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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Angola: MPLA acusado de corrupção eleitoral após atribuição de microcrédito.

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MPLA é acusado de violar a Constituição, que proíbe ofertas aos eleitores no período eleitoral. Em causa está um programa de microcrédito que o partido terá atribuído a cidadãos em Luanda. Oposição não mede críticas.


Sede do MPLA em Luanda

Imagens de cheques no valor de 50 mil kwanzas (84 euros) "inundaram" as redes sociais em Angola nos últimos dias. Na ordem de pagamento, emitida no dia 22 de janeiro, está estampado o nome do primeiro secretário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) em Luanda, Bento Joaquim Sebastião Francisco Bento.

Em declarações ao jornal "O País", a secretária para Informação do partido no poder em Luanda, Djamila dos Santos, justificou que o referido valor foi cedido por um grupo de empresários, parceiros do partido, para apoiar mulheres que terão perdido os seus negócios.

O ato, segundo a dirigente, está enquadrado na campanha política "M em Movimento", que promove ações formativas sobre o empreendedorismo para a juventude, e na qual as mulheres são as maiores beneficiárias.

Críticas da oposição

Mas políticos da oposição e vários cidadãos comuns questionam se o MPLA se transformou numa instituição bancária.

Para João Nazaré, secretário-executivo nacional para Informação e Marketing da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), o partido no poder está a violar a lei eleitoral.

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Angola: "Avalanche de pessoas" revela insatisfação crescente com MPLA

"Estamos diante de uma violação da Constituição e da lei, sobretudo, a lei ora alterada sobre as eleições gerais que, numa das suas normas, proíbe os partidos políticos, neste período, de concederem qualquer ato que se constitua corrupção eleitoral", afirma Nazaré.

João Nazaré apela aos cidadãos para que denunciem estes atos de corrupção eleitoral. Já aos políticos diz que "é necessário que, sobretudo, os governantes tenham consciência de que é preciso fazermos política com ética, com coerência, com honestidade e com verdade".

"Ato de corrupção eleitoral"

"O MPLA está a agir à margem da lei e a querer tirar vantagem da situação social dos cidadãos. O objeto social dos partidos está devidamente especificado na lei dos Partidos Políticos e na Constituição da República de Angola. Portanto, o MPLA ao proceder desta forma viola [estes documentos] e incorre num ato de corrupção eleitoral", aponta o dirigente do maior partido da oposição na capital angolana.

Por seu turno, o politólogo David Nascimento diz que não constitui novidade o suposto envolvimento do partido dos camaradas em atos de corrupção eleitoral.

"Se tivéssemos que fazer uma análise à prestação política desta elite desde a independência ou desde a primeira República, perceberíamos que a política que guia esta força está assente maioritariamente, na identificação do povo como rebanho desorientado e na instrumentalização do mesmo".

Esta "oferta" do MPLA aos potenciais eleitores põe em causa o princípio da justiça e da liberdade, segundo David Nascimento: "Porque o eleitor, ao receber este crédito vê-se pressionado psicologicamente, vê-se na condição de devedor por uma razão muito simples. Em toda a ação política tem um precedente que são as orientações subjetivas. Quais serão as orientações subjetivas deste indivíduo que recebe crédito? Serão obviamente àquelas de peso psicológico e de dívida moral. Ele vê-se na obrigação de votar aquém concedeu-lhe o credito DW Africa

domingo, 30 de janeiro de 2022

Guiné-Bissau: Sissoco Embaló: "Sou um homem de fé e a igreja não pode fazer política".

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O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou este sábado, (29.01), na cerimónia de entronização do novo bispo de Bissau, ser um homem de fé e que a igreja e a mesquita não podem fazer política.

"Sou um homem de fé e a igreja não pode fazer política, nem a mesquita”, afirmou o chefe de Estado aos jornalistas, depois da cerimónia de entronização do novo bispo de Bissau, D. José Lampra Cá, que decorreu na catedral de Bissau.

A presença de Umaro Sissoco Embaló na cerimónia de tomada de posse do novo bispo de Bissau acontece depois de uma acesa troca de palavras entre o chefe de Estado e representantes da igreja católica naquele país.

Em dezembro, após um encontro entre o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, e representantes com líderes religiosos de todas as confissões existentes no país, o bispo de Bissau, falando em nome de todas as congregações, pediu um entendimento entre os dirigentes políticos e disse ter a convicção de que a Guiné-Bissau pertence a todos os guineenses.

Guinea Bissau Christus der Erlöser Kirche in Bissau

Embaló afirmou que enquanto for Presidente os religiosos não terão lugar no Palácio da República (imagem ilustrativa)

O Presidente guineense mostrou-se agastado com as declarações e considerou que se Lampra Cá pretendesse entrar para a política era melhor que aderisse a um partido político e que o lugar de religiosos é nos seus locais de culto.

Religiosos sem lugar no Palácio da República

Embaló afirmou que enquanto for Presidente da Guiné-Bissau os religiosos não terão lugar no Palácio da República.

Em reação às declarações do chefe de Estado, o padre Augusto Mutna Tambá disse que deixar de reagir seria "permitir uma afronta e abrir um precedente grave e que pode comprometer as excelentes relações conquistadas entre os diferentes setores da sociedade” guineense.

O padre Mutna Tambá questionou o que faz o imame (líder religioso muçulmano) de Bafatá, segunda capital da Guiné-Bissau, situada no leste do país, no Conselho de Estado, onde tem assento como membro, ao responder à declaração do Presidente Embaló de que os religiosos não têm lugar na arena política.

"Guiné-Bissau é um estado laico"

Guinea-Bissau Premierminister Nuno Gomes Nabiam

Na cerimónia, participou também o primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam

Hoje, nas declarações aos jornalistas, o chefe de Estado guineense disse que estar na cerimónia é um dever do Presidente da República e que a "Guiné-Bissau é um estado laico”, salientando que domingo vai à cerimónia de tomada de posse do novo presidente da associação de imames do país.

"Olhem para quem está aqui”, afirmou, referindo-se às pessoas que estavam a assistir ao evento, salientando que naquele local estavam fulas, balantas, muçulmanos, cristãos e protestantes.

Questionado sobre se a sua presença na cerimónia punha termo ao diferente com o novo bispo de Bissau, Umaro Sissoco Embaló afirmou não ter diferendos com Lampra Cá.

O Papa Francisco nomeou o novo bispo de Bissau em dezembro.

José Lampra Cá substitui no cargo José Camnate na Bissign, que renunciou ao cargo em 2020, por motivos de saúde.

Na cerimónia, participaram também o primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, e o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, que recebeu grandes aplausos dos presentes quando chegou à catedral de Bissau.

fonte: DW África

Ex-secretário de Estado diz que foi demitido por causa de avião retido em Bissau.

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O ex-secretário de Estado da Ordem Pública guineense, Alfredo Malu, disse esta sexta-feira, (28.01), que a sua saída do Governo está relacionada com a sua atuação no caso do avião retido no aeroporto de Bissau.

