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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

LeBron James presta homenagem a Kobe Bryant.

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LeBron James, que ficou em silêncio até agora, enviou uma mensagem muito pessoal a seu amigo e ídolo dos Lakers, que morreu em 26 de janeiro.
KOBE BRYANT - "Estou sentado aqui tentando escrever algo para este post, mas toda vez que tento, começo a chorar pensando em você e minha sobrinha Gigi", começa LeBron James sob uma foto movimento dos dois jogadores.

A trágica morte do jogador de basquete Kobe Bryant em um acidente de helicóptero agitou os Estados Unidos em 26 de janeiro de 2020. O jogador morreu ao lado de sua filha, Gianna Bryant. Seu herdeiro e sucessor, Lebron James, apelidado de "O escolhido", decidiu prestar homenagem a seu amigo em 27 de janeiro, depois de ficar em silêncio por um tempo.

"Não estou pronta, mas vamos. Estou sentada aqui, tentando escrever algo para este post, mas toda vez que tento, começo a chorar pensando em você, sua sobrinha Gigi, e a amizade que tivemos. Ouvi sua voz no domingo de manhã antes de deixar a Filadélfia para voltar para Los Angeles. Não pensei por um momento que essa seria a última conversa que teríamos ", disse LeBron James ao publicar uma foto dos dois amigos em uma quadra de basquete.

fonte: seneweb.com

União Africana felicita Umaro Sissoco Embaló.

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O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, felicitou, no fim-de-semana, Umaro Sissoco Embaló pela vitória nas eleições presidenciais na Guiné-Bissau e o povo guineense pela “mobilização exemplar” neste sufrágio, noticiou a AFP.

Umaro Sissoco Embaló venceu com mais de 53 por cento dos votos
Fotografia: DR


Em comunicado, Moussa Faki Mahamat congratulou-se com o sucesso das eleições presidenciais realizadas em 24 de Novembro e 29 de Dezembro de 2019 na Guiné-Bissau, felicitando todos os candidatos e “particularmente o povo da Guiné-Bissau que, pela mobilização exemplar e pacífica, demonstrou o empenho na democracia, na paz e na estabilidade do país”.
O presidente da Comissão da UA reafirmou a solidariedade e o apoio da organização ao “povo irmão” da República da Guiné-Bissau, desejando-lhe o maior sucesso na realização das suas profundas aspirações.
A Comissão Nacional Eleitoral divulgou, em 1 de Janeiro, os resultados provisórios das eleições presidenciais, sem, segundo o Supremo Tribunal de Justiça, ter terminado o apuramento nacional.
Na sequência de um recurso de contencioso eleitoral, apresentado pelo candidato Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), o Supremo Tribunal de Justiça já tinha emitido um acórdão a pedir o cumprimento do artigo 95.º da Lei Eleitoral, tendo mais tarde, numa aclaração, insistindo na necessidade de realizar o apuramento nacional.
A CNE, por seu lado, diz que concluiu o processo com a divulgação dos resultados definitivos, que dão a vitória a Umaro Sissoco Embaló com 53,55 por cento dos votos, atribuindo a Domingos Simões Pereira 46,45 por cento.

fonte: jornaldeangola

"Luanda Leaks": Isabel dos Santos processa consórcio de jornalistas.

