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sábado, 11 de outubro de 2014

DW destaca: Guiné-Bissau pode sofrer novo golpe, alerta especialistas.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Em destaque nessa emissão do dia 09/10/2014: 



Em Moçambique, Afonso Dhlakama diz que está em vantagem na corrida à Presidência. Guiné-Bissau pode sofrer novo golpe, alerta especialista. População angolana ainda à espera da data das primeiras eleições autárquicas.


Acesse o LINK e escuta: AQUI.

Fonte DW

Quem são e de onde vêm os candidatos à Presidência de Moçambique?

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi, candidatos à Presidência de Moçambique, para as eleições 2014
Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi, candidatos à Presidência de Moçambique, para as eleições 2014

Quem são afinal Afonso Dhlakama, Daviz Simango e Filipe Nyusi?
Afonso Dhlakama
Moçambique – Eleições 2014 - Afonso Dhlakama (Moma, provincia de Nampula)
Nascimento – 1 Janeiro de 1953
Localidade: Magunde, província de Sofala
Ocupação – Presidente da RENAMO, Político
Dhlakama ascendeu à liderança da RENAMO apos a morte de André Matsangaissa, às mãos das forças governamentais moçambicanas em 1979. Dhlakama competiu como candidato da RENAMO nas três anteriores eleições presidenciais multipartidárias.
Quem é Afonso Dhlakama?
Afonso Dhlakama nasceu a 1 de Janeiro de 1953, em Mangunde, distrito de Chibabava, na província central de Sofala, e é hoje um dos mais destacados políticos moçambicanos. E foi no regulado de Mangunde, um povoado pobre, onde Dhlakama forjou a sua maneira de ser: determinado.
Após a morte, em 1979, pelas tropas governamentais, do primeiro presidente da Renamo, André Matsangaissa, Dhlakama torna-se o homem forte deste movimento guerrilheiro.
Antes de se juntar á RENAMO, Afonso Dhlakama era militar das forças armadas moçambicanas.
A sua tomada de posição face ao prosseguimento da luta de guerrilha iniciada por Matsangaissa, foi o seu primeiro grande gesto contra o socialismo, e desde então tem sido o grande defensor dos ideais da RENAMO, tornando-se, por isso, uma figura polémica em alguns círculos políticos moçambicanos, sobretudo pela forma como fugiu do exército moçambicano.
Na RENAMO, segundo Odete de Sousa, Dhlakama é considerado um político realista que defende a identidade deste movimento. Ele sabe tomar decisões e, acima de tudo, é um homem de justiça, aparentemente, tendo sido por isso que em 2009, foi reeleito presidente do Partido, derrotando Rogério Francisco Joao.
Até 1984, Afonso Dhlakama era comandante em chefe das forças da Renamo e ao mesmo tempo Presidente do Conselho Executivo do movimento, uma espécie de Governo sombra, constituído por 12 membros.
Foi sob o comando de Dhlakama que a RENAMO teve alguma ascendência na sua luta contra o Governo moçambicano, controlando algumas partes do País. A guerra terminou em 1992, com a assinatura do Acordo Geral de Paz, tendo a RENAMO se tornado um Partido político da oposição, ainda na década de 90.
Mas a grande experiência política de Afonso Dhlakama aconteceu quando ele concorreu para as primeiras eleições multipartidárias em Moçambique, em 1994, alcançando 33.7 % dos votos, contra 52.3 % de Joaquim Chissano, com quem assinara o acordo de paz, em Roma.

Daviz Simango

Daviz Simango
Nascimento – 7 Fevereiro 1964
Localidade: Tanzânia
Profissão – Engenheiro Civil
Ocupação – Presidente Camarário da Beira, Politico, Presidente do Movimento Democrático de Moçambique
Simango aderiu à Renamo em 1997 e como candidato deste partido concorreu com sucesso à presidência da camara da Beira em 2003. Em Março de 2009, Daviz Simango fundou o novo partido MDM, pelo qual concorreu como candidato presidencial nas eleições de Outubro de 2009.
Quem é Daviz Simango?
O Movimento Democrático de Moçambique-MDM, escolheu Daviz Simango, como o seu candidato às eleições Presidenciais de 15 de Outubro próximo, um jovem tido como incómodo tanto para a Resistência Nacional Moçambicana-RENAMO como para a Frente de Libertação de Moçambique-FRELIMO, e que em 2008, tornou vitoriosa a primeira candidatura independente a um município moçambicano.
Actual Presidente do Conselho Municipal da Beira e do MDM, Daviz Simango nasceu a 7 de Fevereiro de 1964, e a sua aposta é chegar á Presidência da República, no âmbito do projecto do seu Partido "Moçambique Para Todos".
Quis o destino que Simango nascesse numa família de políticos, pois, o seu pai, Uria Simango foi vice-presidente da FRELIMO, o qual foi morto sob acusação de traição, a mãe, Celima Muchanga, também militante da FRELIMO, e um irmão, Lutero Simango, que é deputado da Assembleia da República pelo MDM.
Licenciado em engenharia civil pela Universidade pública moçambicana Eduardo Mondlane, Simango foi membro do extinto Partido da Convenção Nacional-PCN, e em 1977 juntou-se á RENAMO, Partido pelo qual se tornou, em 2003, Presidente do Conselho Municipal da Beira, a segunda maior cidade do País.
Na RENAMO, Daviz Simango chegou a ser considerado um delfim do Presidente deste Partido, Afonso Dhlakama. Em 2008, Simango era o candidato natural á sua própria sucessão nas eleições municipais, mas a Renamo optou por nomear para o município da Beira um dos seus deputados na Assembleia da República como seu candidato.
Isso fez com que um grupo de militantes da Renamo iniciasse uma campanha para a candidatura independente de Daviz Simango, o que veio a ser oficializado no dia 05 de Setembro. Nas eleições de 15 de Novembro foi reeleito com mais de 60 porcento dos votos.
E foi em Março de 2009 que Simango apresentou o seu Partido - o MDM, na cidade da Beira, altura em que também foi eleito Presidente desta formação política, a terceira no parlamento moçambicano, onde ocupa oito dos 250 assentos.
Simango é considerado uma figura com prestígio e viu a sua governação na cidade da Beira ser reconhecida pela revista sul-africana Profissional Management Rexiew-Africa, considerando-o melhor presidente de município de Moçambique, em 2006.
No seio do MDM, Simango é visto como uma pessoa que projecta uma imagem de humildade e liderança, e talvez tenha sido por isso que escapou ileso de um atentado quando se preparava para dirigir um comício, na província nortenha de Nampula.
Tal como foi anunciado na altura, o atentado foi da autoria de elementos da RENAMO, um Partido no qual Daviz Simango é considerado traidor, traidor não só por ter formado o seu próprio Partido, mas, sobretudo, por ter atraído muitos membros da Renamo para o MDM.
E há mesmo quem assevere que quem mais tira o sono a Dhlakama é Daviz Simango e não os outros adversários da RENAMO.

