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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Realiza-se esta quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023, em Yamoussoukr...

sábado, 10 de janeiro de 2015

Líder do Movimento Casamance espera nova atitude das autoridades de Bissau.

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Salif Sadio anuncia cessar-fogo unilateral a pedido da Comunidade Sant’Egídio, que medeia negociações com o Senegal.

Salif Sadio, lider do Movimento Frente Democrática Casamance

O Movimento da Frente Democrática de Casamance insta as novas autoridades políticas e militares da Guiné-Bissau a empreender mecanismos de reaproximação entre os povos guineense e de casamance. A mensagem vem do quartel-general de Salif Sadio, para quem, seria uma atitude importante para apagar os graves erros cometidos no passado por certas autoridades da Guiné-Bissau contra Casamance.

O líder do Movimento da Frente Democrática de Casamance, num tom de consternação, não teve rodeios para dizer, citamos: “que estes mesmos dirigentes esquecerem o quanto o povo de Casamance se bateu durante a luta pela independência ao lado do povo guineense. Esqueceram-se também que durante o conflito político militar de 7 de Junho de 1998, muitos casamanceses perderam a vida e sangue para salvar a Guiné-Bissau da ocupação estrangeira”.
E mais acrescentou Salif Sadio: “certas autoridades guineenses perderam de vida durante a luta de libertação nacional, muitas bases militares do PAIGC se encontravam em Casamance, mesmo perto da actual capital Ziguinchor”.
Na entrevista à VOA, Sadio disse não pedir que “os guineenses venham-nos ajudar a fazer a guerra contra o Senegal, mas as novas autoridades políticas têm, sobretudo, o dever, a oportunidade e a sorte de ajudar a Guiné-Bissau a pagar os erros cometidos no passado pelos seus antigos dirigentes”.
Questionado sobre o que se deve fazer, o chefe da rebelião em Casamance disse não ser ele a dizer o que os guineenses devem fazer. “Só sei que os laços parentescos entre os dois povos são inabaláveis. Contudo, para não fustigar a geração futura, seria importante que as novas autoridades repusessem a confiança outrora existente entre os guineenses e os casamanceses. Lembro, por exemplo, quando em 2006, os militares guineenses e senegaleses atacaram o campo de refugiados nas diferentes tabancas de Casamance e incendiaram as suas casas. Isto foi simplesmente condenável e muito grave”, disse Sadio. 
Entretanto sobre as negociações em curso com o Governo do Senegal, a decorrer em Roma, capital Italiana, sob auspícios da Comunidade de Sant’Egídio, o chefe do Movimento da Frente Democrática de Casamance, reconhece a vontade das partes e os esforços da mediação, mas adverte: “Com a concordância de Dakar em iniciar as negociações connosco, em Roma, através da mediação da Comunidade Sant’Egídio, decidimos, na verdade, declarar o cessar-fogo unilateral, por forma a dar abertura e confiança nas negociações. Resta, no entanto, esperar se o Senegal vai continuar a respeitar o seu engajamento nas negociações, caso contrário as nossas bazucas estão cá”, concluiu o líder do Movimento da Frente Democrática de Casamance em entrevista à VOA.
Em face deste cenário diplomático, Salif Sadio afirmou ainda que eventuais negociações a decorrer noutra sede, que não sejam sob a mediação da Comunidade de Sant’Egídio, não engajam o MFDC, portanto não passam de blefe.
Coque Mukuta
#VOA

Presidente do Brasil e rei de Marrocos visitam este ano a Guiné-Bissau -- Presidência guineense.

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Presidente Dilma Rousseff                                                       Rei de Marrocos - Maomé VI 
A convite do chefe de Estado, José Mário Vaz, "a Presidente Dilma Rousseff aceitou visitar a Guiné-Bissau, ainda este ano, em data a acertar por via diplomática", refere o gabinete do conselheiro e porta-voz da Presidência da República guineense.

Da mesma forma, o rei de Marrocos aceitou visitar o país "já no primeiro semestre deste ano", acrescenta o documento.

O anúncio foi feito no dia em que José Mário Vaz regressou à Guiné-Bissau, após um périplo pelo Brasil, Portugal e Marrocos.

No Brasil, para além de participar na posse da presidente Dilma Rousseff, o chefe de Estado guineense obteve a garantia de apoio à "implementação de vários projetos", principalmente "relacionados com o setor agrícola, com destaque para a produção de arroz".

No domínio da "cooperação autárquica", foi acertada a geminação "entre Bissau e as cidades brasileiras de Brasília e Luisiana".

No Brasil, José Mário Vaz manteve ainda encontros com empresários interessados na transformação de castanha de caju, com Constâncio da Conceição Pinto, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste (país que assume a presidência rotativa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP) e com Murade Murargy, secretário-executivo da CPLP.

Em Marrocos, o presidente da Guiné-Bissau encontrou-se com um grupo de empresários daquele país interessados em investir na Guiné-Bissau.

O rei Mohammed VI manifestou "total disponibilidade em apoiar e acompanhar os esforços de desenvolvimento da Guiné-Bissau", acrescenta o comunicado.


@Lusa

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