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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Julius Maada Bio ganha eleição presidencial na Serra Leoa.

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Julius Maada Bio

Líder da oposição obteve 51,81 por cento dos votos
Julius Maada Bio será o futuro Presidente da Serra Leoa, depois de vener a segunda volta da eleição presidencial realizada no sábado, 31.
A vitória do líder da oposição foi anunciada nesta quarta-feira, 4, pela Comissão Nacional Eleitoral (NEC).
Bio, antigo militar golpista e líder do Partido Popular de Serra Leoa (SLPP), obteve 51,81% dos votos, enquanto Samura Kamara, ex-ministro de Relações Exteriores e Finanças do Congresso de Todo o Povo (APC), no poder, terminou com 48,19%, de acordo com os resultados divulgados pela NEC.
O actual Presidente Ernest Bai Koroma cumpriu dois mandatos de cinco anos e não podia mais concorrer.
Desde a independência em 1961, os partidos APC e o SLPP alternam-se no poder na Seria Leoa,país com cerce de sete milhões de habitantes.
Entre 1991 e 2002, o território foi devastado por uma guerra civil que deixou 120 mil mortos e milhares de refugiados e de deslocados.

fonte: VOA


Desigualdade continua 50 anos após a morte de Luther King.

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Cinco décadas depois do assassinato do líder da resistência negra norte-americana Martin Luther King, que lutava pelos direitos civis, os afrodescendentes ainda enfrentam muitas desvantagens sociais nos Estados Unidos.
fonte: DW África
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Martin Luther King durante o famoso discurso "Eu tenho um sonho", em 1963
No dia 4 de abril de 1968, Martin Luther King Jr. foi assassinado nos Estados Unidos, aos 39 anos de idade. Líder de um movimento de resistência pacífica. Luther King nunca veria o resultado da sua luta pela igualdade na América. Apesar do aumento da mobilização social entre os afro-americanos desde a sua morte, muitos negros continuam a viver desigualdades em todos os níveis da sociedade norte-americana.
Desigualdade económica, detenções em massa e violência policial são algumas das questões que mais afetam a comunidade negra norte-americana. E depois das últimas eleições, com um Presidente acusado de racismo, muitos temem que esta tendência política esteja a minar as lutas dos antecessores.
A diretora do Centro de Políticas Públicas e Liderança Ronald Walters, na Universidade de Howard, uma histórica instituição de afrodescendentes em Washington, está preocupada com a atual situação nos Estados Unidos. Elsie Scott critica o desequilíbrio racial no sistema prisional norte-americano dizendo que "o encarceramento é uma nova forma de escravatura".
"Quando verificamos que os negros estão na prisão de forma desproporcional e que este país detém mais pessoas do que qualquer outro país desenvolvido, então não resta muita esperança", afirma.
USA Gefängnis in New Orleans Überführung
População prisional norte-americana tem mais negros do que brancos, critica investigadora
Disparidades raciais
Embora o nível de educação superior e o acesso às classes média e alta para os negros norte-americanos tenham aumentado desde a década de 60, a situação no geral ainda está longe da igualdade. Os níveis atuais de pobreza são aproximadamente três vezes mais altos para os negros do que para os brancos, de acordo com o censo dos Estados Unidos de 2017.
E mesmo que as taxas de desemprego tenham caído desde 1983, quando chegaram a quase 20% entre os afro-americanos e 10% entre os brancos, continua a existir uma lacuna significativa entre os dois grupos.
De acordo com Ibram Kendi, diretor do Centro Anti-racista e de Políticas da American University, em Washington, 50 anos depois do assassinato de Martin Luther King, ainda se vive situações muitos semelhantes às que o líder viveu nos últimos anos da sua vida.
"Quando Martin Luther King estava vivo, os negros tinham duas vezes mais possibilidades de estar desempregados do que os americanos brancos. E eles continuam com as mesmas chances, de modo que a disparidade racial persistiu ao longo do tempo", constata.
"O sonho transformou-se em pesadelo"
Em 1967, alguns anos depois de seu icónico discurso "Eu tenho um sonho" (I have a Dream, em inglês), Martin Luther King disse numa entrevista que o seu sonho para os Estados Unidos da América "em muitos aspetos transformou-se num pesadelo".
O diretor do Centro Anti-racista e de Políticas da American University vê paralelos entre a dicotomia pesadelo-sonho de Luther King e os Estados Unidos em 2018. E diz que muitos afro-americanos veem as presidências de Barack Obama e Donald Trump como exemplos desta dicotomia.
"Há um historial de progresso para a luta racial e para o racismo - o racismo que Luther King enfrentava nos últimos meses da sua vida. E estamos a viver isto hoje em dia", considera Ibram Kendi.
Para a diretora do Centro de Políticas Públicas e Liderança Ronald Walters, Elsie Scott, os negros norte-americanos devem continuar a luta pelos direitos civis conquistados por Martin Luther King. "Luther King dizia: ‘Se os meus netos tiverem de lutar a mesma luta que eu, porque eu fiz tudo o que eu fiz? A minha vida terá sido em vão?' Isto significa muito para mim".

