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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cavaco Silva lamenta morte de “figura maior da História cabo-verdiana” .

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O Presidente da República, Cavaco Silva, lamentou hoje a morte de Aristides Pereira, recebendo com “consternação” a perda de “uma figura maior da História cabo-verdiana”. Aristides Pereira, o primeiro Chefe de Estado de Cabo Verde, morreu hoje, aos 87 anos.
Numa mensagem de condolências enviada ao homólogo cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, e publicada no site da Presidência da República, Cavaco Silva recordou Aristides Pereira como um “homem de profundas convicções, que teve sempre no centro das suas preocupações o progresso económico e social do seu povo”.

De Cabo Verde chegam igualmente palavras de pesar. “O país está de luto nacional pela perda de uma figura marcante da nossa história recente”, sustentou o Presidente Jorge Carlos Fonseca, acrescentando que recebeu a notícia da morte de Aristides Pereira com “profundo sentimento de pesar e consternação”.

Jorge Carlos Fonseca avançou que foi decretado luto nacional de cinco dias pela morte do primeiro Presidente de Cabo Verde e que as cerimónias fúnebres oficiais vão decorrer na cidade da Praia e o funeral na ilha da Boavista.

O ex-Presidente português Mário Soares disse hoje, em Lisboa, que a morte do antigo chefe de Estado cabo-verdiano, Aristides Pereira, representa uma grande perda não só para Cabo Verde e Guiné-Bissau, mas também para todo o espaço lusófono.

“Fiquei muito impressionado e triste com a morte de Aristides Pereira. Foi uma notícia que representa uma grande perda não somente para Cabo Verde e Guiné, mas também para todo o espaço da lusofonia e, em especial, para Portugal”. A declaração é de Mário Soares, que conheceu Aristides Pereira logo depois do 25 de Abril.

“Foi neste primeiro encontro que, em 1974 [em Dacar, Senegal], logo a seguir à revolução, durante uma noite inteira, nós conseguimos resolver o cessar-fogo na luta da Guiné, foi uma coisa importante, foi o primeiro passo para depois fazermos a autodeterminação e reconhecermos a autodeterminação e a independência. Isso foi começado por nós os dois”, sublinhou em declarações à Lusa.

Um dos cofundadores do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em 1956, Aristides Pereira foi, ao lado de Amílcar Cabral, Luís Cabral, Fernando Fortes, Júlio de Almeida e Elisée Turpin, um dos principais dinamizadores do movimento que lutou pela emancipação das duas antigas colónias portuguesas. “Fiquei, desde sempre, muito amigo de Aristides Pereira, porque era um homem de grande inteligência, simpatia e modéstia, um homem de grandes predicados, muito patriota e um homem muito sério. A verdade é que ele me impressionou sempre muito, inclusive depois como Presidente da República”, frisou Mário Soares.

Também o cônsul honorário de Cabo Verde em Coimbra, Agostinho Almeida Santos, lamentou a morte de Aristides Pereira em declarações à Lusa. Considerando-o uma “figura de prestígio, não só cabo-verdiana, mas também mundial”, Almeida Santos lembrou o amigo com quem partilhava “o mesmo sonho”. “Sonhávamos ambos o mesmo sonho, da liberdade, democracia e solidariedade humana”, afirmou.

Aristides Pereira morreu hoje nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), onde estava internado desde o início de Agosto, depois de ter sido operado na sequência de fractura no colo fémur agravada pela condição de diabético.

fonte: publico.pt

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