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BAMAKO E IYAD ENGAJADOS NA MESMA LUTA CONTRA EIGS NO MALI: Cuidado com o efeito bumerangue!

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domingo, 31 de maio de 2015

Produção de drogas no Afeganistão cresceu após chegada dos americanos.

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Produção de drogas no Afeganistão cresceu após chegada dos americanos. 22278.jpeg

Depois de 10 anos da ocupação militar americana, o Afeganistão produz 95% do ópio mundial (Reuters)
A produção de drogas no Afeganistão aumentou 50 vezes desde o início da operação militar dos EUA no país, em 200, e continua aumentando, declarou o Serviço Federal de Controle de Drogas da Rússia (FSKN na sigla em russo). Depois de 10 anos da ocupação militar americana, país produz 95% do ópio mundial.
Depois de 10 anos da ocupação militar americana, o Afeganistão produz 95% do ópio mundial Segundo o FSKN, os números de campos de papoulas no Afeganistão em 2014 mais uma vez se tornaram recordes em toda a história do país, e atingiram 224 mil hectares.

O famoso cientista político, especialista de estudos regionais e analista independente sobre problemas do Afeganistão, Paquistão e Índia, Pir Mohammad Molazehi, comentou as razões da situação atual. “Desde o começo, os americanos escolheram seus alvos e laços no mundo das drogas, o que lhes permitiu dominar o mesmo e garantir que a indústria das drogas continue crescendo. Há dados que em certas regiões eles aconselhavam as pessoas a obter o máximo de lucro do cultivo da papoula. Por isso os americanos nunca se colocaram o objetivo de combater as plantações de papoulas nem a produção das drogas."
“Em geral, a chegada dos EUA ao Afeganistão não só falhou de impedir o processo de produção de drogas, mas ao contrário, contribuiu para o seu aumento drástico”, disse o cientista político.

Que passos devem fazer as autoridades afegãs? A resposta foi dada pelo antigo ministro de controle de drogas afegão, General Khodaidad. Segundo ele, na situação atual a Organização para Cooperação de Xangai pode contribuir de forma positiva à situação no Afeganistão, e é necessário usar o seu potencial para combate ao terrorismo e controle de drogas afegãs.
“O cultivo e a produção de drogas no Afeganistão ficam fora do controle da comunidade mundial. A Organização para Cooperação de Xangai (OXC) deve agir mais ativamente na luta contra a produção de drogas, servindo como um tipo de ponte nesta questão entre a Rússia e as regiões de norte do Afeganistão.

Como se sabe, os EUA e a Otan gastaram US$ 7,8 milhões no combate ao cultivo e à produção das drogas no Afeganistão. No entanto, nos últimos anos essa produção não só não caiu, como pelo contrário, está aumentando. Isso quer dizer que todo esse dinheiro foi gasto em vão. Quanto à questão do terrorismo, os EUA e os seus aliados ocidentais não parecem mais a fim de lutar contra ele. Enquanto isso, com o governo novo do Afeganistão, os países da região, liderados pela Rússia, estão apoiando o país na área econômica e cultural.

É importante que o Afeganistão intente participar da cúpula de líderes da OXC em Ufa. Estou certo, que esta é uma boa chance para começar um diálogo construtivo e eficaz com os vizinhos do Afeganistão – não só nas áreas da economia, mas também no combate contra o terrorismo e o controle de drogas”.

Fonte: Sputnik News


Cuba: Congressistas estadunidenses em Havana - devemos eliminar o bloqueio.

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Concordam em que há um crescente apoio bipartidário no Congresso para remover as restrições ao comércio, turismo e relações com Cuba.


Da esquerda para a direita, congressistas John Larson (Connecticut), Tom Udall (Novo México), Al Franken (Minnesota) e Raul Grijalva (Arizona). Photo: Yaimí Ravelo

QUATRO congressistas norte-americanos concordaram, quarta-feira, 27 de maio, em Havana, acerca da necessidade de levantar o bloqueio contra Cuba e continuar avançando no processo de normalização das relações entre os dois países.
“Temos que acabar com esta proibição (bloqueio) e encontrar uma ‘maneira pragmática’ de relacionarmo-nos, que beneficie ambos os povos”, garantiu o congressista do Estado do Arizona, Raul Grijalva, um dos membros da delegação que consiste em dois senadores e dois membros da Câmara dos Representantes, todos eles democratas, que chegaram no sábado, 23 de maio, ao nosso país.
Os legisladores referiram que ainda há muito trabalho a fazer no Capitólio para ver o fim das políticas de agressão que foram mantidas durante mais de meio século.
O senador do Novo México e líder do grupo, Tom Udall, afirmou que há um crescente apoio bipartidário aos projetos de lei para remover restrições ao comércio, as viagens e as relações com Cuba.
“Hoje, no Comitê das Relações Exteriores do Senado, a maioria dos democratas e dos republicanos são a favor de que seja levantada a proibição de viajar”, explicou.
O próprio Udall apresentou recentemente no Senado um projeto para pavimentar o caminho para a presença em Cuba de empresas das telecomunicações dos EUA.
“Sou otimista, embora pense que isso não vai acontece amanhã”, disse ele sobre a possibilidade de eliminar completamente o bloqueio.
Al Franken, um senador de Minnesota, garante que a maioria do povo americano apoia esse passo, como mostram as sondagens recentes. Inclusive na Flórida, disse ele, a maioria do público concorda com uma mudança na política em relação a Cuba.
“É uma ‘pequena minoria’ no Congresso a que defende a permanência do bloqueio”, concluiu.
OS DESAFIOS DA NORMALIZAÇÃO
O senador Udall salientou em seu discurso que Cuba e os Estados Unidos tinham feito “grandes progressos”, desde 17 de dezembro do ano passado, quando os presidentes Barack Obama e Raul Castro anunciaram a guinada nas relações entre os dois países.
Indicou que no dia 29 de maio é o prazo final para tornar efetiva a saída de Cuba da lista de países que patrocinam o terrorismo internacional e expressou confiança de que “nas próximas semanas” se poderão tomar as medidas finais para restabelecer as relações e abrir as embaixadas.
Tal como observaram as autoridades de ambos os países, a partir desse ponto se abre um novo processo, muito mais longo e complexo, rumo à normalização das relações.
Dentre os temas a tratar para esta nova etapa, e os que Cuba vai propor, estão o levantamento do bloqueio, a devolução do território da Base Naval de Guantánamo, os programas de rádio e televisão ilegais e subversivos e as compensações pelos danos do bloqueio. Enquanto isso, os EUA têm avançado a ponto das compensações pelas nacionalizações realizadas no início da Revolução, que Washington se recusou a receber naquele momento.
A uma pergunta da imprensa sobre a questão de Guantánamo, o senador Al Franken disse que ainda “não estava sobre a mesa”. Acrescentou que ele foi pessoalmente crítico com essa prisão, que foi instalada ali, mas que relativamente à Base naval “será necessário adotar outras considerações”.
Granma também perguntou aos legisladores sobre a permanência dos programas de “mudança de regime”, que ainda recebem orçamentos milionários do Congresso.
Udall defendeu a maior parte dessas iniciativas, como parte dos esforços para “espalhar a democracia” dos Estados Unidos.
No entanto, ele disse que era crítico de alguns desses projetos, especialmente aqueles que buscam “minar governos” e disse que devem ser analisados, ​​à medida que progridem, para ver se estão tendo “um bom desempenho”.
Por sua parte, o congressista Grijalva disse que os intercâmbios culturais, artísticos e científicos são vitais para a normalização. Mas aqueles que tendem à subversão devem ser analisados ​​e postos de parte.
Nesse sentido, ressaltou as declarações do presidente Barack Obama, no caso de Cuba, que “não estamos no negócio da mudança de regime”.
John B. Larson, representante de Connecticut, lembrou em seu discurso de abertura a importância das medidas que foram tomadas nos últimos cinco meses. E lembrou as palavras do presidente John Kennedy, há décadas, dizendo que “embora nós não possamos pôr fim agora mesmo a nossas diferenças, pelo menos podemos ajudar a tornar o mundo seguro para a diversidade”.
UMA VISITA PRODUTIVA
O objetivo desta visita foi o de promover a aproximação entre os dois países, nesta primeira fase do processo de normalização das relações através do comércio, turismo, telecomunicações e o intercâmbio cultural.
Os legisladores destacaram as reuniões produtivas com funcionários do Comércio Exterior e o Investimento Estrangeiro, Relações Exteriores, Agricultura, com trabalhadores independentes de pequenas cooperativas e investidores de países estrangeiros.
Grijalva disse que enquanto houverem mais trocas desse tipo, mais se poderá avançar na normalização das relações.
Udall identificou duas áreas-chave nas quais os dois países podem fazer um rápido progresso na cooperação: a conservação ambiental e os intercâmbios culturais.
Nesse sentido, pôs em destaque o potencial da Ciénaga de Zapata, um dos lugares visitados, e disse que espera ver mais visitantes norte-americanos lá.
Também destacou os laços entre artistas norte-americanos e cubanos que propiciou a Décima Segunda Bienal de Havana.
"Esse tipo de coisas ajuda a quebrar barreiras", garantiu.
#granma.cu

