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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Brasil ultrapassa 81 mil mortos e 2,1 milhões de infectados por Covid-19, aponta consórcio de veículos da imprensa no boletim das 20h.

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Crise da pandemia do Covid-19 atinge os Hospitais de Campanha do Rio de Janeiro. Os funcionários do hospital não receberam os salários pelos dias trabalhados. E protestam pacíficamente na frente do Hospital de Campanha do Maracanã. Rio. Fotografia: Brenno Carvalho / Agência O Globo. Foto: BRENNO CARVALHO / Agência O Globo

Crise da pandemia do Covid-19 atinge os Hospitais de Campanha do Rio de Janeiro. Os funcionários do hospital não receberam os salários pelos dias trabalhados. E protestam pacíficamente na frente do Hospital de Campanha do Maracanã. Rio. Fotografia: Brenno Carvalho / Agência O Globo. Foto: BRENNO CARVALHO / Agência O Globo

Brasil ultrapassa 81 mil mortos e 2,1 milhões de infectados por Covid-19, aponta consórcio de veículos da imprensa no boletim das 20h.

No Sudeste foram registradas 45% das mortes confirmadas nesta terça-feira. Em seguida aparece o Nordeste (24%), o Sul (12%), o Centro-Oeste (11%) e o Norte (8%).

As informações são do levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde. Os boletins são divulgados três vezes ao dia. O próximo sai às 8h de quarta-feira.

InfográficoNúmeros do coronavírus no Brasil e no mundo

Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira, o Brasil registrou mais 41.008 casos e 1.367 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. O total já chega a 81.487 óbitos e 2.159.654  casos de infecção pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Ainda de acordo com o boletim,  há 1.465.970 pessoas recuperadas.

Brasil negocia compra de vacina contra Covid-19 da Moderna, anuncia Pazuello

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil está em negociações com o laboratório norte-americano Moderna para uma possível compra com prioridade da candidata a vacina desenvolvida pela empresa contra a Covid-19, além de já ter acordos com outras duas candidatas.

FunilDe 163 iniciativas de vacina para Covid-19 no mundo, três estão na última etapa de testagem

Pazuello afirmou, em entrevista coletiva durante visita ao Rio Grande do Sul, que a candidata a vacina da Moderna se soma às possíveis vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, e pela chinesa Sinovac como as mais promissoras para proteger contra o novo coronavírus.

Três farmacêuticas — Pfizer, Merck e Moderna — anunciaram, nesta terça-feira, que não vão vender vacina contra Covid-19 a preço de custo caso consigam desenvolvê-la. Já a Johnson & Johnson e a AstraZeneca concordaram em vender suas vacinas sem lucro, inicialmente. O anúncio foi feito durante uma audiência no Congresso americano.

Covid-19Vacina de Oxford e outras duas são seguras e induzem resposta imune ao coronavírus, apontam testes preliminares

Várias empresas receberam subsídios de centenas de milhões de dólares do governo americano e de outros países, porém esses acordos nem sempre limitam o preço máximo das doses da vacina.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça-feira a condução de ensaios clínicos de mais duas  vacinas candidatas contra a Covid-19 no Brasil. Será o terceiro estudo do gênero no país. As fórmulas contempladas são desenvolvidas pela farmacêutica americana Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã Biontech. Uma delas, a BNT162b1, se mostrou segura e induziu respostas imunes em voluntários testados na Alemanha, segundo um artigo publicado na última segunda-feira.

globo.com

N° de assassinatos fica estável em maio em meio a pandemia, mas é 7% maior nos primeiros cinco meses do ano no Brasil.

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Foram 3.529 homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte em maio de 2020, contra 3.540 em maio de 2019. País teve alta de 7% no nº de crimes violentos nos cinco primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período de 2019. Índice nacional de homicídios criado pelo G1 acompanha os crimes violentos mês a mês.




