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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

MORREU SINDIKA DOKOLO - MARIDO DA ISABEL DOS SANTOS

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...




O marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, morreu, esta quinta-feira, no mar no Dubai. A notícia do óbito foi avançada por jornais internacionais, especialmente congoleses, e confirmada por fontes ligadas à família. Tinha 48 anos.

Aimprensa congolesa adianta que Sindika Dokolo morreu no Dubai, enquanto praticava mergulho. Outras fontes indicaram que a causa da morte foi uma embolia.

Sindika Dokolo nasceu em Kinshasa, na República Democrática do Congo, em 1972. Casou com Isabel dos Santos em 2002.

O marido da mulher mais rica de África, filha de José Eduardo dos Santos, tinha uma das mais importantes colecções de arte contemporânea africana, provavelmente a maior, com mais de 3 mil peças.

Isabel dos Santos publicou, esta quinta-feira, uma fotografia (a que reproduzimos) com Sindika Dokolo e o filho na rede social Twitter.

Já Michée Mulumba, assessor do Presidente da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, confirmou a notícia no Twitter, onde prestou a sua homenagem a Sindika Dokolo. “Foi durante um mergulho que partiu para a eternidade, uma actividade habitual que o afastou da sua luta e dos seus entes queridos. Descansa em paz, caro Sindika Dokolo”, lê-se no tweet.

Tal como Isabel dos Santos, os negócios de Sindika Dokolo estavam a ser investigados pela justiça angolana, na sequência das revelações do Consórcio Internacional de Jornalistas que ficaram conhecidas como Luanda Leaks.

Sindika Dokolo e a mulher são suspeitos de terem lesado o Estado angolano em milhões de dólares e foram alvo de arresto de bens e participações sociais em empresas, em Dezembro do ano passado, por determinação do Tribunal Provincial de Luanda.

Dokolo era filho do banqueiro Augustin Dokolo Sanu, e da sua segunda mulher, a dinamarquesa Hanne Taabbel. Frequentou o liceu Saint Louis de Gonzague, em Paris, e prosseguiu os estudos na Universidade Paris Vi Pierre et Marie Curie.

Inspirado pelo pai, amante de arte, começou a sua colecção de arte quando tinha 15 anos e criou mais tarde a Fundação Sindika Dokolo, a fim de promover as artes e festivais de cultura em Angola e noutros países.

Em Outubro do ano passado, a sua Fundação comprou e repatriou para Angola 20 peças de arte que tinham sido levadas de museus angolanos para colecções estrangeiras e preparou-se para entregar ao museu de Kinshasa a primeira peça congolesa recuperada, segundo uma entrevista concedida na altura à agência Lusa.

Crítico dos quase 20 anos do regime do Presidente Joseph Kabila na República Democrática do Congo, Sindika Dokolo esteve cerca de cinco anos no exílio, devido aos processos movidos contra si em Kinshasa, tendo regressado apenas em maio de 2019, já depois da chegada ao poder de Félix Tshisekedi, que tomou posse como chefe de Estado congolês em Janeiro.

Em Fevereiro de 2016, ainda com José Eduardo dos Santos nas funções de Presidente em Angola, a Fundação Sindika Dokolo entregou ao chefe de Estado, no Palácio Presidencial, em Luanda, duas máscaras e uma estatueta do povo Tchokwe (leste de Angola), que tinham sido saqueadas durante o conflito armado, recuperadas após vários anos de negociação com coleccionadores europeus.

Condecorado pela Câmara Municipal do Porto (Portugal) com a medalha de ouro da cidade, na altura em levou a sua importante colecção de arte africana para ser exibida na cidade. A Fundação Sindika Dokolo adquiriu a Casa de Manoel de Oliveira por quase 1,6 milhões de euros para aí instalar a sua sede, mas o projecto nunca saiu do papel. E depois do Luanda Leaks e das investigações à fortuna de Isabel dos Santos, já não se esperava que o mesmo viesse um dia a concretizar-se.

fonte: folha8

LUTO NA CIDADE DO PORTO?

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O partido português Bloco de Esquerda (BE), rendido aos encantos do MPLA na versão João Lourenço, está a dar relevantes ajudas ao regime na defesa das teses de que, afinal, há jacarés vegetarianos e de que quem viu roubar, participou no roubo e beneficiou do roubo não é ladrão. E fá-lo continuando a abrir fogo sobre os membros do clã Eduardo dos Santos, desviando as atenções do facto de Angola estar cada vez mais perto da implosão.

Assim, o BE disse em tempos que iria enviar a todos os grupos da Assembleia Municipal do Porto (provavelmente com cópia ao Comité Central do MPLA) “um documento de análise” para a “tomada de decisão” sobre a medalha de ouro da cidade atribuída ao marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, ontem falecido no Dubai.

“Os factos vindos a público sobre a pessoa em causa tornam necessário, a nosso ver, uma reflexão e uma avaliação”, afirmou o deputado do BE, Joel Oliveira, numa referência às denúncias conhecidas como Luanda Leaks, que detalham esquemas financeiros da empresária angolana Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que estarão na origem da fortuna da família.

