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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Há poucos dias, foi em Menaka que foi visto ao lado de notáveis ​​tu...

quinta-feira, 19 de abril de 2018

A humilhação de Lula mostra que não houve "conciliação" e jamais haverá "absolvição da história".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


A humilhação de Lula mostra que não houve  
A humilhação de Lula mostra que não houve "conciliação" e jamais haverá "absolvição da história"
 Por Gabriel Brito, no Correio da Cidadania
A cena é da­quelas que só se pode acre­ditar vendo: Lula está preso, sim, é ver­dade. Du­rís­simo golpe em todos que so­nharam com um país me­lhor. Mesmo aqueles que já ti­nham rom­pido há tempos com o Par­tido dos Tra­ba­lha­dores e o con­si­deram ins­tru­mento de apro­fun­da­mento da ordem ne­o­li­beral, com dis­curso de­ma­gó­gico que não re­sistiu às vi­cis­si­tudes de uma crise econô­mica muito su­pe­rior a tal "ma­rola", não podem dis­si­mular o im­pacto.

Lula preso é um golpe de morte nos úl­timos 40 anos de lutas so­ciais e tra­ba­lhistas. A tra­gédia já era anun­ciada, afinal, es­tamos fa­lando de se­tores que há tempos se des­co­laram dos seus su­postos re­pre­sen­tados, in­clu­sive sob inú­meros alertas. Talvez por isso mesmo a bur­guesia bra­si­leira tenha se sen­tido à von­tade o bas­tante para que­brar as re­gras do seu pró­prio jogo e ex­cluí-lo da cena po­lí­tico-elei­toral. Como vimos pu­bli­cando, seu pro­jeto ne­o­co­lo­nial es­po­li­ador não pode se valer por meios de­mo­crá­ticos. E de­pois da­quilo que tanto cha­mamos de falsa po­la­ri­dade, sim­bo­li­zada nas dis­putas com o PSDB, agora é hora de partir para o as­salto.

Para não deixar dú­vidas, rei­te­ramos o pu­bli­cado quando da con­de­nação no TRF-4: "é certo que es­tamos fa­lando de um jogo rou­bado: Lula ir, em ve­lo­ci­dade má­xima, ao banco dos réus en­quanto fi­guras como Mi­chel Temer e Aécio Neves con­ti­nuam go­zando do status de inim­pu­tá­veis é de causar en­gu­lhos em qual­quer ci­dadão mu­nido de ho­nes­ti­dade in­te­lec­tual. Os dis­cursos e li­cenças poé­ticas rei­vin­di­cados pelos três re­la­tores do pro­cesso do trí­plex, em seu si­mu­lacro de jus­tiça e 'lei para todos', não são menos ri­sí­veis".

"Acho que o jul­ga­mento do Ha­beas Corpus foi uma lás­tima pela ma­nobra da Carmen Lúcia em julgar o caso par­ti­cular antes da regra, o que acabou tendo como efeito o re­sul­tado ad­verso ao Lula. Se ela ti­vesse vo­tado as tais Ações De­cla­ra­tó­rias de Cons­ti­tu­ci­o­na­li­dade (ADC) o re­sul­tado seria outro e Lula es­taria livre. Pa­rece que em breve essas ADCs serão jul­gadas", com­ple­menta o so­ció­logo Mar­celo Castañeda, também co­lu­nista deste Cor­reio.

Mas apesar do re­co­nhe­ci­mento de ta­manha hi­po­crisia da parte da­queles que não ven­ceram uma eleição fe­deral neste sé­culo, e seus pares de classe in­crus­tados no vasto apa­rato es­tatal, também de­vemos rei­terar que "não é pos­sível fazer con­ces­sões ao lu­lo­pe­tismo e sua no­tória es­tra­tégia de se apre­sentar ao pú­blico como ví­tima de um sis­tema lar­ga­mente de­nun­ciado por aqueles que tanto des­prezou - e até cri­mi­na­lizou - ao longo dos úl­timos anos".

