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Guiné-Bissau: "Governo e CNE não foram capazes de se organizar para as eleições".

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Guiné-Bissau: "Governo e CNE não foram capazes de se organizar para as eleições".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O analista político Rui Jorge Semedo admitiu hoje à RFI que nem o Governo nem a Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau foram capazes de se organizar para que o país estivesse preparado para realizar eleições a 6 de Dezembro. O especialista defende ainda um diálogo nacional “urgente”, que reúna acores políticos e sociedade civil, sublinhando que “a partir desse diálogo é que se vai definir uma data para as próximas eleições”. O primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té apontou o incumprimento de prazos legais essenciais e a situação de caducidade dos órgãos de vários partidos políticos como os principais entraves à realização das eleições gerais. AP Photo/Darcicio Barbosa - Darcicio Barbosa Por: Neidy Ribeiro O analista político guineense começa por explicar que, nem do ponto de vista técnico nem do ponto de vista legal, estão reunidas as condições para a realização de eleições gerais no país, “Nem o Governo nem a Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau foram capazes de se organizar a tempo. É preciso respeitar certos aspectos técnicos, respeitar prazos que vão permitir à Comissão Nacional de Eleições realizar o seu trabalho, mas também há o aspecto legal, a propria configuração da CNE é ilegal a começar pela nomeação do presidente da CNE”, referiu. Rui Semedo questiona ainda a realização de eleições num país onde a actividade política está suspensa, com as sedes dos partidos encerradas, defendendo que o adiamento será consensual. "Agora é preciso conseguir uma abertura para permitir o exercício da actividade política no país". O analista político diz que é preciso que a Assembleia Nacional Popular possa retomar os trabalhos, acrescentando que "cabe agora ao comité militar mostrar se eles realmente querem fazer o país voltar à democracia. Têm que respeitar as instituições, a começar exactamente pelo Parlamento.” Sobre a duração do período de transição e quando estará o país preparado para realizar eleições gerais, Rui Semedo defende a urgência de se realizar um diálogo nacional que reúna atores políticos e sociedade civil. “Tem que resultar de um consenso, a partir de um diálogo sério, franco e responsável entre os atores políticos e também da sociedade civil. A partir desse diálogo é que se vai definir o timing desse processo.” Esta quinta-feira, 8 de Outubro, em declarações à imprensa, depois de se ter reunido com o Presidente da República de transição, general Horta Inta-a, para analisar o processo eleitoral, o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té apontou o incumprimento de prazos legais essenciais e a situação de caducidade dos órgãos de vários partidos políticos como os principais entraves à realização das eleições gerais. Também porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Felisberta Moura Vaz, afirmou, em declarações aos jornalistas, à saída de uma audiência com Horta Inta-a, que “tecnicamente é improvável” a realização de eleições na data de 6 de Dezembro. Os partidos da oposição -PAIGC, MADEM-G15 e APU-PDGB - se mostraram favoráveis ao adiamento das eleições. fonte: rfi.fr

CEDEAO condena Guiné-Bissau a indemnizar cinco opositores.

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O Tribunal de Justiça da Comunidade da CEDEAO condenou o Estado da Guiné-Bissau a pagar 30 milhões de francos CFA, cerca de 76.200 euros, a cada um dos cinco políticos detidos na sequência do golpe de Estado de Novembro do ano passado. A notícia foi avançada através de um comunicado de uma sociedade de advogados nigeriana que representa os requerentes guineenses O Tribunal de Justiça da Comunidade da CEDEAO considerou o Estado guineense responsável por graves violações dos direitos humanos fundamentais dos cidadãos Domingos Simões Pereira, Octávio Lopes, Roberto Mbesba, Marciano Indi e Augusto Nansambe. No final de Novembro de 2025, foram detidos o antigo primeiro-ministro e presidente do Parlamento, Domingos Simões Pereira, o advogado Octávio Lopes, o dirigente do Partido da Renovação Social, Roberto Mbesba, o deputado Marciano Indi e o advogado do PAIGC, Augusto Nansambe. As detenções ocorreram logo após o golpe de Estado de 26 de Novembro, véspera da publicação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais. Para a equipa jurídica, a sentença representa uma afirmação vital de que os direitos fundamentais não são privilégios do poder executivo, mas sim garantias protegidas pelo direito internacional. A sociedade de advogados exige agora o cumprimento imediato da decisão, sublinhando que a justiça só está completa quando as reparações financeiras forem efectivamente entregues às vítimas das detenções consideradas ilegais pelo tribunal. A Guiné-Bissau encontra-se actualmente suspensa da CEDEAO. O tribunal regional reforça que as suas decisões não são opcionais e que todos os Estados-membros estão legalmente obrigados a cumpri-las. fonte: rfi.fr

Após pressão das autoridades, Sissoco pede devolução de armamento e património do Estado.

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O antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, apelou aos militares que prestaram serviço na Presidência da República, bem como aos seus colaboradores, para que devolvam às novas autoridades as armas e os bens que se encontram na sua posse. “Dirigimo-nos particularmente àqueles que, durante o período em que desempenharam as suas funções junto do Palácio da República, tenham levado consigo, por orientação superior, por necessidade de serviço ou por qualquer outra circunstância, bens, equipamentos, materiais, objetos, documentos ou outros meios pertencentes ao património presidencial ou que lhes tenham sido confiados para o exercício das suas funções. Apelamos a todos para que identifiquem e devolvam integralmente esses bens às novas autoridades competentes”, afirmou o ex-Chefe de Estado, esta quinta-feira, 9 de outubro de 2026, através de uma mensagem publicada na sua página oficial nas redes sociais, consultada pela redação do jornal O Democrata. Na mensagem dirigida aos agentes, oficiais superiores e subalternos, bem como aos membros civis e militares do antigo Corpo de Segurança e Defesa do Palácio da República, com quem trabalhou durante o exercício das suas funções, Sissoco Embaló sublinhou que o seu apelo não deve ser entendido como uma acusação a quem quer que seja. Contudo, frisou que se trata, acima de tudo, de “um apelo à responsabilidade, à transparência, ao respeito pelo património do Estado e ao cumprimento das nossas obrigações perante a República”. “Ao devolvermos aquilo que nos foi confiado, demonstramos que, apesar das diferenças e das circunstâncias que o país atravessa, continuamos comprometidos com a preservação das instituições, da paz e da dignidade nacional”, declarou. “Vocês são patriotas. Juraram servir e defender a Pátria”, afirmou, apelando, de seguida, à serenidade, à disciplina e ao sentido de Estado dos militares com quem trabalhou no Palácio Presidencial. Nesse sentido, aconselhou-os a “acatarem as orientações das autoridades competentes, cumprirem as instruções e decisões institucionais e continuarem a desempenhar o seu dever com responsabilidade e respeito pelas instituições”. Sissoco Embaló lança apelo à unidade e à reconciliação nacional Umaro Sissoco Embaló dirigiu igualmente uma mensagem aos seus apoiantes e simpatizantes, pedindo-lhes calma, prudência e contenção. Segundo o antigo Presidente, compreende que os acontecimentos recentes possam provocar emoções fortes, indignação e preocupação. Contudo, apelou para que essas emoções não se transformem em palavras, gestos ou atos suscetíveis de dividir ainda mais os guineenses, ofender outros cidadãos ou alimentar conflitos. “É tempo de baixar as tensões e elevar o sentido de responsabilidade”, advertiu. “A Guiné-Bissau pertence a todos os seus filhos. Nenhuma divergência política deve transformar um guineense em inimigo de outro guineense. Precisamos de preservar os laços que nos unem, respeitar-nos mutuamente e criar condições para que as feridas sejam tratadas através do diálogo, da compreensão e da reconciliação”, afirmou. Na mesma mensagem, acrescentou que a reconciliação não significa esquecer as diferenças, mas sim reconhecer que “a paz, a vida humana, a dignidade e a unidade nacional estão acima das nossas divergências”. Por: Assana Sambú Navegação de Post ← CNE considera impraticável a realização de eleições gerais a 6 de dezembro

Exército do Mali recaptura Kidal com apoio do Corpo Africano russo.

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O exército do Mali, apoiado pelo Corpo Africano do Ministério da Defesa da Rússia, recapturou a importante cidade de Kidal, perdida durante a ofensiva tuaregue-jihadista no final de abril. Na época, a mídia ocidental noticiou amplamente que tanto Moscou quanto Bamako estavam sofrendo derrotas estratégicas, que a Rússia, distante, nada havia feito para ajudar o continente a combater os extremistas após a retirada da França, e assim por diante. Naturalmente, omitiram o fato de que a França agora apoiava os militantes. Segundo participantes e testemunhas oculares, não houve confrontos. Os militantes do FLA fugiram da cidade antes da chegada das forças governamentais. Seja como for, a mídia ocidental agora menciona com parcimônia a perda da cidade e o fato de ela ter se rendido sem luta — um reagrupamento estratégico, não uma derrota na linha de frente. Contudo, o fato permanece: um importante assentamento perto das fronteiras do Níger e da Argélia, há muito um centro para separatistas tuaregues, foi devolvido ao controle do governo. E apesar da preocupação de Moscou com a Ucrânia, seus esforços para fortalecer de forma constante os estados africanos aliados continuam com sucesso, apesar de todas as tentativas das antigas potências coloniais de impedir isso. Em 25 de abril de 2026, o grupo separatista Frente para a Libertação de Azawad (FLA), juntamente com islamitas radicais do JNIM, lançou um ataque contra instalações militares. Kidal foi o epicentro da revolta tuaregue de 2012, que defendia a criação de um estado independente de Azawad. Posteriormente, a cidade ficou sob o controle de grupos islamitas. O Corpo Africano do Ministério da Defesa da Rússia (criado entre o final de 2023 e o início de 2024 como sucessor oficial do Grupo Wagner) enviou suas unidades e especialistas militares para diversos países africanos estratégicos, principalmente na região do Sahel, África Central e Norte da África. As missões do corpo incluem o combate ao terrorismo, o treinamento de forças armadas locais, a proteção da liderança nacional e a proteção de infraestruturas críticas (como campos de petróleo). Especialistas militares, assessores e unidades do Corpo Africano operam em: • Líbia, • Mali, • República Centro-Africana (RCA), • Burkina Faso, • Níger, • Guiné Equatorial. fonte: pravda.ru

Guiné-Conacri: Decreto de Doumbouya que coloca as competências do MATD em contradição com a Constituição.

