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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Brasil: Eleições 2018 - Os candidatos à Presidência e quais dificuldades têm de superar durante a campanha.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Bússula com bandeira do Brasil e a palavra "voto"

Reportagem atualizada no dia 12 de setembro de 2018
eleição presidencial de 2018 terá o maior número de candidatos desde a disputa de 1989 - a primeira desde a redemocratização do país. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, a menos de um mês das eleições, o partido decidiu substituí-lo pelo vice na chapa, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Serão 13 candidatos, ao todo. No pleito de 89, foram 22.
Há, entre os candidatos, nomes atingidos denúncias de corrupção e por disputas partidárias internas. A maioria deles enfrenta a escassez de tempo de propaganda no rádio e na televisão. Alta rejeição ou falta de popularidade também estão entre as pedras no caminho de presidenciáveis.
Partidos e candidatos correm contra o tempo para superar seus problemas. A propaganda eleitoral está permitida desde o dia 16. No rádio e na televisão o horário eleitoral começou dia 31 de agosto. O primeiro turno de votações está marcado para 7 de outubro.

Fernando Haddad (PT)

Lançado candidato a menos de um mês das eleições, Fernando Haddad, de 55 anos, assume a cabeça da chapa no lugar de Luiz Inácio Lula da Silva. O TSE negou o pedido de registro de candidatura do ex-presidente por entender que Lula está enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
O ex-presidente está preso desde maio na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde cumpre pena de 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro.
Além de ter que defender o partido das acusações de corrupção, Haddad tem pouco tempo de campanha para se tornar conhecido e se projetar como a "voz de Lula".
O principal desafio dele é, de fato, herdar as intenções de votos em Lula, que contava com o voto declarado de quase 40% do eleitorado até ser oficialmente impedido de concorrer às eleições. Há dúvidas se outros candidatos, em especial os da esquerda, podem se beneficiar com a ausência de Lula na disputa.
Mas, antes mesmo de ter sido lançado oficialmente candidato, pesquisas de intenção de voto indicava que Haddad havia crescido de 4% para 9% na preferência do eleitorado.
Haddad tem trajetória acadêmica e passagem pelo sistema financeiro, onde trabalhou como analista de investimentos do Unibanco. É formado em Direito, tem mestrado em Economia e doutorado em Filosofia. Ascendeu no PT ocupando cargos de gestão a partir. Ele assumiu o ministério da Educação em julho de 2005.
O presidenciável petista tem pouca experiência nas urnas. Tem duas eleições no currículo, ambas para prefeito de São Paulo - venceu a primeira em 2012, ungido por Lula, e perdeu a segunda no primeiro turno para João Dória (PSDB), em 2016, quando o PT vivia o auge de seu desgaste com as denúncias de corrupção na Petrobras e o impeachment de Dilma Rousseff.
Jair Bolsonaro (PSL)
O deputado federal Jair Bolsonaro, de 63 anos, aparece em primeiro lugar nas pesquisas de opinião nos cenários eleitorais sem Lula. De acordo com a última pesquisa Datafolha, Bolsonaro alcança 24% das intenções de votos.
Foi forçado, contudo, a interromper a campanha na rua depois de ter sido esfaqueado durante um ato em Juiz de Fora (MG). Depois de operado, o candidato foi transferido para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera. A perfuração deixou lesões graves em órgãos intra-abdominais. Além da lesão no intestino grosso, Bolsonaro teve três perfurações no intestino delgado.
Bolsonaro trocou de partido para disputar as eleições. O deputado estava filiado ao PSC (Partido Social Cristão) e chegou a assinar a ficha de filiação do PEN (Partido Ecológico Nacional). Mas, em seguida, filiou-se ao PSL (Partido Social Liberal).
O nome do general da reserva do Exército Hamilton Mourão, do PRTB, foi oficializado como o candidato a vice de Bolsonaro, depois que ele enfrentou pelo menos três recusas para compor a chapa presidencial.
Bolsonaro tem pouco tempo de propaganda no rádio e na televisão: 8 segundos e 11 inserções - a título de comparação, o tucano Geraldo Alckmin tem 5 minutos e 32 segundos e 434 inserções na programação. Para estipular o tempo de cada candidato, leva-se em conta o número de deputados federais eleitos pelo partido em 2014. No caso do PSL, foram apenas dois.
Desde as eleições de 2014, o PSL conquistou mais deputados. Hoje, tem uma bancada de dez pessoas. Com esse número, Bolsonaro pode participar de debates na televisão - é preciso ter bancada de pelo menos cinco congressistas para ter presença garantida em debates sem a necessidade de ser convidado pelo organizador.
Os recursos de campanha também são vistos como um desafio para a candidatura. Os apoiadores do pré-candidato apostam na divulgação do número de uma conta para arrecadar doações na internet. O Tribunal Superior Eleitoral autorizou o uso de "vaquinhas virtuais" nesta eleição para arrecadar recursos de pessoas físicas - a doação de empresas permanece proibida. No Fundo Eleitoral, o PSL terá direito a apenas R$ 9,2 milhões - pode parecer muito, mas o PSDB por exemplo, sozinho, tem direito a R$ 185,8 milhões.
Bolsonaro tentaria contornar essa limitação usando redes sociais e contando com a produção espontânea de conteúdo de simpatizantes. O pré-candidato também vai precisar mostrar que domina diferentes temas.
Ele também vai precisar enfrentar a rejeição - segundo a pesquisa Datafolha de setembro ele é o presidenciável com maior rejeição: 43% disseram que não votam nele de maneira alguma.
Militar da reserva e professor de educação física, Bolsonaro é deputado federal desde 1991 - acumula sete mandatos por cinco partidos diferentes.
Assim como Geraldo Alckmin (PSDB), Bolsonaro é um dos dois únicos candidatos que ainda não concederam entrevista à BBC News Brasil.