O Brasil teve alta de 7% no número de assassinatos de janeiro a maio de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado. Já o mês de maio deste ano registrou estabilidade (-0,3%) em relação ao mesmo mês de 2019. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

De acordo com a ferramenta, houve 19.382 mortes violentas de janeiro a maio deste ano. No mesmo período no ano passado, foram 18.120. A alta de 7% ocorre mesmo em meio a pandemia da Covid-19, quando estados e municípios passaram a adotar medidas de isolamento social.

Já considerando o mês de maio foram 3.529 vítimas de assassinatos, contra 3.540 em 2019, uma redução de 11 mortes.

A alta no início deste ano vai na contramão de 2019, que teve uma queda de 19% no número de assassinatos em todo o ano. O Brasil teve cerca de 41 mil vítimas de crimes violentos no ano passado, o menor número desde 2007, ano em que o Fórum Brasileiro de Segurança Pública passou a coletar os dados.

G1 já havia antecipado que um terço dos estados tinha apresentado alta nos assassinatos no último trimestre de 2019, o que acendeu o alerta para uma possível reversão da tendência de queda da violência no país, segundo especialistas. A reversão foi confirmada no início de 2020.

Os dados apontam que:

  • o país teve 3.529 assassinatos em maio de 2020
  • houve 11 mortes a menos na comparação com o mesmo mês de 2019, uma queda de 0,3%
  • já de janeiro a maio, foram 19.382 crimes violentos, uma alta de 7%
  • 18 estados do país apresentaram alta de assassinatos nos primeiros cinco meses do ano
  • 7 estados e o DF registraram queda no período; 1 manteve o mesmo número de mortes.
  • O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
  • Aumento de mortes violentas: Brasil teve alta no número de vítimas nos primeiros cinco meses do ano — Foto: Juliane Monteiro / G1
  • Pandemia do coronavírus e isolamento

    O mês de março foi o período em que a pandemia do coronavírus ganhou força no Brasil. A primeira morte foi registrada em 16 de março, em São Paulo.

    Foi também o mês em que vários estados começaram a aplicar medidas de fechamento de comércio e isolamento social. O Rio de Janeiro publicou um decreto com as medidas de restrição de circulação e funcionamento dos serviços em 17 de março. Já São Paulo adotou a quarentena a partir de 24 de março.

    Já em abril e maio, praticamente todo o Brasil conviveu com medidas de isolamento social. Mesmo com a circulação de pessoas mais restrita, porém, houve um aumento de 8% no número de assassinatos em abril, o que chamou a atenção. Em maio, em comparação com o mesmo mês de 2019, o número de assassinatos ficou estável (-0,3%).

    Os dados de janeiro a maio de 2020 mostram, porém, uma alta de 7% no número de crimes violentos em comparação com o mesmo período do ano passado.

  • Mortes mês a mês: veja a comparação no número de assassinatos em todo o Brasil — Foto: Wagner Magalhães / G1

Para Bruno Paes Manso, do NEV-USP, esse crescimento no contexto atual de quarentena é preocupante. Ele afirma que ainda é cedo para apontar as causas por trás da alta da violência, mas aponta que a hipótese relacionada a um aumento nos conflitos entre grupos criminosos se sobressai.
"Esse tipo de homicídio não está relacionado a conflitos cotidianos e ocasionais, como os decorrentes de briga em bar, em trânsito etc. São assassinatos relacionados a disputas de poder, de mercado, de território, envolvendo execuções sumárias previamente planejadas. Os homicidas vão buscar a vítima não importa onde ela esteja", afirma.

“O crescimento da violência em ações da polícia também tem chamado a atenção em alguns estados, como Rio, São Paulo e Bahia. Essas ações policiais acabam muitas vezes desestabilizando a cena criminal nos territórios, aumentando a violência.”

Paes Manso diz que ainda é cedo para identificar as causas dessas dinâmicas, mas algumas questões podem ser levantadas. "Será que as autoridades estaduais estão fragilizadas com a crise criada pelo coronavírus? Será que os governos têm encontrado dificuldades para controlar os excessos das polícias? A percepção da fragilidade das instituições levou quadrilhas rivais a disputarem poder e territórios ou a polícia a agir com excesso de violência?", questiona.