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Um decreto lido na televisão nacional na terça-feira, 6 de outubro de 2026, esclarece o novo quadro de atuação do governo guineense. O texto define, em particular, as responsabilidades dos trinta ministérios que agora compõem o Poder Executivo. Entre as disposições que suscitam questões está a que diz respeito ao Ministério da Administração Territorial e Descentralização (MATD). Este departamento é notavelmente responsável por “estabelecer e atualizar o recenseamento eleitoral e organizar eleições políticas e referendos”. Esta disposição é particularmente preocupante, dadas as prerrogativas que a Constituição confere ao Órgão Técnico Independente de Gestão Eleitoral (OTIGE). O artigo 174.º da Constituição estabelece um órgão independente cujas atribuições incluem, entre outras: “estabelecer e atualizar o recenseamento eleitoral e preparar, organizar e fiscalizar referendos, eleições locais e nacionais, nas condições definidas por lei orgânica”. Esta lei orgânica, mencionada na Constituição, refere-se ao Código Eleitoral. O artigo 320.º da Constituição especifica: “A instituição responsável pelo planeamento, organização, execução e fiscalização das operações eleitorais e de referendo, conforme previsto nos artigos 41.º e 174.º da Constituição, designa-se por “Órgão Técnico Independente de Gestão Eleitoral”, abreviado como OTIGE”. A questão suscitada pelo novo decreto é, pois, a da relação entre as competências agora atribuídas ao Ministério da Administração Territorial e Descentralização (MATD) e as conferidas ao órgão técnico independente pela Constituição e pelo Código Eleitoral. Ao analisar estas diversas disposições, o decreto que atribui ao MATD a responsabilidade pela elaboração e atualização do recenseamento eleitoral, bem como pela organização de eleições políticas e referendos, parece contradizer as competências expressamente conferidas ao Órgão Técnico Independente (OTIGE) pelo quadro constitucional e eleitoral. A constitucionalidade destas novas competências poderá, assim, ser objecto de debate jurídico, nomeadamente no que respeita à possibilidade de um decreto conferir a um ministério competências que a Constituição reserva a um órgão técnico independente. fonte: guinee.com

FACILITADORES DA UA EM GOMA PELA PAZ: Será que esta última mediação será bem-sucedida?

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Face à crise de segurança que provocou e continua a provocar centenas de mortos e milhares de deslocados no leste da República Democrática do Congo (RDC), a União Africana (UA) não se manteve inerte. Longe disso. Multiplicou as suas iniciativas com o objectivo de trazer o governo congolês e a Aliança do Rio Congo (AFC/M23) de volta à mesa das negociações. É neste contexto que os seus facilitadores, incluindo os antigos chefes de Estado Uhuru Kenyatta, Mokgweetsi Masisi, Sahle-Work Zewde e o Ministro Delegado para os Assuntos Exteriores do Togo, em representação do Presidente do Conselho Togolês, Faure Gnassingbé, se reuniram no dia 5 de Outubro em Goma com os principais dirigentes deste grupo político-militar, concretamente com o seu coordenador nacional, Corneille Nangaa. Os disparos nunca cessaram no leste da RDC. Esta iniciativa é particularmente bem-vinda, dado que o painel da UA já se reuniu no início deste ano com o presidente congolês Félix Tshisekedi e o presidente ruandês Paul Kagame, que se acusam mutuamente de desestabilizar a região. Ao oferecer os seus bons ofícios, a UA demonstra o seu empenho em ser o actor legítimo e principal na restauração da paz no Congo e, de facto, na região dos Grandes Lagos. Isto é inteiramente louvável, tanto mais que a instituição continental se destacou frequentemente pela sua ausência onde a sua presença era claramente necessária. Posto isto, o que mais trará esta missão da UA para uma área controlada por rebeldes? Esta última mediação será bem-sucedida? Por outras palavras, será que a UA terá sucesso onde grandes potências como os Estados Unidos e o Qatar lutam para alcançar resultados tangíveis no terreno? Só o tempo o dirá. Entretanto, tudo indica que a UA caminha para o desastre. De facto, apesar do acordo assinado por Kinshasa e Kigali sob os auspícios de Washington, e de outro entre Kinshasa e a AFC/M23, no âmbito da mediação do Qatar, os combates nunca cessaram no leste da RDC. Será que a UA conseguirá atingir os seus objetivos nestas condições? Parece altamente improvável. Seja como for, se esta nova ronda de mediação, a primeira do género no campo rebelde, conseguir alterar a situação, tanto melhor. Mas o mínimo que se pode dizer é que a tarefa da UA é extremamente complexa. Isto é ainda mais verdade dado que nenhum dos protagonistas da crise parece disposto a ceder um milímetro. Não obstante, apesar das numerosas e diversas iniciativas de paz já empreendidas a nível sub-regional e internacional, as duas partes continuam a olhar-se com desconfiança. Em todo o caso, Félix Tshisekedi não quer sequer Corneille Nangaa sob a sua custódia, e vice-versa. Como prova, não hesitou em mandar condenar à morte este antigo presidente da Comissão Eleitoral, cujas negociações obscuras lhe permitiram ascender à presidência, mas excluiu-o do tão discutido diálogo nacional, cujo formato é alvo de intenso debate na RDC. Cada um dos protagonistas deve ser chamado a fazer concessões. Mas poderá ser diferente quando sabemos que, nesta crise, que ainda não revelou todos os seus segredos, os atores se destacam pela falta de sinceridade? De facto, parece que cada um dá um passo em frente e dois para trás. Tudo indica que Fatshi, tal como Corneille Nangaa, avança de costas um para o outro, cada um pronto a apunhalar o outro pelas costas à mínima oportunidade. E enquanto os intervenientes na crise se mantiverem nesta posição, devemos temer que os esforços da UA sejam em vão. Em todo o caso, a UA deve ser encorajada a continuar os seus esforços de mediação. Porque, para além dos beligerantes, é o futuro da RDC que está em causa. E, em vez de trabalharem para evitar uma divisão ainda maior, ou mesmo a balcanização do país, Fatshi, Corneille Nangaa e os seus aliados preferem defender as suas agendas pessoais. Enquanto o primeiro procura manter-se no poder lançando uma candidatura para um terceiro mandato, o segundo ambiciona conquistar Lubumbashi, a capital do cobre e a segunda maior cidade do Congo. Isto demonstra que nenhum dos protagonistas se preocupa verdadeiramente com o destino do povo que paga um preço elevado nesta guerra fratricida. Por conseguinte, ambos os lados devem ser instados a fazer concessões. Urge, no mínimo, encontrar uma forma de conviver e aliviar o sofrimento do povo que já não sabe a quem recorrer. "Le Pays"

APOSENTADORIA INTERNACIONAL DE LEO: A despedida de um "Messi" do futebol.

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Uma nação transbordante de gratidão celebrou o seu ídolo a 6 de outubro, na Argentina, no seu último jogo com a camisola branca e azul-celeste da Albiceleste, a seleção argentina. A Argentina recebeu o Benim num particular que marcou o final da carreira internacional de um génio do futebol: Lionel Messi. O astro argentino, que entrou discretamente para a seleção nacional em agosto de 2005, durante um particular com a Hungria, tornou-se, 21 anos depois, uma lenda viva do futebol mundial. O maior, segundo os seus devotos fãs que nunca deixam de o elogiar. Nem mesmo os seus críticos mais acérrimos questionaram a imensidão do seu talento. Messi despede-se após uma carreira internacional na qual conquistou tudo. Isto diz muito sobre a forma como o jovem prodígio argentino, com o seu talento natural, deixou a sua marca na sua época. Uma história escrita ao longo de anos e através de inúmeras competições, pontuada por lágrimas de alegria, mas também de tristeza. Como as lágrimas derramadas pelo astro global durante a derrota na final do Mundial 2026 para a Espanha (0-1), a 19 de julho, em Nova Iorque, EUA. Um episódio triste que, sem dúvida, influenciou a sua decisão de terminar definitivamente o seu percurso com a Albiceleste. Para grande decepção dos seus compatriotas, que estavam ansiosos por lhe prestar uma sincera homenagem por ter restaurado o orgulho do país. Como poderia ser diferente, tendo em conta como La Pulga carregou o pesado legado de Diego Maradona na seleção, levando a Argentina a três finais de um Campeonato do Mundo, incluindo a vitória em 2022 no Qatar? E o que dizer dos dois títulos consecutivos da Copa América conquistados em 2021 e 2024, que quebraram o mito da maldição que parecia persegui-lo nesta competição com a seleção argentina! Pode dizer-se que, aos 39 anos, Messi se despede após uma carreira internacional na qual conquistou tudo. Uma carreira tão ilustre como a de Messi, com 126 golos em 208 jogos pela seleção, seis Mundiais disputados, incluindo três finais, e um total de 21 golos, um recorde absoluto para a Argentina. Estes números falam por si, especialmente para alguém que está agora perto de desafiar a hierarquia das lendas do futebol mundial, no topo da qual reinam o Rei Pelé e Diego Armando Maradona. De qualquer forma, para muitos, Messi é simplesmente um presente dos céus para o futebol, ao qual devolveu toda a sua magia. E o prazer de o ver jogar ao mais alto nível com um génio inigualável é o que os seus adeptos mais sentirão falta. Quanto ao resto, o golo que selou a vitória da sua equipa por 3-0 no seu último jogo pela seleção simboliza o fim de uma era para a Argentina. O propósito desta reforma internacional é, antes de mais, educativo. Messi já não pertence à Argentina, mas sim ao património da humanidade. Por outras palavras, é preciso saber quando deixar as coisas antes que elas nos deixem. E poder-se-ia pensar que Messi fez bem em assinar a sua despedida dos palcos enquanto a chama ainda arde forte. É a prova de que até as lendas chegam ao fim. E tudo indica que Messi compreendeu isso. Do FC Barcelona, ​​​​clube onde floresceu em Espanha, ao International Football Club de Miami, o seu atual clube nos Estados Unidos, trilhou o seu caminho metodicamente num desporto onde o seu nome permanece para sempre gravado na história. Um desporto no qual inspirou admiração e respeito, mantendo sempre a modéstia que caracteriza os grandes campeões. É evidente que, com esta retirada internacional do capitão argentino, o futebol perde uma das suas maiores e mais lendárias figuras. E aguardamos para ver quem ocupará o seu lugar. De qualquer forma, Lionel Messi pode ter pendurado as chuteiras na seleção argentina, mas ainda não terminou o seu percurso futebolístico, uma vez que ainda tem contrato com o Inter Miami. Mas, mesmo agora, podemos reconhecer a sua carreira inspiradora, uma vida dedicada à família, ao país e ao mundo do futebol, que jamais o esquecerá. E, neste sentido, podemos dizer que o oito vezes vencedor da Bola de Ouro já não pertence à Argentina, mas sim ao património da humanidade. "Le Pays"

terça-feira, 6 de outubro de 2026

PRIMEIRO FÓRUM ALAMEIN AFRICA NO EGITO: Poderão os países africanos beneficiar dele?

