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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Cabo-verdianos reclamam maior descentralização em Dia da Independência.

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Em São Vicente, reinvindicou-se uma "distribuição mais criteriosa dos recursos”. Em São Nicolau, quis-se alertar o Governo para a deficiente ligação marítima e aérea de e para a ilha e para o desemprego jovem.
Kap Verde Demonstration gegen die Vorherrschaft der Hauptinsel (DW/Z. Semedo)
Manifestação em São Vicente no 42º aniversário da Independência de Cabo Verde
Milhares de pessoas participaram esta quarta-feira (05.07) numa manifestação cívica no Mindelo (ilha de S.Vicente) que durou cerca de uma hora e meia. Sob o lema "Estamos cansados de ser ignorados, basta!", a manifestação decorreu em ambiente de muita festa. Os participantes percorreram várias artérias da cidade, sem quaisquer incidentes, empunhando cartazes com palavras de ordem como "basta de centralismo”, "distribuição mais criteriosa dos recursos” e reivindicando autonomia.
A ideia da manifestação surgiu por iniciativa do movimento Sokols (uma organização de massa juvenil fundada em S. Vicente), cujo atual mentor, Salvador Mascarenhas, lançou o desafio através da sua página na rede social Facebook. Em declarações à Rádio de Cabo Verde, Mascarenhas explicou que "o que se passa no país é que os partidos políticos têm estado a não responder aos anseios da população”. Para Salvador Mascarenhas, "o Governo tem de agir consoante as vontades populares”, no entanto, o que tem acontecido tem "sido exatamente o contrário”.
Salvador Mascarenhas foi dos que mais gritou durante a manifestação. Com um megafone na mão, foi repetindo palavras de ordem: "Povo de São Vicente, povo de Cabo Verde, fizemos jus ao Dia da Independência. Hoje foi um dos maiores exercícios da liberdade de expressão em Cabo Verde. De uma forma sem precedente o povo saiu à rua para dizer o que lhe vai na alma. Queremos que nos deem autonomia e liberdade para trabalhar”, gritou.
Kap Verde Demonstration gegen die Vorherrschaft der Hauptinsel (DW/Z. Semedo)
Milhares de pessoas participaram esta quarta-feira (05.07) numa manifestação cívica no Mindelo
Os manifestantes pediram ao Governo central que olhe por São Vicente. Um dos cidadãos presentes na manifestação afirmou à DW África que "São Vicente não está satisfeito e todos estão a sentir isso na pele”. Um outro mindelense mostrou-se satisfeito com a manifestação que descreveu como "extraordinária”. "Foi com civismo estonteante, não se manifestou contra nenhum Governo ou político, mas sim a favor de São Vicente, a favor da descentralização”, acrescentou.
"Inicialmente pensei que estava pouca gente, mas a manifestação superou as expectativas”, afirmou ainda outro manifestante.
Protestos em São Nicolau
Kap Verde Demonstration gegen die Vorherrschaft der Hauptinsel (DW/Z. Semedo)
Manifestação em São Nicolau
Na ilha de São Nicolau, o povo também saiu à rua alertando o Governo para a deficiente ligação marítima e aérea de e para a ilha e para o desemprego jovem que se regista atualmente.
José Almeida, promotor desta manifestação, afirma que, tal como clamou o povo durante a manhã, "a ilha de São Nicolau foi abandonada”. "Prometeu-se muita solução, mas tudo ficou em promessa. Queremos que o Governo preste mais atenção à ilha. São Nicolau já foi uma ilha de referência e berço da intelectualidade cabo-verdiana”, deu conta.
"Vitalidade da democracia"
Numa primeira reação, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, disse que estas manifestações provam a vitalidade da democracia cabo-verdiana. Afirmando que "vê [a realização] de manifestações com toda a naturalidade”, o Presidente da República cabo-verdiano acrescentou que "nas democracias, o direito de manifestação, à greve, de expressão, à crítica, à diferença, à indignação e ao protesto são coisas absolutamente normais e traduzem-se de certa forma na vitalidade da democracia que nós temos”.
Também o Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afinou pelo mesmo diapasão. "Estamos em democracia e as pessoas têm toda a liberdade para se manifestarem. O facto de estarmos a ver isso representa que há mais liberdade, não há medo e os cidadãos podem manifestar-se”. Sobre as motivações das manifestações, o Primeiro-ministro afirmou "não ter nada que opinar”.
Janira Hopffer Almada, líder do principal partido da oposição (Partido Africano de Inpedendência de Cabo Verde-PAICV), disse também que as manifestações foram um acto de cidadania. Para esta cabo-verdiana, "em democracia temos de assumir que quem dá o poder é o povo e é preciso auscultar o povo em permanência e os sinais que [este] vai emitindo”.
O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro, que reside em São Vicente, concorda com os manifestantes e afirma que a ilha precisa de uma atenção especial. Para este responsável, "quando o povo demonstra, de forma ordeira e civilizada, o seu descontentamento, nós os políticos devemos ouvir, porque em democracia é o povo quem mais ordena”.
fonte: DW ÁFRICA

