o fim de semana em Paris. Foram vistos a entrar e a sair do luxuoso hotel separadamente, presumivelmente para evitar chamar a atenção. O casal terá ainda jantado junto num restaurante italiano e passeado num terraço com vista para a Torre Eiffel. Autor: Bernardin Patinvoh

O Irão atacará as empresas americanas se a sua infra-estrutura energética for atacada (ministro).

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O Irão vai atacar instalações pertencentes a empresas norte-americanas no Médio Oriente caso a sua infraestrutura energética seja alvo de ataques, alertou este sábado o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi. "O Irão responderá a qualquer ataque às suas instalações energéticas", advertiu numa mensagem divulgada após os ataques aéreos norte-americanos contra bases militares na ilha de Kharg, o principal polo petrolífero iraniano. "Se forem visadas instalações iranianas, as nossas forças atacarão as instalações de empresas norte-americanas na região ou empresas nas quais os Estados Unidos detêm uma participação", acrescentou, enquanto a guerra entrava este sábado na terceira semana. Autor: AFP

Saúde pública: uma parceria de 74,2 mil milhões de francos CFA entre Dakar e Washington.

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O Senegal e os Estados Unidos da América deram um novo passo na sua cooperação na área da saúde. Os dois países assinaram um memorando de entendimento de cinco anos na sexta-feira, 13 de março, no Ministério da Saúde e Higiene Pública, no valor de 135 milhões de dólares, ou 74,2 mil milhões de francos CFA, com o objetivo de reforçar de forma sustentável o sistema de saúde senegalês. Este memorando de entendimento, segundo as autoridades, marca um ponto de viragem na cooperação estratégica entre os dois parceiros, com a ambição de reforçar a autonomia e a resiliência do sistema nacional de saúde. “Este memorando demonstra o nosso compromisso partilhado em alcançar resultados sustentáveis ​​e está em consonância com a estratégia global de saúde dos EUA e com o nosso apoio à visão Senegal 2050”, afirmou Jennifer Davis-Paguada, Encarregada de Negócios da Embaixada dos EUA. O acordo assenta num mecanismo de cofinanciamento. Os Estados Unidos contribuirão com 63 milhões de dólares (34,6 mil milhões de francos CFA), enquanto o Senegal contribuirá com 72 milhões de dólares (39,6 mil milhões de francos CFA). Para o Ministro da Saúde, Ibrahima Sy, esta parceria está totalmente alinhada com a visão das autoridades senegalesas. “Esta iniciativa coloca o capital humano, a soberania em saúde, a modernização dos serviços públicos e a equidade territorial no centro da ação pública”, enfatizou. Para além do financiamento, este protocolo estabelece um roteiro ambicioso para melhorar o desempenho do sistema de saúde senegalês. As prioridades incluem a redução de casos e óbitos relacionados com a malária e o VIH, o reforço da prevenção e da resposta a epidemias, a melhoria da segurança sanitária e a preparação para futuras crises de saúde. “O nosso objetivo é simples: trabalhar em conjunto com o Governo do Senegal para melhorar de forma sustentável a saúde da população”, afirmou Jennifer Davis-Paguada. A parceria inclui também o reforço da vigilância epidemiológica e da capacidade de resposta a emergências para a deteção rápida de surtos de doenças infeciosas. Será dada especial ênfase ao desenvolvimento de sistemas laboratoriais, com o estabelecimento de uma rede nacional que cumpra as normas internacionais, capaz de identificar e caracterizar os agentes patogénicos com potencial epidémico ou pandémico. A Ministra destacou ainda o reforço das cadeias de abastecimento de produtos de saúde para garantir a disponibilidade contínua de medicamentos e insumos essenciais, principalmente para a prevenção e tratamento da malária e de outras doenças prioritárias. O protocolo prioriza o capital humano, com um maior apoio aos profissionais de saúde da linha da frente e a integração gradual de pessoal qualificado no sistema nacional. A transformação digital do setor é também um dos principais focos do acordo, com a implementação de registos eletrónicos dos doentes, a melhoria dos sistemas de dados de saúde e a interoperabilidade das plataformas nacionais. Para o Dr. Ibrahima Sy, esta parceria vai para além das ações imediatas e faz parte da estratégia de saúde do Senegal para 2030 e mais além. “O objectivo é promover a soberania farmacêutica, a inovação em saúde, a eliminação da malária, a preparação para pandemias e o reforço sustentável da governação do sistema de saúde”, afirmou. Os objectivos incluem a redução da mortalidade materna e infantil, a aceleração do combate ao VIH e à malária, o reforço dos programas de vacinação e a melhoria da qualidade dos dados de saúde. “A assinatura deste memorando de entendimento não é um fim em si mesmo. Marca o início de uma nova fase de ação conjunta, baseada na transparência, no desempenho e em resultados mensuráveis”, afirmou o ministro. Além deste memorando, as duas partes assinaram também um acordo sobre a partilha de dados estatísticos agregados. Segundo as autoridades, este acordo diz apenas respeito a dados não individuais e anonimizados, em estrita conformidade com as normas nacionais de proteção de dados. Esta informação será utilizada exclusivamente para a monitorização e avaliação dos indicadores de desempenho das intervenções financiadas pela parceria. Autora: Awa Faye