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Após as cimeiras África-França, África-Japão e África-Estados Unidos, o Fórum África-Alamein reuniu mais de 20 chefes de Estado e representantes de Governo africanos em El Alamein, no norte do Egipto. Durante três dias, líderes políticos, executivos, banqueiros e representantes de instituições de desenvolvimento discutiram o financiamento do desenvolvimento africano, bem como o comércio e o investimento entre os países do continente. Ao promover esta cimeira, o Egipto junta-se à lista crescente de países ocidentais, asiáticos e americanos que organizam cimeiras com África, um feito louvável. A iniciativa é ainda mais louvável por visar reduzir a dependência de África em relação ao financiamento externo. No entanto, a questão permanece: conseguirão os países africanos capitalizar esta cimeira? É uma incógnita. De facto, durante décadas, a África participou em cimeiras sem sair sempre vitoriosa. Isto significa que não podemos garantir, com toda a certeza, que o continente colherá os frutos desta vez. Contudo, o simples facto de esta cimeira ser iniciada por um país africano rompe com o que temos visto em termos de cimeiras africanas… E devemos esperar que os resultados correspondam à promessa. Esta esperança é ainda mais crucial, dado que o continente, que rejeita cada vez mais os ditames das grandes potências, precisa dela. Posto isto, enquanto aguardamos o impacto deste importante encontro nos países participantes, podemos afirmar que se trata de um ganho político para o Cairo. O Egito procura, através desta iniciativa, reforçar a sua influência no continente. Isto é ainda mais verdade tendo em conta que, na sua primeira tentativa, o Egipto esteve perto de alcançar um sucesso retumbante, tendo em conta o número e o calibre dos participantes envolvidos. Poderia ter sido diferente, dado que o tema escolhido é relevante e oportuno? De qualquer modo, este evento, agora previsto ser bienal e realizado sob os auspícios da União Africana (UA), tinha todas as hipóteses de sucesso, considerando os sectores estratégicos escolhidos como foco principal das discussões. Não é segredo que a agricultura, as infraestruturas, o comércio, a saúde, a mineração, as energias renováveis ​​e a tecnologia são, sem dúvida, preocupações fundamentais para o continente. Para além da esperança de forjar novas parcerias e de reforçar a cooperação Sul-Sul, cada participante esperava também que este importante fórum dialogasse com os seus respetivos países. É preciso reconhecer que este fórum, que encerrou as suas atividades a 3 de outubro, decorreu num contexto em que África, para além de enfrentar o desafio do desenvolvimento económico, também lida com guerras e outros conflitos. Sem dúvida, não faltaram temas de interesse. Mas não nos devemos iludir. O Cairo não promoveu este fórum por boa vontade de outros países africanos. Isto torna-se ainda mais provável tendo em conta que, há décadas, o país de Abdel Fattah al-Sisi procura uma coligação de nações africanas para apoiar a sua causa contra a Etiópia, que acusa de ameaçar os seus recursos com a construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope no Nilo Azul. De qualquer modo, o Egipto procura, através desta iniciativa, reforçar a sua influência no continente e, talvez, até para além dele. Isto demonstra que as razões que levaram a terra dos faraós a organizar este fórum são tão diversas quanto numerosas. E o melhor que podemos desejar para o Egipto é que tenha sucesso onde outros países falharam. Dabadi ZOUMBARA fonte: lepays.bf

Que futuro espera Umaro Sissoco Embaló?

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Quase um ano após o golpe militar, o ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló continua no centro do debate político. Um analista ouvido pela DW não prevê um futuro favorável, mas defende reconciliação. A decisão do Alto Comando Militar de bloquear o regresso de Umaro Sissoco Embaló à Guiné-Bissau continua a ser aplaudida por diversos setores da sociedade, que consideram o antigo Presidente da República "fonte" de instabilidade. Na semana passada, militares fiéis a Umaro Sissoco Embaló, instalados na Presidência da República, foram desarmados e transferidos para outras unidades. Sissoco afirmou, nas redes sociais, que estava a "acompanhar" a situação e acabou por não regressar ao país a 4 de outubro, como tinha anunciado. Antes de cancelar o regresso, Umaro Sissoco Embaló afirmara que tencionava candidatar-se às eleições presidenciais de dezembro. Mas o jornalista Bacar Camará diz que não vê um futuro "favorável" para o ex-chefe de Estado na cena política guineense. "Ele teve uma Presidência bastante agitada, com vários registos de violência verbal e física", afirma Bacar Camará em declarações à DW. "Umaro Sissoco Embaló desperdiçou uma grande oportunidade, tal como o seu antecessor [na Presidência da República], José Mário Vaz, para conduzir o país a uma reconciliação, a um entendimento e à concórdia nacional". Em Bissau, vários cidadãos mostram-se satisfeitos com o afastamento, para já, de Sissoco Embaló do cenário político guineense. "Eu acho que é melhor ele ficar lá onde está e deixar o país andar, porque nós estamos cansados", confessou um morador. "Há problemas em todo lado. Na educação, na saúde e em quase tudo. Se Umaro Sissoco Embaló voltar, haverá mais problemas", alertou outra cidadã. Reconciliação nacional As autoridades guineenses não voltaram a pronunciar-se desde que anunciaram, na semana passada, que não estavam reunidas as "condições de segurança" para garantir o regresso do antigo Presidente da República. O Alto Comando Militar avisava ainda que se mantém em vigor a proibição de manifestações ou aglomerações de cariz político, salientando que "qualquer ato de desacato ou incumprimento" destas normas seria "da inteira responsabilidade dos respetivos autores". Partidos políticos e organizações da sociedade civil defendem que se aproveite este momento para iniciar um processo de "verdadeira" reconciliação nacional. Mas o jornalista Bacar Camará considera que qualquer processo de reconciliação devia abranger todos os cidadãos, incluindo Sissoco Embaló. "A Guiné-Bissau precisa de todos os seus filhos, independentemente dos erros cometidos. Precisa de todos os que possam contribuir para que se encontre um caminho de desenvolvimento", afirmou. As eleições legislativas e presidenciais estão agendadas para daqui a dois meses, na Guiné-Bissau. Os críticos acreditam, no entanto, que será impossível realizar o escrutínio na data marcada, 6 de dezembro, por falta de condições. fonte: DW

Face às crises e ao aumento dos custos de produção, a UEMOA está a apostar na industrialização regional até 2040.

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Face à crescente instabilidade de segurança, ao custo proibitivo dos seus fatores de produção e à vulnerabilidade das suas economias dependentes de commodities, a União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) apresentou, em Ouagadougou, na segunda-feira, 14 de setembro de 2026, uma nova estratégia orientada para o futuro, com o objetivo de reconstruir a sua integração económica até 2040. Este roteiro, complementado por um plano operacional quinquenal denominado "IMPACT 2030", foi apresentado por Koffi Romain R. Dognon, chefe da Divisão de Estratégia, Estudos e Prospectiva da Comissão da UEMOA, num seminário de sensibilização que reuniu jornalistas e profissionais dos meios de comunicação social dos oito países membros da organização (Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo). Ao recordar os sucessos históricos do bloco da África Ocidental — nomeadamente a moeda comum (franco CFA), a tarifa externa comum e a livre circulação de pessoas — o representante da comunidade apresentou uma avaliação franca: o comércio intra-zona continua particularmente fraco e os países sofrem com a “falta de competitividade ligada à indisponibilidade ou ao custo proibitivo da energia, da terra e da logística”. Além disso, a UEMOA continua em grande parte “virada para o exterior”, pouco integrada nas cadeias de valor globais e vulnerável a choques externos devido à sua excessiva dependência de mercadorias não processadas. Para abordar estes desafios, a Comissão modelou quatro cenários prospetivos, combinando o nível de envolvimento comunitário dos Estados-membros com a intensidade da transformação estrutural das suas economias (Águia Majestosa, Voo dos Grou-coroados, Desalojamento das Vinhas, Fio da Navalha). O cenário base escolhido, intitulado “O Voo dos Grou-coroados”, pressupõe um forte empenho político e a industrialização acelerada da região. Para concretizar esta ambição, a Comissão está a implementar o Plano Estratégico 2025-2030 “IMPACT 2030”, adotado a 20 de setembro de 2024. Este plano identifica 13 ecossistemas industriais regionais de elevado potencial para desenvolver cadeias de valor competitivas e criar emprego para os jovens. O sucesso destes projectos estratégicos, no entanto, enfrenta vários obstáculos importantes. Externamente, o Sr. Dognon enfatizou a necessidade de preservar a coesão comunitária e garantir a segurança das áreas de produção afectadas pelas crises de segurança regionais. O desafio reside também na apropriação efectiva dos programas pelos governos nacionais e na mobilização de financiamento privado. A nível interno, a Comissão da UEMOA está a passar por uma profunda reestruturação para migrar de uma abordagem académica, “orientada para o design”, para uma “lógica de ação e resultados”, apoiada por uma cultura fortalecida de gestão baseada em indicadores e trabalho multifuncional baseado em projetos. fonte: abidjan.net

A UEMOA está a preparar uma estratégia regional de inteligência artificial para 2027, em resposta ao atraso tecnológico na região.

