Postagem em destaque

BAMAKO E IYAD ENGAJADOS NA MESMA LUTA CONTRA EIGS NO MALI: Cuidado com o efeito bumerangue!

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Há poucos dias, foi em Menaka que foi visto ao lado de notáveis ​​tu...

sexta-feira, 9 de março de 2018

Folga para os homens? Ação do Mc causa confusão no Dia da Mulher.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Ação no Dia Internacional da Mulher do McDonald's Brasil causou confusão e críticas; marca esclareceu ideia.

McDonald's: polêmica no Dia da Mulher


ANGOLA: “MARÇO, MÊS DA MULHER, DO TEATRO E DA POESIA”.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...



Há coisa de cinco anos quisemos entoar um hino com este título às mulheres da África lusófona. Nessa altura, estava a decorrer uma conferência organizada por elas, em Picoas Plaza, cidade de Ulisseia, com a honrosa presença da Primeira-Dama de Cabo Verde. Desatamos a oficiar o poema a toda a brida, para o declamar na dita jornada de reflexão.

Por Domingos L. Miranda Furtado de Barros
Apesar do nosso ardoroso empenhamento, a empreitada não estava a passar de primeira estrofe. Tal claudicação deve ser vista à luz do seguinte emaranhamento: um moinho torto, uma mão canhestra, uma mente baça, uma ideia encanecida e lassa, um horizonte obstinadamente esconso, debaixo de um céu nublado e cheio de fastio.
De maneira que a projectada dedicatória só viria a lume um ano depois. E isto faz-nos lembrar um outro tributo que pretendíamos prestar, ainda em vida, ao altruísta e abnegado nacionalista, Elisée Turpin. Curiosamente, a nossa invocação nunca chegou a sair na imprensa. Porém, por respeito à regra do género que hoje estabelecemos, não vamos chamá-lo à liça nesta homenagem.
Estávamos em Março, tal como agora. O enaltecer de figura feminina, associando-a à Primavera, ao renascer de esperança, à arte cénica e à poesia, sempre nos pareceu uma ideia inspiradora e de muito boa índole. No nosso país e em toda a lusofonia, o contributo da mulher para o desenvolvimento da dita comunidade é inegável. Hoje são raros os altos momentos da história em que o concurso delas é dispensado. E assim já era nos primórdios da gesta libertadora dos povos subjugados das antigas províncias do além-mar e além-miragem.
Agora livres e independentes, os chamados países africanos de expressão portuguesa. Lembremo-nos do activismo da poetisa e militante, Alda de Espírito Santo, a diligente patriota de São Tomé e Príncipe; do fascínio de Deolinda Rodrigues pela luta emancipadora, no período áureo do nacionalismo angolano. Oh sorriso de Deolinda! Sorriso de heroína entusiasmada com desfecho da litigância. «Será formidável e a total nosso contendo», diz ainda o divinal sorriso dela.
Evocamos de igual modo o espírito combativo de Titina Silá, a radiante diva da guerrilha mais bem-sucedida do continente; a atitude arrojada e desprendida de Josina Machel ou a entrega denodada e irrepreensível de Cármen P’reira às causas da lide. Sem esquecer, naturalmente, a companheira dos instantes derradeiros da vida do saudoso herói maior.
E da briosa gesta clandestina guardamos viva e bem vincada a memória visual das então nossas vizinhas, mana Muntura e Tomásia de Monte Bode, que passavam por debaixo do poial da nossa infância, de forma aprumada e vertical, a caminho da sinuosa catacumba do Tarrafal, o degredo de seus maridos e outros devotados maiorais da resistência antifascista.
Mulheres que viram filme do Bate Pá e não bateram palmas à cena de «fartar vilanagem»; mulheres que assistiram o definhamento dos ímpetos de Mueda e da Baixa do Cassanje; mulheres de fibra que não se esbofetearam e não entraram em parafuso diante dos zelosos belzebus daquele tempo; mulheres que suportaram a implosão da casa de assistência na Praia e a sedição do velho Ambrósio de Mindelo; mulheres que nunca se vergaram e nunca se reviram na barganha de impostores; mulheres que viram filhos a sucumbir de forma inglória no derrame aparatoso de Pidjiquiti; mulheres que escutaram a tormenta dos maridos e rebentos à porta da tinhosa, tenebrosa e troglodita de todos os cilícios, a altas horas da noite; mulheres que jamais estariam lá para acenar com seu arrimo à iniquidade de viés repugnante e vexatório.
