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SANÇÕES CONTRA POLICIAIS NO SENEGAL: Quando o governo tenta acompanhar o ritmo.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... A morte de Abdoulaye Ba, o estudante que faleceu em 9 de fevereiro a...
domingo, 22 de fevereiro de 2026
SANÇÕES CONTRA POLICIAIS NO SENEGAL: Quando o governo tenta acompanhar o ritmo.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A morte de Abdoulaye Ba, o estudante que faleceu em 9 de fevereiro após violentos confrontos na Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar (UCAD), continua a causar comoção no Senegal. De fato, em um contexto de tensões palpáveis, que chegam a abalar o governo central, o caso acaba de tomar um novo rumo. Oficiais de alta patente da polícia foram afastados de suas funções pelo Ministro do Interior e Segurança Pública. O Ministro enfatizou que esses oficiais não foram punidos por seu envolvimento direto na morte do jovem estudante de odontologia, mas sim no contexto mais amplo da onda de violência policial ocorrida na Universidade Cheikh Anta Diop.
As autoridades senegalesas optaram por dar um passo em direção à desescalada.
Os oficiais afetados por essas sanções são, na verdade, membros da hierarquia policial e eram responsáveis, naquele dia, pela supervisão dos agentes da lei em campo. Todos os oficiais afastados de suas funções foram colocados à disposição dos investigadores para que se determine o papel de cada um nos eventos de 9 de fevereiro. Essas decisões do governo senegalês, que atualmente são sanções administrativas preventivas, ocorrem em um momento em que o procurador-geral de Dakar apresentou sua versão dos fatos relativos à morte de Abdoulaye Ba. Durante uma animada coletiva de imprensa em 17 de fevereiro, mais de uma semana após o incidente, Ibrahim Ndoye descartou qualquer ligação entre a morte do jovem estudante e a violência policial ocorrida no campus. Ele afirmou que a vítima morreu após pular do quarto andar de sua residência estudantil enquanto tentava escapar de um incêndio que começou em um quarto vizinho. No entanto, esses novos elementos contraditórios neste caso em andamento não parecem ser suficientes para convencer a família do jovem, muito menos os representantes estudantis, cuja indignação permanece inabalável. Esses estudantes, por meio das associações estudantis da UCAD, acusam abertamente o Estado senegalês de se esquivar de toda a responsabilidade neste caso. Além disso, eles mantêm a pressão e continuam exigindo mais provas para descobrir a verdade sobre a morte de seu colega. Diante da persistente indignação dos estudantes, que continuam a exigir justiça para Abdoulaye Ba em voz alta, o governo está tentando apaziguar a situação. Ao afastar os policiais responsáveis pela fiscalização em campo e ao conceder liberdade, ainda que sob supervisão judicial, aos líderes estudantis que estavam detidos há uma semana, as autoridades senegalesas optaram por dar um passo rumo à desescalada. Essa é uma postura louvável, pois, ao agir dessa forma, o governo senegalês escolheu a responsabilização, e não a cumplicidade ou a evasão.
Seria melhor para o Senegal prevenir o problema por completo do que ter que lidar com ele posteriormente.
Ele decidiu assumir a responsabilidade, dissociando-se de toda a violência cometida na UCAD, a fim de responsabilizar os supostos perpetradores. Pode-se dizer que o governo está tentando salvar as aparências neste caso, que inicialmente parecia estar conduzindo mal. De fato, para a fúria dos estudantes, que ainda lamentavam a perda de um dos seus, o governo respondeu com força, notadamente suspendendo organizações estudantis e prendendo seus líderes. Talvez finalmente tenha percebido que não estava oferecendo a solução adequada. De qualquer forma, ao ordenar uma autópsia e disponibilizar os chefes de polícia aos investigadores para apurar todas as responsabilidades, o governo parece ter feito sua parte para descobrir a verdade sobre a morte do estudante. Agora, resta saber se todo o processo será transparente para que, finalmente, a justiça seja feita. Quanto ao resto, o Senegal parece estar acostumado à violência policial, particularmente nas universidades. E, na maioria das vezes, essa violência resulta em mortes. É como se a ordem não pudesse ser mantida neste país sem assassinatos. Isso demonstra que a terra da Teranga (hospitalidade) não pode continuar a carregar essa reputação inglória. Este país, frequentemente citado como exemplo de democracia na África, se beneficiaria, portanto, da prevenção do problema, para que ele não precise ser tratado posteriormente.
"Le Pays"
Senegal: Carta aberta aos -sabotadores de domingo [Por Lababa Faye].
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Basta de seus sermões vazios, de sua indignação calculada e de sua agitação digital transformada em um tribunal permanente. Senhores, autoproclamados promotores do patriotismo, seu ativismo superficial degenerou em uma disputa de egos. O que se desenrola diante de nossos olhos não é mais um debate político: é uma demonstração pública de vaidade.
Ao buscarem constantemente existir através do ruído, vocês acabaram confundindo influência com responsabilidade, curtidas com legitimidade, confronto com coragem. Seus repetidos ataques contra o presidente Bassirou Diomaye Faye não são atos de vigilância cívica nem de franqueza política: tornaram-se uma campanha metódica de autossabotagem.
Entendam uma coisa simples: não se pode minar a autoridade presidencial impunemente quando se alega defender o projeto que a levou ao poder. Quando a cúpula vacila, não é uma pessoa que cai, mas toda a estrutura que estremece. E no colapso de um poder, a história não distribui distintivos de "verdadeiros patriotas". Só se lembra dos coveiros.
Sua ilusão mais perigosa? Acreditar que seus painéis superaquecidos no Facebook substituem o voto popular. Dez mil visualizações não fazem uma nação. Uma tendência no Twitter não governa um país. Enquanto vocês fingem ser revolucionários de estúdio, o eleitor silencioso observa, decide e dá seu veredicto discretamente.
Vocês falam de lealdade, mas estão travando uma guerra de guerrilha midiática.
Vocês invocam a transparência, mas cultivam a suspeita.
Vocês alegam defender o povo, mas estão, principalmente, cultivando a própria imagem.
A verdade é brutal: o inimigo do Projeto não está apenas do lado de fora. Ele também se esconde no orgulho daqueles que preferem brilhar sozinhos a construir juntos. A história política está repleta de vitórias sabotadas internamente por oportunistas impacientes, estrategistas de sofá e autoproclamados heróis que não deixam nada além de ruído… e ruínas.
Então, é hora de voltar à realidade.
Desliguem as transmissões ao vivo. Guardem os microfones.
Reaprendam a disciplina.
Ou assumam claramente a sua escolha: trocar os construtores pelos destruidores.
Porque uma coisa é certa: quando chegar a hora da verdade, a história não se lembrará do número de seus seguidores, apenas do peso de suas responsabilidades.
Para um bom entendedor, basta!
Burkina Faso: Novo apoio material da Rússia avaliado em quase 200 milhões de francos CFA.
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Burkina Faso está fortalecendo sua cooperação com a Rússia por meio do apoio material às suas forças de defesa e segurança. Uma doação avaliada em quase 200 milhões de francos CFA foi entregue às autoridades burquinenses. Ela inclui dez geradores, quinze transformadores elétricos e 150 kits de purificação de água.
Esses equipamentos serão implantados em áreas que enfrentam desafios significativos de segurança para melhorar o acesso à eletricidade e à água potável, beneficiando tanto a população local quanto os militares destacados em campo.
Essa iniciativa se enquadra no âmbito dos acordos de cooperação militar firmados entre os dois países em agosto de 2025.
fonte: seneweb.com
Guiné -conacri Mamadi Doumbouya marca o dia 24 de maio de 2026 para as eleições legislativas e municipais.
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Poucos meses após as eleições presidenciais de 28 de dezembro de 2025, a Guiné continua seu calendário político com o anúncio de novos prazos eleitorais. O presidente Mamadi Doumbouya marcou o domingo, 24 de maio de 2026, para as eleições legislativas e municipais.
Esta decisão representa um passo importante na consolidação das instituições da Quinta República. Após a posse das novas autoridades resultantes das eleições presidenciais, estas eleições renovarão a Assembleia Nacional e elegerão os executivos municipais em todo o país.
Em comunicado oficial, a Presidência da República enfatiza que estas eleições refletem o compromisso do Chefe de Estado com o fortalecimento da democracia, a promoção da governança participativa e a consolidação da descentralização.
Os partidos políticos, a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) e todas as partes interessadas são instados a se mobilizarem para garantir eleições livres, transparentes e pacíficas.
Ao definir esta data, o presidente Mamadi Doumbouya reafirma seu compromisso de trabalhar por uma Guiné democrática e unida, focada no desenvolvimento sustentável.
Eleições legislativas e municipais: nos vemos em 24 de maio de 2026.
Uma nova etapa para a democracia guineense sob a Quinta República.
Autor: SeneWeb Guiné
Ramadã 2026: Orações voluntárias (nafila) para este domingo, 22 de fevereiro, e horários de oração.
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O dia 22 de fevereiro de 2026 marca a 5ª noite do mês sagrado do Ramadã no Senegal, uma noite de grande significado espiritual, de acordo com as recomendações compartilhadas pelo Seneweb. Esta noite é particularmente propícia para acumular mérito e purificar a alma através de uma oração voluntária específica (nafila).
Recomendações para a Nafila da 5ª Noite: Para esta 5ª noite do Ramadã de 2026, recomenda-se realizar 8 rak'ahs, ou 4 salams (cada salam compreendendo 2 rak'ahs). Em cada rak'ah, os fiéis são encorajados a recitar:
1 vez a Surata Al-Fatiha,
1 vez a Surata An-Nasr ("Alam nasra" ou "Alam nashrah" em algumas transcrições locais),
3 vezes a Surata Al-Ikhlas ("Qul huwa Allahu ahad").
Esta prática está associada a uma notável promessa divina:
"Naquela noite, dois anjos inscreverão em uma tábua os méritos de quem a praticou e apagarão suas más ações." Horários de oração no Senegal (5º dia do Ramadã de 2026)
Fajr (Fadijr): 6h15
Sobh (Subh): 6h30
Tisbah: 14h15
Takussan: 17h00
Timiis: 19h24
Guée: 20h24
Candidatura à ONU: os dois principais obstáculos de Macky Sall.
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O ex-presidente senegalês Macky Sall estaria se candidatando ao cargo de Secretário-Geral da ONU. Embora essa candidatura não tenha apoio unânime dentro do governo senegalês, que o critica pela repressão durante seu mandato e pela suposta dívida oculta, Macky Sall enfrenta duas grandes desvantagens institucionais.
De fato, como aponta a revista Jeune Afrique, a ONU tem a prática de rotacionar o cargo de Secretário-Geral geograficamente, embora não haja nenhuma regra oficial que o estipule. Para o próximo Secretário-Geral, essa rotação favorece a América do Sul, que não tem um Secretário-Geral desde a saída do peruano Javier Pérez de Cuéllar (1982-1991). A África, por sua vez, já teve dois Secretários-Gerais, o mais recente sendo o ganês Kofi Annan, que liderou a organização de 1997 a 2006.