Haverá observadores europeus nas eleições gerais angolanas?.

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A eurodeputada Ana Gomes admite que a União Europeia (UE) venha a recusar o convite de Angola para observar as eleições gerais de agosto próximo, devido ao atraso no convite por parte de Luanda.
fonte: DW ÁFRICA
Angola 2012 Wahlen Luanda (DW)
Foto de arquivo: Eleições gerais em Angola (2012)
O envio excessivamente tardio do convite e a não observação das garantias pedidas pelos 28 seriam os principais motivos da recusa. Ana Gomes acusa as autoridades angolanas de não estarem interessadas na observação europeia. O convite de Luanda a União Europeia só chegou nesta terça-feira (04.07), como confirmou a eurodeputada portuguesa em entrevista à DW África.
Recorde-se que foi noticiado que o MPLA, partido no poder em Angola, e a UNITA, maior força política da oposição, tinham apresentado à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) a lista de observadores internacionais para as eleições gerais de 23 de agosto. 
Em declarações à imprensa, no final do plenário na última sexta-feira (30.06), a porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, disse que também que o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, apresentou uma lista de 12 entidades, entre as quais se destacam os antigos Presidentes de Timor-Leste, Ramos Horta, da Namíbia, Lucas Pohamba, de Cabo Verde, Pedro Pires, de Moçambique, Joaquim Chissano, de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa, e do Gana, John Mohama.
Segundo Júlia Ferreira, a lista do chefe de Estado angolano inclui ainda organizações internacionais, entre as quais a União Europeia, União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A CNE recebeu do partido Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) uma lista de observadores, da África, da Europa e da Ásia, na qual se incluem os partidos FRELIMO, de Moçambique, SWAPO, da Namíbia, PCT, do Congo, MLSTP-PSD, de São Tomé e Príncipe, ZANU-PF, do Zimbabué, e ANC, da África do Sul.
Ana Maria Gomes Mitglied des Europäischen Parlaments beim AFET committee Meeting (Europäische Union - Referat Audiovisuelle Medien)
Eurodeputada Ana Gomes
O Partido Comunista e Socialista, de Portugal, o Partido Socialista Operário, de Espanha, e os partidos Comunistas, da China, e do Vietname, fazem igualmente parte da lista do MPLA
A UNITA indicou como observadores, o Partido de Renovação Social, da Guiné-Bissau, a RENAMO e o MDM, de Moçambique, o Partido Popular, o MLC, da República Democrática do Congo, o Partido Popular, de Espanha, a Fundação Conrado Wessel e a Fundação Carter, dos Estados Unidos da América.
Para as eleições de 2017 foi estipulado o número de três mil observadores nacionais e internacionais.
DW África: Quando é que a União Europeia (UE) recebeu o convite para o envio de uma missão de observação eleitoral?
Ana Gomes (AG): Tive hoje (05.07) conhecimento que este convite chegou ontem (04.07). Também tive conhecimento que este convite não é explícito quanto às condições exigidas pela UE para o desempenho das funções das missões de observação no que toca às garantias da independência de acesso a todas entidades e localidades, etc.
DW África: E o que é que a UE pretende fazer em relação a esses aspetos?
AG:  Admito que a decisão venha a ser tomada nos próximos dias e admito que, visto o convite ter ter vindo tão tarde (as missões observação da UE às vezes são decididas com seis meses de antecedência), já depois de junho, quase que é propositada para que não haja missão. Não sei qual será a decisão, mas admito que seja negativa.
DW África: Entretanto a UE fazia parte de uma lista do Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. A UE era uma das organizações escolhidas para estar presente em Angola durante o ato eleitoral.
AG: O Presidente José Eduardo dos Santos escolhe quem quiser. Mas para observar de forma profissional e com padrões não há muitas organizações internacionais com o nível de experiência e de credibilidade que têm as missões de observação eleitoral da União Europeia.
A verdade é que as autoridades angolanas não quiseram dar condições para essa missão ir a Angola, porque caso contrário tinham feito o convite há muito tempo. Há mais de um ano que as forças da oposição angolana pedem essa missão e sei que não pedem apenas junto da UE, mas também em Angola. E as organizações da sociedade civil fazem a mesma coisa. Portanto se o Governo angolano escolheu apresentar o convite tão tardiamente, inclusivamente depois de uma missão de peritos eleitorais que a UE enviou para Angola e nem sequer no convite reuniu as condições básicas, que sabe perfeitamente que são exigidas pela UE porque são padrões para qualquer país onde a UE vá observar, então a minha conclusão é que, de fato, não havia vontade política nenhuma das autoridades angolanas convidarem a UE para observar as eleições. E fazem agora este gesto apenas para  fingir que fazem, mas efetivamente não querendo viabilizar nenhuma missão de observação eleitoral que, neste momento, parece que não é viável.
DW África: A CNE angolana  antes de fazer o anúncio do convite para os observadores manteve um encontro com o Ministério do Interior, justificando que era preciso garantir que todas as condições estariam criadas para os observadores. Acha que foi isso que terá ditado este atraso no envio dos convites?
AG: Acho que não. Acho que o atraso é político, porque não havia vontade política.
DW África: O que espera das eleições gerais em Angola na eventualidade dos observadores da UE não participarem?
AG: O que importa é o povo angolano, se participa livremente e no quadro de uma campanha participada, competitiva e transparente. É evidente que o envio das missões de observação eleitoral da União Europeia é importante para muitos países, porque no fundo é a garantia da credibilidade deste processo eleitoral angolano. É evidente que não estando lá a missão de observação da UE, podem lá estar outras missões, mas não têm a mesma experiência. Enfim, é uma consequência política que certamente o Governo angolano não se importa de enfrentar.