O deputado, que falava em Fevereiro deste ano numa sessão da Assembleia Municipal do Porto, anunciou que o partido iria enviar a todos os grupos daquele órgão “um documento de análise” para que possa ser delineado “o caminho a seguir para a tomada de decisão de salvaguarda do Porto como uma cidade viva”.

Em Janeiro, o grupo municipal do Bloco de Esquerda anunciava, em comunicado, a intenção de “retirar a condecoração atribuída ao marido de Isabel dos Santos”, Sindika Dokolo.

O Bloco de Esquerda afirmava, à época, não aceitar que “a cidade do Porto seja usada como refúgio da cleptocracia angolana e que as actividades da câmara beneficiem de dinheiros canalizados pela fundação de Sindika Dokolo”.

Na altura, o “Porto, o Nosso Movimento”, partido do independente Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, afirmou que a retirada da medalha de ouro da cidade ao marido de Isabel dos Santos “não se colocava”, e lembrou que a atribuição foi “deliberada por unanimidade” no executivo.

O PSD afirmou que o pedido do Bloco de Esquerda de retirar a medalha de ouro a Sindika Doloko, na sequência do processo Luanda Leaks, é “uma mera manifestação de oportunismo político”.

Por sua vez, o PAN considerou que a atribuição da medalha de ouro da cidade do Porto a Sindika Dokolo “não cumpria” o Regulamento da Medalha Municipal.

Já os deputados municipais da CDU preferiram não comentar “para já” o assunto, lembrando que o mesmo tem de ser “tratado com frieza”.

Questionada pela Lusa, a Câmara do Porto recordou apenas que “a atribuição da medalha de mérito da cidade, grau ouro, decorreu da realização de uma das mais importantes exposições de arte contemporânea, realizada na Galeria Municipal em 2015, e que esta mesma distinção foi unanimemente aprovada em reunião de câmara”.

Em Fevereiro de 2015, quando Rui Moreira propôs a atribuição da medalha de ouro da cidade a Sindika Dokolo, dando como justificação o empréstimo da sua colecção para a exposição designada “You Love Me, You Love me Not”, apenas o Bloco de Esquerda votou contra a proposta na Assembleia Municipal.

Já em reunião do Executivo, a recomendação foi aprovada por unanimidade, com votos favoráveis do PS, PSD, CDU e movimento de Rui Moreira.

Em Novembro de 2018, o Presidente de Angola (não nominalmente eleito), também Titular do Poder Executivo e Presidente do MPLA, João Lourenço, afirmou que a cerimónia oficial na Câmara do Porto (a mesma autarquia que atribuiu a Medalha de Ouro da cidade a Sindika Dokolo) abre portas a “um futuro promissor” nas relações entre Portugal e Angola.

“Esta cerimónia abre as portas a um futuro promissor de cooperação e intercâmbio em todos os sectores que possam contribuir para o aprofundamento das nossas relações bilaterais, pois estou convencido que a nossa visão sobre o intercâmbio ganhará expressão real nas conversações que dentro de momentos serão mantidas entre as delegações angolana e portuguesa, chefiadas por mim e pelo primeiro-ministro, António Costa”, disse João Lourenço.

O presidente João Lourenço afirmou sentir-se “honrado” com a visita ao Porto, “cidade conhecida no mundo pela sua coragem” e pelos “feitos” da sua população, que lhe valeram “título único de cidade Invicta”.

Para João Lourenço, a história “heróica” do Porto “tem paralelo com algumas cidades de Angola”, onde “também os seus habitantes souberam com estoicismo lutar pelos valores das suas cidades, pela sua liberdade e pela salvaguarda de importantes conquistas, alcançadas com esforço, empenho e dedicação”.

O chefe de Estado angolano enalteceu, ainda, valores do Porto, afirmando que o município é uma “cidade do trabalho, vencedora quando se propõe realizar objectivos” e “pujante” no desempenho, quer das suas indústrias como no desporto e cultura.

Certamente que a autarquia liderada por Rui Moreia, velho e querido amigo dos governos de Angola (desde a independência, em 1975, foram todos do MPLA) e dos seus líderes… enquanto estiveram no Poder, não se esquecerá de erigir uma estátua ao Presidente João Lourenço ou, no mínimo, dar o seu nome à Avenida da Boavista que, aliás, já “esteve” para se chamar… Avenida José Eduardo dos Santos.

Por sua vez, num discurso de boas-vindas, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, disse que poderá haver quem tenha uma “visão paternalista” em relação a Angola, mas garantiu que neste concelho se vive os “sucessos angolanos sem complexos de superioridade ou de inferioridade”.

Manifestamente Rui Moreira passou uma esponja sobre a bajulação da “sua” Câmara Municipal ao casal Sindika Dokolo/Isabel dos Santos, bem como ao “líder carismático” (citando José Sócrates) que dominou Angola durante 38 anos sem nunca ter sido – tal como agora João Lourenço – nominalmente eleito.