Outro obstáculo para Macky Sall é que os órgãos da ONU declararam explicitamente seu desejo de eleger uma mulher. A ONU nunca teve uma Secretária-Geral em sua história e deseja mudar isso. De fato, uma campanha oficial chamada "Madame SG" foi lançada pela organização "GWL Voices" (Global Women Leaders), composta por ex-diplomatas. A Cúpula do Futuro, realizada em Nova York em setembro de 2024, também defendeu uma candidata mulher. "Já é hora de levar em consideração, nos próximos processos de seleção e nomeação, o lamentável fato de nunca ter havido uma Secretária-Geral mulher", diz o documento preparatório.
Autor: Mouhamed CAMARA
fonte: seneweb.com
domingo, 15 de fevereiro de 2026
NOVAS TENSÕES ENTRE ERITREIA E ETIÓPIA: A África não precisa de mais um conflito.
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Estaremos caminhando para uma nova guerra em Tigray? Certamente, é isso que a população dessa região da Etiópia teme. Vale lembrar que a área já esteve mergulhada no caos entre 2020 e 2022, durante o conflito entre o exército federal etíope e a Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF). O que exatamente está acontecendo nessa região? Na verdade, há rebeldes agrupados dentro da TPLF que afirmam lutar pela independência da região em relação ao Estado federal etíope. E nesse impasse com o governo federal, a Eritreia, país vizinho que conquistou sua independência da Etiópia em 1993, é frequentemente acusada de atiçar as chamas ao apoiar os rebeldes contra o Estado federal.
O fogo precisa ser extinto rapidamente antes que se alastre.
E foram precisamente essas aspirações de independência e autoafirmação que, entre outras coisas, levaram ao início do conflito aberto em 2020, que durou até 2022. Hoje, o espectro de um novo conflito paira mais do que nunca sobre esta parte da nação do Chifre da África. Isso porque novas tensões surgiram entre o governo federal e os líderes políticos e militares da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF). De fato, desde os violentos confrontos que ocorreram entre os dois lados há cerca de dez dias, ambos os beligerantes vêm se acusando mutuamente de preparar uma nova guerra na região. Essa situação sem precedentes não ocorria desde o último conflito, que foi controlado em novembro de 2022, graças em parte ao Acordo de Pretória. Há temores de que os antigos demônios da guerra despertem e mergulhem Tigré novamente no caos. O que será, então, do Acordo de Pretória, que convenceu as diversas partes da necessidade de se sentarem juntas e fazerem a paz? Será que esse acordo já desmoronou? Infelizmente, há motivos para temer isso, dadas as crescentes tensões entre as partes, que claramente não confiam mais uma na outra. E com os recentes confrontos que eclodiram entre os dois lados no final de janeiro, resultando em quase 1.300 soldados mortos, segundo Addis Abeba, há temores do pior nesta região, que ainda não se recuperou totalmente das feridas infligidas pelo último conflito. A situação é tão alarmante que obrigou as Nações Unidas (ONU) a quebrar o silêncio. De fato, a ONU declarou que artilharia e outras armas poderosas foram usadas por ambos os lados. Diante da retomada das tensões, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos rapidamente pediu às partes em conflito que "tomassem medidas urgentes para a desescalada". Embora não seja certo que essa declaração da organização da ONU seja acatada, ela é louvável. De fato, tem o mérito de defender a conciliação entre os dois lados. E é isso que deve prevalecer hoje, acima de todas as outras considerações. O fogo deve ser extinto rapidamente antes que se alastre. Para tanto, as partes em conflito devem priorizar o diálogo para evitar o caos.
O continente africano já está suficientemente abalado; não precisa de mais um foco de tensão.
Assim, a cooperação dos atores que já trabalharam para implementar o Acordo de Pretória, que pôs fim às hostilidades na região em 2022, será novamente necessária. Devemos fazer todo o possível para impedir que esta maldita guerra reacenda em Tigray. Porque, como sempre, é a população civil pobre que pagará o preço mais alto. Com esta escalada inicial, os tigrínios já estão sentindo os efeitos. De fato, essas populações enfrentam escassez de dinheiro e também terão que lidar com a inflação galopante que já assola a região. Esta guerra deve ser evitada a todo custo. Porque com a guerra, você sabe quando ela começa, mas nunca sabe quando terminará. Acima de tudo, ela causa danos enormes e ceifa vidas preciosas. Na verdade, a África já sofreu o suficiente com guerras; não precisa de mais nenhuma. Do Sudão, onde as Forças Armadas Sudanesas (SAF) enfrentam as Forças de Apoio Rápido (RSF) de Hemedti, à República Democrática do Congo (RDC), onde as Forças Armadas Republicanas combatem os rebeldes do M23, e incluindo a Nigéria, que luta contra a insurgência do Boko Haram, sem mencionar os países do Sahel sob ataque de grupos terroristas armados, o continente africano já está suficientemente tenso; não precisa de mais um foco de tensão. Basta!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
SENEGAL: Crise na universidade - o Ministério Público toma medidas enérgicas.
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Em relação à crise nas universidades públicas, os apelos à calma parecem estar surtindo efeito. No final da noite de quarta-feira, o Ministério Público ordenou a libertação de 97 estudantes presos durante a repressão às manifestações que abalaram a Universidade Cheikh Anta Diop (UCAD) e resultaram na morte de seu colega, Abdoulaye Bâ. O jornal Les Échos, que divulgou a notícia, informa que entre os detidos estava o presidente da associação estudantil da Faculdade de Medicina, a mesma faculdade do falecido. "Apenas três estudantes, todos líderes estudantis, foram detidos. E, segundo nossas informações, para interrogatório", acrescentou o jornal.
Autor: SenewebNews-RP
FRENTE POPULAR APELA À UNIÃO EUROPEIA PERANTE AGRAVAMENTO DOS DIREITOS HUMANOS NA GUINÉ‑BISSAU.
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A Frente Popular exorta a União Europeia a reavaliar, “com urgência e sentido de responsabilidade política”, o seu posicionamento perante a rápida degradação dos direitos humanos e as reiteradas tentativas de usurpação da vontade popular na Guiné‑Bissau, em consonância com a Resolução do Parlamento Europeu de 18 de dezembro de 2025.
Em comunicado, datado de 10 de fevereiro de 2026, consultado pelo O Democrata, a organização cívica denuncia uma nova invasão criminosa à Casa dos Direitos, em Bissau, levada a cabo por homens armados e encapuzados. Segundo a nota, os atacantes expulsaram à força todos os membros da instituição, bem como o Embaixador da União Europeia, que se encontrava no local em visita guiada.
“O ato de violência ostensiva e humilhação institucional soma‑se a uma sequência alarmante de episódios repressivos que, nos últimos anos, resultaram em sequestros e espancamentos brutais de cidadãos, detenções arbitrárias, ameaças, intimidações e invasões repetidas da Casa dos Direitos”, lê‑se no documento. A Frente Popular sublinha que estas operações de terror e violência — dirigidas contra organizações de direitos humanos e os seus membros e executadas por grupos armados ao serviço de um “regime usurpador” — configuram uma estratégia deliberada de silenciamento destinada a asfixiar a sociedade civil, esmagar a dissidência e impor o medo como instrumento de governação.
“Trata‑se de uma escalada clara destinada à consolidação de uma ditadura na Guiné‑Bissau”, alerta a organização, condenando o que classifica como “um ato vergonhoso, brutal e atentatório da dignidade nacional, concebido para intimidar, coagir e chantagear os membros do consórcio da Casa dos Direitos e o seu principal parceiro internacional, a União Europeia”.
Por fim, a Frente Popular responsabiliza direta e integralmente as atuais autoridades de facto por qualquer atentado contra a vida, integridade física ou segurança dos membros da Casa dos Direitos, que afirma serem vítimas de “perseguição sistemática e organizada”.
“A repressão não silenciará a verdade. A violência não derrotará a liberdade”, conclui o comunicado.
Por: Tiago Seide
fonte: odemocratagb.com
CPLP ENVIA MISSÃO DE ALTO NÍVEL À GUINÉ-BISSAU PARA MEDIAR A CRISE.
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A missão de alto nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a Guiné‑Bissau chega a Bissau no próximo dia 18 de fevereiro de 2026. A informação foi avançada à agência Lusa pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor‑Leste, Bendito Freitas.
Segundo o chefe da diplomacia timorense, a delegação de bons ofícios já iniciou os preparativos para a deslocação.
“A delegação partiu hoje. O nosso diretor nacional junto da CPLP, Joaquim Fernandes, seguiu com a assessora jurídica para Portugal, onde irão realizar a coordenação técnica com a Embaixada da Guiné‑Bissau em Lisboa, para avaliar os preparativos antes de avançarem para a Guiné‑Bissau”, afirmou.
A partida estava inicialmente prevista para o dia 17 de fevereiro, mas foi reagendada para 18 de fevereiro devido à indisponibilidade de voos.
De acordo com um decreto do Presidente de Timor‑Leste, assinado na segunda‑feira, a missão permanecerá na Guiné‑Bissau até 21 de fevereiro e será chefiada pelo ministro da Defesa timorense, Donaciano do Rosário Gomes.
Bendito Freitas revelou ainda ter enviado uma carta ao ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné‑Bissau, na qualidade de ministro da Presidência do Conselho de Ministros da CPLP, solicitando apoio para a realização dos encontros previstos.
Durante a estada no país, a missão deverá reunir‑se com o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da Guiné‑Bissau, com o Alto‑Comando Militar, representantes da sociedade civil e outras entidades nacionais.
O governante timorense reconheceu que a coordenação dos trabalhos tem sido complexa, uma vez que toda a comunicação é feita através da Embaixada da Guiné‑Bissau em Lisboa e das representações diplomáticas dos países da CPLP atualmente presentes em Bissau, nomeadamente Portugal, Brasil, Cabo Verde e Angola.
“Essas embaixadas estão prontas para prestar apoio logístico e coordenar os trabalhos quando a nossa equipa chegar, porque não temos representação diplomática no país”, sublinhou.
A delegação é composta por 15 elementos, incluindo quatro representantes de Angola, dois de São Tomé e Príncipe e os restantes de Timor‑Leste.
Segundo Bendito Freitas, a missão tem como objetivo contribuir para ultrapassar a crise institucional na Guiné‑Bissau, promover o regresso à normalidade democrática, assegurar o respeito pela Constituição e garantir os direitos e o bem‑estar da população.
Recorde‑se que Timor‑Leste assumiu, em dezembro, a presidência rotativa da CPLP, função retirada à Guiné‑Bissau na sequência da cimeira de chefes de Estado e de Governo realizada após o golpe de Estado de 26 de novembro, que depôs Umaro Sissoco Embaló e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.
No dia 10 de dezembro, o Governo timorense indicou o ministro da Administração Estatal, Tomás Cabral, e o ministro da Defesa, Donaciano do Rosário Gomes, para integrarem a missão de mediação da organização lusófona, com o objetivo de acompanhar a situação decorrente do golpe de Estado e da interrupção do processo eleitoral.
