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sábado, 30 de março de 2013

Visita aos EUA: Macky Sall porta-voz da África em Washington.

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Durante sua visita oficial aos Estados Unidos, o presidente Macky Sall ficou em linha com o seu homólogo americano, Barack Obama sobre a questão do desenvolvimento em África. Mandatado pelos seus pares africanos como presidente da Comissão de Coordenação do NEPAD, ele foi o porta-voz do continente durante as várias reuniões que ele teve ontem, sem nenhum custo, no Instituto da Paz dos EUA, no Millennium Challenge Corporation (MCC) e no famoso Instituto think tank Brookings.

WASHINGTON, DC (Estados Unidos) - Perante os seus convidados, o presidente Macky Sall trouxe a advocacia para a África lidar com parceiro respeitado e envolvido em uma cooperação ganha-ganha. O Chefe de Estado considera que a política da mão estendida agora está desaparecida. Segundo ele, a África precisa assegurar uma competitividade real da sua economia através da qualidade de infra-estrutura e controle de custos de energia, para impulsionar o crescimento econômico inclusivo e do desenvolvimento sustentável. Na sede do Millennium Challenge Corporation (MCC), onde foi recebido juntamente com os seus homólogos de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, e do Malawi, Joyce Banda, Presidente Macky Sall, disse que a África precisa de mais de restaurar a competitividade para assegurar e impulsionar a dinâmica de crescimento irreversível. Atualmente, os países elegíveis ao MCC, incluindo Senegal, o problema crucial é a lentidão dos processos.
O presidente Barack Obama, durante sua reunião anteontem com quatro líderes africanos na Casa Branca, tinha sublinhado que nenhum continente tem a potencial vantagem importante e tão grande como a África. No entanto, essas oportunidades podem surgir e aumentar o crescimento da criação de riqueza e emprego, se muitas restrições não forem levantadas.

Promover centros económicos regionais

A iniciativa americana lançada para acompanhar os países africanos que satisfazem determinados critérios de boa governação, Estado de direito, crescimento, etc., O MCC ainda não atingiu o nível de desempenho esperado pelos países beneficiários devido a atrasos na execução de procedimentos e desembolso. Presidente Macky Sall perguntou ao Obama se os líderes do MCC aliviarão estes procedimentos para responder a tempo as expectativas dos beneficiários dos projectos incluídos no financiamento.
No caso do Senegal, MCC, através do Millennium Challenge Account (MCA), visa reduzir a pobreza através da aceleração do crescimento do país. Assim, o investimento do MCC, através do programa compacto contribuirá, de forma significativa para o crescimento nacional, enquanto ajuda a melhorar a segurança alimentar.

Crescimento económico sustentável

Liderados por Ibrahima Dia, que está na delegação do Senegal, incluindo os Ministros da Economia e Finanças, Amadou Kane, o de Negócio Estrangero, Mankeur Ndiaye, o do Departamento de Justiça, o procurador-geral, Aminata Touré, e de Minas e Energia, Aly Ndiaye Ngouille, a MCA tem dois projetos que visam promover centros económicos regionais.

O primeiro envolve a reabilitação de estradas em áreas rurais em Richard Toll e Casamance, em particular, e visa criar "uma infra-estrutura vital para descongestionar a economia regional." A segunda parte de um projeto de MCA é irrigação e gestão de recursos hídricos e tem como objetivo "atualizar e melhorar a qualidade do sistema de irrigação no Senegal, o rio delta e do Podor", a fim de irrigar até 36 mil hectares de terra para aumentar a terra agrícola no Delta e 440 hectares de terra irrigada para o recém-Podor.

Compreende-se melhor, dadas as apostas e o impacto esperado destes projectos, a força do argumento de que o Presidente Macky Sall, além dos problemas processuais que enfrenta no Senegal, tem sido o advogado da África perante o Chefe do Executivo dos Estados Unidos e as outras instituições que os receberam ontem. No Instituto Americano da Paz, lembrou da tradição democrática bem estabelecida no Senegal, trabalhando para consolidar essa situação e mantê-lo com ciúmes. No Instituto Brooking, seu discurso de advocacia não mudaram. O Chefe de Estado foi portador de uma mensagem de confiança e que faz sentir que a África precisa apenas  de estar juntos como um parceiro respeitado a desempenhar um papel pleno na condução de um crescimento económico sustentável, a criação de riqueza e emprego.

Do nosso correspondente especial Cheikh Thiam

fonte: lesoleil.sn




A África perdeu mais um gênio - Chinua Achebe 1930-2013: o escritor que tinha medo de ficar sem história.

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Um dos pais da literatura africana moderna e autor do romance Quando Tudo se Desmorona, morreu aos 82 anos. Escreveu em inglês, mas com uma babel na cabeça. A das palavras que se dizem na transmissão oral das coisas num país de 250 etnias e onde se falam 500 línguas.

Em Portugal, estão editados Quando Tudo se DesmoronaA Flecha de Deus e Um Homem Popular REUTERS/MIKE HUTCHINGS/FILES