Fatos x pro­pa­ganda

Como es­crito pelo ci­en­tista po­lí­tico Fabio Luís Bar­bosa dos Santos, em seu livro Além do PT - A crise da es­querda bra­si­leira em pers­pec­tiva la­tino-ame­ri­cana, "ob­servou-se uma po­la­ri­zação po­lí­tica sem qual­quer cor­res­pon­dência com o que efe­ti­va­mente es­tava em dis­puta: a gestão da crise que se apro­fun­dava no país. En­quanto o tom das acu­sa­ções entre os can­di­datos se ele­vava, re­bai­xava-se o de­bate po­lí­tico. Um clima de hos­ti­li­dade vis­ceral in­to­xicou o elei­to­rado, am­pliado pela mídia cor­po­ra­tiva. Não é di­fícil per­ceber a função dessa po­la­ri­zação pos­tiça, que ocultou as ques­tões re­le­vantes para o Brasil. Junho de 2013 es­can­carou a in­sa­tis­fação com o pa­drão lu­lista de de­sen­vol­vi­mento do sub­de­sen­vol­vi­mento, que neste mo­mento teve ex­pres­sões à es­querda e à di­reita".

Pode pa­recer per­se­guição aos ator­do­ados par­ti­dá­rios dos go­vernos de Lula, mas fica no­va­mente di­fícil tecer ex­pli­ca­ções sobre sua hu­mi­lhante der­rota sem passar pelos le­vantes de 2013, até hoje dis­cri­mi­nados por uma es­querda que agora pede por uni­dade e diz con­denar o sec­ta­rismo. Faz isso da boca pra fora, mas segue a torcer o nariz para as ma­ni­fes­ta­ções po­lí­ticas mais di­versas da his­tória do Brasil. E pagou caro por pro­pa­gan­dear de forma fan­ta­siosa uma ca­mi­nhada de pro­gresso na vida do grosso da po­pu­lação, quando não passou de um voo de ga­linha, um mo­men­tâneo avanço ma­te­rial, numa vida cer­cada de pri­va­ções e vi­o­lên­cias.
  
"Vamos aos dados ofi­ciais con­tidos no Ca­dastro Único do Bolsa Fa­mília, dis­po­nível no sítio do Mi­nis­tério do De­sen­vol­vi­mento So­cial: em fe­ve­reiro de 2013, havia 71,1 mi­lhões de pes­soas que vi­viam com meio sa­lário-mí­nimo. Dá 35% da po­pu­lação bra­si­leira da época. Es­tamos fa­lando de um pe­ríodo em que se com­ple­tavam 10 anos de go­vernos pe­tistas, aqueles que su­pos­ta­mente re­du­ziram dra­ma­ti­ca­mente a po­breza. Só su­pos­ta­mente. Sal­temos para 2015, o úl­timo ano com­pleto do go­verno de Dilma Rous­seff e, como tal, o úl­timo ano do ciclo pe­tista (até agora). Havia, então, 73.327.179 pes­soas po­bres - o que dá cerca de 36% de sua po­pu­lação total. Por­tanto, au­mentou o nú­mero de po­bres (em pouco mais de dois mi­lhões de pes­soas) e au­mentou também um pouco a por­cen­tagem de po­bres no con­junto da po­pu­lação", es­creveu Clovis Rossi, na Folha de S. Paulo.

Uni­dade em torno de quê?

Por­tanto, se há se­tores e grupos que ainda se in­te­ressam por essa tal uni­dade contra o mal maior - nem sempre as­so­ciado ao ca­ráter da ex­plo­ração ca­pi­ta­lista en­rai­zada no Brasil - en­tender quem e por que se fi­zeram aqueles le­vantes con­tinua ne­ces­sário. Entre ou­tras coisas porque com a re­sis­tência poé­tica e slo­gans das redes so­ciais ou chur­rascos entre amigos no Sin­di­cato dos Me­ta­lúr­gicos é que não se sairá do canto do ringue.

"La­men­ta­vel­mente, o PT e sua mi­li­tância estão ob­so­letos, afo­garam-se num mar de pre­po­tência e in­to­le­rância di­ante da al­te­ri­dade. Toda crí­tica vem sendo tra­tada como dis­curso de ódio e, a se­guir, acha­tada num bloco uni­tário e amorfo de 'an­ti­pe­tismo'. O ex­tre­mismo pe­tista parte, então, para a so­lução mais sim­ples: de­nun­ciar como fas­cista tudo o que lhe de­sa­grada, en­fa­ti­zando o dis­curso de po­la­ri­zação par­ti­dária, que é forma não só de des­truir o ini­migo, como também de do­brar as crí­ticas vindas à es­querda, se­gundo a ten­ta­tiva de cons­truir um dis­curso uni­fi­cado he­gemô­nico das 'es­querdas', quer dizer, a uni­fi­cação que atende à von­tade do go­ver­nismo", es­cre­vera neste Cor­reio, em 2014, a ad­vo­gada e mi­li­tante de di­reitos hu­manos Pris­cila Prisco, ao co­mentar a con­tra­tação da em­presa de mar­ke­ting Ma­rissol, in­cum­bida de es­ta­be­lecer "perfis sobre o an­ti­pe­tismo".