Geraldo Alckmin (PSDB)

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de 65 anos, assumiu em dezembro a presidência do PSDB para tentar apaziguar o partido, que se dividiu entre ficar ou sair da base de apoio ao governo de Michel Temer (MDB).
Seu principal desafio é aparecer em uma melhor colocação nas pesquisas de intenção de voto. No último Datafolha, Alckmin teve 10% da intenção de votos, atrás de Bolsonaro, Marina e Ciro Gomes.
Alckmin foi confirmado como o único postulante do PSDB à Presidência, depois que o ex-senador e atual prefeito de Manaus Arthur Virgílio desistiu de participar de prévias para definir o candidato tucano nas urnas. No fim de fevereiro, Virgílio criticou o correligionário paulista, a quem acusou de usar a máquina partidária para evitar a disputa, e anunciou que não vai fazer campanha para Alckmin.
O ex-prefeito de São Paulo João Doria era outro tucano que almejava a candidatura presidencial, mas acabou deixando o cargo para disputar o governo paulista. Muitos tucanos acreditam que ele "queimou a largada" ao fazer um giro pelo Brasil na tentativa de aumentar sua popularidade - ele ainda é considerado desconhecido no país e não conseguiu alavancar seu nome nas pesquisas.
Além das muitas disputas internas, Alckmin assumiu um PSDB desgastado pelas denúncias de corrupção contra integrantes do partido, em especial as que pesam contra o senador Aécio Neves (MG), que disputou as eleições presidenciais em 2014, e o ex-governador de Minas Eduardo Azerendo, condenado a 20 anos de prisão por lavagem de dinheiro e peculato - atualmente ele cumpre pena em Belo Horizonte.
O próprio Alckmin também foi acusado de receber R$ 10 milhões em quantias não declaradas da Odebrecht, o que ele nega.
O candidato do PSDB conta com o apoio formal do grupo de partidos conhecido como "centrão" - PTB, PP, PR, Solidariedade, PRB e PSD - e ainda dos aliados históricos PPS e DEM. A senadora do PP do Rio Grande do Sul Ana Amélia, de 73 anos, será a vice do tucano.
Alckmin já disputou as eleições presidenciais em 2006, quando perdeu para Lula no segundo turno - os adversários do tucano fazem questão de lembrar que ele teve menos votos na segunda votação que na primeira. Alckmin enfrenta rejeição de 24%, a terceira maior entre os eleitores segundo o Datafolha de setembro.
Formado em medicina, começou a carreira política como vereador e, depois, foi prefeito de Pindamonhangaba (SP), sua cidade natal. Em 1994, foi eleito vice-governador de São Paulo e acabou assumindo o governo com o agravamento do estado de saúde de Mário Covas, em 2001. Perdeu a disputa pela prefeitura de São Paulo em 2008, mas voltou como governador em 2010 e foi reeleito em 2014.