“Haverá sempre quem, pelas melhores ou piores intenções, tenha uma visão paternalista sobre o que se passa em Angola. Também haverá quem, pelas melhores ou piores razões, mantenha algum ressentimento e desconfiança. Mas, falando em nome dos portuenses, porque só em nome deles posso falar, afianço-lhe que vivemos como nossos os vossos sucessos e os vossos avanços e não temos complexos de superioridade ou de inferioridade”, disse o presidente da Câmara do Porto.

Numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro português, António Costa, Rui Moreira sublinhou os laços afectivos entre Portugal, dando destaque à cidade do Porto, e Angola, para depois frisar a importância do aspecto económico.

“Temos trocas económicas e os investimentos cruzados que constroem riqueza em ambas as nações. Temos famílias que se abraçam e que se foram construindo, unindo os nossos povos”, disse o autarca, acrescentando que no Porto se olha para o mercado angolano “com atenção e carinho”.

Rui Moreira continua a ser uma das mais proeminente figuras portuguesas na bajulação ao regime angolano, desde que seja do MPLA. Para o autarca portuense pouco importa que Angola seja um dos países mais corruptos do mundo e o país com um dos maiores índices de mortalidade infantil do mundo.

Chafurdar na bajulação é para muitos políticos portugueses uma questão de vida. Recorde-se que o Executivo da Câmara Municipal do Porto, presidido por Rui Moreira, distinguiu Sindika Dokolo com uma medalha de mérito.

Na altura, a vereadora do PS na Câmara do Porto, Carla Miranda, deu uma no cravo e outra na ferradura ao criticar o princípio subjacente à decisão de atribuir a medalha de Mérito Grau Ouro ao dito coleccionador de arte.

Numa atitude de rabo escondido com gato de fora, a vereadora do PS votou favoravelmente esta proposta mas – repare-se – tinha “dúvidas se será suficiente para receber esta medalha apenas vir ao Porto divulgar o seu património”.

“Existe um regulamento para atribuição de medalhas e para as de mérito é bem claro: ela deve ser dada a quem tenha praticado actos com assinaláveis benefícios para a cidade. Precisaríamos de mais benefícios para a cidade e para a população para lhe atribuir esta medalha”, disse a vereadora socialista.

Que maior acto de benefício para a cidade do Porto em particular, e em geral para todo o país, do que ser – na altura – genro do presidente no poder desde 1979? Ou marido de uma multimilionária que começou a ganhar umas massas vendendo ovos nas ruas de Luanda?

A justificação apresentada por Rui Moreira, um cada vez mais visível apologista da autocracia do MPLA, para tão importante distinção a alguém que não tinha qualquer ligação à cidade foi – repita-se – a de ir patrocinar a apresentação da exposição “You Love me, You love me not”.

Rui Moreira disse ainda que “com este gesto de grande generosidade, Sindika Dokolo, permite à cidade do Porto desenvolver um dos projectos mais relevantes no âmbito da arte contemporânea da actualidade, ajudando a estabelecer uma ponte singular entre a cidade e o mundo”.

Por este andar, e então agora que se tornou amigalhaço de João Lourenço, não tardará que o MPLA retribua com a atribuição a Rui Moreira da medalha da democracia e do Estado de Direito que Angola (ainda) não é.

fonte: folha8


ANGOLA: 45 ANOS DE ESCLAVAGISMO

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Adalberto da Costa Júnior, líder da UNITA, maior partido da oposição que o MPLA (ainda) permite, disse hoje, em Luanda, que o presidente do MPLA, João Lourenço, partido no Governo há 45 anos, “tem medo do povo, que vai demonstrando saber ler e posicionar-se em defesa do seu interesse”. Finalmente…

Adalberto da Costa Júnior discursava na abertura da II reunião ordinária da Comissão Política da UNITA, reunida para, nos próximos dois dias, analisar de forma minuciosa a situação do país e o programa anual do partido.

No discurso, Adalberto da Costa Júnior falou sobretudo das consequências da tentativa de manifestação, no passado sábado, que contou com o apoio da UNITA, e respondeu à intervenção de quinta-feira do Presidente angolano, João Lourenço, também líder do MPLA e Titular do Poder Executivo, na IV sessão ordinária do Comité Central do partido.

“Angola testemunhou a saída à rua de organizações da sociedade, especialmente jovens empurrados pelo sofrimento e pela ausência de esperança, empurrados por mil promessas incumpridas, aos quais se juntaram cidadãos de diversas proveniências”, disse Adalberto da Costa Júnior.

O líder da UNITA realçou ainda que as mais altas instâncias do país (ou seja, dirigentes do MPLA) têm afirmado que “estes jovens não têm pensamento próprio, não lhes é reconhecida a capacidade de terem ideais e de não serem capazes de perseguirem causas próprias”.

Segundo o político, para o Governo a população que sai à rua e se manifesta, os jovens que têm a coragem de lutar por melhores condições de vida ou de exigir um calendário para a realização das autarquias, só podem ter vínculo à UNITA, ironizou.

