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segunda-feira, 27 de junho de 2022

A saga dos americanos negros impedidos de imigrar para o 'paraíso racial' do Brasil nos anos 1920.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Episódios de violência racial e linchamentos se espalhavam pelos EUA, e os Estados do Sul, que haviam perdido a Guerra Civil americana, passaram a implementar rígidas leis de segregação.
Alguns americanos negros planejavam deixar os EUA rumo a países africanos ou da América Latina, em busca de um lugar onde pudessem desfrutar de cidadania plena; na foto, uma família de agricultores em Oklahoma Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA / BBC News Brasil No início da década de 1920, um grupo de americanos negros decidiu deixar para trás a violência e o racismo que enfrentava nos Estados Unidos e começar uma nova vida no Brasil. Essa era uma época em que o Brasil estava em busca de imigrantes, principalmente para trabalhar em lavouras de café. Atraídos por anúncios publicados pelo próprio governo brasileiro em jornais do exterior, os americanos esperavam encontrar um "paraíso racial", onde não havia preconceito e todos tinham oportunidades. Mas, quando o governo brasileiro ficou sabendo que esse grupo de imigrantes era formado por pessoas negras, houve uma mobilização para impedir sua entrada no país, e o assunto passou a dominar debates na imprensa e no Congresso. Preocupados em manter a imagem de "democracia racial", que era cultivada pelo Brasil com orgulho, defensores do veto alegaram que os americanos não estavam sendo rejeitados por serem negros, mas sim porque poderiam perturbar a ordem pública. A motivação não seria, portanto, racial, e sim de segurança nacional. Esse episódio é um entre vários analisados pelo historiador Ousmane Power-Greene, professor da Clark University, no Estado de Massachusetts, em um livro que vai abordar as experiências de americanos negros que deixaram os Estados Unidos entre o fim do século 19 e o início do século 20 para se instalar em outros países. "Alguns estudos se dedicam aos americanos negros que emigraram para a Libéria, outros aos que foram para o Canadá, ou México, ou Haiti. Mas não há um retrato que englobe todos (esses movimentos)", diz Power-Greene à BBC News Brasil. "Meu objetivo é contar a história da emigração de americanos negros de maneira mais ampla." Romantização brasileira Se no Brasil, pelo menos de acordo com a imagem cultivada internacionalmente, pessoas de todas as raças conviviam em harmonia, nos EUA a realidade enfrentada pela população negra no início do século 20 era bem diferente. O período de Reconstrução, iniciado após o fim da Guerra Civil americana (1861-65), havia resultado em avanços para os americanos negros. Mas logo as conquistas começaram a ser revertidas e, nos anos 1920, essa parcela da população já havia perdido vários dos direitos conquistados após o fim da escravidão. Episódios de violência racial e linchamentos se espalhavam pelo país, e os Estados do Sul, que haviam perdido a guerra, passaram a implementar rígidas leis de segregação. "A partir dos anos 1880, as condições para os americanos negros começam a se deteriorar, com altos níveis de violência", observa Power-Greene. O historiador ressalta que, na época, a maioria da população negra continuava morando no Sul. Diante do aumento da violência e das restrições, eles iniciaram o que se tornaria a "Grande Migração", movimento no qual milhões deixaram a região e se mudaram para outras partes do país em busca de melhores condições.