“Receio que esta triste notícia tenha sido confirmada”, declarou Mari Yamazaki, porta-voz das edições Penguin em Londres, num email enviado à France Presse, que não dá mais informações sobre o sucedido. Segundo os media nigerianos, o escritor morreu nos EUA, num hospital de Boston (Massachusetts).Chinua Achebe levou para os seus livros as 500 falas do seu país e com elas contou o colonialismo europeu como nunca antes fora contado. Morreu aos 82 anos, sem Nobel, mas com seguidores que continua a pôr a Nigéria em destaque na geografia da literaturaEscreveu em inglês, mas com uma babel na cabeça. A das palavras que se dizem na transmissão oral das coisas num país de 250 etnias e onde se falam 500 línguas. Ele era o sábio passador de experiências, o que dá nome às coisas e ao mesmo tempo é capaz de as traduzir para prosa, construindo narrativas sobre uma identidade em mudança e dando a cada leitor a ilusão de estar entre os que se sentam à volta da tal grande árvore a ouvir o sábio. A carreira literária e ficcional deste homem natural de Ojidi, sudeste da Nigéria, onde nasceu em 1930 tem como base um contágio civilizacional onde é difícil falar de inocentes – sempre foi um crítico de corruptos e de quem se deixava corromper – mas onde o Ocidente e a literatura que a Europa ia produzindo sobre África ao longo do século XX não saem bem na fotografia. Quando se fala de Chinua Achebe fala-se de um dos mais lúcidos narradores do colonialismo europeu em África e, depois da descolonização, um homem pouco desejado não apenas durante a Guerra Civil, como pelo regime ditatorial que se seguiu e que colou a Nigéria a uma das mais trágicas nações africanas da História recente.Exilado, primeiro em Inglaterra e mais tarde nos EUA, continuou a escrever e a falar sobre a corrupção e a violência no continente africano. Chinua Achebe, o escritor que gostava de Yeats e de T. S. Eliot e que morreu em Boston, não se limitava a contemplar a paisagem à sobra da tal árvore. Foi o intermediário dessa paisagem em transformação, inaugurando um estilo que haveria de ser seguido por muitos autores africanos que, como ele, ou a partir dele, foram capazes de fazer a síntese entre um continente oral que tenta sobreviver com mais ou menos prejuízo da sua identidade, e um mundo comandado pela palavra escrita. Era assim em 1958, ano da sua estreia literária.  Antes, desde o início, foram as histórias contadas em casa. Não lidas, mas ditadas pela memória. E quando pensava em histórias era assim que as via. Sons com um sentido quase mítico como nos livros que haveria de escrever mais tarde, depois do inglês se ter sobreposto na sua vida às falas do seu país. O pai, evangélico, era professor de religião, e a mãe corria a provincia de Igbo –  onde Chinua cresceu e que foi o centro da sua literatura - a passar o Evangelho. A conversão da família ao "Deus da Europa, uno" não foi suficiente para matar a oralidade dos muitos deuses, esse plural divino que marcou também a infância do escritor que, seduzido pelas histórias que ia ouvindo, quis encontrar as suas histórias. O medo, o perigo, como ele dizia em muitas entrevistas, era o de, no meio de tantas histórias, das histórias dos outros, não ter a sua propria história. Algo que dizia não apenas a pensar no indivíduo. Terá assim começado na escrita, a partir da necessidade de criar uma narrativa que, para ele, era uma forma de ganhar e preservar identidade. No caso de Chinua Achebe, fortemente marcada pelas origens. Por um continente e pela sua pluralidade de vozes, tragédias e sonhos. Essa tradição, hoje seguida por muitos nomes celebrados da literatura, foi iniciada com Things Fall Apart– editado em Portugal com o titulo Quando o Mundo se Desmorona (Mercado das Letras, 2008) – o primeiro dos cinco romances que escreveu e intercalou com mais de uma dezena de livros de ensaio ou poesia, e que continua a ser uma das mais vivas e inovadoras da actualidade, materializada em autores como Teju Cole (de que a Quetzal vai editar o romance Open City) ou Chimamanda Ngozi Adechie (autora de Meio Sol Amarelo e A Cor do Hibisco). Nesse ano – 1958 – com esse romance e essa capacidade invulgar de passar para a escrita a tradição da oralidade, pode dizer-se que se situa um dos embriões da literatura moderna africana. 
Pouco conhecido em Portugal, apesar de ter cá publicados três dos seus cinco romances – A Flecha e Deus, Edições 70, 1978 e Um Homem Popular, Caminho 1987, além do primeiro Quando Tudo se Desmorona – Achebe era considerado um dos mais influentes escritores de língua inglesa e os seus livros uma referência para quem queria perceber a cultura centro-africana. A tal ponto que o mundo literário não se espantaria se a Academia Sueca o tivesse premiado com um Nobel. Sobre ele, Nadine Gordimer, sul-africana e Nobel em 2001, destacou a capacidade invulgar de conjugar o riso e o horror. A observação vinha no longo artigo que a edição on-line do americano The New York Times dedicou à morte do escritor que dizia que a escrita se assemelhava a uma luta, mas que acreditava que o trabalho de quem escreve não se limita aos livros.

fonte: publico.pt


Chefes de Estados e de Governos africanos falam das virtudes da democracia em África.

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Conferência sobre democracia e prosperidade e África no Instituto da Paz em Washington (da esquerda para direita - José Maria Neves, Ernest Koroma, Johnnie Carson, Joyce Banda e Macky Sall)
Convidados este ano para um encontro na Casa Branca com o presidente Barack Obama, quatro líderes africanos fizeram prova do presente e prometeram um futuro de esperança.


Os Chefes de Estados e de Governos africanos convidados para o encontro anual na Casa Branca com o presidente americano Barack Obama, evocaram hoje o progresso da democracia e o estado da prosperidade nos seus países respectivos.
Ernest Koroma da Serra-Leo, Macky Sall do Senegal, Joyce Banda do Malaui e José Maria Neves de Cabo-Verde foram oradores numa conferência conjunta organizada pelo Instituto da Paz em Washington, onde deram a conhecer os avanços e as expectativas dos seus governos no que toca a evolução política, económica e social dos seus países.
Foram quase duas horas e uma plateia cheia esta manha no Instituto da Paz em Washington para evocar os progressos da democracia e a promoção da prosperidade africana.
O moderador era o decano diplomata americano, Johnnie Carson, o sub-secretário para os assuntos africanos, ou seja, o Senhor da África do governo de Obama.
“Instituições democráticas são claramente ingredientes vitais para qualquer democracia estável, forte e vibrante."
Também no palco e ao lado de Carson sentaram os presidentes do Senegal, Macky Sall, da Serra-Leoa, Ernest Koroma, do Malaui, Joyce Banda, e o primeiro-ministro José Maria Neves de Cabo-Verde.
Foi um autêntico exercício de introspecção governativa. Joyce Banda o presente do Malaui falou:
“O que tenho feito no Malaui para continuar a garantir a responsabilização e transparência perante o povo, foi a criação no meu governo do que chamo de unidade de implementação de projectos.”
A experiencia da presidente do Malaui, não está longe das realizações do seu homólogo da Serra-Leoa, Ernest Koroma, que assumiu-se como um defensor do respeito pelo primado da lei.
“Como eu mencionei a nossa sociedade passou por dificuldades e para nós continuarmos o processo democrático temos que criar instituições, e o que é necessário agora são instituições fortes para regular o processo democrático.”
No Senegal a experiencia democrática tem servido de referencia política no continente africano, e o presidente Macky Sall evocou a importância da mais-valia da sociedade civil.
“No Senegal temos uma sociedade civil muito dinâmica que aliás participou na consolidação da nossa democracia. Ela trabalha no campo político e civil, assim como no aprofundamento da democracia e de eleições livres.”
Chegado o momento para Cabo-Verde, o primeiro-ministro José Maria Neves não perdeu de vista a oportunidade para evocar os valores da democracia no seu país. Um privilégio que tem feito do arquipélago, uma referencia maior na relação com os Estados Unidos.
Cabo-Verde fez parte do primeiro grupo de países no mundo a beneficiar dos fundos do Millennium Challenge Corporation assim como o primeiro a ser eleito para o segundo compacto do programa de financiamentos desse mesmo organismo do governo americano.
"É fundamental considerar três aspectos. O primeiro aspecto é respeitar escrupulosamente as regras do jogo democrático. O segundo aspecto é construir consensos em relação as principais questões nacionais.A terceira dimensão, que do meu ponto de vista é extremamente importante e tem a ver com a realização do bem comum. Os governos democráticos legitimam-se todos os dias, e na medida em que os governos conseguem dar resposta, conseguem criar canais de interação com a sociedade civil, garantindo uma sociedade civil forte, uma opinão pública autónoma, garantindo o exercício pleno da cidadania, a democracia tem espaço para crescer e para afirmar-se."
Os quatro convidados do governo americano terminam assim esta passagem em grande por Washington e todos partem com a certeza de que esta visita permitiu aproximar ainda mais as posições no tocante as grandes preocupações quer sejam internacionais como bilaterais.
As questões ligadas a segurança, terrorismo, promoção da democracia e respeito dos direitos humanos, e ajuda ao desenvolvimento, dominaram as preocupações nesse tete a tete dos dirigentes africanos e americanos.

fonte: VOA

sexta-feira, 29 de março de 2013

CASA BRANCA - 15 minutos de frente-a-frente entre os Presidentes senegalês e americano: Macky Sall enche de queixas a Barack Obama.