A manifestação violentamente (como sempre) reprimida pela Polícia, em cumprimento do decreto que declara o estado de calamidade devido à Covid-19, que, entre outras medidas, proíbe ajuntamentos de mais de cinco pessoas na rua, tinha como objectivo reivindicar melhores condições de vida e exigir uma data para a realização das primeiras eleições autárquicas, que estavam previstas para este ano, mas foram adiadas e terão lugar – se tiverem – quando e se o MPLA quiser.

Para Adalberto da Costa Júnior, o discurso de João Lourenço, foi de exclusão, de inimizade, e não construtivo, indicando ainda “uma grande impreparação em lidar com uma oposição, que lhe diga que as leis não são para serem geradas por conveniência e muito menos para limitar direitos constitucionalmente garantidos”.

João Lourenço reiterou no seu discurso o direito à manifestação, que fica temporariamente restringido para evitar a contaminação e propagação da pandemia do novo coronavírus no país, mas condenou a participação da UNITA no acto, atribuindo-lhe responsabilidade num possível aumento do número de casos.

Adalberto da Costa Júnior disse que a UNITA tem apelado ao diálogo e à construção de bases sólidas e seguras de uma Angola reconciliada, inclusiva e moderna.

“Ninguém tenha dúvidas que para se edificar essa grande obra” será necessária uma revisão da Constituição, prosseguiu.

Na sua intervenção, o chefe de Estado angolano (reeditando, para pior, as teses do seu mentor José Eduardo dos Santos) garantiu que “a estratégia de tornar o país ingovernável, para forçar negociações bilaterais, no actual contexto político, em que as instituições democraticamente instituídas funcionam em pleno, não é concretizável”.

Sobre as eleições autárquicas, o dirigente da UNITA lamentou que hoje “ninguém conhece um horizonte temporal de compromisso”, reiterando que as autarquias são sim uma obrigatoriedade vital para a resolução dos problemas do povo.

“Um Governo patriótico, com vocação nacional, nunca olharia para a implementação das autarquias com antipatia, aliás, para um executivo sério, veria nelas um poder complementar, que o ajudaria a resolver os muitos desafios do país”, disse.

De acordo com Adalberto da Costa Júnior, não há dúvidas que será necessário abraçar o diálogo e a concertação, sublinhando que não fala em “negociação”.

No plano económico, o presidente da UNITA diz que o país tem como solução “estender a mão à mendicidade do FMI (Fundo Monetário Internacional) e aceitar todas as imposições que o FMI e demais doadores condicionadas às tranches dos seus empréstimos”.

“Decorridos três anos da actual legislatura, Angola ficou mais pobre, porque a vida do angolano agravou-se cada vez mais em todos os sectores sociais”, frisou, denunciando “o perverso agitar de fantasmas, para restringir as liberdades, para criarem o medo nas populações e restringirem a sua capacidade de optar”.

O líder da UNITA apelou ainda à libertação dos mais de uma centena de manifestantes detidos desde sábado, e que estão em julgamento sumário, salientando que tem informações que o tribunal está a receber ordens superiores e pressão dos agentes da segurança do Estado, que têm permanecido na sala.

“Tirem-nos da cadeia e levem-nos para a escola. Tenho a certeza que enveredar pelo discurso truculento, arrogante, terá o efeito perverso de incitar de novo a uma nova e desnecessária onda de violência”, afirmou.

Nos protestos foram registados confrontos entre a polícia e manifestantes, caracterizados por arremesso de pedras, montagem de barricadas nas ruas de contentores e pneus a arder, reprimidos com gás lacrimogéneo, que resultaram em centenas de detenções (inclusive de jornalistas), ferimentos de ambas as partes e a destruição de meios policiais.

No espaço de poucos dias, o Presidente da República (João Lourenço) e o líder do MPLA (João Lourenço) fizeram a análise do estado país. Falta ainda saber a opinião do Titular do Poder Executivo (João Lourenço) e do único representante de Deus em Angola (João Lourenço).

Curiosamente, ou talvez não (quem sabe?), tanto o líder do reino como o do MPLA coincidiram na afirmação de que o Governo não ser vítima de uma (mais uma) tentativa de golpe de Estado.

Mais uma vez, o Chefe de Estado, líder do MPLA, Titular do Poder Executivo e representante divino apontou como prioridade máxima o redobrar dos esforços para que seja conseguido um ritmo mais acelerado na aplicação dos programas em curso para a diversificação da economia nacional, sublinhando o papel de bloqueio das força “terroristas” lideradas, é claro, pela UNITA.

Como muito bem disse sua majestade o rei João Lourenço, todos estes desafios que se colocam ao país, para serem vencidos precisam forçosamente de um ambiente de paz e de estabilidade que não se compadece com jogos florais da parte daqueles (energúmenos, obviamente) que, por terem assento no Parlamento (UNITA), se esquecem que têm também responsabilidades acrescidas para com a população no sentido de as proteger e garantir a sua segurança, o que só é garantido se forem cumpridas as ordens superiores do MPLA.