MUTILADA QUANDO CRIANÇA, DIARYATU BÁ LUTA CONTRA ABLAÇÃO DO CLITÓRIS.

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Depois de sofrer uma excisão aos 8 anos, na Guiné-Conacri, e ser casada à força aos 13 anos, Diaryatou Bah cresceu e passou a militar contra as mutilações sexuais que destroem a vida de meninas, alertando as adolescentes que passam férias no país de origem de seus pais para esse risco.
 
"Fui convidada a acompanhar uma mulher em um quarto e me vestiram com apenas uma tanga. Ninguém me disse o que iria acontecer, seguraram meus braços, minhas pernas e eu fui excisada", conta à AFP a mulher, de 31 anos, que chegou à França há 17.
 
"O grito da excisão é um grito de dor que é impossível de esquecer", diz Diaryatou, embaixadora de uma campanha de prevenção chamada de "Excisão, vamos falar sobre isso!".
 
Na época, em sua aldeia, era a tradição. "Se uma menina não era mutilada, não era normal", diz a jovem que tomou conhecimento do que havia sofrido - retirada do clitóris e dos pequenos lábios - ao contar sua história muitos anos depois.
 
Em 2016, a ONU Mulheres contabilizava 200 milhões de meninas e mulheres submetidas a alguma forma de mutilação genital nos países mais afetados (27 países africanos, Iêmen, Iraque e Indonésia).
 
Na França, onde a prática é proibida, estima-se em 60.000 o número de mulheres circuncidadas, de acordo com a rede de associações Excisão, vamos falar sobre isso!, que lançou uma campanha e um site para educar as jovens que vão passar as férias nos países de origem dos seus pais onde a prática é comum, como Senegal, Mali, Egito, Guiné e Costa do Marfim.
 