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O Presidente Macky Sall foi recebido ontem na Casa Branca pelo presidente Barack Obama. Macky Sall falou com o seu homólogo muitos assuntos, com foco na parceria entre os Estados Unidos e África. O chefe de Estado senegalês não foi o único recebido ontem por Barack Obama. Havia também os presidentes do Malawi, Serra Leoa e o Primeiro-Ministro de Cabo Verde. Cada um deles tem um frente-a-frente com Obama por 15 minutos.
Enviado especial a Washington - A espera da visita do presidente à Casa Branca finalmente ocorreu. Macky Sall foi recebido ontem por seu colega americano. O Chefe de Estado questionou Barack Obama a uma série de temas. Assim, ele disse que a África espera muito de seu segundo mandato, ele está apenas começando. Macky Sall disse que o continente espera um monte de investimento em infra-estrutura. O presidente senegalês fez senegalês fez interpelação a respeito do presidente do NEPAD. Sendo assim, ele deixou claro ao seu homólogo que o tempo da mão estendida é longa e que a África é o continente do futuro e apresenta oportunidades de negócios significativas para os Estados Unidos. O Presidente Sall fez notar ao  Presidente Obama que a iniciativa do  AGOA ( Crescimento Africano e Ações Oportunas ), lançado pelo seu antecessor, George W. Bush, é muito interessante para o continente, mas dada a fraca posição do tecido industrial do continente, é difícil se competir com os produtos americanos no mercado. Além disso, disse ele, a indústria em África tem grandes problemas estruturais, especialmente no campo da eletricidade. A este respeito, o presidente Macky Sall defendeu a importação de gás da Louisiana, como Senegal seria firmemente comprometido com uma política de produção de eletricidade a partir do gás e do carvão.
O presidente Obama tem-se mantido no grupo quatro chefes de Estado e de Governo de África, incluindo os Presidentes do Senegal, Malawi, Serra Leoa e o Primeiro-Ministro de Cabo Verde. Ele tem fornecido apoio para as eleições realizadas nos países desses governantes de forma transparente e pacífica. Além disso, incentiva os governantes a políticas de boa governança realizados em seu países. Dito isto, Barack Obama disse aos convidados que estão no bom caminho para entrar em seus países em transformação positiva. O presidente Obama também assegurou sua disponibilidade a Exércitos dos Estados Unidos para acompanhar e apoiar a consolidação da democracia e da política de boa governação. Ele sentiu que a experiência democrática dos quatro países africanos fornecem bases para o incentivo.

Advocacia para melhorar a parceria com Bretton Woods

Note-se que Barack Obama manteve conversações bilaterais com cada visitante e, nesta ocasião, Macky Sall enfatizou seu compromisso de elevar os padrões mais altos de democracia no Senegal, no âmbito da política de transparência e de garantir o Estado de direito. Além disso, o Chefe de Estado saudou a cooperação que trouxe dos Estados Unidos para o Senegal através do rastreamento de ativos roubados. Ele reiterou o compromisso do Senegal para a responsabilidade pública e de responsabilidade por atos da administração pública. Macky Sall pediu que os Estados Unidos ajudem a África a melhorar a sua parceria com as instituições de Bretton Woods. Durante essa frente-a-frente com quatro chefes de Estado e de Governo, o presidente Obama também mencionou as questões de segurança, incluindo a luta contra o terrorismo, lavagem de dinheiro e as pragas de tráfico internacional de drogas e outras formas de crime.
Como outra denúncia, o Presidente Macky Sall pediu aos Estados Unidos para apoiar o monitoramento das águas do Senegal, para lutar contra a pirataria no domínio das pescas. De fato, os Estados Unidos e seus parceiros desejam área mais segura do Oceano Atlântico, particularmente em torno do Golfo da Guiné, para evitar uma situação semelhante no Corno de África se estabeleçam nestas costas.
Notou-se também uma forte mobilização de ativistas em torno da Casa Branca. Esta grande mobilização tem ainda uma contra-manifestação de uma dúzia de ativistas do PDS que usavam braçadeiras vermelhas. Está última exigiu a cessação do processo contra Karim Wade.

Por: mdiagne@lequotidien.sn

fonte: lequotidien.sn

quinta-feira, 28 de março de 2013

Senegal: Abdoul Mbaye a instalação do Comissão Nacional - "A reforma agrária vai ser inclusivo e transparente".

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O primeiro-ministro procedeu, ontem, a nomeação de 75 membros da Comissão Nacional de Reforma Agrária (Commission nationale de la réforme foncière (Cnrf)). Nesta ocasião, Abdoul Mbaye tranquilizou as pessoas que a reforma agrária vai ser "inclusiva, participativa e transparente."
O Primeiro-Ministro, Abdoul Mbaye, que presidiu ontem a instalação da Comissão Nacional de Reforma Agrária (Cnrf), disse que a reforma da governança da terra é parte de uma das reformas mais fundamentais que o Presidente República quer alcançar para o Senegal. "Hoje, a governança da terra no Senegal está doente de seus textos, muitos dos quais estão velhos, as transformações económicas, sociais e demográficas, que nem sempre tem sido capaz de se adaptar, mas também o comportamento de certos actores, se eles pertencem ao governo estadual ou local ", lamentou. "Vamos ter o discernimento para reconhecer as nossas falhas e nos atacar, depois de um diagnóstico sem complacência, a raiz do mal", acrescentou.
Para o primeiro-ministro, "quando um projeto tem um interesse de beneficiar a nação vê a sua realização dificultada pelo acesso à terra, porque é cheio de tradições irracionais ou que perturbam os interesses imediatos de algumas pessoas , então temos de ter a coragem de decidir em favor dos interesses a longo prazo no país. " Ele continua convencido de que para realizar a reforma agrária, é necessário envolver os cidadãos e não tenha medo de ser "impopular". Porque, observou ele, "se há reforma, é porque há problemas." "Para curar um problema, não procuramos soluções que encantam a todos: eles não existem", alertou. Esta reforma, disse o Sr. Mbaye é uma prioridade do Estado e será "inclusiva, participativa e transparente." O erro do passado devemos evitar, segundo ele, é que ele é realizado apenas por tecnocratas.
Para o primeiro-ministro, o Cnrf deve sim procurar soluções que incidem sobre o interesse geral, para o benefício de todas as categorias de cidadãos. "Não precisa ser uma pedra importante na construção da base sobre a qual baseamos o desenvolvimento econômico e social no Senegal. Nem mais nem menos. " "Esta é uma missão emocionante para o interesse nacional, mas também uma missão perigosa, porque a terra é uma área em que muitos esforços de reforma já estão atolados", disse ele.
O Cnrf é um sucesso, disse ele, "se ela faz do dever a verdadeira do primeiro de suas funções." "A reforma agrária é muitas vezes uma tarefa de Sísifo e requer um trabalhador cuja dedicação não tem igual como um senso de dever. Ele deve ter a coragem de decidir no interesse do Senegal ", sugeriu ele, acolhendo e apreciando os homens e as mulheres de viagem que compõem a Comissão. "Você vai encontrar não só difícil, mas, provavelmente, também de vez em quando em um caso particular falhas ad hoc. Quando esses tempos chegam, eu convido você a lembrar este provérbio japonês: "sete vezes para baixo, até oito vezes", concluiu o primeiro-ministro.

