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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Biaguê Nan Tan é o novo CEMGFA da Guiné-Bissau.

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novo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau disse que os militares vão submeter-se ao poder político democraticamente eleito e que vai promover a formação e reforma do setor.


O novo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau garante total obediência ao poder político, respeito às leis e promete formação aos jovens soldados daquele país. Biaguê Nan Tan foi hoje (17.09) empossado pelo Presidente guineense como novo CEMGFA.
Promovido também a tenente-general de três estrelas, Biaguê Nan Tan era até aqui uma discreta figura no cenário das forças armadas da Guiné-Bissau, apesar de ser um militar de carreira que participou na luta armada de libertação do país contra o jugo colonial.
Tido como homem de confiança de José Mário Vaz, Presidente da República, que o recrutou para chefiar a Casa Militar da presidência da República há cerca de dois meses, Biaguê Nan Tan, de 64 anos, é da etnia balanta com um conhecimento profundo das Forças Armadas que representou desde 1962 quando tinha 12 anos de idade, ainda durante a luta armada de libertação nacional.

Garantir a tranquilidade, a paz e a reconciliação

Cerimónia de empossamento do novo CEMGFA da Guiné-Bissau
O próprio disse no ato da tomada de posse que não é de muitas palavras, mas promete garantir a tranquilidade, paz e a reconciliação nacional, através das três prioridades traçadas.
“Não consigo falar muito, mas quero dizer que em primeiro lugar as Forças Armadas têm que respeitar a Constituição da República e subordinarmos ao poder político democraticamente eleito. Em segundo lugar a nossa tarefa será a organização das Forças Armadas e finalmente teremos a formação dos jovens que amanhã irão substituir-nos”.
Biaguê Nan Tan ao afirmar que a Guiné-Bissau viveu nos últimos tempos momentos conturbados acrescentou que “esta fase terminou" e agora é preciso "criar melhores condições para todo o povo deste país”.
De entre vários postos ocupados, foi nomeado em 2010 comandante-geral da Corporação Nacional da Guarda Fiscal.
Em 1995 foi observador militar das Nações Unidas em Angola e dois anos depois participou no teatro de operações conjuntas com 12 países de sub-região, incluindo França, Rússia e Inglaterra. Biaguê Nan Tan exerceu ainda as funções de vice-chefe de Estado-Maior do Exército.
Dinamizar o processo de reforma das FA

Prestação de juramento no cargo de CEMGFA
Perante o corpo diplomático, o Presidente José Mário Vaz disse na cerimónia que é preciso dinamizar o processo da reforma para garantir a estabilidade no país e deixou palavras de apreço ao demitido António Indjai das funções de Chefe de Estado-Maior General.
“Esta mudança visa a escolha de uma personalidade com perfil que se adapte ao momento difícil em que se encontra as nossas Forças Armadas”.
Mário Vaz sublinhou que as Forças Armadas da Guiné-Bissau devem contribuir para devolver a confiança ao povo na instituição militar “que ele próprio criou enquanto instrumento para a conquista da independência”.
Segundo o Presidente guineense, o mais importante neste momento é que “o povo confie nas instituições da República e nos seus titulares e que a condição fundamental para que a reforma a nível da defesa e segurança se faça sem sobressaltos e num clima de paz e estabilidade.

Cumpriu-se apenas a lei
Nas palavras do primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, cumpriu-se apenas o que a lei manda.
“O ato de promoção do tenente-general Biaguê Nan Tan corresponde a um dispositivo constitucional no sentido da reposição dos elementos necessários para o funcionamento de um órgão fundamental para o nosso país como é o Estado Maior-General das Forças Armadas."
Toda a comunidade internacional aplaudiu a decisão do presidente em substituir o chefe dos militares da Guiné-Bissau. Agora resta saber se vai ou não manter em funções todos os chefes dos diferentes Ramos militares.
O decreto da nomeação de Biaguê Nan Tan refere que a escolha foi feita após terem sido cumpridas as formalidades constitucionais, isto é, auscultação ao conselho das chefias militares, conselho de defesa nacional e Governo.
# dw.de

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