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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Realiza-se esta quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023, em Yamoussoukr...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Violência na Costa do Marfim: 41 marfinenses e liberianos serão extraditados.

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MONROVIA - O governo da Libéria anunciou quinta-feira que quarenta e um marfinenses e liberianos, acredita-se estarem envolvidos na violência pós-eleitoral na Costa do Marfim em 2011, e que seriam extraditados para seu país.

Essas pessoas devem ser ouvidas em 21 de junho, durante uma audiência especial em Monróvia sobre o seu papel na violência na Costa do Marfim, disse o ministro da Libéria da Informação, Lewis Brown, durante uma entrevista coletiva.

"Após a audiência, os suspeitos serão colocados em um avião para a Costa do Marfim, onde serão julgados por seu papel na crise pós-eleitoral neste país", disse ele, sem especificar o número de liberianos e marfinenses.

Mercenários liberianos foram envolvidos na crise pós-eleitoral na Costa do Marfim (dezembro de 2010-abril 2011) que matou cerca de 3.000 pessoas após a recusa do presidente Laurent Gbagbo de reconhecer a vitória de Alassane Ouattara à presidência em novembro de 2010.

Gbagbo é julgado em Haia pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por suspeita de ser o co-autor  indireto "de crimes contra a humanidade por seu papel durante a crise".

Lewis Brown também disse que dez pessoas foram procurados em recentes ataques mortais na fronteira entre Libéria e Costa do Marfim.

Entre eles, é Charles Ble Goude, líder do "Jovens Patriotas", um pró-Gbagbo, desaparecido desde a queda do ex-presidente a 11 de abril de 2011. Ble Goude foi uma figura chave no regime do chefe do estado deposto.

"Pedimos a dez pessoas a se renderem às forças de segurança", disse o ministro da Informação da Libéria.

Pelo menos dezoito pessoas, incluindo sete soldados nigerianos, foram mortos a 08 de junho no sudoeste da Costa do Marfim por atiradores não identificados. Este ataque foi atribuído a Abidjan por elementos "da Libéria."

A 'Human Rights Watch' disse que as milícias pró-Gbagbo  estão por trás desses ataques e acusações de Monrovia tolerar suas atividades.

O governo liberiano nega as acusações e disse que vai trabalhar com Abidjan para encontrar uma solução para o problema, enquanto o governo marfinense disse que frustrou uma tentativa de golpe pelos partidários de Gbagbo.

Pelo menos quatro civis foram mortos por homens armados no início desta semana na mesma região, anunciou quarta-feira a ONU.

Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf disse quinta-feira estar "preocupado" com a situação depois de estar "envolvido" na decisão do Conselho Nacional de Segurança da Libéria   decidir sábado para fechar a fronteira entre os dois países.

fonte: abidjan.net

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