"Uma iniciativa para resolver os conflitos", segundo o Sr. Doudou Ndoye, Presidente da Comissão Nacional de Reforma Agrária (Cnrf) disse ontem, durante a instalação da entidade, o resultado da reforma agrária no Senegal irá resolver os conflitos de terra. Ele continua convencido de que essa reforma vai ajudar o governo a "reorganizar o nosso país, os nossos cidadãos e reconciliar para uma paz duradoura."
O Presidente da Comissão Nacional de Reforma Agrária (Cnrf), Sr. Doudou Ndoye, fez ontem, um diagnóstico das expectativas das pessoas sobre a nova estrutura que dirige. Para ele, essa reforma vai ajudar o governo a "reorganizar o nosso país, os nossos cidadãos e reconciliar para uma paz duradoura." "A primeira missão da organização é propor medidas para a implementação da Lei n º 2.011-06, de 30 de Março de 2011 sobre a transformação de títulos de terra autorizados para viver, autorizações para ocupar e títulos semelhantes", disse Ndoye. O Senegal independente, ele lamentou, "em vez de libertar o seu povo da precariedade, textos adoptados que levam ao cancelamento imediato da licença de ocupação sem colocar nada no lugar." Com esta reforma, acrescentou o Sr. Ndoye, moradores de áreas urbanas tradicionais do nosso país terão agora títulos de terra em sua casa e livres. " Proprietários da família de propriedade do Código Civil, ele assegurou, que esses também receberão seus títulos de terra.
O Presidente da Cnrf é da opinião de que este dispositivo terá um papel vital na construção de habitação e redução da quantidade de aluguéis. "Com o grande número de garantias que será criado para empréstimos, os bancos aumentarão a sua clientela e fortemente estarão mais dispostos a abrandar os termos dos empréstimos", disse ele. Aspirações diminuiu o decreto de criação da Comissão Nacional em apoiou a Ndoye, "estão na fronteira entre a economia real, isto é, a terra, e a economia de abstração, de modo o banco. " Em sua opinião, "para o senegalês poder tornar a terra produtiva será alocada para ele créditos, eles devem necessariamente requer capital." "O financiamento bancário é o requisito obrigatório para a realização de nossos planos", disse ele. A convicção do presidente do Cnrf é que os conflitos decorrentes de confrontos entre proprietários de capital próprio ou de conquistá-los, ou entre proprietários de capital e proprietários de terra cessará. "Esta será uma das principais funções da comissão. Não só vamos começar a conciliar os atores da terra, mas vamos tentar fazer melhor ", prometeu.
Para fazer isso, Ndoye mostrou e a comissão começou a estudar com especialistas senegaleses em sociologia, economia e direito, modelo jurídico e legislativo não pode acomodar apenas os investidores, mas também a segurança e especialmente para permitir uma associação entre as comunidades reais e felizes e comunidades de solos e investidores. "É inaceitável que nosso estado cujos cidadãos não têm nenhuma maneira de trabalhar durante todo o ano, proíbe qualquer pessoa para vir trabalhar conosco em trazer seu capital.
Um Estado não pode optar por desemprego e desertificação ", insistiu o Sr. Ndoye que também observou que" o Estado não deve admitir que as pessoas ocupam terras para fins de especulação ". "Vamos juntar os investidores e a terra. O titular de capital, tecnologia e equipamento vai beneficiar de nossas terras, os detentores ou proprietários individuais ou colectivos de terra beneficiarão de resultados de empresa", disse ele.

Por: Diam Souleymane SY

fonte: lesoleil.sn

Entrevista com António Aly Silva: «A Guiné está completamente de joelhos».

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António Aly Silva, é a voz que nos dá a conhecer a realidade da Guiné-BissauDepois de ser detido sem acusação em Bissau, o jornalista António Aly Silva decidiu refugiar-se em Portugal. É em Lisboa que continua a alimentar o maior blogue do continente africano, Ditadura do Consenso, que conta mais de 6,5 milhões de visitas. Na primeira parte da entrevista exclusiva ao LusONDA, Aly explica como os políticos se demitiram da gestão do pequeno país africano, como a Guiné se tornou num narcoestado e como o resto do mundo decidiu ignorar o «problema guineense» e assobiar para o lado. A segunda parte desta entrevista será publicada na próxima semana. 

Qual a situação atual da Guiné e quem domina a política de hoje?
 A Guiné Bissau, a 12 de abril de 2012, teve um golpe de estado em que o governo eleito acabou por ser derrubado, tendo sido adiada a segunda volta das eleições. Até hoje temos um governo imposto por 4 países da nossa sub-região que é a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), temos um presidente igualmente imposto e um país bloqueado política e económicamente.   A Guiné foi expulsa da União Africana, não é reconhecida por nenhum País da União Europeia, não é reconhecida pelas Nações Unidas, e tudo isto a somar à fragilidade do próprio Estado. É traumatizante até porque do povo ninguém fala. As pessoas falam em meia dúzia de políticos que querem poder e ninguém se lembra que quem vota nos políticos é o povo de quem, infelizmente, ninguém quer saber.


São várias as notícias que acusam a Guiné Bissau de se tornar num narco-estado. Até mesmo a ONU apelidou assim o país. Que soluções propõe?
 O problema da droga é muito complicado. A ONU estima que cerca de 900 kg de cocaína chegam por dia a Guiné-Bissau. A Guiné consegue exportar cocaína 40 vezes superior ao seu PIB num ano e isto tem as suas consequências. Não para nós porque não consumimos e nem temos sequer dinheiro para comprá-lo, mas a Guiné é tipo um “trampolim”, onde todos chegam, metem e saltam.
 Mas o mais extraordinário é que toda a gente fala da droga mas ninguém aparece para dizer ‘vocês não têm meios mas nós podemos ajudar’ .
 A Guiné é um país pequeno e está completamente de joelhos.

Que papel poderia potencialmente ocupar a Guiné, num contexto mundial ou regional?
 Assim, de repente, nenhum. Quando um país não é reconhecido por exemplo pelos maior parceiro bilateral, que é a União Europeia, é complicado. Quem reconhece a Guiné são apenas quatros países da CEDEAO: o Senegal, o Burkina Faso, a Nigéria e a Costa do Marfim. De resto, mais ninguém. E a CEDEAO é um conjunto de 16 estados, mas só 4 é que impõem...

