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terça-feira, 23 de outubro de 2018

CAN 2019: Angola, Moçambique e Cabo Verde fazem contas e Guiné-Bissau quase apurada.

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Mambas, Palancas Negras e Tubarões Azuis ainda estão de calculadora na mão a fazer as contas. Já os Djurtus dependem apenas de si próprios para marcar presença no Campeonato Africano das Nações de 2019, nos Camarões.
fonte: DW África
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CAN 2019 terá lugar nos Camarões
Três derrotas e apenas uma vitória é o balanço dos jogos das quatro seleções lusófonas que disputam a fase de grupos de qualificação para o Campeonato Africano das Nações, CAN 2019, que terá lugar nos Camarões, de junho a julho.
À passagem da quarta jornada de grupo K, Moçambique perdeu esta terça-feira (16.10) diante da Namíbia, por 0-1, e caiu para a terceira posição, somando os mesmos 4 pontos com a Zâmbia, que está no fundo da tabela.
A Guiné-Bissau, que venceu a Zâmbia (2-1), no domingo, e a Namíbia lideram o grupo K com 7 pontos, estando a três pontos de carimbar a passagem para a fase final do CAN 2019. Em caso de apuramento, será a segunda presença dos guineenses na prova.
A 15 de novembro, a Guiné-Bissau e a Namíbia disputam o primeiro lugar do grupo e a consequente passagem à fase final, em Windhoek, capital da Namíbia. No mesmo dia e à mesma hora, Moçambique vai receber em casa a Zâmbia para a quinta jornada.
Fussball Africa Cup 2017 - Gabon vs Guinea-Bissau
Jogadores da selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau no CAN 2017
Angola em terceiro com 6 pontos
Ainda esta terça-feira, Angola perdeu por 1-0 na Mauritânia, em jogo da quarta jornada do grupo I e complicou as contas para a fase final. Com a vitória, a Mauritânia ascendeu ao primeiro lugar do grupo I, com nove pontos, mais dois do que o Burkina Faso, do treinador português Paulo Duarte, que é segundo, e com mais três pontos do que Angola. O Botswana é o último com apenas um ponto.
A quinta jornada do grupo I disputa-se a 15 de novembro, com Angola a deslocar-se ao Botswana, enquanto o Burkina Faso recebe a Mauritânia.
Cabo Verde em terceiro com 4 pontos
Na outra partida desta terça-feira do grupo L, Cabo Verde foi derrotado pela Tanzânia 0-2 e caiu para o terceiro lugar do grupo, com os mesmos quatro pontos, enquanto a Tanzânia é agora o segundo classificado, com cinco.
Kapverden feiert Qualifikation zum Afrika-Cup (DW)
Adeptos cabo-verdianos
Por sua vez, o Uganda, venceu Lesoto por 2-0, lidera o grupo L com 10 pontos e está quase apurada para a fase final do CAN2019.
Na quinta jornada do grupo L, a realizar-se a 15 novembro, Cabo Verde vai jogar no Uganda, enquanto o Lesoto vai receber a Tanzânia.
Os dois primeiros de cada um dos 12 grupos qualificam-se para o torneio. O CAN 2019 vai ter 24 equipas, seguindo o modelo do Euro 2016, realizado em França.
Confira todos os resultados e a tabela classificativa após os jogos da quarta jornada.
Grupo I
Burkina Faso 3-0 Botsuana
Mauritânia     1-0 Angola 
Classificação:
1. Mauritânia - 9 pontos
2. Burkina Faso - 7 pontos
3. Angola  - 6 pontos
4. Botsuana - 1 pontos
Grupo L
Tanzânia 2-0 Cabo Verde
Lesoto  0-2 Uganda
Classificação:
1. Uganda - 10 pontos
2. Tanzânia - 5 pontos
3. Cabo Verde - 4 pontos
4. Lesoto - 2 pontos
Grupo K
Guiné-Bissau 2-1 Zâmbia
Namíbia 1-0 Moçambique 
Classificação:
1. Guiné-Bissau - 7 pontos
2. Namíbia - 7 pontos
3. Moçambique - 4 pontos
4. Zâmbia - 4 pontos 

Quedutar Ialá é o primeiro ciclista da Guiné-Bissau com contrato na Europa.