Após entregar o gabinete ao seu substituto, Augusto Kaby, nomeado na quinta-feira, (27.01), por decreto presidencial, Alfredo Malu, quadro sénior do Ministério do Interior, afirmou não ter dúvidas de que a sua saída do Governo "foi por causa do avião".

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, estiveram de costas voltadas nos últimos meses de 2021 por causa de um avião Airbus A340, que o Governo mandou reter no aeroporto de Bissau onde aterrou vindo da Gâmbia.

O primeiro-ministro começou por dizer que o aparelho tinha entrado no país de forma ilegal e que trazia a bordo carga suspeita, mas dias depois afirmou, perante os deputados no parlamento, que uma peritagem internacional, por si solicitada, concluiu que não era nada disso.

Nas suas declarações hoje aos jornalistas, o ex-secretário de Estado sublinhou que o Presidente da República considerou que foi da sua autoria a ordem de inspeção ao aparelho por parte de uma equipa de peritos norte-americanos.

Paris | Guinea-Bissau's Präsident Umaro Sissoco Embalo

Umaro Sissoco Embaló remodelou o governo tendo exonerado vários ministros e secretários de Estado

Ordens do primeiro-ministro

Alfredo Malu disse que apenas se limitou a cumprir ordens do primeiro-ministro, garantindo a equipa de agentes de segurança que acompanhou o trabalho dos peritos.

"O Alfredo recebeu uma chamada do primeiro-ministro, Nuno Nabiam, numa altura em que o ministro do Interior, Botche Candé, tinha mandado uma carta ao primeiro-ministro a informar que estava doente e ia ficar em casa por alguns dias”, disse o ex-governante, falando na terceira pessoa.

 O ex-governante não acha correto que o chefe de Estado, ao tomar conhecimento do sucedido, não o tenha chamado para ouvir as suas explicações, preferindo, antes, convocar o ministro do Interior, que tutela a secretaria da Ordem Pública.

"Penso que o Presidente, quando o assunto lhe chegou às mãos, em vez de chamar o ministro do Interior (Botche Candé) que estava doente no dia em que os peritos entraram no avião, devia era ter-me chamado a mim, Alfredo Malu, para me perguntar sobre o que se tinha passado no aeroporto”, observou o ex-governante.

Esclarecer o assunto

Guinea-Bissau Premierminister Nuno Gomes Nabiam

Alfredo Malu garante que apenas se limitou a cumprir ordens do primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam

Alfredo Malu sublinhou que não vai "compactuar” com aqueles que querem colocar em causa o seu nome e a sua reputação, de "quadro jovem que quer fazer o seu percurso no Estado com isenção e sem violência”

"Não podemos aceitar que se diga que o Alfredo saiu porque ele é que ordenou que os peritos entrassem no avião. Queremos esclarecer este assunto muito bem porque temos um percurso e pensamos que ninguém o pode beliscar”, observou Alfredo Malu.

O ex-governante não quer que se pense que está a falar porque foi exonerado de funções, mas pediu a todos os guineenses que trabalhem para construir a paz no país que disse estar "muito mal”.

"Sempre disse isso nas reuniões onde participei: O país entrou numa situação de colapso. Não é possível. É mau”, sublinhou Alfredo Malu, frisando ainda ter transmitido essa perceção ao primeiro-ministro e ao Presidente da República.

"Independentemente de ser polícia também cursamos administração. Ficamos várias horas na escola, por isso hoje podemos falar em qualquer parte”, defendeu Alfredo Malu.

fonte: DW África

República Democrática do Congo: cinquenta pessoas condenadas pela morte de especialistas da ONU em 2017.

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51 pessoas foram condenadas à morte no sábado, julgadas pela morte de dois especialistas da ONU em 2017 em Kasaï. Uma sentença pronunciada regularmente no país, mas sistematicamente comutada para uma sentença de prisão perpétua.

A justiça militar congolesa pronunciou no sábado (29 de janeiro) 51 sentenças de morte, uma sentença de 10 anos de prisão e duas absolvições no julgamento do assassinato de dois especialistas da ONU em 2017 em Kasaï, no centro da República Democrática do Congo.

Na RDC, a pena de morte é pronunciada com regularidade, principalmente em casos envolvendo grupos armados, mas não é aplicada desde uma moratória decidida em 2003, e é sistematicamente comutada em prisão perpétua.

A decisão do tribunal militar de Kananga, capital da província de Kasaï central, está próxima das requisições do ministério público, que havia solicitado, em 30 de novembro, 51 condenações à pena de morte e três penas de 20 anos de prisão. No entanto, um coronel contra quem a pena de morte foi pedida, Jean de Dieu Mambweni, foi condenado a dez anos de prisão, não tendo o tribunal retido contra ele as acusações de "terrorismo, associação de criminosos e crime de guerra".

Ele foi condenado por "violação de instruções e falha em ajudar uma pessoa em perigo". Seus advogados imediatamente anunciaram sua intenção de apelar ao alto tribunal militar em Kinshasa.

Entre os dois detidos que foram absolvidos e libertados estava o jornalista Raphaël Trudon Kapuku Kamuzadi. O tribunal considerou que os crimes que lhe eram imputados não foram comprovados.

A sentença do tribunal, registrada em 146 páginas e proferida após um julgamento de mais de quatro anos que não respondeu a todas as perguntas sobre o assassinato dos especialistas da ONU, foi lida por cinco horas por seu presidente.

Representantes das autoridades provinciais e da ONU estiveram presentes, bem como as famílias dos condenados à morte, em prantos.

Quatro anos de julgamento, questões ainda pendentes

Michael Sharp, de nacionalidade americana, e Zaida Catalan, sueca, desapareceram em 12 de março de 2017, enquanto estavam em Kasaï para investigar valas comuns ligadas ao conflito armado que eclodiu na região após a morte do chefe costumeiro Kamuina Nsapu, morto pelas forças de segurança. Este conflito deixou 3.400 mortos e dezenas de milhares de deslocados entre setembro de 2016 e meados de 2017.

Seus corpos foram encontrados em uma vila duas semanas depois, em 28 de março de 2017. A jovem havia sido decapitada.

Segundo a versão oficial, eles foram executados em 12 de março de 2017 por milicianos da seita Kamuina Nsapu. Mas, em junho de 2017, um relatório apresentado ao Conselho de Segurança da ONU considerou que esse duplo assassinato foi uma “emboscada premeditada” e não excluiu o envolvimento de membros da segurança do Estado.

Durante o julgamento, alegou-se que os milicianos Kamuina Nsapu mataram os especialistas em vingança contra a ONU, que eles acusaram de não impedir o exército de atacá-los. Mas os debates não permitiram identificar possíveis patrocinadores.

Os condenados à morte, vinte dos quais foragidos e julgados à revelia, são em sua maioria ex-milícias Kamuina Nsapu, condenados por crimes de terrorismo, crimes de guerra por mutilação, assassinato, participação em movimento insurrecional... fazer uma declaração após o julgamento foi anunciado.

