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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Realiza-se esta quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023, em Yamoussoukr...

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Obama: "Clinton oferece esperança, Trump oferece medo".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Barack Obama discursa na convenção democrata
Barack Obama discursa na convenção democrata

"América é grande", diz Presidente em resposta ao candidato republicano numa noite de pesos pesados do Partido Democrata.
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ter entregue o "bastão" a Hillary Clinton que está pronta para ser a próxima inquilina da Casa Branca ao discursar na noite de quarta-feira, 26, na convenção do Partido Democrata.
"Nunca houve um homem ou mulher, nem eu, nem Bill, ninguém mais qualificado do que Hillary Clinton para servir como Presidente dos Estados Unidos", sublinhou Obama, muito aplaudido durante toda a sua intervenção na qual também mostrou o trabalho realizado pelo seu Governo.
Obama pediu aos democratas que permitam a Hillary terminar o trabalho que ele iniciou com a sua própria eleição há quase oito anos, num discurso que coroou a noite em que membros do partido usaram o palco para contrastar Hillary e Donadl Trump, o candidato conservador que os democratas consideram ser “uma ameaça aos valores americanos”.
"Nada realmente o prepara para as exigências do Sala Oval. Até você se sentar naquela mesa, não sabe como é gerir uma crise global ou enviar os jovens para a guerra. Mas Hillary esteve no sala: ela foi parte dessas decisões. (...) Mesmo no meio da crise, ela ouve as pessoas, mantém a calma e trata todos com respeito. E não importa quão desalentadoras sejam as probabilidades, não importa quanto tentem derrubá-la, ela nunca, nunca desiste", afirmou o Presidente que lembrou que ela e Hillary foram adversários antes da campanha para a eleição dele, em 2008, mas depois, “para surpresa até da minha equipa”, convidou a antiga primeira-dama para ser secretária de Estado.
Barack Obama discursa em Filadélfia
Barack Obama discursa em Filadélfia
"América é grande"
Obama enfatizou que a candidata democrata está preparada para ser a Comandante em Chefe das Forças Armadas e garante que Hillary “não irá descansar enquanto Estado Islâmico não for destruído”.
O último orador da terceira noite da convenção democrata também procurou contrastar como que chamou discurso “pessimista” sobre o futuro dos Estados Unidos, ao afirmar estar "mais optimista sobre o futuro dos EUA que nunca", e destacou o que considera avanços ocorridos durante o seu mandato, como a universalização da saúde com o Obamacare, a redução das tropas no exterior e o aumento da produção de energia sustentável.
O que ouvimos (na convenção republicana) foi uma visão profundamente pessimista de um país onde nos viramos uns contra os outros e damos as costas ao resto do mundo", reiterou Obama, garantindo, no entanto, haver “mais trabalho por fazer".
Joe Biden, Barack Obama eTim Kaine
Joe Biden, Barack Obama eTim Kaine
Obama afirmou que a convenção republicana da última semana não apresentou uma visão "republicana, nem conservadora" para a América.
Uma das frases mais fortes do discurso de Obama foi quando disse que, em contraste com a palavra de ordem da campanha de Trump, “a América é grande, a América é forte”.
Para o Presidente americano "Clinton oferece esperança, Trump oferece medo", reiterando que a América que conhece "não é pessimista".
"Peço-vos que façam por Hillary aquilo que fizeram por mim e rejeitem o cinismo e o medo".
"Esta não é uma eleição típica. Não é apenas uma escolha entre partidos ou políticas; os debates habituais entre esquerda e direita. Esta é uma escolha mais fundamental, sobre quem somos como povo, e se nós permanecemos fiéis a esta grande experiência americana de Governo ", reiterou o Presidente, antes de apelar ao voto e afirmar que os democratas levarão “Hillary à vitória neste Outono, porque é isso que o momento exige”.
Todos contra Trump
Quem também interveio foi o candidato a vice-presidente Tim Kaine que, além de mostrar o seu lado familiar, atacou o adversário Donald Trump, ao dizer que quem confiou nele sempre perdeu, desde empregados das suas empresas a estudantes da sua universidade.
O actual vice-presidente apontou também as suas baterias contra o candidato republicano e disse que Trump “não faz ideia do que torna a América grande, na verdade ele não faz ideia, ponto final”.
"Sua falta de empatia e compaixão pode ser resumida numa frase que eu suspeito que ele mais se orgulha de ter tornado famosa: ‘Você está demitido’”, disse Biden, em referência ao reality show televisivo “The Apprentice”, em que Trump demitia pessoas ao vivo.
Por seu lado, o milionário e antigo mayor (presidente de Câmara) de Nova Iorque, Michael Bloomberg, fez igualmente um discurso forte de apoio a Hillary Clinton, embora seja independente e ter dito que não apoia plataformas partidárias.
“É imperativo eleger Hillary”, disse o ex-republicano proque, segundoe ele, Trump é um "demagogo perigoso".
Barack Obama e Hillary Clinton na convenção democrata
Barack Obama e Hillary Clinton na convenção democrata
Ele disse que o país precisa de um "solucionador de problemas" e não um "atirador de bombas".
"Trump quer conduzir o país como conduz seus negócios, mas Deus nos ajude”, concluiu o empresário.
Refira-se que no final do discurso do Presidente Obama, a candidata democrata apareceu no palco para o abraçar e saudar os delegados.
Hoje, no último dia da convenção será a noite de Hillary Clinton na qual ela fará o discurso de aceitação da indicação do partido à Presidência dos Estados Unidos.
#VOA

Pão é alimento de luxo em Angola.