Marina Silva (Rede)

A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva lançou oficialmente sua candidatura em 2 de dezembro de 2017, pela Rede. De acordo com o último Datafolha, Marina está em terceiro lugar, atrás de Bolsonaro e Ciro Gomes.
Uma das dificuldades que deve enfrentar é o pouco tempo de propaganda no rádio e na TV. Ela enfrenta ainda, segundo o Datafolha de setembro, uma rejeição de 29% - é a segunda candidatura mais rejeitada.
O partido conta com uma bancada de apenas três congressistas. Assim, Marina não tem a garantia de participação nos debates. Caberia às emissoras a escolha de convidar ou não a candidata.
A ex-ministra também tem respondido a críticas de ser omissa em momentos em que muitos aguardavam um posicionamento firme sobre temas centrais ou disputas políticas, e de ter declarado apoio ao hoje investigado senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno das eleições de 2014.
Avessa a embates e a ataques, a própria candidata avalia que será uma campanha extremamente agressiva. Seu vice será Eduardo Jorge, do Partido Verde.
Marina, que tem 60 anos, disputou as duas últimas eleições presidenciais, uma pelo PV e outra pelo PSB. Ela começou a carreira política no PT - onde chegou a ser ministra do Meio Ambiente, durante o governo Lula (2003-2010).

Ciro Gomes (PDT)

A candidatura presidencial do ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes, de 60 anos, foi confirmada em março de 2018 pelo PDT e oficializada no fim de julho.
Por enquanto, é o nome ligado à esquerda que vai melhor nas pesquisas. Segundo o Datafolha de setembro, Ciro aparece em segundo lugar, com entre 13% das intenções de votos.
Ainda segundo o Datafolha, o pedetista tem uma rejeição de 20% do eleitorado - abaixo da rejeição de Bolsonaro (43%), Marina (29%), Alckmin (24%) e Haddad (22%).
A falta de aliados para fortalecer a candidatura é um obstáculo para Ciro - ao final da temporada de convenções partidárias, ele acabou isolado. Foi preterido pelo PSB (que optou pela neutralidade após um acordo com o PT), e pelo PC do B, que fechou aliança com os petistas.
Sua vice será do próprio PDT, a senadora Kátia Abreu.
O estilo franco e impulsivo que há anos rende a Ciro a fama de "destemperado" pode ser um empecilho. "Todo mundo já teve uma palavra mal dita ou foi mal interpretado", pondera Lupi.
Ciro já foi prefeito de Fortaleza, deputado estadual, deputado federal, governador do Ceará e ministro dos governos Itamar Franco (Fazenda) e Lula (Integração Nacional).
Passou por sete partidos em 37 anos de vida pública. Já concorreu à Presidência duas vezes, em 1998 e em 2002.

Álvaro Dias (Podemos)

O ex-tucano Álvaro Dias, de 73 anos, ganhou fama no Senado por ser um ferrenho crítico da gestão petista e integrante ativo de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito).
Por anos foi filiado ao PSDB. No ano passado, ele trocou o PV pelo Podemos - antigo PTN - com a expectativa de se lançar candidato, mas ainda enfrenta o desafio de se tornar um nome mais conhecido nacionalmente, capaz de conseguir mais que os 3% de votos sinalizados pelas pesquisas. Ele tem uma rejeição de 14%.
Tem 40 segundos no rádio e na televisão, porque fechou uma aliança com o PRP, PSC e PTC.
Álvaro Dias cursou História e está no quarto mandato consecutivo de senador. Já foi vereador, deputado estadual, deputado federal e governador do Paraná. É de uma tradicional família de políticos do Estado.