ÁFRICA/BURUNDI - Maggy Barankitse, “mãe” nacional do Burundi, ameaçada de morte.

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Presidente do Burundi Pierre Nkurunziza

Bujumbura - Marguerite Barankitse, “mãe” nacional do Burundi, está ameaçada de morte e obrigada a esconder-se, segundo denuncia Info Catho, da Bélgica. Após a morte de Zedi Ferzi, presidente de um dos partidos da oposição, multiplicam-se as ameaças de morte contra expoentes da oposição e da sociedade civil, enquanto prosseguem os protestos populares contra a decisão do Presidente Pierre Nkurunziza de se apresentar nas eleições para o terceiro mandato.
Uma das pessoas que receberam ameaças de morte é Maggy Barankitse, católica engajada que de 1993 ao início da guerra civil, terminada em 2006, não se amedrontou e tentou sempre salvar crianças e jovens da violência. Foi ela que criou a “Maison Shalom”, ONG que administra no país uma série de centros de acolhida para crianças e jovens. Segundo notícias publicadas no site católico belga, nas últimas semanas, Maggy Barankitse visitou os hospitais para levar víveres aos feridos nos confrontos e as prisões, aonde denunciou as condições de detenção. “Isto foi suficiente para colocá-la na lista negra das pessoas procuradas e ser catalogada como ‘envolvida’ no fracassado golpe militar ” declarou um de seus familiares.
Chegaram intimidações a amigos, familiares e agentes da Maison Shalom e do hospital fundado por ela. Seus parentes tiveram que fugir e Maggy Barankitse está escondida em um lugar seguro. Por seus esforços humanitários, Maggy Barankitse recebeu muitos reconhecimentos internacionais.

#news.va

Boko Haram ataca um dia após posse de Presidente.

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Ataque provocou 11 mortos em Maiduguri.

Nigeria New President
Novo Presidente da Nigéria.

Combatentes do Boko Haram fizeram um ataque nos arredores da capital do Estado de Borno, Maiduguri, na Nigéria, neste sábado, 30, que provocou a morte de pelo menos 11 pessoas.
O ataque ocorreu  um dia depois da posse do presidente Muhammadu Buhari, que jurou derrotar o grupo militante islâmico e transferir o centro de comando para as operações militares da capital Abuja para Maiduguri.
Uma fonte militar disse que o ataque ocorreu próximo à estrada Damboa, perto do pequeno povoado de Mula, a cerca de 10 quilômetros de Maiduguri, uma cidade de dois milhões de pessoas.
#VOA

Burkina Faso: Yamba Malick Sawadogo - O homem que enterrou SANKARA.

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A 15 de outubro de 1987, 16h. A rádio nacional e televisão do Burkina Faso emitem mais. Armas crepitaram durante várias horas em Ouagadougou. A notícia espalhou-se rapidamente como fogo: um golpe contra a Revolução foi perpetrado. Mais tarde, ficamos a saber que o Presidente do Burkina Faso, Thomas Sankara, Herói da revolução, foi morto com doze companheiros de infortúnio. À noite, o chefe da Prisão e de Correção de Ouagadougou (MACO) designou dentro da prisão 20 homens para enterrar os homens executados. Entre eles, Yamba Malick Sawadogo, o ex-deputado e militante de longa data da UNIR / PS, Sankarista de longa data, e que agora é do Movimento Popular para o Progresso (MPP). Nesta entrevista exclusiva, que ele nos concedeu em 27 de Maio de 2015, a récita de sua testemunha ocular, bem enriquecida com os contos contados aqui e ali sobre o assunto.

 Você que é um Sankarista de longa data, após 27 anos de espera, o caso Sankara está sendo revivido; que efeito faz em você?

Estou muito satisfeito por duas coisas: primeiro, tendo perseguido Blaise Compaoré, após 27 anos no poder que nós consideramos como o assassino, até hoje, e, em seguida, abertura do dossié Thomas Sankara a exumação dos seus restos mortais. Depois de todo esse tempo, eu estou feliz de poder viver isso em vida como eles dizem. Eu nunca pensei que um dia reviveria isso. Graças a Deus, eu estou vivo e eu mesmo ter sido ouvido pelo juiz. Eu disse a ele que estou aliviado ao dizer qualquer coisa antes da minha morte.

No que dizem, você é uma daquelas pessoas que enterrou os torturados de 15 de Outubro. Como é que você se encontrava nesse dia fatídico?

É sempre difícil evocar essa situação, mas infelizmente participei nos acontecimentos de 15 de outubro de uma forma ou de outra. Como eu disse anteriormente, eu fui ouvido em 13 maio que passou sobre o assunto pelo juiz de instrução militar, e você sabe muito bem que o assunto está sob investigação; Então deixe-me não entrar em algum detalhe, a fim de respeitar a confidencialidade das investigações.

No entanto, eu estava na prisão porque eu fui condenado na 18ª sessão dos Tribunais Populares da Revolução (TPR), e eu cumpri a minha pena, mais tarde eu fui libertado.