Por: Redação
O Democrata / Lusa
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Recursos humanos do Estado: uma virada estratégica iniciada no Benin.
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A criação de uma unidade de apoio a recursos humanos na Presidência da República marca uma mudança significativa na abordagem da gestão de capital humano dentro da administração. Essa decisão reflete uma compreensão clara: a eficácia das políticas públicas depende diretamente da capacidade do Estado de identificar, atrair e reter os talentos de que necessita. Em um contexto de rápida transformação, essa iniciativa representa uma grande oportunidade para o Benin alcançar a profissionalização sustentável de suas práticas de recrutamento e gestão de competências.
Historicamente, em muitas administrações públicas, o recrutamento tem se baseado em uma abordagem tradicional: responder a uma necessidade expressa, organizar um processo seletivo e, em seguida, preencher a vaga. Esse modelo agora demonstra suas limitações diante da crescente competição entre os setores público e privado por candidatos qualificados, bem como do surgimento de novas profissões que exigem habilidades raras.
Da Recrutamento Administrativo à Gestão Estratégica de Talentos
Os países com melhor desempenho têm gradualmente mudado sua abordagem para a gestão estratégica de talentos, baseada na antecipação, na estruturação de bancos de talentos e na atratividade do serviço público. A criação de uma unidade dedicada no mais alto nível do governo é claramente parte dessa evolução.
Essa iniciativa também reflete a adoção gradual, pelo governo, de uma estratégia de marca empregadora pública. Em um contexto de crescente competição por habilidades, particularmente em funções técnicas, digitais e estratégicas, as administrações públicas não podem mais se dar ao luxo de uma postura passiva baseada apenas na estabilidade do emprego no setor público. Atrair os melhores talentos agora exige foco em visibilidade, planos de carreira claros, destaque das missões do serviço público e credibilidade dos processos de recrutamento. O Estado está, portanto, se tornando um empregador que precisa tornar sua proposta de valor transparente e construir relacionamentos duradouros com seus talentos, assim como as organizações mais avançadas.
Uma dinâmica já em curso no continente africano
Diversos países africanos empreenderam reformas significativas para modernizar a gestão de recursos humanos no setor público. Ruanda, em particular, se destacou pela digitalização de seus processos de recrutamento e pela implementação de mecanismos destinados a atrair talentos, inclusive da diáspora. Marrocos, por sua vez, estruturou abordagens de planejamento da força de trabalho e gestão de competências, ao mesmo tempo em que desenvolveu portais nacionais de recrutamento público. Essas iniciativas demonstram um compromisso compartilhado com a profissionalização.
No entanto, a criação de uma unidade especificamente dedicada à atração estratégica de talentos, posicionada nos mais altos escalões do governo e operando dentro de uma estrutura proativa para a formação de bancos de talentos, ainda é rara. Nesse aspecto, o Benin parece estar na vanguarda.
Uma reforma repleta de oportunidades
Como anunciado, essa iniciativa poderá ter diversos efeitos estruturantes: melhor antecipação das necessidades de competências estratégicas, maior atratividade do serviço público e recrutamento acelerado para cargos-chave. Quando o governo eleva seus padrões de recrutamento, todo o mercado de trabalho tende naturalmente a seguir o exemplo.
Les conditions de réussite
Comme toute réforme structurelle, son impact dépendra de sa mise en œuvre opérationnelle. Sa réussite reposera sur la clarté du mandat confié aux acteurs en charge, la mobilisation de compétences RH modernes, la standardisation et la transparence des procédures, la digitalisation des processus ainsi que l’implication des managers publics dans la fonction recrutement.
Transformer l’intention en pratiques durables
La création de cette unité constitue un signal fort. Sa réussite dépendra désormais de sa capacité à traduire l’ambition en méthodes, outils et résultats mesurables. Si elle s’inscrit dans la durée, cette initiative pourrait devenir un levier déterminant de modernisation de la gestion des talents publics et contribuer durablement au renforcement du capital humain au Bénin.
fonte:https://lanation.bj/
Manhã tensa de terça-feira na Prisão Central de Conacri: Toumba Diakité, uma extração a mais?
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A transferência de Aboubacar Diakité, conhecido como Toumba, da Prisão Central de Conacri, na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, marca uma virada na gestão prisional e de segurança na Guiné, tão brutal quanto perturbadora. Tudo teria começado com uma inspeção surpresa realizada em 9 de fevereiro na principal prisão do país. O inventário feito pelos agentes designados para a tarefa (que incluiu a apreensão de celulares, narcóticos e armas brancas) revela menos um simples caso de indisciplina prisional do que uma falha estrutural e prolongada de um sistema prisional assolado por corrupção, corrupção e negligência institucional flagrante. Nessa situação caótica, um homem, Toumba Diakité, teria se recusado a permitir uma busca em sua cela, proferido ameaças e se tornado agressivo, de acordo com um comunicado da Procuradoria Pública de Conacri. Este último invocou uma tríplice necessidade — manter a ordem pública, proteger os outros presos e garantir a segurança dos funcionários da prisão — antes de reiterar sua firme posição: nenhum santuário de impunidade seria tolerado, inclusive atrás das grades. A reação do Estado foi imediata, dramática, quase marcial, com a transferência forçada de Toumba Diakité para a prisão de Coyah, nos arredores de Conacri, um enorme esquema de segurança ao redor da prisão e disparos esporádicos ouvidos na península de Kaloum, onde se localiza a Penitenciária Central. Em questão de horas, um suposto incidente disciplinar se transformou em uma crise de segurança urbana, e a prisão se estendeu para a cidade.
Este último caso de Toumba Diakité deixará uma marca indelével.
Mas era realmente necessário recorrer a uma extração tão drástica, acompanhada por um impressionante aparato de segurança, a ponto de causar pânico e paralisar parcialmente o trânsito em Conacri? A emergência foi genuína ou fabricada? Essas questões são ainda mais pertinentes, visto que a Administração já possui o poder de transferir um detento por razões de segurança ou para prevenir distúrbios, mas isso deve ser feito com salvaguardas processuais e uma justificativa detalhada para a operação. No entanto, tudo indica que os direitos de Toumba Diakité não foram respeitados, enquanto que, segundo a lei penitenciária guineense, o Estado, mesmo diante de um detento problemático, permanece vinculado a uma obrigação maior: proteger a vida e a integridade daqueles que são privados de sua liberdade. Essas fragilidades legais alimentam uma suspeita persistente: a de que se tratou de uma operação politicamente oportunista, utilizada pelo governo para neutralizar uma figura que se tornara um constrangimento. Isso porque Toumba Diakité, ex-ajudante de ordens de Moussa Dadis Camara, não é um prisioneiro comum desde o julgamento histórico pelos eventos de 28 de setembro de 2009, ao final do qual foi condenado a dez anos de prisão, pena que deveria cumprir nos meses seguintes. Desde então, sua popularidade cresceu exponencialmente, o que pode se revelar particularmente problemático para as autoridades guineenses. Seja como for, este novo caso de Toumba Diakité deixará uma mancha escura em um cenário já marcado por críticas recorrentes sobre o respeito aos direitos humanos, com detenções semelhantes envolvendo tanto civis quanto militares. A esperança agora recai sobre o novo Ministro da Justiça, Ibrahim Sory II Tounkara, o mesmo que presidiu as audiências sobre os eventos de 28 de setembro, para restaurar o Estado de Direito, garantir os direitos dos detidos e impedir que as prisões se tornem instrumentos de acerto de contas, com consequências potencialmente imprevisíveis no contexto político altamente instável da Guiné.
Hamadou Gadiaga
AUMENTO DAS VISITAS DE JEAN-PIERRE LACROIX À RDC: Será que a ONU está tentando aliviar sua consciência?
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Após visitas em junho de 2023, setembro de 2024, março e setembro de 2025, o Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, está novamente na República Democrática do Congo (RDC), onde se encontra desde 9 de fevereiro. Esta última visita ocorre em meio a uma crise persistente no leste deste vasto país da África Central, e o segundo em comando da ONU aproveitará a ocasião para se reunir com líderes políticos, grupos religiosos e a sociedade civil. Em seguida, ele viajará para a região leste do país, onde os rebeldes da AFC/M23 exercem influência, para grande desgosto de Kinshasa, que luta para encontrar uma estratégia para forçá-los a retornar ao país.
A ONU não tem conseguido adotar uma posição firme contra as partes em conflito para obrigá-las a depor as armas.
Este é um roteiro recorrente e já bem ensaiado pelo segundo em comando da ONU, mas seus resultados têm sido limitados em relação às visitas prometidas. O progresso rumo à desescalada tem sido lento desde que o M23 retomou os combates em 2021. Contudo, iniciativas de paz não faltam. Tanto a nível interno, onde o clero outrora se empenhou em pregar o evangelho da paz e do diálogo inclusivo, como a nível internacional, onde a diplomacia tem trabalhado de Nairobi a Doha, incluindo Washington, entre outros, para reconciliar as facções congolesas em guerra. Tudo isto acontece num contexto em que a Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) mantém o seu compromisso de apoiar os esforços de paz. Esta visita do Subsecretário-Geral da ONU ao país de Félix Tshisekedi visa também avaliar a situação num país onde os ataques mortais perpetrados por grupos armados continuam sem cessar, apesar da presença de forças de paz da ONU e de outras forças estrangeiras. Esta situação sublinha ainda mais a impotência da comunidade internacional, uma vez que, para além do destacamento de forças militares, nenhum acordo conseguiu, até ao momento, pôr fim aos combates em curso. Isso levanta a questão de se o número crescente de visitas do Subsecretário-Geral à RDC não seria, para a ONU, apenas uma forma de aliviar sua consciência. Isso se torna ainda mais provável considerando que, neste conflito congolês, a organização sediada em Nova York não conseguiu demonstrar firmeza suficiente em relação às partes beligerantes para forçá-las a depor as armas. Pior ainda, ao não estabelecer sua autoridade e, sobretudo, ao não conter a rebelião do M23, que já havia ajudado a sufocar em 2013, a ONU está abrindo as portas para todo tipo de escalada de conflitos nesta situação multifacetada, que esconde muitos interesses particulares e ainda está longe de revelar todas as suas questões subjacentes. Como resultado, apesar da proliferação de esforços de mediação, nenhuma solução viável para a crise parece estar surgindo no horizonte atual.
Aguardamos para ver se esta última visita do Secretário-Geral da ONU irá alterar o equilíbrio em direção à desescalada.
