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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Líderes mundiais discutem acções para salvar o Planeta.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Guilhermino Alberto | Nova Iorque

O Presidente da República, João Lourenço, que chegou ontem, ao meio-dia (17h00 em Angola), a Nova Iorque, participa hoje na Cimeira sobre o Clima da Assembleia Geral da ONU, na qual os líderes mundiais apresentam os seus planos para cumprir os objectivos do Acordo de Paris, que visam limitar a subida da temperatura global.


Presidente João Lourenço foi recebido, à chegada, no Aeroporto John Kennedy, pelo ministro das Relações Exteriores
Fotografia: Pedro Parente | Angop
A Administração Trump, que revogou o Acordo de Paris sobre o Clima, assinado pelo então Presidente Barack Obama, não deve participar no encontro.
Ontem, à chegada, no Aeroporto John Kennedy, o Presidente João Lourenço foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e pela embaixadora de Angola junto das Nações Unidas, Maria de Jesus Ferreira.
Segundo o programa divulgado ontem pela Assessoria de Imprensa do Presidente da República, o Chefe de Estado tinha marcado para as 16h00 de ontem, no Hotel Hyatt, onde se encontra hospedado, uma audiência com o presidente da petrolífera Chevron, Derek Magness.
Amanhã, terça-feira, tem início o debate geral da 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU e, segundo o programa, o Chefe de Estado angolano será o primeiro a intervir no período da tarde.
Na abertura do debate geral, de manhã, o primeiro a discursar será o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, seguindo-se o Presidente dos Estados Unidos, país anfitrião, Donald Trump, como é tradição.
À margem desta 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Presidente João Lourenço tem ainda previsto participar, quarta-feira, num fórum dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Quinta-feira, o Presidente João Lourenço participa no evento de alto-nível sobre financiamento ao desenvolvimento.
Constam também da agenda do Presidente da República, terça-feira, encontros com a imprensa, nomeadamente entrevistas à Rádio das Nações Unidas e ao Wall Street Journal, este último com mais de 600 milhões de leitores em todo o mundo. Com o Chefe de Estado viajam va?rios ministros, que se vã?o desdobrar em numerosas participaçõ?es em painéis de debate, relacionados com a Economia, Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, universo Bancário e Financeiro, Investimentos, Negócios e Energia, entre outros.
Em breves declarações à imprensa, a ministra do Ambiente, Paula Francisco, que integra a delegação presidencial, anunciou que o Governo vai reafirmar, durante esta sessão da ONU, o empenho de Angola em acções concretas de combate à seca, reflorestação e de gestão sustentável dos solos.
O debate geral da 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU será orientado pelo nigeriano Tijani Muhammad-Bande, que assumiu as funções na segunda-feira passada.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que espera dele “valiosas percepções para temas como paz e segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável, aumento da violência extremista e ameaça à crise global do clima”. O debate vai juntar cerca de 150 chefes de Estado e de Governo, que além de discursarem na Assembleia Geral, participam em cinco encontros de cúpula e reuniões de alto nível.
Os cinco grandes encontros da Assembleia Geral das Nações Unidas
Paralelamente aos discursos habituais dos chefes de Estado, cinco importantes cimeiras e reuniões de alto nível vão decorrer durante a 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Elas vão abordar várias das principais questões que o mundo actual enfrenta. A ONU News preparou uma lista com algumas das principais informações destes eventos.
1 - Acção Climática
O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez da luta contra a crise climática uma das suas principais prioridades. Ao convocar o Encontro de Cúpula de Acção Climática, que acontece hoje, Guterres pretende aumentar a ambição e manter os países nos compromissos internacionais que assumiram para reduzir o aquecimento global, como parte do Acordo de Paris de 2015.
A cimeira reúne governos, sector privado, sociedade civil, autoridades locais e outras organizações internacionais para desenvolver soluções ambiciosas em seis áreas:
• Transição global para energia renovável;
• Infra-estruturas e cidades sustentáveis e resilientes;
• Agricultura sustentável;
• Manejo de florestas e oceanos;
• Resiliência e adaptação aos impactos climáticos;
• Alinhamento de finanças públicas e privadas com uma economia neutra de carbono.
O SG desafiou os líderes a chegar à cimeira com planos concretos, em vez de grandes discursos. Guterres espera que o evento demonstre movimentos maciços na economia para se reduzir os combustíveis fósseis e em direcção a fontes de energia limpas e renováveis.
Em reconhecimento à maneira como os jovens estão a forçar a acção climática na agenda internacional, uma Cimeira do Clima da Juventude aconteceu sábado. O evento foi uma plataforma para jovens activistas, inovadores e empreendedores que estão a impulsionar a acção climática.
2 - Tornando a Cobertura Universal de Saúde uma realidade
Ainda hoje, a ONU vai sediar a primeira Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde. Com o slogan “Movendo-se juntos para construir um mundo mais saudável”, para a ONU, esta é a reunião política mais significativa já realizada sobre a cobertura universal de saúde.
De acordo com as Nações Unidas, pelo menos metade da população mundial não tem acesso aos serviços essenciais de saúde de que precisa. Custos de saúde levam quase 100 milhões de pessoas à pobreza extrema a cada ano.
Por isso, a ONU considera a reunião a melhor oportunidade para garantir o compromisso político dos chefes de Estado e de Governo em priorizar e investir na cobertura universal de saúde e garantir saúde para todos.