O pesquisador afirma, porém, que não há um padrão claro entre os estados, já que alguns apresentaram queda, enquanto outros, como o Ceará, tiveram altas expressivas. "O aumento da violência no Ceará se destaca em relação aos demais estados. Existem relatos de disputas nos territórios entre facções. O governo precisa identificar o conflito e interromper o ciclo de disputas. O crescimento dos assassinatos mesmo durante a pandemia exige atenção dos governos."

Nordeste puxa a alta

Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, também cita o estado do Ceará e seus números elevados. Para ela, um dos principais motivos por trás da alta de assassinatos no país foi o motim de parte da Polícia Militar que aconteceu no estado em fevereiro.

O Ceará, inclusive, foi o estado com a maior escalada de violência do Brasil. Nos primeiros cinco meses do ano, o número de vítimas dobrou, passando de 938 para 1.879.

O ano de 2020 teve o mês de fevereiro mais violento do estado desde pelo menos 2013, com mais de 450 mortes. Desse total, 312 aconteceram durante os 13 dias da greve policial. Houve uma média de 26 mortes por dia. Antes, a média era de 8 por dia.

Para o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Luiz Fábio Silva Paiva, a greve foi um fato circunstancial. "Obviamente que os grupos armados que estavam envolvidos em acerto de contas e disputa pelo tráfico encontraram uma ótima oportunidade para intensificar determinadas ações. Mas a greve não é determinante. Em janeiro [antes da greve], a gente já tinha uma situação grave. Depois, em abril, maio e junho, esses conflitos se intensificaram, com invasões de bairros e com ocupação de territórios de grupos inimigos", afirma.

"São situações que a gente observa que elas acontecem independente da ação policial. Até porque a maneira como as nossas polícias atuam pouco tem incidido no aumento ou na diminuição dos homicídios", diz Paiva. "A gente fica muito mais à mercê da dinâmica interna dos grupos criminosos. Quando intensificam confronto, tem número mais alto, e quando recuam, tem número mais baixo."

Durante os 13 dias da greve policial no Ceará, houve 312 homicídios, uma média de 26 por dia — Foto: José Leomar/SVM

Durante os 13 dias da greve policial no Ceará, houve 312 homicídios, uma média de 26 por dia — Foto: José Leomar/SVM

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará afirma que "a estratégia de combate à criminalidade (...) foi impactada, em 2020, pelo motim de parte da Polícia Militar, já no começo do ano". "No período, houve diminuição do policiamento ostensivo e foi verificado o acirramento da rixa entre grupos criminosos, o que incidiu no maior aumento de CVLIs [Crimes Violentos Letais Intencionais] durante e após o motim, ampliando uma problemática que é nacional."

A pasta também afirma que está trabalhando para voltar aos índices de violência registrados em 2019, mais baixos. "Somente nos primeiros cinco meses deste ano, os trabalhos das forças de segurança já culminaram em 6.048 prisões e apreensões qualificadas em todo o estado, que englobam capturas por Crimes Violentos Letais Intencionais, tráfico de drogas, roubo, porte e posse de arma", diz a secretaria.

Mas o Ceará não foi o único estado do Nordeste a ter uma alta no número de assassinatos. A região capitaneou o aumento de mortes em todo o país. Sozinha, ela teve um aumento de 23,1% nos primeiros cinco meses desse ano em comparação com o ano passado. Foram 8.950 assassinatos em janeiro, fevereiro, março, abril e maio de 2020, contra 7.273 de 2019. No total, foram 1.677 mortes a mais.

Em 2019, a região tinha sido a responsável por puxar a queda nos primeiros meses do ano.

