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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Realiza-se esta quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023, em Yamoussoukr...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

25 de Maio: Dia de África - uma visão da imprensa espanhola sobre o nosso continente.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


1 - Texto original em espanhol. 2 - Tradução para o português.

Espanhol:
1 - El miércoles 25 de mayo se celebra el día de África, un continente que ocupa el 22% del planeta y donde viven más de 900 millones de personas y que pese a su riqueza natural no produce casi nada excepto pobreza, hambre, conflictos armados y enfermedades como el sida...

Português: 
2 - Nesta quarta, 25 de maio se celebra o dia de África, um continente que ocupa 22% do planeta onde vivem mais de 900 milhões de pessoas e que apesar de sua riqueza natural não produz quase nada exepto a pobreza, fome, conflictos armados e doenças como a sida ou HIV.

Ministro da Defesa anuncia reforma de pelo menos 1.300 militares e polícias.

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Bissau - O ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Ocante da Silva, anunciou hoje (terça-feira) que pelo menos 1.300 soldados e polícias vão ser reformados, prevendo-se também a criação de uma Caixa de Previdência Militar.
 
"Calculamos, segundo um estudo, que efectivamente dispomos de uma massa suficiente de quadros militares que estão em condições legais de irem para reforma", afirmou Ocante da Silva aos jornalistas.
 
Indagada sobre o número de pessoas que estão em condições de ser reformados, o ministro da Defesa guineense explicou que são "um pouco mais de 1.300".
 
Ocante da Silva explicou que o número de pessoas a reformar foi calculado com base no recenseamento realizado em 2008 às forças de segurança e defesa do país.
 
O governante guineense disse que a lei define os militares a a ser aposentados em função da idade e das patentes que ostentam.
 
Acrescentou que o processo vai decorrer durante cinco anos, lamentando que o mesmo já deveria ter começado em 2009.
 
"Mas, temos um atraso de quase dois anos, tivemos de rever aquela lista e na base da análise do estado-maior General das Forças Armadas e do comando da polícia teremos a lista definitiva dos beneficiários", salientou.
 
Em relação à Caixa de Previdência Militar, Ocante da Silva disse que é uma Caixa de Previdência Social, mas especificamente orientada para os militares e as forças policiais e de segurança.
 
 
Segundo o ministro, as quotizações do empregador (Estado) e dos elementos das forças armadas e de segurança vão ser depositadas naquela caixa para "assegurar a perenidade do pagamento do fundo de pensões".
 
Nos primeiros cinco anos, segundo o ministro, o fundo de pensões será assegurado pela comunidade internacional.
 
O ministro da Defesa falava num seminário de sensibilização sobre a reforma dos sectores de defesa e segurança, organizado pelo movimento da sociedade civil em parceria com o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD). 

Fonte:  Angola Press

Cuidado - o oportunismo pode estar a espreita!