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Empresária Isabel dos Santos revelou que vai avançar com ações em tribunal contra o consórcio de jornalistas que divulgou a investigação "Luanda Leaks", reafirmando a origem lícita dos investimentos que fez em Portugal.
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"Refuto as alegações infundadas e falsas afirmações e informo que deram início as diligências para as ações legais contra a ICIJ [Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação) e parceiros da ICIJ, as quais serão conduzidas pela empresa internacional de advogados Schillings Partners", revelou esta segunda-feira (27.01, em comunicado enviado à agência Lusa, Isabel dos Santos.
A empresária, acusada em Angola de má gestão e desvio de fundos da companhia petrolífera estatal Sonangol, considera que foi "alvo de uma campanha [...] orquestrada por vários órgãos de comunicação social".
"Foram usados seletivamente imagens e documentos, mal interpretados e supostamente baseados em e-mails obtidos criminalmente por via de 'hacking', para construir uma narrativa enganosa sobre as minhas empresas, investimentos e trabalho em geral", afirmou.
Isabel dos Santos lamenta o que considera "ações irresponsáveis de alguns jornalistas que [...] desencadearam uma tragédia humana e negligenciaram o respeito pelo direito à privacidade".
Isabel dos Santos angolanische Investorin
Empresária angolana, Isabel dos Santos
"Fundos lícitos"
A empresária, que depois das revelações da investigação jornalística tem anunciado a intenção de alienar as suas participações em várias empresas portuguesas, garante que nenhum desses investimentos foi feito com "fundos de origem ilícita". 
"Os investimentos realizados em Portugal foram constituídos por fundos lícitos, tendo sido respeitados os procedimentos do Banco Nacional de Angola (BNA) no que se refere ao licenciamento de exportação de capitais", disse.
"As empresas com as quais opero são legítimas, pagam impostos, e nenhuma foi jamais condenada por atividade criminal", acrescentou.
Entre os investimentos, destacou a relação empresarial com a Portugal Telecom Ventures, adiantando que a parceria em Angola gerou mais de mil milhões de euros em dividendos.
Isabel dos Santos considerou ainda que lei do repatriamento de capitais de Angola "não se aplica a fundos lícitos" e "devidamente licenciados pelas autoridades", antes visa "fundos de proveniência criminal".
 
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"Luanda Leaks": Entenda as denúncias contra a multimilionária Isabel dos Santos

715 mil documentos
O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) revelou no dia de 19 de janeiro mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de 'Luanda Leaks', que detalham alegados esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.
De acordo com a investigação jornalística, da qual fazem parte em Portugal o jornal Expresso e a SIC, Isabel dos Santos terá montado um esquema que lhe permitiu desviar mais de 100 milhões de dólares (90 milhões de euros) para uma empresa sediada no Dubai, a Matter Business Solutions.
Sobre esta acusação concreta, Isabel dos Santos adianta, no comunicado, que a referida empresa funcionou como responsável pela coordenação das várias consultoras internacionais que trabalharam na reestruturação da Sonangol, incluindo, entre outras, a BCG, PWC, McKinsey e VdA.
"Estas consultoras internacionais trabalharam com a Matter Business Solutions na sua qualidade de coordenador transversal do projeto de reestruturação do Grupo Sonangol e receberam pagamentos de cerca de 90 milhões de dólares, efetuados pela Matter Business Solutions", disse Isabel dos Santos.
Por isso, sublinhou, "as informações de que a Matter é uma empresa fantasma que recebeu injustificadamente mais de 100 milhões de dólares são particularmente enganosas e manipuladoras".
A empresária adianta ainda que os trabalhos de consultoria e apoio à reestruturação da Sonangol decorreram ao longo de 18 meses em mais de 20 empresas do grupo, tendo "contribuído para gerar resultados positivos" no grupo.
fonte: DW África

OMS considera elevado risco global de coronavírus.

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Organização Mundial da Saúde diz que houve erro de formulação em relatórios que classificaram ameaça internacional de novo vírus como moderada. Doença já deixou mais de 100 mortos.
Segurança mede a temperatura de passageira em estação de metrô de Guangzhou, no sul da China
Segurança mede a temperatura de passageira em estação de metrô de Guangzhou, no sul da China