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O preço do pão não para de aumentar em Angola e a escassez de farinha de trigo no país está a pôr panificadoras em risco de falência. O pão tornou-se um alimento só para os mais ricos?
Pão já não é um alimento para todos em Angola
Nos dias que correm, nem todas as famílias podem contar com pão na mesa ao pequeno-almoço. O pão tornou-se um alimento de luxo para os angolanos.
Um pão pequeno, que antes custava 10 kwanzas (cerca de 0,5 euros), é agora vendido entre 30 e 50 kwanzas (entre 0,15 e 0,30 euros). Já o pão maior, que antes custava 30 kwanzas (cerca de 0,15 euros), chega agora aos 100 kwanzas (cerca de 0,54 euros).
São valores que pesam na carteira das famílias numerosas, que chegam a ter apenas uma ou duas refeições por dia devido às dificuldades financeiras.
Em conversa com a DW África, alguns luandenses reclamam do aumento desordenado do preço do pão – sobretudo numa altura em que outros produtos da cesta básica também não param de subir.
"Os nossos filhos estão habituados ao pão. Os meninos de outras províncias até podem aplaudir, mas os nossos filhos daqui de Luanda só querem o pão. Se lhes der o arroz que sobrou do jantar, eles negam”, conta Paula Nzuzi.
À beira da falência
Por causa da escassez de farinha de trigo, muitas padarias já não conseguem responder à procura. Há panificadoras prestes a entrar em falência.
Por causa da escassez de trigo, muitas padarias já não conseguem responder à procura
Angelina Inácio, proprietária de uma panificadora em Luanda, já não produz pães nem bolos há quase dois meses. Viu-se forçada a comprar pão a um preço muito alto no mercado informal, que agora revende.
"Estou a vender o pão a 35 kwanzas (cerca de 0,20 euros) mas tenho muita pena de quem vai comprar, porque eles acham o pão muito caro", explica Angelina, que diz não ter “como vender o pão mais barato".
Shekinah Abdul, da Eritreia, tem duas padarias nos municípios de Belas e do Cazenga, onde trabalham cerca de 50 angolanos. O empresário não poupa críticas aos armazéns e às vendedoras do mercado informal. E fala em "máfia" na compra de farinha de trigo.

"Não estamos a conseguir a farinha porque eles [só] dão oportunidades às senhoras dos mercados. E elas estão a vender muito caro”, afirma Abdul. O emprestário considera ainda que os armazéns devem "dar prioridade às padarias porque são as que alimentam as famílias".
Como combater especulação?
Zidane Mohamed, gerente de um armazém em Luanda, já tem essa política em andamento. "Estamos a dar prioridade às padarias e só aquelas que têm o imposto de 2016 regularizado”, explica, acrescentando que assim evita a especulação.
"Temos muito trigo no porto de Luanda que vai chegar para todos os que estão aqui. Mas quem não paga imposto não vai comprar", admite.
O pão também é um dos elementos na lista dos mais de 30 produtos com "preços vigiados" elaborada pelo Governo angolano. Mas, ainda assim, continua a ser muito caro.
O preço do pão poderá baixar no final de Agosto, segundo as previsões do presidente do conselho de administração do Entreposto Aduaneiro de Angola. Jofre Van-Dunem Júnior anunciou que, nessa altura, o país deverá receber uma quantidade de farinha que poderá reduzir a especulação.
#dw.de

PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU ORDENA VENDA DE MADEIRA CONFISCADA PELO GOVERNO DEMITIDO.

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O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, ordenou aos madeireiros do país que vendam a madeira que lhes tinha sido confiscada pelo Governo demitido, mas exortou-os a pagarem os impostos ao Estado.

Representantes dos madeireiros guineenses reuniram-se com José Mário Vaz, a quem foram pedir uma orientação sobre que destino a dar a madeira confiscada pelo anterior Governo, que ameaçava vender o produto em hasta pública. 

Mais de 100 mil toros de madeira tinham sido confiscados pelo Governo de Domingos Simões Pereira, uma situação considerada de injusta pelos madeireiros, que alegaram terem tido licenças passadas pelo Estado para o abate das árvores. 

O então Governo considerava que o corte das árvores tinha sido feito de forma ilegal, pelo que a madeira devia ser vendida e o dinheiro reverter para o Estado, ainda que os madeireiros tivessem direito a um certa quantia. 

Inconformados com a situação, os madeireiros foram ter com o Presidente guineense, que lhes ordenou que vendam, eles mesmos, a sua madeira, mas terão que pagar todos os impostos inerentes, exortou. 

"As árvores já foram cortadas, nada mais poderá fazer com que voltem a estar de pé, então, sendo assim o melhor é vendermos a madeira e pagar os impostos ao Estado", defendeu José Mário Vaz. 

Dados do Governo indicam que serão "muito mais" de que os 100 mil toros, a quantidade da madeira cortada que se encontra na floresta guineense. 

Lusa/Conosaba

ANTIGO MINISTRO DAS FINANÇAS DA GUINÉ-BISSAU OUVIDO NO MINISTÉRIO PÚBLICO.

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A Procuradoria-geral da República ouviu, esta quarta-feira, o antigo Ministro da Economia e das Finanças, Geraldo Martins. A audição enquadra-se no âmbito do processo de investigação sobre a compra da dívida dos operadores económicos nacionais junto de alguns bancos comerciais da Guiné-Bissau, através de uma política de resgate financeiro ao setor privado guineense, delineada pelos anteriores Governos do PAIGC.

Momentos depois da sessão deste primeiro interrogatório, que durou cerca de cinco horas, a advogada de Geraldo Martins disse que antigo Ministro da Economia e das Finanças, foi constituído suspeito sem qualquer acusação do crime.

Rute Monteiro garantiu, entretanto, que o seu constituinte, está tranquilo. “Ele está normal, tem consciência tranquila. Aliás, todos esclarecimentos dados vão no sentido de que não há nada. Não lhe foi imputado nenhum facto em concreto, suscetível de ser considerado crime”, refere a causídica.

Na próxima segunda-feira, o Ministro da Economia e das Finanças, Geraldo Martins, vai ser confrontado com responsáveis dos bancos sobre alguns pontos processuais.