Sim, quem um dia teve Flo­restan Fer­nandes para com­pre­ender a me­câ­nica da luta de classes bra­si­leira atacou com uma obs­cura em­presa de mar­ke­ting e suas pes­quisas de campo que veem ma­ni­fes­tantes como cli­entes de uma de­mo­cracia que só po­deria se re­a­lizar pelo mer­cado e pelo con­sumo.

Ficou pa­tente, desde então e com re­no­vados exem­plos, o fe­ne­ci­mento do par­tido como ins­tru­mento da trans­for­mação so­cial. A aco­mo­dação e bu­ro­cra­ti­zação da sigla chegou a tal ponto que, além de in­capaz de com­pre­ender a re­a­li­dade, ou se re­cusar a fazê-lo, sempre res­pondeu com mais e mais aus­te­ri­dade. Não só em 2015-16, no man­dato na­ti­morto de Dilma, mas já na­quele fer­vi­lhante 2013 e também em 2014.

"Con­fron­tado com a im­po­tência de mudar a ordem, o povo bra­si­leiro as­sistiu uma ra­di­ca­li­zação re­a­ci­o­nária du­rante o pro­cesso elei­toral. Neste con­texto, muitos qua­dros acu­diram a uma de­fesa apai­xo­nada do pe­tismo, es­va­ziada de qual­quer po­ten­cial de mu­dança. No outro lado, uma classe do­mi­nante sempre avessa ao pro­ta­go­nismo po­pular sentiu que o mo­mentum lu­lista pas­sava e re­tomou a ofen­siva. Sem al­ter­na­tivas pro­gra­má­ticas a apre­sentar, seu dis­curso des­lizou ra­pi­da­mente a pre­con­ceitos e ran­cores que re­ve­lavam a in­to­le­rância com a exis­tência de um par­tido de tra­ba­lha­dores, em­bora des­pro­vido de au­to­nomia de classe", ob­serva Fabio Luís em sua obra.

A falsa po­la­ri­dade e sua des­truição final

De im­po­tência em im­po­tência, e pro­pa­ganda chapa-branca ir­res­pon­sável, ali­e­nada do chão so­cial, fomos sendo tra­gados pelos se­tores re­a­ci­o­ná­rios da so­ci­e­dade, estes que er­gueram um mo­nu­mental apartheid so­cial e apenas to­le­raram a ha­bi­li­dosa ar­bi­tragem po­lí­tica de Lula. Pois se do lado de cá nos aco­mo­damos, por lá ja­mais des­can­saram em sua luta de classes. Quando as con­di­ções de "ganha-ganha" se es­bo­ro­aram, sua ofen­siva ca­nhestra já es­tava ar­mada. Porque sempre es­teve, basta re­vi­sitar os acervos da mídia he­gemô­nica e suas man­chetes entre 2003 e 2012.

"O xis da questão é que o PT se tornou pres­cin­dível para re­a­lizar as re­formas an­ti­po­pu­lares exi­gidas no mo­mento. Em 2015, a mi­li­tância es­tava apas­si­vada entre a dis­persão e a re­sig­nação. Aco­mo­dados ao ne­o­li­be­ra­lismo, os de­fen­sores do go­verno re­cor­riam a ar­gu­mentos cada vez mais aca­nhados ou de­li­rantes, sem res­so­nância po­pular", re­força Fabio Luis.

Traída a ci­da­dania em todos os mo­mentos de­ci­sivos, também po­demos com­pre­ender a au­sência de re­beldia di­ante de ta­manha ofen­siva con­ser­va­dora. A aco­mo­dação, bu­ro­cra­ti­zação e des­mo­bi­li­zação foi tanta que na hora em que as coisas fu­giram do con­trole não houve forças para o com­bate. E quando houve se deu o "inex­pli­cável" passo atrás.