Quando não são os acordos de cessar-fogo que são violados antes mesmo da tinta secar no papel, é o diálogo nacional inclusivo que luta para tomar forma e unir esforços para dar uma chance à paz. Essa dificuldade em traduzir palavras em ações é a prova de que a sinceridade não é a qualidade mais comum entre os protagonistas desta crise multifacetada, que agora está prestes a se consolidar. Como poderia ser diferente com atores tão entrincheirados em suas posições, se não dão a impressão de estarem negociando com uma faca nas costas? Cada lado está fazendo o possível para manter as aparências, enquanto secretamente espera levar vantagem sobre o outro de uma forma ou de outra. É nesse contexto que a África do Sul anunciou, em 7 de fevereiro, a próxima retirada de seu contingente da MONUSCO. A República Democrática do Congo pretende concluir esta operação antes do final de 2026. Isso provavelmente tornará a tarefa da ONU ainda mais difícil, visto que, com cerca de setecentos soldados destacados na RDC há quase três décadas, o país de Nelson Mandela é um dos principais contribuintes para a MONUSCO. De qualquer forma, resta saber se esta última visita do Secretário-Geral da ONU ao território congolês levará à desescalada.
fonte: lepays.bf
SENEGAL: CRISE NA UCAD NO SENEGAL: O Estado deve assumir total responsabilidade.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Há algum tempo, a Universidade Cheikh Anta Diop (UCAD), no Senegal, tornou-se um foco de tensão entre estudantes e forças de segurança. Confrontos violentos entre os dois lados resultaram em uma morte. A vítima foi Abdoulaye Ba, estudante do segundo ano de medicina. Por que essa escalada de tensão? Os estudantes, revoltados com o atraso no pagamento de suas bolsas de estudo, decidiram expressar suas preocupações, na esperança de serem ouvidos. Mas as autoridades optaram por responder com força, enviando policiais ao campus em flagrante violação da liberdade acadêmica.
Surgiu um problema de governança, pelo qual o Estado é o único responsável.
Consequentemente, o que inicialmente era considerado um problema menor tornou-se uma questão de importância nacional, especialmente porque, após a violência, o governo senegalês está tentando apaziguar a situação. Será que conseguirá extinguir as chamas? A questão permanece, principalmente porque a agitação parece ter se espalhado para outras universidades do país. De qualquer forma, a capacidade do governo de encontrar uma solução para o problema levantado pelos estudantes determinará sua sobrevivência. É preciso reconhecer que a ascensão ao poder da dupla Diomaye Faye/Ousmane Sonko deve-se, sobretudo, à juventude, especialmente aos estudantes que, convém lembrar, lideraram os protestos contra as tentativas do ex-presidente Macky Sall de se manter no poder. Mas, muito provavelmente, a desilusão já se instalou. Isto é especialmente verdade dado que os que atualmente detêm o poder no Senegal parecem ter-se esquecido daqueles que os impulsionaram até ao poder. Certamente, é compreensível a justificativa apresentada pelas autoridades universitárias para os atrasos no pagamento das bolsas de estudo. Mas a verdade é que, fundamentalmente, existe um problema de governação cuja responsabilidade recai exclusivamente sobre o Estado, que deve assumir a sua plena responsabilidade. Isto é particularmente relevante quando se considera que estes atrasos no pagamento das bolsas de estudo remontam a um passado muito distante. Como prova, recordamos que, em agosto de 2014, um estudante chamado Bassirou Faye perdeu a vida durante protestos relacionados com o pagamento das bolsas. O mesmo aconteceu em 2018, quando outro estudante, Fallou Sène, foi assassinado em circunstâncias semelhantes. Este último caso ocorreu na Universidade Gaston Berger, em Saint-Louis. Se, anos depois, o mesmo problema persistir, devemos ter a coragem de reconhecer uma forma de negligência tácita. Em todo caso, uma coisa é certa: a difícil situação econômica do Senegal não pode ser usada para justificar a indiferença das autoridades às preocupações dos estudantes. De fato, pela conquista da Copa Africana de Nações (CAN), a seleção nacional foi premiada com a substancial quantia de 3 bilhões de francos CFA. E, ao mesmo tempo, cada membro do parlamento recebeu um veículo zero quilômetro avaliado em 50 milhões de francos CFA.
Faye e Sonko fariam bem em esclarecer completamente as circunstâncias que envolveram a morte do estudante Ba.
Como se pode esperar harmonia social em um país onde alguns lutam para sobreviver enquanto outros vivem no luxo? Após uma análise mais aprofundada, fica claro que Diomaye Faye e Ousmane Sonko não são melhores que seus antecessores. Frequentemente, tem-se a impressão de que, para eles, o poder era um fim em si mesmo; por vezes, parecem estar sobrecarregados pelos acontecimentos. E como na política, onde cada ação é vista como a mão invisível de um adversário, o governo senegalês, como de costume, não hesitou em acusar a administração anterior de Macky Sall de manipular os estudantes. Verdade ou ficção? É impossível dizer. Contudo, como diz o ditado, governar é prever. E a melhor maneira de frustrar os planos de um oponente é minar suas chances. Isso exige antecipação, não agitação. Dito isso, cabe ao Presidente Bassirou Diomaye Faye e ao seu Primeiro-Ministro, Ousmane Sonko, saírem da sua zona de conforto e confrontarem a realidade, em vez de procurarem bodes expiatórios para todas as situações embaraçosas. Seria também prudente que esclarecessem completamente as circunstâncias da morte do estudante de medicina do segundo ano da UCAD, que ajudou a desencadear os distúrbios. Porque se este crime ficar impune, encorajará as forças de segurança que, quase sempre que invadem um campus universitário, abrem fogo contra os manifestantes.
“Le Pays”
ANGOLA: MONDLANE DEVOLVEU A POLÍTICA AO ELEITOR.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
A abertura do ano judicial em Moçambique veio demonstrar, na voz do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, que Venâncio Mondlane estava avançado no tempo. Um político visionário, interventivo, resiliente, que não se deixou, até hoje, corromper, pelas lianas do regime.
Por Kuiba Afonso
Venâncio Mondlane deu corpo às balas, colocou-se no meio dos mais de 13 milhões de moçambicanos pobres. Desempregados, desmobilizados e discriminados. Partilhou os seus gemeres e os sentires. Carimbou uma nova forma de fazer política. Não acreditou que o lobo por não comer galinhas por três dias, tenha virado vegetariano…
Preteritamente havia lançado vários desafios, para a seara jurídica nacional. Apelou à revogação das normas constitucionais antidemocráticas. Sugeriu a equidade da maioridade civil. Clamou a relevância do Conselho de Estado, com novo figurino legal.
Lançou a tese da criação de um Tribunal Eleitoral. Clarificou a lógica de um Pacto de Regime, na senda de um amplo debate entre todas as forças vivas do país. Notificou a urgência da elaboração de uma nova constituição de viés afro-moçambicana.
Hoje a maioria dos cidadãos africanos que pugna por mudanças eleitorais efectivas, reivindicação cidadã, manifestação pacífica interventiva, grito de liberdade e democracia plena, não pode deixar de escrutinar os actos de empatia mobilizadora de Venâncio Mondlane…
Ele devolveu a política aos cidadãos, em 2024.
Ele emprestou uma nova forma de fazer política, reivindicando com a força das palavras, a blindagem da voz e os pilares da empatia e convencimento. Mondlane não recorre às armas. Mas à imagem. Apela ao pacifismo. À verdade eleitoral. A órgãos de soberania despartidarizados. À democracia de alternância baseada, na vontade soberana do cidadão eleitor… Nega o eleitor informático, plantado pelo Excel da fraude, da UIR, da CNE do Conselho Constitucional…
O seu grito jovem descomprometido com a corrupção e as benesses circunstanciais, aceites por políticos chiclete, abraçava (2024) e abraça a causa de indignação e discriminação de milhões de moçambicanos, expressamente, excluídos do centro do Orçamento, desde 1975.
Eles (os milhões) decidiram, após a batota eleitoral de Outubro de 2024, transformar as ruas e avenidas em verdadeiras faculdades da indignação, travando uma luta contra as armas e canhões que alimentam um regime avesso à transparência e a democracia…
O mundo viu. O ocidente foi cúmplice. É cúmplice! Da fraude eleitoral de 2024.
A União Europeia foi omissa aos assassinatos de inocentes. Eles defendem a “democracia dos minerais”, que se resume na defesa de líderes que lhes garantem a rapina das matérias-primas dos países africanos, antigas colónias, a baixo custo…
Mondlane denunciou. Lutou, sem o apoio dos países ocidentais que se pavoneiam defensores das liberdades e democracia. Portugal e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, constitucionalista, são e foram uma verdadeira fraude. Defendem as ditaduras. Os ditadores.
Mas, diante da luta desigual, Moçambique e os restantes países de África não conseguiram ficar indiferentes ao novo fenómeno (Mondlane + juventude) que devolveu a política aos moçambicanos.
O novo líder rejeitou a violência brutal das forças policiais e militares (que assassina(va)m e prendem), hasteando livros da lei e cláusulas pétreas da Constituição.
A Polícia, os militares a CNE ficaram cunhados nos discursos do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, como responsáveis pelos assassinatos, prisões arbitrárias e subversão das regras eleitorais. Tudo que Venâncio Mondlane, isolado, denunciava.
Agora todos ficaram, mais uma vez, com a noção da cumplicidade de certos órgãos do regime, como a Presidência da República, a FRELIMO, o Conselho Constitucional, as organizações europeias e americanas, quando no nosso continente, emergem lideranças comprometidas com o combate à pobreza, fome, analfabetismo e aposta num verdadeiro sistema de educação, justiça, democracia e desenvolvimento.
Um compromisso irrevogável com a transformação das matérias primas no país.
O Ocidente, em 2022 em Angola e em 2024, em Moçambique deixou claro ser um acérrimo defensor de autocracias e ditaduras africanas, que oprimem os seus povos.
Os exemplos da ascensão fraudulenta de longevos, incompetentes e assassinos ditadores, com direito a tapete vermelho nos areópagos europeus, estão à mão de semear…
Felizmente, a coluna vertebral erecta de um líder, a sua coerência, resiliência e o tempo demonstram, agora, a bússola da verdade. O desfraldar das folhas das liberdades, nas calçadas mentais de milhões, a fazerem morada em várias latitudes do Estado, tais como:
– A necessidade de se regular a idade civil plena dos cidadãos para 18 anos, ao invés da actual dualidade (21-18), foi reconhecida como pertinente, pelo presidente do Tribunal Supremo;
– A politização da norma constitucional, por parte do Conselho Constitucional, quanto à dupla função do Presidente da República (igualmente) presidente da Frelimo;
– Da criminalização das manifestações, direito constitucionalmente consagrado;
– Prisões arbitrárias e assassinatos com impunidade, por forças de defesa e segurança;
– Permanência de tropas estrangeiras em Cabo Delgado, ao arrepio da Constituição;
– Diálogo inclusivo com exclusão da voz da maioria…
Estes factos evocados pelo bastonário da Ordem de Advogados, na abertura do ano judicial de 2026, blindam a visão pragmática de Venâncio Mondlane e de todos quantos nele creem.
A defesa hercúlea das liberdades, da verdade eleitoral, do direito à manifestação, a consolidação de uma democracia participativa e a uma comprometida aposta num sistema de educação forte, assente em escolas técnico-profissionais, que valorize as línguas, culturas e tradições dos vários povos autóctones, distinguem Mondlane dos demais.