Brasil: STF rejeita habeas corpus, e Lula pode ser preso.

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Pelo placar de 6 a 5, Supremo Tribunal Federal rejeita pedido de habeas corpus preventivo para evitar a prisão do ex-presidente, que pode acontecer a qualquer momento. Voto da ministra Rosa Weber foi decisivo.
fonte: DW África
Brasilien Gerichtshof verhandelt über Haft von Ex-Präsident Lula (Reuters/D. Vara)
Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta quinta-feira (05/04) o habeas corpus solicitado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para impedir uma eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal. Com o pedido, os advogados tentavam mudar o entendimento firmado pelo STF em 2016, quando foi autorizada a prisão após o fim dos recursos naquela instância.
O julgamento desta quarta-feira durou cerca de nove horas. Última a votar, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, disse que manteria o mesmo entendimento que marcou seus votos desde 2009. "Tenho para mim que não há ruptura ou afronta ao princípio da presunção de inocência o início do cumprimento da pena após a segunda instância", disse a presidente, ao desempatar o resultado.
Votaram contra a concessão do habeas corpus os ministros Edson Fachin (relator), Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello se manifestaram a favor da concessão.
Apesar de o STF ter negado o pedido, Lula não deve ser preso imediatamente. Para que isso aconteça é preciso que o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba e responsável pela condenação na primeira instância, emita um mandado de prisão. Há ainda trâmites processuais pendentes no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), segunda instância da Justiça Federal com sede em Porto Alegre, o que pode retardar a ordem de prisão.
Os votos dos ministros
Brasilien Oberster Gerichtshof verhandelt über Haft von Ex-Präsident Lula | Präsidentin Carmen Lucia
Presidente Carmen Lúcia foi a última a votar e desempatou o placar
Primeiro a se manifestar, Fachin votou contra a concessão do habeas corpus e argumentou que não houve nenhuma ilegalidade ou abuso de poder na decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) sobre um pedido semelhante feito naquela corte pela defesa do ex-presidente.
O ministro destacou ainda que o entendimento atual do STF prevê o início do cumprimento da pena após o esgotamento de recursos em segunda instância. A regra havia sido estabelecida num julgamento da corte em 2016, com um placar apertado de 6 a 5.
"Não houve, ao menos até o momento, revisão do plenário, em sede de controle abstrato de constitucionalidade", disse Fachin. "Ressalto que, em meu ver, até tal ocorrência, não é cabível reputar como ilegal ou abusivo um pronunciamento jurisdicional que se coadune com o entendimento até então prevalente", acrescentou.
O ministro Gilmar Mendes empatou o placar ao votar a favor do habeas corpus para evitar a prisão de Lula. O magistrado argumentou que a decisão do STF que permitiu a execução da pena em segunda instância é mal interpretada por instâncias inferiores e pode deixar inocentes na cadeia.
Em 2016, ele havia votado a favor da prisão após a segunda instância, mas agora argumentou que mudou seu entendimento pois a regra passou a ser adotada de forma automática. "Sempre dissemos que a prisão seria possibilidade jurídica, não obrigação", destacou Gilmar Mendes. "Isso resulta numa brutal injustiça, num sistema que é por si só injusto. A justiça criminal é muito falha", acrescentou.
Os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux seguiram o voto do relator e rejeitaram o habeas corpus. Em seu voto, Barroso criticou a demora nos processos penais no país, que acarreta a prescrição de muitos casos e gera, desta maneira, impunidade. "Um sistema judicial que não funciona faz as pessoas acreditarem que o crime compensa", afirmou Barroso.
"Se tornou muitíssimo mais fácil prender um menino com 100 gramas de maconha do que prender um agente público ou um agente privado que desviou 10, 20, 50 milhões. Esta é a realidade do sistema penal brasileiro: ele é feito para prender menino pobre e não consegue prender essas pessoas que desviam por corrupção e outros delitos milhões de dinheiros, que matam as pessoas", destacou Barroso.