Neste momento quem é o inimigo? Políticos, militares ou o narcotráfico?
 Isto do narcotráfico ser o inimigo até certo ponto pode ser verdade. Eles têm dinheiro, e num país sem ordem, sem leis, o narcotráfico quer é países assim. Quando se fala em narcotráfico fala-se também em terrorismo. Procuram países instáveis em que as pessoas são facilmente subornadas onde a corrupção é endémica, onde o analfabetismo é cronico e é isto que me preocupa. A Guiné-Bissau ser deixada assim. Começamos a ouvir todo o tipo de discursos que são disparates autênticos. Antes de Junho ou Julho irá haver um problema outra vez. E ai vão dizer o quê? A Guiné-Bissau está num estado que considero anárquico. Um país onde o Estado existe apenas em Bissau e onde há alcatrão. E quando tens um país como o nosso, que tem um território marítimo maior que o continental, um país que tem 90 ilhas e quando não há praticamente Estado dentro da capital... podemos esperar o pior. Temos ilhas desabitadas que são autênticos armazéns de cocaína.
É triste porque a Guiné Bissau é um país membro das Nações Unidas, da União Africana, da CEDEAO mas não faz parte da agenda Internacional. Está esquecida.

Cláudia Martins e Cláudia J. Matos

fonte: Do Blog informacaolusonda

China reforça influência no continente africano.

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O presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, recebeu nesta segunda-feira, 25 de março de 2013, o novo líder chinês, Xi Jinping.
O presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, recebeu nesta segunda-feira, 25 de março de 2013, o novo líder chinês, Xi Jinping.
Kwa hisani ya Ikulu ya Tanzania


Click no Link e assista a visita do Presidente Chinês à África.

fonte: euronews.pt

O Presidente Chinês na Tanzânia.

fonte: euronews.pt


Em visita à Tanzânia, presidente chinês pede respeito à dignidade dos africanos.


RFI
O presidente chinês Xi Jinping prometeu nesta segunda-feira reforçar as relações entre seu país e a África, que já estão em plena expansão, e incitou o resto do mundo a seguir o exemplo da China e respeitar "a independência e a dignidade" desse continente. Em seu primeiro discurso pronunciado em solo africano desde que se tornou presidente, ele avaliou que a "amizade sincera" que une a China e a África se baseia em uma relação de igual para igual.

"Nenhuma das partes tenta impor seu ponto de vista à outra", disse o presidente chinês em Dar es Salam, a capital econômia da Tanzânia, primeira etapa de uma visita de oito dias na África. Ele disse que o resto do mundo deve fazer a mesma coisa: "A África pertence aos africanos. Ao desenvolver suas relações com a África, todos os países deveriam respeitar a dignidade e a independência da África", declarou Xi Jinping sob os aplausos entusiastas da audiência.
"A China insiste na igualdade entre os países, qualquer que seja o tamanho deles, sua força e sua riqueza. A China defende a justiça, e se opõe à prática do grande pressionando o pequeno, do forte dominando o fraco, e do rico oprimindo o pobre", acrescentou ele.
O presidente chinês parte ainda nesta segunda-feira para a África do Sul, onde participa nesta terça e quarta-feira em Durban da 5ª Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Segundo especialistas, a escolha da África, logo após a Rússia, para a primeira visita ao exterior do novo presidente chinês ilustra a importância que a China dá ao desenvolvimento de suas relações econômicas e políticas com esse continente.
Xi Jinping garantiu que essas relações "imas se intensificar e não se enfraquecer" durante a sua presidência, e lembrou que as trocas comerciais entre os dois parceiros chegaram no ano passado a US$ 200 bilhões. Desde 2009 a China é o principal parceiro comercial da África.
"A China vai continuar a expandir seus investimentos e prosseguir sua cooperação com a África, conforme seu compromisso de fornecer US$ 20 milhões em créditos aos países africanos entre 2013 e 2015", disse ainda Xi Jinping.
O chefe de Estado da Tanzânia, Jakaya Kikwete, reconheceu por sua vez que "o temor da China persite em certos países apesar do fim da guerra fria", mas que os tanzanianos preferem confiar no próprio julgamento, "baseado no interesse nacional do país" para desenvolver as relações com Pequim.
De acordo com analistas, a escolha da Tanzânia como primeira parada na África visa sublinhar a dimensão histórica da cooperação sino-africana. Kikwete lembrou assim que os dois países estabeleceram relações diplomáticas desde 1965, durante o governo do primeiro presidente da Tanzânia independente, Julius Nyerere, promotor de um "socialismo à maneira africana".
A China tem interesses econômicos consideráveis na Tanzânia, sobretudo no setor da mineração. Mas fio também lá que ela realizou, nos anos 70, o que até hoje é considerado o maior projeto de ajuda chinesa na África: uma linha ferroviária que liga o país à Zâmbia.

fonte: RFI


quarta-feira, 27 de março de 2013

Menino de 17 anos vende aplicativo para Yahoo! por US$ 30 milhões.

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Um novo prodígio para a tecnologiaacaba de ser descoberto, ele é britânico e se chama Nick D'Aloisio, criou o aplicativo Summly e vendeu pelos inacreditáveis US$ 30 milhões para oYahoo já tendo uma fortuna vasta com apenas 17 anos. O aplicativo reúne todas as informações diárias para leituras em pequenas telas de dispositivos móveis. O garoto disse que aprendeu a escrever aplicativos sozinho quando tinha apenas 12 anos, ele trabalhará no escritório da Yahoo em Londres enquanto termina os estudos. Continue lendo.


D'Aloisio foi muito elogiado, inclusive ela poderosa Apple, a mias poderosa do mundo no ranking 2013, a empresa classificou o aplicativo como um dos melhores de 2012 para Iphone, foi baixado quase um milhão de vezes antes que fosse retirado da loja de aplicativos da Apple.

"Nick é um pensador excepcional no que diz respeito a produtos, ele representa uma mudança de geração, em termos das coisas sobre as quais pensa, e do significado de uma cultura completamente móvel. A geração dele não é uma geração na qual os aparelhos móveis vêm primeiro; é uma geração na qual só existem aparelhos móveis. E esse é um ponto de vista diferente" contou Adam Cahan, vice-presidente de produtos móveis e emergentes da Yahoo.

Summly teve capital investido pela Horizons Ventures e outros nomes da mídia e da tecnologia como: Shakil Khan , Ashton Kutcher e Stephen Fry, e Mark Pincus.

"Meu projeto com a Summly era levar a nossa tecnologia ao maior número possível de usuários", disse o pequeno gênio em relação a Yahoo, uma empresa que tem milhares de clientes e usuários ativos.

O menino também contou com a ajuda do Instituto de Pesquisa de Stanford, uma instituição de pesquisa e desenvolvimento que inclusive já esteve envolvida na criação Siri da Apple.

Cahan ainda afirmou no site da empresa a importância de se buscar informação através de dispositivos móveis, que acaba sendo um novo desafio: "A maioria dos artigos e páginas da web foram formatados para navegação com ajuda de mouse. A capacidade de navegar por eles em um celular ou tablet pode representar um sério desafio, desejamos maneiras mais fáceis de identificar o que é importante para nós".

Duas pessoas da equipe de D'Aloisio vão para sede da Yahoo em Sunnyvale naCalifórnia, mais ele ainda está muito novo e pretende ficar. "Tenho 17 anos. Quero ficar com a minha família e meus amigos, terminar a escola", ele disse. "Viverei em Londres pelo futuro previsível".

Características do Summly

Informação rápida e fácil para que os usuários fiquem por dentro dos assuntos que estão acontecendo, a tecnologia será fechada e integrada a outros aplicativos da Yahoo!





