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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Realiza-se esta quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023, em Yamoussoukr...

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Saiba quais vacinas e quantas doses o Brasil tem para imunizar a população contra Covid.

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Imagem mostra embalagem com doses da CoronaVac enviadas ao Brasil para testes em laboratório, em abril de 2020

Nessa primeira fase, vão ser vacinados os brasileiros dos chamados grupos prioritários. Serão necessários quase 30 milhões de doses e o pouco número de vacinas disponíveis até agora é a grande preocupação de especialistas.

A vacinação em massa é um desafio do tamanho do Brasil. O Jornal Nacional mostra um levantamento de tudo que o país tem disponível para imunizar a população: o que falta chegar e o que ainda depende de autorização.

Os 6 milhões de doses da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan, são as únicas que o Brasil tem até agora. O ministério fez a divisão: a região Norte vai receber 708 mil doses; o Nordeste, quase 1,5 milhão de doses; o Sudeste, pouco mais de 2,5 milhões; o Sul, 750 mil; e o Centro-Oeste, 574 mil doses.

Nessa primeira fase, vão ser vacinados profissionais de saúde, idosos com 75 anos ou mais, idosos com mais de 60 anos que moram em asilos, indígenas que vivem em aldeias e comunidades ribeirinhas. E todos deverão tomar duas doses da vacina. Serão necessários quase 30 milhões de doses.

O pouco número de vacinas disponíveis até agora é a grande preocupação de especialistas. “A gente precisa avançar. Isso está considerado no documento que o ministério apresentou já mês passado. A gente precisa avançar essas negociações. Não só com novos fabricantes, mas o fechamento, a concretização dessas negociações já feitas, com o envio das vacinas contratadas pelo Brasil”, afirma Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Nesta segunda-feira (18), o Instituto Butantan pediu à Anvisa o registro emergencial para um segundo lote de 4,8 milhões de doses da CoronaVac, que foram finalizadas, envasadas e rotuladas pelo Instituto Butantan. A autorização dada neste domingo (17) pela agência foi apenas para as primeiras 6 milhões de doses da vacina.

A Anvisa informou que já recebeu o pedido e iniciou a análise. Em 24 horas, responde se os documentos estão ok e, no máximo em dez dias, se autoriza ou não o uso emergencial.

O governo contava também com a vacina da Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca, em parceria com a Fiocruz: 2 milhões de doses. Mas a negociação do governo brasileiro com o governo indiano fracassou e as vacinas continuam na Índia.

Nesta segunda, cedo, o presidente Bolsonaro se reuniu com o embaixador da Índia no Brasil. À tarde, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que um problema para o avanço nas conversas é o fuso horário da Índia, mas que espera receber as vacinas ainda esta semana.

“Todos os dias nós temos tido reunião, reuniões diplomáticas com a Índia, todo dia. O fuso horário é muito complicado. Não há uma resposta positiva de saída até agora. Está sinalizado para os próximos dias desta semana o embarque da carga para cá. Nós estamos contando com essas 2 milhões de doses para que a gente possa atender mais ainda a população”, disse Pazuello.

Bolsonaro comentou a aprovação da vacina CoronaVac em um vídeo publicado em uma rede social do filho dele, o vereador Carlos Bolsonaro. Há meses, o presidente vinha menosprezando a vacina. Hoje, o discurso mudou. Disse que a CoronaVac é do Brasil e, sem citar nomes, criticou o governador de são Paulo, João Doria, do PSDB, que iniciou no domingo (17) a vacinação.

“Pessoal, uma notícia. Apesar da vacina... Apesar não, né? A Anvisa aprovou. Não tem que discutir mais. Agora, havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos também, que era para ter chegado a vacina aqui. Então, está liberada a aplicação no Brasil. E a vacina é do Brasil, não é de nenhum governador não. É do Brasil”, declarou.

fonte: globo.com

Donald Trump vai voltar ao cabeçalho das notícias.

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Julgamento no Senado começa no dia 8 de Fevereiro apesar de dúvidas constitucionais e se Republicanos votarão contra o antigo presidente

Donald Trump pode já não estar na presidência e não ter acesso constante aos microfones da televisão e também ao seu meio de comunicação preferido o Twitter que o expulsou da plataforma.


Mas o que é agora certo é que no inicio do próximo mês Donald Trump vai voltar ao cabeçalho dos jornais quando se iniciar o julgamento no Senado sob a acusação aprovada pela Câmara dos Representantes de incitamento a rebelião.

É algo que está provocar já intenso debate com muitos a interregarem-se sobre qual o o objectivo disso, agora que Donald Trump já não está na presidência. Alguns políticos afirmam mesmo que num país profundamente dividido isso será como atirar gasolina à fogueira.

O objectivo político é o de impugnar o presidente no Senado, o que a a acontecer o irá proibir de participar em acções políticas no futuro, isto numa altura em que há notícias que Trump quer formar um novo partido político, o Partido Patriótico.

A constitucionalidade ou não do julgamento

A nivel jurídico há quem interrogue mesmo a constitucionalidade de levar um ex- presidente a julgamento no Senado. Diz esse argumento que o Senado não pode julgar alguém que já não ocupa um cargo oficial porque isso será usurpar o papel dos tribunais.

Mitt Romney Senador Republicano que apoiou a impugnação de Trump na Câmara dos Representantes discorda dessa interpretação disseo à CNN ter lido vários artigos jurídicos sobre questão e “a prepoderância da opinião jurídica é que um julgamento de impugnação depois de alguém abandonar o seu cargo público é constitucional”.

“ Eu acredito ser esse o caso mas vou ouvir o que os advogados têm a dizer para cada uma das partes mas penso que é bem claro que é constitucional”, acrescentou.

Mas mesmo que o caso prossiga no Senado – o que vai acontecer tendo em conta a maioria Democrata – isso não significa que Trump irá ser impugnado. Para isso é preciso que dois terços dos senadores votem a favor da impugnação o que significa que 17 dos 50 Republicanos terão que votar a favor.

Gerald Seib um dos directores executivos do jornal Wall Street Journal e que chefia a cobertura da Casa Branca e Congresso disse que “essa posibilidade é muito pouca”.