Um dos votos mais esperados era da ministra Rosa Weber, que em 2016 votou contra a execução da pena em segunda instância. Desde então, a magistrada vem respeitando a decisão do colegiado, porém, ela ainda não havia dado sinal de como votaria o pedido de habeas corpus. Nesta quarta-feira, ao rejeitar o pedido, ela defendeu a importância de seguir a decisão da maioria.
"A colegialidade como método decisório em julgamentos em órgãos coletivos, impõe, a meu juízo, aos integrantes do grupo, da assembleia ou do tribunal, procedimento decisório distinto daqueles a que submetido o juiz singular. Estabelecida uma voz coletiva através de decisões majoritárias, essa passa a ser a voz da instituição", destacou Rosa Weber.
Já o ministro Dias Toffoli seguiu o voto de Gilmar Mendes. O magistrado argumentou que a pena só pode ser cumprida com os recursos se esgotarem nas quatro instâncias da Justiça. Os ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello também votaram a favor da concessão do habeas corpus.
"Ninguém será considerado culpado até o transito em julgado de sentença penal condenatória. Quer dizer que a pessoa se mantém livre, salvo naquelas situações extraordinárias, em que o magistrado de forma fundamentada decrete a prisão", justificou Lewandowski.
O ministro argumentou ainda que, no caso de Lula, a concessão do habeas corpus "não significaria que os malfeitores seriam imediatamente libertados, porque eles seguirem preso, se fosse o caso, por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente".
Jurisprudência
Com a decisão, o STF confirma o entendimento da corte sobre o início do cumprimento de penas após o fim dos recursos em segunda instância. Essa posição é defendida por vários juízes e procuradores, que entregaram ao STF na terça-feira um documento com mais de 5 mil assinaturas apoiando a decisão da corte de 2016.
Entre os membros da Lava Jato, a opinião é de que uma eventual revisão da regra de 2016 vai atingir em cheio a operação. O coordenador da Lava Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol, chegou a afirmar que estava orando e jejuando durante o intervalo do caso. "Não se trata de Lula, mas da impunidade de todos os poderosos”, escreveu o procurador em sua conta no Twitter.
Do outro lado, criminalistas opositores da decisão de 2016, que defendem que o acusado permaneça em liberdade até o esgotamento dos recursos, também entregaram mais de 3 mil assinaturas ao Supremo pedindo a revisão da regra.
O julgamento do habeas corpus de Lula e a possibilidade de o STF mudar o entendimento de 2016 ganhou em tensão após o comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, declarar através do Twitter que sua instituição repudia a impunidade no país.
"Asseguro à nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais", escreveu Villas Bôas.
O julgamento do pedido da defesa de Lula no STF teve início no último dia 22 de março, porém após uma série de atrasos e discussões tensas, uma maioria de ministros da corte optou por adiar a discussão sobre o mérito.
O ex-presidente precisava do habeas corpus para afastar a possibilidade praticamente certa de ser preso e começar a cumprir a condenação de 12 anos e um mês imposta em segunda instância. O adiamento fez com que o petista ganhasse tempo, já que o STF concedeu uma liminar que garantiu sua liberdade até que uma decisão final seja tomada.
A condenação
Em 24 de janeiro, o TRF-4 confirmou a condenação de Lula em segunda instância no processo que envolve um tríplex no Guarujá, no litoral paulista, além de aumentar a pena para 12 anos e um mês de prisão. Em julho do ano passado, o juiz Sérgio Moro condenara o petista em primeira instância a nove anos e seis meses.
Após a confirmação pelo tribunal em Porto Alegre, a defesa apresentou, em 20 de fevereiro, os chamados embargos de declaração, que servem apenas para esclarecer pontos da sentença, como contradições ou omissões, mas não têm o poder de reverter a condenação.
Em 26 de março, o TRF-4 rejeitou o recurso apresentado pela defesa, esgotando as possibilidades de Lula de recorrer na segunda instância – o que já poderia levar à prisão do ex-presidente caso não houvesse a liminar concedida pelo STF que o impedia de ser preso.
No processo envolvendo o tríplex, Lula ainda tem duas possibilidades de recorrer: pode entrar com um recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e um extraordinário no STF. Os pedidos devem ser apresentados até 15 dias após a publicação do acórdão da decisão do TRF-4.
CN/AS/ots/abr
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NO APÓS GUERRA DO MÉDIO-ORIENTE ALARGADO...

