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sábado, 30 de março de 2013

Visita aos EUA: Macky Sall porta-voz da África em Washington.

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Durante sua visita oficial aos Estados Unidos, o presidente Macky Sall ficou em linha com o seu homólogo americano, Barack Obama sobre a questão do desenvolvimento em África. Mandatado pelos seus pares africanos como presidente da Comissão de Coordenação do NEPAD, ele foi o porta-voz do continente durante as várias reuniões que ele teve ontem, sem nenhum custo, no Instituto da Paz dos EUA, no Millennium Challenge Corporation (MCC) e no famoso Instituto think tank Brookings.

WASHINGTON, DC (Estados Unidos) - Perante os seus convidados, o presidente Macky Sall trouxe a advocacia para a África lidar com parceiro respeitado e envolvido em uma cooperação ganha-ganha. O Chefe de Estado considera que a política da mão estendida agora está desaparecida. Segundo ele, a África precisa assegurar uma competitividade real da sua economia através da qualidade de infra-estrutura e controle de custos de energia, para impulsionar o crescimento econômico inclusivo e do desenvolvimento sustentável. Na sede do Millennium Challenge Corporation (MCC), onde foi recebido juntamente com os seus homólogos de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, e do Malawi, Joyce Banda, Presidente Macky Sall, disse que a África precisa de mais de restaurar a competitividade para assegurar e impulsionar a dinâmica de crescimento irreversível. Atualmente, os países elegíveis ao MCC, incluindo Senegal, o problema crucial é a lentidão dos processos.
O presidente Barack Obama, durante sua reunião anteontem com quatro líderes africanos na Casa Branca, tinha sublinhado que nenhum continente tem a potencial vantagem importante e tão grande como a África. No entanto, essas oportunidades podem surgir e aumentar o crescimento da criação de riqueza e emprego, se muitas restrições não forem levantadas.

Promover centros económicos regionais

A iniciativa americana lançada para acompanhar os países africanos que satisfazem determinados critérios de boa governação, Estado de direito, crescimento, etc., O MCC ainda não atingiu o nível de desempenho esperado pelos países beneficiários devido a atrasos na execução de procedimentos e desembolso. Presidente Macky Sall perguntou ao Obama se os líderes do MCC aliviarão estes procedimentos para responder a tempo as expectativas dos beneficiários dos projectos incluídos no financiamento.
No caso do Senegal, MCC, através do Millennium Challenge Account (MCA), visa reduzir a pobreza através da aceleração do crescimento do país. Assim, o investimento do MCC, através do programa compacto contribuirá, de forma significativa para o crescimento nacional, enquanto ajuda a melhorar a segurança alimentar.

Crescimento económico sustentável

Liderados por Ibrahima Dia, que está na delegação do Senegal, incluindo os Ministros da Economia e Finanças, Amadou Kane, o de Negócio Estrangero, Mankeur Ndiaye, o do Departamento de Justiça, o procurador-geral, Aminata Touré, e de Minas e Energia, Aly Ndiaye Ngouille, a MCA tem dois projetos que visam promover centros económicos regionais.

O primeiro envolve a reabilitação de estradas em áreas rurais em Richard Toll e Casamance, em particular, e visa criar "uma infra-estrutura vital para descongestionar a economia regional." A segunda parte de um projeto de MCA é irrigação e gestão de recursos hídricos e tem como objetivo "atualizar e melhorar a qualidade do sistema de irrigação no Senegal, o rio delta e do Podor", a fim de irrigar até 36 mil hectares de terra para aumentar a terra agrícola no Delta e 440 hectares de terra irrigada para o recém-Podor.

Compreende-se melhor, dadas as apostas e o impacto esperado destes projectos, a força do argumento de que o Presidente Macky Sall, além dos problemas processuais que enfrenta no Senegal, tem sido o advogado da África perante o Chefe do Executivo dos Estados Unidos e as outras instituições que os receberam ontem. No Instituto Americano da Paz, lembrou da tradição democrática bem estabelecida no Senegal, trabalhando para consolidar essa situação e mantê-lo com ciúmes. No Instituto Brooking, seu discurso de advocacia não mudaram. O Chefe de Estado foi portador de uma mensagem de confiança e que faz sentir que a África precisa apenas  de estar juntos como um parceiro respeitado a desempenhar um papel pleno na condução de um crescimento económico sustentável, a criação de riqueza e emprego.

Do nosso correspondente especial Cheikh Thiam

fonte: lesoleil.sn




A África perdeu mais um gênio - Chinua Achebe 1930-2013: o escritor que tinha medo de ficar sem história.

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Um dos pais da literatura africana moderna e autor do romance Quando Tudo se Desmorona, morreu aos 82 anos. Escreveu em inglês, mas com uma babel na cabeça. A das palavras que se dizem na transmissão oral das coisas num país de 250 etnias e onde se falam 500 línguas.