Especulações sobre a saúde de Mamadi Doumbouya na Guiné: E aqui está novamente o tabu dos palácios que está a dar que falar em Conacri!

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Mas onde foi parar o líder guineense, que desapareceu do radar da Guiné desde a última cimeira da UA, a 13 de fevereiro de 2025? Esta ausência foi suficiente para alimentar boatos, especulações em alguns órgãos de comunicação social e, principalmente, na internet sobre a saúde de Mamadi Doumbouya. Até que o governo se pronunciou. O primeiro-ministro Oury Bah, nada mais nada menos, teve de intervir para tranquilizar o público e partilhar o que sabia sobre o seu chefe. "Como qualquer ser humano, há momentos em que nos sentimos cansados", disse. Outra declaração do primeiro-ministro: "Confirmo que está bem; mesmo à distância, acompanha as notícias nacionais... trocamos regularmente informações sobre assuntos para os quais deu instruções específicas". E ainda que a ilustre figura que reside no Palácio Mohamed V regressará na sexta-feira, dia 6 de março de 2026. Sigam em frente, nada para ver aqui! Este episódio em Conacri sobre a saúde de Doumbouya é um mero pormenor, tão comum se tornou. Em diversas ocasiões, o presidente camaronês Paul Biya foi dado como morto, apenas para regressar e troçar daqueles que anunciaram prematuramente o seu funeral, dizendo: "O fantasma saúda-vos". Mas se este espetáculo persiste nos palácios presidenciais, é porque a saúde dos nossos dirigentes é um tabu. Mesmo noutros locais, onde são regularmente emitidos relatórios de saúde, aqui, nada. Opacidade total, herdada de costumes ancestrais segundo os quais o líder nunca adoece. Nem sequer um episódio de fadiga ou uma simples constipação! Consequências: Mesmo durante as eleições presidenciais, os relatórios de saúde apresentados na tomada de posse são omitidos ou desaparecem dos arquivos. Além disso, os nossos líderes têm sempre condições para ir ao Ocidente para os seus exames médicos. É por isso que a sua comitiva, e aliás o público em geral, desconhece se o Chefe de Estado está doente ou de perfeita saúde! Talvez, corrigindo esta tradição, sobretudo para o poder "moderno" do homem branco, com ocasionais boletins de saúde, possamos silenciar os boatos e as redes sociais. Sem afetar a estabilidade do governo. Hoje no Burkina Faso

A vitória decepcionante de Sassou Nguesso na disputa por disputa eleitoral no Congo:

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As Forças Armadas da República Democrática do Congo iniciaram o processo eleitoral a 12 de março, levando o país às urnas para eleger o Presidente da República após uma campanha que não conseguiu inspirar muitos congoleses. Entre os sete candidatos declarados para a eleição de 15 de Março está o actual Presidente, Denis Sassou Nguesso, que se recusa a retirar-se da política neste país da África Central. De facto, aos 82 anos, com mais de metade da sua vida no poder, este militar de carreira procura um quinto mandato como chefe de Estado. Perante um sistema completamente fraudulento, alguns partidos foram obrigados a abster-se. Parece que o “patriarca” lançou a si próprio um último desafio: bater o recorde de presidente com o mandato mais longo em África, actualmente detido por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial. Mas sejamos claros desde o início: estamos, mais uma vez, a caminhar para uma eleição sem sentido no Congo-Brazzaville. De facto, o vencedor, como tem sido costume nesta antiga colónia francesa nas últimas quatro décadas, parece ser uma conclusão óbvia. Neste caso, trata-se do presidente em exercício, que sempre foi eleito para liderar o país sem contestação. Tal como nas eleições presidenciais anteriores, está prevista outra vitória sem brilho para Denis Sassou Nguesso. E é quase certo que nem os outros seis candidatos — perdão, opositores — do Presidente Nguesso têm ilusões quanto ao resultado desta votação. "É difícil, porque estamos perante recursos quase insolentes e colossais do atual regime", admitiu um dos candidatos. A vitória de Sassou é ainda mais previsível, dado que bloqueou todas as saídas do Palácio da Nação para preservar a sua posição. Agindo com um engenho digno dos maiores autocratas, o presidente, em busca da reeleição, teve o cuidado de eliminar todos os opositores credíveis capazes de o desafiar. Prova disso reside no facto de, dos seis candidatos que concorrem contra ele, três serem estreantes e não terem qualquer influência real no panorama político congolês. Perante um sistema completamente paralisado que não lhes dá qualquer hipótese, alguns partidos foram obrigados a abster-se. Por exemplo, a União dos Democratas Humanistas (UDH-Yuki) e a União Pan-Africana para a Social Democracia (UPADS), os dois principais partidos da oposição, não apresentaram candidatos nestas eleições presidenciais. Vendo que as condições não estavam presentes para uma eleição credível, estes partidos optaram por não servir de instrumento para o presidente legitimar a sua inevitável reeleição. Paradoxalmente, é neste contexto de exclusão e isolamento que o presidente cessante, Denis Sassou Nguesso, apelou, durante a sua campanha, ao respeito pelas regras democráticas e pela justiça. É certamente um caso de hipocrisia. Sassou faria melhor em entregar o poder à geração mais nova enquanto ainda é tempo. Como pode ainda falar em respeitar as regras democráticas e o fair-play quando ele próprio se transformou, ao longo dos seus longos anos no poder, no coveiro da democracia? Recorde-se que dois dos seus adversários na eleição presidencial de 2016 ainda definham na prisão, condenados por "atentado à segurança nacional" em 2018 e 2019. São eles o General Jean-Marie Michel Mokoko e André Okombi Salissa, que ousaram contestar os resultados oficiais que deram 60% dos votos ao príncipe reinante. Hoje, o verdadeiro adversário do presidente em exercício nesta eleição de 15 de março será a participação eleitoral. Portanto, é pelo nível de mobilização dos congoleses nas urnas que a credibilidade desta eleição será julgada. Denis Sassou Nguesso não consegue imaginar outra vida depois do poder, ao ponto de se ver agora a disputar a presidência com os seus filhos, ou pelo menos com aqueles que poderiam ser seus filhos. De facto, é de salientar que um dos seus rivais nesta eleição, o académico Vivien Romain Manangou, tem 43 anos, enquanto a candidata mais jovem (Melaine Destin Gavet Eléngo) tem apenas 35. Além disso, o que é que o Presidente Sassou ainda pode oferecer ao Congo que já não tenha oferecido durante os seus mais de 40 anos no poder? É conhecido por ter trazido um certo grau de estabilidade a um país marcado pela guerra civil na década de 1990 e a uma região assolada por conflitos. Perante isto, seria melhor para ele entregar as rédeas à geração mais nova enquanto ainda é tempo. lepays.bf

Guiné-Bissau: Três meses após golpe, CEDEAO perde autoridade.