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Contradizendo as aparências da propaganda atlantista, Thierry Meyssan interpreta as relações internacionais no longo prazo. Para ele, não existiu guerra civil durante os sete últimos anos na Síria, antes uma guerra regional de dezassete anos no Médio-Oriente Alargado. Deste vasto conflito, do qual aRússia sai vencedora face à OTAN, emerge progressivamente um novo equilíbrio do mundo.
Toda a guerra acaba com vencedores e vencidos. Os dezassete anos que temos vindo a viver no «Médio-Oriente Alargado» não podem constituir excepção [1]. Ora, enquanto Saddam Hussein e Mouammar Kadhafi foram eliminados e a Síria está à beira de vencer, não há nenhum outro maior perdedor do que o povo árabe.
No máximo, pode-se fingir acreditar que o problema está apenas na Síria. E que na Síria, está apenas na Ghuta. E que na Ghuta, o Exército do Islão perdeu. Este episódio não bastará para declarar o fim das hostilidades que assolam a região, destroem cidades inteiras e matam homens às centenas de milhar.

No entanto, a fábula do contágio das «guerras civis» [2] permite aos 130 Estados e organizações internacionais que participaram nas cimeiras de «Amigos da Síria» negar as suas responsabilidades e manter a cabeça levantada. E como eles não aceitarão jamais o seu fracasso, continuarão as suas malfeitorias em outros teatros de operação. Por outras palavras : a sua guerra estará dentro em breve terminada na região, mas ela continuará, no entanto, noutros lugares.
Deste ponto de vista, o que se jogou na Síria desde a declaração de guerra dos EUA —o Syrian Accountability Act—, em 2003, quer dizer há quase 15 anos atrás, moldará a Ordem do mundo que está em vias de se constituir. Com efeito, se quase todos os estados do «Médio-Oriente Alargado» saíram enfraquecidos, ou destruídos, apenas a Síria continua de pé e independente.
Por conseguinte, a estratégia do Almirante Cebrowski visando destruir as sociedades, e Estados, dos países não-globalizados e a extorquir os países globalizados, para que estes possam ter acesso às matérias-primas e às fontes de energia de tal zona, não poderá ser posto em prática pelo Pentágono, nem aqui, nem em qualquer outro sitio.
Sob o impulso do Presidente Trump, as Forças Armadas dos EUA cessam, lentamente, o seu apoio aos jiadistas e começam a retirar-se do campo de batalha. Isso não os torna filantropos, antes realistas, e deverá marcar o fim do seu envolvimento contra os diferentes Estados.
Renovando com a Carta do Atlântico, pela qual Londres e Washington se puseram de acordo, em 1941, para controlar, em conjunto, os oceanos e o comércio mundial, os mesmos Estados Unidos preparam-se para sabotar o comércio do seu rival chinês. Donald Trump reforma os Quads (com a Austrália, o Japão e a Índia) para limitar o os movimentos da frota chinesa no Pacífico. Simultaneamente, ele nomeia como Conselheiro de Segurança, John Bolton, cuja grande realização sob Bush Jr. foi implicar os Aliados na vigilância militar dos oceanos e do comércio global.
O grande projecto chinês das Rotas da Seda (ao mesmo tempo terrestre e marítimo) não deverá concretizar-se nos próximos anos. Tendo Beijing decidido fazer passar as suas mercadorias pela Turquia, mais do que pela Síria, e pela Bielorrússia mais do que pela Ucrânia, «convulsões» irão agora surgir nesses dois países.