E esta de escrever sobre o brilho das mulheres da negra lusofonia é algo que nos toca de forma peculiar e deifica. É uma espécie de bálsamo sobre a retina da nossa eterna gratidão.
Contudo, temos de reconhecer que já podíamos ter feito mais e melhor nesta matéria. Não obstante isso, acredite piamente o leitor que a vontade de uma épica nesse sentido nunca nos faltou. O que acontece é que nem sempre temos estro refinado para calibrar e traduzir uma excelsa ditosa ideia em sublime nobre canto. Isto só os grandes, muito grandes, tem conseguido ao longo da História. Como, aliás, dizia um poeta, a matéria-prima que temos na cabeça é sempre melhor que aquela que ganha lustre na tinta e no papel.
É a frustrante décalage entre o projecto da criação e o produto do criador. Apesar disso, como também gostamos de frisar, Roma e Pádua não se fizeram numa só tarde. Pode ser que isto de repente venha à tona. Quem sabe? O que nos falta será talvez a irrupção abrupta de um clique, um clique seminal de jubiloso despontar. O certo é que o aedo dos nossos gritos ainda não chegou ao cume de nitente ledo Olimpo.
Por outro lado, conhecendo as nossas limitações, podíamos simplesmente cingir esta crónica-tributo às figuras femininas do nosso estrito círculo-família, primacialmente à nossa insuprível mamã Djedja, que dentro de meses terá a reconfortante idade dos noventa. Pena é que a sua nova igreja não permite lhe fazermos uma festa de arromba, mas, enfim. Ou ainda à nossa filha, Katia Barros, em pareceria com uma outra Katia Barros, a nossa amiga do Brasil. Que bonita coincidência! Podíamos restringir o alcance do nosso hino, mas não, pelo contrário, queremos é alarga-lo em relação a todas as mulheres do nosso meio socio-cultural.
Actualmente já existem, graças a Deus, algumas senhoras em lugares-chave da vida pública, como a bastonária da ordem dos advogados, a líder de uma central sindical, a líder de um partido político e algumas ministras. Além de chefes de governos, que têm havido, em dois dos nossos países, São Tomé e Moçambique. A actual líder da CPLP é o exemplo fenomenal deste progresso. O que significa que a situação não é assim tão inquietante como acontecia no tempo da velha-guarda.
Por isso, somos a dedicar este singelo tributo às inúmeras mulheres anónimas, nas pessoas destas ilustres figuras femininas, porque julgamos que elas personificam e encarnam bem a luta tenaz de tantas e tantas outras suas congéneres, que se destacam, no dia a dia, em vários e diversificados sectores de actividade.
Aqui, estamos em sede de homenagem às mulheres, não só as da área da política, mas também as do domínio da cultura, como Belita Ramos e Lilli Tchumbia ou Titina Rodrigues. Em relação às exímias figuras políticas do passado, não importa o credo que praticaram ou ideia que professaram ao longo do extenuado percurso de luta. O que realmente nos move é invocar o seu papel embrionário no despertar de consciências nas sociedades a que pertenceram. E neste particular uma menção muito sentida às patriotas da aurora nacionalista e, infelizmente, mártires do processo revolucionário pós-independência, Celina Muchanga e Joana Simeão.
De facto, ao compor esta crónica, estamos também a saudar, com todo o nosso preito de reconhecimento, às nossas antigas e venerandas professoras, Arlinda Morais e Ana Eunice. E, finalmente, mas não menos importante, dedicar esta crónica-tributo a todas as mulheres combatentes da batalha do ganha-pão.
Combatentes femininos das barras do Kwanza e do Zambeze, dos rios de Farim e de Água Grande, dos Portos da Praia e de Mindelo; das machambas de Niassa ou de Nampula, das terras de Catete e Golungo Alto; das bolanhas do arroz e do caju, de Buba ou de Bolama; combatentes femininos das ribeiras da Torre, de Candura e de Flamengos; aguerridas combatentes de Fundura e Boa Ventura; combatentes femininos de Chã das caldeiras, Chã Grande e Chã de Tanque; combatentes afamadas das ribeiras de Boa Entrada, São Miguel e Principal. Mulheres engenhosas das encostas de Montanha, de Matinho e Boca Larga; mulheres campesinas de Saltos e Selada ou da quinta de Gelado e de Serrado.


