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Finanças públicas: O Estado do Senegal lança o seu segundo Acordo de Parceria Económica (APE) do ano e ambiciona 200 mil milhões de francos CFA.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Finanças públicas: O Estado do Senegal lança o seu segundo Acordo de Parceria Económica (APE) do ano e ambiciona 200 mil milhões de francos CFA.

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O Estado do Senegal está a lançar a sua segunda Oferta Pública de Valores Mobiliários (OPV) do ano. Através desta operação, o Tesouro procura captar 200 mil milhões de francos CFA junto dos investidores. A operação, que decorrerá de 17 de setembro a 8 de outubro de 2026, está estruturada em quatro tranches. A primeira tranche, com um prazo de vencimento de 3 anos, tem uma taxa de juro de 6,40% e visa captar 50 mil milhões de francos CFA. A segunda tranche, com um prazo de vencimento de 5 anos, visa captar 70 mil milhões de francos CFA a uma taxa de 6,60%. A terceira tranche tem um prazo de vencimento de 7 anos e visa captar 50 mil milhões de francos CFA a uma taxa de 6,75%. Por fim, a quarta tranche, com um prazo de vencimento de 10 anos, oferece aos investidores uma taxa de 6,95%, para um montante-alvo de 30 mil milhões de francos CFA. “Este empréstimo visa financiar as necessidades de cash-flow projetadas no orçamento de 2026 e apoiar os projetos estratégicos da Agenda Nacional de Transformação ‘Senegal Visão 2050’”, explica a Invictus Capital & Finance, coordenadora líder da transação e gestora do empréstimo. Na sua primeira oferta pública inicial (IPO) do ano, concluída a 26 de março de 2026, o Estado do Senegal captou 304,15 mil milhões de francos CFA, contra uma meta inicial de 200 mil milhões de francos CFA. A operação alcançou, assim, uma taxa de subscrição de 152%. fonte: seneweb.com

A Feira das Indústrias Musicais da África Francófona (SIMA) anuncia a sua terceira edição e revela as suas ambições.

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Cotonou, 4 de setembro de 2026 – A Feira das Indústrias Musicais Africanas Francófonas (SIMA) anuncia a sua terceira… Cotonou, 4 de setembro de 2026 – A Feira das Indústrias Musicais Africanas Francófonas (SIMA) anuncia a sua terceira edição, que se realizará de 12 a 13 de novembro de 2026, em Cotonou, República do Benim. Depois de uma edição anterior que reuniu mais de 6.700 participantes e mais de 3.000 profissionais, este evento pan-africano para as indústrias culturais e criativas regressa com uma forte ambição: “Música Africana: Do Palco à Influência”. A SIMA 2026 conta com o apoio de importantes parceiros institucionais e privados, incluindo o Ministério da Cultura, Artes e Património do Benim, o Ministério do Turismo e Comércio Externo do Benim, a Embaixada de França na Costa do Marfim, a Fundação BOAD, bem como a SACEM, a Sony Music e a Warner Music Africa. Este apoio reflecte o crescente interesse pelo desenvolvimento e estruturação das indústrias culturais e criativas africanas. A escolha do Benim para acolher o SIMA pela segunda vez consecutiva reflecte o empenho do país em promover o papel das indústrias culturais e criativas na transformação estrutural das economias e em reforçar a influência cultural africana a nível regional e internacional. Cofundado em 2022 pelo empreendedor cultural Mamby Diomandé e pelo artista e produtor Pit Baccardi, o SIMA consolidou-se como uma plataforma líder para estruturar, conectar e desenvolver ecossistemas criativos africanos. Ao colocar a música no centro de uma discussão mais ampla sobre as transformações da cultura e das indústrias criativas, o SIMA pretende também abordar as mudanças tecnológicas que estão a remodelar o setor, desde a inteligência artificial até às novas formas de criação, distribuição e consumo de conteúdos. Num contexto em que a economia criativa africana poderá gerar até 20 milhões de empregos até 2030, a edição de 2026 pretende dar um novo passo: ajudar a posicionar a criatividade africana como uma verdadeira alavanca de soft power, geração de valor e influência internacional. Três Áreas-Chave para Transformar a Criatividade numa Potência Económica Para fazer face aos desafios de um mercado global em rápida transformação, o SIMA 2026 irá estruturar o seu programa em torno de três prioridades. A primeira área centra-se na competitividade e internacionalização, com o objectivo de reforçar o desempenho económico dos agentes do sector e promover a exportação de talento africano. A segunda área enfatiza a sinergia intersectorial, aproximando a música da moda, do cinema, do turismo, do desporto e de outras indústrias criativas para gerar mais receitas. Por fim, a terceira área diz respeito às políticas públicas sobre propriedade intelectual e aos mecanismos de regulamentação, com a ambição de desenvolver recomendações concretas e reforçar as estruturas que permitam ao sector captar melhor o valor que gera. Para além dos debates e intercâmbios profissionais, o SIMA pretende fazer da criatividade um verdadeiro motor de ligação entre os atores do ecossistema. Através de residências artísticas, sessões ao vivo e formatos imersivos, o evento fomenta colaborações entre artistas, produtores, profissionais e agentes internacionais, construindo pontes entre os vários mercados africanos e o panorama internacional. Uma semana de criação, negócio e influência De 7 a 11 de novembro de 2026, o SIMA Lab. Music vai reunir artistas e produtores musicais de todo o continente para uma residência artística com o objetivo de criar um EP colaborativo, com distribuição planeada por uma grande editora internacional. Nos dias 12 e 13 de novembro de 2026, dias e painéis profissionais reunirão figuras-chave do ecossistema musical para discutir questões importantes que moldam o futuro da indústria, incluindo inteligência artificial, direitos de autor, mobilidade, financiamento e novas oportunidades de mercado. Na encruzilhada das indústrias cultural e desportiva, uma sessão importante será também dedicada à convergência do futebol e da música, duas poderosas forças de influência no continente, com a participação de executivos desportivos e líderes de opinião. Neste espírito, o Makaya, um palco dedicado à descoberta, apresentará talentos emergentes do Togo, Quénia, Madagáscar e outros países africanos, oferecendo uma nova plataforma para artistas promissores. O programa contará ainda com a entrega do Prémio Hamed Bakayoko, uma homenagem que reconhece o compromisso de um mecenas com o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas em África. A 14 de novembro de 2026, o SIMA irá ampliar a experiência com um circuito turístico organizado em colaboração com o Turismo do Benim, convidando artistas, profissionais e visitantes internacionais a descobrir o património e os locais emblemáticos do Benim. Esta experiência imersiva oferecerá aos participantes uma compreensão mais profunda do rico património cultural, histórico e turístico do país anfitrião, além de promover o networking e o intercâmbio de experiências que vão além do contexto profissional da feira. Sobre o SIMA Criado e idealizado por especialistas da indústria musical, o Salon des Industries Musicales d’Afrique Francophone (SIMA) promove a indústria musical africana, capacita os principais atores do seu ecossistema e fomenta ligações comerciais entre empresas africanas e internacionais. Uma verdadeira plataforma para interligar as indústrias culturais e criativas, a SIMA oferece aos intervenientes do ecossistema um espaço para criar, aprender, partilhar, reunir e desenvolver novas colaborações, contribuindo simultaneamente para debates sobre os desafios culturais, económicos e tecnológicos que moldam as indústrias criativas africanas e o seu alcance internacional. Para mais informações: Site oficial da SIMA: https://www.simaonline.net Contactos para a imprensa: Charles Assagba: +225 07 08 45 50 20 / ca@concerto-pr.com Emmanuel Emian: +225 01 42 38 50 41 / +225 01 41 17 12 30 / ee@concerto-pr.com Olga Akin-Dina: +229 97 97 12 27; +225 05 95 69 24 75 / oa@concerto-pr.com fonte: journaldebrazza.com

O Chade apresenta ao Banco Mundial os seus requisitos para uma transformação digital bem-sucedida.

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O Ministro das Telecomunicações, Haliki Choua Mahamat, e o representante do Banco Mundial no Chade, Farouk Mollah Banna, têm… O Ministro das Telecomunicações, Haliki Choua Mahamat, e o representante do Banco Mundial no Chade, Farouk Mollah Banna, realizaram discussões sobre o Projecto de Apoio à Transformação Digital e as perspectivas de parceria. Foi apresentada uma visão geral das conquistas do Banco Mundial no Chade através de projetos no setor das telecomunicações. O Ministro chadiano destacou algumas deficiências na implementação do Projecto de Apoio à Transformação Digital do Chade (PATN). Verificou-se que 500 locais necessitarão de ser desenvolvidos no âmbito deste projeto. Haliki Choua Mahamat manifestou o seu desejo de que estas instalações técnicas sejam implantadas em áreas carenciadas (áreas sem cobertura de rede) para viabilizar a conectividade. CONTINUAÇÃO APÓS O ANÚNCIO Referiu ainda que a cobertura de rede em todo o país ainda não está completa. "Seis províncias ainda não estão ligadas por fibra ótica", afirmou, acrescentando que serão necessários mais 8.000 km de cabo de fibra ótica para uma cobertura total. O Ministro das Telecomunicações declarou que "Sem uma conectividade total, não podemos alcançar os nossos objetivos de digitalização e transformação digital". O representante do Governo defendeu ainda o Programa Regional de Integração Digital da África Central. Esta defesa centrou-se no apoio institucional e na disponibilidade de peritos qualificados para o Ministério, de forma a conduzir estudos e desenvolver enquadramentos legais. Solicitou ainda o apoio do Banco Mundial para equipar a Escola Nacional Superior de Tecnologias da Comunicação (ENASTIC) da Universidade de N'Djamena com modernos laboratórios de inteligência artificial. O Ministério das Telecomunicações observou que o representante do Banco Mundial apreciou as discussões. Farouk Mollah Banna “informou o público e o Ministro sobre os projetos elegíveis dentro do portefólio da sua instituição e reafirmou o compromisso do Banco Mundial em apoiar o Chade na sua transformação digital”. fonte: https://journaldutchad.com/

Repressão dos protestos e detenções de manifestantes no país de Tshisekedi: a RDC está a dançar sobre um vulcão.