Isso se viu em todos os mo­mentos pos­sí­veis: na ten­ta­tiva frus­trada de no­mear Lula para a Casa Civil, nas duas vo­ta­ções do im­pe­a­ch­ment de Dilma, nos fortes pro­testos contra Temer em 2016, nas mi­lhares de ali­anças com o PMDB nas elei­ções mu­ni­ci­pais e nas duas greves en­tre­gues a este go­verno em 2017, em es­tra­tégia mes­quinha das cen­trais sin­di­cais que vis­lum­braram uma vi­tória elei­toral a partir de um país em fran­ga­lhos neste 2018.

Só restou, como dito, a re­sis­tência poé­tica. "Quanto à ati­tude de Lula acho que, dentro da es­colha dele em per­ma­necer no país, era o que lhe res­tava ao invés de se en­tregar re­sig­na­da­mente em Cu­ri­tiba. Era como se ele dis­sesse para Moro: vai ser do meu jeito. Sobre a mi­li­tância que o cercou, era toda ela de es­querda, em uma es­pécie de mis­ti­fi­cação de Lula como de­cor­rência de sua de­cisão de não se en­tregar em Cu­ri­tiba e fazer um jogo de força com Moro, jogo esse que Lula ga­nhou, a meu ver, no campo po­lí­tico. No en­tanto, me pa­rece que essa mo­bi­li­zação está res­trita ao campo da es­querda e não con­ta­mina a so­ci­e­dade", com­ple­menta Castañeda.

Sobre os me­ta­lúr­gicos do ABC, aliás, cabe lem­brar que se tratou de uma or­ga­ni­zação pi­o­neira em propor a tese do ne­go­ciado sobre o le­gis­lado, lá em 2007, agora tor­nada re­a­li­dade na Re­forma Tra­ba­lhista de Temer. Afinal, fa­lamos da­quela classe tra­ba­lha­dora que "foi ao pa­raíso", con­se­guiu suas vi­tó­rias, terá apo­sen­ta­doria. Por isso, mais uma vez, não se com­pre­ende o que foi 2013, le­vante da ge­ração nas­cida e cres­cida sob a égide da mer­can­ti­li­zação total da vida. Também por isso ja­mais po­deria partir dali uma re­sis­tência real à des­truição da fi­gura de Lula e do PT.

"Em 2012, eu es­tava lu­tando pelo Pi­nhei­rinho, quando Dilma não as­sinou a de­sa­pro­pri­ação e eu vi mais de 600 fa­mí­lias serem mas­sa­cradas. Em 2013, eu es­tava lu­tando pelo as­sen­ta­mento Milton Santos, quando também Dilma não as­sinou o de­creto que man­teria os as­sen­tados em suas terras, nas quais já es­tavam há muitos anos. Em 2013, eu es­tava nas ruas lu­tando pelo trans­porte pú­blico de qua­li­dade, en­quanto o PT con­de­nava os que lu­tavam de serem braço da di­reita. Eu 2014, eu es­tava nas ruas lu­tando contra o grande desvio de di­nheiro que foi a Copa do Mundo do go­verno do PT, en­quanto Dilma as­si­nava a Lei An­ti­ter­ro­rismo, que an­te­cede o que pior há de vir aí aos mo­vi­mentos so­ciais. De 2016 até hoje estou nas ruas, nas ocu­pa­ções, nas pe­ri­fe­rias, nos sin­di­catos, fa­zendo luta, for­mação e re­sis­tência, en­quanto boa parte dos mo­vi­mentos que blindam Lula em São Ber­nardo se re­cu­sava a se mo­bi­lizar porque achava que quanto pior me­lhor, pois as chances do PT au­men­ta­riam nas pró­ximas elei­ções. Agora, não vou sair nas ruas por Lula e pelo PT. Não me con­denem por isso", es­creveu uma lei­tora à Re­dação deste Cor­reio, que pede ano­ni­mato pois lida em seu co­ti­diano com o pro­xe­ne­tismo da di­reita rai­vosa e seu pro­jeto-cas­cata Es­cola Sem Par­tido.