3 - Atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável
A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que é o projecto mais ambicioso que já existiu para transformar o nosso mundo, aumentar a prosperidade e garantir o bem-estar de todos, enquanto protege o meio ambiente, é dividida em 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre os compromissos estão:
• Acabar com a pobreza e a fome; expandir o acesso à saúde, educação, justiça e emprego;
• Promover o crescimento económico inclusivo e sustentado;
• Proteger o planeta da degradação ambiental e atenuar a crise climática.
Nos dias 24 e 25 de Setembro, a Cimeira dos ODS será o primeiro encontro a ser realizado desde que a Agenda 2030 foi adoptada em 2015. Para as Nações Unidas, o evento será uma oportunidade de acelerar o progresso dos 17 Objectivos e as suas metas.
A ONU registou progressos nos últimos quatro anos, mas alerta que conflitos, mudanças climáticas, falta de acesso a serviços essenciais de saúde, desigualdades crescentes e disparidades significativas de financiamento limitaram o impacto dos esforços globais. Os que foram deixados para trás continuam a sofrer mais, incluindo aqueles nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, nos Países Menos Desenvolvidos e nos países em desenvolvimento sem litoral.
4 - Financiamento para o desenvolvimento
Nenhuma das metas dos ODS pode ser alcançada sem dinheiro vivo, mas segundo a ONU obter financiamento suficiente é um grande desafio. Riscos crescentes de dívida e medidas restritivas ao comércio significam que os investimentos críticos para a Agenda 2030 permanecem subfinanciados.
O Diálogo de Alto Nível sobre Financiamento para o Desenvolvimento, que acontece no dia 26, reúne líderes de governos, empresas e sector financeiro, numa tentativa de desbloquear os recursos e parcerias necessários e acelerar o progresso. A estimativa é de que sejam necessários investimentos anuais de US$ 5 a US$ 7 trilhões em todos os sectores para alcançar os ODS.
5 - Apoio aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento
A última das cinco reuniões de cúpula é a Revisão Intercalar de Alto Nível do Caminho de SAMOA, que ocorre cinco anos após o alcance de um acordo ambicioso para apoiar o desenvolvimento sustentável em pequenos Estados insulares em desenvolvimento.
Esses países estão entre os mais vulneráveis do mundo, enfrentando um conjunto único de questões relacionadas ao seu pequeno tamanho, isolamento, exposição a choques económicos externos e desafios ambientais globais, incluindo os impactos das mudanças climáticas. A revisão discute os progressos alcançados no combate ao impacto devastador das mudanças climáticas, na construção de resiliência económica e ambiental e outros desafios. Essas questões também serão destacadas nas outras quatro reuniões de cúpula que ocorrem esta semana, durante a 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
fonte: jornaldeangola

Mundo discute alterações climáticas.

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Líderes de 193 países reúnem-se em Nova Iorque na Cimeira da Ação Climática, convocada pelo secretário-geral da ONU. O encontro visa concretizar novos planos para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

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Líderes de todo o mundo discutem esta segunda-feira (23.09) na Cimeira da Ação Climática a necessidade de reduzir as emissões de CO2 e de proteger as populações dos efeitos do aquecimento global.

A cimeira tem lugar depois de, na sexta-feira, milhões de pessoas marcharem em cidades de todo o mundo para pedir mais ações contra o aquecimento global. No sábado, na Cimeira da Ação Climática para a Juventude, jovens de diferentes pontos do planeta foram recebidos na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e pediram aos líderes mundiais para escutarem o apelo das gerações mais novas.