Na primeira metade do século 20, enquanto o Brasil cultivava uma imagem de país sem preconceitos, a população negra dos EUA enfrentava violência racial e segregação; na foto, família de agricultores do Texas nos anos 1930 Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA / BBC News Brasil Nesse contexto, muitos passaram a cogitar deixar os Estados Unidos rumo a países africanos ou mesmo da América Latina, onde esperavam poder desfrutar de cidadania plena. Um dos principais nomes do movimento que defendia o retorno à África era o ativista político e líder nacionalista negro Marcus Garvey, fundador da Unia (Associação Universal para o Progresso Negro e Liga das Comunidades Africanas), que na década de 1920 tinha presença em mais de 40 países. Power-Greene observa que, quando o projeto de enviar americanos negros para a África começou a enfrentar obstáculos por parte de diversos poderes coloniais, membros da UNIA passaram a focar em outras partes do mundo, entre elas o Brasil. "Nesse período, havia entre os americanos negros a ideia de que lugares como o Brasil ainda preservavam muito do modo de ser africano, da cultura, da religião", diz ainda Power-Greene. "Então, havia uma romantização do Brasil." 'Oportunidades ilimitadas' no Brasil Na mesma época em que muitos americanos negros cogitavam deixar seu país, o governo brasileiro vinha anunciando em jornais do exterior o desejo de receber imigrantes e a promessa de trabalho, benefícios e até subsídios para que as famílias se instalassem no Brasil. Desde o fim do século 19, o Brasil buscava atrair imigrantes para trabalhar na agricultura e também ajudar a povoar áreas remotas no interior. Nas décadas seguintes, milhões de alemães, italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, sírios e libaneses, entre outros, chegaram ao país. No estudo "In Search of the Afro-American 'Eldorado': Attempts by North American Blacks to Enter Brazil in the 1920s" ("Em busca do 'Eldorado' Afro-Americano: Tentativas de Negros Norte-Americanos de Entrar no Brasil nos anos 1920", em tradução livre), de 1988, os historiadores Teresa Meade e Gregory Alonso Pirio listaram vários exemplos de anúncios sobre o tema publicados na imprensa negra americana. Em 1920, o jornal Baltimore Afro-American, da cidade de Baltimore, detalhava a oferta de passagem, acomodação e crédito de longo prazo para trabalhadores e agricultores dispostos a se estabelecer no Brasil. Segundo o jornal, o Brasil oferecia "oportunidades ilimitadas", sem segregação racial e com uma população que tinha mais indígenas, negros e mestiços do que brancos. "Um homem negro pode ser presidente do Brasil sem provocar mais comentários do que a eleição de um homem branco aqui (nos Estados Unidos)", dizia o jornal. Em 1921, em artigos no Chicago Defender, principal jornal da imprensa negra dos EUA na época, o autor E. R. James falava sobre "oportunidades de sobra no Brasil para todos, independentemente de raça, crença ou cor". Os historiadores destacam que esse tipo de mensagem atraía americanos negros "desiludidos" com as chances de se estabelecerem na África e "condicionados a ver o Brasil como um paraíso racial". Essa imagem era projetada no exterior desde o século anterior, alimentada por relatos de estrangeiros que haviam visitado o Brasil. Como o governo brasileiro não divulgava no exterior sua relutância em aceitar imigrantes negros, artigos na imprensa negra dos EUA "presumiam equivocadamente que o apelo oficial do Brasil por imigrantes norte-americanos incluía os negros". 'Liberdade e riqueza em uma terra de fartura' Foi nesse cenário que, em 1920, um grupo de americanos negros da cidade de Chicago criou uma empresa chamada Brazilian-American Colonization Syndicate (Bacs) com o objetivo de comprar terras no Mato Grosso para estabelecer colônias agrícolas. A empresa logo começou a publicar anúncios nos principais veículos da imprensa negra nos EUA. Um deles, reproduzido por Meade e Pirio, perguntava: "Você quer liberdade e riqueza em uma terra de fartura? Oportunidade e igualdade sem limites?". E concluía: "Então compre terras no Brasil". Os historiadores lembram que braços da Unia, a organização de Garvey, estavam ligados ao projeto de colonização. Eles citam informações repassadas ao FBI (Federal Bureau of Investigation, a polícia federal americana) por um informante de que, em um encontro da Unia, havia sido mencionada a fundação "de uma república negra no norte do Brasil".
