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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Pravda: A ode e o ódio ao Lula

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A Ode e o ódio ao Lula

por Raul Longo(*)


O ódio ao Lula vai além do Lula. É muito anterior.

O ódio ao Lula é um ódio aos próprios ancestrais dos odientos.

Ódio aos seus próprios avós e bisavós que vieram fugidos de misérias e fome. Vieram na desesperança de Europas e Ásias, fugidos da marginalidade de uma realidade que hoje os netos fantasiam em castelos e nobrezas, reis e rainhas. Imaginam-se valetes ou bobos da corte. Menestréis ou saltimbancos mambembes. Aristocratas de uma Europa que na Europa deixou de existir.

O ódio ao Lula é ódio à própria opção pela servidão de que antepassados fugiram em busca por melhor sorte e dignidade.

Dessa dignidade é a ode ao Lula. Ode à esperança que resiste desde o século passado, retrasado. Ode à ausência do medo de bruxas e dragões. Ode à esperança na oportunidade, na igualdade de condições. Às conquistas pelos esforços de cada um, de quem está e quem chega. De todos os que chegam vindos pelo aumento da produção, do implemento de indústrias retomadas do nada, recursos onde era negação e risco. Ode ao desenvolvimento que ainda hoje ecoa por toda parte, por toda a nação que foi primeira da América Latina entre a economia internacional.

O ódio ao Lula é antigo. Vêm do tempo das senzalas. Dos Negreiros a trazer  mistérios em culturas e deuses de vingança em macumbas e quimbandas pelo látego e o pelouro. Sangue e suor. Gente de lágrimas e carnes vivas. Carnes de provocações, tentações em peitos, bundas e coxas. Carnes de estupros. Vergonha da inércia, lassidão e preguiça branca. Ódio à tristeza por si, à melancolia branca realçada na alegria do batuque, na dança, na festa a sobrepor a crueldade questionando falsa civilização e devoção em crença cristã. A dúvida dos infernos na incerteza da reza por perdão de atrocidades de senhores nos eitos e maldades de sinhazinhas na casa grande a brincar de fadas em paraísos do Senhor sem aceitar igualdades perante o Senhor. Arrependimentos por excessos aos quais sempre querem retrocesso.

Também aí a ode ao Lula pelo filho na escola se fazendo doutor. À igualdade de acesso à luz, teto e moradia. À água e alimento, médicos e saúde, oportunidade a talentos e vocações de cada um. Aos versos do poeta, às prosas do escritor. Às descobertas em laboratórios, ao acesso livre às universidades e a todas as ciências e artes, a todas as técnicas profissionalizantes e à tecnologia. Acesso aos saberes e experiências de todos os mestres, até mesmo os do exterior.

O ódio ao Lula tem diversas faces, inclusive regionais. É o ódio à percepção da dependência da espoliação nordestina para construção das maravilhas sulinas. Ódio à mão de obra barata para subir chaminés e descer metrôs. Unir com pontes e viadutos por mão e obra que o ódio separa em favelas e periferias. Prédios e edifícios por mão e obra que o ódio relega ao abandono e amontoa em presídios. Ódio às falas socadas, duras, sem o arrastar itálico, sem a verborragia de neologismos, sem a elegância dos anglicanismos. Ódio contra a cultura e por uma cultura que se mente ter.

Mente-se cultura de uma Europa que europeu não quer e busca no Nordeste o que aqui se menoscaba numa coceira de vira-latas.

A cultura de um Nordeste pelo qual o turista entoa ode ao Lula admirando transformação de cidades e transposição de águas dignificando sobrevivência no sertão, resultando em redução de migração, da superpopulação e violência. Reduzindo ocupação e destruição de meio ambiente. Ode ao Lula por empresários e visitantes de toda parte. Ode às melhorias de infraestrutura, qualidade e confiabilidade em prestação de serviços. Ode às melhores estradas e logradouros, portos para se comerciar, produção para se negociar.

Mas o ódio ao Lula é também o velho ódio de sempre. Aquele sempre ódio ao pobre e ao que trabalha. É o ódio que aponta egoísmos e hipocrisia em falsas crenças, falsa promessas, engodo pelo voto, pelo golpe. A realidade do que trabalha e quem trabalha tem suor. E suor fede. A realidade de quem não tem trabalho e, se não há trabalho, tem fome. E fome fede. A realidade de quem, se não trabalha, é por vício e, se trabalha, que use a entrada de serviço.

