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sábado, 9 de setembro de 2017

Forte terremoto sacode a costa sul do México.

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Mais de 260 réplicas seguem tremor de magnitude entre 8,1 e 8,2, com epicentro na costa mexicana, no Oceano Pacífico. Sismo é sentido com força na Cidade do México. Ao menos 58 pessoas morrem.
fonte: DW ÁFRICA
População nas ruas da Cidade do México após tremor
População correu às ruas da Cidade do México após tremor
Um terremoto de magnitude entre 8,1 e 8,2 foi registrado na costa sul do México às 23h49 (hora local, 04h49 GMT) desta quinta-feira (07/09). Os residentes foram ordenados a evacuar suas casas após um alerta de tsunami ser emitido para a região mexicana e países vizinhos. Segundo autoridades, ao menos 58 pessoas morreram e mais de 250 ficaram feridas.
O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, alertou nesta sexta-feira para a possível ocorrência de um segundo tremor de grande escala 24 horas após o abalo. Ao todo 159 municípios decretaram situação de emergência. Estima-se que 50 milhões de pessoas sentiram o sismo.
 
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México é atingido por forte terremoto

Logo após o tremor, o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico (PTWC) chegou a emitir um alerta de ondas gigantes para México, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Honduras e Equador. Várias ilhas do Pacífico e também países da Ásia e Oceania, como Indonésia, Japão, China, Austrália e Nova Zelândia também poderiam ser afetados com ondas menores.
O alerta foi suspenso posteriormente por órgãos de defesa civil da Guatemala, Nicarágua, Costa Rica, El Salvador, Panamá, Honduras e Equador. As autoridades guatemaltecas informaram que não foram observadas alterações nas ondas locais.
O epicentro do tremor ocorreu na costa mexicana, no Oceano Pacífico, 87 quilômetros a sudoeste da cidade de Pijijiapan, no estado de Chiapas, e a uma profundidade de 33 quilômetros. O sismo também foi sentido com força na Cidade do México, onde as pessoas correram às ruas quando os edifícios começaram a sacudir.
Mais de 260 réplicas do tremor principal foram sentidas logo após o primeiro sismo. A maior forte delas foi de magnitude 6,1.
O governador do estado mexicano de Oaxaca, Alejandro Murat, disse, em declarações à rede Televisa, que o número de vítimas mortais na sua região é de 45. Dez mortes ocorreram em Chiapas. No estado de Tabasco, três pessoas morreram.
Na Guatemala, o terremoto foi sentido com uma magnitude de 7,3 graus na escala Richter, informou o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (Insivumeh). Ao menos sete réplicas do abalo foram registradas no país.  
Este está sendo considerado o pior tremor no México em mais de 100 anos, tendo sido mais forte que o terremoto de 19 de setembro de 1985, que deixou milhares de mortos na capital mexicana.
Possível segundo abalo
"Foi um tremor de grande escala", afirmou o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, ao confirmar o número de mortos e anunciar que o estado de Chiapas está em estado de emergência. Ele divulgou também uma correção para baixo da magnitude do tremor, de 8,2 (anunciada anteriormente como de 8,4), enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos afirmou que o tremor teve magnitude de 8,1.
Karte Mexiko Erdbeben POR
Peña Nieto advertiu a população nesta sexta-feira ser provável que nas próximas 24 horas aconteça uma forte réplica do primeiro terremoto, ainda que de "um grau menor". Em declarações à emissora "Televisa", ele disse que "será necessário ser mais do que atento", já que a réplica pode superar a magnitude de 7, após lembrar que em 1985 ocorreu uma réplica muito potente de 7,5 graus, no dia seguinte ao primeiro terremoto de magnitude 8,1, no dia 19 de setembro.
Ele disse que até agora o alerta de tsunami no estado de Chiapas "não representa um risco maior" e considerou que 50 milhões de pessoas devem ter sentido o tremor em várias partes do país. As aulas foram suspensas em escolas de 11 estados mexicanos nesta sexta-feira.
O presidente apontou que esse foi um terremoto maior que o de 8,1 na escala Richter de setembro de 1985, mas enfatizou que a cultura de proteção civil avançou desde então. Ele ressaltou que o último terremoto de magnitude similar ao da noite de ontem aconteceu em 1932.
FF/MD/CN/efe/dpa/afp

Rússia: Quando o jornalismo deixa de ser jornalismo.