Em Portugal, estão editados Quando Tudo se DesmoronaA Flecha de Deus e Um Homem Popular REUTERS/MIKE HUTCHINGS/FILES

“Receio que esta triste notícia tenha sido confirmada”, declarou Mari Yamazaki, porta-voz das edições Penguin em Londres, num email enviado à France Presse, que não dá mais informações sobre o sucedido. Segundo os media nigerianos, o escritor morreu nos EUA, num hospital de Boston (Massachusetts).Chinua Achebe levou para os seus livros as 500 falas do seu país e com elas contou o colonialismo europeu como nunca antes fora contado. Morreu aos 82 anos, sem Nobel, mas com seguidores que continua a pôr a Nigéria em destaque na geografia da literaturaEscreveu em inglês, mas com uma babel na cabeça. A das palavras que se dizem na transmissão oral das coisas num país de 250 etnias e onde se falam 500 línguas. Ele era o sábio passador de experiências, o que dá nome às coisas e ao mesmo tempo é capaz de as traduzir para prosa, construindo narrativas sobre uma identidade em mudança e dando a cada leitor a ilusão de estar entre os que se sentam à volta da tal grande árvore a ouvir o sábio. A carreira literária e ficcional deste homem natural de Ojidi, sudeste da Nigéria, onde nasceu em 1930 tem como base um contágio civilizacional onde é difícil falar de inocentes – sempre foi um crítico de corruptos e de quem se deixava corromper – mas onde o Ocidente e a literatura que a Europa ia produzindo sobre África ao longo do século XX não saem bem na fotografia. Quando se fala de Chinua Achebe fala-se de um dos mais lúcidos narradores do colonialismo europeu em África e, depois da descolonização, um homem pouco desejado não apenas durante a Guerra Civil, como pelo regime ditatorial que se seguiu e que colou a Nigéria a uma das mais trágicas nações africanas da História recente.Exilado, primeiro em Inglaterra e mais tarde nos EUA, continuou a escrever e a falar sobre a corrupção e a violência no continente africano. Chinua Achebe, o escritor que gostava de Yeats e de T. S. Eliot e que morreu em Boston, não se limitava a contemplar a paisagem à sobra da tal árvore. Foi o intermediário dessa paisagem em transformação, inaugurando um estilo que haveria de ser seguido por muitos autores africanos que, como ele, ou a partir dele, foram capazes de fazer a síntese entre um continente oral que tenta sobreviver com mais ou menos prejuízo da sua identidade, e um mundo comandado pela palavra escrita. Era assim em 1958, ano da sua estreia literária.  Antes, desde o início, foram as histórias contadas em casa. Não lidas, mas ditadas pela memória. E quando pensava em histórias era assim que as via. Sons com um sentido quase mítico como nos livros que haveria de escrever mais tarde, depois do inglês se ter sobreposto na sua vida às falas do seu país. O pai, evangélico, era professor de religião, e a mãe corria a provincia de Igbo –  onde Chinua cresceu e que foi o centro da sua literatura - a passar o Evangelho. A conversão da família ao "Deus da Europa, uno" não foi suficiente para matar a oralidade dos muitos deuses, esse plural divino que marcou também a infância do escritor que, seduzido pelas histórias que ia ouvindo, quis encontrar as suas histórias. O medo, o perigo, como ele dizia em muitas entrevistas, era o de, no meio de tantas histórias, das histórias dos outros, não ter a sua propria história. Algo que dizia não apenas a pensar no indivíduo. Terá assim começado na escrita, a partir da necessidade de criar uma narrativa que, para ele, era uma forma de ganhar e preservar identidade. No caso de Chinua Achebe, fortemente marcada pelas origens. Por um continente e pela sua pluralidade de vozes, tragédias e sonhos. Essa tradição, hoje seguida por muitos nomes celebrados da literatura, foi iniciada com Things Fall Apart– editado em Portugal com o titulo Quando o Mundo se Desmorona (Mercado das Letras, 2008) – o primeiro dos cinco romances que escreveu e intercalou com mais de uma dezena de livros de ensaio ou poesia, e que continua a ser uma das mais vivas e inovadoras da actualidade, materializada em autores como Teju Cole (de que a Quetzal vai editar o romance Open City) ou Chimamanda Ngozi Adechie (autora de Meio Sol Amarelo e A Cor do Hibisco). Nesse ano – 1958 – com esse romance e essa capacidade invulgar de passar para a escrita a tradição da oralidade, pode dizer-se que se situa um dos embriões da literatura moderna africana. 
Pouco conhecido em Portugal, apesar de ter cá publicados três dos seus cinco romances – A Flecha e Deus, Edições 70, 1978 e Um Homem Popular, Caminho 1987, além do primeiro Quando Tudo se Desmorona – Achebe era considerado um dos mais influentes escritores de língua inglesa e os seus livros uma referência para quem queria perceber a cultura centro-africana. A tal ponto que o mundo literário não se espantaria se a Academia Sueca o tivesse premiado com um Nobel. Sobre ele, Nadine Gordimer, sul-africana e Nobel em 2001, destacou a capacidade invulgar de conjugar o riso e o horror. A observação vinha no longo artigo que a edição on-line do americano The New York Times dedicou à morte do escritor que dizia que a escrita se assemelhava a uma luta, mas que acreditava que o trabalho de quem escreve não se limita aos livros.

fonte: publico.pt


Chefes de Estados e de Governos africanos falam das virtudes da democracia em África.

