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sexta-feira, 3 de abril de 2015

A Guiné-Bissau declara moratória de cinco anos sobre exploração de madeira.

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A Guiné-Bissau anunciou nestaa quinta-feira uma moratória de cinco anos sobre a concessão de licença para corte de árvore e tentar reprimir a um comércio ilegal de madeira alimentada em grande parte pela demanda chinesa e auxiliado por políticos cúmplices e oficiais superiores do exército.

O pequeno país da África Ocidental, que serve de um ponto de trânsito fundamental da cocaína para América do Sul e destinada à Europa, tem acompanhado um boom na extração ilegal de madeira ao longo dos últimos cinco anos que ameaça o equilíbrio ecológico do país.

Após uma reunião de gabinete na capital Bissau, o governo anunciou novas medidas, incluindo a moratória em registrar uma nova concessão de licença e uma decisão de apreensão da madeira já cortada e proibir a sua exportação.

As autoridades informaram que os 104.000 registros existentes e esperando a liberação de madeira para serem exportadas ilegalmente para China já haviam sido retidos e madeiras apreendidas.

O alto funcionário da ONU na Guiné-Bissau, disse à Reuters que no ano passado com aumento das exportações de madeira ilegal era provável a consequência de um declínio no tráfico de cocaína após uma operação policial dos EUA que teve como alvo os cabeças do exército em 2013.

Exportações de madeira para a China a partir de Guiné-Bissau saltou de 80 metros cúbicos em 2008 para mais de 15 mil metros cúbicos em 2013, de acordo com dados compilados a partir de números registrados na Alfândega sobre operações chinesas e revelados por Timber Global, um grupo de defesa do Reino Unido.

# achixclip.com.br

Sahara Ocidental - a última colónia africana.

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Sahara Ocidental - a última colónia africana. 21914.jpeg

No próximo dia 9 de Abril, pelas 18h30, decorrerá na Fundação José Saramago uma sessão informativa sobre a situação atual no Sahara Ocidental.

Fundação José Saramago
Dia 9 de Abril, 18h30
O evento contará com a participação de Ahmed Fal, Delegado da Frente Polisário em Portugal e Isabel Lourenço - a ativista dos direitos humanos que no passado mês de Fevereiro foi expulsa à força deste território pelas autoridades marroquinas (episódio que foi amplamente noticiado pelos meios de comunicação nacionais). Isabel Lourenço acaba de regressar de Genebra, onde participou na 28.ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que decorreu no passado mês de Março, onde procurou denunciar as consequências da ocupação marroquina para a população saharaui.
Para esta sessão informativa estão também já confirmadas as presenças de Jose Manuel de la Fuente, Presidente da Fundación Sahara Occidental, sediada em Espanha, de um ex-preso político saharaui e do fotógrafo Carlos Morganho, que terá oportunidade de mostrar parte do seu trabalho realizado nos campos de refugiados saharauis.
Ainda durante este mês de Abril vai realizar-se uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde se espera que possam ser tomadas decisões importantes para o Sahara Ocidental, ocupado por Marrocos desde 1975. Justifica-se, assim, a pertinência da realização deste evento, no sentido de informar e sensibilizar os cidadãos portugueses para a realidade de um país vizinho (em linha reta, a capital El Aaaiun fica mais próxima de Lisboa do que, por exemplo, Paris) e cuja história de colonização apresenta muitas semelhanças com a de Timor Leste, que mobilizou milhares de pessoas em Portugal.
Haverá oportunidade para se ficar a conhecer um pouco da história e da cultura deste povo, mas principalmente para se debaterem questões como a situação nos campos de refugiados e nos territórios ocupados, a exploração ilegal dos recursos naturais da região, o contexto em que se encontram os presos políticos e as suas famílias, as constantes violações dos direitos humanos, nomeadamente no que respeita às mulheres e às crianças, a falta de liberdade de expressão, entre outros temas.
Depois das comunicações dos participantes, a assistência terá toda a liberdade para fazer as perguntas que entender e será informada de como poderá contribuir de forma ativa, através de pequenos gestos concretos, para quebrar o silêncio e não deixar cair no esquecimento a última colónia africana.
Se necessitar de mais informação que considere pertinente ou desejar agendar entrevistas com algum dos intervenientes nesta sessão, não hesite em contactar-nos. Agradecemos também a confirmação da sua presença. Com os melhores cumprimentos
Por Isabel Lourenço
#pravda.ru

Iêmen ou Irã: Quem está na mira dos EUA?