Perante um contexto de completa irresponsabilidade de todos, com excepção do MPLA, o actual “escolhido de Deus” sentiu necessidade de sublinhar a importância que o regime dá à segurança e à estabilidade das populações e do país. Se só existisse o MPLA nada disto era preocupante. Nada disto existia. Mas como existe por aí uma certa oposição política, uns tantos jovens frustrados que se dizem activistas, é obrigatório temer pela paz e pela estabilidade. Além disso, içar a bandeira da guerra é algo que fica sempre bem aos que sentem o poder a fugir.

O rei condena vivamente os actos de violência e lamenta que volvidos 18 anos desde o fim da guerra tenha acontecido este incidente entre meliantes, bandalhos, patifes, terroristas da UNITA e pacíficos agentes policias do MPLA. Será que este pessoal do Galo Negro não percebe que pertence a uma subespécie de angolanos e que só a magnanimidade do “escolhido de Deus” lhe permite parecerem (não mais do que isso) cidadãos de primeira?

De modo muito claro, salienta o legítimo proprietário dos escravos, os cidadãos e as pessoas colectivas, partidos políticos ou associações, devem recorrer às autoridades quando alguém tentar violar ou violar de facto os seus direitos e nunca fazerem justiça por conta própria.

É isso aí. E o resultado é o mesmo de quem quer ler um jornal sem palavras, à noite e à luz de um candeeiro apagado. Mas, quem pode manda…

A posição, claramente expressa pelo Presidente da República (João Lourenço), depois de auscultada a opinião do Presidente do MPLA (João Lourenço), do Titular do Poder Executivo (João Lourenço) é da obrigatoriedade de todos os protagonistas políticos do país, os de primeira e os de segunda, a defenderem tudo aquilo que os de primeira dizem.

João Lourenço, com uma visão lúcida, divina e nunca vista num ser humano, e que é reconhecida em todo o mundo (e arredores), mais uma vez, tomou a iniciativa ao apelar ao esforço conjunto dos angolanos, de modo a que o MPLA possa (e disso ninguém tem dúvidas) arrasar todos aqueles que tenham a veleidade de querer mudar o sistema esclavagista implantado em 1975.

Folha 8 com Lusa

PGR da Guiné-Bissau diz que há três processos contra Aristides Gomes.

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Procurador-Geral da República diz que o ex-primeiro-ministro é suspeito de crimes de peculato e participação económica em negócios, entre "muitos outros". Advogado de Aristides Gomes promete responder nos próximos dias.


Fernando Gomes, Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau

Em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira (30.10) em Bissau, o Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Fernando Gomes, disse que há três processos contra o antigo primeiro-ministro guineense Aristides Gomes, que se encontra refugiado na sede das Nações Unidas na capital guineense.

"Foi o suspeito quem voluntariamente se autoconfinou naquela agência das Nações Unidas", começou por dizer Fernando Gomes. "É verdade que quase todo o mundo tem esse problema de confinamento devido à pandemia de Covid-19, mas eu penso que o cidadão Aristides Gomes não está em confinamento por causa da pandemia. É outro tipo de confinamento."

Questionado pelos jornalistas sobre os crimes de que Aristides Gomes é acusado, o Procurador-Geral da República disse que o ex-primeiro-ministro é suspeito dos crimes de peculato e participação económica em negócios, entre "muitos outros".

 
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Guiné-Bissau: "Se Aristides Gomes sair da ONU corre o risco de ser assassinado"

Segundo o procurador, já está concluída a investigação de um processo de 2007 sobre o "desaparecimento de 674 quilogramas de drogas".

Fernando Gomes diz que Aristides Gomes tem de ser julgado, mesmo que seja fora do país: "Este povo tem mais motivos para recorrer ao Tribunal Internacional para exigir o julgamento de [Aristides Gomes] 13 anos depois do famoso processo Nº 24/2007 sobre o desaparecimento de 674 quilogramas de drogas, que levou o país a ser rebatizado com o nome de narco-Estado. Foi o cidadão Aristides Gomes. O processo existe e não está arquivado."

"Sequestro"?

O Procurador-Geral da República diz ainda que Aristides Gomes foi obrigado a permanecer no na Guiné-Bissau para que "os atos não percam o rasto". Mas o procurador nega que haja um "sequestro" ou perseguição política contra o dirigente do PAIGC e sublinha que foram os deputados que denunciaram os crimes que terá cometido.

Fernando Gomes lembrou também que a agência da ONU para a consolidação da paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) encerra a sua missão no país em dezembro, questionando para onde irá Aristides Gomes nessa altura. O procurador explicou que já enviou três notificações à representante do secretário-geral da ONU em Bissau e a Aristides Gomes, sem ter recebido qualquer resposta.

Contactado pela DW África, Luís Vaz Martins, um dos advogados de Aristides Gomes, disse que a defesa está a "analisar à letra a conferência de imprensa do PGR". Vaz Martins promete dar uma resposta em conferência de imprensa nos próximos dias.