João Amoêdo (Novo)

O ex-executivo do sistema financeiro João Amoêdo, de 55 anos, se afastou da presidência do partido que ele próprio ajudou a criar em 2015 para ser lançado pré-candidato à Presidência. Pelas regras do Novo, candidatos não podem exercer funções partidárias nos 15 meses anteriores à eleição.
Amoedo enfrenta o desafio de se fazer mais conhecido entre os eleitores e tentar ajudar o Novo a eleger representantes nas Assembleias e na Câmara.
Com cerca de 3% das intenções de voto, segundo o Datafolha de agosto, Amoêdo era o segundo candidato mais desconhecido do país - só perde para Vera Lúcia (PSTU). Segundo o Datafolha, 73% dos entrevistados dizem que não o conhecem nem ouviram falar dele. É muito, mas menos que antes. Na pesquisa de novembro, ele era desconhecido por 84% dos brasileiros.
Amoêdo tem em viajado o país para fazer palestras na tentativa de tornar-se mais popular e sua campanha tem ganhado força nas redes sociais.
Novato em eleições gerais, o partido de Amoêdo conta com o apoio de profissionais liberais, de economistas que ocuparam cargos importantes no governo de FHC, como Gustavo Franco, e tem entre seus quadros o ex-treinador de vôlei Bernardinho. A legenda ainda tenta atrair tucanos descontentes que estão deixando o partido.
A maioria dos quadros do partido, contudo, também é neófita das urnas.
Como seu partido foi criado depois das eleições de 2014, não tem nenhum congressista. Por isso, Amoêdo não tem direito de participar de debates. A presença do candidato fica a critério dos organizadores. O candidato tem apenas cinco segundos na propaganda eleitoral gratuita na TV.
Formado em Engenharia Civil e Administração, Amoêdo começou a carreira profissional trabalhando para bancos e chegou a ser vice-presidente do Unibanco e membro do conselho de administração do Itaú-BBA. Atualmente, é sócio do Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças.

Guilherme Boulos (PSOL)

Em março, o PSOL anunciou o nome do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, de 36 anos, como candidato à Presidência. A chapa terá como candidata a vice-presidente a ativista indígena Sônia Bone Guajajara, também do PSOL.
No Datafolha de setembro, Boulos obteve no máximo 1% da intenção de votos.
Para o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), é mais fácil o partido se coligar com movimentos da sociedade civil organizada do que com partidos políticos. "Há um descrédito muito grande, as pessoas estão com nojo dos partidos", diz Alencar.
O PSOL acabou fechando uma coligação como PCB.
Boulos venceu a disputa interna no PSOL, que tinha como pré-candidatos os economistas Plínio de Arruda Sampaio Jr., Nildo Ouriques e Hamilton Assis, militante do movimento negro. Em julho, o partido oficializou a chapa formada por Boulos e Sônia.
O PSOL avalia que o grande desafio será cumprir a cláusula de barreira que exige para 2018 1,5% dos votos em nove Estados para que as legendas continuem recebendo fundo partidário e tendo acesso a inserções no rádio e na televisão.
A legenda tem 13 segundos de propaganda eleitoral, mas vai conseguir participar dos debates por ter uma bancada com seis deputados.
Professor e escritor, Guilherme Boulos é formado em Filosofia pela USP, tem especialização em Psicologia Clínica pela PUC-SP e mestrado em Psiquiatria pela USP. É membro da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, no qual milita há 16 anos, e da Frente Povo Sem Medo.

Henrique Meirelles (MDB)

O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de 72 anos, começou a construir a sua candidatura presidencial em abril deste ano, quando deixou o cargo no governo de Michel Temer e trocou o PSD por seu partido atual, o MDB.
No começo de agosto, a candidatura de Meirelles foi oficializada pela convenção do MDB - mesmo com a oposição de alguns caciques regionais do partido, como Renan Calheiros (Alagoas), Roberto Requião (Paraná) e Jarbas Vasconcelos (Pernambuco), entre outros. Meirelles teve 357 dos 419 votos dos convencionais, ou 85% do total.
Mesmo assim, a falta de popularidade ainda é um obstáculo a ser superado. No Datafolha de setembro, Meirelles obteve 3% da intenção de votos, e enfrenta 17% de rejeição. O ex-ministro está bancando a própria campanha presidencial, com uma doação no valor de R$ 20 milhões.
A trajetória profissional de Meirelles está ligada à área financeira internacional. Antes de ser presidente do Banco Central, entre 2003 e 2011, no governo Lula, foi o principal executivo do BankBoston. Antes de assumir a Fazenda, Meirelles atuou por quatro anos como presidente do conselho de administração da J&F Investimentos, holding criada pela família Batista e controladora do frigorífico JBS, envolvido em escândalos de corrupção.