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A pedido da coligação C64, cidadãos congoleses saíram às ruas em várias cidades da República Democrática do Congo (RDC), incluindo Kinshasa, no dia 15 de Setembro, para manifestar a sua oposição ao terceiro mandato do Presidente Félix Tshisekedi. Mas, como era de esperar, a manifestação foi violentamente reprimida e numerosos manifestantes foram detidos. Isto ilustra a crescente tensão social no país de Félix Tshisekedi. Mas, como se costuma dizer, quebrar o termómetro não fará baixar a febre. Prova disso reside no facto de, apesar da intimidação, os manifestantes terem mantido as autoridades a dormir. Isto demonstra a determinação do povo congolês em bloquear o caminho para um terceiro mandato do ocupante do Palácio Presidencial. A oposição está a demonstrar responsabilidade ao não fazer justiça pelas próprias mãos. Ele também parece determinado a levar isto até ao fim. Em todo o caso, nem a oposição nem o governo de Kinshasa parecem dispostos a recuar. Por conseguinte, há receios de que os próximos dias sejam ainda mais sangrentos na RDC. De facto, tudo indica que a situação corre o risco de se agravar ainda mais. Em vez de dialogar, o governo parece optar pela repressão sistemática das manifestações, perante uma oposição que também endurece a sua posição. Isto torna-se ainda mais provável tendo em conta que a coligação C64 promete levar o caso a tribunais nacionais e internacionais para responsabilizar Tshisekedi e o seu governo pelas suas acções, especificamente pela violência perpetrada pelas forças de segurança contra os manifestantes. Será que terão sucesso? Duvidamos muito. O nosso cepticismo é ainda maior porque, na nossa região, raramente vimos um tribunal nacional pronunciar-se contra o poder vigente. E não é na RDC, onde o poder judicial é acusado de estar ao serviço do regime de Tshisekedi, que haverá qualquer excepção. Mesmo que, por alguma circunstância extraordinária, um tribunal internacional se pronuncie a seu favor, com que meios a oposição faria valer a decisão? Por outras palavras, Martin Fayulu e os seus colegas estão a travar uma batalha perdida. Contudo, a oposição não pode ser culpada por escolher o caminho republicano para se fazer ouvir. Pelo contrário, deve ser elogiada, pois demonstra responsabilidade ao não fazer justiça pelas próprias mãos. Posto isto, até onde irá o impasse entre o governo e a oposição? Seria preciso muita perspicácia para responder a esta questão. Entretanto, é seguro dizer que a RDC está à beira do desastre, dado o aumento da tensão. Sem querer ser pessimista, questiona-se se o futuro do diálogo nacional, destinado a reconciliar o povo congolês, não estará por um fio. Ainda assim, a deterioração do clima social não inspira optimismo irrestrito. Dado que o M23/AFC (Aliança do Rio Congo) já está excluído deste diálogo, se a oposição, que está a sofrer o impacto dos ataques do governo, decidir boicotá-lo, com quem irá, afinal, Félix Tshisekedi dialogar? fonte: lepays.bf

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Gabão-CNDPC: Rumo a um início eficaz das atividades.

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Séraphin Moundounga, presidente da Comissão Nacional para a Democracia e a Participação Cidadã (CNDPC), foi recebido pelo Chefe de Estado para solicitar orientações sobre a instalação e o início efetivo das atividades desta nova instituição. A Comissão Nacional para a Democracia e a Participação Cidadã (CNDPC), sucessora do Conselho Nacional para a Democracia (CND), tem como missão promover a democracia participativa no Gabão. O seu princípio é alargar a democracia para além das eleições e da representação por parte dos funcionários eleitos, permitindo aos cidadãos participar mais plenamente no debate público e na vida quotidiana. (Gabon News) Esta nova comissão, presidida por Séraphin Moundounga, visa promover o diálogo entre os cidadãos e as instituições, reunir e transmitir as preocupações da população, incentivar a participação dos cidadãos e facilitar o intercâmbio entre os diferentes atores da sociedade. Desta forma, deve contribuir para uma governação baseada na auscultação e na consulta dos cidadãos. Durante a reunião, Séraphin Moundounga solicitou orientações ao Chefe de Estado para a criação e o lançamento efetivo das atividades desta nova instituição. Esta etapa insere-se no processo de implementação do quadro institucional da Quinta República. De referir que a sua criação foi decidida no âmbito da reforma institucional iniciada em 2026, com o objectivo declarado de reforçar a credibilidade e a estabilidade do sistema democrático. O novo mecanismo inclui, nomeadamente, um Observatório da Democracia encarregue de recolher e analisar dados sobre a vida política e as campanhas eleitorais. fonte: journaldugabon.com/

A INTERPOL alerta para o cibercrime em África: quais são os riscos que a Guiné-Conacri enfrenta?

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O novo relatório da INTERPOL descreve o cibercrime africano como industrializado, transnacional e cada vez mais apoiado por inteligência artificial. Burlas, roubo de dados, roubo de identidade e fraudes financeiras estão entre as principais ameaças. A Guiné-Conacri, embora não seja analisada separadamente no relatório, opera num ambiente particularmente vulnerável na África Ocidental. O cibercrime está a mudar rapidamente em África. Os ataques já não são realizados apenas por indivíduos isolados. As redes criminosas oferecem agora dados roubados, infraestruturas e ferramentas para aluguer, permitindo que agentes relativamente inexperientes realizem operações sofisticadas. Esta é uma das principais conclusões do Relatório de Avaliação de Ameaças Cibernéticas em África de 2026 da INTERPOL, que se centra principalmente nas tendências observadas em 2025. A análise baseia-se num inquérito realizado a 36 dos 49 países africanos contactados. IA, um novo acelerador A inteligência artificial desempenha um papel central nesta evolução. De acordo com a INTERPOL, 55% dos cibercrimes reportados no inquérito envolveram IA. Phishing personalizado, e-mails comerciais falsos, roubo de identidade, deepfakes e campanhas de fraude automatizadas: a IA permite aos criminosos ganhar velocidade e credibilidade. A extorsão sexual digital ilustra esta tendência. A TrendAI detetou aproximadamente 600.000 casos em 2025. Face a esta evolução, as agências de combate ao cibercrime ainda lutam para acompanhar o ritmo. Apenas 8% dos analistas de inteligência entrevistados possuem conhecimentos avançados em IA, enquanto 92% das agências referem a falta de conhecimentos técnicos como um grande obstáculo. Os golpes continuam a ser uma das principais prioridades Em 2025, os esquemas online continuaram a ser a forma mais reportada de cibercrime em África. Os criminosos exploram as redes sociais, os serviços de pagamento móvel e as criptomoedas. Os investimentos falsos, as burlas românticas, o phishing, as ofertas de emprego falsas e as fraudes financeiras estão em alta, principalmente através de redes organizadas. Os centros de golpes são um dos fenómenos mais preocupantes. 72% dos países inquiridos reportaram a sua presença, com uma concentração significativa no sul e oeste de África. O fenómeno estende-se muito para além das fronteiras africanas. A INTERPOL indica que os agentes que operam a partir de África estão a visar vítimas na Europa e na América do Norte, utilizando infraestruturas espalhadas por vários países. Dados roubados e identidades sintéticas Um único dado pessoal comprometido pode agora servir de ponto de partida para toda uma rede criminosa: roubo de identidade, sequestro de contas, fraude financeira ou branqueamento de capitais. A INTERPOL está particularmente preocupada com as identidades sintéticas, criadas a partir de dados pessoais reais complementados por informação fictícia. Estes dispositivos podem ser utilizados para abrir contas, obter determinados serviços financeiros ou registar cartões SIM com identidades falsas. O dinheiro móvel é particularmente vulnerável. 97% dos países que responderam ao inquérito reportaram fraudes relacionadas com serviços de pagamento móvel. Qual é o risco para a Guiné? O relatório não inclui um perfil nacional detalhado da Guiné. Assim, seria incorrecto atribuir directamente as estatísticas continentais ou regionais publicadas pela INTERPOL à Guiné. As tendências descritas, no entanto, continuam a ser relevantes para o país. A Guiné opera num contexto da África Ocidental onde as fraudes financeiras, as burlas online, os serviços bancários eletrónicos (EBC), o dinheiro móvel, as criptomoedas e as redes criminosas transnacionais estão em plena expansão. O risco vai, portanto, além dos sistemas informáticos do Estado. Também afeta bancos, operadores de telecomunicações, empresas, serviços de pagamento móvel e bases de dados que contêm informações pessoais. Cooperação: Uma Necessidade Urgente Para a INTERPOL, um dos principais desafios reside na falta de partilha rápida de informação entre bancos, operadores de telecomunicações e agências de aplicação da lei. As provas digitais e os vestígios financeiros podem desaparecer rapidamente ou tornar-se difíceis de explorar. A falta de recursos é também uma preocupação: 94% das agências inquiridas reportaram capacidades insuficientes em perícia digital. A organização recomenda, por isso, o reforço das capacidades técnicas, a aceleração da cooperação transfronteiriça, a formação de investigadores em IA e a formalização de parcerias com intervenientes do sector privado. Apesar destes desafios, estão a ser feitos progressos. Quatro operações coordenadas pela INTERPOL em 2025 [Serengeti 2.0, Contender 3.0, Sentinel e Red Card 2.0] levaram, segundo a organização, a mais de 1.500 detenções e à recuperação de mais de 100 milhões de dólares. Dezassete países africanos também adoptaram ou alteraram as suas legislações sobre o cibercrime. Para a Guiné, a principal conclusão do relatório é clara: o cibercrime já não é uma questão exclusiva de informática. Agora, encontra-se na interseção de dados, identidade digital, telecomunicações, finanças e inteligência artificial. A capacidade de reagir rapidamente, preservar provas, bloquear transações fraudulentas e rastrear dinheiro será agora tão importante como a capacidade de prevenir ataques. fonte:guine360.com

Os primeiros 100 dias de Romuald Wadagni no Benim: Demasiado cedo para cometer parricídio contra Talon.

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Trata-se de uma avaliação influenciada pelos media que dita o julgamento de um novo presidente com base nos seus primeiros 100 dias no cargo. Qual é o registo dos primeiros 100 dias de Romuald Wadagni no Benim? Fez promessas de campanha e, após a sua eleição, após os 10 anos de mandato do seu mentor Patrice Talon, a vida do povo beninense melhorou, segundo muitos observadores, mas continua a ser difícil. Os orçamentos familiares continuam apertados e persistem os desafios na educação, saúde, infraestruturas e, sobretudo, segurança no norte do Benim. Todos estes são projetos importantes que permanecem por resolver. As coisas mudaram, ainda que subtilmente, durante os primeiros 100 dias de Wadagni no Palácio Marina? Muitos concordam que está a dar continuidade aos avanços sociais do seu antecessor, como o ensino secundário gratuito, que se estende agora às raparigas nas escolas públicas a partir do ano letivo de 2026-2027. Os impostos estão a ser reduzidos para os comerciantes nos mercados modernos. Wadagni apresenta-se como um presidente urbano, próximo dos seus compatriotas, como se comprova pelas suas corridas pelas ruas, onde se encontra, cumprimenta e conversa com cidadãos comuns do Benim. Diplomaticamente, está a tentar atenuar as tensões com os países da África Oriental e Austral, seus vizinhos, como demonstrado pela sua visita a três países (Mali, Burkina Faso e Níger), e a desenvolver uma visão partilhada para o combate ao terrorismo transfronteiriço. Embora existam iniciativas pessoais incipientes, o foco principal continua a ser a continuidade dos projetos de Talon. E 100 dias dificilmente são suficientes para realizar alguma coisa, exceto talvez manter o status quo! Está no bom caminho, segundo o jornal Piena Voce, que se ouve em restaurantes e salões discretos da região, e ainda é cedo demais para tentar um atentado político contra Talon, o actual Presidente do Senado, que continua a ser uma figura poderosa na vida nacional do Benim. Hoje, no Burkina Faso. fonte: aujourd8.net

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Hímen e virgindade: quando a ausência de sangue ainda alimenta suspeitas.

