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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Onde estará todo o dinheiro das dívidas ocultas moçambicanas?

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Dificuldades em saber onde está todo o dinheiro das dívidas ocultas moçambicanas poderão ser os reais motivos dos adiamentos da divulgação da auditoria a ser realizada pela Kroll.
A informação é avançada pelo The Wall Street Journal. E em Moçambique há quem considere que o processo de investigação é meio nebuloso por não se conhecerem, por exemplo, os seus termos de referência e nem o papel da Procuradoria Geral da República (PGR).
O jornal norte-americano informa, na sua edição de sexta-feira (28.04.), que a empresa de consultoria Kroll continua a ter dificuldades em saber onde está todo o dinheiro das dívidas ocultas moçambicanas, cerca de 1,2 mil milhões de euros.
Ainda segundo a publicação, inicialmente os auditores internacionais enfrentaram dificuldades na obtenção de informações das autoridades moçambicanas bem como da Privinvest, uma empresa pertencente ao libanês Iskandar Safa, contratada para fornecer equipamento militar e outros bens a uma das empresas envolvidas no caso.
Roberto Tibana, economista da empresa Analítica RJT, considera que a anterior liderança da secreta moçambicana, uma das partes que contraiu a dívida ilícita, poderá ter dificultado o acesso ao dossier.
"A direção do SISE [Serviços de Informação e Segurança do Estado] que foi envolvida nessas operações foi a mesma que participou durante uma boa parte inicial da investigação. Portanto, nessa fase é pouco provável que tenha trabalhado a bom ritmo, porque as pessoas envolvidas na criação desta situação ainda estavam a frente desse órgão. Portanto, não era possível que [essas pessoas] cooperassem plenamente com a investigação, deviam cooperar de maneira que lhes era conveniente, mas isso poderia não ser conveniente para a revelação de toda a verdade", diz Tibana.
PGR com dificuldades de acesso a algumas contas
O artigo do The Wall Street Journal refere ainda a dificuldade da Procuradoria Geral da República (PGR), em aceder a contas de prováveis envolvidos na dívidas no Dubai.
Wall Street Journal (AP)
Estas informações contrariam o comunicado da PGR de que o terceiro adiamento da divulgação da auditoria se deve apenas a aspetos de ordem formal, como por exemplo a necessidade de tradução do documento para português. E se a dificuldade de acesso às contas persistir pode comprometer a investigação, considera o diretor do IESE (Instituto de Estdos Sociais e Económicos), Salvador Forquilha.
"Se efetivamente existem dificuldades em ter acesso a essas contas, isso, no meu entender, traz problemas para o processo todo. Porque não estou a ver a termos resultados consistentes e credíveis se não houver acesso total a informação necessária para se chegar a conclusões mais consistentes", afirma Forquilha.
Solicitada quebra de sigilo bancário
A nível interno, a PGR terá também solicitado a quebra do sigilo bancário para o caso de altos funcionários do Estado e/ou seus próximos que terão lidado com os empréstimos ilícitos, como por exemplo de Armando Guebuza, ex-Presidente do país. Mas o jornal norte-americano não acredita que tal acesso seja suficiente para rastrear o percurso do dinheiro, uma vez que a maior parte não entrou em Moçambique.
Mas as dúvidas não são apenas em relação ao processo em si, o próprio modelo de auditoria levanta muitas questões."É uma questão de reputação. A Kroll não pode vir dizer que não conseguiu porque o tempo não foi suficiente. Isto significa que o Governo moçambicano se estaria a colocar nas mãos da kroll", comenta o economista Roberto Tibana.
"Acho muita pena que os próprios termos de referência e o calendário da pesquisa não tenham sido divulgados, porque tudo isto que estamos a falar é especulação. Não sabemos se estes prazos estão dentro do calendário inicial ou não, em que medida estas questões estão a ser de última hora, que não tenham sido previstas inicialmente. O que estava previsto como facilitação do processo de investigação, dado que seria uma investigação forense? Predispunha-se o Governo a fazer o quê em facilitação com outros governos e reguladores? Portanto, isto tudo está um bocado nebuloso. (...) Nem sabemos qual é a responsabilidade Procuradoria Geral da República nisto tudo", destaca Tibana.
Face aos factos disponíveis Salvador Forquilha tem alguns receios. "Obviamente que o risco de descredibilizar os resultados do relatório é muito grande", conclui Salvador Forquilha.
Infografik Schulden Mosambiks, portugiesisch

PRESIDENTE DA REPÚBLICA MANTEVE ENCONTROS DE AMIZADE COM HOMÓLOGOS DA SUB-REGIÃO.

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PRESIDENTE DA REPÚBLICA MANTEVE ENCONTROS DE AMIZADE COM HOMÓLOGOS DA SUB-REGIÃO

Radio sol Mansi, 02 Mai 2017 - O presidente da República, José Mário Vaz, regressa, esta terça-feira (02/05), ao país de um périplo a Congo Brazzaville, a Libéria e a Costa do Marfim.
 
Após a sua chegada no aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, o chefe de Estado, José Mário Vaz, numa declaração á imprensa sem direito a perguntas, disse que foi uma visita de amizade e de relação de cooperação entres a Guiné-Bissau e os países visitados.
 
Na sua curta deslocação o presidente da república não referiu a Guiné-Conacri, onde estava prevista para terminar o seu périplo e foi recebido pelo presidente Alpha Condé.
 