"Milhões de pessoas em todo o mundo protestaram e exigiram uma ação climática real, especialmente jovens. Nós, os jovens, somos imparáveis", afirmou a ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos.

 UN-Jugendklimagipfel in New York | Antonio Guterres (l) Greta Thunberg und Bruno Rodríguez

Secretário-geral da ONU, António Guterres, com jovens ativistas Greta Thunberg e Bruno Rodríguez

Guterres: "A minha geração falhou"

Ainda durante a Cimeira da Ação Climática para a Juventude, o ativista argentino Bruno Rodríguez pediu o fim dos combustíveis fósseis, entre outras medidas para reduzir a emissão de gases com efeito de estufa.

"Precisamos exigir que as 100 empresas responsáveis por 71% das emissões mundiais de gases com efeito de estufa façam uma transição para um caminho sustentável. Em conjunto, podemos fazer com que isso aconteça", afirmou Rodríguez.

O secretário-geral da ONU disse esperar alcançar planos concretos nesta Cimeira da Ação Climática para reduzir em 45% as emissões e chegar à neutralidade carbónica até 2050.



António Guterres admitiu o falhanço de toda uma geração no combate às alterações climáticas.

"A minha geração falhou amplamente até agora, quer na preservação da justiça no mundo, quer na preservação do planeta. Eu tenho netas. Quero que as minhas netas vivam num planeta habitável. A minha geração tem enormes responsabilidades nisto", afirmou Guterres.

Recordes de temperatura

Entretanto, no domingo foi conhecido um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que dá conta que os últimos cinco anos devem constituir o período mais quente de sempre desde que há registos.

"Temos vindo a bater vários recordes de temperatura. O mês de julho passado foi o mês mais quente desde 1850, e junho de 2019 foi o mês de junho mais quente desde 1850. Até agora, já assistimos a um aumento de temperatura de 1,1 graus Celsius", anunciou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

A Cimeira da Ação Climática pretende que os líderes mundiais mostrem mais ambição na redução das emissões poluentes. António Guterres pediu a todos os dirigentes mundiais que levem à reunião em Nova Iorque planos concretos e não discursos.
Kenia Athibohol Dürre Verendete RInder 2011

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

ONU tem perspectivas positivas sobre países lusófonos.

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O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou, ontem, perspectivas positivas sobre o desenvolvimento dos países lusófonos, nomeadamente, a Guiné-Bissau, em vésperas da reunião da Assembleia Geral da ONU, a partir da próxima terça-feira.
Em conferência de imprensa na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, António Guterres afirmou que “os países de língua portuguesa têm um papel muito importante, no quadro das relações internacionais e são parceiros das Nações Unidas”.
O secretário-geral disse que a ONU está num clima de optimismo sobre a Guiné-Bissau, devido às eleições presidenciais de Novembro, que Timor-Leste é um “exemplo notável de triunfo da democracia, em circunstâncias particularmente difíceis” e que a solidariedade para com Moçambique continua forte.
“Estamos optimistas em relação à Guiné-Bissau. Pensamos que as eleições presidenciais terão lugar e que o país se encaminhará, progressivamente, para a estabilidade política”, comentou o líder da ONU, organização que mantém uma missão de apoio à estabilidade naquele país até final de 2020.
António Guterres declarou que a ONU acompanha “com todo o interesse” a situação em Timor-Leste: “sabemos que há alguma complexidade na vida política timorense e tudo faremos para apoiar os timorenses para resolverem as suas dificuldades”.
O antigo primeiro-ministro português destacou que a organização internacional olha para Timor-Leste como “um exemplo notável de triunfo da democracia, em circunstâncias particularmente difíceis”.
Guterres serviu-se da conferência de imprensa para exprimir, uma vez mais, a “profunda solidariedade para com Moçambique”, país que sofre com as consequências dos ciclones Idai e Kenneth, de Março e Abril últimos, e que continuam a exigir “um grande apoio da comunidade internacional”.
Por outro lado, a ONU tem esperança, segundo o secretário-geral, que os fogos florestais no Brasil e em todo o mundo sejam, “eficazmente, combatidos” e seguidos por uma política de reflorestação “de êxito”.
António Guterres disse a jornalistas da imprensa internacional que a semana de alto nível da Assembleia Geral, que se realiza de terça-feira até final do mês, em Nova Iorque, é uma oportunidade de mostrar a ONU, como um centro mundial de soluções e mudanças positivas na vida das pessoas.
O secretário-geral da ONU sublinhou que os 193 Estados membros da ONU devem estar presentes com “ambição e acção” para garantir a paz e segurança para as suas populações.
fonte: jornalnoticias.co.mz

Equipa do FMI avalia governação em Bissau.