“ Penso que vai haver alguns mas ficaria supreendido se houver 17”, acrescentou

A analista Democrata Donna Brazile concorda mas fez notar que recentemente o lider do partido Republicano no senado Mitch McConnel l culpou o presidente pela invasão do edifício do Congressoo que pode indicar uma mudança nos círculos Republicanos.

“Eu penso que vai ser dificil ter 17 Republicanos mas por outro lado quando Mitch McConnell falou no Senado a 19 de Janeiro fiquei surpreendida com os seus comentários”, disse à cadeia de televisão FOX acescentando que por outro lado “é importante que haja essa votação e reponsabilizem o antigo presidente”.

Julgamento poderá atrasar agenda de Biden

O que é certo contudo é que o julgamento de Trump no Senado surge numa altura pouco propícia para o presidente Joe Biden com uma agenda de nomeações para cargos de governo e programas governativos que têm que ser aprovados pelo Congresso. Para além disso para Biden - que fez um discurso de tomada de posse baseado na reconciliação - o julgamento pode ser visto como um acto de vingança política que visa afastar Trump da cena política.

Geral Seib do Wall Street Journal disse à cadeia de televisão FOX ser para ele óbvio que “o presidente Joe Biden nunca expressou muito entusiasmo por este julgamento de impugnação”.

.”Na Casa Branca não se opõem mas penso que estão conscientes que isto tem todo o potencial de ser uma distracção enorme que vai atrasar como o pacote para o combate ao Coronavírus e também nomeações e confirmações de pessoas para o gabinete de Biden vão também ser atrasadas pelo julgamento de impugnação e isso não faz ninguém na nova admInistração contente”, afirmou Seib para quem apesar dessa “falta de entusiasmo” o julgametno no Senado vai aconeceer.

“Um dos efeitos secundários disto que penso ser irónico é que isso vai dar a Donald Trump aquilo que ele mais quer que é mais atenção e mais oxigénio e isso não agrada também a muitos Republicanos”, acrescentou.

fonte: VOA

SENEGAL: Apreensão de 675 kg de cocaína: um laboratório de drogas foi instalado em Ngaparou em uma vila.

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Novidades no caso de 675 kg de cocaína apreendidos na Pequena Costa.

De acordo com o Liberation, a droga foi apreendida em um laboratório de processamento e embalagem de medicamentos, localizado no centro de Ngaparou, em uma vila mobiliada.

Jean Yann Dominique Blain, empresário belga muito ativo no setor da construção, forneceu a acetona para refinar os 675 kg de cocaína.

Há um químico, amigo do belga, na linha de frente durante o "trabalho" do laboratório. O químico e um terceiro suspeito são ativamente procurados.

fonte: seneweb.com

SENEGAL: Seu marido assume uma segunda esposa, ela tenta cometer suicídio por ...

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Existem mulheres que não suportam ter uma rival. É o caso da jovem K. Diop que estava perto da morte.

Quando soube que seu marido havia se casado com uma segunda esposa, ela tentou se matar bebendo água sanitária.

Na verdade, ela quis se matar quando soube que seu marido estava morando com seu "rival" enquanto ela labutava na aldeia ao lado de sua sogra com seus três filhos. Uma injustiça que ela considera inaceitável.

De acordo com a L'Observateur, ela deixou a aldeia para encontrar seu marido, que mora com sua segunda esposa em um quarto alugado em Medina.

Ela tem um excesso de ciúme e pede ao marido que chute a segunda esposa para fora da sala.

O marido atende seu pedido, mas ela ainda tentou se matar bebendo água sanitária.

fonte: seneweb.com

ANGOLA: Viralmente incompetentes, anti-democratas e anti-povo.

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Eu não sou oposição! A ala fascista do MPLA/Estado, sim! Esta gentalha que desonra o MPLA/Original, discrimina, humilha, ostraciza, prende, arbitrariamente e, bastas vezes, assassina, masoquistamente. A afirmação é peremptória! ASSUMO! Ao longo dos anos tenho sido vítima e, agora, na esquina do ano, sob nova e requintada espiral de ameaças, exigem-me contenção, abandono de pensamento, para abrir alas, aos delírios maléficos.

Por William Tonet

Não me demito de escrutinar, enquanto jornalista, a fanfarra fascistóide causadora de um mal incalculável aos povos angolanos, desde 1975. São 45 anos! Não os temo, simplesmente, porque tenho nome, endereço, domicilio certo e cidadania do bem, diferente da escória, que falha de argumentos, recolhe a covardia dos arsenais bélicos, Eu, sou posição! Transporto um facho de orgulho autóctone, angolano, africano, dos meus antepassados, que nasceram AQUI! Luto em nome dos valores das liberdades, emprestando, sempre, que necessário, a minha micro soberania, o frágil e desarmado corpo as balas assassinas, visando a implantação de uma democracia, que tem sido sequestrada, aprisionada, fraudada e assassinada, por uma casta, que teima em não emprestar seriedade, para a implantação de um verdadeiro projecto- país, com um PACTO DE REGIME DE TRANSIÇÃO, uma vez Angola não precisar de um novo xerife, mas de um líder nacionalista e independente das potências capitalistas mundiais.

O cenário partidário eleitoral de 2021, será dantesco, imprevisível, assassino, contra os democratas e não bajuladores ao “ancien regime”, se pretenderem formar partidos políticos, em homenagem aos artigos 4.º e 17.º da Constituição, fundamentalmente, sempre que se assumirem contrários a orientação presidencial.

Os dados foram lançados!

Abel Chivukuvuku e o PRA-JA foram as primeiras vítimas da exclusão e discriminação do consulado de João Lourenço, contando com a abjecta e anti-jurídica cumplicidade do Tribunal Constitucional, um órgão com uma maioria de juízes, cada vez mais especializados em assassinarem o direito, em nome da subserviência partidocrata.

O acórdão do Tribunal Constitucional que indeferiu o projecto político PRA-JA – Servir Angola, não parece uma peça jurídica, esgrimida por competentes juízes, cuja tarimba deveria estar espalmada na competência e riqueza dos fundamentos científicos, mas de finalistas do curso de direito partidário.

“Nós não pleiteamos com um órgão de soberania, mas contra um monstro, que age com ódio, raiva e faz acusação caluniosa, com a forja de documentos, para nos afastar do jogo político, por temor do presidente do MPLA que manda no Tribunal”, acusa Manuel Gonga da Comissão Instaladora.