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Algumas mulheres não sangram durante a primeira relação sexual. No entanto, em certos círculos, a ausência de sangue continua a ser interpretada como prova de relações sexuais anteriores. Esta crença pode alimentar suspeitas e tensões entre os casais. Contudo, a explicação médica é inequívoca: o hímen não pode determinar a virgindade de uma mulher. O pedaço de pano branco cuidadosamente estendido na cama após o casamento. Para alguns casais e em algumas comunidades, continua associado a uma crença antiga: a de que a primeira relação sexual de uma virgem tem necessariamente de provocar hemorragia. Mas, quando o sangue não aparece, podem surgir rapidamente dúvidas. No Benim, em certos círculos onde as tradições relacionadas com a virgindade ainda são fortes, esta crença pode levar a questionamentos, até mesmo acusações, contra a jovem noiva. No entanto, a ausência de hemorragia durante o primeiro encontro sexual não permite, de forma alguma, concluir que a mulher já teve relações sexuais. O hímen não é prova de virgindade “O hímen é uma membrana fina localizada à entrada da vagina. A sua forma, espessura e abertura variam de mulher para mulher”, explica Seidou Ayamoudou, anestesiologista e médica intensivista. Portanto, a primeira relação sexual não provoca necessariamente o rompimento ou hemorragia do hímen. Algumas mulheres podem sangrar ligeiramente, outras não sangram. A anatomia do hímen varia consideravelmente de pessoa para pessoa. Da mesma forma, o estado do hímen pode ser alterado mesmo antes de qualquer relação sexual. Haliath Saké Yessoufou, enfermeira, sublinha que determinadas atividades físicas ou traumatismos podem afetar o tecido himenal. “Uma mulher pode apresentar alterações no hímen sem ter tido relações sexuais”, explica. Os profissionais de saúde, incluindo a parteira francesa Mathilde Delespine, sublinham ainda que a penetração vaginal não leva sistematicamente a danos no hímen. Não existe um teste de virgindade fiável A ideia de que um exame médico possa determinar definitivamente se uma mulher é virgem também está a ser questionada. A presença do hímen, por si só, não pode estabelecer com segurança se houve ou não relações sexuais anteriores. fonte: https://lanation.bj

BURKINA FASO: Modernizar a Administração - apostar em serviços públicos mais eficientes e mais próximos do povo.

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O Primeiro-Ministro Rimtalba Jean Emmanuel Ouédraogo presidiu à sessão ordinária do Conselho Nacional para a Modernização da Administração e Boa Governação (CN-MABG) em Ouagadougou, na segunda-feira, 14 de setembro de 2026. A sessão proporcionou uma oportunidade para avaliar o desempenho da administração pública, identificar deficiências persistentes e definir orientações estratégicas para 2027. Na abertura da sessão, o Primeiro-Ministro sublinhou que a modernização da administração pública é uma questão de soberania, dignidade e eficácia da acção pública. Afirmou que não pode limitar-se a reformas técnicas ou à digitalização de procedimentos. "A nossa ambição deve ser clara: fazer da administração pública um verdadeiro instrumento de soberania e de transformação para o Burkina Faso", declarou. O Primeiro-Ministro apelou a uma profunda mudança nas práticas, nos métodos de trabalho e na relação entre a Administração e o povo. O objetivo é construir uma Administração disciplinada, ética, competente, eficiente, inovadora e responsável, capaz de produzir resultados e de prestar contas sobre a utilização dos recursos públicos. O desempenho global da Administração para 2025, fixado em 85,38%, demonstra, segundo o Chefe do Governo, uma tendência positiva significativa. Ao felicitar os funcionários públicos que contribuíram para este resultado, exortou-os a evitar a complacência. "O desempenho não é um fim em si mesmo: é uma exigência constante", sublinhou, salientando a necessidade de traduzir os resultados administrativos em melhorias concretas na vida das pessoas. As discussões proporcionaram também uma oportunidade para analisar as principais deficiências que ainda afectam o funcionamento da Administração. Estes desafios incluem a abrangência limitada das avaliações de certas instituições, a adoção insuficiente de ferramentas de governação, as limitações relacionadas com os recursos humanos e as infraestruturas, as dificuldades com os sistemas de informação e a autenticidade de certos documentos produzidos no âmbito da contratação pública. A adesão dos cidadãos às plataformas de serviços digitais está também entre os desafios identificados. A este propósito, o Primeiro-Ministro apelou a uma transformação digital inclusiva, adaptada às realidades nacionais e que não crie novas formas de exclusão. Expressou especificamente a sua esperança de que as línguas nacionais encontrem gradualmente o seu lugar nos sistemas de informação e nos serviços digitais. Durante a sessão, os participantes analisaram três documentos principais: o relatório anual sobre a implementação da Estratégia Nacional para a Modernização da Administração Pública, o relatório sobre o estado da governação no Burkina Faso e o relatório geral sobre o desempenho das estruturas da administração pública, todos referentes ao ano de 2025. Analisaram ainda os resultados das avaliações das estratégias nacionais relacionadas com a descentralização administrativa, a modernização da administração pública e a promoção da boa governação. No final da sessão, o Primeiro-Ministro instou as autoridades competentes a traduzirem as recomendações adoptadas em acções concretas, acompanhadas de responsabilidades claramente definidas e de mecanismos de monitorização rigorosos. Esclareceu que as deficiências identificadas não comprometem as conquistas alcançadas, mas constituem desafios prioritários que devem ser enfrentados. As orientações estabelecidas para 2027 devem, nomeadamente, permitir à Administração apoiar a reconquista do território e o regresso efectivo do Estado ao povo. “Onde as nossas forças armadas recapturarem áreas, a nossa Administração deve estar preparada para restabelecer de forma sustentável a presença e a autoridade do Estado”, afirmou o Chefe do Governo. Para Rimtalba Jean Emmanuel Ouédraogo, a restauração da segurança deve ser acompanhada pelo regresso de serviços públicos adaptados às necessidades da população, particularmente nas áreas da educação, saúde, registo civil, justiça, serviços sociais e administração territorial. O Primeiro-Ministro concluiu convocando cada ministério, instituição, estrutura e funcionário público a desempenhar o seu papel na reforma da administração, orientado pelo princípio da priorização do interesse público. Encarregou o Ministério da Função Pública, através do seu Secretariado Permanente para a Modernização Administrativa e Boa Governação, de acompanhar rigorosamente a implementação das conclusões e orientações da sessão. 𝐃𝐂𝐑𝐏/𝐏𝐫𝐢𝐦𝐚𝐭𝐮𝐫𝐞

Kongo Kinshasa: Protestos da oposição no meio das tensões contra um terceiro mandato de Félix Tshisekedi: os congoleses sustêm a respiração..

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O dia 15 de setembro de 2026 é de grande tensão na República Democrática do Congo (RDC), onde a oposição se insurge contra um terceiro mandato para o presidente Félix Tshisekedi. Decidiram ir para a rua e fazer ouvir as suas vozes, apesar das proibições de manifestações em algumas localidades, como Lubumbashi. Em Kinshasa, a capital, a marcha, que pretende ser pacífica, dirige-se à Assembleia Nacional para questionar os representantes eleitos sobre a sua responsabilidade em relação à proposta de revisão constitucional que abriria caminho para um terceiro mandato do Presidente Tshisekedi, cujo segundo mandato termina no final de 2028. Tudo indica que a RDC caminha para um confronto entre o governo e a oposição. Ou seja, a meio do seu segundo e, teoricamente, último mandato constitucional, o chefe de Estado congolês começou a manobrar para prolongar a sua permanência no palácio presidencial. E a táctica já conhecida, longe de ser original, tem sido a velha manobra constitucional que o Tribunal Constitucional endossou ao validar, a 30 de Julho, a lei do referendo apresentada pela maioria presidencial, permitindo a alteração da Constituição. Isto deixou a oposição congolesa em polvorosa. Ela, que não pretende deixar-se enganar por promessas vãs, uniu forças dentro da coligação C64, a força motriz por detrás desta manifestação que visa impedir um terceiro mandato para o sucessor de Joseph Kabila. É seguro afirmar que o dia 15 de setembro de 2026 se configura como um dia de grande perigo na RDC. Os cidadãos congoleses estão apreensivos, tanto mais que o aumento das tensões alimenta o receio de distúrbios, particularmente se o governo mobilizar as suas forças contra os manifestantes. Há ainda mais motivos para preocupação, dado que a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) quebrou o silêncio, apelando à moderação, principalmente às autoridades, e instando-as a priorizar a prevenção em vez da repressão. Será que o seu apelo será atendido? Só o tempo o dirá. Mas cuidado com o regresso de velhos demónios. Com a guerra em curso no leste do país, onde os rebeldes do M23, apoiados pelo vizinho Ruanda, não mostram intenção de regressar à República, e a epidemia de Ébola a continuar a causar estragos, a RDC está longe de estar livre de perigo. É, pois, crucial evitar que uma grande crise política, cuja dimensão e desfecho ninguém pode prever, agrave as crises de segurança e de saúde que o país já enfrenta. Tudo indica que a RDC caminha para um confronto entre o governo e a oposição sobre a questão de um terceiro mandato, que põe frequentemente em risco a paz social em África. Mas o presidente Félix Tshisekedi não pode ter memória curta. O Presidente Tshisekedi faria bem em manter a cabeça fria e agir com cautela. Ele, que esteve na linha da frente da luta contra o terceiro mandato do seu antecessor, Joseph Kabila, nutre agora as mesmas ambições de prolongar indevidamente o seu governo como chefe de Estado congolês. Facto é que, ao recusar-se a aprender com a história, Tshisekedi corre o risco, se não tiver cuidado, de sair do poder por vias indirectas. Tal como os seus homólogos africanos antes dele, que enveredaram por este caminho tortuoso e perigoso de manipular a Constituição, pensando que poderiam sair impunes. E é sabido que uma emenda constitucional reiniciaria a contagem, permitindo a Félix Tshisekedi concorrer a mais um mandato. Podemos, assim, ver o chefe de Estado congolês a abordar a questão aparentemente mais focado na preservação do poder do que na resolução dos problemas existenciais dos seus compatriotas. Como poderia ser diferente quando vemos como o diálogo nacional inclusivo, defendido pelos líderes religiosos e concebido para tirar o país da crise, foi esvaziado pelo chefe de Estado que, no final, concordou com ele, mas se recusa até a reconhecer o M23/AFC (Aliança do Rio Congo)? Mas qual seria o sentido de um diálogo tão "feito à medida", dado que estes rebeldes controlam vastas extensões de território? Em suma, se o Presidente Tshisekedi ama verdadeiramente o seu país, seria sensato manter a lucidez e agir com cautela para não agravar uma crise política que só aumentaria o sofrimento do seu povo, já devastado por cinco anos de guerra e uma epidemia de Ébola que ceifou mais de três mil vidas em menos de quatro meses. "O País"

"Cientificamente, não há explicação": a opinião do Dr. Ben Youssouf Kéïta sobre uma gravidez de 3 anos e 8 meses.