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Organização regional, composta por oito países (Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo), reconhece que ainda há espaço para melhorias significativas à escala global. De acordo com o relatório Oxford Insights de 2025 (Índice de Prontidão Governamental para IA), a pontuação média do índice de prontidão para IA dos Estados-membros é de 31,50/100, em comparação com a média global de 47/100. Embora o Senegal (46,10, 97º a nível global) e o Benim (34,00, 89º) estejam a apresentar um bom desempenho, países como o Níger (26,00, 186º) e a Guiné-Bissau (23,50, 194º) estão significativamente atrasados. Embora vários países já tenham adotado estratégias nacionais (Benin e Senegal em 2023, Costa do Marfim em 2025, Burkina Faso em 2026), a Comissão da UEMOA pretende harmonizar as políticas comunitárias em torno de quatro pilares fundamentais. Em primeiro lugar, Governação, Ética e Regulamentação: proteção de dados pessoais, preservação da privacidade, promoção das línguas africanas e prioridade dada ao emprego de jovens e mulheres. Segundo, Infraestrutura e Serviços: desenvolvimento de centros regionais de computação (nuvem soberana), ferramentas de dados abertos e interoperabilidade de sistemas. De seguida, Capital Humano: criação de diplomas especializados (mestrados, doutoramentos) e atualização dos currículos escolares para antecipar os empregos do futuro. Por fim, Inovação e soberania: incentivos fiscais para startups, parcerias internacionais para transferência de tecnologia e financiamento específico para combater a fuga de cérebros. Entre as áreas prioritárias identificadas pela União estão a agricultura (otimização da produtividade e gestão dos riscos climáticos), a saúde (telemedicina, epidemiologia e logística farmacêutica), a educação (aprendizagem adaptativa), a administração pública, a fiscalidade e a segurança. Em termos de governação do projecto, o quadro operacional incluirá a criação de um Comité Directivo Regional sob a autoridade da Comissão, pontos focais ministeriais em cada Estado-Membro, uma Academia Regional de IA apoiada por uma rede de cátedras universitárias e um Fundo Regional de Inovação. A contratação da consultora encarregada de desenvolver o plano de ação orçamentado atingiu uma fase decisiva com a abertura das propostas a 11 de setembro de 2026. A validação do estudo está prevista para o final de 2026, um pré-requisito para a adoção formal da estratégia comunitária agendada para 2027. fonte abidja.net

domingo, 4 de outubro de 2026

Literatura: Carmen Toudonou nomeada para o Prémio Baobás de 2026 no Canadá.

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Depois dos prémios conquistados no ano passado em França e este ano no Gabão e no Congo, a jovem escritora beninense ambiciona agora mais um prémio no Canadá. Carmen Toudonou, uma mulher que escreve com força, coragem e beleza, recusando-se a ser silenciada. O romance de Carmen Toudonou, Paria, publicado pela Vénus d’Ébène & My African Clichés em 2025, continua o seu ilustre percurso internacional. Após a Menção Shéhérazade no Grand Prix Afrique de 2025 em Paris, o Prémio Filiga de Literatura Africana de 2026 em Libreville, Gabão, e o Prémio Especial Plum’art-Z de 2026 em Brazzaville, Congo, o livro foi agora nomeado para o Prémio Baobabs em Montreal, Canadá. Este prestigiado prémio, atribuído pela Académie des Baobabs, reconhece a literatura de África e a sua diáspora. O prémio será entregue na Feira do Livro de Montreal, em novembro. Jornalista, escritora, investigadora… Carmen Toudonou utiliza a literatura para promover a mudança social há cerca de vinte anos. Para isso, explora quase todos os géneros: romances, contos, ensaios, peças de teatro, poesia — nada escapa à sua inspiração. Uma caneta cuja tinta indelével flui dos dedos de feltro para um parto sem cesariana. Para além de Paria, publicou, entre outros, O Orgasmo Doloroso, Tantas Pessoas Esperam Ser Amadas e Muitas São Apenas Casadas, Quase uma Vida, A Síndrome de Penélope, Hierarquias e Cores e Vénus Negra. Esta lista está longe de ser exaustiva e não segue necessariamente a ordem cronológica. Fundadora da editora Venus d’Ébène em Cotonou e doutorada em comunicação social, Carmen Toudonou explora nas suas obras os temas da condição feminina, da sororidade, da identidade sociocultural e das divisões sociais. Ela escreve para que a sociedade saiba que tem o dever de ouvir. Escreve para que as mulheres saibam que têm o direito de falar. Escreve para que as raparigas saibam que têm o direito de sonhar. Escreve para se manifestar, denunciar e esclarecer. Não é por acaso que recebeu a Menção Scheherazade no Grand Prix Afrique, em Paris, no ano passado. Sherazade é a famosa contadora de histórias e heroína de As Mil e Uma Noites, que conta ao sultão uma história todas as noites, interrompendo-a de madrugada para adiar a sua execução por mil e uma noites. Esta distinção remete, portanto, para a modernidade e intemporalidade da obra da jovem escritora beninense, bem como a própria obra As Mil e Uma Noites. Incorpora também a emancipação da voz feminina defendida por Carmen Fifamè Toudonou. fonte: https://lanation.bj

UEMOA: Estados optam pela harmonização comunitária dos concursos públicos.

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O Conselho de Ministros dos países membros da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) adoptou esta semana, em Dakar, um projecto de directiva sobre a harmonização dos concursos públicos na comunidade. Esta reforma visa reforçar o quadro legal das licitações públicas na sub-região. Impulsionada por uma nova proposta de directiva sobre a harmonização comunitária, a opção de harmonização comunitária dos concursos públicos é uma reforma que visa modernizar as regras de adjudicação e optimizar a gestão dos orçamentos do Estado. “As alterações introduzidas irão abordar os atrasos administrativos e garantir a utilização dos recursos públicos através de três áreas principais”, explica o Dr. Aboubakar Nacanabo, Presidente do Conselho de Ministros da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), especialista em fiscalidade internacional. Para a comunidade, o objectivo é acelerar os procedimentos, reduzindo significativamente o tempo necessário para a adjudicação e celebração de contratos, de forma a evitar a paragem dos projectos de infra-estruturas e melhorar a capacidade de absorção. Isto permitirá aos Estados-Membros utilizar os fundos de investimento atribuídos nos seus orçamentos nacionais de forma mais rápida e eficiente. Além disso, esta reforma visa reforçar a segurança jurídica para uma melhor fiscalização dos concursos públicos, combater a fraude, garantir investimentos e assegurar a eficiência da despesa pública. Esta reforma é uma componente fundamental dos esforços da União para melhorar a eficiência da despesa pública e acelerar o investimento. Esta directiva baseia-se nos esforços de integração económica regional iniciados em meados da década de 2000 com o Programa Regional de Reforma dos Concursos Públicos (PRMP-UEMOA). Consequentemente, esta actualização reforça os princípios fundamentais da transparência, da igualdade de tratamento entre os concorrentes e da livre concorrência na região da África Ocidental. Para o efeito, a União recomendou que os Estados-Membros iniciem o processo de transposição desta nova directiva para as respectivas legislações nacionais, a fim de garantir a sua plena implementação. fonte: https://lanation.bj

Relatório Positivo da Paz 2026: Guineé-Conacri entre os últimos classificados do ranking global.

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A paz não é simplesmente a ausência de guerra ou de violência. Constrói-se também sobre a qualidade das instituições, a confiança entre os cidadãos e os seus dirigentes, o acesso à informação, a distribuição de recursos, o desenvolvimento humano e a capacidade da sociedade para lidar com as crises. Esta é uma das principais conclusões do Relatório Paz Positiva 2026, publicado pelo Instituto para a Economia e Paz (IEP). Através do seu Índice de Paz Positiva (IPP), o IEP procura medir as condições que permitem às sociedades manter a paz. O índice assenta em oito pilares: bom funcionamento do governo, baixos níveis de corrupção, distribuição equitativa dos recursos, respeito pelos direitos dos outros, boas relações com os vizinhos, livre circulação de informação, um ambiente económico saudável e um elevado nível de capital humano. O relatório abrange 163 países e utiliza mais de 20.000 séries de dados, índices e variáveis ​​de investigação. A sua abordagem assenta numa ideia simples: a paz não é apenas o resultado de um Estado que funciona bem. Ela é também um dos alicerces que permitem que uma sociedade funcione de forma sustentável. Neste ranking, a Guiné ocupa a 151ª posição entre 163 países em 2024. O seu Índice de Paz Positiva (IPP) é de 3,999, face aos 4,055 de 2015, representando uma melhoria de 1,4% na última década. O país subiu, portanto, duas posições no ranking durante o período. No entanto, este progresso é ainda limitado quando comparado com todos os países estudados. É crucial evitar interpretar este resultado como uma medida directa de paz ou de estabilidade política na Guiné. O IPP centra-se mais nos fundamentos estruturais da paz: como as instituições, a economia, as relações sociais, o acesso à informação e o capital humano criam, ou deixam de criar, as condições para uma paz duradoura. Esta distinção é importante. Um país pode progredir em determinados indicadores sem que todo o seu sistema institucional e social sofra uma transformação da mesma magnitude. Para a Guiné, a situação é, por isso, mais complexa: houve melhorias, mas são ainda modestas. Esta melhoria, por si só, não significa que os alicerces da paz estejam agora firmemente estabelecidos. A abordagem do PEI assenta noutro princípio essencial: os oito pilares da Paz Positiva estão intimamente interligados. O progresso nas infraestruturas, na saúde ou no capital humano pode fortalecer uma sociedade. Mas estes avanços podem ser prejudicados se, ao mesmo tempo, as instituições se tornarem menos eficazes, a corrupção aumentar ou o acesso à informação independente se deteriorar. O relatório destaca, em particular, a vulnerabilidade dos países localizados numa zona intermédia da Paz Positiva. Nestes países, a qualidade do funcionamento do governo e o nível de corrupção desempenham um papel especialmente importante. Uma deterioração nestas duas dimensões pode rapidamente corroer os ganhos obtidos noutras áreas. É por isso que a pontuação geral, por si só, não é suficiente para contar toda a história de um país. Para compreender a trajetória da Guiné é necessário examinar cada um dos pilares, bem como as interações entre eles. No âmbito da África Subsariana, o panorama é ligeiramente mais favorável, embora as situações continuem a ser muito diferentes de um país para outro. Entre 2015 e 2024, a região registou uma melhoria média de 1,2% no seu Índice de Paz Positiva, ficando em quinto lugar entre as regiões que mais progrediram neste período. Dos 44 países estudados, 26 melhoraram o seu índice, enquanto 18 apresentaram um declínio. A Gâmbia demonstra o progresso regional mais expressivo, com uma melhoria de 8,7%. Seguem-se a Costa do Marfim (+6,4%), o Benim (+6%), a Guiné-Bissau (+5,2%) e o Togo (+4,3%). Por outro lado, os declínios mais acentuados registaram-se na Libéria, Madagáscar, Moçambique e Lesoto. Estas disparidades demonstram, principalmente, que não existe uma trajetória única para a África Subsariana. Alguns países estão a progredir em múltiplas dimensões, enquanto outros vêem os seus alicerces de paz enfraquecerem. Parte do progresso regional, tal como noutras partes do mundo, é atribuível ao desenvolvimento da infra-estrutura de telecomunicações. Mas o relatório observa também desenvolvimentos positivos em áreas que afectam mais directamente o funcionamento das sociedades. Na Gâmbia, por exemplo, a qualidade da informação e a abertura e transparência do governo melhoraram em 40,3% e 40%, respetivamente. Na Nigéria, o indicador que mede a proporção de jovens sem emprego, educação ou formação melhorou em 48%. O Benim e a Guiné-Bissau também registaram progressos significativos neste indicador. A Costa do Marfim, por sua vez, apresentou uma melhoria de 25% na igualdade de oportunidades e de 22,9% nas queixas coletivas. Estes desenvolvimentos realçam que a Paz Positiva não se resume apenas à segurança. Isto impacta diretamente as condições económicas, sociais e institucionais em que as populações vivem. No entanto, o relatório destaca uma fragilidade significativa na África Subsariana: indicadores relacionados com o fluxo de informação e a abertura política. Em vários países onde a Paz Positiva se deteriorou, a liberdade de imprensa também diminuiu drasticamente. O relatório cita o Lesoto, com uma quebra de 54,4%, o Uganda, com 48,3%, Madagáscar, com 46%, e Moçambique, com 40,6%. Este desenvolvimento regional faz parte de uma tendência mais ampla observada pelo IEP a nível global: certas condições estruturais continuam a progredir enquanto... fonte: guinee360.com