Recentemente, o coletivo de advogados que defende Aristides Gomes disse à DW África que nunca foi notificado pelo Ministério Público, considerando o processo contra o antigo primeiro-ministro como uma "perseguição política". Os advogados apresentaram na quinta-feira (29.10) uma queixa-crime contra o magistrado que está a dirigir a investigação.

Os advogados do antigo primeiro-ministro acusam o magistrado de "falsificação, prevaricação, usurpação de função pública, sequestro e mais crimes".

fonte: DW África




Meio político congolês lamenta morte de Sindika Dokolo.

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Políticos congoleses usam redes sociais para lamentar a morte de Sindika Dokolo nesta quinta-feira no Dubai. Amigos e familiares confirmam para agências de notícias que a morte ocorreu num incidente durante um mergulho.


O principal opositor ao Presidente da República Democrática do Congo (RDC) nas eleições presidenciais de 2018, Martin Fayulu, manifestou-se esta sexta-feira (30.10) "consternado" com a notícia da "morte súbita" do empresário congolês Sindika Dokolo, marido da empresária angolana Isabel dos Santos.

Amigos e familiares confirmara para agências de notícias o falecimento do empresário após incidente em mergulho nos Emirados Árabes.

"Estou consternado com a morte súbita do nosso irmão Sindika Dokolo. Esteve ao nosso lado na luta pela dignidade do povo congolês. Guardo dele a memória de um militante alerta, animado e pleno de esperança. As orações vão para a sua família e para os seus próximos", escreveu na rede social Twitter o advogado de 64 anos, líder do Partido do Compromisso com a Cidadania e Desenvolvimento, uma das figuras principais da oposição ao regime de Félix Tshisekedi na RDC.

"Foi num mergulho submarino que partiste para a eternidade. Uma atividade habitual que te afastou da tua luta, dos seus entes queridos. Descansa em paz, querido Sindika Dokolo", escreve. 

Luanda Leaks

Empresário e colecionador de arte, Sindika Dokolo tinha 48 anos e era casado com Isabel dos Santos, empresária e filha do antigo presidente angolano José Eduardo dos Santos, com quem tinha quatro filhos.

Tal como Isabel dos Santos, os negócios de Sindika Dokolo estavam a ser investigados pela justiça angolana, na sequência das revelações do Consórcio Internacional de Jornalistas que ficaram conhecidas como "Luanda Leaks".

Sindika Dokolo e a mulher são suspeitos de terem lesado o Estado angolano em milhões de dólares e foram alvo de arresto de bens e participações sociais em empresas, em dezembro do ano passado, por determinação do Tribunal Provincial de Luanda.

Nascido no antigo Zaire, a 16 de maio de 1972 (atual República Democrática do Congo) era filho do banqueiro Augustin Dokolo Sanu, e da sua segunda mulher, a dinamarquesa Hanne Taabbel. Frequentou o liceu Saint Louis de Gonzague, em Paris, e prosseguiu os estudos na Universidade Paris Vi Pierre et Marie Curie. 


fonte: DW África





Marido de Isabel dos Santos morreu no mar no Dubai.

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Sindika Dokolo tinha 48 anos. Nasceu em Kinshasa, na República Democrática do Congo, em 1972, e casou com a mulher mais rica de África em 2002.



O marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo morreu, esta quinta-feira, no mar no Dubai. A notícia do óbito foi avançada por jornais internacionais, especialmente congoleses, e confirmada pela Lusa junto de fonte ligada à família. O colecionador de arte tinha 48 anos.

A imprensa do país adianta que Sindika Dokolo morreu no Dubai, enquanto praticava mergulho. Outras fontes angolanas indicaram que a causa da morte foi uma embolia.

Dokolo nasceu em Kinshasa, na República Democrática do Congo, em 1972. Casou com Isabel dos Santos em 2002.

O marido da mulher mais rica de África, filha de José Eduardo dos Santos, tinha uma das mais importantes coleções de arte contemporânea africana, com mais de 3 mil peças. 

Isabel dos Santos não confirmou a morte do marido mas publicou, esta quinta-feira, uma fotografia com Sindika Dokolo e o filho na rede social Twitter. O post não contém qualquer legenda.

Já Michée Mulumba, assessor do Presidente da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, confirmou a notícia no Twitter, onde prestou a sua homenagem a Sindika Dokolo"Foi durante um mergulho que partiu para a eternidade, uma atividade habitual que o afastou da sua luta e dos seus entes queridos. Descansa em paz, caro Sindika Dokolo", lê-se no tweet.

Tal como Isabel dos Santos, os negócios de Sindika Dokolo estavam a ser investigados pela justiça angolana, na sequência das revelações do Consórcio Internacional de Jornalistas que ficaram conhecidas como 'Luanda Leaks'.

Sindika Dokolo e a mulher são suspeitos de terem lesado o Estado angolano em milhões de dólares e foram alvo de arresto de bens e participações sociais em empresas, em dezembro do ano passado, por determinação do Tribunal Provincial de Luanda.