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A história de uma mulher que terá dado à luz em Conacri após uma gravidez de três anos e oito meses continua a gerar discussões. A informação, amplamente divulgada por alguns órgãos de comunicação social, ainda circula nas redes sociais e levanta inúmeras questões, quer junto do público em geral, quer junto da comunidade médica guineense. Para tentar perceber o que poderia realmente explicar tal situação, o Guinee360 procurou a opinião do Dr. Ben Youssouf Kéïta, diretor médico. Após 45 anos de prática, o médico afirma nunca se ter deparado com um caso semelhante. "Como nada é impossível em medicina, mas até prova em contrário, nos meus 45 anos de prática médica, nunca registei um caso de gravidez de três anos e oito meses", explica. Segundo o médico, a hipótese de uma gravidez que dure vários anos e que resulte no nascimento de uma criança viva e com um desenvolvimento normal é cientificamente insustentável. "Dizer que uma mulher teve uma gravidez de mais de dois, ou mesmo três, anos e deu à luz uma criança normal é cientificamente inexplicável. Sinceramente, não é possível. É um erro ou uma jogada publicitária. É uma notícia falsa, em suma, uma invenção. Mesmo que a mulher ou o seu ginecologista tenham cometido um erro de cálculo, três anos ou mais de gravidez seguidos do nascimento de uma criança normal, portanto viva, é simplesmente irrealista e não pode ser explicado cientificamente", afirma o médico. A duração habitual de uma gravidez humana está muito longe destes números. O Dr. Ben Youssouf Kéïta salienta que, após o período esperado, os médicos começam rapidamente a tomar precauções. “Uma gravidez normal dura cerca de nove meses e alguns dias, 36 a 37 semanas. Quando ultrapassa esse período e chega às 40 ou 41 semanas, o ginecologista começa a preocupar-se e pondera induzir o parto ou até mesmo realizar uma cesariana, porque estamos a falar de uma gravidez pós-termo”, explica. Um erro na estimativa da data da conceção pode, no entanto, dar a impressão de uma gravidez muito mais longa do que realmente é. O médico realça o papel da ecografia na determinação da idade gestacional. “Um erro no cálculo da data da conceção ou do início da gravidez pode, de facto, gerar resultados falsos. [...] E, acima de tudo, existe a ecografia, que determinará a data exata da gravidez. [...] A ecografia é a melhor forma de determinar a idade gestacional exata”, especificou. Mas, para o Dr. Ben, uma gravidez que ultrapassasse os 18 meses dificilmente passaria despercebida aos profissionais de saúde. “O nosso sistema de saúde está tão intimamente ligado ao Ministério da Saúde, e os nossos ginecologistas, nesta era das novas tecnologias, são tão bem versados ​​nisto, que teriam alertado imediatamente a comunidade científica para o caso assim que a gravidez ultrapassasse os 18 meses”, afirmou. Para ilustrar a diferença, o médico usou o exemplo de uma elefanta, cuja gestação pode, de facto, durar quase dois anos. “É uma cria de elefante que nasce após um período de gestação de 24 meses. Um ser humano? NÃO!”, exclamou. O médico reconheceu, no entanto, que a literatura médica inclui alguns relatos históricos de gravidezes descritas como excecionalmente longas. “A literatura menciona um caso histórico, relatado nos Estados Unidos em 1945, que foi descrito como uma gravidez com a duração de 1 ano e 5 meses. Mas mesmo este caso não foi alvo de debate”, esclareceu. Na situação actual, e na ausência de documentos médicos que estabeleçam definitivamente a data do início da gravidez e as diversas fases do seu acompanhamento, a alegação de uma gravidez com a duração de três anos e oito meses deve, por isso, ser encarada com cautela. Segundo o Dr. Ben Youssouf Kéïta, as evidências médicas disponíveis são essenciais antes que qualquer validação científica possa ser atribuída a um relato tão invulgar. fonte: guine360.com

domingo, 13 de setembro de 2026

Kinshasa: 50 camiões de bombeiros anunciados para reforçar o combate aos incêndios.

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O combate aos incêndios está prestes a entrar numa nova fase em Kinshasa. Em missão oficial a Paris, o governador… O combate aos incêndios está prestes a entrar numa nova fase em Kinshasa. Em missão oficial a Paris, o governador da capital, Daniel Bumba Lubaki, anunciou esta sexta-feira, 11 de setembro, a chegada de 50 camiões de bombeiros destinados a reforçar o sistema de proteção civil nos vários distritos da cidade. O anúncio surge numa altura em que Kinshasa enfrenta uma nova onda de incêndios. Nos últimos dias, vários focos de incêndio atingiram diferentes bairros da capital, reacendendo as dúvidas sobre a capacidade de resposta dos serviços de emergência e a alocação de recursos para o combate aos incêndios. 50 Camiões Adaptados Antes da Implantação Segundo o governante, os 50 veículos estão a passar por um processo técnico. Em particular, os veículos precisam de ser adaptados às condições climatéricas tropicais antes de entrarem em serviço. Terão também de passar por uma série de testes e inspeções técnicas para verificar a sua fiabilidade, conformidade e capacidade operacional. Em última análise, a sua distribuição pelos vários concelhos deverá aproximar os serviços de urgência da população. O objetivo é também reduzir o tempo de resposta durante as catástrofes. Este é um grande desafio numa metrópole como Kinshasa. A densidade urbana, o congestionamento do trânsito, as obstruções nas vias e as condições de diversas infraestruturas podem, de facto, dificultar o acesso dos veículos de emergência às zonas afetadas. A Tragédia do Panacée Reacende o Debate sobre a Segurança Este anúncio surge poucos dias após o incêndio mortal que devastou a casa de eventos Panacée, no município de Lingwala, na noite de 4 para 5 de setembro. O incêndio deflagrou durante uma cerimónia de casamento no estabelecimento, localizado no primeiro andar de um edifício comercial no Boulevard Triomphal. O número de mortos mudou a cada comunicado oficial. Uma contagem inicial divulgada pelo presidente da Câmara de Lingwala dava conta de 22 mortes. As autoridades provinciais analisaram estes números posteriormente. Os comunicados mais recentes da cidade indicam pelo menos 14 mortos e 22 feridos. As circunstâncias exatas da tragédia ainda estão a ser apuradas. Foram iniciadas investigações para determinar a causa do incêndio e apurar eventuais responsabilidades. Para além do custo humano, a tragédia veio realçar sobretudo a importância dos procedimentos de evacuação e do cumprimento das normas por parte dos estabelecimentos abertos ao público. Após Panacea, Kinshasa reforça controlos Na sequência da tragédia, o governo provincial lançou uma operação para inspecionar salões de eventos e outros estabelecimentos abertos ao público. Esta campanha visa identificar as instalações que representam riscos para os seus ocupantes e tomar medidas contra os estabelecimentos que não cumpram as normas de segurança. As autoridades provinciais também continuaram a apoiar as famílias afectadas. Na quinta-feira, 10 de setembro, o Vice-Governador Eddy Iyeli Molangi reuniu-se com representantes das famílias das vítimas e prestou-lhes assistência destinada, em particular, a ajudar nas despesas funerárias. Camiões, mas também um sistema para reforçar A aquisição anunciada de 50 veículos representa um reforço significativo para a proteção civil em Kinshasa. No entanto, o desafio vai muito além do número de camiões disponíveis. A capital deve também reforçar os controlos de segurança, melhorar os procedimentos de evacuação e garantir que os edifícios são acessíveis aos veículos de emergência. A formação para as equipas de intervenção e a prevenção de riscos em estabelecimentos abertos ao público também continuam a ser cruciais. A manutenção dos novos equipamentos será outro desafio. Para serem verdadeiramente eficazes, os veículos devem manter-se operacionais e passar por uma manutenção regular, enquanto as equipas devem possuir as competências necessárias para os operar. Após a tragédia de Panacée e a recente onda de incêndios na capital, os 50 camiões de bombeiros anunciados parecem ser uma resposta às deficiências do sistema de combate aos incêndios. Para as autoridades provinciais, começa agora o verdadeiro desafio: transformar este investimento num sistema de resposta a emergências mais rápido, melhor distribuído e mais acessível. Acima de tudo, a prevenção deve ser uma salvaguarda para garantir que futuros incêndios não se transformam em tragédias humanas. fonte: seneweb.com

Níger: Deslocação no exército após motim.

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No Níger, o Major-General Moussa Salaou Barmou foi substituído no cargo de Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Níger pelo Brigadeiro-General Mahaman Sani Kiaou. A nomeação foi formalizada por decreto do Presidente Abdourahamane Tiani, a 11 de setembro de 2026. A reorganização afeta também vários outros cargos. Foram feitas nomeações para os cargos de Chefe do Estado-Maior do Exército, Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército. Autor: Harouna NEYA Publicado: sábado, 12 de setembro de 2026, às 16h14 Atualizado: sábado, 12 de setembro de 2026, às 19h41 seneweb.com

Costa do Marfim: Drones serão utilizados em breve para distribuir medicamentos a hospitais em zonas de difícil acesso.

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Na Costa do Marfim, o governo, em parceria com a empresa ZIPLINE, vai construir aproximadamente dez centros de distribuição e fornecimento de material médico operados por drones. O anúncio foi feito durante a reunião do Conselho de Ministros de quarta-feira, 9 de setembro. O objetivo deste projeto é garantir o fornecimento regular e seguro de insumos estratégicos e produtos sanguíneos, principalmente às unidades de saúde localizadas em zonas de difícil acesso. Com o apoio dos Estados Será inaugurado um centro piloto em Daloa, antes da instalação de unidades em Biankouma, San Pedro e Kouto. A previsão é que todo o projeto demore 27 meses a ser concluído. O projeto será posteriormente alargado para incluir mais seis centros, localizados no Distrito Autónomo de Abidjan e nas regiões de Indénié-Djuablin, Gbêkê, Kabadougou, Bélier e Gontougo. A construção dos centros é financiada pelos Estados Unidos através de uma doação. O governo da Costa do Marfim suportará os custos associados aos serviços. fonte: seneweb.com

Mansão de Jammeh avaliada em 3,5 milhões de dólares: os EUA preparam-se para transferir o valor da venda para a Gâmbia.