O julgamento começou em 5 de junho de 2017, mas sofreu várias interrupções. Pelo menos dois réus morreram na prisão e, diante da morosidade da justiça militar, um mecanismo da ONU foi criado pelo Conselho de Segurança para apoiar o procedimento.

fonte: seeweb.com

SENEGAL: [Fotos] Egito: Macky Sall troca impressões com o presidente Abdel Fatah al Sissi.

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O presidente Macky Sall está em visita oficial desde ontem à República Árabe do Egito. O que faz parte das excelentes relações de amizade cordial e cooperação amistosa entre os dois países. Assim, é marcado, entre outras coisas, pelas conversas entre os dois líderes, estendidas às suas delegações, e pela assinatura de diversos acordos bilaterais.

“O presidente Macky Sall se reuniu neste sábado com seu colega Abdel Fatah al-Sissi como parte de sua visita oficial à República Árabe do Egito. As trocas entre os 2 chefes de Estado foram sancionadas pela assinatura de acordos em diversas áreas como energia, cultura, desporto ou ainda arqueologia e museus", informaram os serviços da Presidência da República, este sábado, 29 de janeiro.

O Chefe de Estado na frente das pirâmides e da Esfinge

Eles argumentam que os presidentes Macky Sall e Abdel Fatah Al Sissi, portanto, consolidam a parceria entre o Senegal e o Egito. “Após a reunião e a assinatura dos acordos, os 2 chefes de Estado realizaram uma coletiva de imprensa conjunta. Para além do reforço das relações económicas e comerciais, reiteram os seus pontos de vista comuns sobre as questões africanas. O presidente Al Sissi prometeu notavelmente apoiar o presidente Macky Sall em sua próxima missão à frente da União Africana.

Além disso, Macky Sall foi ao Vale dos Reis no Cairo com o Ministro da Cultura e Arqueologia egípcio para admirar as pirâmides e a Esfinge.

O regresso do Chefe de Estado está previsto para 31 de janeiro de 2022.

fonte: seneweb.com

Para Parly, a França não pode ficar no Mali a qualquer preço.

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O Mali continua a atrair todas as atenções. A situação atual do país preocupa a França e seus aliados. A situação tem sido bastante tensa entre a França e o Mali nas últimas semanas, especialmente após a decisão da CEDEAO de impor sanções contra este país membro.

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, ontem, sexta-feira, 28 de janeiro, tomou a palavra para comentar a situação no Mali. O ministro dos Negócios Estrangeiros francês estimou que “a situação tal como está não pode continuar”. Uma saída que não foi do agrado das autoridades malianas que reformularam Le Drian após seus comentários pela voz de seu colega maliano. "Se uma presença em um determinado momento for considerada contrária aos interesses do Mali, não hesitaremos em nos assumir, mas não estamos lá", alertou Mali.

Este sábado, é a vez da ministra francesa das Forças Armadas falar ao microfone da France Inter para se pronunciar sobre a situação no Mali. O ministro insistiu que a França “não pode ficar no Mali a qualquer preço. "Devemos notar que as condições de nossa intervenção, seja militar, econômica, política, são cada vez mais difíceis", declarou a Sra. Parly que pede a determinação das novas condições de intervenção da França nestes países da África Ocidental. "Todos queremos continuar esta luta, estamos unidos em relação a este objectivo, temos agora de determinar as novas condições", disse o ministro Parly.

fonte: https://lanouvelletribune.info/

ANGOLA: DITADORES DE BARRIGA CHEIA.

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Se é normal, embora hipócrita, que as democracias se entendam bem com as ditaduras que lhes interessam, mais normal é o entendimento entre ditaduras. Não admira, por isso, que Kim Jong-un, Teodoro Obiang ou Vladimir Putin sejam íntimos de João Lourenço.

É bom que os angolanos (a comunidade internacional passou uma esponja no assunto) saibam que a ditadura de Pyongyang tem relações históricas com a sua congénere de Luanda.

Para além dos laços históricos, nascidos na década de 70 com o apoio militar norte-coreano às FAPLA, é certo que Angola só tem a ganhar com o reforço da cooperação com Pyongyang.

Então em matéria de democracia e direitos humanos, a Coreia do Norte parece continuar a ser (tal como a Guiné-Equatorial) uma lapidar referência para o regime do MPLA.

Aliás, não é difícil constatar que a noção de democracia de João Lourenço se assemelha muito mais à vigente na Coreia do Norte do que à de qualquer outro país. E é natural. É que para além de uma longa convivência “democrática” entre ditadores, Luanda ainda tem de pagar a dívida, e os juros, da ajuda que Pyonyang deu ao MPLA. Amigos, amigos, contas à parte.

No que tange a direitos humanos, os princípios são os mesmos embora – reconheça-se – Luanda tenha sido obrigada a alargar – só para o mundo ver – o corda que estrangula os angolanos.

De qualquer modo continuam os milhões que têm pouco, ou nada, a trabalhar para os poucos que têm milhões. É assim em todas as ditaduras.

É claro que o Governo do MPLA, no poder desde 1975, escuda-se nas relações Estado a Estado para estar de bem com o Diabo, sendo que o “Deus” é João Lourenço. E faz bem. Segue, aliás, a regra praticada por Portugal em relação a Angola.

Lisboa nunca se importou com a ditadura, como nunca se importou com a sorte dos angolanos. Aliás, Eduardo dos Santos foi elogiado por Cavaco Silva, José Sócrates e Passos Coelho. Fica claro que a Portugal interessa tudo… menos os angolanos. Mudaram os dirigentes mas a bajulação ao MPLA continua pujante.

A regra é simples. Porque carga de chuva tenho de estar preocupado com os muitos angolanos que nem uma refeição têm por dia, se eu tenho pelo menos três? Não é sr. presidente Marcelo Rebelo de Sousa? Não é sr. primeiro-ministro António Costa?

João Lourenço pensa o mesmo. Kim Jong-un e Teodoro Obiang também. Mas não são só eles, acrescente-se. São também os dirigentes das democracias ocidentais, da ONU, da CPLP etc.. Para eles pouco importa que em Darfur tenham morrido em dois anos mais de 300 mil pessoas, ou que em Angola a grande maioria da população (perto de 70%) seja tratada abaixo de cão. Ou que no dia 27 de Maio de 1977 Agostinho Neto, o eterno herói do MPLA, tenha mandado assassinar milhares e milhares de angolanos.

Em 2014, Victoria Clark e Melissa Scott reuniram gostos, preferências e hábitos alimentares dos ditadores do século XX num livro intitulado “Dictators’ Dinners: A Bad Taste Guide to Entertaining Tyrants”, que traduzido à letra significa “Os jantares dos ditadores: Um guia de mau gosto para entreter tiranos”.

Sob o lema “somos o que comemos”, as autoras acrescentaram que “como comemos” e “com quem comemos” também definem uma pessoa. Por isso, as autoras decidiram colocar vários ditadores sobre escrutínio alimentar.

O Chefe de Governo português, António de Oliveira Salazar, adorava sardinhas. O prato tipicamente português relembrava-o da infância pobre e do facto de, em criança, ter de partilhar uma única sardinha com o irmão.