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Uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) está, desde ontem, em Bissau, para avaliar, até ao início de Outubro, as vulnerabilidades da governação do país, anunciou ontem o ministro das Finanças, Geraldo Martins, citado pela agência Lusa.

Ministro guineense das Finanças, Geraldo Martins (à direita), com representantes do FMI
Fotografia: DR
“É uma missão que comporta algumas valências importantes que irá abordar vários assuntos, nomeadamente questões ligadas ao risco orçamental, questões de transparência na gestão das contas públicas, macroeconomia, reformas estruturais e, por isso, é uma missão muito importante para o país”, afirmou o ministro das Finanças.
O ministro falava no Palácio do Governo, no início de uma reunião com o FMI, que juntou todos os ministros e secretários de Estado do actual Governo guineense. Segundo um documento disponibilizado à imprensa, a missão do FMI tem como principais objectivos avaliar a natureza e a gravidade das vulnerabilidades de governação na Guiné-Bissau, na perspectiva da governação fiscal e da legislação, incluindo anti-corrupção, lei de branqueamento de capitais e Estado de Direito.
O FMI fará também recomendações para melhorar a governação fiscal e a legislação e para ser definida uma estratégia a médio prazo para ser concedido um “potencial programa financiado” pela organização financeira.
A missão dará uma especial atenção ao combate à corrupção, através da identificação das principais ameaças, debilidades, tipos de corrupção e prioridades no seu combate.
Antigo PM critica Aristides Gomes
O antigo Primeiro-Ministro e candidato às presidenciais na Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, criticou ontem a presença do actual líder do Governo, Aristides Gomes, em acções de campanha do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, também candidato, referiu a Lusa.
“Já estamos a ver o que se passa. Um Primeiro-Ministro de um Governo que gere eleições a acompanhar um candidato para a deposição da sua candidatura”, no Supremo Tribunal de Justiça, observou Sissoco Embaló, candidato apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), em declarações aos jornalistas momentos depois de proceder ontem à mesma diligência.
Aristides Gomes, bem como vários membros do Governo acompanharam, na terça-feira, Domingos Simões Pereira, candidato às presidenciais de 24 de Novembro apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), ao Supremo Tribunal de Justiça. Para Umaro Sissoco Embaló, este gesto “é como pendurar a língua no pescoço do gato”.
“Mas felizmente, como Deus não dorme, vimo-los a denunciarem-se uns aos outros por causa da droga”, afirmou Embaló, adiantando que os políticos que estão no poder actualmente na Guiné-Bissau trocam acusações sobre “quem trouxe e quem transporta a droga”, sublinhando que o seu partido não faz parte desse debate.
A Polícia Judiciária guineense apreendeu, no início deste mês, quase duas toneladas de cocaína, que já foi incinerada, e deteve 10 pessoas. Umaro Sissoco Embaló defendeu que se for eleito Presidente nas eleições de 24 de Novembro, a sua missão será a de “limpar a Guiné-Bissau”, e que por isso anda com uma vassoura nas mãos para que “ninguém escape” à sua acção.
O candidato suportado pelo Madem G-15, líder da oposição na Guiné-Bissau, não citou nomes, mas considerou que “cada vez que certas pessoas estão no Governo ouve-se falar da droga” na Guiné-Bissau.
Sissoco Embaló disse que a sua candidatura visa a refundação do Estado guineense, que frisou estar hoje no chão, desencadear um verdadeiro processo de reconciliação dos cidadãos, acabar com a impunidade e dignificar as instituições, defendendo que a Guiné-Bissau “não pode ser uma República das bananas”.
“Se for eleito Presidente, como serei eleito, posso garantir que os guineenses vão dizer de uma vez por todas que já encontraram a pessoa de que estavam à procura”, defendeu Embaló, que saiu das instalações do Supremo Tribunal ao som da música dos apoiantes.
A Rede das Mulheres para a Paz e Segurança da CEDEAO pediu, quarta-feira, que as eleições decorram de forma pacífica.
fonte: jornaldeangola

Angola: Anunciada agência contra a corrupção.

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O Presidente da Republica Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, anunciou ontem, durante um encontro com empresários, em Bruxelas, a criação de uma agência de combate à corrupção.