Vera Lúcia (PSTU)

A ex-operária Vera Lúcia, de 50 anos, foi lançada como cabeça da chapa presidencial do PSTU, que deverá ter como vice o professor Hertz Dias, da rede pública do Maranhão.
Vera é ativista sindical em Sergipe, ex-militante petista e ex-operária da indústria calçadista. Ela participou da fundação do PSTU em seu Estado, junto com outros ex-filiados do PT, depois que sua corrente foi expulsa do petismo em 1992.
Ela tem cinco segundos no horário eleitoral e sete inserções, e não mais que 1% das intenções de votos. Além disso, é a candidata menos conhecida - apenas 22% dos eleitores dizem conhecê-la ou já ter ouvido falar dela, segundo o Datafolha de agosto.
A candidatura tem por objetivo apontar o que o partido considera a forma ilegítima e antidemocrática como são disputadas as eleições no Brasil. O PSTU considera que o objetivo final de um partido revolucionário não é disputar eleições, e sim organizar os trabalhadores para tomar o poder.

João Vicente Goulart (PPL)

O Partido Pátria Livre oficializou a candidatura de João Goulart Filho à presidência, em um evento em São Paulo no início de agosto. O candidato do PPL é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango (1919-1976), cujo mandato foi interrompido pelo golpe militar de abril de 1964.
Segundo o Datafolha, ele é desconhecido da maioria dos eleitores. Tem apenas cinco segundos no rádio e na TV.
Nascido no Rio de Janeiro, João Vicente é escritor. Passou a infância e a adolescência no Uruguai, onde sua família se encontrava exilada após o golpe militar. De volta ao Brasil, João Vicente ajudou na fundação do PDT, junto do tio Leonel Brizola, e foi deputado estadual pelo partido no Rio Grande do Sul nos anos 1980.
Durante a campanha, defenderá propostas nacionalistas e identificadas com a esquerda. Goulart terá como vice um professor universitário de Brasília, Léo Alves, também do PPL.

Eymael (DC)

José Maria Eymael foi oficializado como o candidato presidencial pelo partido Democracia Cristã (DC), em convenção realizada em julho, em São Paulo. Essa será a 5ª vez que o advogado disputa a presidência da República. Ele terá como vice o pastor Hélvio Costa (DC).
Em 2014, Eymael teve apenas 0,06% dos votos - ele chegou a dizer que não disputaria mais a Presidência da República. O candidato da DC (antigo PSDC) é famoso pelo jingle de campanha, lançado em 1985: "Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão (...)".
Nesta eleição, ele tem oito segundos no horário eleitoral e 12 inserções.

Cabo Daciolo (Patriota)

Eleito deputado federal pelo PSOL em 2014 com 49 mil votos, Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, mais conhecido como Cabo Daciolo, tem 42 anos e concorre à Presidência da República pela primeira vez.
O bombeiro já havia sindo filiado ao PTdoB e, hoje, está no Patriota (antigo Partido Ecológico Nacional). Daciolo terá como vice a pedagoga Suelene Balduino, também do Patriota.
Antes de iniciar sua carreira política, liderou uma greve de bombeiros em seu Estado de origem, o Rio, em 2011, quando chegou a ficar preso.
Em 2015, logo depois de eleito, Daciolo foi expulso do PSOL por infidelidade partidária - a sigla entendeu que as posições defendidas por ele contrariavam o estatuto do partido.
Ele enfrenta, segundo o Datafolha, 19% de rejeição, tem apenas 1% da intenção de votos e tem oito segundos na propaganda eleitoral no rádio e na TV.
Um dia depois que Bolsonoro foi esfaqueado, Daciolo anunciou que faria um jejum de 21 dias e ficaria "nos montes", sem conceder entrevistas ou participar de debates.
Reportagem publicada originalmente em dezembro de 2017 e atualizada pela última vez em 12 setembro de 2018.
fonte:bbc.com

A MALÁRIA É AMIGA DO MPLA.

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A malária é a causa de 35.5% das mortes anuais em crianças dos zero aos cinco anos, na província angolana do Cuanza Sul, devido à insuficiente cobertura sanitária, fraca manutenção dos hospitais, entre outros factores, segundo as autoridades locais. Embora esteja no cargo há um ano, nem o Titular do Poder Executivo (João Lourenço), nem o Presidente da República (João Lourenço) tiveram tempo para resolver os “crimes” cometidos ao longo dos últimos 43 anos pelo MPLA.