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O sonho tornou-se realidade para Quedutar Cul Ialá, hexacampeão guineense que se transferiu de Nhacra para a Corunha para competir no campeonato de ciclismo da sub-21. Guineenses sentem-se orgulhosos pelo feito inédito.
fonte: DW África
Guinea-Bissau Radsportler Quedutar Iala (DW/B. Darame)
Chama-se Quedutar Cul Ialá. Nasceu na vila de Nhacra, a norte da Guiné-Bissau, onde muito cedo começou a pedalar pela vila para ajudar a sua pobre família que sobrevivia das atividades do campo. O jovem de apenas 21 anos de idade acaba de protagonizar a histórica transferência no ciclismo guineense, uma modalidade ainda em afirmação na Guiné-Bissau. Por 10.000 euros assinou o primeiro contrato profissional na Europa, em Espanha, anunciou a Federação guineense de Ciclismo.
Cul Ialá sempre soube o que realmente queria ser no futuro, mas devido às bases da sua origem familiar e inserção rural, trabalhou primeiro no campo da produção do cereal para a subsistência familiar, base da agricultura camponesa guinense. Mais tarde, aprendeu a cavar um poço artesiano, com qual, de forma ambulante, de tabanca em tabanca oferecia serviços comunitários para que os populares pudessem ter acesso à água para as suas necessidades diárias e para que ele também pudesse ganhar algum dinheiro e satisfazer as necessidades familiares - sempre com o "bichinho" de pedalar.
Nasceu para ser ciclista
Guinea-Bissau Radsportler Quedutar Iala
Quedutar Ialá: "Quando pescava no rio, imaginavam-me numa pista internacional de ciclismo"
Em busca do seu maior sonho, ser ciclista campeão africano pela Guiné-Bissau, começou a pedalar em casa, em Nhacra, numa bicicleta enferrujada do pai pendurada na varanda, sem pneus nem correntes. O "ferro-velho" servia mesmo só para esticar os músculos e sentir a sensação de estar em alta competição.
"Quando pescava no rio, imaginavam-me numa pista internacional de ciclismo. Até que um dia decidi voltar a casa despendurar a bicicleta e obriguei o meu pai a montá-la peça por peça para participar num concurso nacional. Acabei por perder contra as pessoas que tinham mais experiências e bicicletas profissionais."recorda em entrevista à DW África.
Quando nasceram os dois filhos, o jovem promessa abandonou o liceu, no 9º ano da escolaridade, porque não tinha mais condições de prosseguir os estudos na capital Bissau, cidade em que nunca quis viver. Mas foi na capital que despontou a mostrar músculos na estrada, quando venceu a corrida do aeroporto ao centro da cidade com uma bike velha e amador, diante de uns concorrentes com bicicletas profissionais: “dizia-se em Bissau que Quedutar ganhou a corrida com uma lata-velha”, recorda a sorrir.
Hexacampeão aos 21 anos 
Quedutar fez da derrota o ponto de partida para se chegar ao pódio, quando dedicou a vida a pedalar nas estradas do interior da Guiné-Bissau. Nunca mais parou e foi seis vezes campeão nacional das corridas de bicicleta que se faz no país: de Farim, no norte, a capital Bissau (118 km), Mansôa, no norte, a Bissau (60 km), Bafatá-Gabú, no leste (50 km) entre outras.
"Na altura, muita das vezes quando saía dos treinos ou das competições chegava a casa e não tinha nada para comer. Dormia com fome e cansaço, mas nunca quis desistir da bicicleta, sempre sonhei que o dia melhor chegaria se lutasse mais."
Guinea-Bissau Radsportler Quedutar Iala
Ciclista com dirigentes da Federação de Ciclismo (de esquerda para a direita):Henrique Salgueiro, Quedutar Cul Ialá, Sabino Nhasse e Bien João Emília Embana
Antes de assinar o contrato profissional na Europa, pela Guerciotti-Kiwi Atlântico, equipa espanhola de Corunha, Quedutar Cul Ialá ficou na décima quarta posição, na 13ª edição do Campeonato Africano de Ciclismo Continental, que contou com a participação de 60 países e decorreu em Casablanca, nos Marrocos, em 2017. 
Pronto para pedalar na Europa
Agora, com o contrato profissional, Quedutar sente-se preparado para começar a primeira época na Europa. "Sinto que estou mais bem preparado agora para competir ao mais alto nível. Porque aqui vejo que tenho melhores condições, as que sempre sonhei ter na carreira profissional. Prometo levantar a bandeira do meu país bem alto nesta equipa."
O ciclista guineense, que ainda treina num centro de alto redimento em Portugal, quer ganhar dinheiro e conhecimento na Europa para desenvolver a modalidade no seu país de origem, criando um centro de formação profissional na vila de Nhacra, onde nasceu.
O presidente da Federação de Ciclismo da Guiné-Bissau, Sabino Nhassé, disse acreditar na afirmação do atleta a nível internacional porque sempre foi o melhor do país e demonstrou sempre ser competente na prova africana.
Quedutar assinou um contrato de um ano renovável com o clube espanhol de Guerciotti-Kiwi Atlântico e tornou-se no primeiro ciclista da Guiné-Bissau com contrato profissional na Europa. Feito histórico para um país com cerca de 50 ciclistas, conta ainda Sabino Nhassé.