Se não trabalha, de nada serve e, se trabalha, reclama e requer direitos. Direitos ao pobre dá ódio, porque trabalho é exclusivo aos privilégios de patrão, não por direitos e compensação. Todos os direitos ao patrão; e ao trabalhador execução da justiça dos donos da reforma trabalhista.

A volta do trabalhar para não lamber a chibata do feitor, mantida na arrogância dos cães de guarda dos privilégios do dono.

O retorno do trabalhar para existir e continuar trabalhando.

Reivindicação de direitos atrapalha o sono do dono e a quem não trabalha: eliminação. Trabalhador com emprego é empregado sem direitos, e em trabalhador sem emprego se emprega bala, cela e polícia para virar notícia e parecer que há segurança para o sono do patrão e do feitor.

Mas a ode ao Lula é pelo direito humano a médicos, ensino e escola. É ode às oportunidades e não à esmola. Ode ao poder de aquisição do mínimo até mesmo - por que não? - viagem de avião. Ode ao Lula é pelo direito a casa e mobília, cerveja com amigos e churrasco em final de semana.

A ode ao Lula é à indústria naval, ao Pré Sal e à ferrovia. Ódio à autonomia nacional, à estabilidade da moeda e do preço do litro de combustível. Diesel e gasolina. E cada um decidindo a própria sina.

A ode ao Lula é pelo resgate da miséria e pobreza, pela redução do abismo social, à ascensão de 40 milhões, à retirada do Mapa Mundial da Fome.

É a ode ao pleno emprego e ao Brasil protagonizando entre nações preconizando participação na superação da crise internacional.

Porém, no fundo, o ódio ao Lula é também existencial. É o ódio de cada um pela decepcionante incompetência daqueles em quem se acreditou.

Não é ódio por mortos e desaparecidos nem pelas tantas torturas, mas pela inutilidade de tudo que se acreditou e não levou o Brasil a nada, além de analfabetismo e violência, pobreza e doença. Levou o Brasil por tortuosos e torturantes caminhos que nunca chegaram a lugar nenhum.

Tanta imposição, tanta impostação e, aos olhos do mundo, resta apenas a decepção de mais uma ditadura de República das Bananas.

O ódio ao Lula é à própria inadvertência em eleger produto da mídia que só fez média e, de tão inútil, se teve de tirar. O ódio ao Lula é à inapetência de empoados que se elegeu só para servirem de capacho e tirar sapato. Ódio ao Lula é ao menoscabo aos aposentados xingados de vagabundos em outras eras, quando se mantinha o congelamento de salários ao nível de insignificantes poderes aquisitivos, obtinham a triplicação da dívida e entregavam o patrimônio público.

Ódio ao Lula é por se ter elegido o que terminou em descrédito mundial e apagão. É o escuro ódio ao próprio fracasso, à frustração por si mesmo.

Quem nunca elegeu um governo ao qual possa entoar ode por algum feito, como poderá entender multidões em ode ao Lula? Como pode entender a ode do mundo e do Brasil de fundo? Como pode querer o Brasil que é, se não aceita o próprio ser o que é querendo ser o que nunca foi? Mentindo-se a própria realidade?

Ódio ao Lula não é por seus feitos, mas ao nada feito antes de Lula. Ao nada a se contar e cantar. Apenas silêncio e constrangimento por um Brasil falido com vergonha perante a comunidade das nações.

Como entender títulos e honrarias, respeito e admiração internacional ao que apenas resta o negar? Como aceitar ode ao Lula quem não tem motivo para compor ode à ninguém.

Ode à quem? Por quê? Sobre o quê? O que há? Que houve para ode ao antes? Ao agora dos que latejam ódio ao Lula por medo e incertezas, nenhuma perspectiva de quando se terá o prometido para o agora o que já se teve antes. Ódio ao Lula é ao não saber o que se terá amanhã. Não saber quando se tornará o que se teve antes. À evidência do que não se terá amanhã. À inexorabilidade do amanhã.

Ódio ao Lula se revela na ausência de argumento, no mero xingamento, na repetição de pobres trocadilhos. E se desvela na irritação ao estribilho internacional apontando o golpe. Se desvela na vergonha da vaia e no ridículo do que afirma pôr o Brasil nos trilhos quando tudo degrada, desaba, desmonta, decai. Tudo descarrilha em carência, violência e encontros escusos, corrupções e despencar de delações, perdoar de sonegações, descredito em previsões que se ajustam, apertam, tiram dos que não têm, para fechar contas que corrigem em bilhões.

