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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Argélia vai a votos em ambiente de descrédito.

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A Argélia elege um novo Parlamento esta quinta-feira (04.05). A adesão às urnas poderá ser fraca. O partido do Governo teme perda de estabilidade no país, em caso de elevada abstenção.
default Campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 2014
No norte de África, a Argélia é vista como um país relativamente fechado. Mas muitos argelinos dão facilmente a sua opinião, mesmo sobre as eleições legislativas. "Não encontrei ninguém que diga: vou votar. Não sabia que havia eleições na Argélia", desvaloriza em tom irónico um cidadão argelino.
Dos 23 milhões de eleitores, quantos irão realmente votar? Poderão ser poucos. "Muitos argelinos diriam que esta eleição não significa nada. Há muito poucas expectativas em relação ao novo Parlamento", explica Issandr Amrani, especialista na Argélia da organização não-governamental International Crisis Group.
Atualmente, a Frente de Libertação Nacional, no poder, detém 221 dos 462 assentos no Parlamento. A segunda maior força é a União Nacional Democrática, com 70 deputados.
Temendo fraude, alguns partidos anunciaram boicotar a eleição. E na internet, circulam também vídeos de apelo ao boicote.
"Senti-me enganado"
"É incrível como as eleições e o Parlamento foram desvalorizados na era do Presidente Bouteflika", avalia Issandr Amrani.
Algerien Präsident Abd al-Aziz Bouteflika Abdelaziz Bouteflika é Presidente da Argélia desde 1999
Com 80 anos, Abdelaziz Bouteflika está no poder há 18 anos. No entanto, desde que o chefe de Estado sofreu um acidente vascular cerebral, há quatro anos, não está, na prática, na linha da frente da governação. Contudo, Bouteflika continua a representar o poder. Muito se especula sobre quem realmente governa: políticos, militares e/ou influentes empresários.
Abdelaziz Rahabi, diplomata e ex-ministro da Comunicação independente, duvida da seriedade das eleições desta quinta-feira. "Nas últimas eleições votei por volta das 16-17 horas. E na altura perguntei sobre a adesão às urnas. Foi-me dito que, até à tarde, 8% dos eleitores tinham ido votar. À noite, dados oficiais davam conta de 88%. Mais de dez vezes mais. Cumpri o meu dever como cidadão, mas senti-me enganado”, lamenta Abdelaziz Rahabi.
Segundo dados oficiais, nas últimas eleições, há 5 anos, 43% dos eleitores votaram.
Para Nacer Djabi, sociólogo na Universidade de Argel, na capital, os lugares no Parlamento são comprados e vendidos. O que parece ter ficado provado quando o filho do secretário-geral do partido no poder, Frente de Libertação Nacional, foi detido, depois de descoberto com listas eleitorais e somas em dinheiro.
Crise económica põe em risco estabilidade
Depois da revolução, conhecida como Primavera Árabe, em 2011, os governantes da Argélia deram benefícios sociais à população. "Diz-se que a paz social foi comprada", afirma o sociólogo argelino Nacer Djabi.
Algerien Dr, Nesser Smara Nacer Djabi, sociólogo argelino
"Mas foi também uma forma de redistribuir as receitas provenientes do petróleo. O que é apreciado pelo povo, porque é melhor que uma situação de caos e de exigências impossíveis", acrescenta Nacer Djabi, sociólogo na Universidade de Argel.
Mas os benefícios têm diminuído devido à crise económica, o que gera inquietação. Com os cortes orçamentais e medidas de austeridade, crescem na Argélia o descontentamento e a instabilidade.
Desde a guerra civil (1991-2002), que causou mais de 150 mil mortos, a estabilidade é um elemento muito importante na vida dos argelinos.

GUINÉ-BISSAU: JUSTIÇA - Paulo Sanhá:”NINGUÉM MORA LONGE PARA ESCAPAR AO CRIME INTERNACIONAL” .

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O presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau (STJ), Paulo Sanhá, afirma esta quarta-feira, 03 de maio 2017, que os tentáculos das criminalidades transfronteiriças adquiriram maior elasticidade e alerta que no mundo atual ninguém mora longe, o suficiente para escapar de monstruosas “garras tentaculares” do crime internacional.
 
Sanhá que falava na cerimónia da abertura do Seminário Internacional sobre a Cooperação Judiciária e Policial organizado pelo Supremo Tribunal de Justiça guineense em colaboração com o Projeto de Apoio à Consolidação do Estado de Direito (PACED).
 
“O Estado como forma de garantir a efetividade da sua soberania possui jurisdições dentro do seu território, exercendo-as assim dentro dos limites legais, julgar aqueles que desrespeitem as normas de conduta por ele imposta, ou seja, poder para julgar os que, no seu território ou em certas circunstâncias fora dele, cometem atos sugestíveis de serem consideradas de infrações criminais, sem prejuízo de exercício de outras funções estatais”, explica Paulo Sanhá.
 
Sanhá acrescenta ainda que a crescente globalização do mundo provoca como efeito imediato, uma maior circulação de pessoas e bens. E como consequência deste presente intercâmbio entre territórios diversos, adianta, passam a existir litígios ou conflitos de dimensões globais. É neste contexto, explica Paulo Sanhá, que ganha sentido e se torna inexorável a cooperação internacional judiciária e policial.
 