A humilhação, discriminação e tribalismo “etno-ideológico”, envergonha, todos os verdadeiros amantes e fazedores do direito democrático, pois o Tribunal, na verdade, num dado momento, deixou-se arrastar na lama da suspeição.

“Chivuku foi banido, por ter carisma, ser poliglota e ser do Sul, quer se queira quer não, o MPLA tem uma veia tribal, que suplanta ter membros e dirigentes do Sul, pois é uma vertente com sombrinha camaleónica, que privilegia o pensamento Kimbundu”, assegurou Gonga.

Mas se no plano partidário externo o quadro é sinuoso, no interior do partido do regime: MPLA, quando se esperava que João Lourenço fosse a solução, converteu-se, por “motu proprium” em problema.

Para assumir o seu consulado apostou na divisão, na ruptura, na perseguição dos potenciais sucessores e dos capazes de se lhe oporem num terreno em que é muito frágil, o confronto de ideias.

Quando o presidente do MPLA á mais de 11 meses de distância da realização do congresso do MPLA (Dezembro 2021), antes mesmo dos votantes escolherem os candidatos, já Lourenço tem certeza de que haverá uma grande purga, quando a solenidade da democracia reside, na imprevisibilidade da massa votante, capaz de contornar as mais fiáveis sondagens.

Se um dirigente não consegue ser mais que xerife, destilador de temor, terror e tacada, quando deveria preocupar-se em estagiar para se converter em líder, converte-se num futurologista perigoso, capaz de certezas absolutas e indiferente à vontade de escolha dos demais. Ter certeza numa (mais que previsível) varredela histórica, dos seus ex-camaradas da “gamelaça” financeira, em cerca de 70% (renovação espúria), por meninos “jobs for boys” e “yes man” (sim chefe), sem estória partidária, mas autênticos bajuladores da corte da vez, o MPLA, (in)convictamente, mostrará, o repristinar das práticas monstruosas de Agostinho Neto, que eliminava, pelo assassinato moral ou físico, os adversários ou inimigos internos e, quando não o fizesse, por pressão internacional, montava a máquina diabólica da comissão eleitoral da fraude e batota (foi assim no Congresso de Lusaka de 1974 e na chacina de 27 de Maio de 1977, com o assassinato de opositores).

Esta comissão partidária, depois replica-se ao nível do país, desembocando na CNE (Comissão Nacional Eleitoral), tentáculo principal do MPLA, secundada pelo Tribunal Constitucional, que, numa querela jurídico-constitucional (1975, Acordos do Alvor; 1992, primeiras eleições gerais; 2008, eleições legislativas; 2012, eleições gerais) opta sempre pela adopção de normas ideológicas, constantes nos estatutos e programa do MPLA, ao invés das jurídicas, da lei e da Constituição.

Será a consagração oficial, do “partido-gado”, violador dos ditames democráticos e, com isso, teremos a afirmação da NOVA DITADURA, indiferente à vontade popular, de alternância através do voto popular, em eventuais Eleições Gerais, em 2022.

A implantação do fascismo/ditadura de Estado, nunca esteve tão próximo na vida dos angolanos, se a oposição e os intelectuais continuarem, ingenuamente, a acreditar, que alguma vez, a CNE, filha do MPLA (detém a maioria) e a comunidade internacional (CPLP; SADC; União Africana; União Europeia; ONU), mais ligada aos interesses financeiros que os democráticos, em África.

A incompetência governativa campeia, a fome cresce, a miséria, rompe a barreira de som, o desemprego atinge números astronómicos, o dinheiro fugiu, a comunidade internacional não tem confiança, mas intriga o facto do presidente não estar preocupado, em alterar o quadro social, muito próximo da explosão. Porquê? Simples, as Forças Armadas, a Segurança de Estado e a Polícia estão ao seu lado, distantes da cidadania, logo órgãos não republicanos.

Se assim não fosse, a menos de dois anos das eleições gerais, teria percepção do lamaçal de erros, com a criação de tantos anti-corpos, quer no seio do MPLA, como no da economia, da sociedade, da classe política, etc. e tentaria corrigir o alvo, arrepiando caminho inverso, mas ao que se observa, João Lourenço nunca esteve, “malandramente”, comprometido com a democracia, o combate à corrupção, o desenvolvimento económico e a soberania económica, mas a implantação de uma ditadura severa (capaz de eliminar, das mais variadas formas, adversários, políticos e intelectuais da sociedade civil), com pretensão de se manter no poder para lá de 2027.

Tanto assim é que, em três anos ele teve o mérito de “assassinar”, também, a liberdade de imprensa, monopolizar a maioria dos órgãos de comunicação social, públicos e privados, recriando, ainda, o exército de “bajuladores-comentadores”, monitorados pelo novo Grecima e ERCA.

Mas, ainda assim, seguramente, em consciência, votarei, lutarei, guerrilheiramente, em 2022, para não ser cúmplice da implantação de ditadura mais feroz que a anterior e, com isso, podendo, calcinar na mais alta magistratura do Estado, a incompetência, a ladroagem, a batota, a corrupção, o peculato e o nepotismo.

A urna do meu voto, não será a do “regabofe partidocrata”, da fraude, da putrefacção ideológica, mas a URNA da liberdade, da mudança, da democracia sonhada, capaz de cheia de votos de mudança, resistir a eventuais tentativas de roubo, por parte da CNE, com o apoio da Polícia política, dos tribunais, dos juízes batoteiros e da crónica, cínica e cúmplice comunidade internacional.

Veja-se o cenário dos observadores: União Europeia, comprometida, com os negócios comerciais e manutenção de ditaduras; União Africana, antro anti-democratico de ditadores; ONU, organização engajada com a democracia para africanos; FMI e Banco Mundial parceiros comerciais, interessados no dinheiro, matérias-primas e empréstimos financeiros.

Estas organizações, na verdade nunca estiverem interessados em ter boa governação e democracia em Angola, África, mas dirigentes fracos e manietados, que lhes escancaram as portas para o (neo)colonialismo económico.