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O Ministro da Justiça da Gâmbia, Dawda Jallow, anunciou a notícia. Afirmou que o governo dos Estados Unidos está a preparar-se para transferir para o governo gambiano o valor arrecadado com a venda da residência de Yahya Jammeh, avaliada em 3,5 milhões de dólares. A residência está localizada em Maryland, EUA. "Estamos a ultimar o acordo para a transferência dos fundos. Creio que estará concluído até ao final desta semana ou na próxima. Assim que for assinado, os fundos serão transferidos", disse Jallow durante a sessão de perguntas e respostas ministerial no Parlamento, na quarta-feira, segundo o jornal The Standard. Jallow indicou que, uma vez repatriados para a Gâmbia, os fundos serão transferidos para a Comissão de Reparações para distribuição. Este organismo foi criado para indemnizar as vítimas de crimes cometidos durante o regime de Yahya Jammeh. ⚡ Resumo Rápido Gerado por IA, verificado - O Ministro da Justiça da Gâmbia, Dawda Jallow, anunciou que os Estados Unidos se preparam para transferir para a Gâmbia o valor arrecadado com a venda da residência de Yahya Jammeh em Maryland, avaliada em 3,5 milhões de dólares. Jallow afirmou que o acordo para a transferência dos fundos está a ser finalizado e deverá estar concluído até ao final desta semana ou na próxima. Uma vez repatriados, os fundos serão transferidos para a Comissão de Reparações para indemnizar as vítimas de crimes cometidos durante o regime de Yahya Jammeh. Autor: Seneweb Notícias

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Catástrofe Humanitária no Afeganistão sob Taliban: Entrevista com Timo Kivimäki.