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Certo dia num taxi nas áreas do Camama II, dois senhores que ocupavam o mesmo banco que eu, o banco de trás iam a conversar, quando um, intrigado queria saber por que os negros pararam para esta sorte de miséria, pobreza, sistemas de governação péssimos, crise de sobrevivencia, ganância e muitos outros males que assolam o país e a Africa no geral.
O outro que por sinal religioso, lembrou-lhe a história dos gêmeos biblicos: Esaú e Jacob (1) . Disse-lhe que a sorte dos pretos foi traçada neste drama biblico. Esaú ao ter perdido os direitos de primogenito e não ter recebido as bençãos do pai Isaque, e por ter sido negro, trouxe toda a miséria que hoje os negros bem sabem representar. Para ele, esta é uma questão divina.
E pôs a situação dos negros num ângulo de "sem solução humana".Muitos religiosos assim como este senhor, talvez acreditem na história e deem-lhe razão. Afinal, é desde antiguidade que os negros vivem e lutam pela vida. Chegou mesmo a dizer que os negros devem tudo aos europeus, "nem sistema de escrita tinham" referindo-se à época em que os exploradores chegaram em africa.
Eu parei a ouvir por um bom tempo e depois, com todo respeito que os bons hábitos africanos nos ensinaram eu falei. Embora não concordasse com a história biblica, que para mim abre margem para questionar o soberano inquestionável e pelo grande desejo de não escambar para outros horizontes, foquei-me no caso África, africanos e miséria.
Muito antes de esplicar-lhe que a sorte dos negros não foi traçada naquele drama biblico e que o caso africano tem solução se se quiser, surpreendi-lhe: OS NEGROS AFRICANOS DESENVOVLVERAM UM PÉSSIMO HÁBITO DE NÃO QURER APRENDER COM A HISTÓRIA, ESPECIALMENTE OS QUE SE ENGAJARAM NAS LUTAS PELA LIBERTAÇÃO DA ÁFRICA. Seguidamente, falei-lhe dos principais problemas que puseram a Africa na maré em que agora está. E muitos assim como eu não teriam apontado outros senão a ESCRAVATURA e as INDEPENDÊNCIAS.
Como assim? Será que os grandes revolucionários como Kwame Nkrumah (Gana), Félix Houphoouet-Boigny (Costa do Marfim), Samora Machel (Moçambique), Jomo Kenyatta (Quênia), Ahmed Sékou Touré (Guiné), Nelson Mandela (Africa do Sul), Amilcar Cabral (Guiné Bissau), Patrice Lumumba (RDC), Sam Nujoma (Namíbia), William Edward Burghardt Du Bois (Activista Cívico e Líder Pan-Africanista) Habib Burguiba (Tunísia), e muitos outros não aprenderam com a história. E a sua luta pelas diversas indepenêcia não valeu em nada? É simples ver que a memória destes muitos onde a maioria já não faz parte dos vivos, continua a ensinar-nos a história.
Tão logo, pensei na entrevista que baixei do YouTube que data de 1992, referente a campanha eleitoral do preseidente Eduardo dos Santos. Nas suas palavras iniciais o presidente explica: "O que me fez entrar... em primeiro lugar, no grande Movimento Nacionalista, foi a rejeição de todos os valores que o colonialismo aqui impôs." Quais eram estes valores o presidente aponta: "a subjugação, a opressão, a falta de liberdade, falta de independência nacional. Éramos um povo colonizado, tinhamos todos os nossos direitos não respeitados." E numa situação como esta "qualquer angolano consciete, patriota tinha que associar-se a todos aqueles que queriam mudar a situação de dominação estrangeira a que o povo angolano estava submetido." Concluiu o presidente.
Eu nem um pouquinho duvido que tenham sido estas as motivações que levaram Agostinho Neto, o presidente dos Santos, Armando Guebuza (Moçambique), Jonas Savimbi, Robert Mugabe (Zimbábue), Joseph Desiré Mobutu (Zaire), Lorant Gbagbo (Costa do Marfim), Omar Bongo Ondimba (Gabão), Sani Abacha (Nigéria) e muitos outros a aderirem ou a criarem os movimentos Revolucionários da altura. A sede de ver a África livre da subjugação estrangeira. E tem mais, para muitos destes revolucionários o ódio era maior ao verem a opulência ostentatada por aqueles que tiranizavam o povo indígena. A vida tranquila como bagre em água calma, que levavam. Totalmente folgados a custo dos nativos oprimidos.