Os cidadãos democratas, apartidários e amantes da Angola cidadã “VÃO GOSTAR, EM 2022” de reivindicar nas ruas, vielas, becos, sanzalas e bualas, através de uma verdadeira, pacífica e sem armas, REVOLUÇÃO SOCIAL, uma nova independência, capaz de apontar a clique do poder, o slogan: “VAIS GOSTAR”, face a implantação da política do ódio, a destruição do empresariado angolano, a venda das grandes empresas nacionais, ao capital estrangeiro por “tuta e meia”, num monstruoso crime de traição à pátria… E, com isso, a alternativa será o de lhes mostrar o mesmo caminho, trilhado pelo brutamontes e boçal Donald Trump, arrepiado do poder, sem ter tido a possibilidade de cumprir um segundo mandato.

A ala fascista do MPLA/Estado, não pode continuar impune a afundar a economia, aumentar o desemprego, a inflação, a alta dos preços da cesta básica e a venda do tecido empresarial, ao capital estrangeiro, sem que se levante a indignação da intelectualidade nacionalista do país, Oposição e também do MPLA, para dar um basta, a tantas borradas cometidas, capazes de nos levarem a guerra militar, opção mais desejada das forças do MAL, alojadas no poder.

fonte: folha8

ANGOLA: “O nosso encorajamento, Camaradas”!

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Congresso do Partido Comunista Português, 4 de Dezembro de 2016, Almada. Luísa Damião, hoje vice-presidente do MPLA, representava o partido (versão José Eduardo dos Santos). Vejamos, na íntegra, a intervenção da Luisinha, um esclarecedor conjunto de bajulação ao “escolhido de Deus” e de reconhecimento ao papel do PCP na venda, ao preço da chuva, de Angola ao seu MPLA.

«Trazemos para todos vós uma saudação fraterna, da Direcção do MPLA, dos seus militantes e simpatizantes que formulam votos de sucesso nos trabalhos do vosso Congresso.

A realização deste Congresso é mais um exercício de democracia no seio do PCP, pois sabemos que todos os militantes representados pelos delegados aqui presentes participaram com as suas opiniões e sugestões nas matérias agendadas para este Congresso, sempre na perspectiva de tornar o PCP mais coeso, mais interventivo, mais influente e mais firme na defesa dos ideais de Abril e dos principais interesses das classes trabalhadoras portuguesas.

Permitam-me Camaradas, exprimir aqui a nossa grande admiração pela forma como ao longo dos anos da sua existência e principalmente depois do 25 de Abril, o PCP mantem-se coeso, não vacila ante as adversidades e com firmeza defende os interesses mais sublimes dos trabalhadores portugueses.

O actual cenário político em Portugal confere ao PCP mais responsabilidades no âmbito de entendimentos políticos que lhe permite participar de forma mais directa nas principais decisões políticas do estado português. Aí, temos testemunhado a vossa coerência na defesa dos princípios e dos valores defendidos pelo PCP.

O nosso encorajamento, Camaradas.

Esta firmeza e esta coerência é perceptível igualmente na relação, na empatia, na fraternidade e solidariedade que o PCP manifesta para com o povo angolano e para com o MPLA. Em todos os momentos da nossa história sentimos a vossa presença solidária, a vossa amizade sincera e fraterna.

Como sabem camaradas, a independência de Angola conquistada há 41 anos, depois da grande epopeia dos capitães de Abril e da luta de libertação liderada pelo MPLA, o país foi forçado a enfrentar uma guerra fratricida desenvolvida principalmente por forças estrangeiras que vieram em socorro dos seus servidores angolanos, a UNITA e outros comprometidos em instalar uma independência de fachada. Foram 27 anos de conflito armado cuja consequência foi a morte de milhares de filhos de Angola, a destruição completa das infra-estruturas, desestruturou famílias e inviabilizou qualquer perspectiva de desenvolvimento do país.

Há 14 anos alcançamos a paz, uma paz conseguida por nós mesmos e de imediato lançamo-nos para um exigente programa de reconstrução nacional e reconciliação nacional.

Era necessário desminar, reorganizar, reequipar e reconstruir.

Era preciso reconstruir fisicamente quase tudo e curar as feridas do conflito.

O país ressurgiu dos escombros e os indicadores económicos e sociais que se seguiram são excelentes.

Simultaneamente com a recuperação das infra-estruturas, fizemos uma grande aposta na formação das pessoas. O país precisa de cidadãos preparados, formados e qualificados para assegurar o seu desenvolvimento sustentável. Esta é, no nosso entender, a forma sustentável de distribuição da renda nacional e construir o futuro seguro. Permitam-nos que partilhemos com todos os camaradas algumas cifras que reputamos de extrema importância para as opções que fizemos e que constituirão a base do desenvolvimento e de luta contra a pobreza.

Quando alcançamos a paz, em 2002, o país tinha cerca de 14 mil estudantes universitários e pouco menos de 4 milhões de crianças matriculadas no sistema de ensino básico público. Hoje temos cerca de 230.490 estudantes universitários e mais de 8 milhões de crianças matriculadas no sistema básico público.

Gizamos um ambicioso programa habitacional, com o objectivo de oferecer melhores condições de habitabilidade e consequentemente de fornecimento de água potável e energia eléctrica as populações. Em todo país, foram erguidas centralidades habitacionais e hoje no quadro de um programa que daremos continuidade, estão concluídos 103.662 fogos habitacionais e 104.317 lotes para auto construção dirigida.

Os investimentos feitos em sectores estruturantes permitiram por exemplo a conclusão do alteamento a barragem de Cambambe que permitiu já passar dos 180 para 780 megawatts, a construção de raiz da Barragem de Laúca com uma capacidade de 2067 megawatts, bem como a construção da Central do Ciclo Combinado do Soyo, que fará o aproveitamento do gás para gerar uma potência de 750 megawatts.

Convidamos pois os camaradas a reflectirem sobre o impacto que estes investimentos terão num futuro breve, em termos de desenvolvimento do país, mormente da industrialização do pais, do desenvolvimento agrário e da produção alimentar e de outros sectores que no quadro da diversificação da economia se revelem importantes.

A crise financeira que assolou o mundo em consequência da baixa vertiginosa do preço do petróleo, o principal produto de ingressos financeiros, atingiu duramente a economia angolana e provocou o abrandamento da dinâmica que esta registava.

Sempre tivemos consciência de que o país não deveria depender exclusivamente de um produto ou de um sector e na ocasião já trabalhávamos num programa de diversificação da economia, com apostas noutros sectores, nomeadamente no sector mineral, industrial, agrário, pescas, turismo e outros.