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Desde que o Taliban retornou ao poder no Afeganistão em meados de agosto de 2021 após uma insurgência contra o governo local, vinte anos depois de sua expulsão pelas tropas americanas na sequência dos ataques de 11 de setembro, o país da Ásia Central enfrenta uma realidade amarga que muitos dizem, e os números apontam na mesma direção, ser ainda pior do que o regime taliban (1996-2001) antes da ocupação americana de 20 anos. Logo no primeiro dia no poder, o Taliban fechou o Ministério dos Assuntos da Mulher reinstaurando o Ministério do Vício e da Virtude, no qual o grupo mobilizou soldados talibans para impor rigorosamente seus decretos que restringem agressivamente a vida das mulheres, em todos os aspectos. Sob restrições ao estudo, trabalho e até mesmo à circulação e aparição pública, as mulheres no Afeganistão têm sido presas arbitrariamente, submetidas a tortura, libertadas apenas sob a condição de que suas famílias imponham estrita obediência às regras do Taliban em casa. Atualmente, o Afeganistão apresenta a pontuação mais baixa segundo o Índice Populacional Mundial de 2026 de World Population Review; ocupa a 109ª posição entre 123 países segundo pesquisa do Índice Global da Fome de 2025; o país centro-asiático é ainda o país mais inseguro do mundo para mulheres entre 181 países analisados pela organização não-governamental (ONG) internacional Mulheres, Paz e Segurança 2025-2026, e também o país mais perigoso do mundo para mulheres de acordo com outra pesquisa de World Population Review de 2026. Nesta entrevista, o professor doutor Timo Kivimäki aborda a aplicação da lei internacional para punir os crimes do Taliban, outrossim considerando a possibilidade de comunicação internacional com o grupo em vez de se manter distância. Ele discute ainda a falta de legitimidade da ocupação do Afeganistão pelos EUA em outubro de 2001, expondo diversas contradições na militarização unilateral do Afeganistao. A Rússia é o único país até agora que reconhece formalmente o Taliban como o governo legítimo do Afeganistão. Mas diversas nações mantêm algum tipo de relação com o Talibã, como China, Irã, Turquia, Cazaquistão, Tadjiquistão, Paquistão, Catar e Emirados Árabes Unidos. Em março deste ano, os EUA encerraram a assistência externa ao Afeganistão, revertendo as políticas de assistência externa e imigração da administração Biden em relação ao país. Em 9 de julho de 2025, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandados de prisão contra o líder supremo do Taliban, Hibatullah Akhundzada, e o juiz-chefe do grupo, Abdul Hakim Haqqani, por crimes contra a humanidade, incluindo perseguição contra mulheres, meninas e outras pessoas. A decisão ocorreu após o TPI ter divulgado sua Política sobre o Crime de Perseguição de Gênero, no final de 2022. Até o momento, Akhundzada e Haqqani não foram localizados para serem julgados em no Tribuna em Hague, na Holanda, enquanto diversas vozes no Afeganistão e em outras partes do mundo questionam o TPI por não processar outros membros do Taliban. Com o passar do tempo, os relatos locais sobre os atos de terror do Taliban contra mulheres e meninas apenas se agravam. Tudo isso sob o silêncio absoluto da comunidade internacional enquanto, como aponta o dr. Kivimäki nesta entrevista, a ONU se enfraqueceu seriamente ao longo da última década. No caso específico dos EUA, essa omissão levanta dúvidas sobre sua eficácia na luta internacional pela democracia, pelos direitos humanos, contra o terrorismo e as drogas. E também sobre a sinceridade de Trump em suas intervenções unilaterais no exterior. Na maioria dos casos, essas intervenções são feitas sob razões no mínimo questionáveis, violando leis internacionais, Após o fim da Guerra Fria, este é um precedente escancarado precisamente por George Bush em 2001, através da ocupação unilateral do Afeganistão, e um ano e meio mais tarde do Iraque – sob o silêncio mundial. Como destaca nesta entrevista o especialista finlandês em conflitos internacionais, “se quisermos aprender com nossos erros e evitar repeti-los, precisamos examinar o que deu errado”. O governo Trump, assim como outros governos americanos nos últimos anos, não parece disposto a fazê-lo. A seguir, a entrevista integral com um dos mais respeitados analistas do mundo contemporâneo, na área de relações internacionais. Edu Montesanti: O Taliban está de volta ao poder de forma agressiva, talvez ainda mais violento em comparação com a primeira vez que a organização esteve no poder, de 1996 a 2001. O que deu errado no Afeganistão em relação à ocupação dos EUA? Timo Kivimäki: Esta é uma questão forte e que tem recebido atenção limitada na grande mídia por razões compreensíveis. A experiência de uma intervenção que produziu pouco além de perdas adicionais de vidas, é profundamente traumática. No entanto, se quisermos aprender com nossos erros e evitar repeti-los, precisamos examinar o que correu mal. Meu grupo de pesquisa fez isso e identificamos pelo menos quatro fatores contribuintes. Primeiro, os Estados Unidos agiram no Afeganistão sem mandato da ONU. A intervenção e a mudança de regime ocorreram antes de a ONU aprová-las, e a coligação liderada pelos EUA continuou controlando o país sem permitir que a ONU assumisse responsabilidade pela manutenção da paz. Esta ação unilateral é estruturalmente propensa ao fracasso. Na nossa investigação sobre operações unilaterais ocidentais e russas destinadas a desescalar a violência, apenas um dos 14 casos pós-Guerra Fria reduziu o número de mortes no conflito, tanto durante quantto após a intervenção, em comparação com os níveis anteriores à intervenção. Em dois terços dos casos, o número de vítimas mortais aumentou durante e após a operação, ou a intervenção evoluiu para uma ocupação semipermanente marcada por elevados níveis de violência. Em contraste, a manutenção da paz da ONU produziu este tipo de fracasso apenas no Ruanda, apesar de operar em quase quarenta países desde a Guerra Fria. Em quatro outros casos, ocorreram fracassos semelhantes, mas aí o fator que contribuiu foi a intervenção unilateral simultânea de um dos países ocidentais. O problema central é que o Afeganistão é um Estado membro da ONU, e poderia mais facilmente ter aceitado a autoridade da ONU com a qual está formalmente comprometido. Não tem essa relação com os Estados Unidos, pelo que o controle militar dos EUA parecia inevitavelmente uma ocupação, independentemente da intenção. as intervenções unilaterais sem mandato da ONU são ilegais e ilegítimas; criam resistência e oferecem oportunidades ao poder militar interveniente para promover seus interesses egoísta,s em nome de uma causa humanitária. Assim, por um lado, nenhuma nação pode tolerar a ideia de outro Estado vir a ditar a política interna e decidir quem pode participar nas eleições e, portanto, se houver tal intervenção, é compreensível que tal intervenção seja resistida militarmente. Por outro lado, as potências intervenientes tendem a utilizar seu papel poderoso para seu próprio benefício, em vez de usarem-no com o motivo declaratório de gerar democracia, paz e combater o terrorismo. Por estas razões, metade das intervenções unilaterais dos EUA após a Guerra Fria aumentaram a violência, se medida como um aumento no número de mortes por violência organizada, durante e após a operação, em comparação com a situação antes da operação dos EUA. Todas as intervenções unilaterais dos EUA aumentaram o número de mortes durante a operação. Isso, nós revelamos em meu livro Failure to Protect. No Afeganistão, o número de mortes começou a aumentar alguns anos após a intervenção inicial dos EUA, em 2001, e o aumento repentino durante a presidência de Obama iniciou o aumento constante das mortes, até o acordo dos EUA com os Taliban em 2020, e à retirada em 2021. Os dados de conflito do Programa de Dados de Conflitos de Uppsala, somados aos dados sobre o número aproximado de tropas dos EUA, mostram isto claramente. Em segundo lugar, como demonstrou Habib Wardak, a operação liderada pelos EUA foi conduzida com sensibilidade insuficiente aos hábitos, costumes e identidades locais. Em vez de respeitar os modos de vida, a política e a organização social dos afegãos, a intervenção empurrou o país para modelos ocidentais, seculares e individualistas. Isto criou um sentimento de que um inimigo interno dos EUA deve ser apoiado, independentemente de quem fosse esse inimigo interno, tornando o apelo dos Taliban mais forte, permitindo-lhes reconquistar o país com resistência mínima. Para muitos afegãos, quase tudo parecia preferível ao domínio estrangeiro. Esta ameaça à identidade afegã estava intimamente ligada ao facto de a intervenção ter sido levada a cabo por intervenientes externos em cujas decisões os afegãos não tinham representação. O problema não era apenas o fato de os estrangeiros estarem no comando, mas também de conduzirem o país a uma direção que os afegãos não reconheciam como a sua. No Iraque, uma resistência semelhante à estranheza do domínio dos EUA virou opinião popular tão integralmente contra os ocupantes, que uma pesquisa de opinião do Departamento de Defesa do Reino Unido sugeriu que mais de 90 por cento da população queria todas as tropas estrangeiras fora do país, e uma enorme maioria sentiu que matar soldados estrangeiros era justificável. No Afeganistão, os próprios soldados que os EUA treinaram para assumir maior poder, adquirir proeminência e prosperidade no país, não foram capazes de parar de matar seus treinadores, apesar dos claros benefícios partidários que obtiveram do domínio dos EUA no país. Assim, o facto de a administração “democrática” liderada pelos EUA não se sentir como afegã, parecia estrangeira, e algo que ameaçava a propriedade e a identidade afegã do país, as pessoas resistiram a tal governo. Em terceiro lugar, e mais uma vez ligada à natureza estrangeira da intervenção, a abordagem dos EUA à segurança refletiu as prioridades ocidentais. A segurança foi definida em termos militares, e enquadrada como algo que defendia o país da ameaça de inimigos externos. Como resultado, o foco estava na construção de equipamento e capacidade militar. No entanto, as principais ameaças à segurança do Afeganistão não eram externas ou militares. As pessoas estavam inseguras devido às dificuldades económicas, à fome, ao desemprego, à governação ineficaz e ilegítima e à ausência de uma autoridade nacional unificadora. Como mostra a investigação de Sidiqullah Sahel, a ocupação não conseguiu resolver as verdadeiras preocupações de segurança dos afegãos comuns. A segurança era tratada como uma questão militar, enquanto o que as pessoas realmente precisavam era de segurança humana. Por último, a construção do Estado e o desenvolvimento económico concentraram-se nas zonas urbanas, especialmente em Cabul, enquanto as regiões rurais ficaram subdesenvolvidas. O domínio dos EUA também se concentrou muito na construção da capital, Cabl e da sua elite nacional, ao mesmo tempo que discriminava o campo e desconsiderava o desenvolvimento rural. Isto explica por que razão a resistência ao governo afegão liderado pelos EUA, veio principalmente das zonas rurais. As áreas urbanas eram vistas como privilegiadas, e isto deu origem à rebelião rural e ao apoio dos Taliban, uma organização rural. Isto aprofundou as divisões internas e alimentou a resistência à República Islâmica do Afeganistão, apoiada pelos EUA. Depois que o cansaço da guerra americana se instalou, o Taliban enfrentou poucas dificuldades para retomar o país. O trabalho de Mohammad Mustafa Raheal na nossa equipe, destacou o papel central desta divisão rural-urbana no eventual colapso. Pois quais as razões, a seu ver, para que a grande mídia atualmente desconsidere o Afeganistão, já por muito tempo depois da histeria inicial pós-atentados do 11 de Setembro, seguida pela ocupação dos EUA em 2001, professor Kivimäki? A mídia internacional é amplamente controlada pelo poder, e pelos recursos financeiros do Ocidente. Escrever criticamente sobre as guerras e intervenções ocidentais tornou-se muito perigoso. Ser crítico não é bom para a carreira de ninguém, ao passo que revelar a verdade com provas de irregularidades nas guerras ocidentais tornou-se perigoso para os jornalistas de investigação. Na Europa, já existem vários jornalistas que não foram julgados nem condenados por nada, mas que vivem em condições semelhantes às das prisões, com os seus bens e contas bancárias congelados por decisões do executivo. O declínio da divisão de poderes entre os sectores executivo, legislativo e judicial está a desgastar-se rapidamente, e os meios de comunicação social e o meio académico são os primeiros a experimentar isso. Portanto, é por isso que ouvimos falar dos horrores do domínio taliban, mas não ouvimos por que razão os afegãos estavam dispostos a aceitar a substituição do domínio liderado pelos EUA por praticamente qualquer coisa doméstica. Vozes locais dizem-me há muito tempo que a luta entre EUA e Taliban é um engano total: o alardeado “antagonismo profundo entre os Taliban e o Ocidente”, dizem, é uma pura mentira. Ambos são aliados, trabalham juntos, incluindo no tráfico de heroína. Os EUA usam os Taliban, dizem essas vozes, como fantoche, uma justificativa para mais intervenções, para a defesa de interesses económicos e regionais no Afeganistão. Qual sua opinião sobre isto? Esta não é a minha opinião. Afirmar que os Taliban são um fantoche dos EUA está londe de ser minha opinião. Dizem que o Estado Islâmico (ISIS) está prestes a substituir o Taliban: como o senhor avalia esta consideração? O ISIS e o Taliban são adversários há muito tempo, e não espero que o ISIS derrote ou substitua os+ Taliban. Minha preocupação é diferente: elementos do governo taliban parecem estar se aproximando do modelo do ISIS. Os talibans têm lutado para satisfazer as expectativas ocidentais, mesmo em áreas onde inicialmente expressaram intenções mais democráticas. Por exemplo, o movimento comprometeu-se publicamente a proporcionar educação às jovens mulheres desde o nível primário até o ensino superior, mas este compromisso nunca foi implementado. Uma das razões reside no profundo antagonismo entre o Taliban e o Ocidente, refletido de forma mais visível no congelamento dos ativos estrangeiros do Afeganistão nos Estados Unidos e na Europa. A dinâmica é compreensível. Se considerarmos a forma como os indivíduos com opiniões pró-Rússia são tratados nas sociedades ocidentais, torna-se mais fácil ver porque as vozes mais moderadas dentro do governo taliban têm dificuldade em avançar suas posições. Tal como políticos e académicos pró-Rússia enfrentam marginalização no Ocidente devido à hostilidade geopolítica, mais membros reformistas do Taliban enfrentam a marginalização dentro da sua própria administração. São constantemente confrontados com a narrativa de que o Ocidente “roubou” 13 bilhões de dólares do Afeganistão. Esta dinâmica, creio eu, ajuda a explicar porque é que os Taliban se deslocaram numa direcção mais comumente associada ao ISIS do que à sua própria trajectória anterior. A comunidade internacional também já esqueceu o Afeganistão. O senhor não vê uma minimização dos crimes dos talibans a nível internacional, o que poderia levar a uma normalização do grupo terrorista? O isolamento e a percepção de tratamento injusto – especialmente a recusa em negociar termos razoáveis ​​para libertar os fundos congelados do Afeganistão – estão empurrando tanto o país como o Taliban para posições cada vez mais antiocidentais. Esta mudança torna mais difícil para as figuras pró-democráticas dentro do governo, que existem, manter influência. Geopoliticamente, os laços crescentes do Afeganistão com a China e a Rússia amplificarão as consequências negativas a longo prazo para o Ocidente. O padrão é familiar. Durante a Guerra Fria, a pressão ocidental levou muitos movimentos nacionalistas e antiimperialistas, primeiro para a esfera soviética e, finalmente, ao comunismo. Parece que estamos repetindo esse erro. O senhor não receia que um reconhecimento generalizado dos talibans tornaria impossível responsabilizar o grupo por seus crimes? Tem sido amplamente debatido em todo o mundo que reconhecer o Taliban normalizaria seus crimes, fortalecendo o apartheid de gênero no Afeganistão. Como avalia essa visão? O isolamento não ajudará a resolver os crimes passados ​, ou mesmo presentes, dos talibans. Sem comunicação, não temos como contribuir de forma significativa para o desenvolvimento positivo no Afeganistão, ou para o futuro da nossa relação com o país. O Taliban governa o Afeganistão independentemente do reconhecimento ocidental, e essa realidade não deve ser ignorada. A forma como o regime taliban trata as mulheres é desprezível, não há dúvida disso. No entanto, a injustiça do Ocidente em relação ao Afeganistão tornou muito difícil para aqueles dentro do Talibã, que apoiam uma maior igualdade de gênero, terem voz no governo. O Taliban prometeu permitir que meninas ingressassem no sistema educacional e nas universidades afegãs, mas essa promessa nunca foi cumprida. Aqueles que fizeram a promessa e apoiaram essa abertura foram silenciados como apoiadores do inimigo ocidental injusto, apesar de eu ouvir dizer que eles eram maioria no governo taliban. Não há desculpa para a discriminação do Taliban contra as mulheres, mas, se pensarmos em como políticas razoáveis ​​no Ocidente se tornam inaceitáveis ​​se nossos próprios inimigos, digamos, os russos, preferem que adotemos tais políticas, devemos entender por que o congelamento de fundos afegãos em bancos ocidentais não está ajudando as meninas e mulheres afegãs. Qualquer pessoa que promova políticas que agradem a Putin no Ocidente será considerada pouco confiável e traidora; portanto, é compreensível por que as pessoas que apoiam a igualdade de gênero no governo taliban não conseguem ter sua voz ouvida. Qual sua avaliação sobre a atuação do Tribunal Penal Internacional (TPI)? O TPI tem sido muito construtivo, e suas investigações melhoraram, em vez de pôr em perigo, as perspectivas de paz e não-violência. Investigámos isto apenas no ano passado e publicámos os nossos resultados num artigo numa revista chamada Global Society. Contudo, o TPI é sistematicamente menos eficaz quando o seu funcionamento se baseia na dissuasão e não no diálogo. No Afeganistão, o problema especial com o TPI é que desde 2007 o TPI tem tentado investigar casos de tortura dos EUA no país, mas esta investigação tem sido sempre bloqueada pela forte resistência política do Ocidente, especialmente dos EUA, embora já tenha havido um reconhecimento por parte do TPI de que havia uma base razoável para acreditar que as forças dos EUA e os membros da CIA cometeram crimes de guerra. Assim, simplesmente investigar os Taliban e não investigar os crimes de guerra anteriores seria objeto de resistência por razões compreensíveis. Quais as soluções para dissuadir os crimes do Taliban, que medidas eficazes podem ser enxergadas no sentido de se democratizar o Afeganistão? Acredito que, em geral, a dissuasão não ajuda a promover a democracia e uma melhor governação. Especialmente quando a ameaça muitas vezes visa todo o país, promove uma mentalidade que justifica ainda mais abusos e violência: sabemos que as prioridades de segurança que tal dissuasão ameaçaria tendem a justificar a violência em vez da democracia. Contudo, penso que o TPI poderia ser útil no Afeganistão. Por um lado, esta organização não se concentra em que todo o Talibã ou o Afeganistão punam a todos, culpados e inocentes, como as sanções e a guerra tendem a fazer. A ideia de lidar com os indivíduos que participaram nos crimes mais atrozes poderia ser aceitável para o governo Taliban, e isto poderia ser construtivo. No entanto, isto não pode ocorrer como uma intervenção discriminatória. Se o TPI não for autorizado a investigar a existência de instalações de tortura americanas e de indivíduos que estiveram envolvidos em crimes hediondos apenas porque eram americanos, seria difícil imaginar que o governo afegão ficaria feliz em deixar o TPI investigar o seu próprio povo. Deixar o TPI fazer algo construtivo no Afeganistão exigiria compromissos também por parte dos EUA, compromissos que não ameaçariam o país, mas apenas aqueles que estavam, como indivíduos, envolvidos em atrocidades. Esses indivíduos não foram, contra todas as declarações, julgados nos EUA e, portanto, o TPI deveria ter jurisdição sobre os crimes que cometeram no Afeganistão. Se isso não fosse possível, também não creio que seria possível investigar indivíduos do governo taliban. Em uma entrevista concedida a mim em 2016, o senhor observou ¨a importância de fortalecer a ONU, em vez de impor força focada nas interpretações das normas pelos estados.¨ O que mudou desde então? A ONU foi fortalecida de lá para cá? Penso que a ONU enfraqueceu-se substancialmente, primeiro devido ao moralismo internacionalista dos presidentes democratas dos EUA, e depois pelo excepcionalismo dos presidentes republicanos. Biden e Obama falaram coisas boas sobre a ONU, mas sentiram que os EUA eram obrigações morais e algum tipo de liderança natural no mundo e, portanto, iniciaram muitas guerras de protecção que deveriam ter exigido que o mandato da ONU fosse legal, e que depois acabaram por provocar muita resistência violenta e, assim, escalar a violência. O problema com esta linha foi que Obama e Biden sentiram que as suas interpretações do que é justo eram consideradas unilaterais, enquanto na realidade as pessoas em diferentes partes do mundo pensam de forma diferente sobre equidade, justiça e moralidade. Obama e Biden consideraram tais desvios do seu conceito de moralidade como desonestidade e criminalidade. Embora Trump e Bush não tivessem esta aparente superioridade moral, enfatizaram os interesses dos EUA e desconsideraram os compromissos dos EUA com os acordos e o direito internacional e muito menos a primazia nas relações internacionais dos Estados Unidos. Isto significou que os EUA não impuseram a sua própria compreensão da democracia a outras nações durante os presidentes republicanos, mas roubaram mais ou menos os países em prol dos seus interesses nacionais. Bush tentou justificar isto com algum discurso de democracia versus autocracia, enquanto Trump nem sequer tenta. Ele diz “nós temos o petróleo [sírio]”, e afirma que os europeus são cobardes quando não o juntam ao Irão para retirar o petróleo do Irão. Tanto a ilegalidade republicana como a superioridade moral americana percebida pelos democratas reduzem a autoridade da ONU, enquanto a dívida crescente dos EUA para com o orçamento da ONU e o orçamento de manutenção da paz da ONU reduz a capacidade da ONU de realizar operações de manutenção da paz com bons recursos. Subscrever Pravda Telegram channel, Facebook, Twitter fonte: port.pravda.ru