Já no século XV, a China tinha tentado reabrir a Rota da Seda construindo, para tal, uma gigantesca frota com 30.000 homens sob o comando do Almirante muçulmano Zheng He. Apesar do acolhimento caloroso desta pacífica armada no Golfo Pérsico, em África e no Mar Vermelho, este projecto falhou. O Imperador mandou queimar a totalidade da frota. A China fechou-se sobre si mesma durante cinco séculos. O Presidente Xi inspirou-se neste ilustre predecessor ao imaginar «a Rota e a Cintura», mas ele poderia ser levado, como o Imperador Ming Xuanzong, a abandonar, ele próprio, a sua iniciativa, quaisquer que sejam as somas investidas pelo seu país —e, portanto, a título perdido.
O Reino Unido, quanto a ele, não abandonou o seu plano de uma nova «revolta árabe», pela qual levara ao Poder na Arábia Saudita os wahhabitas da Líbia, em 1915. No entanto, a «Primavera Árabe» de 2011, que devia consagrar desta vez os Irmãos Muçulmanos, quebrou-se contra a Resistência sírio-libanesa.
Londres pretende aproveitar a «báscula para a Ásia» dos Estados Unidos afim de recuperar a influência do seu antigo império. Apresta-se a deixar a União Europeia e orienta os seus exércitos contra a Rússia. Tentou reunir o maior número possível de aliados atrás de si instrumentalizando o escândalo Skripal, mas tropeçou em várias decepções, entre as quais a recusa da Nova Zelândia em continuar a aceitar o dominion dócil. Ela deverá, logicamente, reorientar os seus jiadistas contra Moscovo, como fez durante as guerras do Afeganistão, da Jugoslávia e da Tchechénia.
A Rússia, a única grande potência a sair vitoriosa do conflito no Médio-Oriente, conseguiu realizar o objectivo da Czarina Catarina II de aceder (acessar-br) ao Mediterrâneo e salvar o berço do cristianismo, sobre o qual está fundada a sua cultura.
Moscovo deverá agora desenvolver a União Económica Euro-Asiática, à qual a Síria é candidata desde 2015. À época, a sua adesão havia sido suspensa a pedido da Arménia, inquieta quanto a fazer entrar no espaço económico comum um Estado em guerra, mas, no entretanto, os dados mudam.
O novo equilíbrio do mundo é já bipolar desde que a Rússia revelou o seu novo arsenal nuclear. O mundo deverá ser dividido em dois, não por uma cortina de ferro, mas pela vontade dos Ocidentais, os quais separam já os sistemas bancários e em breve a Internet. Ele deverá repousar na OTAN por um lado e, já não mais no Pacto de Varsóvia, mas, sim na Organização do Tratado de Segurança Colectiva por outro. Numa trintena de anos, a Rússia virou a página do bolchevismo e mudou a sua influência da Europa Central para o Médio-Oriente.
Num movimento pendular, o Ocidente, antigo «mundo livre», transforma-se num conjunto de sociedades coercivas e falsamente consensuais. A União Europeia dota-se de uma burocracia mais vasta e mais opressiva do que a da União Soviética. Enquanto a Rússia se torna o campeão do Direito Internacional.

Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: Sous nos yeux. Du 11-Septembre à Donald Trump. Outra obras :L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación (Monte Ávila Editores, 2008).
Tradução 
Alva

MARTIN LUTHER KING MORREU HÁ 50 ANOS.

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O ícone da luta pacífica pelos direitos civis nos Estados Unidos, Martin Luther King, foi assassinado há 50 anos. O Prémio Nobel da Paz morreu com 39 anos, mas deixou vivo o seu “sonho”.