Em 15 de Outubro de 1987, o cargo chefe que estava nesse dia em MACO nos fez saber que, o gerente, que esteve certamente no Conselho solicitou que o preparassem 20 homens de confiança, a tarefa de homens como eles dizem. Perto de 20h, ele veio com um modelo de veículo VLRA(Veículo Leve de Reconhecimento e de Apoio) com um motorista que nos levou até ao Conselho. Nós não sabíamos o que poderia acontecer conosco naquele dia no departamento, mas nós não nos inquietamos tanto. Gradualmente, à medida que avançávamos, percebemos que o momento era sério.

De MACO nós estávamos no Conselho de Entente, e ali, havia outra VLRA que nos esperava. Alguns de nós foram ordenados a pegar em equipamentos (pás e picaretas) e partiram para o cemitério Dagnoën com dois VLRA. Eu disse que nós fomos para o cemitério sem os corpos. Depois de algum tempo um dos veículos levou alguns dos nossos camaradas para pegarem os corpos. Alguns de nós estavam no local, e eu sabia o número de corpos e sabia quem eles eram: o Presidente Thomas Sankara estava entre eles. Em primeiro lugar, foi-nos dito para cavar 10 sepulturas, e quando os corpos chegaram, nós fomos obrigados a cavar mais três túmulos adicionais. É por isso que no cemitério você vai achar que os primeiros 10 túmulos estão alinhados, seguido por dois outros, em seguida, um final.

Em que condições estavam os corpos?

Identificáveis de qualquer maneira. Porque depois ouvimos aqui e ali que esta ou aquela pessoa foi retalhada, mas isso não é verdade; Todos os executados foram identificados. Houve um que perdeu um olho. Eles foram reconhecidos, mesmo o Thomas Sankara e, obviamente, ele parecia que estava dormindo, a imagem ainda assombra-me, é por isso que eu digo que é difícil para mim voltar a este assunto.

Meu silêncio até agora foi devido a três razões principais: Primeiro, eu queria permanecer vivo, a fim de ser útil como eu fiz em 13 de maio; Portanto, sempre que eu evoco essa situação, ela me revolta mais, e eu não posso me conter. É por isso que alguns estavam me considerando um tolo; Por fim, a necessidade de justiça, porque ela tinham solicitado a abertura da sepultura, e se, no momento um de nós que estava lá, e se publicamente admitir que não há justiça, então isso poderia servir para dizer que não valia a pena abrir as sepulturas, uma vez que tem havido uma confissão nesse sentido.

Voltando ao corpo. Você que viu os corpos e diz que eles eram identificáveis, em que parte o Sankara foi atingido?

Eu não sou um técnico, mas eu pessoalmente acho que o Presidente do Burkina Faso foi atingido no peito, porque ele estava vestido com fatos de treino vermelhos, e o sangue é vermelho, mas também não podia vê-lo muito bem. Foi comovente saber que ele estava manchado de sangue. É terrível o que eu lhe digo, ele estava deitado como se estivesse dormindo, com os punhos cerrados e sem fala, mas como se quisesse transmitir uma mensagem. É esta a imagem que ficou comigo e me choca até agora. Era como se dissesse: "Continuem, nada além do combate." Quando ouço isso depois que ele foi picado, eu digo, que não, há um muito exagero.

Para aqueles que dizem que não são os executados de 15 outubro, esses estão no cemitério de Dagnoën e que Thomas não está lá, eu digo que, em qualquer caso, estão todos eles enterrados lá. Eles foram enterrados sob toque de recolher, e o que poderia ter acontecido mais tarde, eu não sei. Em 16 de outubro, fomos trazidos de volta ao Conselho, e eu segui durante horas os movimentos que ocorreram lá. Eu tinha a sensação de que essas pessoas estavam mais preocupadas com outras coisas do que desenterrar cadáveres. Havia muito movimento no dia 16 no Conselho.

Eles também falharam quando voltamos de MACO. O gerente trocou algumas conversas com o chefe, eu não sei do que eles falaram, mas ouvimos: fogo! felizmente o gerente saltou rapidamente do veículo e disse "meu sargento, não faça isso! ". Este foi certamente a ação que nos salvou. Além de que a tensão foi claramente discernível.

E essa história da aliança que teria sido removido do dedo do presidente do Burkina Faso?

Um dos detentos foi efetivamente removido do cenário, e isso também faz parte das imagens que me chocaram. Uma vez que ao preso tinham retirado a aliança, e ele fechou o punho, e era como se ele não estivesse morto. É terrível, hein! e devemos vivê-lo para entender.

Quem é esse prisioneiro?

Eu não sei. Porque eram numerosos; Eu só conheço uma pessoa que ainda está vivo, e foi ela quem tinha mais ligação com eles. Foi ela quem tinha preparado uma lista de 20 homens assassinados que eu mencionei acima. O gerente também morreu, mas nós guardamos o contacto.

Soube-se que o anel em questão foi vendido a uma personalidade; o que você sabe?

Isto é o que nós também soubemos na prisão, mas como era muito arriscado para se interessar por esse assunto, ninguém queria saber mais nada.

Pensas que o anel ficou com o prisioneiro?

Não, eu não acho, mas eu não posso dizer a quem ele deu exatamente.

Você cavou sepulturas, você certifica que o túmulo de Thomas Sankara não excedeu uma profundidade de 45 cm, como a Sra. Sankara assistiu essa exumação?

É possível. Tudo o que sei é que o túmulo de Thomas Sankara foi mais profundo do que dos outros. Se o túmulo do Presidente do Burkina Faso não excedeu 45 cm, o que significa que os outros não chegaram a essa profundidade. Eu posso atestar que foi isso, pelo menos. As pessoas se perguntavam se Sankara estava de fato entre as vítimas, incluindo os poucos soldados que estavam com a gente, ou seja, o gerente e dois motoristas de VLRA. Eles mesmo colocaram a questão se Thomas fez parte dos corpos que ainda não tinham chegado ao cemitério. Alguns alegaram que ele estava mesmo fora do país, mas, quando se descobriu que ele estava entre os mortos, não se podia evitar um frio congelante no cemitério. E cada um dos detidos estava particularmente interessado ​​em cavar a sua sepultura, com uma picareta, ou com uma pá. Você entende que, mesmo quando 20 pessoas cavavam sepulturas, 13 tombaram em um período de toque de recolher, isso não foi fácil. Eu não medi a profundidade, mas se falamos de 45 centímetros, é possível. A queda mais profunda foi atribuída ao corpo de Thomas Shankara, e que disso não tenhamos dúvida.

Em que condições eles foram enterrados? Alguns dizem que eles foram enterrados em sacos de juta.

Isso não é verdade; eles foram colocados diretamente nos túmulos. Você sabe, aos prisioneiros têm a maneira de enterrar, não havia sacos de juta ou de papelão, não ... não isso não é verdade em tudo.

20 pessoas para cavar sepulturas 13 tombaram, quer dizer que as coisas não foram feitas nas regras da arte. É que os buracos poderiam conter todos os corpos?