Ele ambiciona garantir em dois anos, um plano de autonomia e desenvolvimento agroindustrial das regiões, que devem capitalizar, com recursos financeiros internos, para a transformação das matérias-primas locais.
Por tudo isso pode-se afirmar que devolvida a política aos povos autóctones, Moçambique tem assistido a um aumento exponencial da literacia político-social dos jovens, desempregados, desmobilizados e discriminados, que impõem uma severa revogação do actual sistema partidocrata, que é pernicioso.
A juventude irmanada em Mondlane quer equidade, por isso grita a plenos pulmões: “Este país é nosso!”
É o grito de liberdade de que tanto Moçambique (e Angola) carece(m), depois de 50 anos de independência material, verdadeira “carta de alforria”, outorgada pela antiga potência colonial (Portugal), a partidos anti-democráticos e autocráticos.
O grito dos povos quer o hastear de uma nova bandeira, um novo hino e a proclamação, por verdadeiros patriotas e nacionalistas da INDEPENDÊNCIA IMATERIAL de que tanto carecem.
fonte:folha8
A abertura do ano judicial em Moçambique veio demonstrar, na voz do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, que Venâncio Mondlane estava avançado no tempo. Um político visionário, interventivo, resiliente, que não se deixou, até hoje, corromper, pelas lianas do regime.
Por Kuiba Afonso
Venâncio Mondlane deu corpo às balas, colocou-se no meio dos mais de 13 milhões de moçambicanos pobres. Desempregados, desmobilizados e discriminados. Partilhou os seus gemeres e os sentires. Carimbou uma nova forma de fazer política. Não acreditou que o lobo por não comer galinhas por três dias, tenha virado vegetariano…
Preteritamente havia lançado vários desafios, para a seara jurídica nacional. Apelou à revogação das normas constitucionais antidemocráticas. Sugeriu a equidade da maioridade civil. Clamou a relevância do Conselho de Estado, com novo figurino legal.
Lançou a tese da criação de um Tribunal Eleitoral. Clarificou a lógica de um Pacto de Regime, na senda de um amplo debate entre todas as forças vivas do país. Notificou a urgência da elaboração de uma nova constituição de viés afro-moçambicana.
Hoje a maioria dos cidadãos africanos que pugna por mudanças eleitorais efectivas, reivindicação cidadã, manifestação pacífica interventiva, grito de liberdade e democracia plena, não pode deixar de escrutinar os actos de empatia mobilizadora de Venâncio Mondlane…
Ele devolveu a política aos cidadãos, em 2024.
Ele emprestou uma nova forma de fazer política, reivindicando com a força das palavras, a blindagem da voz e os pilares da empatia e convencimento. Mondlane não recorre às armas. Mas à imagem. Apela ao pacifismo. À verdade eleitoral. A órgãos de soberania despartidarizados. À democracia de alternância baseada, na vontade soberana do cidadão eleitor… Nega o eleitor informático, plantado pelo Excel da fraude, da UIR, da CNE do Conselho Constitucional…
O seu grito jovem descomprometido com a corrupção e as benesses circunstanciais, aceites por políticos chiclete, abraçava (2024) e abraça a causa de indignação e discriminação de milhões de moçambicanos, expressamente, excluídos do centro do Orçamento, desde 1975.
Eles (os milhões) decidiram, após a batota eleitoral de Outubro de 2024, transformar as ruas e avenidas em verdadeiras faculdades da indignação, travando uma luta contra as armas e canhões que alimentam um regime avesso à transparência e a democracia…
O mundo viu. O ocidente foi cúmplice. É cúmplice! Da fraude eleitoral de 2024.
A União Europeia foi omissa aos assassinatos de inocentes. Eles defendem a “democracia dos minerais”, que se resume na defesa de líderes que lhes garantem a rapina das matérias-primas dos países africanos, antigas colónias, a baixo custo…
Mondlane denunciou. Lutou, sem o apoio dos países ocidentais que se pavoneiam defensores das liberdades e democracia. Portugal e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, constitucionalista, são e foram uma verdadeira fraude. Defendem as ditaduras. Os ditadores.
Mas, diante da luta desigual, Moçambique e os restantes países de África não conseguiram ficar indiferentes ao novo fenómeno (Mondlane + juventude) que devolveu a política aos moçambicanos.
O novo líder rejeitou a violência brutal das forças policiais e militares (que assassina(va)m e prendem), hasteando livros da lei e cláusulas pétreas da Constituição.
A Polícia, os militares a CNE ficaram cunhados nos discursos do presidente do Tribunal Supremo e do Bastonário da Ordem dos Advogados, como responsáveis pelos assassinatos, prisões arbitrárias e subversão das regras eleitorais. Tudo que Venâncio Mondlane, isolado, denunciava.
Agora todos ficaram, mais uma vez, com a noção da cumplicidade de certos órgãos do regime, como a Presidência da República, a FRELIMO, o Conselho Constitucional, as organizações europeias e americanas, quando no nosso continente, emergem lideranças comprometidas com o combate à pobreza, fome, analfabetismo e aposta num verdadeiro sistema de educação, justiça, democracia e desenvolvimento.
Um compromisso irrevogável com a transformação das matérias primas no país.
O Ocidente, em 2022 em Angola e em 2024, em Moçambique deixou claro ser um acérrimo defensor de autocracias e ditaduras africanas, que oprimem os seus povos.
Os exemplos da ascensão fraudulenta de longevos, incompetentes e assassinos ditadores, com direito a tapete vermelho nos areópagos europeus, estão à mão de semear…
Felizmente, a coluna vertebral erecta de um líder, a sua coerência, resiliência e o tempo demonstram, agora, a bússola da verdade. O desfraldar das folhas das liberdades, nas calçadas mentais de milhões, a fazerem morada em várias latitudes do Estado, tais como:
– A necessidade de se regular a idade civil plena dos cidadãos para 18 anos, ao invés da actual dualidade (21-18), foi reconhecida como pertinente, pelo presidente do Tribunal Supremo;
– A politização da norma constitucional, por parte do Conselho Constitucional, quanto à dupla função do Presidente da República (igualmente) presidente da Frelimo;
– Da criminalização das manifestações, direito constitucionalmente consagrado;
– Prisões arbitrárias e assassinatos com impunidade, por forças de defesa e segurança;
– Permanência de tropas estrangeiras em Cabo Delgado, ao arrepio da Constituição;
– Diálogo inclusivo com exclusão da voz da maioria…
Estes factos evocados pelo bastonário da Ordem de Advogados, na abertura do ano judicial de 2026, blindam a visão pragmática de Venâncio Mondlane e de todos quantos nele creem.
A defesa hercúlea das liberdades, da verdade eleitoral, do direito à manifestação, a consolidação de uma democracia participativa e a uma comprometida aposta num sistema de educação forte, assente em escolas técnico-profissionais, que valorize as línguas, culturas e tradições dos vários povos autóctones, distinguem Mondlane dos demais.
Ele ambiciona garantir em dois anos, um plano de autonomia e desenvolvimento agroindustrial das regiões, que devem capitalizar, com recursos financeiros internos, para a transformação das matérias-primas locais.
Por tudo isso pode-se afirmar que devolvida a política aos povos autóctones, Moçambique tem assistido a um aumento exponencial da literacia político-social dos jovens, desempregados, desmobilizados e discriminados, que impõem uma severa revogação do actual sistema partidocrata, que é pernicioso.
A juventude irmanada em Mondlane quer equidade, por isso grita a plenos pulmões: “Este país é nosso!”
É o grito de liberdade de que tanto Moçambique (e Angola) carece(m), depois de 50 anos de independência material, verdadeira “carta de alforria”, outorgada pela antiga potência colonial (Portugal), a partidos anti-democráticos e autocráticos.
O grito dos povos quer o hastear de uma nova bandeira, um novo hino e a proclamação, por verdadeiros patriotas e nacionalistas da INDEPENDÊNCIA IMATERIAL de que tanto carecem.
fonte:folha8
ANGOLA: ...E ASSIM (NÃO) VAI A CORRUPÇÃO…
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Cabo Verde é o país da CPLP mais bem colocado e a Guiné Equatorial com pior classificação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025 hoje divulgado pela organização não-governamental Transparência Internacional.
OÍndice de Perceção da Corrupção (IPC) classifica este ano 182 países e territórios de acordo com os seus níveis percepcionados de corrupção no setor público numa escala de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).
Cabo Verde (62) surge como a nação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com melhor classificação, seguida de Portugal (56), que cai um ponto em relação ao ano passado, sendo estes os únicos dois países a manterem-se acima dos 50 no IPC.
Os restantes países da CPLP obtêm classificações negativas: Timor-Leste (45) São Tomé e Príncipe (43), Brasil (35) Angola (32) – estando na ou acima da média de 32 em 100 na África Subsaariana -, Guiné-Bissau (21), Moçambique (21), Guiné Equatorial (15).
Este ano, a média global do IPC desceu pela primeira vez em mais de uma década, para apenas 42 em 100. O relatório da ONG revela que “a grande maioria dos países não está a conseguir manter a corrupção sob controlo”, sublinhando que “122 dos 182 países têm uma pontuação inferior a 50 no índice”.
Ao mesmo tempo, o número de países com pontuação acima de 80 diminuiu de 12 há uma década para apenas cinco este ano, destacando-se, em particular, “uma tendência preocupante de democracias que apresentam uma deterioração da perceção da corrupção”, enfatiza a ONG em comunicado.
Casos como os de Angola (32), que subiu 17 pontos no Índice de Perceção da Corrupção desde 2015, graças às medidas tomadas para combater a corrupção, são valorizados, mas, apesar dos progressos da última década, o relatório aponta o sentimento da população: “muitos angolanos classificam os esforços anticorrupção do Governo como insuficientes e acreditam que as pessoas comuns correm o risco de sofrer represálias por denunciarem a corrupção”.
Pela positiva, também Timor-Leste (44) é referido entre os países que apresentam uma ascensão consistente e estatisticamente significativa desde 2012, “devido a reformas estruturais que fortaleceram as instituições de supervisão”.
No entanto, estes países continuam a pontuar na faixa inferior do índice, “com muito espaço para melhorias”, refere.
Por outro lado, Moçambique (21) registou uma queda de 10 pontos na última década. A ONG cita os números oficiais que “registam 334 novos casos de corrupção no primeiro trimestre de 2025, a um custo de cerca de 4,1 milhões de dólares [cerca de 3,3 milhões de euros], o que demonstra a magnitude do desafio”, considera.
O escrutínio da acção governamental por parte da sociedade civil e pela imprensa, avaliado também pelo relatório, fornece aos eleitores as informações de que necessitam para sancionar a corrupção e recompensar a integridade nas urnas. O Brasil figura na lista de países que são “particularmente perigosos para os jornalistas que reportam sobre corrupção”, ao lado da Arábia Saudita, Peru, índia, México, Paquistão e Iraque.