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Três meses após o golpe, a Guiné‑Bissau vive repressão, detenções sem acusação e instituições militarizadas. A oposição está silenciada e a população com medo. Um investigador alerta: a situação no terreno está a piorar. Três meses após a intervenção militar que interrompeu o processo eleitoral, e a poucas horas da divulgação dos resultados das eleições gerais, a Guiné‑Bissau é hoje um país profundamente diferente. O líder da oposição, Domingos Simões Pereira, continua detido desde novembro, sem que lhe tenha sido comunicado qualquer crime. Fernando Dias, principal adversário do ex‑Presidente Sissoco Embaló nas urnas, permanece em prisão domiciliária: não pode sair de casa, nem contactar a estrutura do seu partido. As conferências de imprensa estão proibidas em todo o território, só podem ocorrer com autorização expressa dos militares. Quanto a Sissoco Embaló, o seu paradeiro continua por esclarecer. O Comando Militar e o Conselho de Transição introduziram várias alterações à Constituição suspensa, substituíram o presidente da CNE, bloquearam a atividade política, modificaram a lei‑quadro dos partidos, com impacto direto no PAIGC, e proibiram manifestações. Ativistas têm sido agredidos e a população vive com medo de falar. Apesar deste clima, as autoridades militares marcaram eleições gerais para dezembro e recusam-se a acatar as decisões da comunidade internacional. Ainda assim, o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, fez o balanço dos primeiros cem dias de governo. Apontou como prioridades a estabilidade institucional, o rigor financeiro e a continuidade do Estado, num contexto que classificou de excecional. Mas, para o investigador guineense Fernando Fonseca, a realidade no terreno é bem diferente: diz que a situação piorou significativamente nos últimos três meses. DW África: Três meses depois do golpe, a Guiné‑Bissau mudou muito? Em que aspetos? Fernando da Fonseca (FF): Eu diria que a Guiné‑Bissau mudou de forma significativa no plano institucional e jurídico‑político, sobretudo porque, nestes três meses, o país está sob comando militar. E isso é uma exceção absoluta num regime democrático. A Guiné‑Bissau é uma república e, por princípio, o governo deve ser conduzido por civis. Esse quadro mudou. É verdade que o país tem um histórico de golpes de Estado, mas nunca tínhamos vivido uma situação em que as Forças Armadas assumem diretamente o poder da forma como aconteceu agora. Esse é um elemento central desta mudança. Além disso, vemos militares dentro das próprias instituições, incluindo o Parlamento. Não é algo totalmente novo. Já no tempo do ex‑Presidente Embaló existia uma forte militarização das instituições, mas agora essa tendência aprofundou‑se. Estamos perante uma consolidação autoritária assente numa frágil aparência de normalidade, visível nas várias alterações legais que têm sido feitas. Estas mudanças não revelam uma saída da crise. Pelo contrário, mostram que o Comando Militar e o Conselho de Transição procuram, através de alterações legislativas, compensar a falta de apoio popular e criar uma imagem de força e de suposta normalização que, na nossa avaliação, é muito frágil. Estamos, portanto, num cenário em que as instituições estão claramente militarizadas. fonte: DW

Manelinho: "Não haverá eleições em dezembro na Guiné-Bissau".

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Após ser ilibado em Portugal no alegado caso de tráfico de droga, que classificou como uma cilada política atribuída a Umaro Sissoco Embaló, Manuel do Nascimento Lopes volta a falar sobre a situação política na Guiné-Bissau, em plena crise após o golpe militar de 26 de novembro de 2025. O político, conhecido por "Manelinho", diz à DW que está refugiado em Abuja, na Nigéria, desde novembro, por ser vítima de perseguição. Membro da delegação da Guiné-Bissau no Parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Manuel Lopes afirma que não pode regressar ao país "por rejeitar categoricamente a cena de golpe de Estado". "Porque aquilo não foi golpe de Estado. Aquilo foi um golpe inventado", comenta. CEDEAO também é culpada? O deputado, filho de um general do Exército, refere ainda que tem sérias dúvidas sobre a viabilidade de um rápido retorno da ordem constitucional, depois das mudanças à Constituição e à lei eleitoral. "Porque é que querem mudar a nossa Constituição, para que o Presidente seja o único detentor de poder, [com poderes para] nomear o primeiro-ministro, o ministro da Defesa e outros elementos do Governo? Eu jamais estarei de acordo com isso."
fonte: DW

GOVERNO PORTUGUÊS QUER AÇAIMAR JORNALISTAS DA LUSA.