Fotografia: DR 
Um comunicado da Presidência congolesa, citado pela AFP, indica que os empresários belgas manifestaram-se dispostos a investir no sector económico congolês, mas condicionaram a sua posição à estabilidade política, macroeconómica e boa governação. Na RDC, segundo ele, a corrupção é endémica, e é muito verificada nas empresas ligadas ao sector da arrecadação de impostos.
Em 2015 o antigo conselheiro de Joseph Kabila contra a corrupção, branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, Luzolo Bambi Lesa, denunciou que o país perdia, anualmente, 15 mil milhões de dólares, em desvios, quando pode ter um OGE de aproximadamente 20 mil milhões de dólares.
Dados existentes indicam que 85 por cento da força de trabalho congolesa é desempregada, operando no mercado informal.

Combates no Kivo do Norte
Combates entre as forças governamentais e rebeldes Maï-Maï provocaram a fuga maciça das populações da localidade de Lusogha, situada a Oeste de Kanyabayonga, território de Lubero (Kivu do Norte).Segundo fontes administrativas citadas pelo jornal congolês “7sur7”, desconhece-se o balanço definitivo, mas precisam que o ataque que ocorreu na terça-feira foi protagonizado pelo grupo rebelde Maï-Maï, que atacou uma posição do Exercito congolês. Enquanto isso, 22 pessoas foram raptadas na localidade de Kisharo, território do Rursuru, por presumíveis rebeldes das Forças Democráticas de Libertação do Rwanda (FDLR), noticiou o mesmo jornal.
Pelo menos 14 pessoas morreram e quatro ficaram feridas num ataque de milícias contra uma aldeia na região de Ituri, que tem sido alvo de violência nos últimos meses. “Conseguimos contar 14 corpos de civis e ainda quatro feridos que foram transportados ao hospital, depois do ataque à aldeia de Ngaddu, em Ituri”, disse Désiré Malo, responsável local citado pela AFP.
fonte: jornaleangola

Ministro diz que Portugal sabe “o que deve a Angola”^.

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Gabriel Bunga
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse ontem que Portugal sabe “o que deve a Angola” e comparou o momento de crise que vive o país africano com o que se viveu anteriormente em Portugal.

Os dois diplomatas perspectivam o fortalecimento das relações económicas com o foco na Agricultura
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro
“Conhecemos as dificuldades económicas e sociais por que passa Angola e quando olhamos, a primeira coisa que fazemos, é não nos esquecer da nossa própria crise”, disse o governante, citado pela Lusa, destacando o apoio dado por Angola naquele período.
Augusto Santos Silva, que falava em Luanda, antes de um encontro com o seu homólogo angolano, realçou que uma das qualidades essenciais da política externa é a memória.
O ministro português lembrou que muitas das empresas que perderam mercado em Portugal, devido à crise económica, encontraram em Angola alternativas, o mesmo acontecendo com muitos portugueses que perderam o emprego.
“Essas memórias são importantes: saber o que devemos a Angola e poder dizer a Angola: olhem para nós, passámos dificuldades ainda maiores e superámo-las”, frisou. O chefe da diplomacia portuguesa notou ainda que, em nenhum momento, apesar de algumas oscilações, as trocas comerciais entre os dois países deixaram de ser fortes, salientando que as exportações portuguesas para Angola caíram, devido à baixa da procura, mas as exportações de Angola para Portugal “aumentaram bastante” no primeiro semestre deste ano.
Angola é hoje um fornecedor de petróleo mais importante do que a própria Arábia Saudita, enfatizou, referindo que a relação comercial entre os dois países é atualmente “menos assimétrica” e que relações equilibradas “são mais duradouras”.
O ministro apontou também um reequilíbrio no investimento, indicando que as autoridades públicas portuguesas estão a apoiar as angolanas no desenho técnico do programa de privatizações, lançado pelo Presidente da República João Lourenço, bem como em áreas financeiras, fiscais e da administração eleitoral, um “alargamento da cooperação” que torna mais rica a agenda bilateral.
Excelência nas relações
Angola deseja que as relações económicas com Portugal sejam excelentes, tal como nos domínios político e diplomático, afirmou ontem o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto.
Manuel Augusto falava ontem à imprensa, em Luanda, momentos depois de uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva. “Podemos dizer que as nossas relações políticas são excelentes, de forma que a nossa cooperação económica, técnica e científica chegue também a este patamar”, disse.
O ministro das Relações Exteriores informou que na reunião com o homólogo português foi avaliada a cooperação entre os dois países nos domínios político, económico e diplomático.
“O balanço é muito positivo”, disse, salientando que há necessidade de fortalecer as relações económicas entre os dois países nos domínios da Agricultura e diversificação da economia.
Manuel Augusto espera a participação dos portugueses no processo de privatização de várias empresas em Angola. “Estamos a trabalhar muito na formação de quadros, no apoio à Agricultura”, disse o ministro.
(*) com Lusa
fonte: jornaldeangola