Ódio ao Lula é o ódio às próprias deficiências. É transferência do ódio à própria displicência desde a escola, no diploma comprado, na imerecida conquista pelo "quem indicou?", consciência da ausência de qualquer talento e merecimento. Ódio ao Lula é ódio ao reconhecimento de glória roubada pelo feito por outro, da omissão aos feitos de outros.

É o jeitinho dado para se iludir com o próprio sem-jeito. 

 

Transferência da própria incompetência.

Mas não é ódio às fraudulentas falências financiadas pelos PRÓ ERerários públicos desfalcados. Não é ódio às farsas de bolinhas de papel e boladas de negociatas. Às evasões e inversões. Não é ódio aos superfaturamentos, aos flagrantes de tráfico e extorsão, às toneladas de carreiras em helicópteros, às denúncias e impunidades, à corrupção e homicídios. Não é ódio ao tanto do tudo que se comprova e até mesmo se admite em própria voz na revelação de gravações imprevistas, ao tudo do que se cala na ameaça aos alguém "que a gente mate"(1)

Ódio ao Lula já nem mesmo é pelo Brasil não ser Europa ou porque, para Europa, Brasil nem ser mais América Latina. Mas "de outro mundo"(2)

Ódio ao Lula e seus companheiros é pelo se ter de imputá-los sem haver provas. Por se ter de condená-los inventando fantasiosas literaturas sem nenhum realismo. É o fantástico da condenação ao que o juiz reconhece não ser real e assume não ter ocorrido o crime acusado. O fantástico da premiação ao que juiz reconhece ser crime real, efetuado e efetivado, provado e comprovado, assumido e confessado.

O ódio ao Lula é reincidente porque reincide juiz, crime, criminoso e impunidade. O ódio ao Lula é a evidente e escancarada verdade que ecoa e se responde em ode mundial ao Lula.

É o ódio por ter de "estancar a sangria" (3) de tudo o que se comprova a cada prova do que são os que o acusam e condenam Lula.

É ódio enorme e infindo que vai muito além de Lula, muito depois de Lula. Ódio que se levará ao túmulo porque em qualquer tempo futuro se contará a história de quando o Brasil foi deste mundo. Onde for, de toda parte do mundo futuro, ao se contar a história do Brasil se cantará ode ao Lula.

Ódio ao Lula é à ode ao Lula entoada quanto maior o ódio ao Lula. Ódio a correr consciência de quem não tem memória de nada a contar daqueles de que nem mais lembram haver eleito, tentado eleger,apoiado a se impor por golpe à vontade democrática, por golpe ao Estado de Direito.

E quando lembram, preferem fingir haver esquecido.

Mas o ódio ao Lula nunca será esquecido pelos que odeiam, porque que não há como se esquecer de si mesmo por mais que se culpe o que se teve pela perda do que não mais se terá. Por mais que se culpe o que teve e se perdeu, o ódio ao Lula não calará a ode latejando em maior ódio na lembrança por vergonha silenciada.

Sobre Lula nunca haverá silêncio, porque Lula é história. Enquanto houver Brasil e história se ouvirá ode ao Lula e no futuro não se poderá compreender o ódio que germina na ode ao Lula.   

Um ódio de matar. Mas se esse ódio matasse o Lula, a ode viraria hino em todo o mundo, ensurdecendo o "outro mundo"   

1) "Tem que ser um que a gente mate antes de fazer delação" - Aécio Neves, senador e presidente do PSDB candidato da mídia à presidência em 2014, líder e coo-promotor (com o ex-presidente FHC) dos tumultos de rua dos anos de 2013, 2014 e 2015; ao combinar recebimento de dinheiro de corrupção.

2) "Brasil é outro mundo" - Herta Däubler-Gmelin, Ministra da Justiça da Alemanha em entrevista realizada em julho de 2017 e traduzida para 30 idiomas.

3) "Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria" - Romero Jucá, senador do PMDB e líder posto no Congresso do governo im; ao propor pacto entre parlamentares para a execução do golpe político de 2016. 

 


(*)Raul Longo, jornalista, poeta, escritor e pousadeiro. 
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
Ponta do Sambaqui, 2886
Floripa/SC 

SENEGAL: Tabaski - A ovelha (quase) intocável.

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Poucos dias antes do festival Tabaski, ainda não é hora de comprar ovelhas. E por uma boa razão, os carneiros custam da cabeça aos pés.

A reportagem é de Rewmi Quotidien que informa que os pontos de venda, reconhecidamente esparsos, estão abertos por toda parte nas artérias dos subúrbios.

No cruzamento denominado Béthio, na localidade de Golf Sud, pela saliência, em direção a Hamo 3, todos estes recantos estão inundados de animais.