E então se começaram a traçar os planos para livrar-se da stiuação. A luta pela libertação. Embora hoje se diga que os ventos do norte não precisam soprar cá mais pro sul, naquela altura, já era uma vitória ouvir que o Gana, a Libia, ou mesmo a Nigéria, tinham conseguido a Independência. Isto energizava as lutas e afinava a determinação de continuar a lutar. Algo estava subliminarmente implícito nestas lutas. O apoio externo. E muitos dos que tiveram que apoiar as lutas de libertação, se não eram aliados dos colonizadores, pelo menos tinham relações diplomáticas entre si. Para não dizer que também queriam encontrar espaço nestas terras virgens, robustas, onde tudo brota e tudo cresce. É válido o velho ditado: "Ningem dá sem esperar algo em troca" onde eu acrescento "nem que seja um simples obrigado."
Justamente aqui, é onde entra a reflexão. É de ressalvar que os europeus já passaram por estas e piores situações, por exemplo, sem contar com os impérios, a inquisição e as burocracias dos séculos que já se foram, enfrentaram as duas guerras mundais que se acontecessem em África, abdico-me em comentar as repercursões, basta lembrar que a pobreza de há 36 anos é da culpa do colono. Entre a Iª e a IIª guerras mundiais, a Europa conheceu os piores ditadores que já viveram: Adolfo Hitler, Benedito Mussolini, Joseph Stalin, António de Oliveira Salazar. A China tinha o seu Mao-Tse Tung, a Cuba tinha o seu Fidel de Castro, o Vietnam tinha o seu Ho Chi Minh etc. Ditadores ou não, pelo menos foram pessoas que fizerem os outros agir primeiro e pensar depois. Apesar de serem uma das nossas principais desgraças como africanos, os europeus ou os caucusianos têm uma capacidade de análise muito aguçada e fazem tudo o que podem para não repetir erros. E uma das grandes técnicas tem sido usar os africanos e a África para acelrarar a resolução dos seus problemas. Infelizmente até agora esta tática continua a funcionar.
Voltando ao caso África, africanos e Miséria. Só o desejo de recuperar África e o que estava nas mãos estrangeiras falava mais alto. No caso Angola, o desejo de ter a casa do branco, o carro do branco, o dinheiro do branco, as joias do branco, viver a vida do branco parecia falar mais alto e era a insónia para muitos que estavam a liderar a luta. Posso dizer que os INDEPENDENTISTAS COMBATERAM COM IDEAIS NOBRES, MAS SEM VISÃO FUTURISTA. Ao passo que lutavam para libertar África dos colonizadores, A FALTA de visão futurista os empurrava para os Neocolonialistas (que eles mesmos, na sua maioria viriam a se tornar). Segundo dados, por exemplo, no caso de Angola, eles não pouparam ninguém, expulsaram toda classe executiva e administrativa, todos juízes, advogados, professores, médicos etc. Sem se fazer um inquérito de quantos nacionais estavam em altura para os substituir, quantos tinham de ser formados ou capacitados. Quantos anos de vida teria a admistração pós-Independência, como era exatamente a administração colonial, etc. Pelo visto ninguém se preocupou. Faz-me lembrar do grande contraste com Félix Houphouet-Boigny mencionado a cima, que ao contrario de muitos lideres africanos, preferiu uma transição cuidadosa de governo ao invés de independência, pois segundo ele “a independencia política sem a independência económica, nada valia”. Claro, sem subestimar muitos lideres que pediram independencia e foram muito bem sucedidos. O grande ponto aqui é a REFLEXÃO antes de se tomar uma decisão importante. Pois, o que as vezes parece ser solução, nem sempre é a melhor.