Dokolo era filho do banqueiro Augustin Dokolo Sanu, e da sua segunda mulher, a dinamarquesa Hanne Taabbel. Frequentou o liceu Saint Louis de Gonzague, em Paris, e prosseguiu os estudos na Universidade Paris Vi Pierre et Marie Curie.

Inspirado pelo pai, amante de arte, começou a sua coleção de arte quando tinha 15 anos e criou mais tarde a Fundação Sindika Dokolo, a fim de promover as artes e festivais de cultura em Angola e noutros países.

Em outubro do ano passado, a sua Fundação comprou e repatriou para Angola 20 peças de arte que tinham sido levadas de museus angolanos para coleções estrangeiras e preparou-se para entregar ao museu de Kinshasa a primeira peça congolesa recuperada, segundo uma entrevista concedida na altura à agência Lusa.

Crítico dos quase 20 anos do regime do Presidente Joseph Kabila na República Democrática do Congo, Sindika Dokolo esteve cerca de cinco anos no exílio, devido aos processos movidos contra si em Kinshasa, tendo regressado apenas em maio de 2019, já depois da chegada ao poder de Félix Tshisekedi, que tomou posse como chefe de Estado congolês em janeiro.

Em fevereiro de 2016, ainda com José Eduardo dos Santos nas funções de Presidente em Angola, a Fundação Sindika Dokolo entregou ao chefe de Estado, no Palácio Presidencial, em Luanda, duas máscaras e uma estatueta do povo Tchokwe (leste de Angola), que tinham sido saqueadas durante o conflito armado, recuperadas após vários anos de negociação com colecionadores europeus.

fonte: https://www.noticiasaominuto.com/




Morte do marido de Isabel dos Santos terá de “ser investigada pelas autoridades do Dubai”.

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Morte do marido de Isabel dos Santos terá de “ser investigada pelas autoridades do Dubai”.

A morte do marido da empresária angolana Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, “vai ter logicamente de ser investigada pelas autoridades do Dubai”, afirma o jornalista Luís Garriapa, que integrou a equipa de investigação das reportagens SIC/Expresso sobre o caso Luanda Leaks.

“A informação é ainda muito escassa, contactamos algumas pessoas próximas do casal que confirmaram precisamente essa informação, que Sindika Dokolo terá morrido esta quinta-feira à tarde”, começou por dizer Luís Garriapa à SIC Notícias, acrescentando que a notícia está a “consternar e a deixar incrédulas as pessoas que lhe eram próximas”.

O empresário Sindika Dokolo morreu esta quinta-feira no Dubai.

A imprensa congolesa adianta que o marido de Isabel dos Santos morreu quando praticava mergulho. Outras fontes angolanas indicaram que a causa da morte foi uma embolia.

“É preciso aguardar para saber exatamente o que se passou. Esta morte vai ter de ser logicamente investigada pelas autoridades do Dubai, onde terá ocorrido este acidente”, afirma ainda o jornalista.

Sindika Dokolo nasceu no antigo Zaire, atual República Democrática do Congo, em 1972. Era casado desde 2002 com Isabel dos Santos, empresária e filha do antigo presidente angolano José Eduardo dos Santos, com quem tinha quatro filhos.

Tal como Isabel dos Santos, os negócios de Sindika Dokolo estavam a ser investigados pela justiça angolana, na sequência das revelações do Consórcio Internacional de Jornalistas que ficaram conhecidas como “Luanda Leaks”.

Sindika Dokolo e a mulher são suspeitos de terem lesado o Estado angolano em milhões de dólares e foram alvo de arresto de bens e participações sociais em empresas, em dezembro do ano passado, por determinação do Tribunal Provincial de Luanda.

Ana Gomes reagiu à morte do marido de Isabel dos Santos, que considerou “estranho, muito estranho”.

fonte: https://executivedigest.sapo.pt/


Marido de Isabel dos Santos morreu no Dubai.

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A empresária Isabel dos Santos e o marido, Sindika Dokolo. © Fernando Veludo/Publico/AFP

Morreu nesta quinta-feira no Dubai o marido da empresária angolana Isabel dos Santos, o empresário congolês Sindika Dokolo, segundo confirmou à agência noticiosa Lusa, uma fonte ligada à família.

A imprensa congolesa indicou há algumas horas que o empresário e coleccionador de arte de 48 anos morreu afogado quando praticava mergulho no mar de Dubai.

Seguiram-se várias mensagens de condolências, nomeadamente de Michée Mulumba, assessor do Presidente congolês, que confirmou o sucedido na rede Twitter,"foi durante um mergulho que partiu para a eternidade, uma actividade habitual que o afastou da sua luta e dos seus entes queridos", escreveu.

Nascido no dia 16 de Março de 1972 em Kinshasa, Sindika Dokolo era filho de Augustin Dokolo Sanu, fundador do primeiro banco privado do antigo Zaire e da sua segunda esposa, a dinamarquesa Hanne Taabbel. Educado na Bélgica, efectuou os estudos superiores na área de economia e comércio em Paris.