Sem dú­vidas, são tempos de trevas que po­derão se acen­tuar. Só por estes dias, li­damos com no­tí­cias de mas­sa­cres e re­be­liões em pre­sídio no Pará, cha­cinas em For­ta­leza, em nova de­mons­tração da fa­lência do Es­tado bra­si­leiro e as­censão de seu braço pa­ra­lelo, e a in­for­mação de que na Bahia, go­ver­nada pelos pe­tistas Jac­ques Wagner e Rui Costa, o as­sas­si­nato de ne­gros cresceu 118% nos úl­timos dez anos.

Um país des­tro­çado, sem dú­vidas, e com ins­ti­tui­ções que não estão à al­tura de nada, ainda que o des­truído PT delas de­penda para se re­fazer po­li­ti­ca­mente, pois pelas ruas sabe que pas­sará ver­gonha e fa­lará so­zinho.

"A de­cisão do STF sa­cra­lizou o es­fa­ce­la­mento final das ins­ti­tui­ções pú­blicas bra­si­leiras. Com cla­reza me­ri­diana os juízes de­ci­diram com a pressão ime­diata dos que operam com a força fí­sica do Es­tado, as Forças Ar­madas, que se pro­nun­ci­aram com ame­aças à forma cons­ti­tu­ci­onal. Juízes su­premos que de­cidem sob o di­tado da força mos­tram que não têm poder de fato e de di­reito. Aliás, a his­tória da nossa Su­prema Corte é farta de epi­só­dios em que ma­gis­trados, em co­légio ou in­di­vi­du­al­mente, se cur­varam di­ante dos ca­nhões. Per­de­remos até mesmo a ficção do pacto cons­ti­tu­ci­onal que ainda ofe­rece al­guma ga­rantia de so­bre­vida à so­ci­e­dade civil. Se não houver diá­logo e bom senso de todos, os pró­ximos anos serão de pro­fundas trevas. E tal si­tu­ação apenas pro­longa o que vi­vemos desde o golpe de Es­tado que ins­taurou a su­posta Re­pú­blica bra­si­leira", con­tex­tu­a­lizou o fi­ló­sofo Ro­berto Ro­mano.

Mas, no­va­mente re­cor­rendo à ex­ce­lente obra de Fabio Luís e lem­brando das crí­ticas do so­ció­logo Ri­cardo An­tunes, para quem o lu­lismo "não tocou nas es­tru­turas da tra­gédia bra­si­leira", não ha­verá a pro­pa­lada ab­sol­vição da his­tória. "A trans­for­mação do PT em braço es­querdo do par­tido da ordem será in­te­grada como mais um ca­pí­tulo da con­trar­re­vo­lução per­ma­nente, que ca­rac­te­riza a his­tória bra­si­leira con­tem­po­rânea. A com­pre­ensão dos anos som­brios que virão não de­verá ser feita por con­traste, mas como des­do­bra­mento dos go­vernos que o pre­ce­deram. Não houve in­flexão his­tó­rica: o sen­tido da atu­ação é o mesmo, ainda que o ritmo, o tempo e os meios di­firam. Ao con­trário de ser uma no­vi­dade, é quase uma lei da his­tória que a frus­tração de go­vernos iden­ti­fi­cados com a es­querda pre­para o ter­reno para a as­censão da di­reita ra­dical".
fonte: pravda.ru

    Como jornalistas podem provocar guerras.

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    Fonte de informações: 

    Pravda.ru

     
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    Como jornalistas podem provocar guerras