Kim Il-sung, líder da Coreia do Norte, seleccionava os seus grãos de arroz individualmente e criou um instituto cujo único propósito era investigar formas de prolongar a vida.

Nicolae Ceausescu, o líder comunista da Roménia, tinha o hábito de levar comida quando visitava os outros líderes, algo que os irritava. Em casa, Ceausescu adorava comer guisado feito com um frango inteiro, incluindo as patas e o bico.

Josip Broz Tito ficou chocado com a insistência de Nicolae em beber um batido de vegetais com uma palhinha. Mas também os gostos do chefe de Estado da Jugoslávia eram duvidáveis, uma vez que o seu prato preferido era gordura de porco quente.

Adolf Hitler sofria de flatulência crónica e, talvez por isso, tornou-se vegetariano. Além disso, o ditador alemão autorizou um médico a receitar-lhe 28 medicamentos diferentes, incluindo um feito com o extracto de fezes de componentes búlgaros.

Mao Tsé-Tung, o líder comunista chinês, era um carnívoro apaixonado, mas sofria muito dos intestinos. Uma vez confessou a outro líder, numa carta, que comia muito, mas que também passava muito tempo na casa de banho.

Josef Stalin gostava de comer especialidades da Geórgia e o seu prato preferido era Satsivi, feito com galinha e nozes, servido como entrada à temperatura ambiente. O líder da União Soviética aproveitava os jantares em sua casa, em Kuntsevo, para ridicularizar os outros líderes que, durando cinco ou seis horas, tornaram-se uma forma refinada de tortura, graças à participação obrigatória em jogos de beber, músicas e danças. Nikita Khrushchev, o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, e Tito da Jugoslávia foram dois dos seus “alvos”.

Jean Bedel Bokassa, Presidente da República Centro-Africana, Idi Amin, ditador militar do Uganda, e Francisco Nguema, presidente da Guiné Equatorial, eram suspeitos de serem canibais. Bokassa chegou mesmo a ser julgado por canibalismo, entre outros.

Mais sofisticada deve ser a ementa do Presidente do MPLA, João Lourenço. Provavelmente a sua dieta inclui trufas pretas, caranguejos gigantes, cordeiro assado com cogumelos, bolbos de lírio de Inverno, supremos de galinha com espuma de raiz de beterraba e queijos acompanhados de mel e amêndoas caramelizadas e, claro, umas garrafas de Château-Grillet…

fonte: folha8



Congo(Ex-Zaire): NÃO APARECIMENTO DE KABILA NO CASO CHEBEYA NO ANTECEDENTE DA DETENÇÃO DOS ASSASSINATOS DO EMBAIXADOR ITALIANO NA RDC: Os assassinos sempre podem fugir, mas a verdade acabará por alcançá-los.

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O suspense não durou muito. É o mínimo que podemos dizer. Com efeito, sentado na segunda instância no contexto do duplo assassinato, em 2010, dos defensores dos direitos humanos, Floribert Chebaya e Fidèle Bazana, o Supremo Tribunal Militar que deveria decidir sobre o comparecimento ou não do ex-presidente da República, Joseph Kabila, pura e simplesmente rejeitou o pedido. Sem se preocupar em detalhar, o magistrado justificou sua sentença pelo poder discricionário consagrado no artigo 249 do Código Judiciário Militar. Além disso, acredita ele, o pedido feito pelas partes civis que exigiram a audição das pessoas implicadas pelo Coronel Paul Mwilanbwe condenados à morte e presos no contexto deste caso, está mal formulado. De acordo com o prisioneiro de N'dolo, na verdade, o planejador do crime hediondo seria o general John Numbi que, ele próprio, recebeu ordens da presidência.

                                           Podemos agora considerar que a massa é dita

Fazendo dessas acusações seu cavalo de batalha, cerca de cinquenta organizações da sociedade civil congolesa, sob a liderança da ONG "La Voix des sans voix", esperavam fortemente que o status de ex-presidente e senador vitalício de Kabila não fosse um obstáculo para a aparição do ex-chefe de Estado. Mas com esta decisão que afasta o homem dos garfos caninos da Justiça, podemos agora considerar que a missa está rezada. Mas poderia ser de outra forma?

Certamente não. E por um bom motivo. Teria sido necessária uma forte dose de temeridade para o juiz militar ir empurrar o maciço portão do rancho onde Kabila flui sua aposentadoria de ouro, especialmente porque sabemos que na audiência, do status de testemunha, o ex-chefe do governo congolês Estado poderia mudar de status e se tornar um acusado. E quem diz, além disso, que ele teria tido acesso a ela na medida em que certamente o inquilino do local, que goza do duplo título de ex-presidente e senador vitalício, teve o cuidado de construir muralhas de concreto para se proteger? E então, é difícil imaginar, apesar da briga entre os dois homens, como o presidente Félix Tshisekedi poderia ter libertado o homem que o fez rei. Isso não seria apenas o cúmulo da ingratidão, mas também seria um precedente perigoso, porque nada diz que ele próprio escaparia de tal destino quando viesse a deixar o poder.

Dito isto, devemos congratular-nos com o facto de este pedido, mesmo mal formulado, ter perturbado o sono dos promotores do assassinato do defensor dos direitos humanos e do seu companheiro de infortúnio. Podemos considerar que essa falta de compromisso é um aviso gratuito para esses criminosos que nunca se sentirão completamente seguros. Podemos até arriscar dizer que é apenas um adiamento na medida em que certamente será preciso muito mais para desencorajar as OSCs que parecem determinadas a não cumprir nenhuma trégua até que se faça justiça a Floribert Chebaya e Fidele Bazana. E como se costuma dizer, não importa quanto tempo dure a noite, o sol sempre nasce eventualmente. Mais cedo ou mais tarde, os réus terão que responder por suas ações. Mas ao saber que se encontram perante os tribunais dos homens, os assassinos dos dois cavaleiros dos direitos humanos devem sofrer a tortura do questionamento do tribunal da consciência e, certamente, mais tarde, do de Deus. Também podemos ter razões para alimentar esperanças reais, especialmente porque em outras questões de interesse para a Justiça na República Democrática do Congo (RDC), houve progressos reais. É o caso deste espinhoso caso do assassinato do embaixador italiano, Luca Attanasio.

A prisão dos assassinos do diplomata italiano deve soar como um aviso para todos esses mercadores da morte

De fato, os supostos autores do ataque em que o diplomata morreu, há pouco menos de um ano, foram presos. Mesmo que o líder da quadrilha ainda esteja foragido, as informações coletadas das seis pessoas presas sugerem que a tragédia teria ocorrido após um sequestro que deu errado. Enquanto se espera que as redes da Justiça caiam sobre o fugitivo, já podemos parabenizar a polícia da província de Kivu do Norte que perseguiu implacavelmente os bandidos e que acabou sendo recompensada por seus esforços. Não há dúvida de que sua conquista valerá seu peso de consolo nos corações ainda feridos das famílias do diplomata e seus companheiros de infortúnio. E é também, sem dúvida, toda a Itália que se comoveu com o trágico destino do seu legado que, aliás, se encontrava em missão humanitária, que deve ser aliviada. Mas este sucesso contra os bandos armados que atravessam constantemente o território congolês e vivem da pilhagem, deve ser considerado uma vitória.

fonte: https://lepays.bf/

Burkina Faso: EVENTOS DE 15 DE OUTUBRO DE 1987: De acordo com a análise balística, Thomas Sankara foi morto por balas traçantes.