Se ... Se ... O problema não era o comprimento, mas a profundidade. As profundidades foram atendidas. O gerente teria pensado inicialmente em uma vala comum, e quando nós perguntamos a ele sobre isso, ele gritou "Cavar! cavar! "Antes de mudar o seu pensamento para falar sobre os 10 primeiros a serem enterrados ele pediu para adicionar mais 3 sepulturas. É ele mesmo quem escreveu os nomes das vítimas em pedaços de papel para anexá-los para os túmulos. Ele escreveu sob a luz dos faróis da viatura VLRA, e com a sua lanterna de bolso, ele identificou todos, porque os conhecia a todos.

Naquele dia, fora o gerente e dois motoristas, tinha chefes militares no cemitério com vocês?

Não havia mais ninguém. Havia no cemitério precisamente 20 detidos e três militares, o gerente e os dois motoristas do  VLRA. E a classificação mais alta, era do gerente de corporação, o sargento-chefe, Tapsoba Karim.

Então você confirma que o túmulo que foi aberto em 27 de maio é o de Thomas Sankara?

Digo e repito que ele foi enterrado lá e posso atestar. Mas o que aconteceu depois, isso eu não posso lhe dizer; Eu não sou guarda do cemitério, mas eu acho que essas pessoas estavam lá, desenterraram os cadáveres.

Eles vieram nos pegar em torno de 20h e nós terminamos de cavar sepulturas e enterrar os 13 corpos entre 3 e 4 horas da manhã. Lembro-me também que os cães latiam acentuadamente ao redor do cemitério, e o silêncio do toque de recolher ajudava, os latidos que se aproximavam cada vez mais. No final, alguns detentos entraram em casas que estavam em frente ao cemitério para buscar água para nós para lavarmos as nossas mãos que estavam manchadas de sangue. É por isso, aliás, que alguns moradores foram capazes de suspeitar de que as coisas estavam acontecendo lá, entretanto, elas não podiam se aproximar da cena.

Há algumas pessoas que dizem que no dia seguinte, 16 de outubro, havia partes do corpo que eram visíveis?

Eu admito que eu não estava lá na parte da manhã, mas parece que as pessoas se aglomeraram em massa para ver os túmulos, e nestas condições, pode ser que houve o pisoteamento a tal ponto que algumas partes dos corpos das vítimas foram descobertas porque não eram sepulturas normais com lajes. Eu mesmo aprendi como envolver a terra para melhor cobrir o corpo; Eu não sei, mas tudo o que posso dizer é que todos os corpos foram enterrados.

Então você é uma das testemunhas privilegiadas desta operação no cemitério de Dagnoën, de modo que você foi entrevistado pelo juiz de instrução. Sem trair a confidencialidade da investigação, que tipo de perguntas foram-lhe feitas?

Além das questões mais técnicas, é quase as mesmas perguntas que você está fazendo. Estou sempre à disposição da justiça e espero que um dia haja o julgamento deste caso.

Para tomar parte nesta operação de enterro, você recebeu algum perdão?

Não, de modo algum. Cada ano, há diminuição de pena, e os favorecido são determinados presos condenados por Tribunais do Povo; é neste contexto que eu recebi a diminuição de um mês, enquanto eu estava para cumprir uma pena de 12 (doze) meses. Assim eu fui solto em dezembro. Em vez de qualquer favor, eu sentia que eu estava afiançado e eu prestava atenção a tudo. Graças a Deus, eu fui capaz de evitar as armadilhas e eu ainda estou vivo.

Você foi condenado pelo TPR, mas você não se afastou da Revolução?

Fui até a sexta sessão de Ouagadougou, no momento que houve a crise latente dentro do CNR. E no momento, Blaise Compaoré, estava ativamente preparando suas coisas, mas não com aqueles que estavam perto de Thomas e todos os meios estavam a favor para por em ação os planos, então eu fui acusado de desviar dois milhões da agência da Air Burkina como chefe. Houve um monte de pessoas que foram presas, mas mantiveram-se fiéis à revolução. Conforme falamos em mooré "às vezes nos sobra uma faca afiada na manga." Dito isto, eu me tornei um homem revoltado com o que vi. Isso é o que fez que em toda a minha carreira eu conheci Blaise Campaoré em duas fases: uma vez com o grupo de 14 de Fevereiro, e a segunda com o Coletivo. Apesar de ele ser um aleito de Kadiogo, eu boycotei sistematicamente reuniões presididas por ele e / ou sua esposa. Mesmo se eu tivesse ódio contra esse homem, mas é como se tivesse.

Mas hoje você está em um partido cujos principais responsáveis contribuíram para exacerbar a crise entre os líderes da Revolução, e alguns foram os pilares do regime de Compaoré; o que justifica tal posição?

Devemos restaurar as coisas em seu contexto. Até o momento eu estava combatendo Blaise Compaoré, eu coloquei no mesmo saco todos ao seu redor; isso é do conhecimento de todos, mas em um dado momento, a luta tinha diminuído, e quando os que estavam com ele começaram a dançar, eu não hesitei em participar, porque aqueles que vivem na casa sabe onde ela flui. Vocês sabem que o MPP tem contribuído grandemente para o afastamento deste cavalheiro. Eu digo e repito, mesmo que fosse chantagear que era contra Blaise, eu não iria colocar atrás desse partido. Eu não me alio ao MPP para conquistar cargos, a prova é que eu sou um candidato para qualquer coisa.

A UPC por exemplo, você teria também contribuído para caçar ?...

Olha, eu não sou um novato na luta política, e eu sei que quem empossou Blaise poderia caçá-lo. Salif Diallo disse que iria caçar Blaise e ele o fez. Vocês jornalistas, vocês sabem disso bem, vocês somente querem me pegar em armadilhas.

Há os Sankaristas como Boukari Kaboré, diz o Leão, que não vê a oportunidade de abrir o túmulo de Sankara; Você é um deles?

Eu, não sou contra, eu acho que tinha que ser feito, porque tem havido muita especulação sobre isso. O que se precisava era tomar precauções, tanto é que é um Africano, e talvez isso tenha sido feito. Com o meu silêncio, eu só queria que vocês abrissem a sepultura para acabar com essa especulação. Reitero que todos os corpos foram enterrados lá durante o toque de recolher. Mas o que aconteceu depois, eu não sei.

Entrevista por

Abdou Karim Sawadogo

Jean Stéphane Ouédraogo

#www.lobservateur.bf/

sábado, 30 de maio de 2015

Diplomacia angolana preocupada com as questões de paz em África.

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O ministro angolano Georges Chikoti esteve esta semana na Suíça para reforçar a cooperação bilateral, e mostrou-se preocupado com as questões que ameaçam a paz no continente africano.