ARTIGO DE OPINIÃO: OLHOS NOS OLHOS – PONTO DE SITUAÇÃO DO PAÍS !!!

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                                                               Filomeno Pina

Uma“desorganização-organizada”, é este processo eleitoral estagnado na Guiné-Bissau! Uma pedra no caminho tem sido esta “crise-criactiva” inventada com segundas intenções, que vai mantendo tudo no mesmo lugar, servindo como bloqueio propositado, para mais justificativa dos erros ou fracasso deste processo! Nesta imagem triste, aparentemente temos um “motor” a trabalhar num carro parado, e não arranca, porque as mudanças não entram, tratando de avaria provocada, para o País marcar passos no mesmo lugar sem avançar tão cedo. Acredite se quiser, Camarada (…) 
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Neste círculo vicioso deparamos com os mesmos protagonistas de serviço, políticos, que não conseguem criar soluções positivas para o Povo Guineense. Pois não fazem e também não largam o tacho – EIS O PARADOXO - pois ninguém/politico abandona este barco “furado”, parece estranho, perguntamos nós E porquê, estarão confiantes na bóia de salvação ou numa fuga para frente, será apenas isto?
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Este retrato de situação limite é muito grave, e não só.

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Há que cuidar deste foco de tensão (descriminação no recenseamento; tratamento desigual na cobertura do território nacional e na diáspora; partidarização da Instituição/CNE), e também, controlar este “inconsciente colectivo”, que afecta maior parte de políticos inexperientes ou maldosos deste processo estagnado.
Denota-se pouco cuidado no tocante à perigosidade subjacente e crescente tensão social, devido ao impasse e falta de transparência no processo, i. é, se este “processo politizado” não terminar positivamente dando a palavra ao Povo nas urnas.
Pois tudo pode acabar pessimamente e mal, para todos sem excepção, pois absolutamente ninguém prevê um desfecho repentino desta natureza e ou a que poderá chegar este foco de tensão social e político, no entanto “bom”, com certeza que NÃO!
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Djarama. Filomeno Pina.


Intelectuais alemães alertam para riscos no Brasil.

