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domingo, 6 de maio de 2012

NAVIO DE GUERRA PORTUGUES VOLTA PARA PORTUGAL.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general António Indjai, encabeça a lista de individualidades alvo das sanções da União Europeia, que inclui outros cinco militares considerados responsáveis pelo golpe de Estado.

É, como muitas outras decisões similares, mais uma brincadeira que ninguém, sobretudo os visados, leva a sério.

Um dia depois de a UE ter aprovado sanções contra os líderes do golpe militar de 12 de Abril passado, a lista de seis pessoas que passam a ficar impedidas de entrar em território comunitário e cujos bens são congelados foi hoje publicada no Jornal Oficial da União Europeia e inclui ainda os generais Mamadu Ture 'N"Krumah', Augusto Mário Có, Estêvão na Mena, Ibraima ('Papa') Camará e o tenente-coronel Daba Na Waln.

Recordam-se que, em 2010, os EUA e essa mesma União Europeia avisaram as autoridades da Guiné-Bissau que o novo chefe das Forças Armadas não poderia estar implicado nos acontecimentos de 1 de Abril, como era o caso do major-general António Indjai?

E então qual foi o resultado? Perante este sério aviso, o governo de Carlos Gomes Júnior escolheu (e o presidente Balam Bacai Sanhá aceitou) para chefiar as Forças Armadas, nem mais nem menos do que... António Indjai.

Digna e sem meias medidas foi a posição do Governo de Cabo Verde que, embora sem o peso dos EUA, da UE e da CPLP, avisou que a nomeação de António Indjai como CEMGFA "trará consequências", como "o aumento do risco de cansaço" da comunidade internacional.

Farto do silêncio da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, que devia andar muito atarefada em abrir as portas da organização à Guiné-Equatorial, José Brito .então chefe da diplomacia de Cabo Verde, mostrou (mais uma vez) que Cabo Verde pensa pela sua própria cabeça.

José Brito disse no dia 1 de Junho de 2010 que Cabo Verde ia "trabalhar pela paz na Guiné-Bissau", o que não o impedia de dizer que é sério o risco de cansaço da comunidade internacional.

E como bem disse, "importa que os políticos guineenses entendam que há limites que não devem ser ultrapassados".

"Cabo Verde age de maneira autónoma da comunidade internacional e segue os esforços de paz e estabilidade. O papel de Cabo Verde vai ser o de facilitar o diálogo",reforçou José Brito.

"Por sua própria admissão, no dia 1 de Abril, o major-general António Indjai ordenou o sequestro e detenção do primeiro-ministro democraticamente eleito e do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, o qual foi legalmente nomeado",salientou na altura o governo norte-americano, acrescentando que, "além disso, Indjai ameaçou a vida do primeiro-ministro, bem como a dos corajosos cidadãos guineenses que se manifestaram contra a ilegal detenção".

Pois foi. Mas, na verdade, António Indjai lá continua de armas e bagagens, cantando e rindo.

Em 2010 também Portugal deu uns palpites sobre a situação. "Nós depositamos neste momento grande confiança no acompanhamento da situação guineense que está a ser feito no âmbito da CEDEAO, da CPLP, da UE e das Nações Unidas. Consideramos que a comunidade internacional, em particular através destas instituições e organizações, podem dar um contributo da maior importância para fortalecer aquelas que são frágeis instituições constitucionais do país", disse Cavaco Silva.

Uma das traduções destas afirmações diz que Cavaco Silva entende que António Indjai não deveria ser o chefe militar. O presidente português deixa, contudo, uma ambiguidade típica que lhe permite, um dia destes, receber em Lisboa o novo líder militar guineense. E se dúvidas existirem, poderá sempre dizer que nunca ninguém o ouviu dizer que era contra...

Havendo, como disse Cavaco Silva, "grande convergência de pontos de vista", porque carga de água o presidente português não falou na interferência dos militares nas questões políticas?

Cá para mim, Portugal continua a estar sempre do lado de quem está no poder, independentemente de serem ditadores civis ou militares. Sempre assim foi desde as independências das ex-colónias e, pelos vistos, sempre assim será.

Portugal continua a desempenhar o papel que mais lhe agrada, como seja o de meter o rabinho entre as pernas, cantando e rindo na vertiginosa aproximação aos países mais desenvolvidos do norte de... África.

Na sequência da nomeação de António Indjai, os EUA anunciaram que iam apoiar a reforma do sector de defesa e segurança e a União Europeia disse que ia rever os acordos de cooperação com a Guiné-Bissau. Viu-se.
  fonte: Pravda News


Resolução sobre a Situação na Guiné-Bissau na IX Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP.