    Thierry Meyssan
    O bombardeamento da Síria, a 14 de Abril de 2018, irá ficar nos anais como um exemplo das consequências do jornalismo de escândalos («amarelo»-ndt). Thierry Meyssan reanalisa aqui o uso do sensacionalismo na propaganda de guerra.
    Em Dezembro de 2016, os "Capacetes Brancos" subscreveram esta reivindicação dos jiadistas que cercaram Damasco e lhe cortaram a água. Privar civis de acesso à água é um crime de guerra.
    Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido bombardearam a Síria na noite de 13 para 14 de Abril de 2018. Esta operação, que constitui uma agressão pelo Direito Internacional, foi apresentada como uma resposta aliada ao suposto emprego de armas químicas pela República Árabe Síria.
    O Secretário da Defesa dos EUA, o General James Mattis, declarou não dispor de provas desta acusação, antes basear-se em «artigos de imprensa credíveis». Em 2011, o Procurador (promotor-br) do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, também se baseara em artigos de imprensa ---hoje em dia todos desmentidos--- para lançar um mandado de prisão internacional contra Muammar Kaddafi, justificando assim a intervenção da OTAN.
    Em 1898, o governo dos Estados Unidos havia-se baseado identicamente em «artigos de imprensa credíveis», de jornais de William Randolph Hearst [1], para lançar a Guerra Hispano-Americana. Posteriormente, esses artigos revelaram ser completamente falsos [2].
    Os «artigos de imprensa credíveis» a que James Mattis faz referência, baseiam-se em declarações da ONG britânica «Capacetes Brancos»(White Helmets). Esta, que se apresenta como uma «associação humanitária», faz na realidade parte do conflito. Ela participou oficialmente em várias operações de guerra, entre as quais a do corte de água aos 5,6 milhões de habitantes de Damasco durante um período de uns quarenta dias [3].
    Algumas horas antes do bombardeamento dos aliados, a Rússia e a Síria tinham tornado públicos os testemunhos de dois homens presentes no hospital de Duma durante o pretenso ataque químico. Eles atestaram que tal não passou de uma encenação e que jamais ocorreu na realidade [4].
    Tal como no século XIX, portanto, será possível hoje em dia a jornalistas manipular Estados e um Tribunal Internacional, pressioná-los a derrubar um regime ou a bombardear outros Estados.
    É por isso que, numa democracia, uma parte da imprensa reivindica constituir um «Quarto Poder», mesmo que ilegítimo, uma vez que não é eleito.
    Os média (mídia-br) que dispõem desta capacidade, pertencem a grandes capitalistas que, aliás, também têm laços estreitos com os responsáveis políticos que, em seguida, alegam ter sido intoxicados pelos tais seus «artigos credíveis». William Randolph Hearst era, por exemplo, um próximo do Presidente dos EUA, William McKinley, o qual ambicionava lançar a Guerra Hispano-Americana e que acabou declarando-a.
    No fim da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética e a França conseguiram fazer adoptar pela Assembleia Geral das Nações Unidas diversas resoluções condenando a propaganda de guerra [5]. Elas foram transcritas para o Direito nacional pelos Estados-membros. Teoricamente, os jornalistas que se dedicam a esta actividade deveriam, pois, ser processados. No entanto, não é o caso, porque, na prática, apenas os Estados têm a capacidade de desencadear este tipo de ação legal. A propaganda de guerra é, portanto, interdita, mas, de momento, apenas os jornalistas de oposição que não têm capacidade de travar guerras podem ser, por isso, considerados culpados pela legislação nacional, não os Estados que as lançam.
    Tradução
    Alva

    Cuba: Raúl Castro escolhe sucessor.

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    Aos 86 anos, Raul castro prepara-se para ceder o poder de Cuba.REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
    A Assembleia Nacional cubana reúne-se esta quarta e quinta-feira para designar o novo Presidente, abrindo assim uma nova via para a transição histórica após 60 anos de poder exclusivo dos irmãos Castro.



    Nenhum programa oficial foi comunicado sobre o desenrolar dos trabalhos que acontecem à porta fechada, mas a nova Assembleia deve começar por inaugurar a nova legislatura e eleger os novos quadros.
    De seguida terá lugar a eleição dos 605 deputados e dos 31 membros do Conselho de Estado, simultaneamente do presidente desde órgão executivo supremo, este que deve suceder a Raúl Castro.
    Se a Assembleia avançar rapidamente, este voto poderá ter lugar mesmo esta quarta-feira, porém identidade do novo chefe de executivo não será revelada antes de quinta-feira.
    Fixada há já vários meses, esta data de 19 de Abril corresponde ao quinquagésimo aniversário da vitória na Baia dos Porcos face às tropas anti-castristas apoiadas por Washington em 1961.
    Desde a revolução de 1959, Cuba não conheceu uma verdadeira transição política. Foi em 2006 que Fidel Castro, na altura doente, passou o testemunho ao irmão mais novo, depois de mais de 40 anos sem partilhar o poder.
    Em 2016 é anunciada a morte de Fidel Castro e hoje é a vez de Raúl Castro, aos 86 anos ceder o lugar a uma nova geração que deve sem surpresa eleger o primeiro vice-presidente, Miguel Diaz-Canel, um civil de 57 anos.
    Miguel Diaz-Canel chegou ao governo em 2009 e quatro anos depois torna-se no número dois do regime. Se for eleito, este engenheiro eletrónico, nascido depois da revolução, deverá seguir a política de Raúl Castro que perconiza a indispensável “actualização” do modelo económica da ilha. Mudanças que serão acompanhadas de perto por Raúl Castro que vai manter-se na liderança do partido comunista até 2021.
    A população prefere esperar para ver e tem expectativas moderadas sobre a chegada de Miguel Díaz-Canel.
    fonte: VOA

    Miguel Díaz-Canel, o senhor que segue em Cuba.