Além do Nordeste, Samira Bueno também cita outros elementos que podem estar por trás da alta da violência. "Também é de se considerar a falta de um projeto nacional coordenado para reduzir a violência (a exemplo do que propunha o Sistema Único de Segurança Pública e que não foi continuado pela gestão Bolsonaro), novas dinâmicas associadas à ação do crime organizado e o crescimento nos assassinatos de mulheres", afirma.

Como o levantamento é feito

ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O governo federal anunciou a criação de um sistema similar ainda na gestão do ex-ministro Sergio Moro, em março do ano passado. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1.

Os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2019 foi realizado dentro do Monitor da Violência, separadamente, e foi publicado em 16 de abril. O de 2020 ainda será feito.

fonte: gloo.com

Angola: Manuel Homem defende maior acesso à internet

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O ministro das Telecomunicações Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, defendeu ontem, em Luanda, a promoção do acesso à Internet em todos os estratos sociais.


Manuel Homem, que falava à imprensa no termo de uma visita de constatação ao Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI), considerou que a expansão do sinal da Internet deve permitir e facilitar o acesso a todos. “Temos de continuar a trabalhar na promoção do acesso à Internet em todos os estratos sociais por via dos programas de massificação e inclusão digital em curso um pouco por todo o país”. 

Manuel Homem manifestou-se, igualmente, satisfeito com o nível de organização do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação do ponto de vista técnico e administrativo, o que vai facilitar o processo de apoio à modernização dos sistemas da administração pública em curso no país, no âmbito dos programas e projectos de massificação digital.

Com a implementação dos Programas e Inclusão Digitais, o Ministério das Telecomunicações Tecnologias de Informação e Comunicação Social tem vindo a desenvolver o Projecto “Angola Online”, que já permitiu montar 111 pontos públicos de acesso à Internet, em todo o território nacional.

Manuel Homem disse ainda que, além do Projecto “Angola Online”, existem outros, com destaque para “Andando com as TIC”, que permitiu, igualmente, melhorar os índices de acesso às tecnologias de informação e comunicação nas zonas mais recônditas do país.

O ministro garantiu, igualmente, estarem criados os programas e plataformas tecnológicas em todos os departamentos ministeriais e instituições públicas para a realização de reuniões e outros encontros de trabalho, nesta fase em que o mundo e, de modo particular, o país enfrenta a pandemia da Covid-19.
“Estão criadas as condições para assegurar que os serviços públicos continuem a funcionar de forma normal”, disse.

Por outro, reconheceu a necessidade de se continuar a imprimir esforços para garantir que mais serviços possam surgir com o ambiente digital, de maneira a garantir que os cidadãos, em casa, durante a época da Covid-19, continuem a realizar contacto com a administração pública de forma mais célere e segura.

fonte: jornaldeangola

ANTES DE MORRER, ANGOLA ESTAVA… VIVA

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O Cedesa, entidade internacional dedicada ao estudo e investigação de temas políticos e económicos da África Austral, em especial de Angola, considera que o Orçamento Geral do Estado revisto mostra que Angola terá “a maior contracção dos últimos 38 anos”, mas que o preço estimado do petróleo dá margem ao Governo para reformas.

“Na verdade, segundo o relatório de fundamentação do OGE revisto, elaborado pelo Ministério das Finanças, projecta-se a maior contracção da economia angolana dos últimos 38 anos, com o Produto Interno Bruto a contrair -3,6%”, afirma o Cedesa, numa análise ao OGE revisto de Angola.

Porém, o grupo de académicos portugueses e angolanos que integram o Cedesa, consideram que “se o OGE revisto prevê um preço de 33 dólares por barril [de petróleo] e este vai estando acima dos 40 dólares, podendo subir” isto “quer dizer que existe alguma margem de manobra para o Governo” angolano poder fazer reformas necessárias.

Reformas que deveriam ter sido iniciadas há décadas, quebrando a patológica dependência do petróleo. No entanto, segundo o único partido que governa Angola há 45 anos, o MPLA, isso só será exequível daqui a 55 anos, altura em que o partido comemorará 100 anos de governação que quer ininterrupta.