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Fernando Lima, ex-consultor político do Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva, e seu ex-assessor de imprensa, também ex-jornalista, considerou no auge do “cavaquismo” que “uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar”. O actual primeiro-ministro, Luís Montenegro, não só se recorda como recuperou a tese do seu mestre. Os delegados sindicais da Lusa desafiaram a Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) a tomar posição sobre a revisão dos estatutos da agência feita pelo Governo. A delegada sindical do Sindicato dos Jornalistas (SJ), Susana Venceslau, afirmou que a reestruturação da empresa e a revisão dos estatutos “colidem com o que está definido no regulamento europeu para a liberdade de imprensa”, e defende que “é urgente que o regulador, a ERC, se pronuncie sobre o que se está a passar na Lusa”. Na manifestação de hoje, em frente à sede de Governo, no Campus XXI, estavam presentes cerca de uma centena de pessoas que entoavam frases como “a direcção de informação não deve ir à comissão” e “autonomia sim, fusão não”. Os manifestantes levavam ainda cartazes e faixas que diziam “a Lusa está em luta” e “destruir a Lusa é atacar a democracia”. Na delegação do Porto, os trabalhadores da Lusa manifestaram-se em frente às instalações da empresa. Susana Venceslau afirmou também que os delegados sindicais vão “fazer então uma exposição formal à ERC e também ao Provedor de Justiça”, e pretendem “continuar o trabalho junto das instâncias europeias, nomeadamente junto da representação em Portugal da Comissão Europeia”. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, que esteve presente na manifestação, afirmou que “a reestruturação e alteração aos estatutos da Lusa (…) foram feitas ao arrepio do direito de consulta dos sindicatos”. O que constitui “mais um exemplo da seletividade da escolha com quem discute e da promiscuidade do Governo com os interesses dos grandes grupos económicos”, acrescentou. Em frente à sede de Governo também marcaram presença deputados do Livre, do BE e do PCP, assim como um representante da UGT e de outros sindicatos e comissões de trabalhadores, como da RTP. Em causa está o processo de reestruturação da empresa, o novo modelo de governação, a possível mudança de sede para as instalações da RTP e a negociação do caderno reivindicativo, que colocam aos trabalhadores “preocupações sérias sobre o futuro da Lusa” e sobre as condições de trabalho. folha8

O presidente da UNITA (oposição), Adalberto Costa Júnior, considerou hoje “uma pouca-vergonha” o comunicado do Governo angolano sobre a realização de actividade do seu partido em zona de perigo de minas, no leste do país.

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Agradecendo à população da região onde foi fundada a UNITA há 60 anos, o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição), afirmou: “Estou muito feliz, porque fomos e regressámos [da localidade de Muangai] sem incidentes”. Num acto político na cidade do Luena, capital da província do Moxico, um dia após visitar Muangai, Costa Júnior fez críticas ao comunicado do governo provincial do Moxico, referindo que este continha “mentiras e ameaças”. “A nota vinha acompanhada por uma série de mentiras e de ameaças, só estou a falar de uma ida a um local de fundação de um partido político em 2026 (…). A nota do governo provincial ameaçava o secretário municipal do partido que, segundo a mesma, retirava minas com as suas mãos”, referiu. Perante os militantes e simpatizantes do seu partido, que afluíram ao acto comemorativo dos 60 anos da UNITA, o político classificou mesmo o comunicado governamental como “uma pouca-vergonha”. “O nosso concorrente foi lá, vocês ouviram falar de minas no caminho? Não. Então, porquê esta intolerância? Lá foi o nosso povo que nos defendeu ao longo de todo o percurso, porque aquele comunicado foi uma pouca-vergonha”, referiu. O governo provincial do Moxico, leste de Angola, demarcou-se na sexta-feira de qualquer incidente que viesse a ocorrer em zona de risco de minas, onde a UNITA “insistiu em realizar uma atividade”, apesar de alertas das autoridades. Em nota de imprensa, o governo manifestou “grande preocupação” que a direção UNITA, ter marcado uma actividade na localidade de Muangai, “não declarada livre de minas”. A UNITA, porém, realizou mesmo a actividade naquela localidade, cuja metade do percurso foi feita numa picada, onde, como frisou Adalberto Costa Júnior, ao longo do percurso esteve a população a proteger e a vigiar a caravana, para que tudo corresse bem. Em Muangai, a UNITA homenageou Jonas Savimbi (líder fundador do partido) e demais participantes do congresso constitutivo da organização política, decorrido em 13 de Março de 1966. Hoje, os fundadores do partido foram ainda homenageados e intervieram no ato político, em que relataram os propósitos da fundação da UNITA. fonte: folha8

Kuwait: Drones causam danos perto de uma instalação militar dos EUA, segundo o Departamento de Defesa.