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Na audiência de 12 de janeiro de 2022, o especialista em anatomia patológica aposentado, Pr Robert Soudré, o especialista em balística e cena do crime, a comissária da divisão Missa Millogo e o patologista forense Norbert Ramdé, vieram dizer ao tribunal que encontraram exumar os restos mortais do Presidente Thomas e seus 12 companheiros de infortúnio. Provas como a reconstrução em vídeo dos fatos foram projetadas. À tarde, familiares das vítimas falaram no bar do Tribunal Militar realocado no Salão de Banquetes de Ouaga 2000.

 

“A profundidade das sepulturas variava de 22 a 58 centímetros. A do presidente Thomas Sankara media 47 centímetros”, disse o professor Robert Soudré, especialista aposentado em anatomia patológica, um dos especialistas que realizou a perícia dos restos mortais dos 13 corpos enterrados às pressas na noite de 15 para 16 de outubro. 2022 no cemitério de Dagnoën. Na barra do Tribunal Militar, o perito relata que houve uma significativa degradação dos restos mortais ligados ao solo ácido e o fato de o sepultamento ter sido sumário. Além disso, ele aponta que em nenhum túmulo eles encontraram um osso inteiro; nem mesmo os ossos do crânio estavam inteiros. Segundo o especialista, os efeitos da roupa do presidente Thomas Sankara estavam bem preservados, neste caso a roupa interior e o fato de treino. Por outro lado, as roupas de algodão desapareceram completamente. Quanto à questão de saber se eles encontraram projéteis ou balas de uma arma de fogo na tumba ou nos restos mortais, Pr Soudré sugere que estruturas contíguas do tipo sólido foram encontradas nas roupas de Thomas. Em relação à causa da morte, o especialista em anatomia patológica deixa claro que, na ausência de músculo, a causa da morte não pode ser determinada em determinados corpos. Por outro lado, em outros órgãos, eles concluíram a uma morte criminosa e violenta, em particular no que diz respeito ao presidente Thomas Sankara. A prova é que "no traje de Thomas Sankara, encontramos buracos de entrada e saída de balas", segundo o professor Robert Soudré. Ele especifica que as trajetórias das balas estavam localizadas no tórax e no abdômen. De qualquer forma, “onde encontramos trajetórias balísticas, concluímos que a morte foi criminosa”.

“Foram golpes mortais”

 “Em relação às sepulturas onde não foram encontrados projéteis, concluindo uma morte criminosa, isso exclui que tenham sido baleados? “, pergunta-me Prosper Farama, advogado da parte civil. “Não”, responde o professor Soudré que observa que por precaução da linguagem em sua disciplina, eles não podem dizer o que não observaram. Em suma, o perito dá a conhecer ao advogado que se pedisse a opinião de Robert Soudré, (não a opinião do perito), diria que "foram mesmo mortos a bala". Outro advogado da parte civil, Me Ferdinand Nzepa, volta à acusação: “A observação é que não havia balas na altura dos membros. E as trajetórias e projéteis diferentes? O especialista Soudré explica que buracos de bala no tórax e no abdômen se referem a órgãos vitais. Então, “esses foram golpes mortais”. Acrescenta ainda que havia muitos buracos de bala e que foi em relação a esses buracos que afirmou que eram projéteis diferentes, ou seja, balas diferentes. Quanto ao resto, “a perícia balística vai esclarecer porque não é de todo meu hobby”, declara o Pr Robert Soudré. Em suma, ele observa que "a roupa íntima de Thomas Sankara estava crivada de balas". Quantas balas? Ele não sabia dizer, já que era tedioso contar os buracos de bala um por um. Eles ainda pegaram sete (7) itens de metal.

Munições que podem ser disparadas de Kalashnikovs, G3s ou metralhadoras

A segunda especialista a falar é a comissária de polícia da divisão Missa Millogo, especialista em cenas de crime e balística. Desde o início, ele argumenta que em alguns corpos, não poderíamos comentar sobre a deterioração das roupas. Por outro lado, “nas roupas bem conservadas, houve queimaduras. O que pressupõe que fossem balas traçantes. Segundo o especialista em balística, munição traçadora são balas que incendeiam. E se tocarem um órgão vital, pode causar a morte. Sobre os sete projéteis encontrados, Missa Millogo observa que são dois tipos de munição que podem ser disparadas por Kalashnikovs, G3s ou metralhadoras. Ele também se referiu aos orifícios de entrada e saída de balas determinados nas roupas de Thomas Sankara e outras vítimas. Ele relata que nos selos nem todos os metais eram projéteis. "Havia chaves restantes." O procurador militar intervém e quer saber se as análises de ADN permitiram conhecer a identidade dos que estão sepultados nas sepulturas.

“Em alguns corpos, encontramos carteiras de identidade nacionais, alianças de casamento”

Sobre este assunto, o professor Robert Soudré defende que os resultados que receberam são inutilizáveis ​​porque, nesta área, passamos do processo menos seguro para o processo mais seguro. E em matéria de justiça, os três exames devem ser conclusivos para determinar a identidade dos corpos. Neste caso, o professor Soudré observa que eles só conseguiram fazer dois testes. Para ter outra história, trazemos o Dr. Norbert Ramdé, médico legista, especialista em reparação de lesões corporais. Isso sugere que a experiência em DNA é um método científico que fornece 100% de respostas. Mas ele menciona que este não é o único método utilizado. Neste caso, o Dr. Ramdé relata que foi utilizado o método de reconhecimento visual. De fato, “as famílias usaram caracteres discretos para reconhecer os seus”, explica ele. E mesmo que "em alguns corpos, encontramos carteiras de identidade nacionais, alianças de casamento", acrescenta o professor Robert Soudré.

A evocação de balas traçantes fez com que Me Prosper Farama reagisse quem quer saber qual é o objetivo que buscamos usando balas traçantes durante o dia. “Dia ou noite, a bala traçante sempre pega fogo. O objetivo é queimar”, responde a especialista em balística Missa Millogo. E eu Farama para acrescentar: "Para machucar com certeza, para matar", para provar que os elementos não foram para parar Thomas Sankara como alguns afirmam. Após a visita dos peritos, foi projectado o vídeo de reconstituição dos factos, com a duração de 1h05mn. O vídeo percorria atores, locações, locações, explicando os eventos de 15 de outubro de 1987.