Para fazer face a certas práticas criminais transfronteiriças, Paulo Sanhá aponta adoção dos órgãos da polícia criminal e os magistrados de meios adequados para que possam cumprir eficazmente a sua “espinhosa” e a cúria tarefa de combater a criminalidade.
 
O Embaixador da União Europeia no país, Victor Madeira dos Santos considera, na sua intervenção, que a insegurança não é apenas uma ameaça à instabilidade do Estado, como também constitui uma das primeiras preocupações da população, juntamente com as da criação do emprego, saúde e educação.
 
Para Victor Madeira Dos Santos, o crime organizado na sua forma, desde tráfico de droga, armas, branqueamento de capitais e drogas, são as maiores fontes de insegurança na África Ocidental, acrescentando, contudo, que o crime organizado sustenta os conflitos armados e terrorismo.
 
“Os efeitos destrutivos dos tráficos vão mais longe através dos seus moldes perniciosas de operação e da natureza ilegal das suas atividades. As redes criminosas têm impactos desastrosos na vida política, social e económica de um país”, afirma.
 
O encontro decorre de 3 a 4 de maio e conta com o financiamento da União Europeia e do Instituto Camões.
 
 
Por: Sene Camará
Foto: Mamadú Camará

GUINÉ-BISSAU: PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU VISITOU POR ALGUMAS HORAS A GUINÉ CONACRI.

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O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, visitou a Guiné-Conacri durante várias horas para falar com o seu homólogo, Alpha Condé sobre a cooperação e amizade entre os dois países.

José Mário Vaz deslocou-se ao meio da tarde hoje para Conacri, tendo regressado a Bissau ao início da noite.

Em declarações aos jornalistas no aeroporto, José Mário Vaz salientou que não podia aprofundar o teor da conversa que manteve com Alpha Condé, mas disse que se tratou de uma visita a um "amigo e irmão" no âmbito de contactos que tem estado a fazer a alguns países da sub-região.

No domingo, José Mário Vaz visitou a República do Congo, na segunda-feira a Libéria e na terça-feira esteve na Costa do Marfim.

Na terça-feira, José Mário Vaz referiu apenas que as suas deslocações serviram para aprofundar a cooperação bilateral.

As deslocações de José Mário Vaz aos países da sub-região acontecem numa altura em que a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu um ultimato aos atores políticos da Guiné-Bissau para cumprirem o Acordo de Conacri, instrumento que visa a saída da crise política no país.

O ultimato da CEDEAO termina a 25 de maio e se até lá não for implementado o Acordo de Conacri os políticos guineenses que estejam a criar obstáculos ao processo serão alvo de sanções.

O Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, é o mediador da crise guineense proposto pela CEDEAO, mas o atual primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, tem-se insurgido contra a mediação de Condé.

Em entrevista a uma rádio internacional, Sissoco Embaló disse que não quer o líder da Guiné-Conacri a mediar a crise política na Guiné-Bissau porque aquele não gosta dele por ser da etnia fula.

Alpha Condé é da etnia mandinga.

Conosaba/dn

GUINÉ-BISSAU: PÉRIPLO EM JACTO PRIVADO?…

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O Presidente da República, José Mário Vaz, regressou ontem, terça-feira (2 de Maio) ao país de um périplo a Congo Brazzaville, a Libéria e a Costa do Marfim. Viajou hoje, dia 3 de Maio, de novo para o exterior. À chegada (ontem), declarou a imprensa que foi uma visita de amizade e de relação de cooperação entre a Guiné-Bissau e os países visitados. Pois, a minha questão não tem propriamente a ver com “visita de amizade e da relação de cooperação”. Tem tudo a ver, sim, com  "sentido de Estado"- ou falta dele - por parte de Sua Excelência, Senhor Presidente da República. 

Não acredito que, por exemplo, o magnata Presidente dos EUA, Donald Trump, viaje alguma vez, em missão de Estado, no seu jacto privado. Por que não decidiu gastar a sua fortuna em assuntos públicos? Alguns responderão, de certeza, alegando a pujança económica dos Estados Unidos de América. A resposta é enganosa na medida em seja incomportável e extremamente perigoso misturar bens próprios com bens públicos. Indiquem-me um dirigente político em missão de Estado que já tenha viajado em aviões e jactos de famosos como os Céline Dion, John Travolta, Cristiano Ronaldo  ou Agelina Jolie? A comparação até é um pouco abusiva na justa medida em que se desconhece, de todo, a origem da fortuna da figura que neste preciso momento ocupa a função de Primeiro-ministro na Guiné-Bissau, Umaru Cissoko.  

A pergunta que se coloca: quem terá fretado/custeado o avião que vem transportando e desta vez levou JOMAV para o Congo, Libéria e Costa de Marfim?  A “varinha mágica” de JOMAV tem sido o actual Primeiro-ministro, Umaru Cissoko, fundamentalista islâmico, proprietário do Jacto Privado estacionado no aeroporto Osvaldo Vieira. JOMAV e Cissoko vezes sem conta nesse avião privado e à revelia do Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades que tem por missão filtrar estas saídas.

Aviso à berlinda: o nosso povo não assume e jamais se atribuirá a obrigação de pagar dívida alheia/pessoal!

Nababu-Nadjinal  

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