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Manifesto assinado por grandes nomes do mundo acadêmico alemão, como o filósofo Axel Honneth e o sociólogo Claus Offe, expõe preocupação diante de crescente discurso de ódio no país.
fonte: DW África
Partidários de Bolsonaro queimam modelo de urna eletrônica no primeiro turno em São Paulo
Partidários de Bolsonaro queimam modelo de urna eletrônica no primeiro turno em São Paulo
Um grupo de mais de 40 acadêmicos alemães de diversas áreas lançou uma carta aberta sobre os riscos à democracia e aos direitos humanos no Brasil, em meio ao cenário de discurso de ódio, violência e polarização às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.
"Aprendemos, dolorosamente, com a história europeia e, em especial, com a história alemã, que a apologia da tortura e da violência e o desrespeito a concidadãos e minorias jamais serão solução para crises econômicas e políticas", afirma o documento assinado por importantes personalidades da ciência alemã.
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Entre os signatários estão o filósofo e sociólogo Axel Honneth, professor nas universidades de Frankfurt e Columbia, nos Estados Unidos, e o sociólogo Claus Offe, da Hertie School of Governance, em Berlim.
Autor de Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais e O direito da liberdade, Honneth é considerado um dos filósofos mais importantes da atualidade. Aluno de Jürgen Habermas como Honneth, Offe é conhecido por suas relevantes contribuições sobre capitalismo e democracia.
Além dos dois, assinam ainda o documento o sociólogo Stephan Lessenich, que foi presidente da Associação Alemã para Sociologia (DGS) e atualmente dá aula na Universidade Ludwig Maximilian de Munique; a historiadora especializada em América Latina Barbara Potthast, da Universidade de Colônia; e a economista Barbara Fritz, da Universidade Livre de Berlim.
Os signatários da carta destacam que não desejam interferir em assuntos internos, mas defender "valores inegociáveis como democracia, direitos humanos e o caráter laico das instituições públicas" e expressam preocupação com os recentes desenvolvimentos políticos no Brasil.
O documento não cita abertamente o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), mas faz referências a declarações dadas pelo presidenciável e seus apoiadores: "Temos observado como, durante a presente campanha eleitoral, difamações, desinformação e perseguição vem colocando em questão o tratamento igualitário de mulheres e homens, a dignidade de gays, lésbicas e pessoas transgênero, assim como a legitimidade política dos movimentos sociais e os direitos de minorias ameaçadas – entre estas, indígenas e quilombolas".
A carta destaca ainda que o "estímulo deliberado de conflitos entre os diferentes grupos da população e o anunciado armamento da população civil vão gestando uma catástrofe humanitária de dimensões incalculáveis".
Por fim, os cientistas pedem que o Judiciário brasileiro defenda os direitos humanos e a democracia e puna aqueles que violam esses princípios com palavras ou atos. "As forças democráticas no Brasil não podem ficar omissas", acrescentam.
Manifestos pelo mundo
Além da carta aberta alemã, pesquisadores europeus e americanos também lançaram petições em defesa da democracia no Brasil. O primeiro manifesto foi publicado por cientistas em atividade nos Estados Unidos em meados de outubro. O documento já conta com 1.291 assinaturas.
Intitulado Em defesa da democracia no Brasil, diga não a Jair Bolsonaro, o texto lembra que o presidenciável do PSL elogia a tortura e torturadores, além de não esconder sua admiração pela ditadura militar que esteve no poder no Brasil entre 1964 e 1985.
"A vitória da extrema direita radical no Brasil reforçará um movimento internacional que levou ao poder políticos reacionários e antidemocráticos em vários países nos últimos anos", destaca o manifesto. "Seu programa visa destruir avanços políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais das quatro últimas décadas, bem como as ações empreendidas pelos movimentos sociais e os setores progressistas para consolidar e ampliar a democracia no Brasil", acrescenta.
O manifesto afirma ainda que a eleição do ex-militar ameaça as "frágeis instituições democráticas" brasileiras e destaca que seu governo representaria um obstáculo "a toda política internacional ambiciosa de defesa do meio ambiente e de preservação da paz".
Entre os primeiros signatários da petição americana aparecem historiadores de renome como Stuart Schwartz, James Green, Lilia Moritz Schwarcz, Sidney Chalhoub, Barbara Weinstein, que chegou a presidir a Associação Americana de História (AHA), e o antropólogo John Burdick.
A iniciativa americana foi seguida por europeus, coordenados pela Associação de Pesquisa sobre Brasil na Europa (Arbre), com sede na França, que reuniu um grupo de pesquisadores, políticos e artistas que atuam na Europa e no Canadá em torno de um manifesto semelhante.
O documento já conta com mais de 1,3 mil assinaturas. Entre os 226 primeiros signatários estão o economista francês Thomas Piketty, autor de O capital no século 21, e a historiadora Laura de Mello e Souza, da Universidade Paris-Sorbonne.
Além dos manifestos de cientistas, as declarações e atitudes de Bolsonaro também foram repudiadas por eurodeputados. Na terça-feira passada, representantes de cinco das sete bancadas do Parlamento Europeu se reuniram para defender uma posição contrária clara diante do candidato.
"Uma vitória de Bolsonaro – uma figura patética que será a vergonha do Brasil – significaria um retrocesso civilizatório para o país e para o mundo", afirmou o eurodeputado português Francisco Assis, do bloco socialista, durante o evento de lançamento do manifesto Democracia brasileira em risco, em Bruxelas.
Bolsonaro é o líder nas pesquisas de intenção de voto. Na última pesquisa Datafolha, o candidato apareceu com 59% dos votos, contra 41% de Fernando Haddad (PT).
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ANGOLA PRESENTE NO MUSEU DE HUMBOLDT, EM BERLIM

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Angola e Alemanha analisaram nesta segunda-feira, em Luanda, a cooperação cultural entre os dois Estados, com foco na formação artística, intercâmbio cultural e iniciativas no âmbito da troca de exposições na vertente museológica.