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08.09.2017 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
Quando o jornalismo deixa de ser jornalismo. 27270.jpeg

Opinião: A capacidade partidária do jornalismo da Globo é impressionante. Opa, um instante! Jornalismo partidário é coisa pra assessoria. Então a Globo é uma assessoria de imprensa? Pra mim Sim! A serviço de uma lógica neoliberal Tio Saniana. Como diz o grande mestre Zeca Peixoto "vou dar o papo reto", uma lógica dos Estados Unidos. O jornalista tem direito (e, é legitimo) ter uma afinidade com um posicionamento político para esquerda, para direita ou em raros casos ao centro. Mas a pratica jornalística não.

Por Eduardo Tito*
Essa tem que respeitar os critérios acadêmicos da profissão. Tem que ouvir lado A, lado B e lado C para reportar os fatos. Mas a Globo não é uma empresa de comunicação. É um partido de oposição. Até Jesus Cristo (o maior dos socialistas) seria perseguido pela Globo. Claro, se os EUA derem sinal verde. Pois capacho só atua quando o patrão manda. E a Globo é um capacho do governo norte americano. Desde o tempo da ditadura em 64 (sim, a Globo apoiou a ditadura e toda sua carnificina em 64), a Globo atuou para colocar Fernando Collor no poder e em 2016 ajudou a derrubar uma presidenta eleita pelo voto popular para colocar o presidente mais antiprogressista que este país já viu no poder.
Resultado de imagem para Globo e o seu jornalismo de esgoto
Perdemos direitos essenciais para formação de uma sociedade justa e igualitária (ainda que não funcione corretamente esses direitos) em um ano com Temer do que qualquer outro período da nossa história. Nem com os militares no poder perdemos tantos direitos. Vale lembrar que a CLT teve inicio com Getúlio Vargas. Mas não esqueçam, os militares torturaram e assassinaram milhares de brasileiros apenas por discordar do regime.
Enfim o jornalismo da Globo baixou o nível de vez com a capa que associa as malas de dinheiro encontradas num apartamento ligado a Geddel Vieira Lima a Lula, Dilma e o PT? Não creio! Mais ainda estar por vir. Aguardem pois do diabo não duvidem de nada.
*Eduardo Tito é jornalista e editor do Noticias da Bahia

Angola :MBanza Kongo recebe diploma de Património Mundial da UNESCO.

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A cidade angolana de M'Banza Congo recebeu hoje, na sede da Unesco em Paris, o seu diploma de Património Mundial. Pela ocasião, a ministra da cultura de Angola, Carolina Cerqueira sublinhou que a inclusão de M'Banza Kongo como património da humanidade, representa um trabalho exaustivo de dez anos, apoiado por vários países africanos e não só. Portugal, Brasil e França também contribuíram para que os vestígios da capital do antigo Reino do Kongo, existente antes da chegada dos portugueses, se tornem de agora em diante um património histórico universal.






Na sua qualidade de ministra da Cultura de Angola, Carolina Cerqueira recebeu no dia 8 de Setembro, na UNESCO em Paris ,o diploma que certifica a inscrição da cidade angolana de MBanza Kongo, como património mundial. No decurso da sua intervenção a dirigente angolana, destacou os dez anos de trabalho e a colaboração com países africanos, designadamente a República do Congo , a República Democrática do Congo,o Gabão,(territórios do antigo Reino do Kongo ) para que MBanza Kongo, capital de um dos reinos mais poderosos de África entre os séculos 14 e 19  se tornasse um Património Mundial.
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Carolina Cerqueira,ministra da Cultura de Angola por ocasião da entrega do diploma de Património Mundial à MBanza Kongo,na UNESCO em Paris. 08 de Setembro de 2017L.Silva/RFI
Carolina Cerqueira sublinhou que os países de língua oficial portuguesa( Brasil e Portugal entre outros) apoiaram a candidatura da cidade situada na província angolana do Zaire, como sendo a de todos os Estados lusófonos. Através do seu conhecimento na área, a França, de acordo com a ministra da cultura de Angola, também deu um importante contributo para a inclusão de MBanza Kongo no Património Mundial.
Dez anos de exaustiva colaboração entre Angola, várias entidades e países, culminaram no dia 8 de Julho de 2017 em Cracovia com a inclusão de MBanza Kongo no património mundial, bem como na entrega, em 8 de Setembro em Paris, do diploma que confirma o novo estatuto da capital do antigo Reino do Kongo.
Em declarações à RFI, a ministra da Cultura angolana, Carolina Cerqueira resumiu a importância do trabalho que transformou a candidatura de MBanza Kongo numa realidade histórica universal.
Carolina Cerqueira. Ministra da Cultura de Angola 08.09.2017
fonte: RFI

Guiné-Bissau: Sotramar, mais um empresa que não paga salários.