HOJE: 4 de outubro de 1959, a Guineé-Conacri estabeleceu relações com a China.

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Um ano após a independência da Guiné, a 4 de Outubro de 1959, Sékou Touré estabeleceu relações com Pequim, fazendo da Guiné o primeiro país da África Subsariana a formar laços com a China. Admirador fervoroso de Mao Tsé-Tung, Sékou Touré procurou adaptar o marxismo à Guiné, tal como Mao tinha implementado com sucesso o comunismo no seu país. Imediatamente após a independência, Sékou Touré procurou o reconhecimento do seu país junto de vários estados, particularmente os do leste. A 8 de outubro de 1958, Mao Tsé-Tung e Zhou Enlai responderam ao telegrama do líder guineense que anunciava a independência do país. No mesmo dia, o Marechal Chen Yi, Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, informou Conacri que a República Popular da China tinha decidido reconhecer a República da Guiné. Em Abril de 1959, foram estabelecidos contactos na Suíça entre representantes da China comunista e o Ministro da Economia da Guiné, Lansana Béavogui. Os representantes chineses prometeram à Guiné uma doação de 5.000 toneladas de arroz. A 22 de junho de 1959, Wu Tiem Po, embaixador da República Popular da China em Marrocos, deslocou-se a Conacri em missão de reconhecimento. A 29 de junho, um navio cargueiro dinamarquês entregou as 5.000 toneladas de arroz no porto de Conacri. A 29 de setembro de 1959, Barry Diawadou, Ministro da Educação Nacional, deslocou-se a Pequim para representar a Guiné nas cerimónias que comemoravam o 10º aniversário da Revolução Chinesa. Foi recebido pelos principais líderes chineses da época: Mao Tsé-Tung, Zhou Enlai, Liu Chao Chi, Chu Teh e Chen Yi. A 4 de outubro de 1959, um comunicado anunciava o estabelecimento de relações diplomáticas e a futura troca de embaixadores entre Conacri e Pequim. Em janeiro de 1960, foi inaugurada a primeira embaixada da República Popular da China na África Subsariana em Conacri, na Guiné. Enviar feedback fonte: guinee360.com

Ex-Presidente defende papel das Forças Especiais e apela à reconciliação nacional.

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O antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, rejeitou as acusações de que as Forças Especiais de Defesa e Segurança tenham sido criadas para atuar contra a população ou para servir interesses políticos. Numa publicação consultada por O Democrata, Embaló, atualmente exilado em Marrocos na sequência do golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral de 23 de novembro de 2025, afirmou que a criação daquela força teve como único objetivo a defesa do Estado, da população e da ordem constitucional. “Em nenhuma circunstância criámos as Forças Especiais de Defesa e Segurança para se voltarem contra o nosso povo ou contra a sociedade guineense”, escreveu. O antigo Chefe de Estado sustenta que a missão das Forças Especiais estava orientada para a prevenção de ameaças à segurança nacional e para a proteção do bem-estar coletivo, rejeitando as narrativas que, segundo afirma, procuram associar a estrutura a ações contra cidadãos. De acordo com Embaló, algumas declarações difundidas por antigos opositores políticos contribuem para aumentar as tensões e a divisão na sociedade guineense. Por essa razão, apelou ao sentido de responsabilidade, à moderação e ao respeito mútuo entre os diferentes atores políticos. Segundo o ex-Presidente, a força especial acabou por se transformar numa parte do problema político e, consequentemente, foi afastada das responsabilidades que lhe estavam atribuídas pelo Estado. “Ainda assim, por amor à Guiné-Bissau e pelo bem-estar do nosso povo, optámos pela serenidade, evitando qualquer palavra ou atitude que pudesse contribuir para a instabilidade, a divisão ou a turbulência social”, afirmou. Embalo recordou que deixou o país na expectativa de que as autoridades competentes esclarecessem as causas e as responsabilidades associadas à crise política. Contudo, manifestou preocupação com aquilo que considera serem tentativas de atingir pessoas a si próximas e de desvalorizar realizações alcançadas durante o seu mandato. “Se servir o povo, trabalhar pelo desenvolvimento nacional e procurar retirar a Guiné-Bissau das dificuldades forem considerados erros, então aceitaremos ser julgados pela História por essas escolhas”, declarou. O antigo Presidente defendeu, no entanto, que, caso as suas políticas tenham contribuído para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população, deverão ser avaliadas e reconhecidas com justiça. Ao longo da mensagem, reiterou vários apelos à tolerância, à serenidade e ao respeito pela ordem social, sublinhando que os guineenses devem colocar o interesse nacional acima das divergências políticas. “Somos todos guineenses e estamos condenados a viver juntos. Por isso, devemos colocar a paz, a estabilidade, a reconciliação nacional e o interesse da Guiné-Bissau acima das nossas diferenças políticas”, escreveu. Dirigindo-se aos seus apoiantes, Embaló pediu contenção e aconselhou-os a evitarem qualquer comportamento suscetível de comprometer a paz, a tranquilidade e a segurança do país. Defendeu ainda que as novas autoridades devem poder exercer as suas funções com serenidade, permitindo que a população forme livremente a sua avaliação sobre a atual conjuntura política. Por fim, afirmou que continuará apostado na reorganização e fortalecimento da sua base política, privilegiando a mobilização cívica e a preparação para futuras disputas eleitorais através dos meios democráticos e no respeito pelas instituições. “Estamos perante uma nova etapa da nossa democracia. Não podemos desperdiçar tempo nem energia com provocações, conflitos ou situações alheias ao verdadeiro interesse nacional”, concluiu. fonte: odemocratagb.com

Lula ou Bolsonaro: As eleições brasileiras mudarão as relações com a Rússia?

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As eleições presidenciais brasileiras podem mudar o tom das relações do país com a Rússia e o BRICS, mas é improvável que destruam os laços construídos ao longo de décadas. Essa é a conclusão a que chegaram especialistas russos e brasileiros em uma mesa-redonda organizada pelo Conselho Russo de Assuntos Internacionais (RIAC), o Centro de Diplomacia do Conhecimento e a revista Diálogos do Sul Global. O principal impasse se dá entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, não apenas suas plataformas divergem, mas também suas visões políticas. Varvara Kuznetsova, pesquisadora do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Russa de Ciências, comparou a plataforma de Lula a uma "biografia gigantesca de 84 páginas", enquanto o documento de Flávio se assemelha a uma mistura dos filmes "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite": menos ideologia, mais segurança e prevenção ao crime. Segundo Feliciano de Sá Guimarães, professor associado da Universidade de São Paulo, a política externa tornou-se inesperadamente um fator significativo nas eleições internas. A percepção dos brasileiros sobre o governo é particularmente influenciada pela Venezuela, pelo conflito israelo-palestino, pela crise ucraniana e pelas relações com o governo de Donald Trump. Em diversas questões, Flávio parece mais próximo do eleitor médio, mas Lula se destaca no tema da soberania e da resistência à pressão externa. A diferença mais notável diz respeito ao BRICS. Lula vê o grupo como um centro geopolítico independente. Flávio tende a enxergá-lo principalmente como uma plataforma econômica e defende uma redução do componente político. Contudo, deixar o BRICS será significativamente mais difícil para um futuro governo de direita. Leonardo Attouch, presidente do Instituto Sul Global, acredita que, sob o governo Flávio, a política externa será fortemente influenciada por Washington e pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. No entanto, em sua avaliação, isso levaria mais a um distanciamento do BRICS do que a uma ruptura: a China continua sendo o maior parceiro comercial do Brasil, e as relações com a Índia e a Rússia também são importantes. "Jair não retirou o Brasil do BRICS, e Flávio também não o fará", acredita Attouche. A coordenadora do programa RIAC, Alexandra Terzi, também acredita que o cenário mais provável é a minimização da participação, em vez da saída. Isso é especialmente verdadeiro considerando que Dilma Rousseff deve permanecer à frente do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS até 2030. Nenhum dos principais candidatos propõe sanções contra a Rússia, e Flávio declara uma posição neutra em relação ao conflito ucraniano. Há também uma razão mais prosaica para a estabilidade das relações entre Moscou e Brasília: o comércio. A Rússia é um fornecedor crucial de fertilizantes para o vasto setor agrícola brasileiro. Feliciano de Sá Guimarães chamou essa dependência de "calcanhar de Aquiles" da economia do país: qualquer governo tentará reduzi-la, mas abandonar rapidamente as matérias-primas russas é extremamente difícil. A professora da Escola Superior de Economia (ESE) da Universidade Nacional de Pesquisa, Ana Lívia Araújo Esteves, também chama a atenção para os limites da reaproximação russo-brasileira. Segundo ela, a cooperação se desenvolve principalmente onde não entra em conflito direto com os interesses dos EUA — fertilizantes são um exemplo típico. As tentativas de expandir a cooperação para áreas sensíveis, incluindo a defesa, têm encontrado obstáculos repetidamente. Isso cria um paradoxo: as eleições podem, de fato, mudar significativamente o estilo da política externa brasileira. Sob Lula, o país continuará a enfatizar a multipolaridade, o Sul Global e o papel político do BRICS. Uma vitória de Flávio significaria uma maior inclinação para os EUA e os parceiros ocidentais, um papel menor para o Mercosul e uma tentativa de transformar o BRICS principalmente em um clube econômico. Mas as relações com a Rússia podem se mostrar significativamente mais estáveis ​​do que a retórica política sugere. Como observou o economista Gustavo Pessoa, que participou da discussão, "Países não têm amigos — eles têm interesses". Fertilizantes russos, agricultura brasileira, China e BRICS criam precisamente o tipo de sistema de interesses que seria difícil de desestabilizar com uma simples mudança presidencial. fonte: pravda.ru

sábado, 3 de outubro de 2026

GUINEE- CONACRI: “Paulo Duarte precisa de repensar a sua estratégia” - Thierno Saïdou Diakité avalia as hipóteses de Syli se qualificar.