Em 2002, casou com Isabel dos Santos, filha do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, com quem teve quatro filhos.

Empresário presente em diversos sectores, Sindika Dokolo era igualmente conhecido por ser um mecenas e possuir uma colecção com mais de 3 mil peças de arte contemporânea africana. Ainda no ano passado, este amante das artes tinha mostrado ao público uma parte da sua colecção no âmbito da exposição «IncarNations», em Bruxelas. Também em 2019, a sua fundação tinha adquirido e repatriado para Luanda 20 peças de arte que tinham sido levadas de museus angolanos para colecções no estrangeiro.

Envolvido igualmente na vida política do seu país de origem, Sindika Dokolo tinha lançado em 2017 o seu movimento «Congolais Debout», abertamente crítico ao então presidente congolês Joseph Kabila.

Ultimamente contudo, o nome do empresário estava a ser igualmente mencionado nos diversos casos que têm também envolvido a esposa no chamado «Luanda Leaks». Ambos foram acusados de terem retirado milhões de dólares dos cofres do Estado angolano através de uma sofisticada teia de sociedades e contas bancárias dispersos pelo mundo fora. Nos últimos meses, os seus negócios estavam a ser investigados designadamente pela justiça de Angola e de Portugal.

fonte: RFI

terça-feira, 27 de outubro de 2020

David Alaba: Uma lenda do Bayern Munique

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Aos 28 anos David Alaba acaba de completar 270 jogos na Bundesliga, ao serviço do Bayern Munique. O internacional austríaco é um dos bem-sucedidos dos campões europeus e na lista dos dos jogadores com mais títulos do clube.



fonte: DW África

Parlamento angolano suspende e retira imunidades a Manuel Rabelais.

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Deputado do MPLA vai ser julgado por crime de peculato no Tribunal Supremo. Esta terça-feira (27.10), o mandato de Rabelais foi suspenso e as suas imunidades retiradas pelo Parlamento angolano.




A aprovação da resolução pelo Parlamento angolano surge na sequência de um pedido do Tribunal Supremo. O órgão solicitou recentemente a retirada de imunidades e a suspensão de mandato de Manuel Rabelais, deputado do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder. 

O antigo ministro da Comunicação Social é acusado de peculato, violação de execução de normas do plano e orçamento, recebimento indevido de vantagens e branqueamento de capitais. Rabelais foi diretor do extinto Gabinete de Revitalização da Comunicação Institucional e Marketing da Administração (GRECIMA). 

Angola Mihaela Weba (DW/P. Borralho Ndomba)

Mihaela Weba diz que bancada da UNITA votou a favor da suspensão do mandato de Manuel Rebelais “porque é contra a corrupção”.

Mihaela Weba, deputada da União Nacional para a Independência Total de Angoal (UNITA), maior partido da oposição, justifica que a sua bancada votou a favor "porque é contra a corrupção". A deputada esclarece ainda que a bancada da UNITA "entende que todos aqueles que desviaram bens e dinheiro do erário dos angolanos não são dignos de serem seus representantes". "Que haja verdadeira justiça, não havendo seletividade, perseguindo-se uns e protegendo-se outros", apela.

Defesa nos tribunais

João Pinto, deputado do MPLA, nega a existência de uma luta seletiva e espera que, com a retirada destas imunidades e suspensão de mandato, Manuel Rabelais possa defender-se em tribunal. 

"Devemos apelar a essa resolução, apelando sempre a que o colega se defenda e que use os mecanismos e as garantias fundamentais", observa.  

Angola CASA-CE l Vereidigung des neuen Präsidenten (DW/B. Ndomba)

Andé Mendes de Carvalho, CASA-CE, diz que suspenda do mandato tem cabimento.

A Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), também aprovou a resolução. André Mendes de Carvalho, deputado da CASA-CE, diz que a suspensão do mandado tem "cabimento, para que o senhor deputado possa esgrimir melhor os seus argumentos, ao nível do Tribunal Supremo sobre a matéria de que é acusado".

Inocente até prova em contrário

Durante o debate, os parlamentares lembraram que o deputado que perdeu as imunidades ainda goza de presunção de inocência. 

Nos próximos tempos, poderão ser aprovadas novas resoluções, uma vez que há no Parlamento angolano outras figuras do partido no poder também indiciadas em atos de corrupção.

Lucas Ngonda, deputado da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) diz ser urgente a adoção de uma "cultura de criar comissões parlamentares de inquérito". 

"Penso que a Assembleia Nacional faria melhor o seu trabalho. Os deputados fariam também melhor o seu trabalho. E as decisões seriam muito mais transparentes", justifica o deputado.

Este não é o primeiro caso em que um deputado do MPLA vê o mandato suspenso e as suas imunidades retiradas.  

Em 2008, o Parlamento angolano teve o mesmo procedimento com o deputado Mário Jorge Henriques Melo Xavier, também a pedido do tribunal supremo. Na altura, Melo Xavier estava a ser acusado de crime de agressão a três menores. 

fonte: DW África


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