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Sotramar deve um total de 33 meses de salários aos seus trabalhadores. Estes, acusam a empresa marítima de má gestão, mas a direção refuta acusações. População está em dificuldades porque barcos da empresa estão parados.
fonte: DW ÁFRICA
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Navio Bária da empresa Sotramar, Guiné-Bissau
Os funcionários da empresa marítima Sotramar pedem a demissão da atual direção, a quem exigem o pagamento de oito meses dos salários em atrasos.
O porta-voz dos trabalhores, Veríssimo Batista, revela que "desde que o novo diretor assumiu a empresa, não pagou sequer um mês de salário" e ele ameaça: "Já temos oito meses [de salário] em atraso. Se dentro de 15 dias Sirma Seidinão pagar os ordenados, vamos realizar uma vigília em frente ao Ministério dos Transportes e igualmente pedir a sua demissão."
E incomformado Batista diz: "Só em dois messes, junho e julho, durante a campanha de cajú, conseguimos arrecadar mais de 13 milhões de francos CFA (cerca de 29 mil euros). O montante geral do nosso salário é mais de 8 milhões (cerca de 17 mil euros), ele podia nos ter pago."
O porta-voz dos funcionários denuncia ainda uma alegada venda do navio "Bária” a um consórcio espanhol. Ele explica que "na Guiné-Bissau os boatos acabam por ser verdade. O espanhol quando chegou disse que já comprou o barco Bária. Esta informação foi mesmo reconfirmada pelos seus funcionários."
E Batista especula: "Ouvimos dizer que o espanhol ao comprar o barco não vai indemnizar os funcionários e muito menos pagar os salários."
 Sirma Seidi
Sirma Seidi, diretor da Sotramar
Sotramar justifica
Ouvido pela DW África, o diretor-geral da Sotramar refuta todas as acusações e sustenta que a empresa está com enormes dificuldades "devido a improdutividade da própria empresa."
Sirma Seidi esclarece que, as receitas coletadas não dão para pagar salários aos funcionários: "Neste momento, temos dois barcos que estão operacionais, mas estão parados por falta de rendimento."
Para além disso, segundo Seidi,  "devido à concorrência de uma empresa estrangeira, Consulmar que opera na mesma rota connosco, a Sotramar deixou de ter lucros, daí que decidiu parar os navios. O barco da Consulmar é mais rápido em relação ao da Sotramar, os passageiros optam mais para aquele."
Sobre alegada venda do Navio "Bária”, Sirma Seidi refuta esta acusação: "Em nenhuma circunstância e em nenhum momento recebi orientações de quem quer que seja, sobre a necessidade de penhorar ou vender o património da Sotramar, sobretudo o nosso barco, nunca."
Segundo o diretor da empresa, " é normal esses tipos de boatos, sobretudo por parte dos trabalhadores que estão há muito tempo sem receber os seus salários."   
Fontes da Sotramar indicaram à DW África que já durante a gestão do Governo de transição que se seguiu ao golpe militar de 2012, os funcionários da Sotramar não receberam os seus salários durante 24 meses. Ao todo serão 33 meses de salários por receber.
Vidas continuam em risco
Enquanto isso, a população insular está a braço com dificuldades nas suas ligações quotidianas com o continente. A Guiné-Bissau, país com mais de oitenta ilhas e, sem meios de transportes adequados para fazer a ligação entre elas, levam os habitantes a recorrerem às pirogas, muita vezes, sem condições de segurança.
Esta situação, revela o Instituto Marítimo Portuário, já provocou incalculáveis perdas de vidas humanas. Devido a esta situação, o Governo liderado por Carlos Gomes Júnior, em 2011, criou a Sotramar, que colocou em circulação quatro navios.

ANGOLA: QUEM NÃO SE SENTE…

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unita-comicio

O presidente da UNITA endereçou aos angolanos uma mensagem de confiança, calma e serenidade, quando falava aos candidatos a deputados, militantes e população em geral, sobre o momento que os angolanos vivem. Considerou, aliás, que o país está a atravessar uma curva apertada.