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Iêmen ou Irã: Quem está na mira dos EUA?. 21917.jpeg

A situação no Oriente Médio só deteriorou desde a invasão dos EUA ao Iraque em 2003. Tudo que aconteceu na região depois dali foi resultado da intervenção dos norte-americanos nos assuntos internos de países do Oriente Médio, seja Tunísia, Líbia, Egito, Síria ou Iêmen. Em entrevista à VICE News, o presidente Obama disse que o crescimento do Estado Islâmico (EI, também chamadoISIS/ISIL) pode ser conectado diretamente à excursão dos EUA ao Iraque no governo Bush. "Duas coisas: uma, que o ISIL é desdobramento direto da Al-Qaeda non Iraque, que cresceu a partir de nossa invasão" - disse Obama. "Aí está exemplo de consequência não desejada. E é por isso que é preciso fazer mira, antes de atirar" (????). 

Ao apoiar a operação contra o movimento dos houthis, os EUA correm, novamente, grave risco de novas "consequências não desejadas". Não há dúvidas de que o movimento dos houthis é a única força no Iêmen capaz de fazer frente à Al-Qaeda na Península Arábica [orig. Al-Qaeda in the Arabian Peninsula (AQAP)] e ao Estado Islâmico. O presidente Hadi do Iêmen acaba de ser derrubado porque era acusado de manter laços muito estreitos com radicais sunitas conectados à AQAP e ao EI. No instante em que os houthis chegaram ao poder, militantes da AQAP juraram solidariedade ao Estado Islâmico e começaram a combater os houthis. Mais uma vez, Obama atira contra terroristas errados.

Os EUA têm apresentado o Irã como o maior mal que há no Oriente Médio, ainda que não haja nenhuma prova de qualquer ameaça terroristas partida do Irã. Mais que isso, Washington tem hoje de procurar meios para cooperar com Teerã na luta contra os jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Mas no Iêmen os EUA já se aliaram aqueles mesmos terroristas, para tentar neutralizar a influência do Irã. Converter sua política exterior em lamentável teatro do absurdo já é rotina, nos EUA.

A Arábia Saudita afirma que a campanha aérea no Iêmen atende a pedido do governo sunita derrubado. Washington repete a mesma coisa.

Moscou exigiu fim imediato do massacre no Iêmen e protestou contra Washington, que não consegue ver a diferença entre os dois conflitos, no Iêmen e na Ucrânia. Os EUA apoiam o presidente fugitivo do Iêmen, mas não apoiaram o ex-presidente da Ucrânia, Yanukovych, que teve de deixar o país. Os EUA outra vez afundam-se na mesma velha política de dois padrões - em duas situações que poderiam ser negociadas, sem guerra. "Tenho de usar o mesmo velho clichê - os dois padrões aí estão, bem evidentes -, e nos nunca desejamos nenhum dos desenvolvimentos, nem na Ucrânia nem o que se vê hoje no Iêmen,", disse o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em conferência de imprensa durante sua recente visita à Guatemala, dia 27 de março.

A reação atrasada dos EUA à mudança no poder no Iêmen mostra que a decisão de Washington, de apoiar o ataque contra o Iêmen foi motivada por sua política de oposição sistemática ao Irã.

Barack Obama foi eleito para o segundo mandato para fortalecer a posição internacional dos EUA, especialmente no mundo islâmico, quando ainda buscava um lugar na história. A principal missão a completar no Oriente Médio é pôr fim ao "dossiê nuclear iraniano" e normalizar as relações com o Irã, se possível. Há 35 anos, desde Jimmy Carter, nenhum presidente dos EUA conseguiu tal façanha. Dificilmente será Obama o homem que conseguirá. Os obstáculos que há contra um acordo nuclear com o Irã não estão só na obstinação com que o Irã defende seu programa nuclear, nem na posição que o Congresso assumiu.

A decisão de imiscuir-se também na guerra contra o Iêmen foi tomada sob influência do establishmentnorte-americano que entende que é imprescindível impedir que o Irã converta-se em algum tipo de liderança regional. Na visão de Washington, a guerra contra os xiitas iemenitas que seriam apoiados por Teerã é guerra para mostrar à República Islâmica que lhe falta força militar para dominar o Oriente Médio. Não foi difícil para os EUA encontrar alguém a quem repassar a tarefa.

A Arábia Saudita considera o Irã como rival que ameaça suas posições. O Egito jamais tolerou a Revolução Islâmica e sempre foi hostil ao Irã. Os vizinhos Estados do Golfo sempre tiveram medo de o estado persa vir a ser protegido pelos EUA. Marrocos e Jordânia entraram na guerra "para fazer companhia" e agradar a Washington.