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Conferência sobre democracia e prosperidade e África no Instituto da Paz em Washington (da esquerda para direita - José Maria Neves, Ernest Koroma, Johnnie Carson, Joyce Banda e Macky Sall)
Convidados este ano para um encontro na Casa Branca com o presidente Barack Obama, quatro líderes africanos fizeram prova do presente e prometeram um futuro de esperança.


Os Chefes de Estados e de Governos africanos convidados para o encontro anual na Casa Branca com o presidente americano Barack Obama, evocaram hoje o progresso da democracia e o estado da prosperidade nos seus países respectivos.
Ernest Koroma da Serra-Leo, Macky Sall do Senegal, Joyce Banda do Malaui e José Maria Neves de Cabo-Verde foram oradores numa conferência conjunta organizada pelo Instituto da Paz em Washington, onde deram a conhecer os avanços e as expectativas dos seus governos no que toca a evolução política, económica e social dos seus países.
Foram quase duas horas e uma plateia cheia esta manha no Instituto da Paz em Washington para evocar os progressos da democracia e a promoção da prosperidade africana.
O moderador era o decano diplomata americano, Johnnie Carson, o sub-secretário para os assuntos africanos, ou seja, o Senhor da África do governo de Obama.
“Instituições democráticas são claramente ingredientes vitais para qualquer democracia estável, forte e vibrante."
Também no palco e ao lado de Carson sentaram os presidentes do Senegal, Macky Sall, da Serra-Leoa, Ernest Koroma, do Malaui, Joyce Banda, e o primeiro-ministro José Maria Neves de Cabo-Verde.
Foi um autêntico exercício de introspecção governativa. Joyce Banda o presente do Malaui falou:
“O que tenho feito no Malaui para continuar a garantir a responsabilização e transparência perante o povo, foi a criação no meu governo do que chamo de unidade de implementação de projectos.”
A experiencia da presidente do Malaui, não está longe das realizações do seu homólogo da Serra-Leoa, Ernest Koroma, que assumiu-se como um defensor do respeito pelo primado da lei.
“Como eu mencionei a nossa sociedade passou por dificuldades e para nós continuarmos o processo democrático temos que criar instituições, e o que é necessário agora são instituições fortes para regular o processo democrático.”
No Senegal a experiencia democrática tem servido de referencia política no continente africano, e o presidente Macky Sall evocou a importância da mais-valia da sociedade civil.
“No Senegal temos uma sociedade civil muito dinâmica que aliás participou na consolidação da nossa democracia. Ela trabalha no campo político e civil, assim como no aprofundamento da democracia e de eleições livres.”
Chegado o momento para Cabo-Verde, o primeiro-ministro José Maria Neves não perdeu de vista a oportunidade para evocar os valores da democracia no seu país. Um privilégio que tem feito do arquipélago, uma referencia maior na relação com os Estados Unidos.
Cabo-Verde fez parte do primeiro grupo de países no mundo a beneficiar dos fundos do Millennium Challenge Corporation assim como o primeiro a ser eleito para o segundo compacto do programa de financiamentos desse mesmo organismo do governo americano.
"É fundamental considerar três aspectos. O primeiro aspecto é respeitar escrupulosamente as regras do jogo democrático. O segundo aspecto é construir consensos em relação as principais questões nacionais.A terceira dimensão, que do meu ponto de vista é extremamente importante e tem a ver com a realização do bem comum. Os governos democráticos legitimam-se todos os dias, e na medida em que os governos conseguem dar resposta, conseguem criar canais de interação com a sociedade civil, garantindo uma sociedade civil forte, uma opinão pública autónoma, garantindo o exercício pleno da cidadania, a democracia tem espaço para crescer e para afirmar-se."
Os quatro convidados do governo americano terminam assim esta passagem em grande por Washington e todos partem com a certeza de que esta visita permitiu aproximar ainda mais as posições no tocante as grandes preocupações quer sejam internacionais como bilaterais.
As questões ligadas a segurança, terrorismo, promoção da democracia e respeito dos direitos humanos, e ajuda ao desenvolvimento, dominaram as preocupações nesse tete a tete dos dirigentes africanos e americanos.

fonte: VOA

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