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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Rússia: Semelhanças que não são meras coincidências.

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Semelhanças que não são meras coincidências. 18864.jpeg

Por: Mario Augusto Jakobskind

Qual a semelhança entre o deputado Natan Donadon, do PMDB, que está cumprindo pena por peculato e formação de quadrilha no presídio de Papuda, em Brasília, e o Senador boliviano Roger Pinto Molina, que conseguiu fugir da embaixada brasileira em La Paz e percorrer 1600 quilômetros sem ser molestado?
Donadon foi poupado pelos seus pares e não perdeu o mandato parlamentar. Tanto o deputado brasileiro como o senador boliviano juram inocência. Pergunta-se: qual o réu acusado por crimes de corrupção admite culpa?

Roger Pinto Molina já estava condenado a um ano de prisão em um processo por corrupção e deveria responder a outros 20. Além de ser acusado de crimes ambientais, Molina responde na Justiça por delitos econômicos no valor de 6 milhões de dólares, cometidos quando governou o Departamento de Pando.
O Senador boliviano também está envolvido em um massacre que resultou na morte de 13 indígenas e em centenas de feridos. Ou seja, o parlamentar boliviano não é propriamente um perseguido político, da mesma forma que o deputado brasileiro.
Esteve mais de 15 meses na Embaixada brasileira, tendo recebido asilo político pelo governo de Dilma Rousseff, mas não salvo conduto por parte da Bolívia. Na semana passada, em uma operação rocambolesca, que tem todos ingredientes de participação de serviço de inteligência associado com setores conservadores do brasileiro e boliviano, Molina ingressou em território do Brasil e em seguida foi de avião particular para Brasília em companhia do Deputado Ricardo Ferraço, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

O coordenador da operação de fuga, o encarregado de negócios brasileiro em La Paz, diplomata Eduardo Saboia, passou a ser considerado pela mídia de mercado um "herói". Os defensores da fuga chegaram a alegar que a ação foi feita por "razões humanitárias", já que Molina estava doente e em estado de depressão. Tão doente que ao chegar ao Brasil nem um médico foi procurar e a sua alegria não lembrava em nada o "estado depressivo" alegado.
Os defensores de Molina, alguns colunistas de sempre, estão sendo contraditórios. Enquanto criticam com toda a veemência o fato de a Câmara dos Deputados ter mantido o mandato do parlamentar presidiário Donaton, defendem com o máximo ardor o agora ex-Senador Molina, na verdade, não propriamente um perseguido político, mas sim um acusado, que tem todo o direito de defesa, de delitos econômicos contra a nação boliviana e de direitos humanos.

Baseado em informações incorretas da própria representação diplomática brasileira em La Paz, o Itamaraty aprovou a concessão do asilo político, portanto não a um perseguido político, mas a um político acusado de corrupção. O então Ministro Antonio Patriota poderia ter recorrido a outras fontes antes de levar a posição ao governo e conceder o asilo político. Patriota, agora ex-ministro virou embaixador na ONU.

Esse episódio lembra o modo de agir bizarro do conservadorismo brasileiro, que defendeu uma ação militar contra o governo de Evo Morales quando a Bolívia decidiu defender os seus interesses e adotar medidas restritivas contra a ação da Petrobras.

Ninguém foge de um país percorrendo mais de 1600 quilômetros sem ser admoestado. É preciso saber quem protegeu o senador. Se isso não for feito, seguirá pairando a dúvida de que a ação foi mesmo coordenada por grupamentos conservadores interessados em criar fatos no sentido de impedir a continuidade da integração latino-americana, que passa pelo entendimento entre brasileiros e bolivianos.
E quem estaria interessado em dividir as nações latino-americanas se não os setores conservadores associados aos serviços de inteligência dos Estados Unidos, cujo governo pretende que o nosso continente volte a ser o pátio traseiro ou quintal de Washington, como declarou recentemente o secretário de Estado norte-americano, John Kerry?

Uma pergunta que não quer calar: se por um acaso o deputado-presidiário Natan Donadon para fugir da sentença que o condenou a 13 anos de prisão pedisse asilo político a uma embaixada estrangeira no Brasil, qual seria a reação popular e das autoridades? E o que diria a mesma mídia de mercado que tenta incutir na opinião pública que Roger Molina é um perseguido político?

"Você finge que aprende e eu finjo que ensino" - As recentes declarações da professora e doutora da Faculdade de Direito de São Paulo, Maristela Basso sobre o episódio da fuga do senador boliviano remetem ao que dizia o saudoso mestre Darci Ribeiro ao criticar a academia: "você finge que aprende eu finjo que ensino".