Georges Chikoti é ministro das Relações Exteriores em Angola

Georges Chikoti, ministro angolano das Relações Exteriores, esteve esta semana em Berna, na Suíça com o seu homólogo Didier Burkhalter, para assinar um acordo de cooperação bilateral entre os dois países.
Chikoti é também Presidente do Comité Interministerial da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, que esteve recentemente reunida em Luanda, e onde um dos temas abordados foi a crise política no Burundi.
Para o ministro angolano, a instabilidade no Burundi não é de hoje e a crise atual está relacionada com a decisão do Presidente, Pierre Nkurunziza, de se candidatar a um terceiro mandato nas próximas eleições, embora os Acordos de Arusha não o permitam.
Houve uma tentativa de golpe de Estado há cerca de duas semanas, e há 100 mil refugiados do Burundi em países vizinhos. Angola propõe o adiamento das eleições e a criação de um comité de chefes de Estado africanos para acalmar a situação.
A instabilidade no Burundi já fez mais de 100 mil refugiados
“Neste momento, o que a região quer é que eventualmente se consiga adiar as eleições, porque se pensa que não haja condições objetivas para a realização das mesmas. A extensão das eleições devia permitir uma reconciliação entre os diferentes partidos políticos e o próprio Presidente da República, para poderem negociar uma certa harmonia entre si que permitisse primeiro a estabilidade no país e o regresso dos refugiados, e depois então a realização das eleições”, afirma Chikoti.
Evitar mais mortes no Mediterrâneo
O ministro angolano também critica a destruição das embarcações utilizadas para transportar migrantes africanos principalmente para Itália, por ser uma decisão europeia que foi tomada sem se consultarem previamente os países africanos. Por esse motivo, não deve ser eficaz.
Chikoti considera que esta medida decorre da falta de um governo estável na Líbia e que seria melhor resolver os problemas locais que levam os jovens a emigrar do que apenas destruir as embarcações.
“Acho que é necessária uma discussão maior que envolva os governos do sul e do norte, para se poder conversar de maneira mais detalhada e tentar identificar de onde vêm as pessoas e por que motivo; que tipo de medidas locais podem ser tomadas, e como é que os governos desses países podem ser convencidos a aceitarem que se façam investimentos ou intervenções que permitam a estabilização das suas populações, de modo a evitar que essas pessoas se lancem assim à aventura.”
“É preciso pôr fim aos grupos rebeldes”

Outro problema que preocupa a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos é a presença de muitos refugiados na República Democrática do Congo, e a existência de diversos grupos rebeldes que geram instabilidade na região.
“É preciso derrotar esses grupos rebeldes e fazê-los regressar às suas terras natais, portanto fazer o FDRL (Forças Democráticas de Libertação do Ruanda) voltar para o Ruanda, e o M23 para o Congo. É preciso pôr fim tudo o que é tendência militarista ou rebelde e fazer com que os Estados possam cooperar de maneira pacífica nesta região”, destacou o ministro.
Angola detém um mandato de dois anos no Conselho de Segurança da ONU, e tem sido elogiada pelo seu contributo para a paz na região dos Grandes Lagos.
#dw.de

Guiné-Conacry: Presidencial de 2015 - '' se as eleições são credíveis, Alpha não vai para o segundo turno "(UFDG).

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Depois de março de 2015, o calendário eleitoral é o principal pomo de discórdia entre o campo presidencial e da oposição. Os opositores do regime estimam que o poder tem medo de perder as eleições em organização das destritais antes da eleição presidencial. Uma posição confirmada pelo Dr. Fode Oussou Fofana, vice-presidente da UFDG, o principal partido da oposição.

Image d'archives

'' Nós estamos partindo para as eleições, mas sim com uma condição: em transparência, sem delegações especiais. Ou seja, se as eleições locais são realizadas, não vamos ir para a presidêncial, '' ele argumentou em entrevista à VisionGuinee.

O vice-presidente do principal partido da oposição estimou que: '' Sr. Alpha Condé tem medo de organizar eleições locais. Porque ele sabe que se ele organizar eleições credíveis, o RPG nem sequer irá para a segunda rodada, porque o seu partido não tem sequer militantes. É por tudo isso que eles têm medo de organizar eleições locais '', indicou Fodé Oussou Fofana.

'' Como o RPG sancionou as eleições legislativas, agora seus líderes temem. Eles queriam ter uma maioria no parlamento, mas eles não tiveram. Muito em breve, eles também perderão as eleições municipais e da comunidade '', prometeu o Sr. Fofana.

A oposição guineense é responsável, sublinhou o vice-presidente da UFDG. Como tal, assegurou ele, '' nós não somos uma oposição que vai a uma eleição para acompanhar Alpha Condé. Que não é familiar com a gente. ''

'' Enquanto as condições para uma eleição justa não forem ainda reunidas e que as delegações especiais são substituídas por prefeitos legais, a oposição não irá para as presidênciais. Porque a Guiné é o único país no mundo onde se pode ver um governador, um prefeito fazer a campanha para o partido do governo, '' concluiu, assim, Oussou Fofana.

De: Boussouriou Doumba para VisionGuinee.Info

00224 666 90 54 16/boussouriou.bah@visionguinee.info

sexta-feira, 29 de maio de 2015

África: Guiné-Bissau e Marrocos assinam 16 acordos de cooperação.

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Bissau, Guiné-Bissau - O ministro bissau-guineense dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades, Mário Lopes da Rosa, anunciou que o seu país assinou com Marrocos quinta-feira, por ocasião da visita oficial do rei marroquino Mohammed VI a Bissau, 16 acordos relativos a vários domínios.


Segundo Lopes da Rosa, que falava diante de jornalistas no termo da cerimónia de assinatura co-presidida por Mohammed VI e pelo Presidente bissau-guineense, José Mário Vaz, nunca a Guiné-Bissau assinou tantos acordos com um país, o que significa que se trata de relações “especiais e únicas no seu género”.
A visita do soberano marroquino à Guiné-Bissau, a primeira do género no quadro dum périplo que o conduziu ao Senegal, à Côte d’Ivoire e ao Gabão, “ consagrada nas relações de amizade que ligaram muito tempo Marrocos e a Guiné-Bissau “, indicou Lopes da Rosa.
Acrescentou ainda  que os acordos assinados pelos dois países envolvem diferentes domínios, nomeadamente os relativos à educação, à saúde, à energia, à hidráulica e à agricultura.

Ele citou o acordo tripartido entre Marrocos, a Guiné-Bissau e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) no quadro da cooperação Sul-Sul no domínio da agricultura.

Os acordos incluem a cooperação nos domínios da segurança e da governação local entre os Ministérios do Interior e as trocas de ajuda na luta contra o terrorismo e as diferentes formas de crimes organizados.

O reforço da descentralização, a governação local, a formação dos recursos humanos, a supressão de vistos para os titulares de passaportes diplomáticos e especiais figuram entre os acordos assinados pelos dois países que rubricaram também acordos relativos à luta contra o tráfico fiscal no plano da imposição das receitas.

Os dois países assinaram um acordo relativo à protecção e ao reforço das trocas no domínio dos investimentos, um protocolo de cooperação no domínio da agricultura destinado a ajudar a Guiné-Bissau a garantir a sua segurança alimentar apoiando-a no se tor da pecuária e produção animal.

Figuram entre os acordos rubricados os relativos à cooperação cultural, às infra-estruturas, à saúde, às minas além de outros protocolos sobre a concessão de bolsas a estudantes bissau-guineenses para estudar nas universidades marroquinas e no domínio da energia solar.
#portalangop.co.ao



GUINÉ-CONACRY: DIÁLOGO POLÍTICO - Faya Millimono vê uma instrumentalização religiosa.