O valor de 33 dólares por barril de petróleo, principal e quase exclusiva fonte de receita da economia angolana, na base do qual foi traçada a revisão do OGE, é um valor “meramente indicativo, pois muitos dos contratos petrolíferos já estão com preços anteriormente estabelecidos e não dependem de oscilações”, salienta-se no relatório do Cedesa.

Além disso, “parece existir uma tendência para ter o preço acima dos 40 dólares, ao mesmo tempo que, no curto prazo, não se vê razão para não começar a existir um aumento da procura do petróleo ligado à recuperação das economias mundiais”.

A tudo isto liga-se ainda “a instabilidade cada vez mais intensa no Golfo Pérsico e os problemas na Venezuela”, enumeram os académicos no relatório.

Todos estes factores conjugados “poderão contribuir para alguma pressão no sentido da subida do preço do petróleo”, concluem no documento, alertando, porém, que essa subida “não deverá ser tão acentuada que volte a inundar Angola de petrodólares”.

De acordo com o OGE, a grande quebra do PIB é provocada pelo petróleo e, “por ironia”, são os outros sectores da economia angolana que acabam por conter a queda, realça a análise.

Assim, o Cedesa, refere que o PIB do sector de hidrocarbonetos (petrolífero e gás) angolano irá contrair em 7,0%, enquanto a taxa de crescimento média projectada para os demais sectores se situou em -2,1%, para considerar que “facilmente se percebe que a grande quebra do PIB é provocada pelo petróleo e que são os outros sectores que ainda seguram a queda”.

No relatório, com o título: “A revisão do Orçamento Geral e a reforma da economia angolana”, o Cedesa destaca ainda as projecções que apontam para um défice fiscal equivalente a 4,0% do PIB, o que representa um agravamento de 5,2 pontos percentuais face ao valor previsto no OGE inicial para este ano.

Deste modo, “o saldo primário deverá estar em torno dos 2,2% do PIB, um valor inferior ao inicialmente projectado em 4,9 pontos percentuais. O actual valor do Orçamento reflecte uma redução de 15,7% relativamente ao OGE 2020 inicial”.

“Naturalmente, um OGE mais pequeno, reflecte uma economia mais pequena”, sublinha o Cedesa.

Um outro aspecto que os académicos destacam no documento é o facto de o Estado passar a gastar (supostamente) mais com o sector social do que com os juros da dívida pública, “não tanto por Angola ter aumentado as despesas sociais, mas de se ter diminuído o pagamento da dívida pública, resultado da negociação com a China, que, aparentemente, concedeu uma moratória de capital e juros por três anos”.

Assim, “quer o preço orçamentado para o petróleo, quer a posição da China permitem que Angola, apesar da intensa recessão económica em que se encontra, ainda tenha margem de manobra para definitivamente reformar a sua economia”, concluem.

Quanto às reformas que se impõem em Angola, o relatório aponta a “erradicação da grande corrupção, liberalização do acesso aos mercados, promoção efectiva do investimento privado, intensificação da produção interna, transferências directas sujeitas a condição educativa ou de saneamento para as populações mais desfavorecidas”.

O Cedesa é uma entidade internacional dedicada ao estudo e investigação de temas políticos e económicos da África Austral, em especial de Angola, que nasceu de uma iniciativa de vários académicos e peritos que se encontraram na ARN (Angola Research Network).

O seu principal objectivo é fornecer aos decisores políticos, à comunidade de negócios, aos académicos e estudantes, bem como à população interessada, com rigorosas análises sobre as perspectivas económicas em Angola e países vizinhos, e realizar propostas consistentes de políticas a serem seguidas.

Conta para isso com um grupo dinâmico e vasto de académicos e investigadores com uma abordagem multidisciplinar. Esta equipa garante, afirma, um trabalho competente, independente e livre de qualquer pressão.