A morte é o destino de todos os seres vivos

Após a apresentação das exposições, a palavra foi dada aos beneficiários das vítimas. Conforme anunciado anteriormente em uma de nossas publicações, a família de Thomas Sankara não quis falar. Os beneficiários das vítimas Amadou Sawadogo, Walilaye Ouédraogo e Paulin Bamouni tomaram a palavra. No estande, todos expressaram a dor e a dor que suas famílias experimentaram após o trágico desaparecimento de seu ente querido. Eles também expressam sua satisfação com a realização do julgamento, mesmo que não traga de volta as vítimas. Issa Bassika Sawadogo, irmão do falecido Amadou Sawadogo, foi o primeiro a falar. Para este último, se é verdade que a morte é o destino de todos os seres vivos, a morte de seu irmão em tais circunstâncias foi ainda mais dolorosa. “Eu não poderia perder essa oportunidade de me expressar em relação à dor, a dor que eu, seus pais, seus irmãos e irmãs experimentamos na época. Eu gostaria de estar lá para enterrá-lo, mas quando soube de sua morte, saí para descobrir que ele havia sido enterrado a menos de 30 cm de profundidade. As pessoas começaram a pisar no chão e suas roupas começaram a aparecer. Digo a mim mesmo que mesmo quem ama seu cachorro ou seu gato, não os enterre assim”. Ao ouvi-lo, a dor da família Sawadogo foi grande por não ter podido ver o corpo de seu filho, irmão, pai e chorar. Issa Bassika Sawadogo também deseja que toda a luz seja esclarecida sobre este caso e que seja feita justiça. Assim, ele agradece a todos aqueles que contribuíram para a realização do julgamento. Segundo ele, a vítima deixou dois filhos que tinham, respectivamente, na época dos fatos, 2 anos e 3 anos; e 6 irmãos, bem como ambos os pais. Mas ambos os pais e uma irmã e um irmão morreram sem saber a verdade sobre a morte de seu filho e irmão.

Sua partida prematura levou seu pai e sua mãe

Depois de Issa Bassika Sawadogo, foram os próximos de Walilaye Ouédraogo que tomaram a palavra, nomeadamente os seus irmãos Issa e Ousmane Ouédraogo. Issa Ouédraogo diz que foi com muita dor que a família soube da morte de seu irmão Walilaye. “Ele foi enterrado como um animal. 3 dias depois de seu enterro, os cheiros estavam emanando e os vizinhos vieram para colocar a terra de volta”, lamentou. Issa Ouédraogo diz que está contando com a Justiça para esclarecer a morte de seu irmão que era solteiro e sem filhos. Quanto a Ousmane Ouédraogo, fez saber que na tarde de 15 de outubro de 1987, tendo feito uma pausa, saía para almoçar quando encontrou um 504 branco, com Blaise Compaoré e seu motorista a bordo, chegando a toda velocidade, não muito longe da base aérea de Koulouba. “Eram quase 15h. Quase me derrubaram. Uma hora depois, soubemos que havia um problema ao nível do Conselho do acordo. Foi por volta das 18h que soubemos da morte do presidente Thomas Sankara. Esperei meu irmão em vão. No dia seguinte fui ao palácio. Disseram-me que o meu irmão foi assassinado. Não consegui ligar minha moto. Chorei e fui contar ao meu pai. Depois, fui ao cemitério. A terra que cobria os corpos ainda estava fresca e havia um cheiro. O velho desmaiou. Fiquei doente depois. Alguns meses depois, ele morreu e a velha o seguiu. Durante 30 anos, não podíamos falar. Agora estamos felizes em fazê-lo ”, disse Ousmane Ouédraogo no comando. A última pessoa a falar entre os beneficiários das vítimas foi Céline Bamouni, a filha mais nova de Paulin Bamouni. Na época, ela tinha apenas 11 anos. Sua irmã mais velha tinha 13 anos e seu irmão mais novo tinha 2. Quanto à mãe, ela ficou viúva aos 33 anos. "Ela teve que nos criar sozinha", disse ela. Assim como suas antecessoras, Céline Bamouni expressou a dor e a dor que sua família experimentou após os eventos de 15 de outubro de 1987. Foi em 16 de outubro que ela soube da morte de seu pai. “Em 15 de outubro, tudo estava confuso. Não tínhamos informações. Não ficou claro se ele estava morto, capturado ou conseguiu fugir. Na mente do meu filho, sempre disse a mim mesmo que ele havia conseguido encontrar um esconderijo. Eu acreditava nisso também porque nunca vimos o corpo. Íamos nos recolher sem saber se ele era mesmo uma das vítimas”, conta. Ela também revelou que seu pai era o segundo de uma família de 12 filhos. Era nele que repousava a esperança da família, pois era o único a ter uma educação superior. “Toda a família estava contando com ele. Sua partida prematura levou seu pai e sua mãe”, lamentou. Ela continua nestes termos: “É verdade que eu tinha 11 anos e minha irmã mais velha 13. Mas meu irmão não conhecia nosso pai. Quando falamos com ele sobre nosso pai, ele não sabe de quem estamos falando. “Nossa mãe nos deixou em 2020, 33 anos após o fato. Ela morreu sem saber quem massacrou e enterrou selvagemente seu marido. Ela saiu infeliz. Ela ficou traumatizada. Com este julgamento, começamos a ser curados, mas não vai tirar nossa dor”, concluiu. A audiência foi suspensa e será retomada na segunda-feira, 24 de janeiro de 2022, com a etapa das peças processuais dos advogados da parte civil.

fonte: https://lepays.bf/

Auto Golos da Copa do Mundo de 1930 a 1954.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...


Marcar um gol contra, o que poderia ser pior para um jogador de futebol. Mas se você apostar no 1xBet CM em um autogoal em uma partida, é possível ganhar muito dinheiro nesse evento. O número recorde de gols automáticos foi registrado durante o torneio de 2018.

Na 1xBet, os fãs de esportes CM já podem prever os resultados da próxima Copa do Mundo. Mas as desventuras de metas automáticas também ocorreram no século 20.

Campeonato Mundial de 1930
No jogo entre Chile e México, os mexicanos marcaram um gol contra aos 51 minutos, quando o time já perdia por 1 a 0. Após tal erro, o México ficou desmoralizado e sofreu o terceiro gol. No final, a equipe não conseguiu conquistar um único ponto no torneio, terminando em último lugar.

Campeonato Mundial de 1938
Na Copa do Mundo de 1934, as equipes não marcaram nenhum gol contra. Os suíços tiveram azar 4 anos depois, mas seu próprio gol não os impediu de avançar para as quartas de final:

  A Alemanha começou bem e assumiu a liderança.
  A Suíça marcou um gol contra aos 22 minutos, que quase significou um fiasco para a equipe.
No tempo restante, a Suíça mostrou caráter e conseguiu marcar 4 gols contra os alemães.
Após o jogo, o técnico suíço foi chamado de grande tático e chegou a ser chamado para treinar a Alemanha, mas ele recusou com muito tato.

Neste mesmo campeonato, foram os suecos que marcaram um autogolo, contribuindo assim para uma derrota pessoal. A Hungria não teve piedade da Suécia e esmagou-os por 5-1.

Campeonato Mundial de 1950

Na primeira Copa do Mundo após a guerra, um gol curioso foi marcado em uma partida entre Brasil e Espanha. O erro resultante foi cometido pelos espanhóis aos 15 minutos, quando o placar estava 0-0. Foi assim que a Espanha começou sua própria derrota. O Brasil marcou mais 5 gols contra a Espanha, sofrendo apenas um.