Reunião da CEDEAO sobre o Mali - A Força Africana transformada em uma missão da ONU a partir de julho.

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Mali e Guiné-Bissau a marcar agenda da cimeira da CEDEAO em Yamoussoukro.


Presidentes e Chefes de Governos da região vão dar mais um impulso ao processo politico-militar de estabilização nos dois Estados membros.
Presidente John Dramani Mahama do Gana (à esquerda) falando como o seu homólogo da Gâmbia Yahya Jammeh (à direita) Fev. 27, 2013.
Presidente John Dramani Mahama do Gana (à esquerda) falando como o seu homólogo da Gâmbia Yahya Jammeh (à direita)  27 de Fevereiro de 2013.

Chefes de Estados e de Governos da CEDEAO estão reunidos em Yamoussoukro na Costa do Marfim para debater a transição da intervenção militar para uma força de paz das Nações Unidas.

A cimeira debate igualmente o processo de transição política na Guiné-Bissau após o golpe de Estado do ano passado.

É a quadragésima segunda conferencia dos presidentes e chefes de governos da Comunidade Económica de Desenvolvimento da África do Oeste a decorrer durante dois dias na capital política da Costa do Marfim- Yamoussoukro.

Na agenda desta cimeira estão as recomendações sobre o Mali concretamente, o roteiro do processo de segurança em torno das cidades do norte do país que estavam sob o controlo de milícias radicais islâmicos antes da intervenção militar franco-maliana.

Os dirigentes da CEDEAO, deverão igualmente declarar o seu apoio indefectível às forças armadas malianas, assim como a Missão Internacional de Apoio ao Mali, MISMA cujos efectivos vão chegando gradualmente ao país.

As recomendações sobre o Mali foram feitas pelo Conselho de mediação e de segurança do organismo sub-regional, cujos membros se tinham reunido há dois dias em Abidjan. O documento preconiza que em paralelo a chegada das tropas da MISMA, que se priorize igualmente a segurança das cidades libertadas e as operações de guerrilha urbana iniciadas há algumas semanas pelos radicais islâmicos.

A esses engajamentos devem associar as promessas de financiamento anunciadas aquando da cimeira de doadores de Adis-Abeba de 29 de Janeiro. A CEDEAO entende que essas promessas devem ser concretizadas o mais cedo possível de forma a permitir o êxito das operações. A organização regional fez um apelo as Nações Unidas e aos países parceiros a fim de colocarem a disposição todos os recursos prometidos.

De acordo com as estimativas o custo da operação da MISMA teve que ser reavaliada e nesta altura já se encontra a dobro das previsões iniciais. Inicialmente calculada em cerca 455 milhões de dólares de apoio destinados a MISMA, ao exército maliano e as operações de ajuda humanitária, esta soma prometida pela comunidade internacional for rectificada durante a reunião desta semana em Abidjan, e actualmente anda a volta dos 950 milhões de dólares, ou seja o dobro da verba incialmente orçamentada.

Além de fundos há também um acréscimo no que toca ao reforço do contingente militar. A CEDEAO preconiza enviar para o Mali mais 2 mil tropas a somar as 6 mil iniciais, totalizando assim uma força de 8 mil homens.

Quanto a Guiné-Bissau o Conselho de mediação e segurança da CEDEAO recomendou a continuação do processo de transição política em curso, com vista a consolidar os avanços até então obtidos. A organização regional entende que só assim poderá ter inicio o arranque efectivo das tarefas e procedimentos necessários a aplicação de reformas multissectoriais descritas como urgentes e no quadro de reformas do sector da defesa e de segurança.

Ainda em relação a Guiné-Bissau, esta cimeira de Yomoussoukro parece vir em boa altura, uma vez que internamente começam a haver sinais de disputas políticas latentes envolvendo o parlamento, o governo e partidos políticos.

Um grupo de pequenos partidos sem representação parlamentar chamou a si a responsabilidade em organizar uma comissão de relançamento do processo de transição, e esta iniciativa já foi criticada pelo presidente do parlamento que receia que a Assembleia Nacional enquanto órgão legislativo, poderá perder o seu protagonismo com o novo esquema político de transição que se desenha.

Nas críticas de Ibraim Sory Djaló, vieram a tona as animosidades com o governo que foi acusado de não ter um programa de governação e nem um orçamento.
Estas e outras questões deverão ser levantadas nesta cimeira pelo presidente guineense Manuel Serifo Nhamadjo que tinha previsto partir para a Costa do Marfim depois de uma viagem a Coreia do Sul.

Importa referir igualmente que o ministro dos negócios estrangeiros, Faustino Imbali encontra-se desde Sexta-feira na Costa de Marfim onde participou nos encontros preparatórios desta cimeira da CEDEAO a decorrer hoje e amanhã em Yamoussoukro.

fonte: VOA


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Do Senegal:


A força africana implantada no Mali será transformada em missão da ONU em julho, afirmou ontem, em Yamoussoukro, os comandantes dos exércitos da África Ocidental, enfatizando a necessidade de financiamento adicional.

"Nós todos nos preparamos para a transformação da misma (Suporte Internacional da Missão em Mali, Nota do Editor) em uma missão da ONU. Esta mudança terra lugar no próximo trimestre ", declarou o Chefe de Estado Maior  da Costa do Marfim, o general Soumaila Bakayoko.
Ele falou após uma reunião de dois dias sobre a crise no Mali, que reuniu os chefes das forças armadas dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), atualmente presidido pela Costa do Marfim.
A nova força será maior, "muito mais robusta e mais bem equipada" e "exige muito mais dinheiro" do que misma apontou para a imprensa, o general Bakayoko, sem dar detalhes sobre o efectivo geral.

O Sub-Secretário-Geral das operações de paz da ONU, Edmond Mulet, disse em meados de março, que a ONU contará com a "presença total" de sua "missão de estabilização" no Mali em julho para substituir a misma e o grosso do exército francês.
A misma dispõe atualmente no Mali cerca de 6.300 soldados da África Ocidental e do Chade, além de cerca de 4.000 soldados franceses.

A Força Africana do Mali poderá mobilizar um total de até 10.000 homens, integrando notadamente as unidades Burundiense e da Mauritânia.

A operação, lançada em janeiro pela França em apoio do exército maliano tomou as principais cidades do norte do Mali, ocupadas desde o ano passado por grupos islâmicos ligados à Al-Qaeda.

fonte: www.lesoleil.sn

terça-feira, 26 de março de 2013

O novo Papa: O que significa o nome Francisco?