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Um ataque com um drone causou danos numa base militar próxima de uma importante instalação norte-americana no Kuwait, ferindo ligeiramente três militares do Kuwait, informou este sábado o Ministério da Defesa. "Três membros das Forças Armadas sofreram ferimentos ligeiros" no ataque à Base Aérea de Ahmed Al-Jaber, afirmou o porta-voz, Brigadeiro-General Saud Al-Otaibi, em comunicado. A base está localizada perto do Campo Arifjan, que alberga o quartel-general avançado da componente do Exército do CENTCOM, o comando militar americano para o Médio Oriente. AFP Autor: AFP

O Porto de Dakar enfrenta tensões no Médio Oriente: a resiliência é testada pela crise marítima.

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Enquanto a instabilidade no Médio Oriente interrompe importantes rotas comerciais globais, a Autoridade Portuária de Dakar (PAD) procura tranquilizar o público. Numa análise publicada pelo seu departamento de comunicação, a instituição afirma que "até à data, o impacto direto do conflito nas suas operações continua limitado", apesar de um contexto internacional altamente turbulento. A ameaça a vias navegáveis estratégicas como o Canal do Suez, o Estreito de Ormuz e o Estreito de Bab el-Mandeb — áreas que movimentam quase 20% do tráfego global — está a redefinir a logística mundial. Esta situação está a conduzir a prémios de seguro mais elevados e a rotas de navegação significativamente mais longas para as companhias de transporte marítimo. No entanto, o Porto de Dakar beneficia de uma posição geográfica e estrutural que o protege de um confronto direto. "O Porto de Dakar, tal como a maioria dos portos africanos, não está localizado nas principais rotas de navegação utilizadas pelos navios porta-contentores de grande porte", refere o comunicado de imprensa, referindo que África representa menos de 5% do tráfego marítimo global. O desvio pelo Cabo da Boa Esperança: custos crescentes Para contornar as zonas de alto risco, os navios viajam agora da Ásia para a Europa através do Cabo da Boa Esperança, prolongando as viagens em dez a quinze dias. Embora Dakar não seja um porto de escala directo para estes gigantes oceânicos, não está totalmente imune aos impactos económicos. As mercadorias destinadas ao Senegal transitam frequentemente por centros de transbordo, como Lomé ou Abidjan, antes de serem transportadas por navios alimentadores até à capital senegalesa. São estas rotas que sofrem o impacto mais forte: “prazos de entrega mais longos, sobretaxas impostas pelas companhias de navegação em tempo de guerra e flutuações nos preços do petróleo e do dólar”. A Autoridade Portuária de Dakar (PAD) ilustra esta realidade com o exemplo de um contentor cujo custo pode aumentar de 1.500 dólares para 2.000 dólares apenas devido a estes fatores externos. Garantir a Continuidade dos Serviços Apesar destes desafios actuais, a administração portuária enfatiza a solidez dos seus fundamentos. A reputação do porto de Dakar mantém-se intacta, tanto em termos de qualidade de serviço como de segurança. Para antecipar possíveis interrupções, a administração tomou medidas firmes para garantir "a continuidade das atividades portuárias, o bom andamento das operações e o cumprimento dos compromissos contratuais e institucionais". Em conclusão, a Autoridade Portuária de Dakar reafirma a sua "resiliência e a sua capacidade de manter a qualidade dos serviços", posicionando-se como um pilar de estabilidade num ambiente internacional cada vez mais incerto. Autor: Seneweb Notícias

segunda-feira, 9 de março de 2026

Vertiginosa QUEDA DO PREÇO DO CACAU NA COSTA DO MARFIM: Uma página está sendo virada?