O choque da crise impôs-nos uma maior dinâmica no programa de diversificação da economia. Alguns dos programas estão a produzir agora os seus resultados.

Reconhecemos no entanto, que os desafios ainda são enormes, principalmente no domínio da produção dos produtos básicos e na prestação de alguns serviços. Estes são os nossos desafios, os desafios para os quais o nosso Partido está focado, comprometido e mobilizado.

Não há milagres para inverter o actual quadro económico e social de Angola. Há trabalho reservado para todos angolanos e para os estrangeiros que escolheram o nosso país para viver ou para investir e trabalhar.

Os cerca de 200 mil portugueses presentes em Angola, prestam um grande contributo neste esforço gigantesco em que se ergue um país e se constrói uma história.

Angola é esta que os angolanos e gentes de tantas outras nacionalidades escolheram para viver ou trabalhar e erguem com trabalho, sacrifício, sabedoria e honestidade.

Angola não é apenas as imagens que alguma comunicação tendenciosa escolhe para mostrar, nem o que é dito por meia dúzia de angolanos, pagos para promover a intriga política, denegrir o seu próprio país e as suas instituições e servir outros interesses e não ao dos angolanos.

As duas delegações do PCP e também de outros Partidos e de outros países que nos visitaram muito recentemente, viram aquilo que não interessa mostrar em alguma imprensa portuguesa, porque o que interessa é mostrar o que não está bem e que assumimos como os nossos desafios, que estamos determinados em superar.

Não podemos desassociar este exercício de alguma imprensa do facto de que Angola vai realizar eleições no próximo ano e aqueles que não têm a capacidade para conceber um programa sério, de mobilizar o povo e dar garantias de capacidade de execução com seriedade, necessitam desta muleta, destes biscatos que num futuro serão pagos com negociatas que nada beneficiam o nosso povo.

O povo angolano sabe bem quem está comprometido com a defesa e a realização dos seus sonhos.

Quando nos referimos a nossa história, dura, de muitos sacrifícios e da solidariedade que beneficiamos, não nos podemos esquecer de Cuba de Fidel Castro que acaba de partir e deixa-nos um incomparável legado de amizade, solidariedade, internacionalismo, devoção as causas dos povos oprimidos e que fez de Cuba uma referência nos domínios da educação, saúde, investigação científica, entre outras áreas do saber.

Que a sua alma descanse em paz e os que os seus legados vivam para sempre entre nós. A melhor forma de honrarmos a sua memória é trabalhar para termos um mundo mais justo e mais humano.

Terminamos, augurando os melhores sucessos para os trabalhos do vosso Congresso, saudando antecipadamente o Comité Central e outros órgãos que serão eleitos, e reiterando o interesse do MPLA em continuar nesta senda de uma amizade profunda e sincera.»

fonte: folha8



ANGOLA: “Se não fosse Portugal, estava morto. Morto”.

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Sofreu um grave acidente de moto em Angola. Veio para Portugal fazer reabilitação. Diz que a sua maior vitória é ter voltado a trabalhar. Este domingo, vota pela primeira vez numas presidenciais. Quinto capítulo da série sobre inclusão laboral.

Por Ana Cristina Pereira (texto) e Nelson Garrido (fotografia) (*)

Até às 16h30, quem liga para o número geral ouve a sua voz: “Centro de Reabilitação do Norte. Muito bom dia. Meu nome é António Jamba. Em que posso ajudar?” Muito se orgulha de trabalhar naquela unidade que presta cuidados de saúde de medicina física e reabilitação a pessoas de toda a região.

Sai de casa cedo. Desloca-se até à paragem de autocarro na sua cadeira de rodas. Gosta de entrar sem rampa. É um desafio. Sai em frente ao Centro de Reabilitação do Norte (CRN), sobe a rampa de rodas no ar. Por volta das 7h50, meia hora antes do horário, já está a ligar o computador, a verificar se há e-mails para responder, transporte de doentes para validar.

“Podia ter morrido no acidente”, em Angola. Chovia muito naquele sábado, 19 de Outubro de 2007. Embateu num carro. O condutor pôs-se em fuga. A emergência médica não apareceu. “Dores terríveis.” Os primos pegaram nele, meteram-no num carro e aceleraram para o Hospital Geral de Benguela.

“Podia ter morrido no hospital”, torna. “Não me fizeram nada. O médico disse à minha mãe: ‘Se queres ver teu filho vivo, tira-o daqui. Não temos especialista.’” A mãe não tinha dinheiro para o transportar até Luanda. António Costa, seu amigo e sócio da empresa de construção para a qual trabalhava, fretou uma avioneta.

Deu entrada no Hospital Josina Machel. E aí também temeu pela sua vida. “Era só olhar e ir. A minha mãe é que me dava banho.” Entregaram-lhe um colete de ferro para estabilizar a coluna. “Meteram uma esponja para proteger. Não protegia. Criou ferida nas costas.”

António Costa ficou desolado ao vê-lo naquele sofrimento. Só lhe ocorria uma forma de Jamba, então com 28 anos, aceder aos tratamentos de que tanto precisava: transferi-lo para a sede da empresa, em Portugal. Em Benguela, tratava da logística. Em Viseu, trabalharia no escritório.

No Hospital da Prelada, unidade da Santa Casa da Misericórdia do Porto que integra a Rede Hospitalar Nacional, explicaram-lhe que tinha um traumatismo na coluna vertebral, que sofrera uma grave lesão na medula óssea, que a cirurgia podia não ser a melhor opção. Era preciso vigiar. Entretanto, fisioterapia, fisioterapia, fisioterapia.

Ficou internado um ano. “Chorei”, diz ele. “Chorei muito. Foi deixar a realidade de lá, encontrar a realidade de cá, não ter ninguém.” Embora falasse a mesma língua, nem sempre se fazia entender. Outro sotaque, falta de vocabulário, diferente construção frásica. “Diziam que falava muito rápido.” Tinha de desacelerar. E de ler.