“Foi uma viagem muito curta que fiz”, afirma. 
 
O périplo de José Mário Vaz aos países da sub-região africana acontece dias depois de a CEDEAO ter dado um ultimato aos actores políticos para que cumpram, dentro de 30 dias, acordo de Conacri para acabar com a crise política que já arrasta três anos e caso contrário a organização prevê sanções colectivas e individuais.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi

GENERAL SISSOKO QUER MOSTRAR À COMUNIDADE INTERNACIONAL "VONTADE" NO RESPEITO DO ACORDO DE CONACRI.

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O Chefe do Governo guineense, Umaro Sissoko Embaló, reuniu esta terça-feira com alguns representantes da Comunidade Internacional, entre os quais, das Nações Unidas, da CEDEAO e da União Africana.

O Primeiro-ministro tinha convocado, também, para o mesmo encontro, a União para Mudança (UM) e o Partido da Convergência Democrática (PCD). Mas, estas formações políticas com representação parlamentar declinaram-se do convite, alegando não reconhecer a legitimidade do atual Governo, liderado por Umaro Sissoko Embaló.

Informações apuradas pela e-Global indicam que o primeiro-ministro quer com estes encontros mostrar a sua “vontade” na implementação do Acordo de Conacri, depois da CEDEAO ter dado as autoridades nacionais o prazo de 30 dias para o cumprimento do acordo.

Um Acordo que prevê, entre outros pontos, a nomeação de um primeiro-ministro de consenso que conte com a confiança do Presidente da República e um Governo, baseado na representatividade parlamentar.

Umaro Sissoko Embaló reuniu ainda com representantes da Sociedade Civil e do Poder tradicional, no dia em que o Presidente José Mario Vaz, regressou de uma viagem à Libéria e Congo Brazzaville.

Conosaba do Porto/© e-Global Notícias

GUINÉ-BISSAU: CRIANÇAS TALIBÉS, UM DRAMA QUE URGE ENFRENTAR .

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Levadas para Dakar são obrigadas a pedir esmolas para os mestres corânicos

As crianças guineenses talibés enviadas para Dakar continuam a chegar ao país de origem, num esforço do Governo e de organizações sociais que lutam pela defesa dos direitos das crianças.

Há duas semanas, mais um grupo de 19 dessas crianças chegou à Guiné-Bissau.

Enquanto tenta-se identificar os pais ou encarregados de educação delas, algumas crianças estão ainda concentradas no centro de acolhimento da Associação dos Amigos das Crianças (AMIC), em Gabú, leste do país.

O Senegal expediu no ano passado uma lei que proíbe a circulação de crianças pedintes nas ruas de Dakar.

Desde então, as organizações guineenses têm-se desdobrado na identificação e repatriamento dos meninos guineenses que ainda se encontram no país vizinho e que já não têm contactos com os seus familiares em Bissau.

De estudantes a pedintes

São as chamadas crianças talibés, enviadas alegadamente para a busca do conhecimento, mas que acabam por serem empurradas para as ruas da grande Dakar pelos seus mestres corânicos, em nome de assegurar o pão de cada dia.

Todos os dias, cada uma tem que entregar entre 700 e 1000 francos CFA, ou seja, de 1 a 2 dólares americanos aos seus mestres.

Uma historia reproduzida à VOA pela presidente do Instituto da Mulher e Criança, Nhima Cisse, enquanto caminhava numa das tabancas do interior do país, à procura dos pais das crianças repatriadas:

“São obrigadas a se levantarem cedinho para irem à cidade pedir, conseguir e trazer dinheiro para o mestre. Quem não entregar o montante estipulado, entre 700 à 1000 francos CFA é logo maltratada”, explica Cisse.

Antes da chegada do último grupo de crianças há duas semanas, as autoridades guineenses e organizações vocacionadas já tinham a lista, contendo nomes e localização dos seus respectivos pais.

A preocupação agora tem a ver com a sua reintegração nas respectivas comunidades rurais e, sobretudo, no ensino.

“Através do nosso ministério fizemos cartas aos ministérios da Saúde, da Educação e da Justiça para poderem ajudar na sua reintegração para poderem ter acesso aos registos de nascimento e serem isentas de propinas nas escolas e ter um tratamento adequado nos centros hospitalares”, sublinha a presidente do Instituto da Mulher e Criança.

Plano de retorno

Informações apontam para a existência de muitas crianças a deambularem nas principais ruas de Dakar, mesmo com a lei em vigor, o que, segundo o secretário executivo da Associação dos Amigos das Crianças (AMIC), Laudelino Medina, impulsionou a adopção de um plano de emergência de retorno das crianças.

Trata-se de um plano que está a ser desenvolvido juntamente com o Instituto Nacional da Mulher e Criança.

O secretário executivo da Associação dos Amigos das Crianças revelou, por outro lado, que um dos problemas que a sua organização enfrenta prende-se com a garantia de alimentação das crianças nos centros de acolhimento.

“Se nós deparamos com a situação das crianças, desbloqueiam um bolo que nem cobre todas as necessidades no âmbito das operações, que começa desde a identificação da criança, pesquisa, viagem de retorno, acolhimento, alimentação no centro, as questões de higiene, saúde, roupas e mesmo reintegração na família, viagens de projectos de vida de modo a permitir uma reintegração durável”, explica Medina.

Conosaba com a Voa

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