Voltando ao caso Angola, o país ficou num vazio, sem pernas próprias para andar. País jovem e já com muitos problemas por resolver, desde o cumprir de promessas até intrusos por eliminar. Isto explica a razão de apenas 2 anos depois da independêcia, ter sido levado a cabo um dos piores genocídios, holocautos, limpeza étnica, linchagem, não importa como o chamem, já ocorrido em África. As estruturas de base estavam tão desorganizadas que deu vasão para a entrada daquilo que novamente o Presidente Eduardo dos Santos em bom tom fez referência no polêmico discurso de 15 de abril de 2011. O surgimento de FANTOCHES ao serviço de potências externas, sendo ele o nº. 1. Neste episódio, ele evocava o que aconteceu a ele, ele viveu e vive o fantochismo e sabe como é duro. E teme que o país continue neste síclo. Mas será pior ainda se continuar em suas mãos digo eu. Preparado e instruido nas escolas soviéticas, dos Santos passou a ser o novo Free-Lancer para os interesses Russos e Cubanos em Angola e mais tarde a França e os Estados Unidos se terão juntado. E muitos deles teriam o petróleo e os diamantes vendidos para eles por 30 anos.
Hoje, vendo o descontetamento generalizado contra a Administração de Eduardo dos Santos e seus ministros, Angola tem vindo a viver uma nova era de revoluções e Movimentos Revolucionários. Que começou com os acontecimentos ao norte de África no fim de 2010 e para nós cá ao 7 de março de 2011 e deu a luz movimentos como: o MD7 (Movimento Democrático 7 de Março, o qual tutelo), a Nova Revolução do Povo Angolano, o MRIS (Movimento Revolucionário de Intervenção Social), o MPDA, o MRAn, a Central Angola que congrega uma vasta gama de revolucionários, etc.
A visão ou objectivo de muitos destes movimentos revolucionários é a eliminação do Regime JES-MPLA, se eliminação soa extremista demais, então é para dizer “BASTA de Eduardo dos Santos e sua Prole!” que estes movimentos organizados estão a lutar. É de realçar a posição a partidária que os jovens que fundamentalmente constituem estes movimentos demonstram, estão sem ambições pessoais, e é o simples desejo de liberdade que os impele à luta. Almejam uma Angola melhor, uma Angola livre de burocracia, cleptocracia, tirania, uma Angola boa para se viver, uma Angola Democrática e pátria mãe de todos, uma Angola que se possa dizer, Rica! Exatamente aqui, coincidem com os independetistatas. Querem as mesmas liberades dos péssimos valores que para nós hoje os neocolonialistas – em muitos casos piores que os colonizadores – implantam entre nós.
E é exatamente esta a razão do meu texto, apelar à cautela a todos estes vigorosos jovens, que mesmo entre a ameaça de morte, não baixam a cabeça, mesmo sob perseguição, organizam e convocam às manifestações. Meus compatriotas e herois, tenhamos muito cuidado com os apoios externos; não querendo falar dos angolanos na diáspora, não é a eles que me refiro, refiro-me aos que apoiram os revolucinários de outroura e hoje os fizeram seu refens, refiro-me a estes que transformaram os revolucionários de outroura em tiranos insesíveis e lhes tiraram os ideais pelos quais lutaram, refiro-me a estes que tudo o que mais querem é garantir seu espaço no petroleo, nos diamantes, no café, no algodão, na madeira, nos minérios, na força produitiva africana, refiro-me a estes que outroura aclamaram Muamar Kadhafi, Jonas Savimbi, Holdem Roberto e muitos outros como grandes líderes, mas que quando viram que seus interesses ameaçados, viraram as costas e mudaram de jogadores e hoje caçam os que ainda restam quais pulgas, refiro-me a estes que matêem tiranos no poder desde que cumpram com seus interesses e viram-se subliminarmente contra todos aqueles que se abdicam deles, refiro-me a todos aqueles que ainda vêem a África como celeiro público, refiro-me aos que fingem que nos querem o bem.
Se o presidente Eduardo dos Santos aconselhou os seus militantes a manterem-se vigilantes contra nós eu aconselho-vos a mantermo-nos vigilantes contra as pontências externas e seus fantoches. A tática deles nós já sabemos, "Ajudar e Desajudar”.
Por ora, viva a Liberdade e a Democracia para Angola.
(1) Na bilbia cristã esta hitória está em Geneses cap. 25, vers. 19 – 34 e todo cap 27 do mesmo livro.
Mbanza Hamza, o soldado esquecido
Nota: para os que quiserem fazer uma critica ou dar um parecer mais abrangente ou os que não poderem postá-la no espaço dos comentários desta página, podem fazê-lo através do e-mail: nozcinquenta@live.com .
Fonte: Angola24horas

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