Fonte do Ministério Publico avança ainda que, no âmbito do mesmo processo, os magistrados encarregues deste caso, deverão ainda, esta semana, ouvir o antigo Primeiro-ministro e Presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

Este é um assunto que tem dominado a agenda política, desde que este governo entrou em funções.

O atual executivo qualificara de criminoso e sujeito a um processo judicial, a decisão dos anteriores Governos, de comprar a dívida dos operadores económicos junto de alguns bancos comerciais. Medida que, também, o Fundo Monetário Internacional (FMI), nunca concordou, tendo, por isso, suspendido o programa com a Guiné-Bissau.

Lassana Cassamá
© e-Global/Conosaba

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Zimbabué : Robert Mugabe ameaça veteranos de guerra contestatários

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Na semana passada, a Associação de Veteranos da Guerra de Libertação do Zimbabué retirou o apoio ao Presidente nas próximas eleições. Robert Mugabe ameaça agora punir severamente os dissidentes.
O Presidente zimbabueano confirmou, esta quarta-feira (27.07), que estão em curso investigações para apurar os responsáveis do comunicado da semana passada, em que a Associação de Veteranos da Guerra de Libertação Nacional retirava o apoio a Mugabe e denunciava o agravamento das suas "tendências ditatoriais".
Os veteranos que lutaram na guerra de independência contra o Reino Unido são um dos principais pilares da União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-PF, na sigla em inglês), o partido de Mugabe, que está há 36 anos no poder.
Num discurso perante milhares de apoiantes junto à sede do ZANU-PF em Harare, o chefe de Estado, de 92 anos, prometeu agir com mão firme: "Queremos saber quem escreveu e publicou [o documento]. Se apanharmos os culpados, eles serão punidos severamente. A punição será dura."
Manifestação de apoio ao Presidente zimbabueano, em Harare, onde estiveram também muitos veteranos de guerra pró-Mugabe
"Não somos respeitados"
No comunicado divulgado a 21 de julho, a Associação de Veteranos da Guerra de Libertação Nacional considerava que "a liderança do partido ZANU-PF falhou na abordagem dos problemas económicos que assolam a nossa grande nação". Atualmente, o Executivo não consegue pagar aos funcionários; falta dinheiro nos bancos e a população tem de esperar horas para fazer levantamentos. Além disso, os preços dos alimentos dispararam devido à seca no país e a contestação aumentou.
Os veteranos queixavam-se de o Presidente não lhes dar ouvidos: "Não somos respeitados. O ódio que recebemos de quem está no poder é o mesmo ódio que os britânicos tinham contra nós. Qual é a diferença? Não vamos a lado nenhum. Nós somos a base do partido. Quem não nos entende do ponto de vista revolucionário deve sair", afirmou Douglas Mahiya, porta-voz do grupo de veteranos.
Esta quarta-feira, sete homens armados invadiram a casa de Mahiya. O incidente foi notificado à polícia. Poucas horas depois do discurso de Mugabe, o seu advogado, Charles Nyika, disse à agência de notícias France-Presse que as autoridades pretendiam interrogar o porta-voz da associação.
Protestos serão travados?
A oposição do grupo de veteranos de guerra "é histórica", comenta o analista político Pedzisai Ruhanya. "Mesmo fragmentada, não há fação mais unida que a Associação de Veteranos da Guerra de Libertação Nacional".
Além dos veteranos contestatários, Mugabe também ameaçou na quarta-feira os partidos da oposição, o clero, embaixadas estrangeiras e dissidentes durante o discurso na sede do ZANU-PF.
Analistas acreditam, no entanto, que as autoridades não conseguirão travar a revolta dos cidadãos, apesar do Presidente ter autorizado a polícia a prender qualquer pessoa que saia às ruas para protestar.
Robert Mugabe anunciou a intenção de se recandidatar à Presidência nas eleições marcadas para 2018.
#dw.de

Angola: Presidente do Tribunal Constitucional de Angola viola Constituição?

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Rui Ferreira está no cargo há oito anos. Mas a Constituição angolana prevê apenas um mandato de sete anos, não renovável. A sua permanência no cargo está a ser posta em causa.
O Presidente do Tribunal Constitucional está ou não a violar a Constituição? As opiniões divergem, consoante a interpretação da lei angolana.
Lindo Bernardo Tito, jurista e deputado da bancada parlamentar da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), não tem dúvidas: "A Constituição é clara. O limite temporal do exercício das funções dos juízes conselheiros do Tribunal Constitucional é de sete anos".
Lindo Bernardo Tito, deputado da CASA-CE, diz que o presidente do Tribunal Constitucional já devia ter deixado o cargo
Lindo Tito considera que o presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, já devia ter deixado o cargo há muito tempo. "Nós estamos para além dos sete [anos], quase dois anos, não há nada legalmente que justifique esta permanência".
Tanto a Lei Constitucional de 1992, em vigor na altura da nomeação de Rui Ferreira, como a Constituição da República de Angola, aprovada em 2010, prevêem a nomeação dos juízes conselheiros para um mandato de sete anos não renovável. Rui Ferreira foi designado para o cargo há oito anos.
Partido no poder não vê ilegalidade
Mas João Pinto, deputado na Assembleia Nacional pela bancada parlamentar do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder, não vê qualquer ilegalidade na permanência no Tribunal Constitucional deste e de outros juízes nomeados em 2008: "Não há nada de ilegal porque a Constituição nas normas transitórias consagra este princípio".
Deputado do MPLA, partido no poder, considera que "nada há de ilegal" com o cargo de Rui Ferreira
O deputado refere, por outro lado, que os juízes devem ser substituídos gradualmente. O jurista remete para o artigo 243º da Constituição da República de Angola e para o Regulamento do Tribunal Constitucional, que estabelecem o "princípio da nomeação diferida dos juízes conselheiros".
"É a Constituição e o próprio regulamento do Tribunal Constitucional que consagram a nomeação diferida dos juízes, ou seja, não se muda a totalidade dos juízes de um tribunal superior. Isto é, contando que o Tribunal Constitucional, os seus juízes foram constituídos em 2008, no quadro da Lei Constitucional de 1992, devemos entender que o mandato seria aquele", defende o deputado João Pinto.
Estado de direito em causa
Mas Lindo Bernardo Tito, da CASA-CE, discorda desta interpretação. "A Constituição não estabelece que a substituição deve ser feita paulatinamente, os juízes do Tribunal Constitucional estão a violar a Constituição que eles juraram e dizem estar a defender", acusa o parlamentar.
O Tribunal Constitucional é constituído por 11 juízes conselheiros, uns nomeados e eleitos em 2008, outros em 2012 e 2016. A DW África tentou contactar os juízes, sem sucesso.
O jornalista Alexandre Neto Solombe conclui que o estado democrático de direito em Angola está em causa. "O caso do juiz presidente do Tribunal Constitucional é apenas mais um dos exemplos que infelizmente colocam em causa a seriedade das instituições democráticas do nosso país. O estado de direito em Angola é permanentemente colocado à prova, mediante a verificação do respeito ou não das leis quer sejam constituicionais quer da legislação ordinária”, remata o jornalista angolano.
#dw.de