Campeonato Mundial de 1954

Durante o mundial, na Suíça, houve alguns gols ao mesmo tempo. O primeiro deles foi um gol contra dos mexicanos em seu jogo contra os franceses. Este evento eliminou o México, pois já havia perdido por 0-2 para os franceses graças a um gol automático. No segundo tempo, o México se recupera e consegue restabelecer a igualdade, mas sofre um novo gol de pênalti no final da partida.

Outro autogolo aconteceu num jogo entre Inglaterra e Bélgica. Essas equipes ainda participam regularmente de Copas do Mundo. Ao usar o código promocional 1xBet, você pode fazer previsões sobre essas equipes sem correr nenhum risco. Enquanto o placar estava em 4 a 3 a favor da Inglaterra, o britânico Dickinson marcou um gol contra e empatou os adversários. Para ser justo, o empate não teve influência no resultado final da fase de grupos. A Inglaterra ainda terminou no topo da classificação, com a Bélgica terminando em último.

As apostas na meta automática não são as mais comuns, mas o código promocional da 1xBet também está disponível para outros resultados.

Masha Fernandez

fonte: https://lepays.bf/

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Senegal: Receitas alfandegárias: 1.176 bilhões de francos CFA arrecadados em 2021.

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"As liquidações aduaneiras apresentadas pelo sistema ''GAINDE'' ascenderam, em 2021, a 1.176 mil milhões de francos CFA contra 1.020 mil milhões, em 2020, um desempenho notável", declarou, na cerimónia solene do Dia Internacional das Alfândegas, o Ministro de Finanças e Orçamento, Abdoulaye Daouda Diallo. A edição de 2022 deste dia centra-se no tema: "Acelerar a transformação digital das Alfândegas desenvolvendo uma cultura de dados e um ecossistema eficiente".

Abdoulaye Daouda Diallo mencionou uma conquista dos serviços aduaneiros senegaleses através de uma "mobilização excepcional de receitas" favorecida em grande parte graças à implementação da Estratégia Digital Senegal (SN-2025) e ao lançamento da Mobilização de Receitas a Médio Prazo (MTRS).

No que diz respeito ao combate à fraude, segundo o diário nacional Le Soleil que dá a informação no seu número desta quinta-feira, o ministro das Finanças e Orçamento diz elogiar o empenho dos agentes que continuam a brilhar várias apreensões relativas ao tráfico ligado à criminalidade organizada transfronteiriça nas rotas terrestres, aéreas e fluviais.

“Desempenho notável e excelentes resultados”

A grande apreensão de munições para armas de guerra feita há poucos dias na zona portuária, graças ao profissionalismo dos funcionários das Alfândegas, que souberam levar a cabo esta acção através de uma utilização criteriosa dos dados, reflecte o desejo da feroz auto-autorização sacrifício para combater a fraude em todas as suas formas”, argumentou.

O Ministro das Finanças e do Orçamento saudou ao mesmo tempo estes "excelentes resultados" que reforçam a esperança de um Senegal emergente, pela disponibilidade de recursos internos destinados ao financiamento de projectos e programas mas também pela garantia mais assertiva do nosso espaço geográfico presa de tentativas malévolas multifacetadas.

Assegurou estar “convencido” de que a implementação do Programa de Modernização da Administração Aduaneira (PROMAD) será um catalisador para acelerar a dinâmica de transformação digital iniciada pelas Alfândegas. Segundo ele, “a tecnologia digital ocupa um lugar de destaque no PROMAD que constituirá, na próxima década, o substrato de toda a estratégia de modernização das Alfândegas senegalesas”.

fonte: seneweb.com

FIM DA CORRUPÇÃO AGENDADO PARA DAQUI A 54 ANOS.

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O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola, Francisco Queiroz, regozijou-se hoje com o reconhecimento internacional “do bom trabalho” do Governo angolano no combate sistemático da corrupção, que diz ser liderado pelo Presidente da República. É um trabalho tão bom que Angola “só” está 136ª posição, entre 180 países. Mais 54 anos de governação do MPLA e chegaremos ao top 100…

Francisco Queiroz, que falava hoje em declarações à imprensa, no final do IV Diálogo Estratégico Caminho-Conjunto entre Angola e União Europeia no domínio dos Direitos Humanos, reagia ao relatório sobre o Índice de Percepção da Corrupção 2021, divulgado pela organização Transparência Internacional.

“É uma avaliação bastante positiva, Angola subiu seis posições e é uma subida sustentável, porque já vem dos anos anteriores e representa de facto o comprometimento do Executivo angolano relativamente a esse aspecto muito importante dos direitos humanos, que é o combate à corrupção”, frisou.

O governante angolano salientou que o relatório coloca Angola entre os países da áfrica subsaariana que mais evoluíram em termos de combate à corrupção, e “isso deve-se à política do Presidente João Lourenço de combate sistemático à corrupção”.

“Tem uma importância muito grande para nós, porque é também um reconhecimento internacional do bom trabalho que o executivo está a fazer no combate à corrupção”, destacou.

A média da África Subsariana é de 33 pontos, a mais baixa do mundo, e 44 países classificam-se abaixo dos 50 pontos.

Entre os países africanos lusófonos, Cabo Verde está na 39ª posição, 58 pontos; São Tomé e Príncipe na 68ª posição, 45 pontos; Moçambique na 149ª posição com 26 pontos, Guiné Bissau a 162ª posição, 21 pontos e Guiné Equatorial na 171ª posição, com apenas 17 pontos.

Angola – que no IPC 2021 tem 29 pontos, mais 7 pontos desde o índice de 2012 – regista “uma melhoria significativa” na sequência da eleição do Presidente, João Lourenço, em 2017, que tomou medidas significativas para quebrar a corrupção, assinala o relatório da TI, esquecendo-se que o MPLA se limitou a transferir a corrupção de alguns dos seus membros para outros dos seus membros.

“As autoridades têm levado a cabo investigações de corrupção de alto nível a membros da antiga família dominante, entre eles, a filha do ex-presidente e ex-chefe da companhia petrolífera estatal Sonangol, Isabel Dos Santos – exposta pela dossier ‘Luanda Leaks’ e recentemente indicada pelo governo dos EUA por ‘corrupção significativa’”, assinala a Transparência Internacional.

O relatório ressalva, porém, outra circunstância: “As investigações raramente são abertas noutros casos, levantando dúvidas sobre a existência de justiça selectiva”. Pois é. Aqui é que os elogios da TI são um “saralho do carilho”. Com João Lourenço Angola apenas alterou a titularidade da corrupção.

A organização sublinha mesmo que “num inquérito de 2019, 39 por cento dos angolanos disseram que o Presidente estava a utilizar a luta contra a corrupção como um instrumento contra rivais políticos e a maioria disse também que aqueles que denunciaram corrupção correm o risco de retaliação”.