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Sublinhando a feliz coincidência da IX Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP se realizar a 5 de maio, Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP;
Validando os valores contidos na Declaração Constitutiva da CPLP e
Reafirmando que “(…) a língua Portuguesa constitui entre os respetivos povos um vínculo histórico e um património comum resultantes de uma convivência multisecular que deve ser valorizada (…)” e “ (…) um meio privilegiado de (…) projeção internacional dos seus valores culturais, numa perspetiva aberta e universalista”, o Conselho de Ministros aprovou uma Resolução sobre a Situação na Guiné-Bissau.
IX REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTROS DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
Lisboa, 05 de Maio de 2012
Resolução sobre a Situação na Guiné-Bissau
O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reunido na sua IX Sessão Extraordinária, em Lisboa, no dia 5 de Maio de 2012, dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP, para analisar a situação na República da Guiné-Bissau, e na sequência da Resolução adotada na VIII Reunião Extraordinária, do passado dia 14 de Abril, após escutar uma informação do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades da Guiné-Bissau,
DECIDE:
1. Reiterar a condenação veemente e sem reservas do golpe de Estado perpetrado pela liderança das Forças Armadas da Guiné-Bissau;
2. Exigir a reposição integral da ordem constitucional, abrangendo a restauração do funcionamento e da autoridade dos órgãos legítimos de poder, incluindo o Presidente da República interino e o Primeiro-Ministro, bem como a conclusão do processo eleitoral interrompido pelo golpe de Estado, cuja primeira volta foi considerada livre e transparente pela Comunidade Internacional, a CPLP reafirma que está, e estará, ao lado do povo guineense;
3. Reafirmar que as únicas autoridades da Guiné-Bissau reconhecidas pela CPLP são as que resultam da legitimidade constitucional e democrática e dar o seu apoio incondicional à posição expressa pelo Governo legítimo da Guiné-Bissau subsequente à Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, realizada em Dakar, no dia 3 de maio de 2012;
4. Expressar satisfação pelo fim da detenção do Presidente da República interino Raimundo Pereira e do Primeiro-Ministro Carlos Gomes Júnior, afirmando, no entanto, que ambos deverão poder exercer a plenitude dos seus direitos civis e políticos na Guiné-Bissau, exigindo a libertação dos demais detidos no âmbito do golpe de Estado e o fim de restrições às liberdades individuais;
5. Sublinhar a importância da constituição urgente do “Grupo de Contacto para a Crise na Guiné-Bissau”, referido no Relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas, S/2012/280, de 30 de abril, sobre a situação na Guiné-Bissau, sob a coordenação das Nações Unidas, com representantes da UA, da CPLP e da CEDEAO, tendo em vista o estabelecimento de uma parceria abrangente que possa contribuir para a pacificação e a estabilização duradoura na Guiné-Bissau;
6. Sublinhar a necessidade de respeitar escrupulosamente as decisões das Nações Unidas, o Ato Constitutivo da União Africana (UA), o Protocolo relativo à criação do Conselho de Paz e Segurança da UA e o Capítulo VIII da Carta Africana da Democracia, Eleições e Governação, quanto ao acesso ao poder por meios não constitucionais. Qualquer outra via constituiria um desafio à autoridade do Conselho de Segurança das Nações Unidas e uma flagrante violação do princípio de “tolerância zero” da UA e da CEDEAO, estabelecendo um perigoso precedente e com o qual a CPLP não se compromete;
7. Apelar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que imponha sanções direcionadas a militares e civis implicados no golpe de Estado e manifestar apoio às medidas restritivas, recentemente adotadas pela União Europeia, contra militares guineenses e às sanções previstas pela CEDEAO;
8. Reiterar o seu apoio ao pedido do Governo legítimo da Guiné-Bissau para a constituição de uma força de estabilização abrangente, mandatada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e incluindo contingentes de membros da CEDEAO, da CPLP e da União Africana;
9. Realçar a necessidade imperiosa de concretizar a reforma do sector de defesa e segurança da Guiné-Bissau e combater incondicionalmente a impunidade e a ameaça do narcotráfico na África Ocidental, devendo a resposta da Comunidade Internacional criar uma oportunidade decisiva para o efeito.
10. Alertar a Comunidade Internacional para a emergência de uma situação humanitária na Guiné-Bissau, nomeadamente com deslocados, refugiados e risco de epidemias e para a necessidade de serem tomadas medidas em conformidade.
Lisboa, 5 de Maio de 2012.

fonte: expresso.pt

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