Os seus textos seguem a tradição britânica, pelo que não são assinados, uma vez que resultam do trabalho colectivo desenvolvido. O que é importante são as ideias e não as pessoas que assinam. Evita-se assim a fulanização e discussão enviesada.

A sua sede é em Lisboa, mas funciona em rede global, indo abrir em breve três delegações. Uma no Reino Unido, outra em Angola e uma terceira na Ásia.

Folha 8 com Lusa

Angolanos desafiados a exportar para a Sérvia.

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Os empresários angolanos têm a porta aberta para investir na Sérvia, no domínio da Agricultura, e exportar produtos agrícolas, garantiu, ontem, em Luanda, o embaixador daquele país em Angola, Dragan Markovic.

Diplomata sérvio agradeceu o apoio das instituições angolanas durante a sua missão no país
Fotografia: Dombele Bernardo| Edições Novembro

O diplomata, que foi à Cidade Alta para apresentar cumprimentos de despedida ao Presidente da República, João Lourenço, ressaltou que a Sérvia tem interesse em estreitar a parceria com Angola neste domínio. Dragan Markovic, que deixa o país depois de uma missão de sete anos, revelou, por outro lado, que o seu país é carente em banana, trigo, milho e vegetais e, em função disso, Angola podia aproveitar para, no âmbito de uma parceria, exportar tais produtos para lá.
O diplomata admitiu não ser fácil, neste momento, fazer-se investimentos dessa natureza, devido ao péssimo estado em que se encontra a maioria das economias mundiais, fortemente afectadas pela pandemia da Covid-19. Mas não escondeu o desejo de tal cenário se efectivar um dia. “Temos esperança, pois, a situação vai melhorar”, frisou.
O embaixador considerou positiva a relação de amizade existente entre os dois países e disse haver, da parte da Sérvia, o interesse em continuar com a cooperação. Disse existir, entre os dois países, boas relações de cooperação no domínio da Defesa, Comércio, Interior e Educação. No capítulo das trocas comerciais, o diplomata referiu não haver muitas, mas destacou investimentos feitos, nos últimos anos, na ordem dos 150 milhões de dólares.
“Esperamos, no futuro, poder continuar a investir em Angola”, vaticinou.
O diplomata, que termina uma carreira diplomática de 54 anos, disse estarem, neste momento, a estudar em Belgrado 25 estudantes angolanos, espalhados por várias universidades. “Vamos continuar a oferecer bolsas de estudo a Angola”, realçou. Elogiou a forma como foi acolhido em Angola, sobretudo o apoio recebido das instituições angolanas durante o tempo em que trabalhou no país.
O diplomata sérvio elogiou, ainda, as autoridades angolanas pela forma como estão a combater a pandemia da Covid-19. No seu entender, continuando com essa dinâmica, Angola pode ultrapassar a pandemia mais facilmente do que alguns países africanos, europeus e americanos.  Há dias, o diplomata foi, também, despedir-se do presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos.
O encontro serviu, também, para passar em revista o estado da cooperação inter-parlamentar. O diplomata considerou as relações entre a Sérvia e Angola “históricas” e revestidas de uma grande amizade, iniciada no princípio da luta anti-colonial. Dragan Markovic disse, na altura, que o seu país sempre ajudou Angola na vertente política e económica.
Lembrou que a Sérvia (na altura Jugoslávia) foi o terceiro país a reconhecer a Independência de Angola e, igualmente, o terceiro a abrir uma Embaixada no país. “Nunca houve problemas a nível das nossas relações, que são boas”, reafirmou o diplomata. Na mesma ocasião, o diplomata agradeceu o apoio prestado por Angola a favor da soberania e integridade territorial do seu país.
“Em todas as organizações internacionais, Angola sempre ajudou a Sérvia. Nunca nos esqueceremos disso”, acentuou Dragan Markovic, concluindo que termina a missão com o sentimento do dever cumprido. A República da Sérvia é um país europeu, cuja capital é Belgrado, localizado no sudeste da Europa, na região balcânica.
fonte: jornaldeangola

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