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domingo, 8 de maio de 2011

Romário descobre como é difícil trocar os campos de futebol pelo plenário da Câmara dos Deputados.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

BRASÍLIA - No Congresso Nacional, o "peixe" ainda está aprendendo a nadar. Adaptando-se à vida de político, o deputado Romário (PSB-RJ) mantém a rotina de todo parlamentar na capital: chega sempre às terças-feiras e volta para o Rio às quintas. Mas esse é um dos poucos pontos em comum com os colegas. No dia a dia, seja no aeroporto, no hotel, em restaurantes ou nos corredores do Congresso, a recepção é de celebridade. Difícil dissociar o político do ídolo do futebol, que conquistou uma Copa do Mundo para o Brasil.
O assédio ocorre o tempo inteiro, com pedidos de fotos, autógrafos, gritinhos de fãs e abraços. Inclusive de políticos, que pedem a ele para ir a seus estados participar de jogos beneficentes. Romário já perdeu a conta dos convites. Até agora, foi a quatro e, até julho, irá a mais nove. A renda é revertida para Apaes. Romário adotou a bandeira dos portadores de deficiência física em função da condição da sua filha Ivy, que tem Síndrome de Down.
Esta semana, em Brasília, Romário circulou, com certo orgulho, com duas belas assessoras. Elas trabalham no escritório do parlamentar no Rio e foram motivo de reportagem recente. A atriz Isabela Rodrigues e a dentista Edianne Abreu têm toda a proteção do chefe, que fez questão de apresentá-las ao GLOBO:
- São pessoas da minha confiança, que trabalharam na campanha e estão sempre no escritório (do Rio). Aqui está a dentista e aqui, a atriz. Qual o problema? Só sociólogo pode?
Edianne ficou incomodada com a presença do repórter.
- Quando vi filmando, achei que não seria legal. Fui coordenadora da campanha e trabalho no escritório. Como dentista, sou plantonista no Rio.
Isabela acompanha as reuniões de Romário com pessoas que batem à porta dele atrás de apoio ou patrocínio. Na quarta-feira, o deputado recebeu representantes de uma ótica, que fazem uma campanha de distribuição de óculos e atendimento médico para idosos sem recursos. Eles pediram que Romário seja padrinho da campanha.
- Duas horas de sessão de foto tá bom? Então, eu topo! - concordou Romário.
Na sequência, ele recebeu Davi Pires, que pretende montar uma ONG para inclusão social de crianças carentes no Rio, através da prática do futsal. Pires já tem um certificado autorizando a criação da ONG.
- Vou te dar meu apoio. Mas esse papel que você tem é poderoso. Vou te cobrar! Não pode fazer merda. A imprensa é testemunha - disse Romário.
Ele ainda teve um rápido encontro com o presidente do Senado, José Sarney.
- Fui convidá-lo para ser o presidente de honra de um amistoso entre deputados e senadores. Ele aceitou - disse.
Nas votações da semana, o ex-jogador ficou até o fim da sessão em plenário. No gabinete, demonstrou pouca intimidade com o tema de uma reunião da bancada do PSB, na terça-feira:
- Hoje tem a votação... Como chama... Aquele código...
Um assessor socorreu:
- É o Código Florestal.
Um ex-jogador que agora aprendeu a madrugar.
Romário admitiu desconhecer o tema a fundo. No dia seguinte, o ex-jogador, que nunca gosta de perder, sofreu um revés na Comissão de Turismo e Desporto, que votou um requerimento para a criação de um grupo que irá visitar as instalações do aeroporto do Galeão. Romário defendeu que o mês ideal para a viagem ao Rio é junho. Criou-se um pequeno mal-estar.
- Decidiram assim, paciência! - disse, resignado.
O GLOBO marcou um café da manhã com Romário no apart-hotel luxuoso onde ele mora, em Brasília. O deputado escolheu o horário. A princípio, 9h30m. Depois, remarcou para 7h15m.
- Na verdade, eu tinha me acostumado a acordar cedo desde a campanha (eleitoral), ano passado. Por acaso, hoje acordei um pouco mais cedo. É que vou falar na tribuna e tenho que chegar até 8h para me inscrever. Na campanha, acordei às 4h, 5h. Sempre atrás do voto. Não me arrependo. Foi bom.
O discurso, o terceiro do mandato, só aconteceu no dia seguinte. Demonstrando certo nervosismo, antes de subir à tribuna Romário andava de um lado a outro. No discurso, tratou dos centros de atendimento a pessoas com deficiência.
As impressões de Romário sobre o universo político não são das melhores. Ele contou que já fez alguns amigos, que o ajudam muito. A maioria é de seu partido. Mas também já identificou deputados que, para ele, passam os quatro anos "fingindo" que fazem algo. Para ele, o ritmo do Congresso é lento.
- Existem deputados com vontade de fazer. É difícil e complicado. É MP (medida provisória) para cá, MP para lá. E tem outros que vivem aqui há anos, que fingem que tentam fazer. As pessoas acreditam e acabam reelegendo-os. Por causa deles, muita gente acha que o Congresso é corrupto - criticou.
Ele faz uma autoanálise:
- Sou um peixe sabendo me locomover e me colocar nos lugares certos.

VIDEO: Romário explica porque virou político.
 Fonte: Jornal  O Globo Online - Rio de Janeiro
 

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