Um dos principais nomes do movimento que defendia o retorno à África era o líder nacionalista negro Marcus Garvey, fundador da UNIA (Associação Universal para o Progresso Negro e Liga das Comunidades Africanas). Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA / BBC News Brasil Mas, apesar do desejo de atrair imigrantes e do orgulho da imagem de tolerância racial que o Brasil tinha no exterior, as autoridades brasileiras não tinham a intenção de receber as famílias negras. Historiadores salientam que, na época, havia no Brasil um esforço para "branquear" a população. "Eles esperavam que, após várias gerações, negros brasileiros e imigrantes europeus se misturassem de maneira que uma população de raça mista, ou 'branqueada', iria predominar", escreveram Meade e Pirio em 1988. Ao ficar sabendo da intenção da BACS, as autoridades brasileiras trataram de impedir o projeto, vetando a concessão de terras e negando os pedidos de visto. 'Divisão de raças que não conhecemos' O tema dos americanos negros gerou polêmica no Brasil, em um momento em que já havia no país um grande debate sobre a imigração, inclusive de europeus. Em julho de 1921, os deputados federais Cincinato Braga (SP) e Andrade Bezerra (PE) apresentaram um projeto de lei que proibia a imigração de pessoas negras. A proposta chegou a receber parecer favorável do Instituto dos Advogados do Brasil, mas fracassou na Câmara, classificada por opositores como "um atentado à Constituição", "à dignidade da raça negra" e "à fé cristã". Críticos salientavam que, "perante a Constituição", não havia "privilégios de raça" ou distinção "entre brancos, negros e pardos". Na imprensa brasileira, alguns comentaristas criticavam duramente a ideia de proibir os americanos negros de imigrar para o país. Muitos, como o jornalista Assis Chateubriand, consideravam a proposta inconstitucional. Outros, porém, defendiam o projeto de lei, descrevendo esses imigrantes como "indesejáveis" e citando "uma longa tradição de ódios" da população negra nos Estados Unidos e o temor de que introduzissem no Brasil "uma divisão de raças que não conhecemos". Um comentarista no Jornal do Brasil resumia a posição de muitos dos que eram favoráveis ao veto aos americanos: "não porque são pretos, mas porque trazem no espírito, contra o branco, um sentimento de hostilidade que será, na nossa ordem social, um perigo e um mal". Estados do Sul, que haviam perdido a Guerra Civil americana, passaram a implementar rígidas leis de segregação; na foto, homem negro bebe água em bebedouro só para pessoas de cor Foto: Biblioteca do Congresso dos EUA / BBC News Brasil Historiadores ressaltam que havia também o temor de que um ativismo inspirado por ideias como as defendidas por Marcus Garvey ganhasse força no Brasil. Na época, ativistas e organizações negras que combatiam o racismo e as desigualdades no Brasil eram muitas vezes severamente reprimidos. "O grande esforço do Brasil durante os anos 1920 para impedir negros de entrar no país não era apenas parte da estratégia de branqueamento", escreveram Meade e Pirio em 1988. "As autoridades brasileiras na época estavam muito interessadas em impedir a entrada de ideologias radicais que buscassem aumentar a consciência racial." Colaboração entre EUA e Brasil Historiadores destacam a cooperação que havia na época entre autoridades brasileiras e americanas. Na década de 1920, vários grupos negros que defendiam a emigração eram vigiados pelo governo dos EUA, preocupado com focos de militância. Em seu estudo, Meade e Pirio relataram que agentes do FBI repassaram informações sobre as atividades de alguns desses grupos a autoridades consulares brasileiras. No fim de 1921, de maneira discreta, "oficiais de imigração no Brasil orientaram cônsules nos EUA a recusar vistos a qualquer pessoa negra". Essas rejeições, muitas vezes envolvendo turistas, costumavam gerar protestos, mas as autoridades de ambos os países negavam que houvesse qualquer acordo oficial para impedir que americanos negros viajassem ao Brasil. Assim, ao longo daquela década, mesmo enquanto surgiam cada vez mais notícias sobre americanos negros que tiveram o visto recusado, a imprensa negra dos EUA continuou a publicar artigos exaltando a suposta ausência de preconceito racial no Brasil. Power-Greene lembra que, apesar desse episódio, outros projetos de imigração tiveram sucesso, e americanos negros estabeleceram colônias em diversos países. O historiador cita exemplos desde o início do século 19, passando não apenas pela Libéria e países africanos, mas também por Canadá e República Dominicana, entre outros locais nas Américas. "Movimentos de migração costumam ser repletos de decepção e retorno", destaca. "É importante reconhecer a falta de sucesso. Mas também é importante entender o contexto. E olhar para essas histórias de maneira coletiva." 'Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-6187898'

G7 destinará US$600 bilhões para países em desenvolvimento.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Os Estados Unidos, juntamente com os demais países do G7, pretendem destinar US$ 600 bilhões até 2027 para investimentos em "infraestruturas de qualidade e sustentáveis" ao redor do mundo.
