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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

GOVERNO PERSEGUE EMPRESÁRIO.

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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

É um escândalo! António Lopes da Moura, empresário com simpatias pela oposição, é alvo de “marcação serrada” do Executivo de José Maria Neves – que se socorre de todos os expedientes para o prejudicar, tentando, pelo meio, favorecer camaradas de partido.
António Moura sente-se alvo de perseguição implacável.
Praia, 4 de Novembro 2011 – António Lopes da Moura é um homem amargurado, mas, até hoje, não se deixou abater. Tem recusado várias entrevistas a órgãos de comunicação social porque, sempre que fala publicamente, sente que a sua empresa – a Moura Company – é ainda mais prejudicada. “O Governo não respeita a lei, passa por cima da lei para atingir as pessoas”, diz com os olhos fixos num ponto imperscrutável do gabinete na Achada de Santo António, onde recebe o Liberal.

Ex-emigrante nos Estados Unidos da América (EUA), Moura construiu uma vida empresarial a pulso e, por amor à terra que o viu nascer e que é dos seus ancestrais, regressou a Cabo Verde para ajudar ao desenvolvimento do país depois do então Primeiro Ministro, Carlos Veiga, ter convidado os emigrantes a investir no país. Homem engajado politicamente, sente que as suas convicções políticas estão a ser ilegitimamente atacadas por um Governo que o tem vindo objectivamente a prejudicar.

“Há uma intenção de destruir esta empresa. A Moura Company está nesta situação porque o Governo não respeita a lei, não toma medidas no sentido de a fazer cumprir. E isto acontece desde 2001”, confessa, com o ar de quem ainda não entende como tal coisa possa acontecer num regime democrático.

Para além, das suas palavras – que valem o que valem e são suas –, percebe-se que fala verdade, são casos a mais para que se possa pensar tratar-se de coincidências. Estranho é que praticamente ninguém, ao nível da imprensa, tenha pegado no assunto, apesar das suas escusas em conceder entrevistas. Por exemplo, fará algum sentido que a empresa tenha de estar, num caso, nove meses à espera da desalfandegagem de autocarros e, num outro, dois anos? Haverá alguma casualidade nestas duas circunstâncias?

É uma "dor de alma" ver autocarros praticamente novos e parados
É uma "dor de alma" ver autocarros praticamente novos e parados.
Incrivelmente, com as autoridades a fazerem vista grossa, durante anos “os ‘hiaces’ param em frente da Moura Company, sem que a polícia actue, fazendo uma concorrência ilegítima. Isto viola claramente a lei e, durante a última década, foi-nos criando prejuízos incalculáveis, mas que se situam em milhões de contos”, alega ainda António Moura. E Liberal sabe que parte considerável das viaturas clandestinas em circulação é propriedade, por incrível que pareça, de agentes policiais e, noutros casos, de figuras ligadas ao partido do Governo. É o caso, a título de exemplo, de José Gomes da Veiga, ex-presidente da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, que segundo se diz é proprietário de vários ‘hiaces’ e que, recentemente, exigiu concurso para a rede de transportes públicos da Praia, tendo como cabeça de lobby o próprio PAICV, no caso a bancada da Assembleia Municipal da capital. São factos, estão documentados e foram notícia na imprensa cabo-verdiana. Aliás, não fosse o conluio com o PAICV, nesta altura, o processo por gestão danosa de Veiga, enquanto autarca, já estaria em tribunal. Só não está porque a inspecção das finanças prefere arquivar e esquecer, a mando sabe-se lá de quem, embora não seja difícil prever. ““O GOVERNO AO PREJUDICAR-ME, PREJUDICA TAMBÉM A POPULAÇÃO DA PRAIA”
De quase uma centena de autocarros da Moura Company, apenas 23 estão neste momento em circulação, os restantes, por razão do custo de importação de peças, estão a ser “canibalizados” para manter a frota em movimento. “Os autocarros que estão em linha servem para manter a nossa posição no mercado, à espera de melhores dias”, diz Moura que, quando os dias eram melhores, chegou a ter mais de cem viaturas em circulação.

Cada autocarro gasta, por média, entre 50 a 60 litros de combustível por dia, razão que leva o empresário a dizer-nos: “Neste momento, se colocássemos todos os autocarros em linha, não teríamos receitas para cobrir as despesas com combustível, precisamente porque ao lado temos ‘hiaces’ a concorrer ilegalmente com preços muito abaixo dos nossos”. E, na concorrência legítima – referimo-nos à SolAtlântico -, a situação não é melhor: a empresa tem, neste momento, em circulação 5 ou seis autocarros e, mesmo assim, muito mais velhos que os da Moura Company. Aliás, choca ver dezenas de autocarros parados, praticamente novos, nas instalações da Achada de São Filipe onde fica a sede da empresa de António Moura.

“O Governo ao prejudicar-me, prejudica também a população da Praia que não tem a rede de transportes que merece e a capital do pais exige”, desabafa o empresário na despedida.

fonte: Liberal Online

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