CUBA: Saberemos estar à altura deste novo desafio.

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Discurso proferido pelo segundo-secretário do Comitê Central do Partido e vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, José Ramón Machado Ventura, no ato central nacional pelo 63º aniversário do ataque aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, em Sancti Spíritus, em 26 de julho de 2016, “Ano 58º da Revolução”.


Photo: Estudio Revolución

(Versões Estenográficas – Conselho de Estado)
Companheiro general-de-exército Raúl Castro Ruz;
Combatentes da gesta de 26 de Julho e expedicionários do iate Granma;
Familiares dos que morreram;
Compatriotas e amigos de outras latitudes aqui presentes;
Moradores de Sancti Spíritus,
COM a certeza de expressar o sentir de nosso povo e de milhões de amigos de Cuba ao longo do mundo, eu começo estas palavras transmitindo, em nome de todos e em uma data de significado tão especial, a mais calorosa felicitação ao companheiro Fidel Castro Ruz, líder histórico da Revolução, por seu (já) próximo 90º aniversário natalício.
E algo ainda mais importante: ratificar-lhe o compromisso de continuar sendo fiéis às ideias pelas quais ele lutou ao longo de sua vida e de manter sempre vivos o espírito de resistência, a combatividade, o pensamento dialético e a fé na vitória que ele soube nos incutir, em primeiro lugar, com seu exemplo (Aplausos).
Preparando-me para esta intervenção, estudei novamente o discurso proferido por ele nesta cidade, em 26 de julho de 1986.
Como é lógico, dedicou parte de suas palavras às tarefas que o país estava acometendo naquele momento, em meio a grandes perigos, inclusive a ameaça de agressão militar direta. Eram circunstâncias sumamente complexas, embora muito diferentes das atuais, sobretudo, no cenário internacional. Contudo, parece que foram ditos hoje os conceitos essenciais expressos naquele dia, as ideias e orientações acerca de como fazer melhor as coisas. Naquela ocasião ele nos alertou e cito: “Não vale a pena avançar se não se consolida o que se fez”.
A seguir assinalou: “…não fomos capazes de ressaltar e de incutir que o primeiro dever do revolucionário é o trabalho (…) só do trabalho vai sair a riqueza”. E concluiu afirmando: “Um povo que é capaz de vencer seus próprios defeitos, seus próprios erros; um povo que não tem medo de nada, um povo que não se submete perante nada nem perante ninguém é e será sempre um povo invencível” (Aplausos).
A vigência dessas ideias não é um fato fortuito nem é algo extraordinário. É consequência lógica de uma Revolução que agiu invariavelmente na base dos princípios, e que leva para a frente um povo que desde 1959 luta por atingir os mesmos objetivos, sob o guia de seus líderes históricos
Como em toda obra humana, cometemos erros nestes mais de 57 anos, mas nosso povo foi capaz de retificá-los e de vencer cada obstáculo, entre outras razões, porque logo compreendeu que uma transformação social profunda não se limita a desfrutar dos direitos conquistados, envolve deveres que impõem muitos esforços, sacrifícios e perigos, não em busca de quimeras, senão com os pés na terra e lutando cotidianamente por tornar realidade cada avanço que permitam as circunstâncias. Não é casual que a magistral definição do companheiro Fidel comece expressando: “Revolução é sentido do momento histórico; é mudar tudo aquilo que deve ser mudado…”.
Com essa clara consciência empreendemos a atualização de nosso modelo econômico e social, caracterizado desde seus inícios, pela mais ampla, democrática e real participação cidadã, em uma escala e profundidade inimagináveis, em países que se autoproclamam paradigmas da democracia.
Como lembramos, praticamente todo o povo tomou parte ativa no processo realizado há mais de cinco anos, e que hoje tem continuidade na análise, por parte de centenas de milhares de militantes do Partido, da UJC e representantes de todos os setores da sociedade, dos documentos que por seu alcance estratégico e especial transcendência para o futuro do país, concordou submeter a consulta o 7º Congresso do Partido, antes de sua aprovação definitiva pelo Comitê Central, no próximo mês de dezembro.
Nas 22.241 reuniões realizadas desde meados de junho, quando começou o processo que se alongará até setembro, participaram 704.643 compatriotas que realizaram 359.648 intervenções, inclusive 95.482 propostas dirigidas, quase sem exceção, a enriquecer e a tornar mais precisos estes documentos. São dados que demonstram a compreensão que existe acerca da importância deste debate.
Como ratificou o primeiro-secretário de nosso Partido, serão introduzidas quantas mudanças sejam necessárias e ao ritmo que determinarmos. Sem exceção, são dirigidas a consolidar nosso socialismo, a torná-lo mais próspero e sustentável. Cada uma será fruto da decisão soberana dos cubanos; nenhuma, nem a mais mínima, obedecerá a pressões externas, boa parte delas com o propósito, escondido ou aberto, de desmontar a obra revolucionária.
O discurso proferido pelo companheiro Fidel nesta cidade, há 30 anos, em singelas palavras, resume como era antes de 1959 a vida dos habitantes do território que hoje forma a província, quando aqui, tal como em todo o país, predominava o desemprego, a pobreza, a falta de escolas e de atendimento médico.
Só mencionarei um dado: o índice de mortalidade infantil: mais de 60 em cada mil nascidos vivos, segundo cálculos muito otimistas, pois não existiam estatísticas confiáveis e pode que realmente superasse os 100. No ano passado, na província esse indicador foi de 4,2, à altura de países de grande desenvolvimento econômico (Aplausos).
Algo mais, nas zonas incluídas no Plano Turquino, ou seja, nas montanhas, a mortalidade infantil é zero (Aplausos). Não é difícil imaginar os números arrepiadores que atingiria na década de 1950, quando centenas de crianças morriam de doenças curáveis, por falta de medicamentos que podiam custar, inclusive, uns poucos pesos, mas que eram inatingíveis para muitos camponeses.
São números e fatos que chamam à reflexão e permitem valorizar o quanto tem avançado nosso povo desde então. Não podemos esquecer que para tornar realidade oportunidades, direitos e possibilidades que hoje se percebem como algo normal e até alguns pensam que caíram do céu; foi preciso que corressem rios de suor e, inclusive, muito sangue.
Naquele dia, Fidel reconheceu os importantes avanços da então jovem província de Sancti Spíritus no setor econômico, na educação e na saúde. Como é conhecido, poucos anos depois veio a etapa mais difícil do Período Especial e houve que abrir mão, temporariamente, de boa parte daquelas conquistas. Hoje estão recuperadas praticamente todas, algumas correspondiam àquele momento histórico e não seria racional restabelecê-las. Em troca, outras — que não são poucas — estão em uma fase quantitativa e qualitativamente superior às daqueles anos. Isso é mostra do espírito de batalha que tem caracterizado sempre os cidadãos de Sancti Spíritus, filhos de uma região de Cuba com particular destaque na história pátria (Aplausos).