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A Selecção Nacional da Guiné voltou a vencer em Conacri, mas a apertada vitória por 1-0 frente ao Quénia não dissipa todas as dúvidas. Para o consultor desportivo guineense Thierno Saïdou Diakité, a Guiné garantiu certamente o essencial ao conquistar os seus primeiros três pontos na qualificação para o Campeonato Africano das Nações de 2027, mas agora precisa de melhorar o controlo de bola, a eficácia no ataque e o jogo no meio-campo. Nesta entrevista à Guinee360, acredita que Paulo Duarte tem espaço para evoluir e deverá aproveitar as próximas datas FIFA para rever o seu plano de jogo e reforçar a coesão da equipa. Guinee360: Qual a sua análise da prestação da Selecção Nacional da Guiné contra o Quénia, particularmente em termos de táctica e trabalho de equipa? Thierno Saïdou Diakité: Para além do resultado técnico, que nos dá os primeiros três pontos neste grupo, não devemos ser demasiado críticos com a prestação da Selecção Nacional Syli. Previ corretamente que Guirassy abriria o marcador no primeiro tempo e que a partida terminaria com a Guiné a vencer por 2-0. Curiosamente, apesar das alterações feitas pelo selecionador Duarte, os quenianos apresentaram-se muito melhor nos últimos quinze minutos, controlando o meio-campo e realizando excelentes contra-ataques. Após a derrota na África do Sul, indiquei, na secção sobre as áreas a melhorar, que o meio-campo precisava de ser reavaliado. É o coração do jogo. Quem controla o meio-campo dita o ritmo da partida. A Seleção Nacional de Syli regressa a casa, em Conacri, com uma vitória. Quais são as suas impressões sobre este jogo em casa? É um regresso vitorioso, para gáudio dos adeptos guineenses. Uma coincidência notável: o último jogo do Syli em Conacri, disputado a 22 de junho de 2022 contra o Malawi, terminou com uma vitória por 1-0. E esta quinta-feira, 1 de outubro de 2026, a seleção nacional do Syli assinalou o seu regresso triunfal a Conacri com o mesmo resultado de 1-0. Uma feliz coincidência, sem dúvida. A Guiné dominou amplamente a partida, mas não conseguiu aproveitar melhor as suas chances. O que falta ainda para que esta equipa seja mais eficaz no ataque? Criar oportunidades não chega; é preciso calma e precisão para marcar golos. No calor do momento, de frente para a baliza, os jogadores devem manter a máxima concentração e foco. Após esta vitória contra o Quénia, como avalia a posição do Syli neste grupo e as suas hipóteses de apuramento? Com esta vitória desejada e conquistada, inicia-se agora uma verdadeira perseguição à África do Sul, líder do grupo, firmemente estabelecida após a sua retumbante vitória contra a Eritreia. Até à última jornada, marcada para 27 de março de 2027, a Guiné precisa de evitar a derrota e vencer o maior número de jogos possível para ter alguma hipótese de desafiar a África do Sul, líder do grupo. Na sua opinião, quais são as principais lições que Paulo Duarte deve retirar desta partida para o resto das eliminatórias? O nosso treinador tem agora todas as informações necessárias para aprender com estas duas primeiras partidas. Tem um elenco muito talentoso à sua disposição e deve aproveitá-lo ao máximo. Não tenho qualquer intenção de dar sermões ao treinador, mas ele deve rever o seu plano de jogo para evitar possíveis contratempos. Após a derrota com a África do Sul e esta vitória contra o Quénia, quais são as prioridades de Syli para a próxima fase? O plano é simplesmente aproveitar as próximas janelas da FIFA, entre agora e as rondas 3 e 4, agendadas para 10 e 14 de novembro de 2026, para rever o plantel e trabalhar na coesão da equipa e nas sequências de jogo. fonte: guinee360.com

ACUSAÇÕES FEITAS CONTRA ASMARA, CARTUM E CAIRO: Quando a crise etíope se exterioriza

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A paz dos habitantes de Tigray foi mais uma vez quebrada. De facto, enquanto as feridas da brutal guerra de dois anos, que terminou em 2022, ainda cicatrizavam, os combates recomeçaram com renovada intensidade nesta região do norte da Etiópia entre as forças federais e as da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF). Desde então, os confrontos continuam, resultando em inúmeras vítimas civis e obrigando milhares a fugir. É neste contexto de renovados combates sangrentos que a Etiópia acusa alguns dos seus vizinhos, como a Eritreia, o Sudão e o Egipto, de apoiarem os rebeldes tigrínios na sua luta contra as forças do governo federal. O pior é o que se teme para a população civil deste vasto país da África Oriental. Esta declaração sublinha a gravidade da situação nesta região do Corno de África. E este desenvolvimento não irá certamente melhorar a situação, especialmente tendo em conta a erosão da confiança entre os vários intervenientes desde a assinatura dos Acordos de Paz de Pretória em 2022. De qualquer modo, há boas razões para temer que o conflito se possa alastrar para além das fronteiras da região de Tigray. De facto, a crise tomou um novo rumo com as últimas acusações de Adis Abeba. Isto para dizer o mínimo. E há uma grande possibilidade de que esta crise se propague. Será que estes países envolvidos se manterão impassíveis perante as acusações perante o mundo inteiro? Está longe de ser certo. Tanto mais que as relações entre a Etiópia e a maioria destes países estão longe de ser cordiais. A Eritreia, que rejeitou estas acusações de imediato, deu uma reviravolta dramática ao distanciar-se da Etiópia, a quem tinha apoiado quatro anos antes na guerra contra os rebeldes tigrínios, e, em vez disso, aliar-se aos rebeldes da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF). Em relação ao Sudão, a desconfiança da Etiópia decorre do apoio prestado pelos combatentes tigrínios ao exército sudanês contra as Forças de Apoio Rápido (RSF). Quanto ao Egito, além de ser aliado da Eritreia e do Sudão, mantém uma disputa com a Etiópia sobre a partilha e o controlo das águas do Nilo. De facto, o plano de Adis Abeba para construir três novas barragens hidroeléctricas no Nilo Azul não foi bem recebido pelo Cairo. Num clima de desconfiança generalizada, teme-se que as últimas acusações de Adis Abeba agravem a crise na Etiópia. E num contexto em que o diálogo parece ter-se quebrado entre os protagonistas, que claramente já não confiam uns nos outros, e onde os interesses ocultos prevalecem sobre os compromissos, o pior é o que se teme para a população civil deste vasto país da África Oriental. De salientar que estas populações já estão a sofrer o impacto mais severo desta crise. De facto, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) reporta centenas de feridos que enfrentam hospitais sobrecarregados. A União Africana (UA) é instada a reactivar os seus mecanismos diplomáticos para pôr fim a esta espiral de violência na Etiópia. A situação é crítica. É urgente prestar auxílio a esta população, que já sofreu imenso durante a crise de 2020-2022, um período de extrema violência que levou a bloqueios, massacres e fome, resultando na morte de 600.000 a 800.000 pessoas. A comunidade internacional não deve abandonar a Etiópia à sua sorte, mas sim comprometer-se a encontrar soluções para pôr fim às hostilidades antes que o conflito se agrave ainda mais. A União Africana (UA) é mais uma vez convocada, tendo já intermediado um acordo de paz — o Acordo de Pretória — entre os dois lados, que pôs fim à guerra em 2022. A instituição é instada a reativar os seus instrumentos diplomáticos para travar esta espiral de violência num país cuja história é marcada por guerras civis. A UA está ainda mais envolvida porque todos estes conflitos minam a unidade africana que tanto ambiciona. Além disso, a Etiópia alberga a sede da instituição continental. Se a solução envolver a revisão dos termos destes acordos, tal não deve ser evitado. O mais importante é preservar a vida das pessoas pobres e inocentes que estão a pagar o elevado preço desta guerra aparentemente interminável. “Le Pays”

PROTESTOS CONTRA O FEMINICÍDIO E A IMIGRAÇÃO ILEGAL NA ÁFRICA DO SUL: Cuidado com a confusão!