A 4 de Abril de 1968, o pastor protestante Martin Luther King era atingido com uma bala quando estava na varanda de um hotel, em Memphis, nos Estados Unidos, mas a sua mensagem ficava intacta.

“Eu tenho um sonho, só um sonho: continuar sonhando”, gritou, junto ao Capitólio, a 28 de Agosto de 1963, após a Marcha sobre Washington, num discurso que dava voz a milhares de pessoas que pediam igualdade de direitos civis para os afro-americanos. O sonho era de que um dia os seus filhos “fossem julgados não pela cor da pele mas pela força do seu carácter”. 


Martin Luther King foi o principal militante pacifista contra a descriminação racial nos Estados Unidos. Percorreu nove milhões de quilómetros durante 13 anos, falou 2.500 vezes em público, foi preso pela polícia mais de vinte vezes e agredido fisicamente em pelo menos outras quatro.

O militante pelos direitos civis tinha, também, entrado em rota de colisão com os aliados democratas na Casa Branca, depois de ter feito um discurso de condenação da Guerra do Vietname a 4 de Abril de 1967, em Nova Iorque, intitulado “É tempo de quebrar o silêncio”.

No 50° aniversário da sua morte, a sua mensagem continua actual. O seu legado aparece, por exemplo, no movimento "Black Lives Matter" contra a violência policial e no actual movimento contra as armas nos Estados Unidos. Várias centenas de milhares de americanos desfilaram, a 24 de Março, para denunciar a violência das armas de fogo, um mês após o tiroteio num liceu de Parkland, na Florida, que fez 17 mortos.

Fonte: RFI

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA Fonte: Doka Internacional (Ogiva Nuclear).

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CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DO INTERNACIONAL PUTO DE MANCHESTER NO HOTEL AZALAY.  MUITA TEMPERATURA COM APLAUSOS, RECONHECIMENTO E SOLIDARIEDADE.

Aceda ao portal para ver o vídeo: CLICKA AQUI.

fonte: bambaramdipadida.blogspot.com

«CONTINENTE AFRICANO DIVIDIDO EM DOIS»UMA FENDA NA TERRA SE ESTENDE POR VÁRIOS QUILÓMETROS PELO SUL DO QUÉNIA E ESTÁ DIVIDIR ÁFRICA EM DOIS.

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Un hombre se toma un selfi frente a la gran grieta, el 28 de marzo de 2018 en Mai Mahiu, Kenia.
A terra abriu há alguns dias no sudoeste do Quênia (África). Ao longo de vários quilômetros, cruzando campos, quebrando estradas e perfurando a reserva de Masai Mara, a abertura alarmou os habitantes locais e causou agitação em alguns meios de comunicação. Há quem diga que o continente africano está se dividindo em dois. É verdade, mas ainda faltam alguns milhões de anos para que isso aconteça.

Residentes observan la grieta que se ha abierto en Kenia, el 28 de marzo de 2018 en Mai Mahiu.
A rachadura na terra é um lembrete de que a Terra é um planeta em movimento. A superfície da Terra está rachada como uma moldura antiga em várias placas tectônicas que, em sua fricção, desencadeiam fenômenos como terremotos ou erupções vulcânicas, elevam montanhas e abrem vales. Esse mesmo movimento faz com que cada placa também seja instável. No caso da região leste da placa africana, a constante colisão com as placas da Arábia e da Índia, que empurra do norte, está quebrando a porção leste do continente africano. Sua manifestação mais visível é o Grande Vale do Rift, uma faixa larga de terra que vai de Moçambique, ao sul, ao corno da África e além.

"Por baixo há uma falha no terreno que separa a África em dois", diz o professor do Departamento de Geodinâmica da Universidade de Granada, Juan Ignacio Soto. Mas o tempo da separação é geológico, levará milhões de anos. "Nós sabemos o que vai acontecer, mas não quando", acrescenta. Até certo ponto, é o processo inverso àquele que produz cadeias montanhosas como os Himalaias ou os Andes. Enquanto estes são levantados pelo choque de duas placas que convergem, neste vale eles estão se separando.