Sancti Spíritus teve especial significação para o major-general Máximo Gómez. Aqui ele desenvolveu, entre janeiro de 1897 e abril de 1898, a Campanha de La Reforma, quando comandando quatro mil mambises, conseguiu imobilizar e causar enormes baixas a um contingente de 50 mil soldados espanhóis. Escolheu como palco principal de operações essas planícies que conhecia muito bem desde a Guerra dos Dez Anos e onde, em 1876, nasceu na mata seu filho Panchito, símbolo do patriotismo, a fidelidade e o valor da juventude cubana.
Aqui um grupo de mambises, liderados pelo coronel Ramón Leocadio Bonachea, continuou combatendo mais de um ano depois do Pacto de Zanjón e quando foi impossível continuar a luta, a 22 quilômetros desta cidade, na estação ferroviária de Jarao, deixou constância escrita de que não aceitava nenhum pacto.
Aquela histórica ata foi assinada, também, por outro grande filho desta terra: Serafín Sánchez Valdivia, quem participou das três guerras pela independência e chegou atingir a patente de major-general do Exército Libertador. Ao sentir que tinha sido alvejado por um projétil inimigo, suas palavras foram: “¡Têm-me matado, não importa, que continue a marcha!”, e elas constituem legado e símbolo de atitude firme perante os inimigos da pátria (Aplausos).
Essa é a estirpe gloriosa de nosso povo, dos combatentes do Exército Rebelde e da luta clandestina; dos milicianos de Girón e da luta contra os bandidos; dos combatentes e colaboradores internacionalistas; dos milhões de cubanos de todas as idades que enfrentam os desafios do presente.
Companheiras e companheiros:
O trabalho organizado e constante, sem perder tempo em fanfarrices, permitiram à província merecer a sede deste ato. É um reconhecimento ao trabalho de seus dirigentes, de suas estruturas de direção e, em primeiro lugar, de seu povo: ao esforço diário e consciente de cada trabalhador e trabalhadora, demonstração verdadeira de seu firme respaldo à Revolução (Aplausos).
Sancti Spíritus conseguiu nos últimos anos um avanço fluido nos principais indicadores econômicos e sociais; destaque, entre outros, pelo paulatino impulso, sobre bases sólidas, para a produção agropecuária. Por exemplo, é constante o crescimento da produção de leite, inclusive acima dos planos previstos; a província foi baluarte nesse importante setor e, afortunadamente mostra um renascimento. No resto das produções, como norma, os planos são cumpridos e inclusive alguns, como o arroz, apesar dos ajustes que foi preciso fazer por causa da seca.
Não obstante, e bom esclarecer que cumprir o plano não é sinônimo de satisfazer as necessidades do país ou de ter atingido as potencialidades existentes, das que em muitos casos ainda estamos longe. Conseguir isso requererá de trabalhar um dia após o outro com a consagração e inteligência que exige este decisivo front.
Sancti Spíritus destaca, igualmente, pelo reiterado cumprimento dos planos de produção de açúcar, algo que desafortunadamente não abunda no país nos últimos anos e ainda menos na última safra, onde só outra província, a vizinha Ciego de Ávila, conseguiu esse resultado (Aplausos), embora vocês saibam que neste setor também existem reservas de eficiência.
Algo muito importante: em 2015 conseguiu-se cumprir e atingir um volume extra no plano de exportações, da ordem dos 277,9 milhões de pesos, o maior nível histórico da província.
No setor subsidiado reduzem-se as despesas e se cumpre o das receitas, o que permite atingir um superávit que em 2015 ultrapassou os 127 milhões de pesos.
O turismo, setor de grande importância também, mostra avanços, particularmente no município de Trinidad, graças ao contributo integrado de todos os setores. Também, a cidade de Sancti Spíritus tem potencialidades que deverá continuar desenvolvendo por sua beleza e valores patrimoniais, ao ser uma das primeiras vilas fundadas em Cuba, há 500 anos. Igualmente, existem potencialidades em outras zonas da província, sobretudo para o turismo de natureza.
A recuperação urbanística contribui para esses propósitos e, sobretudo, para melhorar a qualidade de vida do povo, junto aos avanços na educação, a saúde, a cultura e em geral na esfera social, cuja consolidação e desenvolvimento dependerão dos resultados que sejam atingidos na economia.
Eu transmito, em nome de Partido, o Governo e de todos os cubanos, uma merecida felicitação ao povo de Sancti Spíritus por esta demonstração de que pode ser vencida qualquer barreira quando se trabalha com responsabilidade e consagração (Aplausos). Especialmente ao companheiro José Ramón Montegaudo Ruiz, por sua entrega no cumprimento do dever e, sobretudo, por ter sabido encaminhar o caudal de criatividade e energias dos moradores de Sancti Spíritus (Aplausos).
É justo e merecido reconhecer os avanços; porém, muito mais importante é ter bem identificados os problemas e as deficiências por resolver, especialmente no setor da economia. Conhecer onde existem potencialidades ainda sem explorar, em qual atividade é possível poupar e elevar a eficiência, quanto mais pode ser produzido ou melhorado um serviço, sobretudo, se isso permite obter receitas para o país, bem seja por exportação ou por substituição de importações.
Concentrar no setor econômico os esforços com a organização, a ordem e a disciplina que devem existir sempre, mas muito mais em meio de circunstâncias complexas como as atuais, nas quais ao bloqueio econômico — que permanece intato, embora alguns pensem o contrário — se acrescentam outras dificuldades derivadas da situação internacional, que está fora de nosso alcance resolver.  
Não me vou estender nestes assuntos. Nós todos escutamos as palavras do presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, ao encerrar, em 8 de julho passado, a sessão ordinária da Assembleia Nacional do Poder Popular. Nelas se resumem os desafios que temos por diante e nos dão a bússola de como enfrentá-los e vencê-los.
Como expressou o companheiro Raúl, e citou:
“Perante as dificuldades e ameaças não há espaço para as improvisações e muito menos para o derrotismo. De uma situação conjuntural como a que enfrentamos se sai vitorioso, agindo com muita energia, equanimidade, racionalidade e sensibilidade política, continuar estreitando a coordenação entre o Partido e o Governo e, sobretudo, com muito otimismo e segurança no presente e o futuro da Revolução”. Até aqui suas palavras (Aplausos).
Compatriotas:
Demonstremos cada dia, em cada local de trabalho e com fatos concretos, que saberemos estar à altura deste novo desafio, tal como o fez a Geração do Centenário, naquele dia 26 de julho de 1953, e como têm feito muitas cubanas e cubanos, ao longo da exemplar história de lutas e de vitórias da pátria.
Glória eterna para nossos heróis e mártires! (Exclamações de: “Glória!”)
Viva Fidel! (Exclamações de: “Viva”!)
Viva Raúl! (Exclamações de: “Viva”!)
Viva Cuba livre! (Exclamações de: “Viva”!)
Venceremos! (Exclamações de: “Venceremos”!)
(Ovação)
#granma.cu