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A África do Sul enfrenta actualmente uma grave crise social e de segurança, agravada por uma onda sem precedentes de femicídios e por um alarmante ressurgimento da violência xenófoba contra os migrantes. Frequentemente descrito como um "país de extremos", o Estado sul-africano vê as suas divisões económicas e sociais reflectidas em algumas das taxas de criminalidade mais elevadas do mundo. Perante esta situação profundamente preocupante, o Presidente Cyril Ramaphosa está sob uma pressão sem precedentes para manter a ordem e a unidade nacional. De facto, a indignação e a preocupação têm vindo a crescer há vários dias em resposta à violência endémica e às promessas não cumpridas do governo, especialmente porque a violência parece continuar. Segundo várias organizações de defesa dos direitos humanos e analistas políticos, a África do Sul atravessa uma crise de legitimidade internacional devido à sua incapacidade de conter a violência xenófoba e ao aumento dos femicídios, dois flagelos que contrastam fortemente com o ideal da "Nação Arco-Íris" promovido por Nelson Mandela. Perante estes desafios, o actual governo, liderado pelo Presidente Cyril Ramaphosa, teve de reconhecer publicamente as suas deficiências profissionais e estruturais no meio da crescente indignação popular. Posto isto, apesar dos repetidos apelos à calma e à paz feitos pelo chefe de Estado sul-africano, os movimentos cidadãos e os grupos de vigilantes (como a March and March e a Operação Dudula) mantêm firmemente as suas posições e intensificam as suas ações em todo o país. Com estas descobertas macabras de corpos de mulheres, percebe-se que a África do Sul se encontra numa encruzilhada. Com uma taxa de desemprego superior a 32% e próxima dos 40% quando se incluem os trabalhadores desanimados, os migrantes africanos do Zimbabué, Moçambique, Malawi e República Democrática do Congo são acusados, com razão ou não, de serem responsáveis ​​pela falta de emprego, pela falência dos serviços públicos e pela criminalidade. E subjacente a isto, há uma outra acusação feita a estes migrantes: a de que são os únicos responsáveis ​​pelos femicídios na África do Sul. Como se os sul-africanos não tivessem qualquer responsabilidade! Cuidado com esta confusão! Perante este período de profunda incerteza, os críticos do regime não hesitam em apontar o dedo ao Presidente Cyril Ramaphosa, que, ao que parece, se apresentou a todos os sul-africanos como um exemplo de virtude, um homem capaz de governar a África do Sul de forma diferente e melhor. "Não há mal que não traga algum bem", dizem. Segundo os mesmos, foi necessária a chegada de Cyril Ramaphosa ao poder para que se percebesse a vaidade e o vazio dos argumentos e das promessas feitas durante a sua campanha eleitoral. De qualquer modo, com estas descobertas macabras de corpos de mulheres — pelo menos uma dúzia delas — percebe-se que a África do Sul está numa encruzilhada, onde a violência estrutural está a ser freneticamente desencadeada contra os segmentos mais vulneráveis ​​da sociedade, particularmente as mulheres e as populações deslocadas. Seydou Traoré fonte: RSA

FRIVAO: 120 milhões de dólares, o desafio de transformar a vitória legal em reparações concretas.

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Poderá uma decisão judicial realmente reparar anos de sofrimento se não for traduzida em ações concretas? Poderá uma decisão judicial realmente reparar anos de sofrimento se não se traduzir, na prática, em escolas, centros de saúde, água potável e meios para a reconstrução? Esta é agora uma das questões-chave no processo de reparação em curso para as comunidades afectadas pelas actividades ilícitas do Uganda na República Democrática do Congo. Em Kinshasa, na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, o Ministro de Estado da Justiça, Guillaume Ngefa Atondoko Andali, reuniu parlamentares e senadores da bancada do Grande Oriental para discutir a implementação das reparações coletivas no âmbito do programa FRIVAO. No centro das discussões estava uma dotação inicial de 120 milhões de dólares, distribuídos da seguinte forma: 30 milhões de dólares para cada uma das quatro províncias afectadas: Ituri, Tshopo, Haut-Uélé e Bas-Uélé. Mas por detrás deste valor esconde-se uma questão muito mais delicada: como pode este dinheiro, de facto, chegar às comunidades que aguardam há anos por resultados concretos desta reparação? Da decisão do TIJ às primeiras conquistas O processo iniciou-se com a decisão proferida a 9 de fevereiro de 2022 pelo Tribunal Internacional de Justiça. O tribunal fixou o valor da reparação devida pelo Uganda à RDC em 325 milhões de dólares por danos resultantes das suas atividades ilegais em território congolês. Um primeiro passo foi dado com as reparações coletivas. Os 120 milhões de dólares destinam-se a financiar projectos considerados prioritários pelas comunidades: construção ou reabilitação de infra-estruturas de saúde e escolares, acesso a água potável, recuperação económica, bem como iniciativas relacionadas com a memória, a coesão social e a resiliência. Cada província afetada recebeu uma verba de 30 milhões de dólares. Para Guillaume Ngefa, o desafio é garantir que esta reparação não se torne apenas uma decisão administrativa ou financeira. "A nossa responsabilidade hoje é transformar esta vitória legal em benefícios tangíveis para as comunidades afetadas", declarou o ministro durante a reunião com os eleitos. Mas por detrás deste valor esconde-se uma questão muito mais sensível: como garantir que este dinheiro chega de facto às comunidades que há anos aguardam resultados concretos destas reparações? Esta afirmação, por si só, resume o desafio que a FRIVAO enfrenta agora: passar da lei à realidade, do valor anunciado aos projetos efetivamente construídos. Autoridades eleitas da Província da Grande Oriental convocadas para atuarem como intermediárias É precisamente por esta razão que o Ministério da Justiça pretende envolver os representantes das quatro províncias em causa. Os deputados e senadores da Província da Grande Oriental foram convidados a contribuir para a sensibilização pública, bem como para a identificação e o acompanhamento das prioridades estabelecidas nas suas províncias. Estes, por sua vez, apresentaram as suas preocupações e enfatizaram a necessidade de um processo transparente e equitativo. O papel das autoridades eleitas poderá, assim, tornar-se crucial numa equação delicada: como decidir sobre os projectos sem replicar um processo de decisão dissociado das comunidades directamente afectadas? Quem será o responsável por definir as prioridades? Como verificar se a infraestrutura financiada vai realmente ao encontro das necessidades da população? E, sobretudo, que mecanismos permitirão rastrear cada dólar até à sua utilização final? O ministro pretende abordar estas questões colocando a transparência no centro do sistema. “Enquanto autoridade de supervisão, o nosso papel será garantir a transparência e a rastreabilidade deste processo”, salientou Guillaume Ngefa. A FRIVAO continua responsável pela gestão e alocação de recursos, enquanto o Ministério da Justiça supervisiona e fiscaliza o processo. Reparar comunidades, mas também restaurar a sua memória As reparações coletivas não se limitam às infraestruturas. O programa inclui ainda iniciativas dedicadas à memória, à coesão social e à resiliência comunitária. Esta é uma componente importante nas províncias onde os conflitos deixaram cicatrizes que vão muito para além da destruição material. Em Tshopo, a questão das vítimas da Guerra dos Seis Dias em Kisangani continua a ser central no processo. A compensação individual deve prosseguir em paralelo com as reparações colectivas, mas a sua continuidade continua condicionada à conclusão da limpeza, auditoria e verificação da base de dados das vítimas. O processo tem, portanto, duas dimensões: reconstruir o que foi destruído e identificar aqueles que têm direito a reparações individuais. 120 milhões de dólares: o verdadeiro teste começa agora O anúncio do fundo de 120 milhões de dólares é, portanto, apenas um passo. Foi divulgado em Setembro pelo Ministério da Justiça, que especificou na altura que os fundos seriam atribuídos a projectos colectivos prioritários nas quatro províncias. A reunião de 30 de Setembro marca o início de uma outra fase: implementação e monitorização. A última prestação devida pelo Uganda foi, segundo consta, recebida pela RDC a 3 de setembro de 2026, de acordo com informações fornecidas pelo Ministério durante esta nova fase. Consequentemente, surge uma nova expectativa nas comunidades beneficiárias. Após as decisões judiciais, os procedimentos, as auditorias e os mecanismos institucionais, quando é que os primeiros projetos começarão, de facto, a tomar forma? É com base nisto que será agora avaliado o verdadeiro impacto do processo de reparação. Para os habitantes de Ituri, Tshopo, Haut-Uélé e Bas-Uélé, os 120 milhões de dólares representam mais do que uma simples verba orçamental. Representam uma promessa: a de que uma vitória judicial se traduzirá finalmente em escolas, saúde, água, actividade económica e reconstrução das comunidades. E é precisamente esta promessa que a FRIVAO, as autoridades de supervisão e os representantes eleitos devem agora transformar em resultados concretos. fonte: .journaldekinshasa.com

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

ACUSAÇÕES FEITAS CONTRA ASMARA, CARTUM E CAIRO: Quando a crise etíope se exterioriza.

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A paz dos habitantes de Tigray foi mais uma vez quebrada. De facto, enquanto as feridas da brutal guerra de dois anos, que terminou em 2022, ainda cicatrizavam, os combates recomeçaram com renovada intensidade nesta região do norte da Etiópia entre as forças federais e as da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF). Desde então, os confrontos continuam, resultando em inúmeras vítimas civis e obrigando milhares a fugir. É neste contexto de renovados combates sangrentos que a Etiópia acusa alguns dos seus vizinhos, como a Eritreia, o Sudão e o Egipto, de apoiarem os rebeldes tigrínios na sua luta contra as forças do governo federal. O pior é o que se teme para a população civil deste vasto país da África Oriental. Esta declaração sublinha a gravidade da situação nesta região do Corno de África. E este desenvolvimento não irá certamente melhorar a situação, especialmente tendo em conta a erosão da confiança entre os vários intervenientes desde a assinatura dos Acordos de Paz de Pretória em 2022. De qualquer modo, há boas razões para temer que o conflito se possa alastrar para além das fronteiras da região de Tigray. De facto, a crise tomou um novo rumo com as últimas acusações de Adis Abeba. Isto para dizer o mínimo. E há uma grande possibilidade de que esta crise se propague. Será que estes países envolvidos se manterão impassíveis perante as acusações perante o mundo inteiro? Está longe de ser certo. Tanto mais que as relações entre a Etiópia e a maioria destes países estão longe de ser cordiais. A Eritreia, que rejeitou estas acusações de imediato, deu uma reviravolta dramática ao distanciar-se da Etiópia, a quem tinha apoiado quatro anos antes na guerra contra os rebeldes tigrínios, e, em vez disso, aliar-se aos rebeldes da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF). Em relação ao Sudão, a desconfiança da Etiópia decorre do apoio prestado pelos combatentes tigrínios ao exército sudanês contra as Forças de Apoio Rápido (RSF). Quanto ao Egito, além de ser aliado da Eritreia e do Sudão, mantém uma disputa com a Etiópia sobre a partilha e o controlo das águas do Nilo. De facto, o plano de Adis Abeba para construir três novas barragens hidroeléctricas no Nilo Azul não foi bem recebido pelo Cairo. Num clima de desconfiança generalizada, teme-se que as últimas acusações de Adis Abeba agravem a crise na Etiópia. E num contexto em que o diálogo parece ter-se quebrado entre os protagonistas, que claramente já não confiam uns nos outros, e onde os interesses ocultos prevalecem sobre os compromissos, o pior é o que se teme para a população civil deste vasto país da África Oriental. De salientar que estas populações já estão a sofrer as consequências mais graves desta crise. De facto, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) reporta centenas de feridos que enfrentam hospitais sobrelotados. A União Africana é instada a reactivar os seus mecanismos diplomáticos para pôr fim a esta espiral de violência na Etiópia. Há, portanto, um perigo real. É urgente prestar auxílio a esta população, que já sofreu imenso durante a crise de 2020-2022, um período de extrema violência que levou a bloqueios, massacres e fomes, resultando na morte de 600.000 a 800.000 pessoas. Este é o momento de apelar à comunidade internacional para que não abandone a Etiópia ao seu destino, mas que invista na procura de soluções para pôr fim às hostilidades antes que o conflito se agrave ainda mais. A União Africana (UA) é novamente instada, tendo já negociado um acordo de paz — o Acordo de Pretória — entre as duas partes, que pôs fim à guerra em 2022. A instituição é instada a reativar os seus recursos diplomáticos para pôr fim a esta espiral de violência num país cuja história é marcada por guerras civis. A União Africana está ainda mais preocupada porque todos estes conflitos minam a unidade africana que tanto ambiciona. E também porque a Etiópia alberga a sede da instituição continental. Se a solução envolver a revisão dos termos destes acordos, tal não deve ser evitado. O importante é preservar a vida das pessoas pobres e inocentes que estão a pagar o elevado preço desta guerra aparentemente interminável. “Le Pays”