Por Norberto Hossi
“Gostaria de dizer que, em momentos difíceis como esses, nós temos de permanecer unidos. Nós temos sentido esta unidade de acção, de espírito, da parte de todos. Devíamos continuar assim”, sugeriu.
“Devemos também continuar serenos, calmos, mas também, lúcidos, para que não nos precipitemos na tomada de decisões que, temos de tomar ou temos de fazer. Mas, também, não incorramos em situações, em actos que, depois voltem ainda a provocar situações mais difíceis do que aquela que estamos a viver agora”, disse Isaías Samakuva.
Não seria altura de, física e psicologicamente, a UNITA regressar ao Muangai, local de onde saíram pilares como a luta pela liberdade e independência total da Pátria; Democracia assegurada pelo voto do povo através dos partidos; Soberania expressa e impregnada na vontade do povo de ter amigos e aliados primando sempre os interesses dos angolanos?
Foi de lá, ou a partir de lá, que nasceram os princípios da defesa da igualdade de todos os angolanos na Pátria do seu nascimento; a busca de soluções económicas, priorização do campo para beneficiar a cidade; a liberdade, a democracia, a justiça social, a solidariedade e a ética na condução da política.
Alguém, na UNITA, se lembra de quem disse: ”Eu assumo esta responsabilidade e quando chegar a hora da morte, não sou eu que vou dizer não sabia, estou preparado”?
Alguém se lembra de que, como estão as coisas, nunca será resgatado o compromisso de Muangai firmado em 13 de Março de 1966?
A UNITA mostrou até agora que sabe o que é a democracia e adoptou-a definitivamente. Tê-lo-á feito de forma consciente? Certamente que sim embora, admitimos, já esteja parcialmente arrependida depois das manipulações e vigarices eleitorais de que foi vítima, de que continua a ser vítima.
Isaías Samakuva mostrou ao mundo que as democracias ocidentais estão a sustentar um regime corrupto e um partido que quer perpetuar-se no poder. E de que lhe valeu isso?
Por força das vigarices do regime, a UNITA continua a fazer o papel de palhaço útil. Se calhar é altura de, honrando o seu passado e a luta dos angolanos que nela acreditam, dizer: Basta!
Quase todos (a excepção é mesmo o MPLA) reconhecemos que o 4 de Abril de 2002 representou “o início de uma nova etapa do processo político angolano”. Mas, 15 anos depois, continuam por cumprir os objectivos políticos preconizados no âmbito da (suposta) democratização e da (suposta) reconciliação nacional.
As reformas previstas nos vários Acordos de Paz, para a criação de um verdadeiro Estado de Direito Democrático em Angola e ao estabelecimento de um sistema de Governo realmente democrático, apenas conheceram passos muito tímidos e, muitas vezes, gigantes retrocessos.
As liberdades fundamentais dos angolanos, constitucionalmente consagradas, continuam coarctadas com a intensificação, nos últimos tempos, de actos de intolerância política praticados em quase todo o país, de forma coordenada, por elementos afectos ao MPLA que, perante o silêncio conivente das autoridades do país (também elas dependentes do MPLA), destroem propriedades, símbolos partidários e causam desaparecimentos, ferimentos e perda de vidas humanas entre militantes e membros de partidos na oposição.


Não será altura de a UNITA defender uma Angola para todos e não apenas para os que são acólitos, voluntários ou não, do MPLA, mostrando ao mundo que os donos de Angola são só e apenas os angolanos?
fonte: http://jornalf8.net

ANGOLA: O MELHOR SERIA ACAMPAR NO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL.

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sicato

UNITA, PRS e FNLA entregaram hoje no Tribunal Constitucional (do MPLA) de Angola pedidos individuais de impugnação dos resultados das eleições gerais de 23 de Agosto, das quais foi vencedor o MPLA, com 61,07% dos votos.