«FOTOS» ONTEM, EM BISSAU, PRESIDENTE DA REPÚBLICA RECEBEU EM AUDIÊNCIA, DELEGAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Recebeu ontem em audiência, uma delegação das Nações Unidas em visita à Guiné-Bissau. A comitiva é chefiada pelo Adjunto do Secretário-Geral da ONU para os Assuntos Políticos, Senhor Jeffrey Feltman.


Guiné-Bissau mantém – e vai continuar a manter – óptimas relações com o sistema das Nações Unidas.


#conosaba

CABO VERDE: DR. JORGE CARLOS FONSECA, PRESIDENTE CABO-VERDIANO ANUNCIA CANDIDATURA A SEGUNDO MANDATO.

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O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, anunciou hoje a sua recandidatura quando falta uma semana para o fim do prazo de formalização de candidaturas às eleições presidenciais de 02 de outubro.

O anúncio foi feito ao final da tarde de hoje, na cidade de Praia, à margem do lançamento do quinto volume do livro "Magistratura de Influência", que reúne discursos e intervenções de Jorge Carlos Fonseca enquanto Chefe de Estado e assinala o fim do primeiro mandato presidencial de cinco anos.

Na altura, Jorge Carlos Fonseca anunciou também a suspensão de funções como chefe de Estado.

A reeleição de Jorge Carlos Fonseca, que em 2011 ganhou a eleição presidencial com o apoio do então maior partido da oposição e atual força no governo Movimento para a Democracia (MpD), é dada como certa pela generalidade das sondagens divulgadas, não sendo até ao momento conhecido qualquer candidato da área do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), na oposição desde as legislativas de março deste ano.

Nas últimas eleições presidenciais, na segunda volta, Jorge Carlos Fonseca obteve 55,13 por cento dos votos, derrotando Manuel Inocêncio Sousa (PAICV), e substitui Pedro Pires, que cumpriu dois mandatos na chefia do Estado.

As eleições para a Presidência da República, marcadas para 02 de outubro, fecham o ciclo de três eleições este ano em Cabo Verde, depois das legislativas de 20 de março e das autárquicas marcadas para 04 de setembro.

De acordo com o calendário eleitoral divulgado pela Comissão Nacional de Eleições, as candidaturas devem ser entregues até 03 de agosto, no Tribunal Constitucional.

A campanha eleitoral decorre entre 15 e 30 de setembro.

#conosaba

quarta-feira, 27 de julho de 2016

PR MOÇAMBICANO EXONERA VICE-CHEFE DO ESTADO-MAIOR DAS FORÇAS ARMADAS.