Durante uma audiência que a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, concedeu ao embaixador germânico em Angola, Dirke Lolke, as duas entidades analisaram a proposta de alargamento do programa de formação e de digitalização de peças que o Goethe Instituto leva a cabo no Museu Nacional de Antropologia em colaboração com a Fundação do Património Prussiano, que será reforçado com a assinatura, em Dezembro próximo, em Luanda, de um memorando de entendimento entre as duas partes.
A duas personalidades trocaram também pontos de vista sobre a importância do Museu de Humboldt que será inaugurado em Dezembro, em Berlin, e que contará com amostras de artefactos angolanos, representativos da vasta cultura de várias regiões do nosso país e que poderá constituir, segundo Carolina Cerqueira, uma oportunidade para a internacionalização da Cultura Angolana.
A ministra reafirmou igualmente a importância do reforço do intercâmbio e de troca de experiência que servirá de base dos contactos dos técnicos do Ministério da Cultura que vão deslocar-se a Alemanha, em Novembro deste ano, para analisar com os congéneres alemães as áreas a serem prioridades no futuro plano de acção sobre a cooperação conjunta no domínio da Cultura e Artes.
O embaixador alemão informou ainda a ministra da Cultura que o Goethe Institut terá como missão principal consolidar as relações com Angola nos domínios da arqueologia e da antropologia, com vista a ajudar a garantir a modernização da rede museológica nacional, a promoção da língua alemã e as trocas culturais em vários domínios.
A ministra Carolina Cerqueira congratulou-se pela perspectiva da dinamização das relações culturais com a Alemanha, reforçando que as mesmas devem acompanhar o ritmo das perspectivas de reforço das relações económicas anunciadas aquando da visita do Presidente da Republica, João Manuel Gonçalves Lourenço, aquele país, salientando que a Cultura é uma ponte sólida, de extrema importância para o incremento da amizade, da cooperação e da mutualidade entre os povos e nações.
Carolina Cerqueira identificou também como áreas de grande interesse a formação de jovens na arte cinematográfica, a realização da semana do cinema alemão em Angola e a diversificação das actividades culturais e artísticas em ambos os países, através de iniciativas conjuntas, que devem envolver a diáspora , instituições culturais e associações da sociedade civil dos dois países.
A propósito da inauguração do grandioso Museu de Berlim, que contará com colecções e obras de países de todos os continentes, o embaixador da Alemanha manifestou interesse de poderem ser expostas peças e documentários que reflictam a riqueza cultural de Angola, designadamente a Arte Rupestre do Tchitunduhulu, no Namibe, e da Cidade de M’Banza Kongo, Património da Humanidade.
A ministra agradeceu o privilégio do nosso país poder estar representado no exterior, designadamente no grande centro cosmopolita que é Berlim, naquele que será um dos maiores museus do mundo e reafirmou o apoio institucional para se concretizar a iniciativa, que se insere no âmbito da diplomacia cultural que o executivo angolano está a levar a cabo.


O embaixador da Alemanha aproveitou a ocasião para convidar a ministra da Cultura a visitar Alemanha no próximo ano, de modo a constatar o impacto que a cultura tem naquele país, bem como assistir ao Festival de Cinema de Berlim, convite que foi aceite com agrado.
fonte: folha8

UM CANALHA À PORTA DO PLANALTO

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Equiparar Haddad a Bolsonaro constitui um acto moral e politicamente inqualificável. Quem o faz torna-se cúmplice de Bolsonaro, da sua vertigem proto-fascista, da sua propensão para o culto da violência. . É por isso que não pode haver hesitações neste momento da história do Brasil e, de uma certa maneira, da própria história da Humanidade.

