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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Cabo Verde lidera índice de menos corruptos entre os lusófonos, Angola e Guiné-Bissau na cauda.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International divulgado hoje.

Foto de Arquivo.

Cabo Verde é o país africano de língua portuguesa melhor colocado no índice de percepção da corrupção divulgado esta terça-feira, 16, pela organização internacional Transparency International. O arquipélago é segundo em África, sendo ultrapassado apenas pelo Botswana.  
Apesar de ter perdido um ponto em relação a 2014, Cabo Verde ocupa o 42º. lugar e, a nível dos países lusófonos, apenas Portugal está melhor colocado, na 31ª. posição.
No fim da cauda, entre os lusófonos, estão Angola e Guiné-Bissau, ambos na 161ª. posição.
Quanto aos demais países, Brasil ocupa o lugar 69, seguido de São Tomé e Príncipe(76), Moçambique(119) e Timor-Leste(133).
A Transparency International é uma organização não governamental, com sede em Berlim, que desevolve uma intensa luta contra a corrupção em todo o mundo.
O índice de percepção da corrupção, publicado anualmente, classifica os países numa lista que varia entre zero (muito corrupto) e 100(menos corruptos).
Nos primeiros lugares estão, como habitualmente,  Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Suécia, Noruega, Suíça, Singapura, Holanda, Luxemburgo e Canadá.
A nível africano, o país melhor colocado é o Botswana, na 31ª. posição.
#VOA

Moçambique: "É preciso que a RENAMO e o Governo se reconciliem de facto".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Face ao aumento da tensão em Moçambique, com a polícia e a RENAMO a acusarem-se mutuamente de novos ataques, o analista Domingos do Rosário defende que é preciso resolver um "ódio estrutural".

Líder da RENAMO, Afonso Dhlakama (esq.), e Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, a 7 de fevereiro de 2015

Ao que tudo indica, os meios usados até agora para acabar com a crise político-militar em Moçambique foram ineficazes. Será que a nível interno já se esgotaram todas as possibilidades de contribuir para uma solução?
A DW África colocou essa e outras questões a Domingos do Rosário, analista político da Universidade Eduardo Mondlane.
Domingos do Rosário, analista político moçambicano
DW África: Como pôr fim ao monopólio das negociações, que praticamente estão nas mãos do Governo e da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO)?
Domingos do Rosário (DR): Muitos simples. Tudo se resume a duas palavras: paz e reconciliação. Isso não se atinge só repetindo essas palavras a toda a hora. É preciso que a RENAMO e o Governo se reconciliem de facto. Há um ódio estrutural entre a RENAMO e a FRELIMO [Frente de Libertação de Moçambique], que contribui fundamentalmente para que este teatro das negociações continue e não chegue a bom porto. Enquanto os dois partidos não se perdoarem por causa do conflito armado; enquanto a FRELIMO achar que a RENAMO estragou o seu projeto político para Moçambique e enquanto a RENAMO continuar a pensar que os membros da FRELIMO são todos uns comunistas, que não queriam um regime democrático, esse teatro vai persistir.
DW África: Mas como pôr fim a esse monopólio das negociações?
DR: A partir da altura em que os dois passarem a dialogar de uma maneira mais séria e quiserem, de facto, resolver os conflitos estruturais que os opõem.
DW África: Será que os diferentes setores da sociedade civil moçambicana já fizeram realmente tudo o que era preciso para ajudar a resolver esta crise?
DR: O problema de Moçambique é que está preso a essas duas forças políticas e a chamada "sociedade civil" não tem peso nenhum.
DW África: Onde é que se poderia ir buscar esse peso para pôr fim a esta situação que já dura há muitos meses?
DR: Moçambique não tem uma sociedade civil forte. Tem pequenas organizações que defendem [o estabelecimento] de consensos, mas não têm capacidade de pressionar os poderes institucionalizados, a FRELIMO e a RENAMO.
DW África: O discurso da defesa da soberania ou da capacidade interna de resolver este caso ainda é válido depois de muito tempo sem solução?
DR: Acho que sim, porque os problemas de Moçambique não vão ser resolvidos por nenhuma força externa. Os problemas do país serão resolvidos pelos próprios moçambicanos, que têm capacidade para isso. Há certos setores dentro da FRELIMO e da RENAMO que ainda não perceberam que a dinâmica institucional tem de ser outra e não pode ser a mesma de 1976-77, quando a guerra começou. Assim que eles romperem com esse paradigma e decidirem pensar no povo moçambicano, isto vai terminar.
DW África: Como avalia a postura do Presidente Filipe Nyusi na condução deste caso?
DR: Apesar de ser o atual Presidente da República, não sei se Filipe Nyusi tem força suficiente para resolver essa questão. O chefe de Estado moçambicano já mostrou várias vezes que está aberto à criação de plataformas para fazer avançar o diálogo, mas há setores dentro do partido FRELIMO, sobretudo da linha dura, que não permitem que Nyusi faça o seu trabalho.
#dw.de

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