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57%! Esta é a percentagem da queda do preço do cacau que passou de 2.800 francos CFA por quilograma para 1.200 francos CFA na actual campanha de marketing intermédio na Costa do Marfim. O anúncio foi feito no dia 4 de março pelo Ministro da Agricultura da Costa do Marfim, durante uma conferência de imprensa realizada na capital económica, Abidjan. Notícias que caem como um golpe de martelo na cabeça dos produtores marfinenses. Produtores que estão agora perturbados e cuja alegria foi ainda mais efêmera porque no início da campanha 2025-2026, em Outubro passado, o Presidente Alassane Ouattara anunciou os preços ao produtor, que atingiram o valor recorde de 2.800 francos CFA por quilograma para o cacau, e 1.700 francos CFA para o café. O setor do cacau está hoje em grande dificuldade Uma reavaliação significativa dos preços destes produtos, que foi acolhida com entusiasmo e alegria pelos produtores. E que reflectiu um forte compromisso do governo em apoiar um sector vital para a economia marfinense, num contexto de forte instabilidade nos mercados internacionais. Mas menos de seis meses após este anúncio, há uma grande desilusão para os produtores costa-marfinenses que, entre dívidas ligadas a créditos para aquisição de fertilizantes e outros insecticidas necessários à produção, e atrasos na recolha e pagamento da sua produção, estão a dobrar-se sob o peso de enormes dificuldades ao verem-se privados dos seus rendimentos essenciais. Um sinal de que, outrora o carro-chefe da economia da Costa do Marfim, o sector do cacau está hoje em grandes dificuldades, devido à instabilidade e volatilidade dos preços mundiais. Em qualquer caso, o governo da Costa do Marfim fez este anúncio com relutância, num contexto em que o futuro do sector do cacau não deixa de levantar questões. E podemos ainda mais perguntar-nos se não se está a virar uma página, pois, na opinião dos especialistas, esta queda vertiginosa dos preços do cacau é em parte explicada pela queda da procura. Uma redução que ocorre num contexto em que para além do excesso de oferta no mercado mundial devido às colheitas abundantes, os fabricantes de cacau e chocolate desenvolveram outras alternativas para serem menos dependentes e ao mesmo tempo competitivos, substituindo, por exemplo, produtos como a manteiga de cacau por outras gorduras. Basta dizer que se trata de uma situação ligada à situação internacional e que é em grande parte independente da vontade das autoridades marfinenses. Quão distantes estão os dias em que o falecido Presidente Félix Houphouët Boigny, o pai da Nação Marfinense, instou os seus compatriotas a investirem nas plantações de cacau. Um sector-chave da economia marfinense da qual a agricultura, como gostava de dizer, era o motor. Tudo o que lhe permitiu alcançar o que mais tarde foi chamado de “milagre marfinense”, com uma abordagem centrada na exploração das riquezas agrícolas. Hoje, muita água correu por baixo das pontes da lagoa Ebrié. E com dificuldades que continuam a acumular-se como telhas na cabeça dos produtores, o plantador costa-marfinense já não é o que era. fonte:lepays.bf

TANDEM FAYE/SONKO: O confronto é evitável?