Esses processos geológicos são lentos para a cronologia humana. "Às vezes eles separam alguns milímetros e muitos outros a fratura ocorre no interior sem que a vejamos", explica o professor. Em outros, como desta vez, o crack é superficial e mede a largura. "O que impressiona é a duração disso", acrescenta ele. Embora deva ser confirmado, sugere-se que as chuvas teriam ampliado a magnitude da lacuna.

Não será a última vez que isso acontece. Sob a terra há um processo de dividir a placa africana em duas novas, a Núbia a oeste e a etíope a leste. É esse mesmo processo que está por trás de algumas das maravilhas desta parte da África. O Great Rift Valley é formado sob várias fraturas da crosta terrestre. Acima, o Rift Albertinecorresponde ao Rift do Leste Africano.

O conjunto de vales nas falhas tem uma extensão de cerca de 5.000 quilômetros. Ao longo das fraturas são os principais vulcões africanos. Grandes Lagos, a partir de Victoria para Tanganyika, através do Turkana ou Natron, são devido à presença dessas falhas. E graças a eles, essa área também é a região com a maior parcela de biodiversidade do planeta. Em algum momento, daqui a 50 milhões de anos, haverá dois africanos , mas ainda não.

Conosaba/elpais


Varias mujeres trabajan en su granja muy cerca de la gran grieta, en Mai Mahiu, Kenia, el 28 de marzo de 2018.










APU-PDGB ACUSA PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE SER RESPONSÁVEL PELO NÃO FUNCIONAMENTO DAS INSTITUIÇÕES.

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O vice-presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU -PDGB) afirmou que José Mário Vaz não conseguiu apresentar nenhuma alternativa ao país desde que derrubou o governo de domingos Simões Pereira.

Juliano Fernandes fez estas observações à margem da deposição de coroas de flores na campa de Kumba Yalá que hoje completa 4 anos do seu desaparecimento físico.

«O presidente da Republica é o primeiro responsável para sossegar e unir o povo guineense, promover o funcionamento regular das instituições da Republica permitindo o governo e Assembleia Nacional Popular funcionar para resolver os problemas deste povo. Mas infelizmente falhou completamente desde que derrubou o governo de Domingos Simões Pereira, não conseguindo apresentar o país nenhuma alternativa de estabilidade governativa. Vamos responsabilizar-lhe porque de facto não cumpriu com obrigações Constitucionais, com as atribuições e competências adquiridas constitucionalmente para ser garante da estabilidade governativa e da democracia», lamenta Juliano Fernandes.

Por outro lado, considerou de inadmissível ter um primeiro-ministro sem consenso de todas as forças políticas para pôr fim a crise. “Os guineenses estão a viver num mundo ilusório sem pensar neste povo. O governo demissionário continua a fazer sabe-se lá o que sem ser controlado ou fiscalizado (…) o país está em completa anarquia”, diz.

Entretanto, sublinhou que Kumba Yalá vai deixar falta que o partido APU vai preencher.

"Kumba Yalá é impulsionador da democracia guineense"

O presidente em exercício do partido da Renovação Social (PRS) afirmou que Kumba Yalá é o impulsionador da democracia na Guiné-Bissau.

Certório Biote falava momento antes de depositar as coroas de flores na campa de Kumba Yala falecido há quatro anos. “ Kumba foi o homem que fez com que a democracia guineense teve um crescimento acelerado por ser um homem honesto que só sabe dizer a verdade”.

Entretanto, Joana Kobdé Nhanca, presidente da fundação Kumba Yalá e igualmente sua irmã sublinhou que Kumba não teve o reconhecimento que merecia.

“ Não há reconhecimento porque todos aqueles que estavam a volta dele eram amigos de momento, amigos de dinheiro que depois de tudo não se lembram mais dele”.

Kumba Yalá foi presidente da Guiné-Bissau de Fevereiro de 2000 até Setembro de 2003, altura em que foi derrubado, num golpe de Estado, pelos militares. Morreu, em circunstâncias ainda por esclarecer, de doença súbita, no dia 04 de Abril de 2014

Por: Nautaran Marcos Có/radiosolmansi com Conosaba do Porto

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