A professora doutora disse que "a Bolívia é insignificante em todas as perspectivas. É um país, sim, que tem uma fronteira enorme com o Brasil, são nossos vizinhos que têm maior fronteira terrestre, mas nós não temos nenhuma relação estratégica com a Bolívia, nós não temos nenhum interesse comercial com a Bolívia". E ainda por cima acrescentou: "os brasileiros não querem ir para a Bolívia. Os bolivianos que vêm de lá vêm tentando uma vida melhor aqui, [eles] não contribuem para o desenvolvimento tecnológico, cultural, social e desenvolvimentista do Brasil. Então, Bolívia é um assunto menor".

Além de demonstrar racismo e preconceito, a professora doutora, fã de Fernando Henrique Cardoso, simplesmente demonstrou ignorância sobre o fato de que três quartos do gás natural consumido pelas indústrias paulistas provêm da Bolívia, por um gasoduto de mais de 3.000 quilômetros.
fonte: pravda.ru

Paremos de chamar as nossas dirigentes de " Damas de Ferro", isso é ridículo!

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Nós não dizemos nunca a um homem político que ele é de ferro. Então por que dizer isso as nossas dirigentes? 
Christiane Taubira (droite) et Aminata Touré (gauche), Dakar, mars 2013 / AFP
Christiane Taubira (à direita) e Aminata Touré (à esquerda), Dakar, março de 2013 / AFP


Em todo o mundo, ainda há muito a ser feito para acabar com a desigualdade e a discriminação sofrida pelas mulheres em diversas áreas. Em algumas regiões, a igualdade de acesso das mulheres à educação e ao mundo do trabalho continua a ser uma pista de obstáculos e de luta.
Portanto, quando uma mulher atinge responsabilidades qualquer e em qualquer campo que seja, ela rapidamente é atribuída o epíteto de " Dama de Ferro " um pouco como se a mantivéssemos sempre com " aperto " para dirigir uma empresa ou qualquer instituição.

Este caso existe e em abundancia ainda, em 1 º de setembro, quando Aminata Touré foi nomeada primeiro-ministro do Senegal. Todo mundo usou e abusou do epíteto " Dama de Ferro " para falar sobre o assunto ( quando ela tinha ocupado a posição soberana do Ministro da Justiça, no governo anterior ).

As mulheres são em poucos números dirigindo negócios, tanto é que, qualquer uma que consegue aceder a cargo, ela é tida como uma " Dama de Ferro ". Isso será dito a todas aquelas que, um dia, chegam a presidir o destino desse país.

As primeiras que nós atribuímos esse terrível apelido (nós esquecemos muitas vezes ) que na Siri Lanka Sirimavo Bandaranaike (foi várias vezes primeiro-ministro) e Golda Meir, a primeira-ministra de Israel 1969-1974. Devido à sua resistência (devido ao seu temperamento, no contexto da época que era necessário e que, talvez, porque ela não tinha escolha, em meio a horda de homens a quem ela ordenava ), Golda Meir foi até apelidada de "o melhor homem do governo".

Bem, obviamente, aquela através do qual este termo foi popularizado foi Margaret Thatcher. Desde então, todas as dirigentes políticos são de " ferro".

Segurem-se! Quando em Libéria, Ellen Johnson Sirleaf em 2006 tornou-se o primeira Africana a ser eleita chefe de Estado, ela imediatamente se tornou uma " Dama de Ferro ". No entanto, esta economista não tem nada de uma mal-humorada e a gestão do país ganhou um certo calor.

Joyce Banda do Malawi não é excepção, embora desde abril de 2012, quando ela sucedeu Bingu Wa Mutharika do Malawi a cabeça do governo, ela revelou-se principalmente por ações brilhantes como a revenda do avião presidencial. Em suma, tudo se passou na mente dos homens, como se, quando uma mulher está dirigindo, tudo descarrilha completamente, a ponto de tornar-se como de ferro. Como isso é estranho!

Imaginem vocês qualificar um homem empreendedor de "Homem de Ferro ", por exemplo? Não, isso seria ridículo. Portanto, isso é tudo referindo, se não mais, para chamar de "ferro" a uma mulher quando ela é a chefe. Isso é limite de insulto.

Em Madagascar, elas se encontraram numa parada. Lá, nós não dizemos " dama de ferro ", mas de " Ranavolona " o nome de uma antiga rainha malgache  reputada por sua firmeza e falta de misericórdia. Mas, reparem-se, que o apelido é também em si pejorativo, pleno de desprezo. Parece que nós supomos que qualquer mulher que se esforça para exercer corretamente o seu trabalho no meio de uma fauna de homens, muitas vezes ela é frustrada e amargurada, falta obrigatoriamente de misericórdia e de fazer mostrar o autoritarismo... De forma grossa, o Ranavolona e a Dama de Ferro, são a mesma coisa, só que pior. Não importa qual!

Por: Raoul Mbog

fonte: Slate Afrique



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