Os dados foram avançados pelo governador da província do Cuanza Sul, Eusébio de Brito Teixeira, que participou no encontro metodológico do sector da Saúde… que os angolanos em geral não sabem o que significa, já para não falar dos 20 milhões de pobres.
O governante angolano referiu que na base desses altos índices estão os problemas do sistema de saúde, a falta dos recursos humanos e técnicos de saúde, a falta de pessoal nas áreas rurais e periurbanas, debilidades no sistema de gestão, incluindo no de informação de logística e de comunicação.
Eusébio de Brito Teixeira, citado pela Angop, apontou ainda a insuficiência de recursos e inadequação de modelos de financiamento e o reduzido acesso á água potável, saneamento e energia, aliada à fraca cobertura vacinal como os principais problemas no sector da saúde local.
Relativamente à vacinação, o governador do Cuanza Sul apelou aos profissionais de saúde uma maior atenção para este aspecto, considerada a melhor forma de prevenção de doenças.
A malária é a principal causa de mortes e de absentismo laboral e escolar em Angola, bem como de internamentos nas unidades hospitalares do país.
Mais de 3.000 crianças angolanas com malária grave foram tratadas pela Médicos Sem Fronteiras (MSF) nos primeiros meses do ano só na província do Huambo.
De acordo com informação disponibilizada por aquela organização médica humanitária, a MSF recebeu autorização do Ministério da Saúde angolano para intervir neste surto, “depois de detectar que o número elevado de pessoas afectadas por malária ultrapassava as capacidades dos hospitais municipais e do hospital provincial”.
Actualmente, a organização refere que se observa “uma estabilização no número de doentes” e uma “diminuição da percentagem de crianças admitidas por malária” no Hospital Provincial do Huambo, no planalto central, onde a MSF está a intervir na área da pediatria, mobilizando 100 profissionais.
Em Janeiro, 80% das crianças internadas naquela unidade central apresentavam um quadro de malária grave, percentagem que, segundo a organização, desceu para 50%.
“Até recentemente, tínhamos 400 crianças hospitalizadas por malária todas as semanas, o que também pode ser explicado por um efeito de chamariz que faz com que mais famílias tragam as crianças directamente ao Hospital Provincial. Além disso, a taxa de mortalidade regressou aos níveis normais”, explicou Isabel Grovas, coordenadora da equipa médica de MSF no Huambo.
Aquela equipa colaborou ainda na reabilitação de uma zona do hospital que não estava a ser utilizada, ampliando assim de 65 para 150 o número de camas disponíveis para acomodar crianças com malária.
O objectivo foi que “cada criança pudesse ter a sua própria cama”, acrescentou a responsável da MSF.
A organização admite que a falta de medicamentos junto das populações “precipitou a chegada de crianças em estado muito grave” ao hospital e lembrou que o próprio “acesso às estruturas de saúde também é difícil”.
“A criança adoece e a família espera alguns dias, aguardando que a criança melhore. É quando a situação se torna grave que chegam aos centros de saúde. Frequentemente a morte no hospital ocorria nas duas horas após a admissão, numa fase em que já é demasiado tarde para poder fazer alguma coisa”, destaca Isabel Grovas, sublinhando que a MSF “não tem capacidade para actuar numa província inteira”.
A organização admite que o Huambo “tinha conseguido uma evolução positiva” nos últimos anos, em termos de prevenção e redução da malária, com diferentes organizações a trabalhar na distribuição de redes mosquiteiras, controlo de vectores, exterminação do mosquito e das suas larvas, entre outras actividades.
Contudo, a crise económica que se arrasta desde final 2014 “também teve o seu impacto nesta área, ao qual se somou, no último ano, um aumento da chuva e das temperaturas que causaram uma maior proliferação do mosquito responsável pela transmissão da doença”.
O número de casos de malária desta epidemia “foi quatro ou cinco vezes superior” em relação a anos anteriores, destaca a MSF, reconhecendo que neste cenário nenhuma estrutura de saúde seria “capaz de absorver o volume de doentes”.
Só para apoiar o combate a esta epidemia no Huambo, a MSF recrutou 34 enfermeiros, 16 médicos e 18 higienistas, colaborando ainda com nove hospitais municipais.
“Em função da evolução da epidemia nas próximas semanas, a organização poderá deixar a província em finais de Abril”, admite a organização.
A MSF retomou a actividade em Angola em 2016, após uma ausência de nove anos, para apoiar as autoridades de saúde do país em situações de emergência.
Actuou no Dundo, província da Lunda Norte, em 2017, na assistência aos refugiados da República Democrática do Congo, em Namacunde, no Cunene, também em 2017, num outro pico de malária e desnutrição.
Igualmente nas províncias do Huambo e Benguela, em 2016, durante o surto de febre amarela, bem como no ano seguinte e já em 2018 no apoio aos episódios de cólera no Uíge, Soyo e Luanda.