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    Miguel Diaz-Canel, terceiro líder da Revolução
    Miguel Diaz-Canel, terceiro líder da Revolução

    Sucessor de Raul Castro será eleito nesta quinta-feira
    O novo Presidente de Cuba deve ser oficialmente anunciado nesta quinta-feira, 19, quando Miguel Díaz-Canel for eleito pelos seus pares do Conselho de Estado, o órgão que dirige o Partido Comunista Cubano e, por conseguinte, o país.
    Nascido um ano depois da Revolução de 1959, o novo líder tem entusiasmo por tecnologia e parece ser socialmente liberal.
    Fiel ao Partido Comunista Cubano, ele é considerado uma aposta segura para herdar o manto ideológico de Raúl Castros e outros líderes anciãos que ajudaram Fidel Castro a derrubar Fulgencio Batista.
    Observadores indicam que o novo Presidente deve ser cauteloso a princípio e tentar consolidar o apoio dos conservadores, apesar do anseio dos jovens cubanos por um desenvolvimento mais acelerado.
    Sem mudança de regime
    As mesmas fontes dizem ser improvável que ele altere o sistema de partido único.
    Embora a Assembleia Naciobnal desta semana esteja a abrir caminho a líderes mais jovens no poder, Raúl e outros anciãos da revolução provavelmente preservarão algum poder na ilha caribenha por serem veteranos do Partido Comunista até um congresso partidário agendado para 2021.
    Raul Castro e Miguel Díaz-Canel
    Raul Castro e Miguel Díaz-Canel
    Vestindo um fato escuro, ao invés de um uniforme militar, Raúl Castro sentou-se ao lado de Díaz-Canel, enquanto um funcionário lia os nomes dos líderes propostos aos 604 parlamentares reunidos em no Centro de Convenções de um subúrbio arborizado de Havana.
    Raúl assumiu a Presidência em 2008 quando Fidel, seu irmão mais velho, lhe entregou o poder formalmente devido à deterioração de sua saúde. Fidel morreu em 2016 aos 90 anos.
    Raúl, de 86 anos, realizou mudanças abrangentes, melhorando consideravelmente as relações com os Estados Unidos pela primeira vez desde que os rebeldes liderados por Fidel derrubaram um ditador apoiado pelos EUA, e fazendo reformas de mercado cautelosas em uma das últimas economias de estilo soviético do mundo.
    Mas como a economia está a ser afectada pela crise na aliada Venezuela e as relações com Washington voltaram a ser tensas com o Presidente Donald Trump, alguns cubanos estão descrentes de uma melhoria de vida e se sentem apreensivos com o que virá adiante.
    Além do sucessor de Raúl, a Assembleia essencialmente simbólica selecionará 30 outros membros do Conselho de Estado cubano.
    O novo presidente e o Conselho de Estado devem ser empossados na quinta-feira.
    Raul Castro deixa o poder como prometeu quando assumiu a liderança do país, após a renúncia do irmão e líder histórico da Revolução, Fidel Castro, 10 anos depois.
      fonte: VOA

      Parlamento guineense reabre as portas.

      NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


      Assembleia Nacional Popular


      Deputados vão eleger os membros da Comissão Nacional de Eleições
      A Assembleia Nacional Popular, da Guiné-Bissau, abriu as portas nesta quinta-feira, 19, depois de um longo período de interrupção devido à crise política que afecta o país desde Agosto de 2015.
      A agenda de trabalhos é marcada pela eleição dos membros da Comissão Nacional de Eleições que vai preparar as legislativas de 18 de Novembro.
      A reabertura do Parlamento acontece depois de um acordo entre os dois partidos mais votados, o PAIGC e o PRS, e seque à nomeação de um primeiro-ministro, Aristides Gomes, de consenso e do anúncio da data das eleições.
      Por agora, não há informações se as sessões serão retomadas na normalidade.

      fonte: RFI

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