François Valérian, presidente da Transparência Internacional, afirma que a investigação e experiência da ONG como movimento global de combate à corrupção “mostram que existe um plano claro de como responsabilizar o poder pelo bem comum, desde processos democráticos e supervisão independente até uma sociedade civil livre e aberta”.
“Numa altura em que assistimos a um perigoso desrespeito pelas normas internacionais por parte de alguns Estados, apelamos aos Governos e aos líderes para que atuem com integridade e cumpram as suas responsabilidades para proporcionar um futuro melhor às pessoas em todo o mundo”, salienta a organização.
fonte: folha8
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
O Ministro da Cooperação Internacional e Promoção de Parcerias Público-Privadas do Congo, Denis Christel Sassou Nguesso, foi oficialmente convidado a participar do 7º Fórum Internacional de Empresas Francófonas (FIEF), um importante evento econômico que será realizado em Brazzaville de 9 a 13 de junho de 2026.
O convite foi feito após uma reunião recente com Jean-Loup Blachet, Presidente da Associação de Empregadores Francófonos, organização responsável por este importante encontro econômico.
Por meio deste encontro, os organizadores do FIEF reafirmaram seu compromisso em tornar Brazzaville um verdadeiro polo para os agentes econômicos francófonos.
O Fórum Internacional de Empresas Francófonas reúne, a cada edição, líderes empresariais, investidores, tomadores de decisão do setor público e parceiros institucionais de todo o mundo francófono.
Seu principal objetivo é estimular o intercâmbio econômico, promover investimentos, fortalecer parcerias público-privadas e destacar as oportunidades de negócios oferecidas pelos países francófonos.
A participação de Denis Christel Sassou Nguesso nesta 7ª edição está totalmente alinhada com a estratégia de diplomacia econômica defendida pelo governo congolês.
Como Ministro da Cooperação Internacional, ele desempenha um papel fundamental na promoção do Congo como um destino atrativo para investimentos e no fortalecimento das relações econômicas com parceiros estrangeiros.
Por meio da organização da FIEF em Brazzaville, a República do Congo visa consolidar sua posição no centro da comunidade empresarial francófona e oferecer às empresas locais e internacionais um ambiente propício à criação de sinergias duradouras que gerem crescimento e empregos.
A 7ª edição da FIEF promete ser um importante evento econômico, oferecendo novas oportunidades para o setor privado congolês e para todos os agentes econômicos da Francofonia.
fonte: lesechos-congobrazza.com/
Recrutamento com base em qualificações no exército beninense: 100 vagas abertas para perfis técnicos.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Este processo de recrutamento visa preencher vagas com perfis técnicos essenciais para o bom funcionamento das unidades militares. As vagas disponíveis estão distribuídas da seguinte forma: 40 mecânicos automotivos, 40 motoristas de veículos leves e pesados, 10 eletricistas automotivos e 10 técnicos de manutenção para geradores e instalações solares.
Os candidatos interessados devem enviar suas candidaturas às doze (12) Prefeituras do Benin, de segunda-feira, 19 de janeiro, a sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026.
Para serem elegíveis, os candidatos devem ser cidadãos beninenses, gozar de plenos direitos civis, possuir boa conduta moral e estar em boas condições de saúde. A idade exigida é entre 18 e 30 anos, com limite de 32 anos para aqueles desmobilizados em 2015. Os candidatos não podem ser funcionários públicos ou ex-militares.
Em termos de qualificações, mecânicos, eletricistas automotivos e técnicos de manutenção devem possuir um Certificado de Qualificação Profissional (CQM), um Certificado de Qualificação Profissional (CQP) ou um Certificado de Aptidão Profissional (CAP). Os motoristas, por sua vez, devem possuir carteira de habilitação categoria B ou C, dependendo da categoria do veículo.
O processo de recrutamento será composto por quatro fases: provas práticas eliminatórias, teste de aptidão física, entrevista de recrutamento e exame médico. As provas práticas e de aptidão física serão realizadas em Cotonou, Porto-Novo, Lokossa, Abomey, Parakou e Natitingou. Os exames médicos serão realizados nos centros médicos e sociais das respectivas guarnições.
As datas específicas para as diferentes fases serão anunciadas posteriormente pelo Estado-Maior.
Por meio deste recrutamento direcionado, as Forças Armadas do Benim pretendem fortalecer suas habilidades técnicas e oferecer a profissionais qualificados a oportunidade de servir à Nação dentro da instituição militar.
fonte: https://lanation.bj/
Posse de Doumbouya na Guiné-Conacri: Para consolidar seu poder e dar impulso à campanha "Simandou 2040"!
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Diante de milhares de guineenses, de toda a elite do país e de diversos chefes de Estado — Assimi Goïta, do Mali; Brice Clotaire Oligui Nguema, do Gabão; Julius Maada Bio, de Serra Leoa; Bassirou Diomaye Faye, do Senegal; e Mohamed Ould Cheikh Ghazouani, da Mauritânia — Mamadi Doumbouya tomou posse. Eleito em 28 de dezembro, tornou-se legalmente Presidente da Guiné, tendo recebido legitimamente 86,72% dos votos.
Qual será a natureza deste mandato de sete anos sob o governo deste militar, aparentemente abençoado pelas urnas?
Primeiro, ele precisa moderar seu poder! Que sua mão, considerada por alguns como um punho de ferro em uma luva de ferro, seja ao menos uma luva de veludo.
Um príncipe não precisa ser amado, mas temido — isso ficou claro desde o filme "O Príncipe". Mas o medo do príncipe deve estar ligado a atividades criminosas e proibidas que ameaçam a segurança do Estado. Quem se envolve em tais atos obviamente deve temer a ira do líder. Mas o líder também pode ser magnânimo. Doumbouya tornou-se o pai do povo, o chefe da família, que também deve saber perdoar e unir. Ele disse isso em seu discurso; agora resta saber se isso se traduzirá em ações. A intimidação, os sequestros e outras formas de ostracismo devem cessar, e essa responsabilidade soberana recai sobre o Estado!
Estes sete anos devem ser dedicados, naturalmente, ao desenvolvimento da Guiné e ao bem-estar de seu povo. E o programa "Simandou 2040" oferece ao Presidente Doumbouya a oportunidade de concretizar essa visão estratégica, pelo menos metade dela, já que abrange os próximos 15 anos. Desenvolvimento socioeconômico, não apenas para N'zérékoré e Kankan, mas para toda a Guiné. Ele já dispõe dos cinco pilares do "Simandou 2040", que por si só constituem um programa de desenvolvimento. Se conseguir concluir ao menos 50 dos 122 projetos a serem realizados ao longo de 15 anos, seu mandato de sete anos terá sido frutífero e benéfico para seus concidadãos. É, portanto, neste segundo componente principal que se espera que Doumbouya apresente resultados.
Hoje em Burkina Faso
A VITÓRIA DE MUSEVENI NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE UGANDA: O milagre não aconteceu.
NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...
Em 15 de janeiro de 2026, os ugandeses foram às urnas para as eleições gerais (presidenciais e legislativas), que, mais uma vez este ano, ocorreram em um clima de grande tensão. Aos 81 anos, o presidente Yoweri Museveni, no poder há quarenta anos e concorrendo a um sétimo mandato, foi declarado vencedor com quase 72% dos votos. Seu principal adversário, o cantor Robert Kyagulanyi, também conhecido como Bobi Wine, que se tornou a figura central de uma oposição que está longe de abandonar a luta por mudanças contra o chefe de Estado octogenário e sedento de poder, que se recusa a imaginar uma vida fora do poder, recebeu 24% dos votos.
Tudo foi feito para garantir uma vitória esmagadora para o presidente octogenário.
Como poderia ser diferente, se o senhor de Kampala, que há muito trabalha para remover todos os limites de mandato, considera seu país sua "plantação de bananas", para não mencionar uma propriedade privada da qual não pode abrir mão justamente quando sua plantação está prosperando? Em resumo, enquanto Museveni for candidato, não se deve sonhar com uma mudança de poder em Uganda. Isso se torna ainda mais provável considerando que, desde que o ex-guerrilheiro e líder do Movimento de Resistência Nacional (NRM) chegou ao poder, as eleições em Uganda têm seguido um padrão semelhante. Invariavelmente, o mesmo cenário de intimidação, prisões e repressão de oponentes, em um contexto de crescente pressão sobre a mídia e atores da sociedade civil, e violência eleitoral, sempre resultou na proclamada vitória do nativo de Ntungano. Contudo, por quatro décadas, Yoweri Museveni permaneceu firmemente entrincheirado na presidência, uma posição que nenhum de seus oponentes, de Kizza Besigye a Bobi Wine, conseguiu desafiar. Isso sugere que, assim como nas eleições anteriores, a votação de 15 de janeiro de 2026 foi mera formalidade, destinada a ratificar os resultados de uma conclusão já definida. Isso era ainda mais previsível, visto que, além da campanha eleitoral em que a oposição lutou para obter qualquer presença real, tudo foi orquestrado para garantir uma vitória retumbante para o presidente octogenário. Após seis mandatos consecutivos, ele ainda não demonstra sinais de satisfação, em um contexto em que as instituições lutam para manter sua independência e são frequentemente acusadas de serem subservientes à elite dominante. É evidente que, independentemente de como os ugandenses votem, o vencedor será sempre Yoweri Museveni, que, aliás, detém o recorde de reinados mais longos no continente africano, juntamente com Paul Biya, de Camarões, Denis Sassou Nguesso, do Congo, e Teodoro Obiang Nguema, da Guiné Equatorial. Isso levanta a questão de se ainda vale a pena realizar eleições neste país da África Oriental, assim como nos países mencionados anteriormente, onde líderes senis continuam agarrados ao poder, recusando-se a exercer seu direito à aposentadoria. Assim é a democracia em nossos trópicos africanos, onde os fins muitas vezes justificam os meios. E no caso de Uganda, considerando a campanha realizada em um contexto de repressão à oposição, é seguro dizer que Yoweri Museveni não poupou esforços para garantir sua vitória nas eleições de 15 de janeiro.
Uma democracia em crise e à beira da morte
Principalmente porque, na eleição presidencial anterior, seu adversário, Bobi Wine, mais determinado do que nunca a destituir o chefe de Estado nas urnas, obteve oficialmente 35% dos votos, contra 58% do presidente, enquanto o candidato da oposição simplesmente reivindicou a vitória. Desta vez, novamente, o presidente Museveni é declarado vencedor com uma votação ainda maior, de 72%, contra 24% do músico, que goza de grande popularidade entre os jovens, cuja sede por mudanças não é segredo. Poderia ter sido diferente, visto que o sistema é fraudulento e a transparência da votação é frequentemente questionável? O mínimo que se pode dizer é que o milagre não aconteceu. Em todo caso, o reforço das medidas de segurança pelas autoridades de Kampala, marcado por uma forte presença militar, foi um indicador revelador do clima de medo e tensão, bem como dos temores de violência em torno dessas eleições. Isso ressalta a importância desta votação, que poderia ter marcado um ponto de virada na história de Uganda. Por um lado, havia um velho dinossauro da política africana agarrado ao seu cargo enquanto preparava seu filho para uma transferência dinástica de poder e, por outro, uma oposição ugandense que se recusava a desistir apesar dos obstáculos, na esperança de mudar a face de uma farsa democrática em seus estertores.