Partilha de recursos é solução para aliviar tensões em África

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João Dias
África é um continente rico em recursos naturais. É o que mais se ouve e o que as escolas ensinam e apregoam às crianças. Não há inverdades nisso, mas o continente confronta-se com a dramática maldição dos recursos naturais, situação ainda sem soluções à vista.

Especialistas abordaram a “Maldição dos recursos naturais em África” ontem no fórum das ideias no Memorial em Luanda
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro
Ontem, na tenda instalada no Mausoléu Dr. António Agostinho Neto, um conjunto de seis especialistas reflectiu sobre a "Prevenção de Conflitos em torno dos recursos naturais transfronteiriços", sob moderação de Jean Pierre Ilboudou, chefe do escritório da Unesco em Kinshasa. É a busca de respostas para o velho problema que ensombra o continente há muitos anos: "maldição dos recursos naturais em África", os especialistas questionam como encontrar a cura urgente.
A pergunta de partida é como as comunidades e países transfronteiriços podem partilhar os recursos naturais, principalmente aqueles que dão grandes lucros, sem resvalar para conflitos?
Theresa Pirkel, chefe do Departamento Político do Escritório do enviado especial das Nações Unidas para os Grandes Lagos, uma dos seis oradores, assinalou que um dos grandes problemas do continente é o abandono dos recursos naturais, uma situação que, ao contrário de tempos idos, está razoável, embora as populações locais continuem a não beneficiar de nada.
Alerta para os conflitos e a insegurança que as zonas com grandes depósitos minerais estão sujeitos, com realce para a proliferação de armas, exploração ilícita e uma instabilidade contínua nestas regiões. Como exemplo acabado disso, aponta a região Este e Leste da RDC.
Theresa Pirkel vê na cooperação entre países vizinhos e que partilham zonas transfronteiriças com recursos a solução para mitigar situações de tensão e o estabelecimento de um quadro legal avançado. Porém, realça uma clara ineficácia na aplicação destas leis. Em face disso, a responsável fala em desafios políticos na gestão dos recursos naturais em países marcados ainda por grande informalidade nas suas economias.
Denuncia o facto de existirem, nas zonas com grande potencial mineral, uma exploração frenética e ilegal, feita por estrangeiros, detentores de equipamentos de última geração, que criam grandes redes de comércio e tráfico de recursos. "É preciso evitar a exploração ilícita que despoja a terra e cria instabilidade", disse.
Cooperar para evitar conflitos
O ambientalista angolano Vladimiro Russo, que compôs o painel de seis especialistas, destacou o facto de Angola, Botswana e Namíbia continuarem a ser, desde 1994, altura em que se estabeleceram os acordos de partilha da Bacia de Okavango, um exemplo de prevenção de conflitos na gestão de recursos naturais.
Vladimiro Russo disse que, apesar dos acordos de partilha de recursos hídricos com o Botswana e Namíbia, Angola continua a ser o país com muito menos benefícios.
O ambientalista alerta para o crescimento da cultura de violação da flora e da fauna, principalmente, nas zonas de fronteira, onde surgem caçadores de um e outro lado, nem sempre nacionais, que matam mamíferos para aproveitar a pele, os ossos e, no caso de elefantes, os marfins. Em face disso, alerta ser necessário cooperar para evitar potenciais conflitos e reduzir o comércio ilegal de artefactos animais.
Além destes aspectos, Vladimiro Russo chama a atenção para as novas tendências ilegais de recursos florestais. Acredita que, para a prevenção de conflitos, a solução passa pela cooperação, diálogo regional e uma comunicação eficiente.
fonte: jornaldeangola

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Dia do Fundador da Nação é assinalado em Portugal.

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A presidente da Fundação Agostinho Neto, Maria Eugénia Neto, participou ontem, em Lisboa, na cerimónia que assinalou localmente as comemorações do Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional.