O anúncio foi feito pelo presidente americano, Joe Biden, durante a cúpula do G7 na Alemanha, neste domingo (26). Os EUA contribuirão com US$ 200 bilhões nos próximos 5 anos. "A 'Parceria para Infraestrutura e Investimento Global' proporcionará projetos revolucionários para preencher a lacuna de infraestrutura nos países em desenvolvimento, fortalecer a economia global e as cadeias de suprimentos e promover a segurança nacional dos Estados Unidos", informou o democrata. A iniciativa foi lançada por Biden e outros líderes do G7 na cúpula da Cornualha para oferecer uma alternativa à Rota da Seda e combater a influência da China no mundo em desenvolvimento. Segundo o líder americano, "quando as democracias se unem, não há nada que não possam alcançar". "Este plano não é caridade. É um investimento que terá retorno para os americanos e para todos os cidadãos do mundo", disse ele ao apresentar a iniciativa de infraestrutura ao G7. Para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, hoje o mundo precisa desses investimentos mais do que em qualquer outro momento". "Teremos que trabalhar lado a lado". Antes do anúncio, o chanceler alemão, Olaf Scholz, manifestou a "preocupação compartilhada" pelo G7 devido à situação econômica global, sobretudo por causa do aumento da inflação e da crise energética em decorrência da guerra na Ucrânia. "Partilhamos desta preocupação", disse ele, enfatizando "a confiança" de que os líderes do grupo saberão lançar "a mensagem necessária de coesão" em meio a situação criada pela "brutal agressão" lançada pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Rússia dá 1º calote em dívida externa desde 1917.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... País tenta pagar US$ 40 bilhões em dívidas em moeda estrangeira apesar das sanções ocidentais...
No domingo (26.jun.2022) o país perdeu o prazo para cumprir um período de carência de 30 dias em juros de US$ 100 milhões em 2 títulos... A Rússia beira a inadimplência em seus títulos soberanos pela 1ª vez desde 1918 diante das sanções econômicas anunciadas pela Ocidente em retaliação a guerra na Ucrânia. No domingo (26.jun.2022) o país perdeu o prazo para cumprir um período de carência de 30 dias em juros de US$ 100 milhões em 2 eurobônus com vencimento em 27 de maio, segundo a Bloomberg.... Funcionários da Casa Branca atribuíram o default às sanções econômicas aplicadas ao país. “As notícias desta manhã sobre a descoberta do default da Rússia, pela 1ª vez em mais de um século, situam o quão fortes são as ações que os EUA, juntamente com aliados e parceiros, tomaram, bem como o impacto dramático sobre a economia da Rússia”, disse um integrante do governo a jornalistas na manhã desta 2ª feira (27.jun), segundo a Reuters. O Ministério das Finanças da Rússia, no entanto, afirma que cumpriu as obrigações e fez os pagamentos ao seu NSD (Depósito do Acordo Nacional, na sigla em inglês)... Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/europa-em-guerra/russia-da-1o-calote-em-divida-externa-desde-1917/) © 2022 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.

Governo bolsonaro volta a agredir os brasileiros com indicação para presidente da Petrobrás.