Combatentes femininos da roça de Água e Zé, da praça de oficina e de mercado, de escritório de mercado e biblioteca, a bordo de navio e de aeronave, da banca de urgência e dos cuidados de saúde, da diáspora pujante e solidária, que labutam na lonjura, dando o seu melhor para o engrandecimento de suas famílias e seus países. Combatentes femininos de todas as esferas da sociedade e de todos os lados da dignidade. É certo que o percurso atribulado da maior parte dos nossos países não tem permitido chegar ainda a tal ambicionada paridade. E neste capítulo, voltamos a usar o provérbio supradito «Roma e Pádua não se fizeram num dia». É preciso alguma paciência e perseverança para que tudo se revolva a bem das suas legítimas pretensões. Assim sendo, fazemos votos que apareça uma candidatura feminina ao cargo de suprema magistratura da nação nas próximas eleições.
fonte: jornalf8.net

Brasil admite negociar ou retaliar decisão de Trump sobre tarifas.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Michel Temer, Presidente brasileiro

Michel Temer, Presidente brasileiro
Presidente americano anunciou aumento de tarifas de exportação de alumínio e aço
O Governo brasileiro ainda tenta entender a extensão do efeito que as medidas norte-americanas de aumento das taxas de importação do aço e do alumínio podem ter para o país, mas já considera medidas de retaliação que podem até ser imediatas, disse à Reuters uma alta fonte do Ministério das Relações Exteriores.
“Não se exclui nada, nem contra-medidas”, disse a fonte, adiatando que são necessárias mais informações.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o aumento de taxas de importações de 25 por cento para aço e 10 por cento para alumínio, mas abriu excepções ao México e Canadá, enquanto decorrem as negociações em torno do Nafta.
Trump, no entanto, admite excepções a países que queiram negociar.
Uma análise inicial das medidas poderia deixar todas as empresas brasileiras fora da exportação de aço para o mercado norte-americano, já que uma tarifa anunciada tornaria o aço brasileiro pouquíssimo competitivo.
A fonte da Reuters adiantou que o Governo brasileiro vai tentar entender melhor as medidas e negociar.
“Vamos negociar até porque essa é a nossa tradição”, disse.
O ministro interino da Indústria, Comércio e Serviços, Marcos Jorge confirmou à Reuters que o Governo brasileiro tentará negociar para o país não ser abrangido pela medida.
Um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) com abertura de painel é uma opção imediata, analisou a fonte, mesmo que haja uma negociação paralela.
Assim como medidas de retaliação mesmo sem uma decisão da OMC, que costuma levar alguns anos.
A União Europeia já admitiu contra-medidas imediatas, com base em resoluções da OMC.
Em 2017, o Brasil exportou 4,7 milhões de toneladas de aço para os EUA, segundo dados da entidade que representa as siderúrgicas brasileiras, IABr. Segundo a entidade, 80 por cento desse volume correspondeu a aço semiacabado, que é insumo de usinas de laminação norte-americanas.
    fonte: VOA

    Donald Trump e Kim Jong-un podem reunir-se em Maio.

    NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

    Anúncio foi feito pelo conselheiro presidencial de Segurança Nacional da Coreia do Sul.
    Kim Jong-Un (esq) e Donald Trump (dir)
    O Presidente americano Donald Trump, aceitou o convite do seu homólogo norte-coreano, Kim Jung-un para um encontro sobre o seu programa nuclear provavelmente em Maio.
    O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 8, pelo conselheiro presidencial de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-Yong, que leu um comunicado em frente à Casa Branca, depois de encontros com a Administração Trump.
    A Casa Branca confirmou o encontro mas adiantou que o lugar e a data exacta ainda serão determinados.
    "Kim prometeu que a Coreia do Norte se absterá de qualquer outro teste nuclear ou de mísseis", disse Chung, mas acrescentou que as pressões continuarão sobre o vizinho do norte até que suas palavras virem ações concretas.
    O conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, que se encontrou na segunda-feira, 5, com Kum Jong-un em Pyongyang, referiu que o líder norte-coreano teria ainda dito que entende que os exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos devem continuar.
    Chung Eui-yong e o chefe do Serviço de Inteligência Nacional, Suh Hoon, viajaram a Washington para explicar a posição da Coreia do Norte sobre as possíveis conversas com Washington e a possibilidade de Pyongyang suspender testes nucleares caso a segurança do Governo da Coreia do Norte for assegurada.
    Chung, que liderou na segunda-feira uma delegação sul-coreana para o primeiro encontro com Kim, encontrou-se nesta quinta-feira, com o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, H.R. McMaster, na Casa Branca.
    Diplomacia
    A aproximação entre as duas Coreias ganhou força com a recente participação de uma delegação do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno que se realizaram em Fevereiro, na cidade sul-coreana de Pyoncheang.
    Na altura, a irmã do líder norte-coreano encontrou-se com o Presidente sul-coreano, que depois enviou o conselheiro presidencial de Segurança Nacional e o chefe do Serviço de Inteligência Nacional, para se reunir com Kim Jung-un.
    Na ocasião, o líder norte-coreano não só aceitou encontrar-se com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, em Abril, como enviou um convite ao Presidente Trump para conversações.
    O crescente foco em diplomacia nas relações na Península Coreana ajudou a aliviar temores de guerra e um impasse sobre o desenvolvimento norte-coreano de mísseis nucleares capazes de atingir os EUA, e colocou Washington sob pressão para ponderar a seriedade da oferta de Pyongyang.

    fonte: VOA

      Coreia do Sul anuncia encontro entre Trump e Kim.

      NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

      Iniciativa parte de ditador da Coreia do Norte, que enviou carta a presidente dos Estados Unidos propondo suspender seu programa nuclear. Casa Branca confirma que encontro ocorrerá em maio.
      fonte: DW África
      Kim Jong-un e Donald Trump
      Líder norte-coreano enviou carta a Trump
      O chefe do escritório presidencial de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, anunciou nesta quinta-feira (08/03), em Washington, que o presidente americano, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, concordaram em se encontrar.
      A iniciativa partiu do líder da Coreia do Norte. Kim propôs uma reunião a Trump e lhe ofereceu suspender o programa nuclear e de mísseis de seu país para iniciar uma negociação, informaram emissários sul-coreanos.
      Chung, que liderou a delegação enviada por Seul a Washington, entregou a Trump uma carta que lhe tinha sido dada na segunda-feira por Kim durante uma reunião em Pyongyang.
      "Kim prometeu que a Coreia do Norte não realizará novos testes nucleares e de mísseis”, ressaltou Chung a jornalistas na Casa Branca. "Kim expressou sua vontade de conhecer Trump o mais rápido possível”, acrescentou.
      Segundo os emissários sul-coreanos, Trump aceitou a reunião proposta e disse que esse encontro ocorrerá em maio. A Casa Branca confirmou a disposição do presidente americano de se reunir com Kim. O local e a data do encontro ainda não foram determinados.
      Delegação sul-coreana na Casa Branca
      Chung anunciou encontro na Casa Branca
      O anúncio foi feito após uma reunião da delegação enviada pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, com representantes do governo americano na Casa Branca. Antes de embarcar para os EUA, membros do grupo revelaram que levavam uma "mensagem adicional" e secreta de Kim para Trump.
      Na segunda-feira, o líder norte-coreano recebeu a delegação sul-coreana em Pyongyang. Na reunião, ficou acordado que Kim e Moon devem se encontrar em abril no vilarejo de Panmunjeom, na zona desmilitarizada entre os dois países. A Coreia do Norte também se dispôs a dialogar com os EUA sobre a desnuclearização e a normalização de laços diplomáticos. 
      A viagem da delação sul-coreana a Pyongyang correu semanas depois da histórica visita que a irmã do ditador norte-coreano, Kim Yo-jong, realizou à Coreia do Sul por ocasião dos Jogos Olímpicos de Inverno. Durante um dos seus vários encontros com o presidente Moon, ela fez um convite para realizar uma cúpula com Kim Jong-un.
      EUA e Pyongyang estão em atrito há meses devido aos programas nuclear e de mísseis norte-coreanos, e Trump e Kim trocaram insultos e ameaças de guerra. A Coreia do Norte já prometeu várias vezes jamais abdicar de seu programa nuclear, que vê como um elemento de dissuasão essencial perante uma eventual "invasão” americana. Os EUA, que têm 28.500 soldados em território sul-coreano, negam tais planos.
      Um encontro entre Kim e Trump marcaria um avanço gigantesco nos esforços para resolver o impasse causado pelo programa nuclear da Coreia do Norte.
      CN/rtr/efe/lusa/dpa
      ----------------
      A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | WhatsApp | App

      Que a política não seja "via indigna" de enriquecimento, exortam bispos de Angola.

      NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

      Conferência Episcopal de Angola e São Tomé exortou os políticos angolanos a seguirem no "caminho da realização e desenvolvimento" das populações e que a política "não seja via indigna de enriquecimento pessoal".
      fonte: DW África
      CEAST - Bischofskonferenz von Angola und São Tome (DW/N. Sul de Angola)
      Foto de arquivo: Reunião da CEAST (2017)
      "É ainda importante e imperioso neste campo desafiar os políticos dos próprios vícios históricos metendo-se num caminho da realização sem qualquer outro interesse daquilo que é o bem e o desenvolvimento das nossas populações", sustentou esta quinta-feira (08.03) o presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Filomeno Vieira Dias.
      O também arcebispo de Luanda discursava na província angolana do Namibe, durante a cerimónia de abertura da primeira assembleia plenária anual dos bispos da CEAST, tendo sublinhado que Angola vive "um momento particular de grandes expectativas, muita esperança e sinais de diálogo permanente".
      "Sente-se, respira-se, toca-se com os dedos o desejo popular de mudança. Há sinais de querer-se ouvir e dialogar mais com todos e de pensar-se a nação a várias vozes e a várias tonalidades", observou, questionando igualmente quantos estão na política para "cuidar e servir".
      Bem estar da população
      Por isso, assinalou, "nesses tempos com muitos rostos visíveis novos e credíveis na política é importante perguntar a quantos estão neste campo do cuidar, do vigiar, do conduzir a coisa pública, perguntar de forma clara quais são as suas próprias intenções".
      "Tendo em conta que o povo quer que a política e o político tenha de facto, sem retórica, no fazer e no pensar quotidiano o bem-estar da população como seu objetivo e centro da sua ação. As pessoas querem que a política deixe de ser uma via indigna para o enriquecimento pessoal", adiantou.
      Para Filomeno Vieira Dias, todos os esforços que se têm realizado "pouco servem as necessárias leis se as consciências continuam a respirar uma cultura que exalta o sucesso e o enriquecimento fácil, em vez da honra e do dever cumprido".
      Nara-Pflanze in der Namib-Wüste (DW/B. Osterath)
      Deserto do Namibe
      Na abertura desta primeira assembleia anual, que também marca o jubileu dos 50 anos da CEAST, o arcebispo católico Vieira Lopes fez saber que durante o encontro os bispos vão efetivar o projeto de reflorestação para travar a desertificação naquela província no sul de Angola, onde existe o deserto do Namibe, considerado o mais antigo do mundo.
      "Sabemos que a questão ecológica é de grande atualidade sobretudo nas nossas terras, e o que pretendemos fazer é durante esses dias dar início a um projeto de reflorestação e um esforço para travar a desertificação aqui neste ponto do Namibe onde temos de facto esta realidade diante de nós", rematou.
      Alerta sobre marginalização das minorias étnicas
      Os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) consideraram que as minorias étnicas angolanas têm sido "esquecidas e marginalizadas" ao longo dos anos, exortando a sociedade a prestar "maior atenção" a esta franja populacional.
      O posicionamento foi manifestado pelo presidente da CEAST, Filomeno Vieira Dias. "É necessário que todos, a começar por nós, Igreja, tenhamos uma atenção e voltemos a nossa ação, os nossos recursos humanos e materiais, para estas populações. Para que possam participar no bem-estar, mo desenvolvimento e no progresso da nação como um todo", exortou.
      Segundo o presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, é necessário igualmente que as minorias étnicas populacionais do país "não se sintam como os irmãos mais pobres e até mesmo esquecidos".
      Filomeno Vieira Dias destacou os esforços da Igreja para com esta franja da população "que ao longo dos anos tem sido esquecida, marginalizada e abandonada".A província do Namibe é precisamente uma das que apresenta maior diversidade de minorias étnicas, desde logo as comunidades nómadas do deserto, como os pastores Mucubai, que ainda vivem de forma tradicional, em tribos e cubatas.
      No âmbito do Dia Internacional da Mulher, que se assinala esta quinta-feira com o habitual feriado nacional em Angola, os bispos católicos do país saudaram e felicitaram as mulheres, realçando que a celebração da data é uma oportunidade para "refletir sobre as injustiças e violência que muitas mulheres continuam a sofrer".

      Eleições em Nampula: RENAMO acusa FRELIMO de irregularidades.

      NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

      RENAMO acusa FRELIMO de realizar campanha para as intercalares com ameaças e apoios da polícia. A FRELIMO responde que RENAMO "está desesperada".
      fonte: DW África
      Mosambik, Nampula (DW/S.Lutxeque)
      Cidade de Nampula
      Quando faltam apenas quatro dias para o fim da campanha eleitoral para a segunda volta da eleição intercalar no município de Nampula, o partido RENAMO veio ao público acusar a FRELIMO de perpetrar algumas irregularidades que poderão manchar todo o processo eleitoral.
      Ossufo Ulane, porta-voz da RENAMO na cidade de Nampula, disse aos jornalistas que "o candidato da FRELIMO está a fazer campanha nas escolas, impedindo que tenham lugar as aulas". Como exemplo, citou "a escola de Muegane, onde foi convocada uma reunião de todos os professores que contou com o apoio do diretor do referido estabelecimento escolar".  
      "Isto é grave e o pior ainda é que todas essas iniciativas da FRELIMO têm sido acompanhadas pela Polícia da República de Moçambique", lamentou.
      Ameaças e denúncias na campanha
      Mosambik, Nampula, Ossufo Ulane - Sprescher von RENAMO, Opositionspartei (DW/S.Lutxeque)
      Ossufo Ulane
      O porta-voz da RENAMO também acusou a FRELIMO de estar a transportar pessoas dos distritos fora da cidade de Nampula para votar no seu candidato no próximo dia 14 de março.
      Ulane acrescentou que alguns idosos foram ameaçados de que "poderão parar de receber a sua pensão de velhice, que recebem do Instituto Nacional de Segurança Social, caso não votem na FRELIMO". "As pessoas devem compreender que a instituição não pertence à FRELIMO", sublinhou. "A outra denúncia diz respeito ao transporte de pessoas dos distritos, incluindo agentes da polícia, para fazerem campanha no município de Nampula até à fase da votação. Queremos avisar as pessoas que vêm para a cidade de Nampula: se ocorrerem situações menos agradáveis, a RENAMO não se responsabiliza", disse.
      Ossufo Ulane fez, por outro lado, uma avaliação positiva da campanha do seu partido, desde o início, não obstante a detenção de um membro da sua formação política no primeiro dia, entretanto posto em liberdade.
      "A RENAMO está desesperada"
      A FRELIMO, através de Lucinda Malema, porta-voz do candidato, refuta todas essas alegações e diz que o seu partido respeita as leis. Segundo Malema, as denúncias feitas pela RENAMO fazem parte do sinal de desespero que reina no seio do partido da oposição, que já está à procura de culpados numa provável derrota.
      "Queremos dizer de viva voz que a FRELIMO não está a violar o processo eleitoral. A lei existe e é para ser aplicada. Caso a RENAMO sinta que a mesma está ser violada, nós temos os órgãos eleitorais onde pode apresentar uma queixa", sublinha.
      E os recados à RENAMO continuam: "Não confirmamos que o nosso candidato tenha feito campanha em plena hora de trabalho numa escola. A RENAMO deve apresentar provas disso. Não venham colocar questões sem fundamento só porque a RENAMO está com medo da FRELIMO. Estamos a trabalhar para que o nosso candidato ganhe a eleição no dia 14 de março".
      Refira-se que a campanha eleitoral para a segunda volta da eleição intercalar termina no próximo dia 12 de março e dois dias depois terá lugar a votação.
      Amisse Cololo, candidato da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), e Paulo Vahanle, pela Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), que obtiveram, no primeiro escrutínio, 44,5% e 40,32% dos votos, respetivamente, estão na corrida para a presidência da autarquia, num pleito eleitoral marcado depois de o presidente, Mahamudo Amurane, ter sido assassinado a tiro à porta de casa, a 4 de outubro de 2017 - um crime que ainda está sob investigação.

      Dia da mulher: aquelas que partem para longe.

      NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

      Dia da mulher: aquelas que partem para longe



      Hoje(ontem), neste dia da mulher, focamos o nosso olhar sobre as mulheres migrantes através dos testemunhos recolhidos por Martine Blanchard, autora do livro "Celles qui partent pour une terre lointaine" -aquelas que partem para uma terra longínqua as histórias muito diversas de oito mulheres de Cabo Verde que, na idade adulta, na adolescência ou na infância deixaram tudo para trás e emigraram para França.

      Lançado aqui em França no passado mês de Janeiro, este livro escrito em francês e publicado pela editora L'harmattan, teve a sua origem no encontro entre a autora Martine Blanchard, conselheira pedagógica para o ensino do francês nos anos 80 em Cabo Verde e Germana, mulher que depois de viver muitas vidas regressou à terra natal. Martine blanchard não chegou a contar a sua história. Contou outras.
      Encontramo-nos com a autora em casa de uma das suas heroínas, Maria Luísa Fernandes. Ao evocar a génese deste livro que vai ser também lançado nos próximos dias na cidade da Praia, Martine Blanchard começou por contar como foi a sua vida quando foi morar para Cabo Verde.
      fonte: RFI

      Total de visualizações de página