Nyusi, o candidato presidencial da FRELIMO

A sua escolha surpreendeu muitos, é um homem do Norte, mas respondeu a muitos outros que achavam que a FRELIMO devia deixar de escolher apenas candidatos do sul.
Moçambique Eleições 2014: Campanha de Filipe Nyusi (em Mocuba/Província da Zambézia)
Moçambique Eleições 2014: Campanha de Filipe Nyusi (em Mocuba/Província da Zambézia)

Nascimento – 9 Fevereiro de 1959
Localidade: Distrito da Mueda, Província Cabo Delgado
Profissão - Engenheiro
Estudou Engenharia mecânica (Antiga Checoslováquia) e Gestão (Universidade Machester, Grã-Bretanha)
Nyusi trabalhou na gestão dos Caminhos-de-Ferro e Portos de Moçambique, presidiu ao Ferroviário de Nampula, leccionou na Universidade Pedagógica (campus de Nampula). Quando foi escolhido para candidato presidencial pela FRELIMO (Março 20140 era Ministro da Defesa.
Quem é Filipe Nyusi?
Numa escolha surpreendente e que terá desapontado algumas pessoas, a Frente de Libertação de Moçambique-FRELIMO, escolheu Filipe Nyusi, o primeiro homem do norte do País, como seu candidato às eleições presidenciais de 15 de Novembro próximo, contrariando uma prática em que todos os candidatos frelimistas eram do sul.
Há muito que destacadas figuras da FRELIMO originários do norte, entre os quais os generais Alberto Chipande, Raimundo Pachinuapa e Eduardo da Silva Nihia, entre muitos outros, vinham reclamando por um candidato a Presidente da República que não fosse do sul.
E numa escolha surpreendente a FRELIMO, o partido no poder, escolheu Filipe Nyusi, um jovem maconde, para disputar as presidenciais com outros candidatos da oposição.
A escolha foi numa eleição interna do Partido em que Nyusi venceu figuras preponderantes como Luísa Diogo e Aires Aly, ambos antigos primeiros-ministros,
Nyussi nasceu a 29 de Fevereiro de 1969, no distrito de Mueda, na província nortenha de Cabo Delgado, o berço da luta armada de libertação nacional.
Quadro extremamente profissional dos Caminhos de Ferro de Moçambique desde 1992, Nyusi acumulou experiência de bom gestor que o levou ao cargo de Administrador-Executivo da empresa, entre 2007 e 2008, altura em que foi nomeado Ministro da Defesa Nacional.
Juntou-se à FRELIMO, na Tanzânia, quando ainda tinha 10 anos e foi lá onde cresceu, tendo características de um bom líder e bom gestor, qualidades essas demonstradas sobretudo quando foi administrador dos Caminhos de Ferro de Moçambique.
Quando chega ao Governo, Nyusi ataca o problema da logística das forças armadas moçambicanas, e conta com a confiança política que inspira para melhorar aspectos ligados aos quartéis, casernas e até fardamento, sendo hoje visíveis militares bem fardados, um pouco por todo o País.
Nos meios politizados moçambicanos diz-se que esta escolha desapontou algumas pessoas, porque Filipe Nyusi, não é um histórico de Frelimo e é pouco conhecido entre o eleitorado, apesar de o engenheiro civil formado na antiga Checoslováquia ter sido Ministro de Defesa Nacional entre 2008 e início de 2014.
Nyusi tem desafios com o desemprego, sobretudo da juventude, com o estabelecimento da indústria transformadora, com a criação de melhores condições que atraiam o investimento, ou seja, com um crescimento económico que garanta o bem-estar para os moçambicanos.
# VOA

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