Violência no Sahel: quase 10.000 mortes num ano.

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Pelo quarto ano consecutivo, o número de pessoas mortas por grupos armados islamistas em África ultrapassou os 20 mil, segundo dados divulgados no início de Setembro pelo Centro Africano de Estudos Estratégicos. Nos doze meses que antecederam meados de 2026, foram registadas mais de 23.872 mortes em todo o continente, um recorde que confirma uma tendência contínua de aumento desde 2023. Este aumento reflete tanto a resiliência dos grupos armados como a evolução das suas táticas, incluindo a expansão territorial, o crescente recurso a ataques aéreos e drones e a maior convergência com o crime organizado. De acordo com o relatório do Centro Africano de Estudos Estratégicos, publicado a 8 de Setembro, com 9.928 mortes registadas no último ano, o Sahel continua a ser a região mais violenta de África, à frente da Somália e da Bacia do Lago Chade. Desde 2022, quase 49 mil pessoas perderam a vida na região devido à violência extremista. O Sahel, por si só, representa 42% de todas as mortes ligadas ao islamismo militante no continente e, juntamente com a Somália e a Bacia do Lago Chade, representa 92% das perdas registadas em África na última década, segundo o relatório, que compila dados de fontes disponíveis. O Sahel, a região mais afetada do continente No seu relatório, o Centro Africano de Estudos Estratégicos afirma que a coligação Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliada da Al-Qaeda, domina de forma esmagadora a violência na região: é responsável por 76% das mortes atribuídas a grupos militantes no Sahel. Desde a sua criação oficial, há dez anos, em março de 2017, o número de vítimas de extremismo violento na região aumentou aproximadamente 22 vezes. O Estado Islâmico no Grande Saara (ISGS), ativo sobretudo nas zonas fronteiriças, é responsável por 19% das mortes na região, ou 1.842 mortes, e destaca-se pela elevada taxa de violência contra civis, refere o relatório. A Nigéria não está imune a esta violência: o número de vítimas atribuíveis ao JNIM e ao ISGS subiu de zero em 2024 para 136 em 2025 e, depois, para 504 em 2026, acrescenta o Centro Africano de Estudos Estratégicos. Estes dois grupos parecem colaborar com outros grupos armados locais, incluindo a fação Sadiku do Boko Haram, o Ansaru, o Lakurawa, bem como grupos criminosos conhecidos localmente como "bandidos". O Lakurawa apresentou um aumento significativo da sua actividade, com o número de mortes que lhe foram atribuídas a subir de 136 para 509 num ano. Em contrapartida, o relatório prossegue, os países costeiros da África Ocidental visados ​​pela expansão da JNIM e da ISGS registaram uma diminuição significativa da violência: o número de vítimas caiu 78% tanto no Benim (de 277 para 81 mortes) como no Togo (de 194 para 43 mortes), um desenvolvimento amplamente atribuído aos esforços de estabilização empreendidos por estes Estados. O relatório alerta, contudo, que a JNIM provavelmente continuará a procurar expandir a sua presença nesses países, bem como na Costa do Marfim e no Gana. Tendência Continental de Aumento Em todo o continente, o ritmo da violência acelerou drasticamente desde o início da década: as 23.872 mortes registadas no último ano representam um aumento de 77% em comparação com as 13.507 mortes em 2021 e um aumento de quase 150% em comparação com as 10.002 mortes registadas em 2017. Quatro dos cinco principais palcos da violência islamista viram os seus números de mortes agravarem-se ao longo da década; apenas o Norte de África registou a tendência oposta, com o número de vítimas a descer para 31 no último ano, em comparação com um pico de mais de 3.700 em 2016. Fora do Sahel, a Somália continua a ser o segundo palco mais letal do continente, com aproximadamente 7.350 mortes por ano desde 2023, 95% das quais atribuíveis ao Al-Shabaab. A bacia do Lago Chade, por sua vez, registou um aumento acentuado de 60% no número de vítimas no último ano, enquanto Moçambique assistiu ao ressurgimento do grupo ASWJ após a retirada das forças da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com um aumento de 58% no número de mortes. POR SIKOU BAH

GABÃO: Cabo Esterias - O Presidente Oligui Nguema inaugura a primeira universidade dedicada à hotelaria e ao turismo.

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O Presidente Brice Clotaire Oligui Nguéma vai inaugurar a Universidade Multiusos de Cap Estérias esta quinta-feira, 10 de setembro de 2026… Poder Executivo. A abertura desta universidade visa dar resposta a uma dupla urgência. Em primeiro lugar, aliviar a pressão sobre a infra-estrutura existente, que se tornou insuficiente para fazer face ao aumento contínuo do número de estudantes, como é o caso da Universidade Omar Bongo. Em segundo lugar, adaptar os programas de formação às necessidades reais do mercado de trabalho gabonês. Consequentemente, será constituída por três instituições de ensino superior: a Faculdade de Ciências da Educação, a Escola Superior de Turismo e o Instituto Superior de Tecnologia (IST). Este último, que estava sem sede há algum tempo, terá agora instalações próprias no interior do novo edifício. Além disso, prevê-se que a sua capacidade atinja os 12.000 alunos, com uma fase inicial de aproximadamente 3.000 alunos. Isto significa que a população estudantil prevista é significativa e constituirá a base de um programa de formação cujo objetivo é capacitar o Gabão para atender à necessidade de trabalhadores qualificados para suprir as exigências do mercado de trabalho. Com esta nova estrutura, o governo está a apostar na profissionalização. Os futuros estudantes que pretendam seguir uma carreira na área da hotelaria e turismo terão agora uma estrutura dedicada, com programas práticos alinhados com os padrões internacionais do setor. A formação abrangerá as profissões de hotelaria, restauração, turismo, biodiversidade e gestão. Ao dar prioridade às profissões do sector dos serviços, o Presidente Oligui Nguéma pretende dotar o Gabão de uma força de trabalho qualificada, capaz de apoiar as ambições turísticas do país e de gerar valor local. Recorde-se que o Chefe de Estado já tinha anunciado esta iniciativa no seu discurso de 17 de Agosto. A Universidade Multiusos de Cap Estérias iniciará oficialmente as suas atividades no início do ano letivo 2026-2027. fonte: journaldugabon.com

Financiamento e apoio às PME no Benim: O BERD abre novas oportunidades para o sector privado.