Um novo amigo procurava animá-lo mais do que qualquer outro: Carlos Duarte, o subcomissário da PSP que respondeu a uma chamada falsa sobre uma bomba num complexo desportivo de São João da Madeira e caiu do telhado. Às vezes, só queria desaparecer. “Que estou aqui a fazer? Só dou trabalho. O que vai ser de mim?” Num dia não, o médico fisiatra perdeu a paciência: se não queria tratar-se, podia voltar para Angola; não faltava quem precisasse de ali estar.

Aquele “comentário duro” teve o efeito pretendido: forçou Jamba a reagir. Não queria voltar atrás. Lá atrás estava a pobreza extrema, a violência familiar, o alcoolismo paterno, o calor de familiares e amigos e a eterna luta pela sobrevivência. À frente, um caminho para construir. E esse caminho era em Portugal.

Pode parecer um cliché, mas é a palavra que lhe ocorre repetidamente: “Renasci.” “É preciso chegar a um tempo em que a pessoa pára e pensa: eu corria, dançava, jogava à bola e fazia muitas outras coisas que já não posso fazer. É preciso reformatar a cabeça: eu já não estou nesse mundo; este é o meu mundo, agora.” Só assim se consegue imaginar novas possibilidades.

Este domingo, António Jamba, cidadão português desde 2019, 41 anos, vota pela primeira vez numas eleições presidenciais. Sairá de casa e irá, na sua cadeira de rodas, até à Escola Secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, exercer o seu direito. “Quero participar, dar o meu contributo. Tenho muito orgulho de ser português. Se não fosse Portugal, estava morto. Morto.”

Procurando o tal caminho, inscreveu-se no curso de Multimédia no Centro de Reabilitação Profissional de Gaia. Tinha alimentação e alojamento durante a semana. Como a escola fizera um protocolo com a Associação do Porto de Paralisia Cerebral, pagando podia passar lá o fim-de-semana. Usava a bolsa de 209 euros para isso.

Num instante, ali brotou uma história de amor. Em poucos meses, estava a mudar-se para casa da namorada, com quem haveria de partilhar a vida alguns anos. Completou o curso. Em 2013, já via “outro horizonte.” Mas o país estava imerso na crise da dívida, o mercado de trabalho fechado, mais ainda para as pessoas com deficiência. O estágio curricular alongou-se um ano e meio.

Em 2015, por fim, tudo parecia convergir. O desemprego estava a descer. Com certeza, haveria mais oportunidade também para pessoas com deficiência. Os números registados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional haviam de mostrá-lo (13.183 em 2016, 12.911 em 2017, 12.135 em 2018, 12.027 em 2019). Jamba procurava um estágio profissional, que lhe permitisse desenvolver os seus conhecimentos de fotografia e vídeo, ter um salário digno, abrir uma porta. De repente, um conflito. A namorada terminou a relação.

Esgotava-se na namorada e na sua família, no estágio e na reabilitação. O seu velho amigo António rendera-se a Angola. O laço entre eles enfraquecera com a distância e o tempo. Para onde ia? “Sem trabalhar, sem onde cair morto, só se fosse para debaixo da ponte.”

Naquela aflição, ligou ao seu médico, Ruben Almeida, director do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação no Hospital da Prelada, que anos antes o forçara a reagir. “Eu fazia tratamento em ambulatório no CRN. Ele propôs um internamento de três meses.” Seria suficiente para arranjar um estágio profissional e um sítio para morar?

Já no limite, conseguiu o estágio na Santa Casa da Misericórdia do Porto, naquela altura a gerir o CRN. E um apartamento em Gaia. “Eu só ganhava 585 euros. A renda era 325.” Almoço assegurado na cantina do CRN. “Fazia uma refeição por dia e às vezes nem isso.” Nem sempre tinha tempo para se deslocar do departamento de marketing, no Museu da Santa Casa, na Baixa do Porto, até Gaia.

“Luto no silêncio”, diz. “Já sei o que é sofrer. Ninguém me contou. Aguentava. O meu estômago já está preparado. Venho de país de guerra.” Todos os dias, voltava a uma casa quase vazia. Dormia numa cama insuflável, um frigorífico que pouco fechava, um fogão com duas bocas.

Vivia para o estágio. “Tinha de mostrar empenho, trabalho. Ficava até tarde para deixar as coisas bem-feitas.” Não as podia levar para casa. Não tinha computador. “Será que vou ficar? O que vou fazer? Essa casa não é minha, é de aluguer. Como vou fazer?”

A Associação Salvador, que promove a inclusão de pessoas com deficiência motora, estava à procura de histórias para o programa Salvador podias ser tu. O médico Ruben Almeida sugeriu Jamba. Levaram-no ao circuito do Estoril para conduzir um carro de fórmula 2, mas o grande sonho só se realizou quando o programa foi para o ar, em 2016, e o provedor da Santa Casa, António Tavares, apareceu a garantir-lhe emprego. “Foi o dia mais feliz!”

Alguns amigos perceberam como vivia e quiseram ajudá-lo. Um comprou-lhe uma cama, uma mesa-de-cabeceira, um jogo de lençóis, roupas, calçado, gravatas. Outro trouxe um sofá. Uma ofereceu-lhe uma aparelhagem. Outra mobilizou o seu grupo de amigas e trouxe-lhe uma mesa, um televisor, quadros para “dar um pouco de ambiente”. A Mobilidade Positiva solicitou apoio à Fundação António da Mota e à Fundação Montepio para colocar uma placa, um frigorífico, uma máquina de lavar e construir uma nova rampa de acesso ao prédio.

A vida melhorou. “Recebo 685 euros, 325 vão para a renda, depois tenho de pagar a água, a luz, o passe, a comida.” Não esmiúça as contas para se queixar, mas para que se veja que é capaz. “Estou a conseguir. Tenho de conseguir. Há quem não tenha nada.”

Ainda cumpriu vários contratos a prazo antes de assinar um contrato sem termo. Nesse tempo, desempenhou diversas funções. “O marketing [no Museu da Santa Casa] fechou. Mandaram-me para o call center do Hospital da Prelada. Depois, mandaram-me para aqui.” E aqui ficou em 2018, quando a gestão do CNR transitou para Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

Atende o telefone, faz a triagem das chamadas, passa-as se for caso disso, presta informações, trata de remarcar consultas. Quando há eventos, faz pequenos vídeos. No ano passado, idealizou um vídeo de boas festas que pôs muitos funcionários do hospital a dançar em vários espaços.