"Le Pays"
GUINÉ-CONACRI: INVESTIDURA DE DOUMBOUYA NA GUINÉ - Começa a parte mais difícil.
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Eleito nas eleições presidenciais de 28 de dezembro de 2025, com 86,72% dos votos, o presidente Mamadi Doumbouya tomou posse em 17 de janeiro perante cinquenta mil convidados, incluindo chefes de Estado e de governo, e representantes de organizações internacionais e pan-africanas como a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana (UA). Entre os líderes que viajaram para o Estádio General Lansana Conté, em Nongo, estavam Assimi Goïta, do Mali; Paul Kagame, de Ruanda; Brice Clotaire Oligui Nguema, do Gabão; Mohamed Ould El Ghazzouani, da Mauritânia; Adama Barrow, da Gâmbia; e Diomaye Faye, do Senegal. E esta lista não é exaustiva. Com esta posse que se assemelhava a um concerto, com apresentações de artistas renomados como Oumou Sangaré e Sidiki Diabaté, do Mali, uma nova era desponta para a Guiné, que assim retorna à ordem constitucional. Agora que o ciclo se completa, o que fará o Presidente Mamadi Doumbouya durante o seu mandato? Estenderá a mão a figuras emblemáticas da oposição exiladas, como Cellou Dalein Diallo e Sidya Touré? Veremos. Dito isto, ao trocar o uniforme militar pelo boubou (chapéu tradicional da Guiné), o General Doumbouya deve estar convencido de uma coisa: o período de graça de que desfrutou durante os quatro anos de transição terminou. Tomar posse exige que respeite os direitos e liberdades individuais e coletivos. Será capaz de se adaptar às restrições do Estado de Direito? Só o tempo dirá.
Mamadi Doumbouya tem muito trabalho pela frente.
Entretanto, é justo dizer que a parte mais difícil está apenas a começar para o primeiro presidente da Quinta República da Guiné. Mamadi Doumbouya certamente venceu as eleições presidenciais sem luta, porque não enfrentou oponentes sérios. Mas tudo indica que gerir o poder durante o seu mandato de sete anos será provavelmente mais difícil. Isto é ainda mais verdade tendo em conta os enormes desafios que se avizinham. Certamente, na frente econômica, ele lançou as bases para uma verdadeira retomada do crescimento econômico e da geração de riqueza. Mas, nas frentes política e social, os guineenses têm grandes expectativas. De fato, seus compatriotas esperam que ele faça melhor do que seus antecessores. Será que ele conseguirá atender a esse desafio? Está longe de ser certo. Em um país onde tudo é motivo de protesto e disputa, atender às demandas do povo é mais fácil dizer do que fazer. De qualquer forma, o mínimo que se pode dizer é que o presidente Mamadi Doumbouya tem um trabalho árduo pela frente. Como ele poderá se reinventar após um período de transição conduzido com mão de ferro? Como poderá combater eficazmente a corrupção em um país onde todos buscam seus próprios interesses? Seja como for, se Mamadi Doumbouya quiser ter sucesso em seu mandato e reconquistar a confiança de seu povo, ele deve se apresentar como o presidente de todos os guineenses. Em outras palavras, ele deve trabalhar para o benefício de todos, inclusive daqueles que não votaram nele. Tendo já quebrado a promessa de não se candidatar à presidência após a transição, ele não deve agravar a situação semeando a divisão. Após tomar posse, deve elevar-se acima de si mesmo, colocando o bem maior da nação acima de interesses partidários. Em todo caso, se o Presidente Mamadi Doumbouya aspira a governar em um ambiente pacífico, deve trabalhar para amenizar as tensões sociopolíticas. É evidente que se beneficiaria ao fazer da reconciliação nacional uma de suas principais prioridades. Enquanto houver mágoas não curadas, será difícil, senão impossível, para os filhos e filhas da Guiné construírem uma nação de paz. Isso ressalta a necessidade de ações decisivas, que vão além das esperanças geradas por esta cerimônia de posse que encerra oficialmente a transição. E se o novo líder de Conacri deseja causar um impacto duradouro, seria sensato libertar, desde o início de seu mandato, os atores da sociedade civil e outros líderes de opinião presos desde que assumiu o poder.
Dabadi ZOUMBARA
fonte: lepays.bf
SENEGAL VENCE NA CAN 2025: Os Leões de Teranga no topo das Montanhas Atlas.
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A final da 35ª edição da Copa Africana de Nações (CAN) foi disputada em 18 de janeiro de 2026, num estádio lotado e vibrante, tomado por uma multidão de torcedores vermelhos e verdes em êxtase. No Estádio Moulay Abdellah, em Rabat, repleto de torcedores e fervorosos de paixão, os Leões do deserto marroquino e os da savana senegalesa decidiram impor sua dominância e rugir desde o início, atacando a partida com toda a força, sem hesitação ou contenção. Neste encontro histórico de futebol, Senegal não enfrentou apenas Marrocos em campo. Desafiou um ambiente hostil, uma pressão popular esmagadora e uma seleção anfitriã alimentada por cinquenta anos de espera e uma memória coletiva carregada de frustrações, desde a geração fundadora da CAN de 1976 até as promessas repetidamente adiadas das décadas seguintes.
Senegal sai desta CAN com dupla coroa.
Diante do peso emocional da partida, os Leões de Teranga demonstraram a compostura de equipes experientes, a força de quem sabe aonde quer chegar. Esta vitória senegalesa não é um acaso nem um feito isolado. É a continuação de um projeto construído pacientemente, fundamentado no rigor, na consistência e em uma identidade de jogo abraçada há vários anos. Liderado por uma comissão técnica experiente e uma geração que atingiu a plena maturidade, Senegal demonstrou que sua ascensão ao ápice do futebol africano não é circunstancial nem acidental. Taticamente, esta final foi uma verdadeira batalha de vontades entre dois adversários altamente experientes. Marrocos, fiel à filosofia de Walid Regragui, demonstrou contenção, clareza de pensamento e grande consciência situacional, buscando fechar suas linhas e explorar as fraquezas do adversário. Do outro lado, os Leões de Teranga exibiram uma força coletiva impressionante, um rigor defensivo herdado da escola Giresse-Cissé e uma notável capacidade de absorver a pressão antes de atacar no momento oportuno. Senegal não buscou uma dominação estéril. Aceitaram ceder a iniciativa por vezes aos marroquinos, absorver a pressão noutras, antes de fazerem a diferença com fria eficiência e precisão cirúrgica, aplicando assim à risca aquela máxima eterna que só os maiores personificam: as finais não se jogam, ganham-se. Esta vitória, tão preciosa quanto arduamente conquistada, não deve de modo algum ofuscar a nobreza de Marrocos. O país anfitrião apresentou uma batalha franca, justa e feroz, semeando dúvidas e provocando medo no campo senegalês até ao último minuto do jogo. Através da qualidade do seu jogo e do seu total empenho, provaram que o seu talento continua imenso e que a sua dignidade permanece intacta apesar da derrota. No total, o Senegal sai desta CAN duplamente honrado. Coroado pelo resultado, mas também pela retumbante confirmação do seu estatuto de potência continental.
Esta CAN foi uma verdadeira ode ao futebol africano.
Marrocos, por sua vez, pode orgulhar-se de um sucesso igualmente significativo fora de campo: organização meticulosa, infraestruturas dignas dos maiores palcos internacionais e um público fervoroso, mas disciplinado. O Reino de Marrocos elevou o padrão e agora força os futuros anfitriões da CAN a elevarem suas ambições. No entanto, apesar do resultado geral positivo, seria desonesto falar em perfeição. A arbitragem, mais uma vez, foi o ponto fraco. Já criticada em edições anteriores, essa questão persistente gerou incompreensão e frustração. Enquanto esse problema estrutural não for abordado com rigor e altos padrões, o futebol africano continuará lançando uma sombra desnecessária sobre seu progresso, que de outra forma seria notável. Além dessa nota dissonante, esta CAN foi uma verdadeira ode ao futebol africano, há muito caricaturado como instintivo e desorganizado. Em Rabat, o continente mostrou que se livrou de seu complexo de inferioridade, combinando intensidade, inteligência tática e qualidade técnica. A África não apenas coroou um campeão, mas também reafirmou uma ambição: a de um futebol pronto para jogar limpo e inspirar respeito em todos os campos do mundo, a poucos meses da Copa do Mundo de 2026. Assim, encerra-se a 35ª edição da Copa Africana de Nações, deixando para trás sorrisos radiantes, lágrimas contidas, mas, acima de tudo, uma satisfação generalizada com a qualidade do espetáculo. Por fim, uma menção especial para a Nigéria, que conquistou um sólido terceiro lugar após derrotar o Egito em um duelo emocionante e uma cruel disputa de pênaltis para os comandados do lendário Hossam Hassan.
fonte: lepays.bf
PORTUGAL: O REGRESSO DA COLONIZAÇÃO IMPERIAL.
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O mundo acordou, nos primeiros três dias do mês de Janeiro do ano 2026, com o olhar fixo no retrovisor. Na era uma imagem actual, mas do pretérito século XVI. O século das trevas, onde os senhores dos impérios escravocratas e colonialistas, disputavam escravos robustos e as terras ricas dos autóctones, tornando-as suas pela força.
Por William Tonet
Antes as cruzadas (invasões) eram feitas a cavalo ou por caravelas, hoje, são helicópteros, drones e mísseis pelos céus.
Foi assim. 2026. Século XXI! Na América Latina… Infelizmente, mesmo, sendo, hoje, maioritariamente, povoada por caucasianos emigrantes europeus, tal como nos Estados Unidos.
Os noticiários abriram dizendo ter sido a invasão ocorrido de madrugada, na residência de Nicolás Maduro, na Venezuela. Não! Foi a luz do dia. Uma cena macabra de traição e tiros, transmitida ao vivo e a cores, como um realty show…
Uma punhalada, no coração de todos quantos, subestimaram, quer a ascensão de Trump, como acreditaram na Carta das Nações Unidas de respeito pela soberania dos países. O mundo subdesenvolvido e o civilizado decente, que abomina o império da força, não consegue reagir, salvo pela covardia e temerosa repúdio…
Ainda assim é preciso questionar, se houve, na acção americana, algum mérito? Não! Demérito.
Mudou seis por meia dúzia…
Acusar alguém, que não aceite ser capacho do senhor da vez, na Casa Branca (Estados Unidos), como narcotraficante, líder de cartel, sem uma prova contundente, não legitima intervenção militar, paga com dinheiro de contribuintes americanos, que antes se pavoneavam como paladinos das liberdade e democracia mundial.
Almofadada mentira!