Em declarações à imprensa, o secretário para a Comunicação e Marketing da UNITA, Anastácio Sicato, disse que o recurso que o partido interpôs ao tribunal é sobre as decisões tomadas pela sucursal eleitoral do MPLA (Comissão Nacional Eleitoral – CNE), em relação às reclamações que foram feitas em várias províncias “sobre questões e provas concretas” e que não foram atendidas.
Anastácio Sicato realçou que das 18 províncias do país, apenas houve apuramento provincial de acordo com a lei em três províncias.
“Nas outras 15 não se fez o apuramento de acordo com a lei, isto quer dizer que a Lei 36/11 foi redondamente violada e isso faz com que os resultados que a CNE publicou sejam inválidos”, disse. Isto no pressuposto de que Angola é o que nunca foi nos seus 42 anos de independência – um Estado de Direito.
O responsável do maior partido da oposição angolana, cujos resultados nestas eleições mantêm-no como a segunda força política de Angola, com 26,67% dos votos e 51 lugares no Parlamento, o partido apresentou ao tribunal várias provas documentadas em como em várias províncias “não houve uma situação de acordo com a lei”.
Não houve, acrescente-se, de acordo com as leis existentes. Mas, nestes casos, o Tribunal Constitucional (do MPLA) vai usar uma interpretação de uma lei superior, com sobeja jurisprudência a nível do Comité Central do MPLA, e que se resume em: “A oposição nunca tem razão!.
“Houve situações em que os mandatários foram surpreendidos com resultados vindos de Luanda, houve várias províncias em que a CNE enviou para o terreno técnicos, que levaram actas já trazidas de Luanda, que as províncias deveriam apenas assumir como sendo um trabalho das províncias, o que não aconteceu”, disse Anastácio Sicato.
“Nós mostramos agora as provas, várias que vieram das províncias, trouxemos reclamações que as próprias províncias apresentaram junto das CPE’s (Comissões Provinciais Eleitorais) respectivas, que pura e simplesmente não foram atendidas”, frisou.
Questionado sobre quando a UNITA pretende apresentar os resultados do escrutínio paralelo que fez, o dirigente partidário respondeu que “isto é outra questão”.
“O que estamos aqui a trazer são dados concretos daquilo que não se fez nas outras províncias, nós temos esses resultados. Estamos aqui neste tribunal é apresentar aquilo que foi a violação pelas CPE’s e que a CNE não deveria ter assumido”, salientou.
Por sua vez, o mandatário do PRS, Manuel Muxito, disse que interpôs recurso contencioso relativamente ao apuramento, o que já vem reclamando devido à disparidade de dados entre os da sucursal do MPLA (CNE) e da contagem interna do partido.
“Ou seja, os votos são superiores relativamente àqueles que estão sendo atribuídos pela CNE. O PRS fez reclamação em primeira instância à CNE, o assunto não encontrou solução, então nos termos da lei, o partido interpôs recurso ao Tribunal Constitucional”, disse.
Segundo Manuel Muxito, o recurso é acompanhado de provas materiais, para que o tribunal possa também aferir sobre os dados que no requerimento são mencionados.
“Os elementos de prova são as actas operacionais eleitorais e são essas as provas que assentam o fundamento legal para o PRS interpor recurso”, disse o mandatário, acrescentando que “são várias actas em algumas províncias onde verificaram “essa disparidade na contagem interna em relação àquelas estatísticas aduzidas pela CNE”.
O PRS alcançou nestas eleições 92,222 mil votos (1,35%), elegendo assim dois deputados à Assembleia Nacional.
Já o mandatário da FNLA, Gabriel Simão, disse que a reclamação do partido se cinge sobretudo aos procedimentos para se chegar aos resultados quer provisórios quer os definitivos.
Gabriel Simão sublinhou que “quem não aceita os procedimentos, tão pouco os resultados, pode aceitar”.
“Tanto os resultados provisórios, como o nacional, nós não concordamos, porque os procedimentos não são estes”, reforçou. O mandatário afirmou que as provas das suas reclamações também foram entregues ao tribunal.
Para Gabriel Simão, tendo em conta as contagens paralelas feitas pelo partido, não é aceitável o resultado de apenas um deputado: “Com 63 mil votos, é inadmissível, devíamos ter mais, por isso é que nós não concordamos com os procedimentos”.
A FNLA conseguiu 63,658 mil votos (0,93%) e elegeu apenas um parlamentar.
Os resultados definitivos das eleições gerais angolanas de 23 de Agosto foram divulgados, quarta-feira pela sucursal eleitoral do MPLA, tendo no mesmo dia, comissários nacionais daquele órgão eleitoral administrativo indicados pelos partidos da oposição, demarcado-se dos mesmos, alegando que os mesmos violaram a lei, faltando “lisura, transparência”, o que coloca em causa “a validade do processo eleitoral”.


Folha 8 com Lusa

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