Por Francisco Assis (*)
1.Carlos Alberto Brilhante Ustra foi um dos maiores, senão mesmo o maior torcionário, no tempo da ditadura militar que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985. Em 2008 foi o primeiro oficial condenado por sequestro e tortura. Comprovadamente, maltratou física e psicologicamente centenas de pessoas e chegou ao limite de obrigar crianças a presenciarem o dilacerante espectáculo do espancamento dos respectivos progenitores. Nunca reconheceu os seus crimes nem manifestou o mais leve arrependimento pelos seus actos desumanos. Era um canalha. Morreu em 2015, em Brasília, na cama de um hospital.
Foi precisamente este torcionário miserável que o então deputado federal Jair Bolsonaro homenageou no momento em que votou a favor do impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Nessa ocasião, Bolsonaro pronunciou uma declaração que o define integralmente: dedicou o seu voto à “memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”. É impossível imaginar, naquele contexto, uma afirmação mais vil, um comportamento mais indigno, uma atitude mais asquerosa. Bolsonaro revelou-se ali o que ele verdadeiramente é: um canalha em estado puro.
O que é um canalha em estado puro? É alguém que contraria qualquer tipo de critério moral e se coloca num plano comportamental pré ou anticivilizacional. Quem elogia o torturador de uma jovem mulher absolutamente indefesa atribui-se a si próprio um estatuto praticamente sub-humano. Bolsonaro é dessa estirpe, desse rol de gente que leva à interrogação sobre o que subsiste de humano no homem que literalmente se desumaniza. Theodore Adorno levou essa questão até ao limite do pensável, quando formulou a sua célebre afirmação: “escrever um poema depois de Auschwitz é um acto bárbaro e isso corrói até mesmo o conhecimento de porque se tornou impossível escrever poemas”. E, contudo, a poesia sobreviveu. O Homem resiste ao que de desumanizador ele inscreve na história. Isso não é razão para renunciar à denúncia da barbárie.
A barbárie tem muitos rostos: é estúpida, boçal, intolerante, sectária, fanática, simplista, racista, xenófoba, homofóbica, sexista, classista, irremediavelmente preconceituosa, inevitavelmente primária. Jair Bolsonaro é um dos rostos perfeitos dessa barbárie em versão actual. Tudo nele aponta para a pequenez: é um ser intelectualmente medíocre, eticamente execrável, politicamente vulgar. Nele observa-se uma prodigiosa ausência de qualquer tipo de grandeza e uma assustadora presença de tudo quanto invalida um cidadão para o desempenho da mais humilde função pública. Por isso mesmo ele é extraordinariamente perigoso: é a expressão quase exemplar do homem sem qualidades subitamente erigido a um papel de liderança.
Bolsonaro não é Hitler, não é Mussolini, não é sequer Franco. Em bom rigor, se quisermos ater-nos a um debate intelectual de natureza escolástica, ele não é bem a representação do fascismo. Há nele, contudo, na dimensão medíocre que a sua pobre personalidade proporciona, tudo aquilo de que a tradição fascista historicamente se alimentou. O anti-iluminismo, a exaltação sumária da unicidade nacional, a apologia da violência, o culto irracional do chefe. Bolsonaro é pouco mais do que um analfabeto ideológico com todos os perigos que isso mesmo encerra. Ele e a sua prole de jovens tontos significam hoje o maior perigo com que se depara o mundo ocidental.
2.Alguns analistas políticos, uns por ignorância, outros por má-fé, tentam convencer-nos que os brasileiros terão de escolher nas eleições presidenciais entre a cólera e a peste. Isso não corresponde minimamente à verdade. Equiparar Haddad a Bolsonaro constitui um acto moral e politicamente inqualificável. Quem o faz torna-se cúmplice de Bolsonaro, da sua vertigem proto-fascista, da sua propensão para o culto da violência. É por isso que não pode haver hesitações neste momento da história do Brasil e, de uma certa maneira, da própria história da Humanidade. Haddad é um intelectual sofisticado, um democrata respeitador dos princípios fundamentais das sociedades abertas e pluralistas, um homem de reconhecida integridade cívica e moral. O PT cometeu erros nos anos em que governou o Brasil? Cometeu decerto, como todos os demais partidos que desempenharam funções governativas durante muito tempo em qualquer parte do mundo.
Há, porém, uma coisa que é preciso afirmar enfaticamente nesta hora especialmente dramática: nem Lula, nem Dilma Rousseff alguma vez puseram em causa o Estado de Direito brasileiro. Ambos pugnaram por um Brasil mais justo e contribuíram fortemente para o alargamento das condições de afirmação da liberdade individual de milhões de brasileiros a quem o destino aparentava não conceder outra vida que não fosse a miséria, o sofrimento e absoluta exclusão social. Fizeram-no sempre no respeito pelas regras da democracia liberal, enfrentando a hostilidade de uma comunicação social globalmente desfavorável e os ferozes ataques dos grandes oligopólios económicos. Muitas vezes é difícil percebermos o que isso significa a partir de uma perspectiva europeia. Mas quem viajou dezenas de vezes para a América Latina, como eu fiz nos últimos anos, sabe bem o que isso traduz naquele sacrificado continente. Ali, ser pobre corresponde a ser muito mais pobre do que no nosso velho continente europeu; ali, ser mulher, ser homossexual, ser indígena, ser desempregado, ser mãe solteira, comporta uma carga sem correspondência com o que se passa no mundo que nós próprios habitamos.
(*) Jornal Público, de Portugal
Ilustração da responsabilidade do Folha 8

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