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Segundo Faya Millimono, presidente do bloco liberal, o presidente Alpha Condé está prestes a usar a estratégia de manipulação étnico-religiosa, para estar nas graças da comunidade internacional. Convidado do programa ''os GG '' nesta sexta-feira, 29 de maio, o presidente do Bloco Liberal manifestou o seu apreço pela frente-a-frente com o Presidente Alpha Condé, depois de seu último reencontro em Sekhoutoureya, no quadro de relançamento do diálogo político.



Durante os debates, a questão de divisões adversárias entre muçulmanos wahabitas e tidjanites estavam na agenda de discussões. O Presidente Condé aproveitou a oportunidade para convidar Dalein a se envolver para superar essas divisões.

De acordo com o Dr. Faya Millimono, o Presidente Condé não levou em consideração o diálogo e que a única coisa que lhe interessava era a fotografia. O presidente do bloco liberal estima que Cellou foi pego em uma emboscada orquestrada por Alpha Condé.

Para ele, o fato de solicitar ao Presidente da UFDG para se envolver na resolução do conflito entre wahabitas e Tidjanites ao Fouta, Alpha Condé quer transmitir uma mensagem à comunidade internacional: É para fazer crer a este último que a Guiné está confrontado com o fundamentalismo islâmico. A reprovação do líder da oposição guineense como tendo uma suposta influência sobre esses grupos religiosos é uma armadilha grosseira a qual se envolveu Cellou Dalein de acordo com Faya Millimono.
Esta questão merece, em todo caso reter a atenção dos guineenses que têm preocupação com a unidade nacional. Porque o que foi dito não é para ser contra, é por isso que na capital Conakry, este problema não desperta muito interesse? Enquanto isso há muitos muçulmanos com muitas tendências em wahabitas e tidjanites, em Conakry, e em qualquer outra cidade do interior!

Por: Aliou Mamadou Diallo para GCI

#guineeconakry.info

Rei de Marrocos pára Guiné-Bissau.

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A Guiné-Bissau parou virtualmente no dia em que o Rei de Marrocos Mohamed VI chega aquele país lusófono. Uma visita real que mobilizou todo o país, paralisando as actividades comerciais e administrativas.
Mercados e escolas encerradas, funcionários públicos e privados dispensados dos seus serviços, bandeira nacional retirada do Palácio Presidencial, cujo edifício totalmente restaurado, e substituída pela dos Marrocos, rádios pública e privadas com trasnmissões em Directo é o  cenário que envolve a visita do monarca marroquino. Mohamed VI vai ficar no Palácio da República, enquanto José Mário Vaz estará noutra residência até o rei deixar o país.
É uma visita caracterizada de muito simbolismo para os guineenses que saíram à rua para receber e acenar a Mohamed VI, que, por sinal, é muito conhecido por jovens formados em Marrocos. É que nas últimas décadas, Marrocos tem oferecido bolsas de estudo ao Estado guineense.
Vladmir Jorge Mendes, jovem recém-formado nos Marrocos e que preside actualmente a associação dos quadros formados naquela país, não tem dúvidas o quanto a Guiné-Bissau pode tirar proveito desta visita.
Durante a estada do rei Mohamed VI, está prevista a assinatura de vários acordos entre Bissau e Rabat.
Para Alain Iero Embaló,  jornalista especializado em Marrocos, a Guiné-Bissau deve saber tirar proveito dos convénios que serão rubricados e da experiência marroquina em vários domínios.
Mohamed VI é o 23o. governante da dinastia alauita, cujo reinado começou em meados do século XVII. Descendente directo do profeta Maomé, foi entronizado a 30 de Julho de 1999. E isso é que explica, de um lado, a grande mobilização comunidade muçulmana guineense.
O monarca, que é acompanhado de centenas de empresários, numa delegação com um total de quase 500 pessoas, tem encontros com diferentes titulares de orgãos públicos e da sociedade civil, perante uma segurança que deixa quase inoperantes os agentes guineenses.
 #VOA

Senegal: Thione Seck - "O dinheiro encontrado em minha casa foi pago a mim por minhas tournées"

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Thione Seck foi detido nesta quarta-feira em sua casa com um costa-marfinense. Dólares falsos e dólares foram encontrados em sua casa. A investigação levada a cabo com o seu "cúmplice" da Costa do Marfim também ajudou a encontrar outras denominações de notas falsas e equipamentos de tais notas fabricadas. A apreensão rendeu mais de 40 bilhões de francos CFA, avançou "The Observer".

Interrogado pela Polícia da Investigação da Seção de Colobane, Thione Seck negou os fatos de lavagem de dinheiro. "Este dinheiro foi pago pelas meus tournées que eu realizo para a Europa", disse ele, segundo o "The Observer". Ele deve acumular 100 dados para uma turnê de 6 meses. Ele deve ter recebido uma soma total de 100 milhões de euros (65 bilhões de francos CFA). Ele recebeu, se fez saber, um adiantamento em euros no valor de 50 milhões (32,5 bilhões de francos CFA ). Por conseguinte, estima-se que tenha sido preso porque ele não sabia que as notas era falsificadas.
Os gendarmes, não se convenceram de suas explicações, pediram-lhe para fornecer-lhes o contrato que foi assinado com os organizadores da turnê que seriam Gambianos. O que ele não conseguiu fazer, diz nossas fontes. Ele, portanto, ainda está detido.Os Investigadores visam as infrações pela formação de quadrilha, detenção de falsas notas e lavagem de dinheiro.

# Seneweb Notícias

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Comité de Protecção de Jornalistas disse estar desapontado com sentença contra Rafael Marques.

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 Jornalista angolano Rafael Marques