Viúva e filha de Neto com o embaixador de Angola em Portugal no Dia do Herói Nacional
Fotografia: DR

Sob o lema “Unidade no Resgate dos Valores da Pátria”, a cerimónia decorreu nas instalações da Embaixada de Angola em Portugal e contou com a presença, além do embaixador naquele país, Carlos Alberto Fonseca, de membros do corpo diplomático e numerosos representantes dos variados sectores da comunidade angolana residentes na região de Lisboa.
Depois da deposição de uma coroa de flores no busto de Agostinho Neto, os presentes assistiram à exibição do documentário “Havemos de Voltar”, que retratou a trajectória política, literária e social do primeiro Presidente de Angola, a que se seguiu um momento de confraternização.
Ao usar da palavra no decorrer do evento, o em-baixador Carlos Alberto Fonseca sublinhou que o dia foi de reencontro, reflexão, satisfação e também de orgulho pelo trabalho do Fundador da Nação, exemplificando a importância da criação, há uma semana, na cidade do Porto, da Cátedra Agostinho Neto.
Nessa altura, e também inserido no programa das celebrações do 17 de Setembro em Portugal, foi assinado um protocolo entre a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a Fundação Agostinho Neto, para a criação da Cátedra Agostinho Neto, que deverá arrancar no início do próximo ano lectivo.
O documento foi na altura assinado por Maria Eugénia Neto e por Fernanda Ribeiro, directora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, numa cerimónia testemunhada por diversos intelectuais angolanos e portugueses e pelo embaixador Carlos Alberto Fonseca. Culminou, desta forma, um colóquio de dois dias, durante os quais foram discutidas as obras e a importância de Agostinho Neto na literatura africana.
Ainda inseridas nas cerimónias que assinalaram em Portugal o Dia do Herói Nacional, a juventude angolana residente naquele país levou a cabo várias realizações culturais, durante as quais foi, mais uma vez, exaltada a importância e o papel que Agostinho Neto na afirmação de Angola enquanto país independente.
fonte: jornaldeangola

China e EUA preparam encontro de alto nível.

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O Governo chinês confirmou ontem que uma delegação vai viajar para os Estados Unidos, visando preparar a reunião de alto nível que tentará, em Outubro, concluir um acordo que ponha fim à guerra comercial.

Vice-ministro chinês das Finanças, Liao Min, prepara o encontro de alto nível em Washington
Fotografia: DR

A agência noticiosa Xinhua informou que o vice-ministro das Finanças Liao Min lidera a delegação, que chega hoje aos Estados Unidos para preparar o encontro de alto nível entre os dois países.
“A visita abrirá caminho à décima terceira ronda de consultas económicas e comerciais de alto nível China - Estados Unidos, em Outubro, em Washington”, lê-se no despacho da agência.
Pequim e Washington, que travam há mais de um ano uma guerra comercial, têm vindo a dar sinais de apaziguamento.
Na semana passada, a China anunciou que excluirá alguns produtos norte-americanos de taxas alfandegárias adicionais, nomeadamente químicos industriais e fármacos, e que retomará a compra de soja e carne de porco aos EUA.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu também adiar o aumento de taxas alfandegárias, de 25 para 30 por cento, sobre um total de 250 mil milhões de bens importados da China.
Washington e Pequim aumentaram já as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um.
No cerne da guerra comercial está a política de Pequim para o sector tecnológico, que visa transformar as firmas estatais do país em importantes actores globais em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.
Os Estados Unidos consideraram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.
As disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo ameaçam também a economia mundial: o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu este mês as projecções de expansão global para 3,2 por cento, em 2019, um décimo a menos do que as previsões feitas em Abril.
fonte: jornaldeangola

Bienal de Luanda: "É conversando que nos entendemos".