Uma, mais uma, vergonha

Angola registou no primeiro trimestre deste ano mais de 720 mil casos de malária, a principal causa de morte no país, que resultou em quase 2.100 óbitos, segundo dados das autoridades sanitárias.
“Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”, afirma o MPLA e João Lourenço. Não havendo nada para melhorar, quando chegará a vez de corrigir o que está mal e que é (quase) tudo?
De acordo com um relatório do Ministério da Saúde, no que diz respeito à situação epidemiológica do país sobre a malária foram registados de Janeiro até Abril, 720.086 casos, dos quais 2.096 pessoas morreram.
Os dados indicam como províncias mais afectadas Luanda com 177.029 casos e 278 óbitos, Benguela (90.896 e 348 óbitos), Uíge (69.164 e 250 óbitos) e Bié (65.068 e 324 óbitos).
Já as províncias com os menores números de casos e óbitos são Cabinda (2.061 e cinco óbitos), Namibe (5.355 e cinco óbitos) e Cunene (5.926 e 28 óbitos).
A província do Huambo, apesar do reduzido índice de casos (24.757), comparativamente às restantes regiões apresenta um elevado número de mortes, com um total de 122 óbitos, igual situação à do Cuanza Sul, com um registo de 40.990 casos e 141 mortes.
A malária, além de constituir a principal causa de morte em Angola, é também o principal motivo de internamentos hospitalares e de abstenção escolar e laboral.
O Lesoto, as Ilhas Maurícias e as Seychelles são os três países da SADC que já não registam casos de malária, enquanto Moçambique é aquele que regista o maior índice de casos. A directora nacional adjunta de Saúde Pública de Moçambique, Rosa Marlene, apontou como causas principais a situação epidemiológica e as questões ecológicas resultantes do clima. “Moçambique é uma região que tem grandes rios e muita água na costa. Por essa razão, já tivemos dez milhões de pessoas infectadas com malária. Neste momento, estamos com três milhões de casos”, sublinhou a responsável moçambicana.
A doença é uma das principais causas de morte em Moçambique, razão pela qual tem sido prioridade do governo coordenar os métodos de prevenção e de cura.
“Este encontro tem vantagens porque, para conseguirmos eliminar a malária, as acções têm de ser concertadas e, com a troca de experiências e informação, podemos chegar a melhores soluções”, acrescentou Rosa Marlene.”

A malária é amiga do governo

Amalária continua satisfeita com a governação do MPLA. Saiu José Eduardo dos Santos e entrou João Lourenço e, ao fim de sum ano de actividade do novo Presidente, a doença continua no primeiro lugar do pódio.
No dia 8 de Fevereiro de 2017, o então ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, dizia que a malária era “um drama para o país”. Um drama que ontem, como hoje e certamente amanhã, atinge sobretudo os 20 milhões de angolanos pobres. Mas os donos do reino continuam a sorrir…
Angola e Moçambique estão entre os oito países com mais mortes por malária no mundo, representando juntos 7% do peso global da doença, revelou um relatório da Organização Mundial de Saúde sobre o paludismo. Nada de anormal, portanto.
O país com maior peso nas mortes por malária é a Nigéria, que reúne 26% do total de mortes, seguido da República Democrática do Congo, com 10%.
A Índia, com 6%, o Mali com 5%, a Tanzânia e Moçambique com 4% cada, o Burquina Faso, Angola, Costa do Marfim, Gana, Uganda e Quénia (3% cada), e o Níger, são os restantes 11 países.


Folha 8 com Lusa

FUGIR OU PARALISAR? COMO REAGE JOÃO LOURENÇO.

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Na Fundação Champalimaud (de Portugal) concluiu-se aqui há atrasado que existe um par de neurónios que hão-de determinar a melhor estratégia quando há uma ameaça e que pode depender da nossa aleatória posição no momento e um milissegundo que seja pode condicionar uma ou outra decisão quando colocado um animal perante o perigo.