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A coligação que levou ao poder o Presidente Bassirou Diomaye Faye não pretende parar por aí. Isto é, pelo menos, o que se verifica face à sua mobilização durante a sua primeira Assembleia Geral (AG) realizada a 7 de Março em Dakar e que reuniu mais de 500 participantes entre autarcas, ministros e outros executivos da coligação. Temos tanto mais razão em pensar isto porque, inicialmente criada para angariar apoios à candidatura de Diomaye Faye e bloquear o caminho ao vice-campeão de Macky Sall nas eleições presidenciais de 2024, a aliança procura estruturar-se melhor. Ousmane Sonko está ansioso por se tornar califa no lugar do califa Em qualquer caso, ao participar na Assembleia Geral Anual e apelar ao seu rebanho para que não permaneça indolente face aos debates políticos, Diomaye Faye procura, e é um eufemismo dizê-lo, fortalecer a sua base face às críticas por vezes duras a que é frequentemente submetido por parte de certos opositores e mesmo de alguns apoiantes do seu partido, os Patriotas Africanos do Senegal pelo Trabalho, Ética e Fraternidade (PASTEF), incluindo o seu mentor Ousmane Sonko. Melhor ainda, pretende atribuir uma nova missão a esta coligação. Porque, para ele, deve sair do estatuto de aliança de circunstâncias para se tornar um instrumento de popularização da ação governamental. Ainda assim, o Presidente Diomaye Faye prometeu nunca trair a sua coligação. Prova, se é que houve alguma, de que Bassirou Diomaye Faye, sem negar o seu partido PASTEF, está em processo, se é que ainda não o fez, de tecer uma nova teia para as suas ambições futuras. Já, 300 autoridades eleitas locais juntaram-se recentemente ao seu acampamento, com armas e bagagens. E como se isso não bastasse, alguns acreditam que ele é o homem certo para o trabalho e dizem que estão prontos para apoiá-lo nas eleições locais de 2027 e nas eleições presidenciais de 2029. O confronto entre Diomaye Faye e o seu primeiro-ministro, Ousmane Sonko, é evitável? Muito inteligente quem poderia responder a esta pergunta. Entretanto, uma coisa é certa: Diomaye Faye está a trabalhar para se libertar da tutela do seu mentor. Porque tudo indica que ele está a trabalhar para concorrer a um segundo mandato à frente do país, sem ofensa a Ousmane Sonko. Porque, como sabemos, o seu primeiro-ministro, Ousmane Sonko, está ansioso por se tornar califa no lugar do califa. E temos a impressão de que quanto mais se aproximam as eleições presidenciais, mais aumenta a tensão entre os dois políticos. E isso não é surpreendente. Na verdade, apesar da popularidade de que goza dentro do seu partido, e mesmo entre a população senegalesa, Ousmane Sonko não pode, no estado atual das coisas, apresentar-se como candidato às próximas eleições presidenciais. Porque não foi perdoado nem anistiado após a confirmação da sua condenação por difamação. É claro que prometeu rever o seu julgamento, mas enquanto não for inocentado pelo sistema judicial do seu país, o seu sonho de se tornar Presidente da República do Senegal não se tornará realidade. Uma situação que parece agradar a Diomaye Faye, que parece estar a ganhar tempo na gestão dos reveses jurídicos do seu Primeiro-Ministro. Os dois amigos de longa data têm mais interesse em preencher as lacunas do que em continuar afundando em uma crise Daí a raiva deste último que testemunha impotentemente o desmoronamento das suas chances de ser coroado rei. O mínimo que podemos dizer é que a amizade entre os dois homens é posta à prova. Eles conseguirão superar obstáculos e seus egos e preservar sua amizade? Estamos esperando para ver. Em qualquer caso, ambas as personalidades se beneficiariam em saber como manter a razão. Porque é óbvio que um confronto não vai ajudar nenhum deles, muito menos o PASTEF. Se Ousmane Sonko pensa que Diomaye foi eleito por omissão e que tem mais hipóteses de aceder ao cargo supremo sem o apoio deste último, está errado. Porque, como tão bem disseram alguns membros da coligação “Presidente Diomaye”, “quem quer não é presidente”. Se os senegaleses escolheram Diomaye Faye entre tantos outros candidatos, é sem dúvida porque viram nele qualidades de estadista. Isto mostra se Ousmane Sonko estaria errado ao acreditar que foi por sua própria iniciativa que Diomaye Faye chegou ao poder. E isso também é válido para o segundo. Se Diomaye Faye se considera poderoso porque detém as rédeas do poder e acredita que pode passar sem Ousmane Sonko, corre o risco de dar um tiro no próprio pé. Claro que na política vale tudo. Mas, no presente caso, colocar, por meios hábeis, sob o extintor, as ambições legítimas de Sonko, que contribuiu para tornar o seu amigo rei, poderia parecer aos olhos de muitos senegaleses, como uma traição. Qualquer coisa que possa ser fatal para as ambições da Faye. Isto mostra que os dois amigos de longa data têm mais interesse em colmatar as lacunas do que em continuar a afundar-se numa crise que poderia pôr fim às suas respectivas ambições políticas. As consequências desta crise entre os dois homens já se fazem sentir tanto dentro do partido como ao nível da gestão dos assuntos de Estado. fonte: lepays.bf

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