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Notícia da revista VEJA, em 24 de maio de 2022, assinada por Josette Goulart: “Indicado por Paulo Guedes para o cargo de presidente da Petrobrás, Caio Mário Paes de Andrade é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista (Unip)”. A Lei que “dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”, é a nº 13.303, de 30/06/2016, assinada por Michel Temer, Alexandre de Moraes, Henrique Meirelles e Dyogo Henrique de Oliveira; portanto não é lei petista nem de esquerda ou comunista. É dos que levaram Bolsonaro ao poder. Está no artigo 17 desta Lei: “Art. 17. Os membros do Conselho de Administração e os indicados para os cargos de diretor, inclusive presidente, diretor-geral e diretor-presidente, serão escolhidos entre cidadãos de reputação ilibada e de notório conhecimento, devendo ser atendidos, alternativamente, um dos requisitos das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso I e, cumulativamente, os requisitos dos incisos II e III: I - ter experiência profissional de, no mínimo: a) 10 (dez) anos, no setor público ou privado, na área de atuação da empresa pública ou da sociedade de economia mista ou em área conexa àquela para a qual forem indicados em função de direção superior; ou b) 4 (quatro) anos ocupando pelo menos um dos seguintes cargos: 1. cargo de direção ou de chefia superior em empresa de porte ou objeto social semelhante ao da empresa pública ou da sociedade de economia mista, entendendo-se como cargo de chefia superior aquele situado nos 2 (dois) níveis hierárquicos não estatutários mais altos da empresa; 2. cargo em comissão ou função de confiança equivalente a DAS-4 ou superior, no setor público; 3. cargo de docente ou de pesquisador em áreas de atuação da empresa pública ou da sociedade de economia mista; c) 4 (quatro) anos de experiência como profissional liberal em atividade direta ou indiretamente vinculada à área de atuação da empresa pública ou sociedade de economia mista; II - ter formação acadêmica compatível com o cargo para o qual foi indicado; III - não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas nas alíneas do inciso I do caput do art. 1º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990 , com as alterações introduzidas pela Lei Complementar nº 135, de 4 de junho de 2010”. No currículo que está sendo divulgado não consta que nos últimos 10 anos tenha atuação conexa àquela para qual foi indicado. Nem quatro anos em “empresa de porte ou objeto social semelhante ao da sociedade de economia mista”. Efetivamente, ele vem saltitando entre empresas do ramo imobiliário, assistencial e de crédito. Certa vez, conversando com Pierre Desprairies, diretor do Instituto Francês de Petróleo, dirigente e articulista da Revue Française de Pétrole, sobre a formação dos Presidentes dos Conselhos de Administração das petroleiras estatais e privadas, no período das crises do petróleo (1970 a 1980), ouvi daquele experiente homem de petróleo que somente a sólida formação profissional, com muita experiência nas atividades petroleiras, conseguira fazer as empresas que dirigiam atravessar aqueles conturbados momentos. Embora a cortesia e a educação deste amigo já falecido não o fizessem citar quem fosse, não havia dúvida que tratava de um professor universitário de história, de curtíssima duração gerencial, em petroleira europeia. O senhor Caio Mário tem um curso de PUBLICIDADE E PROPAGANDA, o único que a faculdade de Comunicação Social da Universidade Paulista (UNIP) oferece, com duração de quatro anos. O que sem dúvida não deve atender ao item II da lei nº 13.303. Resta demonstrar quais são as pós-graduações em administração, em universidades estrangeiras, muitas vezes se tratando de cursos de curta duração ou de férias. Ainda quanto à formação acadêmica, reportagem da CNN (20/06/2022), junto ao órgão de “compliance” da Petrobrás, registrou que os cursos no exterior não tiveram a validação pelo Ministério da Educação, o que lhes tira a autenticidade. Porém é o próprio indicado que afirma obter “sucessos comprovados em tecnologia de informação, mercado imobiliário e agronegócio”. Ou seja, considera-se jejuno em petróleo, apesar dos 18 meses na Petrobrás Pré-Sal (PPSA), ou seja, sem não conseguir o tempo mínimo de 60 meses em cargos de chefia superior. Ainda resta conhecer dados da vida do candidato, pois a reputação ilibada já eliminou um lobista também indicado pelo governo Bolsonaro para comandar a maior empresa brasileira. Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado. Ver mais em https://port.pravda.ru/cplp/55527-nomeacao_petrobras/

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