"Podemos ter uma família moderna, independente, que uma vez na África sofrerá o peso da tradição, pressão da família. É preciso apenas 10 minutos para que uma menina seja mutilada e este trauma ela carregará por toda a sua vida", alerta Diaryatou, que reluta em levar sua filha de 18 meses a Guiné-Conacri.
 
- Envolvendo os homens -
 
Casada aos 13 anos e meio com um polígamo 30 anos mais velho, ela deixou seu país e foi para a Holanda. "Aos 14 anos, o casamento é algo teórico, que você conhece pelos romances. Eu não estava preparada, não conhecia nada, a sexualidade era um tabu", diz Diaryatou, que sofreu abuso conjugal, espancamentos, insultos e isolamento.
 
Ao completar 17 anos, o casal mudou-se para perto de Paris. Muitas vezes deixada sozinha e sem dinheiro, enquanto seu marido visitava as outras esposas, ela se sentia "invisível". "Eu não sabia falar francês, nunca havia pegado metrô, não tinha documentos, fui cortada do mundo".
 
Uma noite, depois de quatro anos de casamento, assistiu a um programa de televisão onde mulheres vítimas de violência contavam suas histórias. Aos 17 anos, de frente para a tela, anotou a palavra "assistente social", a fim de "sair do confinamento".
 
Apoiada pela Assistência Social à Infância, foi levada a uma residência para jovens, aprendeu francês e recebeu apoio de uma associação e uma psicóloga.
 
"Foi o testemunho de uma mulher que me salvou. O que eu quero é fazer o mesmo transmitindo a minha história", diz Diaryatou, que trabalha em uma associação que ajuda os excluídos e mulheres fragilizadas, autora em 2006 do livro "On m'a volé mon enfance" ("Roubaram a minha infância", em tradução livre).
 
Agora que é mãe, diz que perdoou e que sente em paz: "Eu sou uma vítima, mas a minha família, como muitas famílias africanas, herdou essas tradições. Devemos combater a mutilação genital pela raiz, o casamento forçado através da educação para quebrar a ignorância e oferecer escolha para as próximas gerações".
 
Para as futuras campanhas de conscientização ela gostaria de envolver os homens: "eles também deveriam se comprometer relatando como é viver com uma mulher que foi mutilada, que não sente prazer, que não conhece o seu corpo", conclui.
 

PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU RETOMA CONTATOS COM ATORES POLÍTICOS PARA SAÍDA CRISE

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O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, retomou hoje as consultas com os atores políticos com vista a busca de uma saída para crise, disseram à Lusa fontes ligadas ao processo de facilitação do diálogo.
 
De acordo com as mesmas fontes, José Mário Vaz, reuniu-se hoje, "longe dos jornalistas", com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Paulo Sanhá, e com o líder do Parlamento, Cipriano Cassamá.
 
Os encontros acontecem na sequência de um "trabalho de facilitação ao diálogo nacional" que tem sido conduzido por um grupo de mulheres sob o patrocínio da ONU, em Bissau, precisaram ainda fontes ligadas ao processo.
 
O grupo é liderado pela antiga deputada e ex-candidata presidencial, Francisca "Zinha" Vaz.
 
No mesmo âmbito, o líder guineense deverá receber, na segunda-feira, os presidentes dos dois maiores partidos no parlamento, Domingos Simões Pereira, do PAIGC, e Alberto Nambeia, do PRS.
 
Os dois partidos estão atualmente desavindos quanto ao funcionamento do parlamento, ao ponto de bloquearem o órgão há mais de um ano.
 
Também na segunda-feira, José Mário Vaz, receberá representantes do chamado grupo dos 15 deputados dissidentes do PAIGC.
 
Nas reuniões, o chefe do Estado guineense "vai procurar encontrar o melhor consenso" com vista a implementação do Acordo de Conacri, precisou uma fonte ligada a facilitação do diálogo entre José Mário Vaz e os restantes atores políticos.
 
O Acordo de Conacri é um instrumento patrocinado pela Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e visa no essencial a criação de um Governo integrado por todas as forças políticas representadas no parlamento.
 
O actual executivo conta apenas com uma das cinco formações políticas com assento parlamentar.

MB // ARA

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