Dia 28 de março terminou uma reunião de árabes, que juraram derrotar os rebeldes xiitas apoiados pelo Irã no Iêmen e revelaram que já se organiza uma força conjunta árabe de intervenção, o que oferece cenário para um confronto potencialmente perigoso entre estados árabes aliados dos EUA, e Teerã, em disputa pela influência na região.

Resolução daquela reunião diz que a nova força árabe conjunta de defesa será acionada a pedido de qualquer nação árabe que enfrente ameaça à sua segurança nacional; também será usada para combater grupos terroristas. O responsável pelos preparativos é o secretário-geral da Liga Árabe Nabil Elaraby. Os representantes da Liga Árabe vão-se reunir novamente dentro de um mês e terão mais três meses de trabalho até definirem todos os detalhes, a serem aprovados pelo Conselho de Defesa Conjunta da Liga Árabe. Desde a guerra contra Israel, os árabes não conseguiam coordenar-se tão firmemente entre eles mesmos.

A Turquia uniu-se à coalizão de árabes contra o Irã. O presidente Tayyip Erdogan disse que Teerã tem de revisar sua posição nos conflitos que castigam Síria, Iraque e Iêmen. Segundo o presidente da Turquia, "o Irã tenta dominar toda a região" e "deve retirar seus exércitos do Iêmen, Síria e Iraque".

Em recente conferência de imprensa, o presidente da Turquia disse que "o Irã tenta dominar toda a região. Pode-se admitir tal coisa? Já começa a nos incomodar, a Arábia Saudita e os países do Golfo. Não é absolutamente tolerável, e o Irã tem de rever isso". Disse também que o conflito no Iêmen evoluiu para uma luta sectária. E que o Irã tem de retirar-se de lá. "O Irã tem de mudar suas posições. Tem de retirar quaisquer forças militares que tenha no Iêmen, na Síria e no Iraque, e respeitar a integridade territorial desses países" - Erdogan prosseguiu. As palavras do presidente turco desencadearam uma onda de indignação no Irã.

Os eventos no Iêmen podem desencadear crise séria nas relações entre o Irã e seus vizinhos árabes. O Paquistão já se uniu à coalizão árabe e promete total apoio à guerra liderada pela Arábia Saudita (e EUA) contra os xiitas iemenitas.

A operação militar leva o nome de "Operação Tempestade Decisiva". De fato, toda a região parece atingida por vasta tempestade. O momento de lançar a operação não foi escolhido por acaso. O Irã está a um passo de obter um acordo sobre seu programa nuclear, o que encerrará o dossiê. Há boas chances de as conversações com o grupo P5+1 chegarem a bom termo.

Os inimigos do Irã na região compreenderam que o confronto entre Teerã e o ocidente pode estar chegando ao fim. Poucos realmente acreditam que o Irã tenha intenção de se tornar potência nuclear. A ameaça jamais se mediu pelo número de centrífugas, mas, isso sim, pelo número de países nos quais o Irã tem forte influência. A solução diplomática da questão nuclear iraniana mudará toda a situação no Oriente Médio. O Iêmen não é periférico, no sistema de segurança regional.

O país está localizado na principal rota marítima da Europa para a Ásia, entre todas as rotas que atravessam o Mar Vermelho. Quantidades gigantescas de petróleo são transportadas diariamente pelo Canal de Suez para o Mediterrâneo, da Arábia Saudita para a Ásia. Bab-el-Mandeb é um estreito localizado entre o Iêmen na Península Arábica, e Djibouti e Eritrea no Chifre da África.

A agência norte-americana de informação sobre energia [orig. US Energy Information Administration (EIA)] definou sete gargalos considerados críticos como itens de segurança energética, por causa do alto volume de petróleo e outros fluidos transportados através de pequenos estreitos. O estreito de Bab-el-Mandeb é um deles.

E o Irã também controla outro gargalo crucialmente importante - o estreito de Ormuz. O ocidente analisa as probabilidades de um governo xiita chegar ao poder no Iêmen, a partir do ponto de vista de sua segurança no campo da energia. Quem controle o Iêmen pode bloquear o Golfo Persa e impedir os navios petroleiros de alcançar o Canal de Suez - o que deixaria a Europa sem petróleo.

A força naval saudita informou que já assumiu o controle sobre todos os portos do Iêmen, os quais já estão bloqueados, enquanto prosseguem os ataques aéreos sauditas contra o Iêmen. Parece que Riad planeja ficar.

A guerra no Iêmen é desafio lançado a Teerã, esforço para forçar o país a tomar medidas retaliatórias. É verdade que o Irã não está esperando o fim do conflito no Iêmen e já se movimentou para estabelecer contatos governo a governo com a liderança dos houthis. Foi como um reconhecimento de facto, pela República Islâmica, de que os houthis são o verdadeiro governo no Iêmen.
 

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