Por Brandão de Pinho
Todavia, pelo que entendi dessa experiência com a mosca-da-fruta, afinal são três as estratégias defensivas perante o medo ou um problema: lutar, fugir ou paralisar e parto do princípio que paralisar será uma sub-divisão do acto primordial de fugir após a decisão de não lutar.
Por paradoxal que pareça é isso que a Administração da Sociedade Unipessoal Angola, Ld.ª vem fazendo ao longo do seu tirocínio. Paralisou e deixou que os “jovens turcos” de sangue na guelra tomassem o comando, e bem, da justiça. Paralisou e manteve a economia na mesma. Paralisou e a fome e a saúde configuram cifras do tempo do “Outro Senhor”. Paralisou e não consegue fazer nada porque não nada em dinheiro. Paralisou em quase tudo e JLo parece mais um animal acossado, mansinho e quieto, escondido debaixo de um silvado para ver se os abutres não o enxergam e menos um intrépido reformador, uma espécie de três em um: Marquês de Pombal, Cardeal Richelieu e Oliver Cromwell.
Tal comportamento ou não comportamento ou até “semportamento” teria mais probabilidades de ganhar um Nobel da Paz ou um IgNobel da Política e Administração Pública?
A cerimónia deste último já aconteceu em Harvard e a do primeiro há-de acontecer em Oslo. Mas como o processo burocrático tem “timings” cujos desígnios só o Senhor os conhece, não sei se foi pré-seleccionado a exemplo de Trump ou Kim – mesmo sabendo-se que os Nobel já não são o que foram outrora – cuja demonstração da total decadência foi a anterior tiara de louros no caso da Literatura, que resumidamente, na minha modesta opinião passou por um complexo plano de desacreditação de Paul Auster que, claramente, era o melhor de todos mas tinha o defeito de ser judeu, misógino (mais algumas personagens que o próprio), americano, branco e romancista (pois este ano pela Lógica da Batata o vencedor deveria ser um escriba de rótulos de garrafas de vinho), o que numa sociedade refém do Politicamente Correcto era muita fruta e, tendo em conta que estava moribundo, seria só esperar que morresse antes do Prémio Nobel do ano seguinte, como sucedeu.
Fala-se de caça às bruxas, de independência dos órgãos de justiça ou até de uma tentativa desesperada de reaver o dinheiro a troco de liberdade, acho que já se pode dizer literalmente, dinheiro roubado.
Das três hipóteses, escolho a derradeira e como sei que o Excelso Presidente devora com avidez o Folha 8 talvez possa dar uma vista de olhos nestas minhas ignaras palavras – sem sentido algum que não a consubstanciação da minha mediocridade – e que estas lhe ecoem no brilhante cérebro. Da mesma forma que gosta do F8, também sei que gosta de literatura. Daria de bom grado meio ano da minha vida para lhe espreitar a biblioteca, o que até poderia conter matéria para um “bestial-seller” como foi o caso da “Biblioteca Privada de Hitler” de Timothy Ryback em cujo livro se percebe que Herr Adolf afinal gostava mais de lê-los do que queimá-los. Verdadeiros bibliófilos como eu gosto.
Por feliz coincidência, o General JLo é formado em História, nalguma das ex-repúblicas da ex-CCCP, ciência de que sou devoto admirador pese embora a minha total ignorância e falta de vocação. Daria outro meio ano para saber qual a sua especialidade. Egiptologia?; História de África sub-sariana?; Australopitecologia?; ou; alguma temática do Estado Novo e Guerras Coloniais ou de Libertação, conforme o ponto de vista e nas quais teve um papel activo, o que por um lado o invalidaria como historiador mas por outro o enriqueceria numa perspectiva empírica.


Para terminar, de acordo com os escasso dados, JLo é um amante acérrimo de xadrez o que talvez possa explicar o elaborado e longo plano de, passo a passo, no seio do “M”, tal como um jogador de Pocker, ir disfarçando a sua linha de pensamento até que finalmente acabasse por chegar ao topo e concretizar o combate à corrupção que Zedu tanto preconizava mas que jamais concretizou. A ser esta a teoria comprova-se que o General é um bravo lutador – com estaleca necessária para varrer todo o lixo que se acumulou desde 1975 – e merecedor de uma coroa de louros.
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