Agradece à directora, Sofia Viamonte, e às colegas de trabalho. Ali, a trabalhar, sente-se um igual. Lá fora, nota olhares de “coitadinho”. “Encontro isso no shopping.” Para os desmontar, põe as rodas no ar, sobe as escadas rolantes, exibe um sorriso.

Enquanto desfia a sua história, no exterior do CRN, há nomes que vão surgindo. Como o enfermeiro Amílcar Lopes, a terapeuta Isabel Caldeirinha, o médico fisiatra Ruben Almeida, os amigos António Costa, Carlos Duarte, José Carlos Carvalho, Pedro Massa, Alexandra Camacho, Mafalda Almeida e muitos outros. Cada um, a seu modo, o foi ajudando neste atribulado processo de inclusão. E julga que essa consciência do papel desempenhado por outros fez dele uma pessoa mais solidária, mais disponível para ajudar.

Acontece os doentes virem falar com ele em busca de uma voz que lhes diga que é possível recuperar a autonomia, a alegria. Criou, no You Tube, o canal Yes Wheel Can! “É um canal motivacional. As pessoas, quanto mais pobres, mais custa, mais dói. É preciso formatar a cabeça e ir em frente. Se não, vai sofrer, vai fazer sofrer os outros que estão à volta e eles vão virar as costas, e vai sofrer ainda mais.”

O primeiro vídeo diz ao que vem: “Com uma cadeira de rodas, dá para fazer o dia-a-dia. Com uma cadeira de rodas, dá para estudar. Com uma cadeira de rodas, dá para trabalhar.” Noutro, aparece a sair e a entrar na cadeira. Noutro, a subir e a descer um degrau. Com a pandemia de covid-19, não tem feito vídeos com a frequência que pensara. Há-de retomar essa tarefa, quando a crise pandémica estiver controlada. Para já, continua a sua vida.

Três dias por semana, tem uma hora e meia de reabilitação. Saindo do CRN, apanha o autocarro e vai até casa. Faz a comida para o jantar daquele dia e o almoço do dia seguinte. Toma o seu banho. Ao fim-de-semana, trata da roupa. Não é raro dançar ao arrumar a casa. Gosta de se meter no autocarro até à marginal e correr na sua cadeira de rodas. Integra o movimento Egoísmo Positivo.

Sente-se grato – pela oportunidade de se tratar, de estudar, de trabalhar, de resgatar a sua autonomia, de se divertir. “Eu, às vezes, fico a conversar comigo e à procura de respostas. Quero estudar mais um bocadinho, estudar mais um bocadinho. Agora meu sonho é entrar para a faculdade, fazer o curso de guionista.” O lema? “Desistir, nunca. Temos de acreditar.”

(*) Jornal Público de 24.1.2021

fonte: FOLHA8

Angela Merkel convida Joe Biden para visita à Alemanha.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Depois de relações tensas durante o mandato de Donald Trump, quebra-se o gelo. No seu primeiro telefonema com Joe Biden, a chanceler alemã convidou o Presidente dos EUA a visitar o país, "assim que a pandemia o permita".

Joe Biden e Angela Merkel reuniram-se Berlim em 2013, pandemia pode atrasar o próximo aperto de mão

Durante o primeiro telefonema entre os dois líderes, a chanceler alemã disse que a cooperação internacional é vital para enfrentar desafios globais como a pandemia do coronavírus e as alterações climáticas, disse segunda-feira (25.01) o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert.

Angela Merkel também saúdou Joe Biden, que tomou posse como Presidente na semana passada, pelo regresso dos EUA à Organização Mundial de Saúde (OMS) e ao acordo climático de Paris e convidou o chefe de Estado, de 78 anos, a deslocar-se à Alemanha assim que a pandemia lhe permitiu viajar.

Merkel, que deve deixar o cargo de chanceler depois das eleições legislativas de 26 de setembro, indicou a Biden que a Alemanha está pronta "a assumir as suas responsabilidades para responder aos desafios internacionais com os parceiros europeus e transatlânticos".

Os dois dirigentes concordaram que a luta contra a pandemia do novo coronavirus necessita de "esforços internacionais reforçados", adiantou.

Großbritannien NATO Gipfel | Merkel und Trump

Relação pessoal entre Angela Merkel e Donald Trump sempre foi difícil

Trump "arrefeceu" relações

Durante os quatro anos que esteve na Casa Branca, o antecessor de Joe Biden, Donald Trump, nunca se deslocou à Alemanha. Apesar de a Alemanha e os EUA manterem tradicionalmente relações estreitas, o mandato de Trump foi marcado por um acentuado arrefecimento entre Berlim e Washington.

O republicano criticou "a fraca contribuição alemã" para o orçamento da NATO, mas também as exportações alemãs. Em julho, anunciou mesmo a decisão unilateral de retirada de 12 mil soldados norte-americanos estacionados na Alemanha. 

A relação pessoal entre Merkel e Trump sempre foi difícil. Na semana passada, durante uma conferência de imprensa, a chanceler disse que havia agora mais margem de entendimento com Washington com Joe Biden.

Um dos pontos que provoca tensão nas relações germano-norte-americanas é a importação pela Alemanha de energia por gasoduto da Federação Russa, que motivou a aplicação de sanções a esta por parte dos EUA.

Na semana passada, Merkel afirmou que não deseja abandonar o projeto germano-russo do gasoduto Nord Stream 2, adiantando que pretende falar sobre o assunto com a nova administração norte-americana. Washington tem alegado que o Nord Stream 2 vai aumentar a dependência dos europeus do gás russo e, assim, fortalecer a influência de Moscovo.

fonte: DW África




Novos movimentos políticos surgem em Angola para fazer frente ao MPLA

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Entre as novas organizações estão as que se assumem como partidos políticos e uma como organização da sociedade civil. Angola prepara-se para a realização das eleições gerais e as primeiras autárquicas.



Pedrowski Teka e Dinho Chingunji

Em Angola surgem novos movimentos políticos de oposição ao partido no poder, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), num período em que o país se prepara para a realização das eleições gerais e as primeiras autárquicas que têm gerado muita controvérsia no país.