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De 18 a 22 de setembro, a capital angolana é palco de intercâmbio cultural e debate em torno de temas como a paz e a juventude. É a primeira edição da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz.
Apresentação da Bienal de Luanda, em junho.
Apresentação da Bienal de Luanda, em junho.
São cinco dias, cinco eixos de atuação, cinco espaços de reflexão diferentes - Aliança de Parceiros, Fórum das Ideias, Fórum da Mulher, Fórum da Juventude e Festival de Culturas - a combinação perfeita para se consolidar a paz no continente africano. É, pelo menos, aquilo que se pretende com a 1ª edição da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, a decorrer de 18 a 22 de setembro.
O evento, organizado pelo Governo de Angola, a UNESCO e a União Africana, é inspirado na Carta de Renascimento Cultural Africano, que tem na cultura o elemento essencial para se enfrentar os desafios atuais do continente.
"Veio o repto feito pela diretora-geral da UNESCO ao Presidente da República de Angola, no ano passado, aquando da sua visita a Paris, ele aceitou e estamos aqui", diz a coordenadora nacional do evento, Alexandra Aparício.
"A Bienal é uma plataforma para visibilidade de culturas, de intercâmbio com os países africanos e da diáspora, de troca de experiências para apresentação de resoluções dos problemas que os países africanos enfrentam, problemas relacionados com resiliências, conflitos, utilização de imagens que podem gerar violência", explica.
E que paz é esta que dá o mote à Bienal? "A paz que começa do espírito e, depois, todas as suas consequências", responde Alexandra Aparício. "A paz com o calar das armas, a paz com o bem-estar social, as condições mínimas de habitabilidade, água, uma vida mais tranquila. A guerra, de facto, acabou, mas nós ainda temos problemas que fazem com que haja alguns focos de violência. Tudo isto nós temos que falar. Pensar também na ecologia", acrescenta.
Bienal não resolve, mas ajuda 
Há mais de trinta anos a trabalhar em África, Enzo Frasino, coordenador internacional da Bienal de Luanda, entende que o diálogo é importante, mas faltam espaços para o efeito.
A Bienal vem precisamente preencher esta lacuna: "A UNESCO tem já uma experiência concreta, o que se passa é que não existe um lugar onde esta troca de experiências se possa fazer. Este lugar é a Bienal de Luanda. A cada dois anos, criar um momento de encontro entre ONG, comunidades locais, inclusive governos e organizações internacionais".
A Bienal não vai, no entanto, resolver todos os problemas, ressalva: "Resolver parece-me muito grande como palavra. Não. Vai permitir esta troca de experiências, vai permitir falar de soluções e não só de problemas. Muitas vezes nos média fala-se muito de aspectos negativos, da violência e guerras, e fala-se muito menos de soluções. Não queremos ter a pretensão de que vamos resolver as coisas, mas queremos criar uma oportunidade para isso".
Dar voz à juventude
Para o agente cultural João Inglês, a Bienal de Luanda vai permitir que os jovens angolanos tenham uma participação mais ativa na busca de soluções para os problemas que enfrentam: "Esperamos que haja êxito. Penso que vai ser um pontapé de saída, porque precisamos de refletir juntos, precisamos de dialogar para ultrapassarmos os grandes síndromes ao nível de África", considera. "Penso que será uma grande oportunidade para todos conviverem e participarem ativamente".
A África do Sul e a onda de violência xenófoba que atinge imigrantes de vários países africanos é apenas um exemplo dos desafios atuais do continente. "Como é que acontecem os conflitos? Uma falta de educação, uma falta de compreensão do outro, do estrangeiro, do que é diferente, há uma necessidade de, a partir de criança, já habituar as pessoas a viver juntos. Só falar não basta", sublinha Enxo Frasino.
"Precisamos também de recursos, daí a necessidade de parceiros. Poderemos não conseguir logo à primeira, mas a ideia é criar uma plataforma para mostrar que é conversando que nos entendemos. Pensar-se que nós temos que alcançar a paz definitiva e derradeira, e temos que nos aceitar uns aos outros, não importa a cor, raça, o credo religioso, ideologia", acrescenta.
O evento, a decorrer no Memorial Agostinho Neto, na Fortaleza de São Miguel (Museu Nacional de História Militar) e no Centro de Convenções de Talatona, conta com mais de mil participantes nacionais e 800 delegados estrangeiros.
Os temas da Bienal de Luanda vão da paz à juventude, passando pelo empreendedorismo e pela inovação. Mas não é só de debates que se faz o festival: há também música, cinema, artes plásticas, teatro, literatura e artesanato e muitas outras expressões artísticas e culturais de mais de uma dezena de países.
Entre os convidados confirmados está o médico congolês Denis Mukwege, Prémio Nobel da Paz.
Angola: O recinto-fantasma da FILDA
Do Cazenga para Viana
Há muito que este espaço no município do Cazenga perdeu o "brilho" da FILDA. O Grupo Arena, atualmente responsável pela organização da maior feira de negócios em Angola, tem realizado os eventos fora do recinto original. Em 2017, a FILDA teve lugar na Baía de Luanda e em 2018 na Zona Económica, em Viana, o mesmo espaço onde decorre, a partir de 9 de julho, a edição deste ano.
fonte: DW África
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