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Francisco não é um simples nome escolhido pelo cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o novo Papa da Igreja Católica. “É uma filosofia de vida”, diz o frei António Mbuku, franciscano da Ordem dos Frades Menores.
Em entrevista a OPAÍS, na Igreja da Nossa Senhora de Fátima ou São Domingos, António Mbuku explica que esse nome é repleto de significados e propósitos, como a renúncia ao luxo, devoção aos pobres, restauração da paz, amor aos irmãos e à Natureza, castidade e obediência à Igreja, entre outros, tal e qual fez São Francisco de Assis no seu tempo.
Conta a tradição que São Francisco de Assis, fundador dos Franciscanos, foi surpreendido um dia na capela de São Damião, quando rezava diante de um crucifixo, por uma voz que o pediu para ir reabilitar a sua Igreja.
”Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja, que está em ruías”, disse essa voz, segundo a biografia de São Francisco de Assis, italiano e filho de um rico, que se chamava Pietro.
“Creio que o Papa escolheu o nome de Francisco precisamente pelo facto de a Igreja estar a viver problemas semelhantes ao tempo de Francisco de Assis. São Francisco foi enviado para reconstruir a Igreja (Católica), que vivia também muitos problemas, e será essa coincidência que inspirou o cardeal Jorge Mario Bergoglio”, diz o frei António Mbuku, especialista em comunicação.
Leonardo Boff, um dos franciscanos brasileiros que deixou a Igreja Católica, citado pela imprensa, explica com as mesmas palavras o significado da escolha desse nome. “O Papa Francisco deu-se conta de que a Igreja está em ruínas pela desmoralização dos vários escândalos que atingiram o que tinha de mais precioso: a moralidade e a credibilidade”.
“Francisco não é um nome. É um projecto de Igreja pobre, simples, evangélica e destituída de todo o poder. É uma Igreja que anda pelos caminhos, junto com os últimos; que cria as primeiras comunidades de irmãos que rezam o terço debaixo de árvores junto com os passarinhos.
É uma Igreja ecológica que chama a todos os seres a doce palavra ‘irmãos e irmãs’. Francisco mostrou-se obediente à Igreja dos Papas e, ao mesmo tempo, seguiu o seu próprio caminho com o evangelho da pobreza na mão”, refere Boff, que considera o novo Papa como um homem que tem a experiência da pobreza e com uma “nova visão das coisas, a partir de baixo, e que poderá reformar a Cúria, descentralizar a administração e conferir um rosto novo e crível à Igreja.” Frei Mbuku também acredita na capacidade de Francisco, para ultrapassar os problemas que a Igreja Católica vive. “A Igreja é pecadora e ao mesmo tempo santa. É pecadora porque é constituída por homens, susceptiveis de errarem. Porém, ela foi fundada por um Homem santo, Jesus Cristo, e tenho fé que com o seu carisma, o nova Papa irá recolocar a Igreja no seu caminho. Caminho que assenta na pobreza material, castidade e obediência, assim como fez São Francisco de Assis”.
“Tenho consciência que os desafios são muitos para o novo Papa, mas com a ajuda de Cristo, ele será capaz de devolver à Igreja as suas origens”, crê Frei António Mbuko, padre há dez anos, mas que tem já 20 anos de convivência na família franciscana.
Bento XVI, no seu último discurso, reconheceu que o seu sucessor terá muitas dificuldades para liderar a Igreja, tal como ele enfrentou. “[...] no mundo de hoje, sujeito a mudanças tão rápidas e abalado por questões de profunda relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e proclamar o Evangelho, é necessário tanto força da mente como do corpo”, disse Joseph Ratzinger, Papa que renunciou ao papado, evocando incapacidade física. 

Desafios do novo PapaChina. Um dos maiores entraves é a relação entre o Vaticano e a China país com 12 milhões de católicos. O governo chinês quer controlar quem são os bispos chineses e, por isso, Pequim passou a ordenar bispos sem a autorização do Vaticano.
Documentos sigilosos mostram a existência de duas Igrejas Católicas na China: uma é a oficial do regime comunista (Associação Católica Patriótica da China); a outra, que é obrigada a actuar de forma semiclandestina, é a Igreja Católica reconhecida pelo Vaticano.
Entre 1990 e 2006 houve um entendimento entre o Vaticano e Pequim, que determinava que os bispos eram nomeados com aprovação dos dois lados. Mas, desde a chegada de Bento XVI, os chineses optaram por simplesmente ignorar o Vaticano: nomearam 6 bispos e deixaram de reconhecer 15 nomes apresentados pelo Vaticano.
Em 2012, por exemplo, Joseph Yue Fusheng foi nomeado bispo de Harbin, mas a Santa Sé o excomungou um dia depois. Segundo os informes, Bento XVI tentou mediar a crise para proteger os 12 milhões de católicos chineses.
Enviou grupos de diplomatas da Santa Sé em diversas ocasiões para negociar um entendimento.
Mas as condições apresentadas eram inaceitáveis para os chineses: a garantia de liberdade religiosa e a manutenção das relações diplomáticas entre a Santa Sé e Taiwan.
Os documentos mostram que o Vaticano não tem ilusões de que a crise será solucionada a curto prazo.
Coincidência ou não, durante a despedida de Bento XVI na Praça São Pedro, um grupo que carregava uma bandeira da China insistia em estar presente para alertar ao próximo papa que a situação dos católicos estava longe de ser resolvida.
Médio Oriente. A proteção dos cristãos que vivem no Oriente Médio é outra prioridade do novo Papa, já que o Cristianismo está seriamente ameaçado no local que lhe serviu de berço. A Santa Sé tem feito alertas aos governos de países árabes, mas admite que pode estar a perder a batalha para o que chama de “radicalização do Islão”.
Cerca de 1,5 milhão de iraquianos cristãos tiveram de abandonar o país desde a queda do regime de Saddam Hussein. Na Síria, 60% dos cristãos de Aleppo deixaram a cidade. Em Homs, não sobrou nenhum. No Irão, os cerca de 25 mil cristãos seriam alvos constantes de ameaças.
O novo Papa também tem de lidar com a crise que Bento XVI criou em 2006 ao se referir ao Islão como uma religião violenta. O Vaticano admitiu o erro. Mas, nos documentos sigilosos, acusa o mundo muçulmano de ter criado uma situação de “chantagem” ao exigir repetidamente pedidos públicos de desculpa do Papa pela sua declaração.
África. Apesar do aumento exponencial no número de fiéis, seminaristas e das igrejas, o continente africano é onde a Igreja Católica terá de enfrentar a SIDA, o envolvimento político de cardeais, a pobreza e a concorrência com os evangélicos.
Hoje, 16% dos católicos no mundo estão nos países africanos e não são poucos os que apontam que o futuro da Igreja está no continente: o número de católicos passou de 1,2 milhão em 1906 para 160 milhões em 2006 (14% da população). Só no Congo, o número de católicos triplicou em 35 anos.
Os documentos mostram que parte da estratégia da Igreja para ampliar a sua base em África é prestar serviços que governos africanos têm, nas últimas décadas, fracassado em oferecer: educação e saúde. Porém, em visita à África em 2009, Bento XVI causou polêmica ao dizer que o uso de preservativos não era a solução para HIV e agravava o problema.
A mensagem da Igreja no continente que tem 24 milhões de pessoas afectadas pela SIDA (dois terços de infectados do mundo) recebeu duras críticas da ONU e de activistas. Mas o Vaticano manteve a sua posição.
EUA. Já nos Estados Unidos, a administração de Barack Obama vem sendo pressionada em reuniões privadas pelo Vaticano diante da decisão do presidente americano de introduzir na agenda política do país temas polémicos, como o casamento homossexual, aborto, pesquisas com células tronco e mesmo a situação dos imigrantes.
Casos de pedofilia têm abalado a imagem dos cardeais, bispos e padres católicos nos EUA, reforçando a fuga de fiéis. Há 20 anos, 35% dos americanos se diziam católicos.
Hoje, esse número caiu para 25% e só não é menor graças aos imigrantes latino-americanos.
Teixeira Cândido Com agências

fonte: OPAIS.NET

segunda-feira, 25 de março de 2013

República Centro-Africana: Michel Djotodia, o líder rebelde tornou-se presidente depois de dar um tempo duro para François Bozizé, o líder da rebelião Seleka é o novo cargo chefe do país.