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O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, exonerou hoje o vice-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Olímpio Cambona, oriundo da Renamo, principal partido de oposição, indica um comunicado da Presidência da República. A nota de imprensa não indica as razões da exoneração nem o sucessor de Olímpio Cambona. Com a patente de tenente-general, Cambona ocupava o cargo mais alto entre os oficiais que a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) indicou para integrarem as FADM, criadas no âmbito do acordo geral de paz de 1992, por efetivos da antiga guerrilha do principal partido de oposição e por membros das Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM), o exército do Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo). 


A Renamo tem acusado o executivo da Frelimo de marginalizar os oficiais oriundos da oposição, favorecendo oficiais ligados ao partido no poder.


A despartidarização das Forças de Defesa e Segurança moçambicanas é um dos pontos da agenda de negociações que o Governo moçambicano e a Renamo estão a manter para o fim da crise política e militar no país.

As negociações estão interrompidas desde o fim de semana por proposta dos mediadores internacionais, que pediram tempo para consultas às lideranças do Governo e da Renamo em torno da exigência do principal partido de oposição de governar nas seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.

Lusa com Conosaba

PAIGC CONVIDA PRIMEIRO-MINISTRO A APRESENTAR SEU PRÓPRIO PROGRAMA DE GOVERNAÇÃO.

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PAIGC CONVIDA PRIMEIRO-MINISTRO A APRESENTAR SEU PRÓPRIO PROGRAMA DE GOVERNAÇÃO



O PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau, mas arredado do poder, exortou hoje o atual primeiro-ministro, Baciro Djá, a apresentar ao Parlamento "o seu próprio programa" de governação antes do dia 02 de agosto.

A exortação foi hoje feita por João Seidiba Sani, vice-líder do grupo parlamentar do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), à margem de uma conferência de imprensa que o partido promoveu para reagir ao posicionamento dos deputados que apoiam o Governo.

De acordo com Seidiba Sani, o programa do Governo apresentado por Baciro Djá ao Parlamento, para uma eventual discussão e aprovação, "é uma propriedade exclusiva" do PAIGC pelo que o primeiro-ministro "tem até dia 02 para apresentar o seu próprio programa" de governação.

O programa em questão é o denominado Plano Estratégico Operacional (PEO), 'Terra Ranka', com o qual o PAIGC projeta levar a Guiné-Bissau ao desenvolvimento até 2025, contando com os apoios financeiros da comunidade internacional.

O líder do PAIGC, o ex-primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, lembrou que foi com este plano que o seu Governo obteve a promessa de apoios financeiros de cerca de mil milhões de euros da comunidade internacional numa mesa redonda em Bruxelas em marco de 2014.

O atual primeiro-ministro, Baciro Djá, um dos 15 deputados dissidentes do PAIGC, defende que o 'Terra Ranka' "é uma propriedade de todos os guineenses" e não de uma formação politica e que ele próprio participou na sua elaboração na altura enquanto membro do Governo de Domingos Simões Pereira.

A bancada parlamentar do PAIGC disse que requereu, desde o dia 20 deste mês, junto da direção do Parlamento, que o programa 'Terra Ranka' fosse retirado da agenda das discussões e que na quinta-feira vai votar, na comissão permanente, para que assim seja.

É ao nível da comissão permanente que são agendados os assuntos que devem ser abordados em sessão plenária do Parlamento guineense.

O órgão é composto por 15 elementos, entre os quais nove do PAIGC e seis do Partido da Renovação Social (PRS).

Lusa/Conosaba

«ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GUINEENSE» "FALTA DE PROMOÇÃO NA CARREIRA ORIGINA INEFICIÊNCIA E CORRUPÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS", DIZ ADVOGADO BACARI BIAI.

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«ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GUINEENSE» "FALTA DE PROMOÇÃO NA CARREIRA ORIGINA INEFICIÊNCIA E CORRUPÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS", DIZ ADVOGADO BACARI BIAI

Bissau, 26 Jul 16 (ANG) – O advogado do Estado, Bacari Biai considera que a falta de progressão na carreira através da avaliação do desempenho dos funcionários públicos , de acordo com o mérito e competência, está na origem da ineficácia, desleixo, improdutividade, desorganização e a corrupção no aparelho de Estado.

Em entrevista à revista “No Administracon” publicada na sua última edição, Bacari Biai que é igualmente funcionário público discorda com as justificações dadas pela Direcção-Geral da Função Publica, segundo as quais, os funcionários que não foram promovidos nos termos da lei, não devem se preocupar, porque ao aproximarem-se da idade de reforma terão as suas promoções. 

“O que está a acontecer é uma injustiça e viola de uma forma grosseira os direitos fundamentais dos funcionários, uma vez que Estatuto do Pessoal da Administração Pública (EPAP), diz que, de três em três anos, deve haver promoção mediante a avaliação do desempenho com resultados positivos” lembrou.

Bacari Biai considerou ainda de absurdo e incompreensível que os funcionários permaneçam estagnados durante 10, 20 ou 30 anos no mesmo nível e que essa demora seja justificada com os trabalhos da reforma em curso. 

Pergunta quem irá restituir as regalias e os direitos que o trabalhador devia ter durante o tempo em que não estava a ser promovido.

“Por isso, enquanto advogado de Estado estou muito preocupado com o incumprimento deste dispositivo legal. Se os funcionários um dia optarem por processar judicialmente o Estado, serei chamado a defender apenas a legalidade, e para evitar que isso aconteça, o Estado deve agir para que sejam respeitados os direitos fundamentais dos cidadãos “disse.

O advogado de Estado salientou que quando não se verifica progressão na carreira mediante a avaliação de desempenho e as pessoas não são promovidas de acordo com o mérito e competência, dá-se lugar a desmotivação e desorganização total, “o que está a acontecer actualmente na Administração Pública da Guiné-Bissau”.

Referiu que tudo isso leva a ineficiência, desleixo, improdutividade e que os servidores públicos estão a ser empurrados para a prática de corrupção na tentativa da busca da sua própria sobrevivência.