"100.000 francos é o preço mínimo, 150.000 francos o preço médio, 1.000.000 francos CFA o preço máximo", informa o jornal. O suficiente para deixar o pobre "goorgoorlus" (faminto) tonto, ainda lutando para arrastar as ovelhas.

No Golf Sud, o trabalho do Bus transit rapid (BRT) criou uma grande desordem. Impossível para os "téfankés" (vendedores de ovelhas) encontrar um local para expor seus animais. E, os raros clientes que põem os pés lá deploram o alto custo dos animais.

“Eu estava em um ponto de venda, mas impossível ter uma ovelha por menos de 80.000 francos. Não entendo tal situação”, explica um cliente encontrado no local. “No momento está inacessível porque é muito caro. Ainda estou esperando, talvez na véspera”, acrescenta.

Do lado do vendedor, esse alto preço estaria atrelado ao alto custo da ração do gado, sem falar da água e do apoio aos acompanhantes.

fonte: seneweb.com

SENEGAL: Gendarmerie - Por que Macky ainda não nomeou um segundo em comando.

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O Chefe de Estado nem sempre encontrou um substituto para o General Moussa Fall no posto de Alto Comandante no Segundo da Gendarmaria.

Este último, que ocupava o cargo, foi promovido a Alto Comandante da Gendarmaria e Diretor da Justiça Militar.

O motivo desse atraso? De acordo com a Fonte A, o Presidente da República deve primeiro elevar um ou mais coronéis ao posto de general, de modo que se o General Thiaka Thiaw for impulsionado ao posto de Alto Segundo em Comando, seu assento muito estratégico na Gendarmaria Móvel o fará não ser deixado vago.

Nas próximas semanas, indica o jornal, Macky Sall deve promover um ou mais coronéis ao posto de general e ao mesmo tempo nomear o sucessor de Moussa Fall.

fonte: seneweb.com

Assassinado o Presidente do Haiti, Jovenel Moïse.

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Foto de arquivo: Presidente do Haiti, Jovenel Moïse numa entrevista em sua casa em Petion-Ville, um subúrbio de Port-au-Prince, Haiti.

Moïse, de 53 anos, governou por decreto por mais de dois anos

O Presidente haitiano Jovenel Moïse foi assassinado num ataque à sua residência particular, disse o primeiro-ministro interino do país em comunicado na quarta-feira, 7 de Julho, chamando-o de "acto odioso, desumano e bárbaro".

A primeira-dama Martine Moïse foi hospitalizada após o ataque nocturno, disse o primeiro-ministro interino Claude Joseph.

"A situação de segurança do país está sob o controle da Polícia Nacional do Haiti e das Forças Armadas do Haiti", disse Joseph em nota do seu gabinete. "A democracia e a República vencerão."

Nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, as ruas estavam quase vazias em Port-au-Prince, capital do país caribenho, mas algumas pessoas saquearam empresas.

Joseph disse que a polícia foi deslocada para o Palácio Nacional e para a comunidade de luxo de Pétion-Ville e será enviada para outras áreas.

Joseph condenou o assassinato como um "acto odioso, desumano e bárbaro." Ele disse que alguns dos agressores falavam em espanhol, mas não ofereceu mais explicações.

Os problemas económicos, políticos e sociais do Haiti aprofundaram-se recentemente, com a violência dos gangues a aumentar fortemente na capital Port-au-Prince, a inflação a crescer e alimentos e combustível a ficar cada vez mais escassos num país onde 60% da população ganha menos de 2 dólares por dia. Esses problemas acontecem enquanto o Haiti ainda tenta se recuperar do devastador terramoto de 2010 e do furacão Matthew que atingiu em 2016.

Moïse, de 53 anos, governou por decreto por mais de dois anos, quando o país não realizou eleições, o que levou à dissolução do Parlamento. Os líderes da oposição acusaram-no de sede de poder, depois da aprovação de um decreto que limitava os poderes de um tribunal que audita contratos governamentais e outro que criou uma agência de inteligência que responde apenas ao Presidente.

Nos últimos meses, os líderes da oposição exigiram a sua renúncia, argumentando que o seu mandato terminou legalmente em Fevereiro de 2021.

Moïse e os seus apoiantes afirmaram que o seu mandato começou quando ele assumiu o cargo no início de 2017, após uma eleição caótica que forçou a nomeação de um Presidente provisório para servir durante um período de um ano.

O Haiti deve realizar eleições gerais ainda este ano.


fonte: VOA

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