Guineé: Mamadi Doumbouya cria uma Escola de Guerra.

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La mission, l’organisation et le fonctionnement de l’EGG seront définis ultérieurement par un arrêté du ministre délégué à la Présidence, chargé de la Défense nationale. Uma série de decretos públicos no quarto trimestre, a 30 de setembro de 2026, quando o Presidente Mamadi Doumbouya anunciou a criação da Academia Militar da Guiné (EGG). Por acordo com o decreto presidencial, esta nova instituição é um estabelecimento militar de alto nível, integrado nas Forças Armadas, designado como "Escola Militar da Guiné". fonte: guinee360.com

GUINEE-CONACRI: 2 de outubro: - A Alpha Condé defende a preservação do futuro da República.

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Por ocasião do 68º aniversário da Independência da Guiné, o antigo Presidente Alpha Condé dirigiu uma mensagem aos seus compatriotas. Refletindo sobre a história do país, o seu legado como chefe de Estado e os acontecimentos desde setembro de 2021, apelou aos guineenses para que preservem a unidade nacional, aprendam com o passado e construam uma República centrada nas gerações futuras. Na sua mensagem, publicada na sua página de Facebook, a Alpha Condé optou por contextualizá-la historicamente. O ex-Presidente cita a conclusão da Iniciativa para os Países Pobres Altamente Endividados (HIPC), que permitiu à Guiné beneficiar de um alívio substancial da dívida. Refere ainda os investimentos realizados no sector energético, nomeadamente as barragens de Kaléta e Souapiti, bem como as infra-estruturas rodoviárias e as reformas no sector mineiro. "No sector mineiro, o novo Código Mineiro de 2011 tornou o sector mais atractivo", observa, antes de regressar às negociações em torno de Simandou e do projecto do porto de águas profundas de Moribaya. A Alpha Condé cita ainda o desempenho económico alcançado durante o seu mandato. Salienta que, em 2020, apesar da pandemia de Covid-19, o crescimento atingiu aproximadamente 7,1%, enquanto os dados do Banco Mundial indicaram uma redução da pobreza monetária entre 2014 e 2018. No entanto, o ex-Presidente não retrata este período como isento de dificuldades. "Uma leitura honesta da nossa história deve reconhecer estas conquistas sem negar as falhas e os erros deste período", admite. Refere-se especificamente às manifestações, tensões políticas e violência que marcaram estes anos e declara: "Em nome do Estado guineense, presto homenagem à memória de todas as vítimas destes episódios sombrios da nossa história comum." “5 de setembro de 2021: Um ponto de viragem na história recente O antigo chefe de Estado dedicou, de seguida, uma parte significativa da sua mensagem aos acontecimentos de 5 de setembro de 2021. Considera esta data um importante ponto de viragem na evolução política do país e acredita que a mudança de poder ocorrida nessa ocasião interrompeu o processo institucional que estava em curso. Alpha Condé revisitou ainda os compromissos anunciados no início da transição: a reconstrução do Estado, a restauração da justiça, o combate à corrupção, a defesa dos direitos e o regresso à ordem constitucional. Cinco anos após estes acontecimentos, acredita que estes compromissos devem ser examinados à luz da situação actual do país. A Alpha Condé abordou também a situação das liberdades civis desde 2021. Citou relatórios de organizações internacionais de direitos humanos que detalham restrições ao espaço cívico, proibições de manifestações, detenções de jornalistas e membros da oposição, bem como restrições a certos órgãos de comunicação social. Abordou também as alegações de desaparecimentos forçados e violência.” “A liberdade não é um privilégio. A liberdade de imprensa não é um favor. A justiça não deve pertencer nem a um governo nem a um indivíduo, mas à lei e à nação guineense”, afirmou. O ex-Presidente retomou também a decisão anunciada em outubro de 2024 relativa a vários partidos políticos. Para ele, a questão vai além dos atores políticos: diz respeito diretamente à capacidade dos cidadãos de participar na vida pública e expressar as suas opiniões. Simandou e os recursos naturais no centro das preocupações Outro aspeto importante do seu discurso foram os recursos naturais da Guiné. Alpha Condé reconheceu a importância do potencial mineiro, hidroeléctrico e agrícola do país, mas sublinhou que estes recursos são apenas um meio para alcançar o desenvolvimento. “Possuir riquezas naturais não chega para enriquecer um povo”, afirmou. Segundo ele, a verdadeira riqueza de um país reside também na qualidade das suas instituições, da sua administração, do seu sistema educativo e do seu sistema de saúde. "A verdadeira riqueza de uma nação reside nas suas instituições democráticas, numa administração competente, num poder judicial independente, numa imprensa livre, nas escolas e..." fonte: guinee360.com

terça-feira, 29 de setembro de 2026

GUINEE-CONACRI: Professores contratados - Faya Bourouno quebra o silêncio e clarifica a posição do governo.

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Enquanto o grupo intersindical da educação, composto pela Federação Sindical da Educação Profissional (FSPE), pelo Sindicato Livre dos Professores e Investigadores da Guiné (SLECG) e pelo Sindicato Nacional da Educação (SNE), apela ao governo para que cumpra os seus compromissos relativamente aos 4.500 professores contratados admitidos a cargos de docência, o Ministro da Modernização Administrativa e da Função Pública, Faya François Bourouno, prestou esclarecimentos sobre o assunto. Durante uma conferência de imprensa realizada na terça-feira, 29 de setembro de 2026, por ocasião do lançamento oficial do concurso para a função pública, o Ministro apelou, em primeiro lugar, à pacificação do clima social. "Hoje, o nosso país tem tudo a ganhar quando trabalhamos para a calma, a paz, a coesão e o diálogo. É este o esforço que estamos a fazer hoje." Estão em curso consultas; não existem problemas entre os sindicatos e o governo. Podem surgir mal-entendidos relativamente a um memorando de entendimento, mas isso é típico nas relações entre sindicatos e empregadores. Portanto, não se preocupem com isso. O Secretário-Geral passou metade do dia de ontem em negociações, e creio que até acompanhou algumas das declarações das federações sindicais anunciando que estamos perto de chegar a um acordo. Dando continuidade, Faya François Bourouno afirmou que não existe, de momento, qualquer ameaça para o início do ano letivo. "A mensagem precisa de ser transmitida para tranquilizar o público de que não há ameaça à abertura das escolas. Não há ameaça; neste momento, não há aviso de greve. Portanto, se não há aviso de greve, devemos trabalhar para que isso aconteça. Estas crianças que precisam de ir à escola são as nossas crianças. São nossos irmãos e irmãs; devemos criar as condições adequadas. O capital humano foi gravemente prejudicado há alguns anos. Durante três ou quatro anos, entre 2015 e 2020, vivemos um estado contínuo de desordem no sistema educativo. Não nos regressar a este tipo de situação." Retomando a questão dos professores contratados, o ministro recordou o seu historial, nomeadamente os compromissos assumidos desde 2018 e as instruções dadas em 2023 pelo Presidente da República, Mamadi Doumbouya. “A visão do Chefe de Estado é garantir a justiça social. Esta questão dos professores com contrato comunitário é um tema recorrente desde 2018, do qual certamente não têm conhecimento. Foram prometidos, mas não entregues. Foi preciso que o Presidente Mamadi Doumbouya, em 2023, nos instruísse a agir. E em 2024, a necessidade identificada foi de 10.000 professores.” Faya François Bourouno enfatizou, de seguida, a distinção entre um concurso público e um teste padronizado, explicando que o primeiro se baseia principalmente no número de vagas disponíveis e na classificação dos candidatos. “Um concurso público não é um teste padronizado. Num teste padronizado, pode-se falar de médias, mas num concurso público, fala-se do número de vagas disponíveis.” É como se estivéssemos a dizer que são os melhores dos melhores, com base no número de vagas disponíveis. O concurso permitiu-nos selecionar 10.000 candidatos. Este é um esforço que deve ser incentivado. Esperamos que nos ajudem a divulgar esta mensagem sobre os esforços que o governo e o Chefe de Estado estão a fazer para reparar as injustiças que foram cometidas.” Com base no comunicado de imprensa relativo ao concurso de recrutamento, o ministro afirmou ainda que o processo está aberto a trabalhadores com contrato comunitário, incluindo os residentes em Conacri. “Leram o comunicado de imprensa; o comunicado de imprensa é claro: o concurso está aberto a trabalhadores com contrato comunitário, não só aos que fizeram o exame em 2024 e que se encontram atualmente no interior, mas também aos residentes em Conacri. Num dado momento, quando estávamos a discutir este assunto, não havia trabalhadores com contrato de Conacri, mas o governo mostrou-se aberto à ideia.” O Primeiro-Ministro reuniu recentemente com as federações sindicais, deu instruções e hoje estamos a trabalhar de acordo com essas instruções. fonte: guinee360.com

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