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O Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD) lançou oficialmente o seu programa "Financiamento e Desenvolvimento das PME" na quarta-feira, 9 de Setembro, em Cotonou. Estão a ser mobilizados financiamento, serviços de consultoria, capacitação e desenvolvimento do ecossistema para ajudar as PME beninenses a estruturarem-se, a investirem e a tornarem-se mais competitivas. O sector privado do Benim dispõe agora de uma nova oferta concebida para reforçar a sua capacidade de investimento e de crescimento. O Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD) está a lançar o programa "Financiamento e Desenvolvimento das PME", uma iniciativa dedicada às pequenas e médias empresas (PME). O programa combina soluções financeiras, consultoria empresarial e apoio ao desenvolvimento do ecossistema empreendedor. Dasha Dougans, Diretora do BERD para o Benim, sublinha que este programa aborda dois desafios interligados enfrentados pelas PME: o acesso ao financiamento e o acesso à expertise, às ferramentas e aos sistemas de gestão necessários para o seu desenvolvimento. Estes factores deverão permitir-lhes melhorar a sua produtividade e governação, tornando-as, em última análise, mais "atractivas para os bancos". Para Awaou Baco, Ministra das Pequenas e Médias Empresas e Promoção do Emprego, responsável pela Formação Profissional, esta iniciativa fortalece os mecanismos existentes, particularmente os da Agência para o Desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (ADPME), dentro da estratégia mais ampla do governo para capacitar os empreendedores, especialmente os jovens e as mulheres, a expandir os seus negócios. A Ministra enfatizou o papel das PME na economia e apelou à mobilização de todas as partes interessadas: agências governamentais, bancos, investidores, parceiros técnicos e financeiros, organizações profissionais, estruturas de apoio e empreendedores. "O desafio agora é passar da oportunidade ao impacto", afirmou, "com mais empresas financiadas e estruturadas, investimentos produtivos e criação de emprego." Três pilares, múltiplos pontos de entrada O primeiro pilar é o financiamento. O BERD está a trabalhar com os bancos locais para alargar o acesso das PME a diversos produtos financeiros. A estrutura inclui linhas de financiamento comercial, linhas de crédito dedicadas às PME e mecanismos de partilha de riscos. O Banco pode também intervir através do financiamento da cadeia de abastecimento, do apoio a fundos de investimento e, para empresas de elevado potencial, do financiamento direto. O segundo pilar diz respeito aos serviços de consultoria e formação através do programa Consultoria para Pequenas Empresas (ASB). As empresas podem beneficiar de missões de assistência personalizadas às suas necessidades, incluindo o desenvolvimento de planos de negócios, gestão financeira, transição para normas contabilísticas, governação, digitalização, eficiência energética e certificações internacionais ou normas de qualidade. O objetivo é torná-las mais eficientes e melhor preparadas para os investimentos. Jessica Gaba Djomakon, Gestora Principal de Financiamento e Desenvolvimento de PME do BERD, enfatizou a natureza personalizada destas intervenções. As missões podem abranger estratégia, marketing, estudos de mercado e de viabilidade, gestão de vendas, recursos humanos, qualidade, digitalização e sistemas de gestão, indicou. No entanto, as necessidades jurídicas e fiscais não estão incluídas neste programa de consultoria. O terceiro pilar centra-se no desenvolvimento do ecossistema empreendedor. O BERD pretende reforçar os seus laços com consultores locais, autoridades, agências públicas e parceiros de desenvolvimento para identificar as PME com potencial e alargar o âmbito da sua intervenção. Está também a trabalhar para integrar novos bancos parceiros. Agronegócio, Digitalização e Transição Verde A oferta visa uma vasta gama de empresas. De acordo com a apresentação do BERD, a sua definição de PME abrange as empresas com um volume de negócios anual até 50 milhões de euros, com um parâmetro de aproximadamente 250 colaboradores permanentes, sujeitas a certas exceções. As soluções oferecidas vão desde microempresas em fase de estruturação a empresas em processo de expansão, incluindo programas para startups e empresas de elevado potencial. As prioridades do Banco incluem também a transição verde, a transformação digital e a inclusão, com especial enfoque nos jovens e nas mulheres empreendedoras. Um orçamento dedicado à transformação do agronegócio das PME está a ser ultimado com a União Europeia. O governo do Luxemburgo forneceu o financiamento inicial para o programa Star Venture. Para o setor privado, a nova oferta abre várias possibilidades: acesso a financiamento, melhoria da gestão, cumprimento de normas, aceleração da transformação digital e verde e preparação para investimentos e mercados internacionais. Segundo Dasha Dougans, o BERD pretende consolidar-se como um parceiro de longo prazo no desenvolvimento das empresas beninenses, atendendo tanto às suas necessidades imediatas como à sua capacidade de expansão. Esta cooperação assume, assim, uma dimensão operacional, após a adesão do Benim ao BERD, tornando-se o primeiro país da África Subsariana a tornar-se accionista da instituição. fonte: https://lanation.bj/

CÚPULA DE IA COREIA DO SUL-ÁFRICA: O continente africano deve aprender a lucrar com ela sem perder a sua essência.

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África é inegavelmente a bela jovem com imensos recursos, cortejada pelas grandes capitais. De facto, após as cimeiras França-África, Estados Unidos-África, Rússia-África, China-África e Japão-África (e a lista está longe de ser exaustiva), a Coreia do Sul junta-se agora a esta longa lista de concorrentes que se renderam ao enorme potencial que abunda no continente africano. A abordagem adotada por este país da Ásia Oriental é a KOAFEC. Esta cimeira de três dias teve início a 9 de setembro. Desde então, Seul tem recebido 54 delegações africanas, reunidas para um encontro económico que lhes oferecerá a oportunidade de discutir projectos conjuntos de desenvolvimento, particularmente na área da alta tecnologia. Encontrar estratégias para impulsionar as economias africanas com IA De facto, esta cimeira Coreia do Sul-África é amplamente dedicada à Inteligência Artificial (IA). Este encontro é extremamente relevante e vale ouro. Tanto mais que o tema central das discussões é muito atual e a sua importância é inegável. Além disso, e isto é importante salientar, o país anfitrião é líder em novas tecnologias. De facto, a Coreia do Sul é considerada líder mundial em Inteligência Artificial. Os países africanos têm, por isso, uma oportunidade de ouro para aproveitar a vasta experiência coreana, que este país, aliás, está disposto a partilhar generosamente. Na verdade, a KOAFEC é mais do que apenas uma cimeira. É uma oportunidade que o continente africano deve aproveitar, tanto mais que este encontro oferece perspectivas promissoras. De facto, para além das trocas B2B potencialmente frutíferas para os países participantes, a cimeira está focada principalmente em encontrar estratégias para impulsionar as economias africanas utilizando a IA. O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) está convicto da imensa oportunidade que esta tecnologia representa para África. O mauritano Sidi Ould Tah apresentou os potenciais benefícios económicos da integração da IA ​​nas economias africanas neste encontro, afirmando que poderá contribuir com até um bilião de dólares americanos para o PIB de África até 2035. Isto representa aproximadamente 4% destas economias na próxima década, de acordo com a sua análise. Isto é enorme e ilustra o impacto positivo significativo que tal transformação poderá ter nas economias africanas que procuram um crescimento genuíno. No entanto, existem pré-requisitos essenciais que devem ser cumpridos. Este nível de crescimento pode superar as projecções e tornar-se uma realidade tangível para benefício das populações, desde que cada país faça os investimentos necessários. Isto depende, antes de mais, do domínio das ferramentas de IA. Uma IA sem consciência seria a ruína de toda a humanidade. Isto é crucial. Porque esta nova tecnologia é simultaneamente uma mais-valia e um perigo para a humanidade. É uma alavanca para o progresso capaz de revolucionar várias áreas. Isso é inegável. Mas quando não é controlada ou é mal utilizada, como por vezes lamentamos constatar, esta tecnologia informática representa uma formidável arma de destruição maciça. Daí o apelo do Papa à comunidade científica relativamente aos perigos daquilo a que chamou "IA armada". Por isso, cabe ao continente africano saber beneficiar dela sem perder a sua essência. Porque se é verdade que "a ciência sem consciência é a ruína da alma", como afirmou o escritor humanista François Rabelais, então uma IA sem consciência seria a ruína de toda a humanidade. Isto significa que as várias delegações africanas não devem simplesmente utilizar esta cimeira Coreia-África do Sul para despesas de missão, estadias em hotéis de luxo e poses para a fotografia de encerramento. É uma oportunidade de aprendizagem sobre IA que devem aproveitar para compreender esta tecnologia, dominá-la e adaptá-la de forma responsável às necessidades dos seus respetivos países. Isto é ainda mais importante tendo em conta as muitas áreas em que a integração desta nova tecnologia poderá beneficiar enormemente África. Entre elas, estão a agricultura, a pecuária, a saúde, a pesca e até a administração pública, que a IA pode ajudar a revolucionar. Uma coisa é certa: a IA é o futuro. E os países africanos não se podem dar ao luxo de ficar para trás nesta evolução tecnológica. “Le Pays”

A CONDENAÇÃO DE ABDOULAYE MISKINE NO CHADE: Será que outros aspirantes a rebeldes vão tomar nota?

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Quinze anos de prisão! Esta foi a sentença proferida a 9 de setembro pelo sistema judicial chadiano contra o antigo senhor da guerra Abdoulaye Miskine. Nascido Martin Koumtamadji, o antigo general rebelde, que serviu durante muito tempo na República Centro-Africana (RCA), era também suspeito de crimes no Chade, onde foi detido em 2019. Após quase sete anos de detenção, o seu julgamento começou a 24 de agosto em N'Djamena, onde enfrentou várias acusações. Considerado culpado de conspiração criminosa, abuso grave, tortura e homicídio, foi condenado juntamente com três dos seus co-réus, que receberam penas mais leves de dez anos de prisão. Os três foram condenados a pagar conjuntamente trinta milhões de francos CFA em indemnizações a cada uma das partes civis. Esta condenação serve de alerta para todos os aspirantes a rebeldes que vagueiam pelo continente africano. Um destino verdadeiramente triste para o antigo chefe de segurança presidencial de Ange-Félix Patassé, que pensava ter encontrado a sua fortuna na selva, tornando-se líder da Frente Democrática Popular da África Central (FDPC). Este movimento rebelde, criado em 2005, ganhou notoriedade na República Centro-Africana, e os seus atos de barbárie no vizinho Chade são a causa principal dos atuais infortúnios deste ex-membro da Seleka. A Seleka, a infame milícia armada que, juntamente com a Anti-balaka, assinalou os dias negros da guerra civil centro-africana, alimentada por rivalidades mortíferas e massacres comunitários. Assim, trata-se de um indivíduo sombrio com um passado bastante pesado, que luta agora desesperadamente para escapar às garras da justiça chadiana. Isto apenas demonstra que, mais cedo ou mais tarde, todos pagam pelos seus actos, de uma forma ou de outra, a menos que sejam apanhados pelo seu passado, como é claramente o caso de Abdoulaye Miskine hoje. Em todo o caso, esta condenação serve de aviso para todos aqueles aspirantes a rebeldes que percorrem o continente africano e que, desde a República Democrática do Congo ao Sudão do Sul, incluindo o Uganda e o Sudão, para citar apenas alguns, se banqueteiam com o sangue de populações inocentes, por vezes massacradas sem hesitação e frequentemente sacrificadas no altar de interesses pessoais ou ambições sedentas de poder. Será que aprenderão com isso? É incerto. Até porque muitos pensam que isso só acontece aos outros até ao dia em que se vêem presos na rede da justiça. No entanto, desde Thomas Lubanga a Patrice Ngaïssona, incluindo Alfred Yekatom e Jean-Pierre Mbemba, entre outros, inúmeros senhores da guerra tiveram de responder pelos seus crimes perante a justiça internacional. Estes senhores da guerra, que cometeram assassinatos, tortura, ataques contra civis, deslocação forçada de populações, recrutamento de crianças-soldado e profanação de locais de culto, acreditavam-se intocáveis ​​enquanto detinham o poder, para se verem subjugados anos mais tarde. A realização deste julgamento é mais uma prova de que a vida de um senhor da guerra não tem futuro. E que dizer de todos aqueles ex-genocidas ruandeses que continuam a ser implacavelmente caçados em todo o mundo, muitos dos quais foram desalojados dos seus esconderijos na Europa, América e África para serem julgados em diversos países? Voltando a Abdoulaye Miskine, os seus advogados decidiram recorrer, depois de consultarem o seu cliente, que ainda espera ser absolvido, para levar o caso ao Supremo Tribunal. Mas, seja qual for o veredicto final, a realização deste julgamento — que não é o primeiro do género contra um antigo senhor da guerra — é mais uma prova de que a vida de um senhor da guerra não tem futuro e que não há refúgio para um criminoso. E quando a justiça humana falha, a justiça inerente que naturalmente prevalece estará sempre lá para recompensar a virtude e punir o vício, de modo que aqueles que praticam boas ações colham os frutos e aqueles que praticam más ações arquem com as consequências. Para as famílias das vítimas, para além da indemnização, esta condenação é um grande alívio que lhes permitirá finalmente chorar a perda dos seus entes queridos. E é por isso que este julgamento é tão importante. "Le Pays"

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