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Michel Djotodia, Libreville, janvier 2013 / AFP
Michel Djotodia, Libreville, janeiro de 2013 / AFP

Em entrevista à RFI, poucas horas depois de anunciar a sua intenção de endoçar as roupas do Chefe de Estado da República Centro Africano, Michel Djotodia afirmou que a tarefa é imensa.
Para o líder da rebelião Seleka diz a RFI, o país está à deriva e seu primeiro desafio será o de restaurar a segurança não só na capital, mas em toda a África Central.
Mas algumas preocupações já são permitidas. Como sempre, na entrevista a RFI,
Michel Djotodia disse que não tem que esperar até eleição de 2016. Da mesma forma, ainda não está claro qual é a posição da comunidade internacional, como fez saber a RFI, alguns perto do atual primeiro-ministro Nicolas Tiangaye, acreditam que os chefes de Estado da sub-região da África Central não vêem com mau olho a chegada de Michel Djotodia no negócio.
O
auto-proclamado Presidente da República Centro Africana  é um mais velho e tem 60 anos. Ele era um funcionário de carreira diplomática. Ele foi o cônsul da RCA em Niala, no sul de Darfur, precisou ainda a RFI.
Por oito anos, ele foi um dos principais líderes da rebelião no país. Considerado como um "intelectual" pelo povo do Nordeste da RCA (do qual ele é originário), por causa de seu domínio de várias línguas, incluindo o russo (ele estudou na Rússia).
Isto é, quando Michael Djotodia foi cônsul em Darfur do Sul, que fica próximo aos rebeldes do Chade, disse Louisa Lombard, uma antropóloga especializada em questões da África Central, entrevistada pela RFI. Com o seu apoio, ele rapidamente se tornou um dos principais líderes da rebelião em seu país e, mais tarde, o chefe da rebelião de Seleka que agora está voando para Bangui.
Segunda-feira, a União Africana suspendeu da sua organização A República Centro Africana, restringindo viagens e congelamento de bens de Michel Djotodia e seis elementos de Seleka, portanto, outros líderes. França condenou "o uso da força, que resultou na tomada do poder", chamando para uma parada saques em Bangui. E a União Europeia considerou de "inaceitável" a tomada do poder "pela força".


fonte: slateafrique

sábado, 23 de março de 2013

O novo presidente chinês inicia uma turnê Africana.

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Le nouveau président chinois entame une tournée africaine

O que a África representa para Pequim e para o novo presidente chinês, Xi Jinping pretende provar isso indo para lá a partir de domingo, dedicando ao continente a sua primeira turnê estrangeira.

Em oito dias de visita a Tanzânia, África do Sul e Congo - Brazzaville, o chefe da segunda potência mundial também confirma a importância especial que Pequim reservas aos países emergentes, onde as empresas chinesas - de gigante internacional a lojas  - estão expandindo sua presença.

Xi vai participar em Durban da 5 ª Cúpula do grupo BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - países que buscam transformar a sua força econômica crescente e influência diplomática.  Ele vai encontrar o presidente russo, Vladimir Putin, depois de se reunir em Moscou, a primeira etapa de sua turnê.

China desde 2009, é o primeiro parceiro comercial da África - o volume comercial Sino-Africano atingiu quase US $ 200 bilhões em 2012 - Xi Jinping tem é a certeza de encontrar ouvidos receptivos. Crescimento do continente próxima de 5%  desde o ano de 2007.

"Com a Rússia e África, Xi vai para onde a China está aproveitando o seu maior crédito no nível político. Pequim confia mais do que nunca sobre esses parceiros em um contexto de relações tensas com a maioria de seus vizinhos e do Ocidente ", disse Jonathan Holslag analista do Instituto de Pesquisa sobre a China Contemporânea em Bruxelas (BICCS).

Parceiros desde os anos 1960, os da independência Africana, China e África têm fortalecido os laços ao longo dos últimos 15 anos e, em 2006, Pequim foi a sede de uma cúpula de 48 países africanos.

Empresas chinesas, estatais ou privadas, têm investido pesadamente no continente, a extração de petróleo ou de matérias-primas, o cultivo da terra ou construção de hospitais, estradas ou barragens.

A visibilidade dos chineses em África é generalizada, e o seu número é estimado entre um a dois milhões de "empreendedores", de acordo com o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Zhai.

China tem importantes interesses económicos na Tanzânia - em infra-estrutura, agricultura, mineração (carvão e minério de ferro, em particular).

Ao passo que a Tanzânia tem um valor simbólico. A Tanzânia é um dos países africanos com os quais a China tem a mais antiga relação. Na época de Mao Tse-tung e Julius Nyerere, foi construído em 1975 por Pequim a ferroviária Tanzânia-Zâmbia, o maior projeto chinês em África.

De acordo com a embaixada chinesa em Dar es Salaam, o comércio Tanzânia-China aumentou de 93,4 milhões de dólares em 2001 para US $ 1,65 bilhão em 2010. Em novembro, o embaixador chinês saudou que a China passou em um ano, do 6 º ao 2 º lugar entre os investidores estrangeiros na Tanzânia.

O presidente Xi estará na África do Sul de 26 a 28 de março. Pequim e Pretória têm excelentes relações, mesmo quando seus interesses econômicos competem no continente Africano, e apesar de uma balança comercial muito desequilibrada em favor da China, cuja exportação competitiva contribuiu para a sua industrialização .

Desde a presidência de Jacob Zuma, em 2009, Pretória tem dado promessas de lealdade a Pequim, incluindo negar o acesso ao Dalai Lama, apesar das críticas de ex-ativistas anti-apartheid, como o arcebispo Desmond Tutu, Prémio Nobel da paz.

Na África do Sul foi críada em 2011 o bloco dos BRICs - Brasil, Rússia, Índia e China - cuja quinta cúpula em Durban poderia levar à criação de um banco de desenvolvimento conjunto.

No caminho de volta, Xi Jinping é esperado em 29 e 30 de Março no Congo - Brazzaville, país produtor de petróleo, onde será recebido pelo seu homólogo Denis Sassou Nguesso. Acordos entre os dois países se relacionam com vários bilhões, financiamento de 500 km de estrada entre a capital e Pointe-Noire.

O desequilíbrio comercial - produtos manufaturados contra matérias-primas - é, porém, cada vez mais criticado: "Foi a essência do colonialismo", acusou recentemente o governador do Banco Central da Nigéria, Lamido Sanusi, no Financial Times lamentando que "a África abre-se agora uma nova forma de imperialismo".

fonte: slateafrique

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