Não está em cheque, nem vou adentrar no mérito do regime de Nicolás Maduro.
É anti-democrático? É. Tem viés ditatorial? Tem. Respeita o pleito eleitoral? Não! Mas tem paralelo, no outro lado do Atlântico, que se diz democrático. O Capitólio e a Gronelândia, que o digam…
Recuso discutir o sexo do cão…
De ditaduras, os Estados Unidos têm a cátedra, pois não vai poucos meses coroaram, um anti-democrata e violador confesso dos direitos humanos, como grande amigo, por deixar triliões nas rotas de Trump.
A CIA, com provas robustas, acusou o homem de ter esquartejado um jornalista, na embaixada saudita, na Turquia… mas os biliões do crude e da corrupção, “ovalmente”, na Sala, o absolveram…
E quem não é príncipe herdeiro saudita, tem de engolir a nova geografia da incoerência de Washington e ocidente caucasiano…
Os paladinos da retórica da grande América, apenas enxergam, a lei da rapina, assente, no que denomino a democracia dos minerais…
Um conceito e visão mercantilista do mundo ocidental, assente na manutenção do subdesenvolvimento das antigas colónias ou protectorados. Estas com capachos ou líderes subservientes devem abdicar do desenvolvimento educacional, industrial e social dos países e estender o tapete vermelho para à rapina das suas riquezas naturais. Como moeda de troca têm a garantia de protecção do poder.
Aos defensores da democracia dos minerais, não importa, o sistema político, se assassino, ditatorial, desde que cumpram a cartilha.
Não lhes interessa, a democracia, os direitos humanos, eleições livres, justas e transparentes. A literacia, nos países africanos, latino-americanos, árabes e asiáticos é um inimigo dos conquistadores das nossas terras raras e bacias hidrográficas, o grande mineral do futuro.
Hoje, tal como ontem, Napoleão, Trump não esconde o seu real propósito: “o petróleo da Venezuela e o ouro é nosso. É dos Estados Unidos”.
E, vai mais longe, para espalhar o aroma do terror e do império da força. Fizemos “uma operação inigualável. Única. Jamais feita e que ninguém, jamais fará igual”.
A retórica não colhe frutos verdadeiros. Isso por o êxito do DEA assentar no suborno, na corrupção, no desvio de milhões de dólares de contribuintes americanos, muitos vegetando a miséria, no Brooklyn, para pagar traidores, da guarda de Maduro, que fizeram o trabalho sujo, de abrir as portas das centrais eléctricas, desligá-las, escancarar as senhas do refúgio onde se encontrava o presidente venezuelano, permitindo, que o levassem, sem nenhum esforço digno de realce, em termos de estratégia de inteligência-militar.
Mais, para além do apoio de traidores internos, a operação, assentou arraiais na violação escabrosa da Carta das Nações Unidas. E, com isso o mundo assistiu, impávido e sereno ao assassinato cruel e abjecto, seguido de enterro do Direito Internacional.
Não houve justificativa, senão a vaidade umbilical de Trump, replicada na midia ocidental. No final, da invasão, o cortejo de cínicos e barrocos comunicados nos países de viés colonialista. Ditador. Traficante de drogas. Líder do Cartel Le Soles, entre outros adjectivos… Provas? Para quê, trata-se de um branco de segunda, igual aos pretos…
As organizações internacionais, ONU, UE, UA, OEA, submissas e sem lideranças fortes encolheram-se.
Vergonhosamente, os dois outros colonialistas assumidos, França e Israel, exterminadores dos povos africano e palestino, exultaram o grande feito de Trump, mandando as urtigas as leis internacionais.
A Rússia, China, Irão, Espanha, Brasil, Autoridade Palestina, África do Sul deram corpo às balas condenando o acto ignóbil. Não se trata de Maduro, mas da Venezuela, do Direito Internacional da soberania dos Estados e dos povos decidirem o seu destino.
E como um sherif (recordemos o império romano e o nazismo) não conseguirá controlar o mundo, teremos outros sherifs (agora com legitimidade de amordaçar Taiwan e Ucrânia),com igual poder a subjugar países e regiões.
Será um verdadeiro regabofe, se todos apertarem as nádegas, para silenciar o peido…
É preciso uma Venezuela livre, determinada pela soberania do seu povo. Povo com legitimidade de algemar por justa causa, quem o representar mal. Igual peço para Angola. Nunca pedirei uma intervenção estrangeira.
Angola, tem um passivo negativo. Já experimentou, uma acção externa, que piorou a vida da maioria dos angolanos e beneficiou, apenas o actual regime. Savimbi e UNITA foram sancionados e perseguidos, pela ONU, Estados Unidos, Europa, por ter optado pela reivindicação militar das eleições de 1992.
Mas, nesse interim as organizações e governos ditos democráticos do ocidente, não potenciaram, a sociedade civil, um partido político, tão pouco pressionaram o MPLA para se democratizar…
E, no final, comemorou-se com champanhe a morte em combate (Fevereiro de 2002) de Jonas Savimbi.
E o que mudou, desde aquela data?
Mudou o que nada muda. Pois, segue mais forte, na opressão, injustiças, violação dos direitos humanos, batota eleitoral, a mesma banda regimental… O MPLA empobreceu como nunca antes o país, assassinando a educação e os sonhos de liberdade dos autóctones, para gáudio dos especuladores ocidentais-asiáticos e fundamentalistas islâmicos, que em troca do reconhecimento internacional e da garantia da manutenção do poder, receberam, em troca, a soberania económica de Angola.
Agora, o nosso torrão identitário, reserva umbilical dos nossos ancestrais, pertence ao vil capital externo. A elite e estes, são insensíveis ao sofrimento dos 20 milhões de pobres, que come nos contentores e monturos de lixo, por viver sob o jugo de políticas económicas nefasta e domínio dos novos colonos.
É preciso, que os exemplos passados e dos outros, nos levem a reflectir, não com emoção, mas com serenidade, no sentido de gritarmos, para o fim da barbárie, a libertação real do país e proclamarmos uma verdadeira independência imaterial.
PORTUGAL: E O SUCESSOR DE MARCELO PODERÁ SER…
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Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República portuguesa muito disputadas e com recorde de 11 candidatos.
As mesas de voto encerram às 19:00, em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horária.
De acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 3 de Janeiro.
Desses, 218.481 dos votantes recenseados no território nacional, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que aconteceu no passado domingo.
A 11.ª eleição para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974 conta com um número recorde de candidatos (11).
São eles, de acordo com a ordem no boletim de voto, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), o músico Manuel João Vieira, Catarina Martins (apoiada pelo BE), João Cotrim Figueiredo (apoiado pela IL), o pintor Humberto Correia, António José Seguro (apoiado pelo PS), Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP), André Ventura (apoiado pelo Chega), António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo.
O boletim de voto conta ainda com os nomes de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais – qualquer voto num dos três será considerado nulo.
Estas eleições presidenciais, as mais disputadas de sempre em número de candidatos, mas também a acreditar nas sondagens, procuram inverter o crescimento da abstenção, que em 2021 atingiu o maior valor de sempre.
Há cinco anos, 60,76% dos inscritos não votaram nas eleições que reelegeram Marcelo Rebelo de Sousa, realizadas no momento mais grave da propagação da covid-19 em Portugal.
O baixo número de votantes resultou também do recenseamento eleitoral automático dos emigrantes com cartão de cidadão válido, que decorreu de uma mudança à lei, feita em 2018.
Em 2021, dos 1.549.380 inscritos no estrangeiro, apenas 29.153 votaram, meros 1,88%. A ‘gigante’ taxa de abstenção lá fora, de 98,12%, contrastou com a registada em território nacional, que foi de 54,55%.
Se algum candidato obtiver mais de 50% dos votos expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.
Esta é a 11.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.
Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).
fonte folha8
PORTUGAL: SEGURO DERROTA, PARA JÁ, FASCISMO, RACISMO E XENOFOBIA DE VENTURA.
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O confronto na segunda volta das eleições presidenciais em Portugal entre a honorabilidade de António José Seguro, e um candidato de extrema-direita, fascista, xenófobo, racista e radical (uma simbiose de Donald Trump, Salazar ao estila de Hitler) , André Ventura, merece hoje destaque na imprensa internacional.
Por Orlando Castro
com Lusa
NNum artigo com o título “O socialista Seguro e o radical Ventura disputarão a segunda ronda das Presidenciais em Portugal”, o espanhol El País sublinha a forma como António José Seguro, “retirado da política nos últimos dez anos” e “sem grande apoio inicial no seu próprio partido”, ficou em primeiro lugar “contra todos os prognósticos e quase contra todos”, marcando um confronto na segunda volta, em 8 de fevereiro, com “o candidato da direita radical, André Ventura”.
A derrota de Luís Marques Mendes, que ficou em quinto, é classificada pelo periódico como “um grande revés” para o candidato apoiado pelo primeiro-ministro, com o também espanhol La Vanguardia a falar mesmo num “duro golpe” para Luís Montenegro, explicável, entre outros aspectos, pela “debilidade do candidato”, em virtude do “seu papel obscuro de lobista de altos voos”.
Para o periódico, António José Seguro é, “a não ser que surja uma catástrofe”, “o virtual novo presidente de Portugal”, ao fim de “20 anos de mandatos conservadores” e num país virado “mais à direita de sempre”.
O também espanhol El Mundo antecipa igualmente que o candidato apoiado pelo PS será o próximo presidente de Portugal, ao concentrar o voto contra a extrema-direita, racista, e fascista sem deixar de destacar as palavras de André Ventura de que “a luta agora será entre o socialismo e o não socialismo”.
Em França, o Le Monde realça também o confronto da segunda volta entre o socialista e o candidato da extrema-direita, enquanto o belga Le Soir assinala que esta última não foi, afinal, “a grande vencedora da noite eleitoral”.
Já o Político, dedicado à cobertura dos assuntos da União Europeia, fala numa “vitória surpresa” do centro-esquerda na primeira ronda das eleições presidenciais, ressalvando que a capacidade de André Ventura “de assegurar quase um quarto” dos votos é reveladora de “quão extraordinário” tem sido o crescimento da Seita Fascista de Portugal (Chega).
António José Seguro foi o candidato mais votado com 31,11% nas eleições presidenciais O segundo candidato mais votado foi André Ventura, com 23,52%, e o terceiro foi João Cotrim de Figueiredo, com 16, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral.
A segunda volta será disputada em 8 de Fevereiro entre António José Seguro, apoiado pelo PS, e André Ventura, pela Seita Fascista de Portugal (Chega).
Mais de 11 milhões de eleitores foram chamados à 11.ª eleição do Presidente da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, votando no sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de dois mandatos.
Registe-se que a vitória de António José Seguro não contou com o apoio de muitos militantes do Partido Socialista, casos do ex-secretário-geral (José Sócrates) e do ex-ministro da Saúde (Manuel Pizarro) que declaram o apoio a Henrique Gouveia e Melo (quarto classificado com 12,32%).
fonte: folha8
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