Quanto à África Subsariana, em termos gerais, a TI sublinha que, de acordo com os últimos inquéritos do Afrobarómetro, a maioria da população africana acredita que a corrupção está a aumentar, ao mesmo tempo que expressa insatisfação com a forma como a democracia funciona.

“Isto não é surpreendente”, assinala a TI, explicando que “a corrupção persistente tem andado de mãos dadas com mudanças inconstitucionais de poder em várias partes do continente”.

Noutro domínio, também nesta região do mundo os governos impuseram restrições desproporcionadas às liberdades civis em muitos países – muitas vezes sob o pretexto de conter a expansão da pandemia de Covid-19.

“Os resultados do IPC 2021 devem servir como um alerta para as sociedades de toda a África Subsariana. A magnitude dos desafios da corrupção exige as respostas mais arrojadas de sempre”, defende a TI.

“Os governos devem reconhecer que o progresso sustentável na luta contra a corrupção só pode ser alcançado se forem garantidos os controlos societais e institucionais do poder”, acrescenta.

A pandemia de Covid-19, por outro lado, “não pode ser usada como desculpa para os governos restringirem o direito das pessoas à informação ou à liberdade de expressão”, acrescenta a ONG.

Os líderes de toda a África Subsaariana “devem envidar esforços para acelerar a recuperação de activos” e aumentar novamente a acção global contra os fluxos financeiros ilícitos, ajudando a evitar a fuga de capitais, “para que os recursos naturais e os fundos públicos possam ser utilizados para apoiar as pessoas que vivem na região, não as elites”, sugere a TI.

Recorde-se que o Presidente de Angola, também presidente do MPLA e Titular do Poder Executivo desafiou, numa entrevista ao jornal português Expresso, o seu ex-patrono e mentor, José Eduardo dos Santos, a denunciar os corruptos. Para João Lourenço, são esses os traidores da pátria. A resposta, se algum dia vier, deveria situar João Lourenço no escalonamento dos traidores e corruptos que tão bem conhece.

É claro que João Lourenço é, também no contexto angolano mas sobretudo do MPLA, uma figura impoluta, íntegra e honorável que nada tem a ver com traidores ou corruptos. Desde logo porque é um general e um político que chegou a Angola há meia dúzia de dias.

Daí para cá a história deste impoluto, íntegro e honorável general é bem mais conhecida. Importa, contudo, reter a comprovação factual de que João Lourenço nunca ouvira falar de corrupção, mesmo sendo ministro da Defesa de José Eduardo dos Santos desde 2014 e vice-presidente do MPLA.

Está, por isso, acima de qualquer suspeita. Na verdade, como é que alguém que aos 20 anos de idade (1974) entrou para o MPLA e fez toda a sua vida nas fileiras do partido poderia ter notado, constatado, verificado ou comprovado que existia corrupção no seio do MPLA e do Governo? Não podia…

João Lourenço diz esperar que a impunidade “tenha os dias contados” em Angola. Insiste na “moralização” da sociedade angolana. Estará a ser ingénuo, imprudente, suicida, estratega ou traidor? Se calhar, fazendo a simbiose de tudo isto, está apenas a gozar com a nossa chipala e a fazer de todos nós… matumbos.

O Presidente diz ser necessária a “moralização” da sociedade, com um “combate sério” a práticas que “lesam o interesse público” para garantir que a impunidade “tenha os dias contados”.

É verdade. Mas é verdade há muitos anos e a responsabilidade é do MPLA, partido no qual João Lourenço “nasceu”, cresceu, foi e é dirigente. Então, durante todos esses anos, o que fez João Lourenço para combater as práticas que “lesam o interesse público”?

“No quadro da necessidade de moralização da nossa sociedade, importa que levemos a cabo um combate sério contra certas práticas, levadas a cabo quer por gestores quer por funcionários públicos. Práticas que, em princípio, lesam o interesse público, o interesse do Estado, o interesse dos cidadãos que recorrem aos serviços públicos”, disse João Lourenço.

Sendo uma verdade de La Palice, como tantas outras que constituem o ADN do partido do qual é presidente, é caso para perguntar se só agora é que João Lourenço descobriu a pólvora?

Ou será que só agora é que João Lourenço descobriu que Angola é um dos países mais corruptos do mundo? Que é um dos líderes mundiais da mortalidade infantil? Que tem 20 milhões de pobres?

“Esperamos que a tão falada impunidade nos serviços públicos tenha os dias contados. Não é num dia, naturalmente, que vamos pôr fim a essa mesma impunidade, mas contem com a ajuda de todos e acreditamos que, paulatinamente, vamos, passo a passo, caminhar para a redução e posteriormente a eliminação da chamada impunidade”, diz João Lourenço.

Desde que tomou posse, a 26 de Setembro de 2017, na sequência das “eleições” de 23 de Agosto, João Lourenço exonerou diversas administrações de empresas estatais, dos sectores de diamantes, minerais, petróleos, comunicação social, banca comercial pública e Banco Nacional de Angola, anteriormente nomeadas por José Eduardo dos Santos.

Quando João Lourenço garantiu em Luanda que o MPLA iria lutar contra a corrupção, má gestão do erário público e o tráfico de influências… poucos acreditaram. Hoje há mais gente a acreditar? Há, é verdade. Mas as dúvidas continuam a ser mais do que as certezas.

João Lourenço discursava – recorde-se – no acto de apresentação pública do Programa de Governo 2017-2022 do MPLA e do seu Manifesto Eleitoral, mostrando a convicção de que – mais uma vez – os angolanos iriam votar com a barriga (vazia) e que havendo 20 milhões de pobres… a vitória seria certa. E foi. E continuará a ser.

“Para a efectiva implementação deste programa temos de ter os homens certos nos lugares certos”, referiu João Lourenço, efusivamente aplaudido pelos militantes presentes formatados e pagos para aplaudir seja o que for que o soba João Lourenço diga, tal como acontecia com Eduardo dos Santos.

Ainda de acordo com João Lourenço o MPLA iria “promover e estimular a competência, a honestidade e entrega ao trabalho e desencorajar o ‘amiguismo’ e compadrio no trabalho”.

“Vamos contar com aqueles que estão verdadeiramente dispostos a melhorar o que está bem e a corrigir o que está mal”, disse João Lourenço.

João Lourenço admite que o “MPLA tem consciência de que muito ainda há a fazer e que nem tudo o que foi projectado foi realizado como previsto”. Por outras palavras, se ao fim de 46 anos de poder, 20 de paz total, o MPLA só conseguiu trabalhar para que os poucos que têm milhões passassem a ter mais milhões, esquecendo os muitos milhões que têm pouco… ou nada, talvez seja preciso manter o regime do MPLA mais 54 anos no poder.

“Contudo, o país tem rumo e estamos no caminho certo, no sentido da satisfação progressiva das aspirações e dos anseios mais profundos do povo angolano”, disse João Lourenço.

Segundo João Lourenço, para que todos os angolanos beneficiem cada vez mais das riquezas do país, o MPLA tem como foco no seu programa de governação para os próximos anos dar continuidade ao seu programa de combate à pobreza e à fome, bem como o aumento da qualidade de vida do povo.

Folha 8 com Lusa

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