A sentença de seis meses de prisão, multa e proibição de editar o livro Diamantes de Sangue contra o activista e jornalista angolano Rafael Marques teve enorme repercussão da imprensa internacional. O Comité de Protecção de Jornalistas, com sede em Nova Iorque, diz estar completamente desapontado com a sentença.
O jornal inglês The Guardian escreve que o livro Diamantes de Sangue levou Rafael Marques à prisão, entretanto suspensa, enquanto o brasileiro O Globo refere que o caso de Marques levou 50 organizações de defesa dos direitos humanos a denunciarem a condenação do jornalista e a "degradação da situação da liberdade de expressão em Angola".
Em Portugal, a editora de Rafael Marques no país considerou de “inaceitável” a condenação a seis meses de cadeia, com pena suspensa, do autor do livro Diamantes de Sangue.
Segundo o jornal Público, Bárbara Bulhosa criticou Angola por “não ter coragem” de investigar os crimes denunciados no livro, sobre alegados abusos na exploração diamantífera na província angolana da Lunda Norte.
A Amnistia Internacional e a Transparência Internacional, que há dois anos premiou Marques pela sua luta pela transparência em Angola, contactados pela VOA prometeram pronunciar-se ainda hoje sobre o caso.
Quem já reagiu foi o Comité de Protecção de Jornalistas(CPJ), com sede em Nova Iorque.
“Estamos profundamente desapontados e esperamos que as acusações sejam retiradas e Angola respeite a liberdade de expressão e a decisão do Tribunal Africano que considerou de inapropriadas as prisões por difamação”, disse à VOA Sue Valentine, responsável do programa para África.
O CPJ, que subscreveu juntamente com mais 50 organizações de defesa dos direitos humanos uma carta onde pedia a intervenção do Presidente José Eduardo dos Santos para retirar as acusações contra Marques, defende ainda a total liberdade aos jornalistas em Angola, segundo Sue Valentine.
“Estamos preocupados com o nível de falta de respeito e transparência pela investigação jornalística existente em Angola. Acreditamos que a liberdade de expressão e a tradição em que os jornalistas coloquem questões difíceis e recebam respostas é parte do processo de desenvolvimento. Se Angola quer crescer economicamente e assegurar que o dinheiro investido no desenvolvimento de infra-estruturas seja em benefício do cidadão, precisa permitir a liberdade de perguntar para se saber como é investido esse dinheiro”, conclui a representa do CPJ.
O jornalista e activista angolano Rafael Marques foi acusado de “denúncia caluniosa”, por ter exposto abusos contra os direitos humanos na província diamantífera da Lunda Norte, com a publicação, em Portugal, em Setembro de 2011, do livro “Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola”.
Os queixosos são sete generais, entre eles o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, conhecido como “Kopelipa”, e os representantes de duas empresas diamantíferas.
As duas partes chegaram no dia 21, a um “acordo tácito”, segundo o advogado de Marques,  que inclui a não republicação da obra, o fim do processo judicial e uma colaboração entre Marques e alguns generais na defesa dos direitos humanos nas Lundas.  
Entretanto, o Ministério Público decidiu prosseguir a acusação e pediu 30 dias de prisão para o activista e jornalista na passada segunda-feira, 25.
Hoje no cúmulo jurídico, o juiz Adriano Cerveira Baptista condenou Marques a um período de seis meses de prisão e um pagamento de 50 mil kwanzas em emolumentos e o proibiu de republicar o livro.
#voaportugues.com

Jornalista Rafael Marques condenado a seis meses de prisão com pena suspensa.

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A sentença do caso Rafael Marques, acusado de denúncia caluniosa na sequência do seu livro "Diamantes de Sangue, foi lida num tribunal de Luanda. O advogado de defesa já interpôs recurso à sentença.

Jornalista e ativista angolano Rafael Marques

O Tribunal Provincial de Luanda condenou esta quinta-feira (28.05) o jornalista e ativista angolano Rafael Marques a uma pena suspensa de seis meses por 12 crimes de denúncia caluniosa contra empresas de exploração mineira e sete generais do exército envolvidos em negócios de diamantes, retratado no livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola", publicado em Portugal em 2011, pela editora Tinta da China.

A sentença lida pelo juiz Adriano Cerveira Baptista, destaca que Rafael Marques foi condenado por 12 crimes, nos termos do artigo 245 do Código Penal. Cada condenação corresponde a uma pena de 15 dias de prisão, resultando assim os seis meses.
Livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola"
"Pelo suposto, decide o juiz e os juízes assessores em nome do povo, condenar o réu Rafael Marques acusado de um crime de denúncia caluniosa previsto e punível pelo artigo 245 do Código Penal, e retirar o livro do mercado incluindo a sua disponibilidade na internet, assim como a sua não reedição e tradução. E como jurídico previsto pelo artigo 101 do Codigo Penal na pena única de seis meses de prisão bem como o pagamento de uma quantia de 50 mil kz (415 euros) em taxa de justiça. Sendo nos termos 88 do mesmo código suspensa a execução da medida de privação da liberdade num período de dois anos, e no periodo de seis meses afim de permitir o cumprimento das obrigações impostas. Fim do qual é levantada a suspensão como dispõe o artigo 451 do código penal", ditou.
O advogado de defesa David Mendes, alegou que no julgamento que teve inicio em março deste ano, ouviu-se apenas o réu e não as testemunhas e os declarantes, considerando que houve irregularidades no processo.

"O comportamento do juiz por ter vindo à sala já com as respostas viola a lei. Para quem acompanhou o processo, viu-se que não houve discussão da causa. Foi ouvido o réu mas não foi discutida a matéria fática ou seja os factos não foram discutidos. Ouviu-se o réu e as testemunhas e os declarantes foram dispensados.O juiz não pode decidir com aquilo que vem da instrução. Então não havia razão de haver um julgamento", disse David Mendes para em seguida acrescentar que "o julgamento só serve para o apuramento das razões facticas da justificação ou não dos elementos constituintes do crime. Não foi discutido o crime, não foram discutidas as matérias que teriam levado a convicção do tribunal. De onde o tribunal partiu da convicção para condenar? ", questionou o advogado de defesa de Rafael Marques.
Advogado de Marques considera nula a condenação
Advogado David Mendes
O advogado considerou nula a condenação por vários motivos entre os quais, a ausência de um juiz sem nenhuma justificação, quando a lei impõe a existência de três. "Tudo faremos para que essas nulidades sejam tidas em conta, particularmente esta que vocês presenciaram que o tribunal não era coletivo. No tribunal estavam apenas duas pessoas e a lei impõe três", justificou.
Para David Mendes, os livros podem continuar em circulação, pelo facto das partes da acusação não terem cumprido com as negociações, ou seja, por não impedirem a continuidade do julgamento. "Ele comprometeu-se com os generais que não iria voltar a publicar e a retirar a edição on line. Eu acho que Rafael não devia retirar porque eles não cumpriram com a sua parte de impedir que esse processo continuasse".
Sentença “inaceitável” considera a editora de Rafael Marques
Bárbara Bulhosa, responsável pela editora portuguesa Tinta da China que publicou o livro de Rafael Marques, em 2011, considerou "inaceitável" a condenação a seis meses de cadeia, com pena suspensa, do autor do livro "Diamantes de Sangue", cuja publicação levou ao seu julgamento.
Bárbara Bulhosa
"A primeira coisa que pensei foi: 'pena suspensa por se dizer a verdade é ótimo, podia ter levado um tiro'. Normalmente é um tiro que se leva", ironizou em entrevista à Lusa, Bárbara Bulhosa.

Bárbara Bulhosa criticou Angola por "não ter coragem" de investigar os crimes denunciados no livro, sobre alegados abusos na exploração diamantífera na província angolana da Lunda Norte.

A editora destacou por outro lado a coragem de Rafael Marques ao publicar o que investigou assim como a "coragem" das pessoas que mantiveram a confiança no jornalista e que prestaram testemunhos sobre os casos ocorridos na zona diamantífera angolana.

"É grave que seja agora o Estado angolano que, em vez de investigar estes crimes gravíssimos que se passam naquele país, venha condenar o jornalista", afirma a editora sublinhando que a sentença do Tribunal Provincial de Luanda é inaceitável. 
#dw.de

Serra Leoa: Primeira Dama declina sobre o assento continental.