“Penso que chegou a altura de mudarmos o rumo dos acontecimentos, cumprindo com as leis, zelar pela sua aplicação para o bem dos funcionários, para o bem da Administração Pública e do próprio Estado” recomendou Bacari Biai. 

Nô Administraçon (A Nossa Administração) é uma revista de distribuição gratuita do Ministério da Função Pública, Trabalho e Segurança Social . 

ANG/MSC/SG/Conosaba

«CIMEIRA CHINA/ÁFRICA» GUINÉ-BISSAU LEVA PROJECTOS DE HABITAÇÃO E INFRAESTRUTURAS RODOVIÁRIAS.

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Bissau, 26 Jul 16 (ANG) - O ministro das Obras Públicas Construções e Urbanismo vai chefiar a delegação da Guiné-Bissau que participa na Cimeira China-África à decorrer no final do corrente mês, em Pequin, Republica Popular da China.

Em declarações à imprensa, Malam Banjai disse que o país vai levar para a China projectos rentáveis nos sectores da habitação e infraestruturas rodoviárias.

Segundo o governante, na reunião de Pequin proceder-se-á ao balanço da implementação das acções estabelecidas na Cimeira China/África realizada em Dezembro do ano passado, na África do Sul.

Aquele responsável destacou os sectores de habitação social e infraestruturas rodoviárias entre outros projectos que o país irá apresentar na Cimeira, tendo assegurado que a relação entre a Guiné-Bissau e a China é um contributo fundamental e inevitável.

A delegação da Guiné-Bissau, parte está terça-feira para cidade de Pequin e será composta pelo Director Geral da Política Externa, Marcelino Pedro de Almeida, e o Director do Programa do Investimento Público, Lino Sá.

A Cimeira China/África marcado para o final do mês em curso, acontece numa na altura em que o Governo Chinês já disponibilizou 63 mil milhões de euros para países africanos, contribuição que será desbloqueada mediante apresentação de projectos concretos.

ANG/MSC-SG/Conosaba

TRAFICANTE DE ARMAS POLACO UTILIZAVA PASSAPORTE DIPLOMÁTICO DA GUINÉ-BISSAU.

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A Polícia Nacional espanhola, em colaboração com a Europol, deteve na cidade turística espanhola de Ibiza o chefe de uma rede internacional de tráfico de armas. No momento da detenção, o ex militar polaco multimilionário, possuía um passaporte diplomático da Guiné-Bissau e alegou ser cônsul deste país, sugerindo que beneficiava de imunidade diplomática.

Segundo as informações que tivemos acesso junto das autoridades a rede desmantelada vendia armas de guerra a países em conflito, tais como o Sudão de Sul ao qual foram vendidas 200 mil Kalashnikok AK-47, lança-mísseis e tanques militares. Nas suas operações a organização criminosa terá supostamente utilizado o avião presidencial gambiano.

O ex militar polaco e chefe da rede de tráfico terá adquirido o documento diplomático da Guiné-Bissau durante o período do governo de transição resultante do golpe de 12 de Abril que derrubou o executivo deCarlos Gomes Júnior.

As investigações revelaram que a rede de tráfico de armas dispunha de antenas em vários países europeus nomeadamente em França, Alemanha, Bélgica e Holanda.

Braima Camara
© e-Global/Conosaba

terça-feira, 26 de julho de 2016

ONU APOIA PLANO ESTRATÉGICO PARA DESENVOLVER EDUCAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU.

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                                               Cristina Brugiolo. Foto: Rádio ONU/Amatijane Candé


Intervenientes e parceiros trabalham para executar metas do setor em três anos; Unicef e Unesco apoiam iniciativa; ateliê identificou prioridades do setor no país.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, e o governo guineense trabalham num plano estratégico de desenvolvimento do setor educativo.

A iniciativa, com apoio da Parceria Mundial para a Educação, PME, foi o foco do ateliê sobre a finalização da política setorial e elaboração do plano de ação trienal, realizado pelo Ministério da Educação.

Prioridades

Em entrevista à Rádio ONU, em Bissau, a vice-representante do Unicef na Guiné-Bissau, Cristina Brugiolo, disse que o ateliê permitiu identificar prioridades e atividades para o período.

"A aprendizagem precoce antes do arranque da escola primária. Há um enfoque na escola primária em assegurar que todas as crianças do país acabem a escola primária nos primeiros seis anos, o EB1 e o EB2. Há um outro investimento no secundário, ou seja, o EB3."

O objetivo das ações é dotar o país de um plano estratégico de desenvolvimento do setor da educação de 10 anos.

Parceiros de desenvolvimento e técnicos do ministério da Educação já trabalham para executar o plano dos próximos três anos.

Compromissos

A entrevistada ressaltou a importância das prioridades identificadas no desenvolvimento do setor e na planificação de apoios ao governo pelos parceiros e falou dos compromissos entre estes e o governo no desenvolvimento da pequena infância.

Brugiolo disse que as partes envolvidas devem procurar formas e estratégias para recuperar as crianças que estão fora do sistema de ensino e inseri-las no sistema, formal ou não, mas com equivalência ao ensino formal.

Progressos

A representante disse que os objetivos do ateliê foram alcançados no que marca o culminar dos trabalhos desenvolvidos num ano e meio. Ela considerou que o momento é essencial para o desenvolvimento do setor.

"O ministério está a identificar as prioridades, está a traçar as metas e identificar como chegar até aquelas metas e é um documento essencial para todos os parceiros porque vão basear as suas atividades, intervenções e fundos consoante com este plano do governo".

Técnicos ligados ao Ministério da Educação, diretores-gerais e regionais da instituição, pessoal da Unicef e Unesco, técnicos do Instituto Nacional do Desenvolvimento da Educação e membros do grupo local de educação participaram do ateliê.

Amatijane Candé de Bissau para a Rádio ONU com Conosaba do Porto

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