Inspirando-se na antiga UPA, fundada pelo nacionalista Holden Roberto, o ativista Pedrowski Teka, do Movimento Revolucionário de Angola, apresenta ao país o novo projeto. A plataforma União dos Povos de Angola (UPA) tem como finalidade elevar a "luta dos ativistas cívicos” angolanos que, desde março de 2011, promovem manifestações contra o Governo do MPLA que dirige o país há 45 anos. 

Não é somente para os jovens revolucionários que ressurge a UPA, segundo o seu mentor Pedrowski Teka. Qualquer angolano maior de 18 anos pode filiar-se ao projeto cuja a apresentação oficial está agendada para 7 de março, data em que os ativistas vão comemorar dez anos de manifestação antigovernamentais em Angola. 

Os jovens "revús" do Movimento Revolucionário Angolano" nunca tinham apresentado, de forma oficial, ambições políticas e nem tão pouco discutem internamente sobre o que são realmente, diz Pedrowski Teka em entrevista à DW. 

"Até agora temos um carácter organizativo, um carácter estrutural da nossa luta. Nunca sentámo-nos para definirmos os objetivos comuns nem sequer para definirmos quem somos. Então, esta união do povo angolano vem como um movimento organizado que vai apresentar um objetivo maior”, explica.

Angola Proteste gegen MPLA in Luanda

Jovens têm saído àss ruas para protestar contra a continuidade do MPLA no poder

"Temos como objetivo o poder"

Pedrowski afirma que a intenção é transformar a UPA em partido político que vai congregar os "revús" e todos os cidadãos que não se reveem nas atuais formações partidárias. Devido ao alegado impasse no processo de legalização de partidos no Tribunal Constitucional, a UPA vai marcar os seus primeiros passos como uma organização de massa da sociedade civil com membros em todas as províncias e no exterior. 

A defesa da identidade cultural angolana está na agenda desta plataforma juvenil. O ativista avança que a organização está preparada para concorrer nas eleições regionais embora não haja data especifica para a sua implementação.

Volume 90%
 
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Angola: Marcha pela legalização do PRA-JA reúne centenas de manifestantes

"Em Angola não existe uma organização não-governamental de massas. Vamos trazer uma ONG de massas que vai fazer pressão política, económica, social e cultural. Apesar das críticas de que os ativistas e as ONG não têm como o objetivo o poder, nós, declaradamente, assumimos que temos como objetivo o poder. O poder está estratificado em duas formas: temos o poder central e o poder local. Os nossos ativistas e membros irão concorrer às eleições autárquicas. Vai ser o cumprimento do nosso primeiro objetivo. O segundo objetivo vai ser o poder central", adianta.

O projeto, cuja ideologia é pan-africana, surge também para quebrar o conformismo dos partidos políticos da oposição, que, segundo o ativista Pedrowski Teka, estão sem "ideias concretas” para o país. 

"Os partidos políticos da oposição estão conformados. Atuam dentro de um quadrante desenhado pelo partido no poder. Não têm iniciativas. Muitas vezes, esses partidos políticos da oposição, críticos do regime e da oposição, penduram-se nos jovens revolucionários como eu. Eles usam as nossas lutas, para poderem ganhar o sustento que têm e para poderem fazer oposição", acusa o mentor da União dos Povos de Angola. 

NJANGO quer chegar ao Parlamento em 2022

O Estado angolano não legaliza partidos políticos desde 2017. Até final do ano passado, o Tribunal Constitucional foi alvo de críticas por não reconhecer as 32 mil assinaturas recolhidas pelo Partido do Renascimento Angolano-Juntos Por Angola (PRA-JA Servir Angola), projeto político de Abel Chivukuvuku. 

Ainda no fim de 2020, o tribunal angolano credenciou várias comissões instaladoras, entre as quais do Partido Humanista de Angola (PHA), de Florbela Malaquias, e o partido Nacionalista para Justiça em Angola (NJANGO) de Dinho Chingunji, ambos antigos membros da UNITA, maior partido da oposição. 

Dinho Chingunji, que foi ministro da Hotelaria e Turismo no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN), depois dos acordos de paz em 2002, diz que o seu partido é de centro-direita e vem contrapor os atuais que surgiram dos movimentos de luta contra o colonialismo. 

O NJANGO está aceitar militância de cidadãos que se identificam com a sua ideologia, explica Dinho Chingunji. "Para sairmos da tradição dos movimentos, onde muita gente seguiu família, amigos que entraram na luta, tribos e regiões. Situações que estragam o funcionamento dos partidos e trazem confusão. E outra coisa, vê-se algumas pessoas que defendem o capitalismo e alguns que defendem o socialismo estão no mesmo movimento. Isso é o fator da desorganização que existe em termo de governação, porque esse puxa para esquerda e o outro puxa para a direita", diz.

Portugal | Protest in Lissabon für die Legalisierung von PRA-JA

No ano passado foram realizadas marchas pela legalização do PRA-JA

Chingunji acredita que o seu partido será legalizado ainda este ano pois trabalhou pela constituição do projeto durante dois anos para não cometer erros. O político diz que o NJANGO vai conquistar votos dos cidadãos que não votaram nas últimas eleições. 

Segundo Dinho, em 2022, vai concorrer para ter um número significativo de deputados no Parlamento e em 2027 o foco será a conquista do poder. "Acreditamos que somos esse partido que em 2022 vai fazer com que essa gente pela terceira vez não fique. Olhamos para 2022 como uma oportunidade que acreditamos que vamos ter um bom número, falamos numa média de 30 deputados. Porque se fizermos conta desses eleitores que não são deles, não vamos tirar os simpatizantes da UNITA ou do MPLA”, disse o político. 

Ainda não está concluído o processo de legalização do partido Ação para o Reforço de Democracia em Angola (ARDA). O seu mentor Teka Ntu está firme de que esta nova força política da oposição será o fator estabilizador do processo de democratização de Angola. "A população angolana precisa de melhores perspetivas para o futuro e as hipóteses para assim são favoráveis. A ideia é que devemos criar um Plano Marshall para Angola que poderá estabelecer a nossa relação económica em níveis de igualdade", sugere.

O presidente do ARDA anuncia que será candidato às eleições do próximo ano. "Temos fé que em 2022, vamos concorrer nas eleições gerais e eu, Teka Ntu, vou concorrer como o cabeça de lista às eleições gerais", assegura confiante.

fonte: DW África




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