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Sra. Sia Nyama Koroma 

De Sierra Leoa - a primeira-dama Sia Koroma Nyama declinou sobre sua eleição como presidente da Primeira Missão de Paz das senhoras Africanas (AFLMP).

Uma declaração emitida pelo gabinete da Primeira Dama em Freetown citou o "enorme esforço pós-Ebola"  na recuperação e outras considerações nacionais que precisavam muito da sua atenção.

"... A primeira-dama, na devida consulta com as diversas partes interessadas, declinou respeitosamente  a posição do Presidente da AFLMP e tem devidamente notificado ao secretariado da sua decisão", diz a declaração, que segue mais de uma semana desde que ela foi eleita.

A Sra Koroma foi nomeada como a nova presidente da associação emblemática dos cônjuges dos líderes do continente em uma reunião de emergência em 15 de Maio em Abuja, Nigéria.

A Sra Paciente Jonathan, a esposa do presidente cessante da Nigéria, Goodluck Jonathan, disse ter recomendado a Sra Koroma que não comparecesse à reunião.

Fontes disseram que a senhora deputada Jonathan convocou às pressas a reunião para evitar que sua sucessora, a primeira-dama, Isha Buhari, assumisse a presidência da AFLPM.

Disseram que a s duas são envolvidas em uma amarga rivalidade.

Questões nacionais

O marido de Isha General (IDT) Mohammadu Buhari, deverá ser empossado nesta sexta-feira como o novo presidente da Nigéria.

Segundo relatos, as pessoas presentes no acampamento da Sra Buhari fizeram uma oferta ao tribunal, mas não conseguiram impedir a reunião da AFLPM no dia 15 de Maio.

Em Freetown, Serra Leoa, a primeira-dama soube de sua eleição através dos jornalistas locais, dias depois do anúncio.

Ela foi impossada na cerimônia simbólica por uma pessoa não aprovada, a Primeira Dama da República Democrática Saharaui, Profa. Khadija Hamdi, cujo país é pouco conhecido na Serra Leoa.

Sra Koroma foi acusada por uma seção dos meios de comunicação locais de permitir ser usada em uma batalha da política externa.

Mas o comunicado oficial publicado na quinta-feira não fez referência a rivalidade das primeiras damas nigerianas ou como ela foi eleita; em vez disso, o comunicado citou as demandas de questões nacionais mais prementes.

"A primeira-dama garante a cada Serra Leonense, especialmente seus colegas mulheres e nossas crianças, que a sua primeira prioridade continua, apoiando resposta nacional sobre Ebola e subsequente recuperação pós-Ebola", dizia o comunicado, acrescentando, porém, que ela continua comprometida com os ideais da AFLPM.

#africareview.com

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Rei de Marrocos esperado em Bissau quinta-feira.

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Mohamed VI

Ao contrário do inicialmente previsto, o Rei de Marrocos só chega a Bissau na quinta-feira.

Mohamed VI ainda se encontra em visita de Estado ao Senegal, de onde deve partir amanhã para uma visita de quatro dias à Guiné-Bissau.

O soberano marroquino deverá ser condecorado com a mais alta distinção do Estado guineense, a medalha Amílcar Cabral, por decisão do presidente José Mário Vaz.

A comitiva liderada pelo Rei de Marrocos é constituída por cerca de 500 pessoas.

Mohamed VI deverá assinar 20 acordos de cooperação com o governo guineense.
Mussa Balde, Guiné -Bissau
#abola.pt

José Maria Marin está entre dirigentes da Fifa presos na Suíça.

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Hotel em Zurique (AP)
O início da operação ocorreu sem alarde: os policiais pegaram a chave dos quartos dos suspeitos na recepção do hotel Baur au Lac e os prenderam


O vice-presidente da CBF, José Maria Marin, e outros seis dirigentes da Fifa foram presos na manhã desta quarta-feira em um hotel em Zurique, na Suíça, sob acusações de corrupção.
A polícia suíça efetuou as prisões a pedido da Justiça americana, onde corre um processo sobre corrupção na organização.
Marin foi visto deixando o hotel entre os detidos, acompanhado de policiais que carregavam sua mala e seus pertences em uma sacola plástica.
O vice-presidente da Fifa, Jeffrey Webb, que é presidente da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), também está entre os detidos. Eles podem ser extraditados para os Estados Unidos.
Em nota, o Departamento de Justiça americano informou ter indiciado 14 pessoas por fraude, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha: nove dirigentes da Fifa e cinco executivos de empresas ligadas ao futebol.
O grupo é acusado de armar um esquema de corrupção com propinas de pelo menos US$ 150 milhões de dólares (mais de R$ 470 milhões), que existe há pelo menos vinte e quatro anos.
Entre as acusações que os suspeitos enfrentam estão lavagem de dinheiro, crime organizado e fraude eletrônica.
"O indiciamento sugere que a corrupção é desenfreada, sistêmica e tem raízes profundas tanto no exterior como aqui nos Estados Unidos”, disse a secretária de Justiça Loretta Lynch.
"Essa corrupção começou há pelo menos duas gerações de executivos do futebol que, supostamente, abusaram de suas posições de confiança para obter milhões de dólares em subornos e propina."

Mais brasileiros

Além de Marin, outros dois brasileiros estão envolvidos nas investigações sobre corrupção na Fifa.
O mais conhecido deles é José Hawilla, dono da Traffic Group, maior agência de marketing esportivo da América Latina.
O Departamento de Justiça norte-americano revelou que Hawilla assumiu a culpa em dezembro do ano passado por acusações de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.
O outro acusado é José Margulies, conhecido como José Lázaro, proprietário de empresas de transmissão de eventos esportivos.

Copas de 2018 e 2022

Em outro desdobramento do caso, autoridades suíças abriram uma investigação sobre como foram escolhidas as sedes para as próximas duas Copas do Mundo.
Segundo a promotoria, o caso é "contra pessoas suspeitas de gestão criminosa de verbas e lavagem de dinheiro, ligadas à distribuição de verbas para as Copas de 2018 e 2022".
Autoridades também fizeram buscas na sede da Fifa em Zurique, onde documentos e arquivos digitais foram confiscados.
Em entrevista coletiva na manhã da quarta-feira, a Fifa disse que não há alteração nos planos de realizar as Copas de 2018 na Rússia e de 2022 no Catar.
Em nota, a organização disse que está "colaborando plenamente" com as investigações na qualidade de "parte lesada", e que "saúda ações que possam ajudar a contribuir para eliminar práticas criminosas no futebol".

Prisões

Os dirigentes da Fifa estavam reunidos em Zurique para o encontro anual da organização, marcado para sexta-feira, no qual o presidente Sepp Blatter buscaria um quinto mandato. Blatter não estaria entre os presos.
Estre os suspeitos estão (da esq. para a direita) Jeffrey Webb, Eduardo Li, Eugenio Figueredo, José Maria Marin
Segundo o jornal The New York Times, policiais à paisana pegaram a chave dos quartos dos suspeitos na recepção do hotel Baur au Lac e, sem alarde, deram início às prisões.
Eduardo Li, da Costa Rica, e o uruguaio Eugenio Figueredo, presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) também foram levados pelas autoridades.

#bbc

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