A Organização Mundial da Saúde admitiu nesta segunda-feira (27/01) um erro na avaliação de risco global do novo coronavírus, que surgiu na China, e disse que o nível correto é elevado. Anteriormente, ele havia sido apontado como moderado.
De acordo com a porta-voz da organização, Fadela Chaib, a alteração foi feita depois de um erro de formulação nos relatórios anteriores. Em documentos divulgados na quinta, sexta e sábado, o risco do novo coronavírus foi classificado como muito elevado na China, elevado em nível regional e moderado em nível global.
Questionada sobre o significado da categorização, Chaib disse que é uma "avaliação global, cobrindo a gravidade, disseminação e capacidade de resposta" ao vírus. A OMS afirmou que a correção do risco não significa uma declaração de emergência global de saúde – um mecanismo utilizado apenas para os surtos mais graves
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, viajou para a China para apoiar a luta contra o coronavírus. Segundo ele, com esta viagem, a agência busca coletar informações sobre as últimas novidades na luta contra a epidemia e "reforçar a parceria com a China para proporcionar uma maior proteção contra este surto".
Tedros se reuniu com especialistas em epidemiologia, doenças virais e outras autoridades nos dias 22 e 23 de janeiro na sede da OMS, em Genebra, para discutir se deveria ser declarada uma emergência internacional devido ao surto, mas o painel optou por não emitir o alerta por enquanto.
"Essa é uma emergência na China, mas ainda não se tornou uma emergência de saúde global", destacou Tedros.
O novo coronavírus já deixou mais de 100 mortos e mais de 4,5 mil doentes. A grande maioria dos casos foi registrado na China. As primeiras infecções do vírus, batizado provisoriamente de 2019-nCoV pela OMS, foram detectadas na cidade chinesa de Wuhan no final do ano passado e remontam a um mercado de animais selvagens e peixes, que agora foi fechado. O vírus pode ter sido transmitido através do contato direto entre humanos e animais, ou simplesmente através do ar.
Além da China, há casos confirmados também em Hong Kong, em Macau, em Taiwan, na Tailândia, nos Estados Unidos, na Austrália, no Japão, na Malásia, em Cingapura, na França, na Coreia do Sul, no Vietnã, no Canadá e no Nepal. 
Com a propagação rápida da doença, diversos países pretendem retirar seus cidadãos de Wuhan. A França, a Alemanha, a Espanha, os Estados Unidos e o Japão estão entre os países que pretendem buscar concidadãos que vivem na metrópole de 11 milhões de habitantes e que é epicentro do surto.
Iniciado em dezembro, o surto da doença é causado por um novo tipo de coronavírus, semelhante ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que matou quase 800 pessoas em todo o mundo durante uma epidemia ocorrida entre os anos 2002 e 2003 e que também começou na China. Os sintomas são febre e cansaço, acompanhados de tosse seca e, em muitos casos, dificuldades respiratórias.
CN/efe/afp/rtr/ap

Gâmbia intensifica repressão a protestos que pedem saída do Presidente Barrow.

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Após prometer deixar a Presidência em três anos, Adama Barrow mudou de ideia e quer ficar cinco. Últimas medidas do governo atacam a liberdade de imprensa e os direitos fundamentais dos cidadãos.
Gambia Präsident Adama Barrow kündigt Wahrheitskommission an (picture-alliance/AP Photo)


Presidente Adama Barrow reprime manifestações

A polícia da Gâmbia deteve 137 pessoas durante protestos que exigiam a saída do Presidente Adama Barrowno último domingo (26.01). Os números foram divulgados nesta segunda-feira (27.01) pelo Governo. O final de semana foi marcado por confrontos entre manifestantes e forças de segurança na capital, Banjul, que deixaram dezenas de pessoas feridas.
Os protestos foram lançados há algumas semanas, depois de Adama Barrow ter anunciado a intenção de se manter na Presidência, totalizando cinco anos de mandato e não três - como se tinha comprometido em 2017, quando sucedeu a Yahya Jammeh– ditador que permaneceu 22 anos no poder.
Em 2016, a população estava ansiosa pela democracia depois de décadas de ditadura. A derrota de Jammeh nas eleições e a tomada de posse de Barrow trouxeram esperança ao país.
Para o cientista político Ismaila Cessay, professor da Universidade da Gâmbia, o curto período de estabilidade democrática no país parece ter chegado ao fim. Segundo Cessay o país transita entre uma expectativa alta para uma desilusão. "A situação ficou má. Acho que o ponto alto se manifestou no domingo”, diz o analista.
Gambia Yahya Jammeh (picture alliance/AP Photo)
Ex-presidente Jammeh pode ser processado se voltar ao país
A democracia que não veio
No domingo, as forças de segurança usaram gás lacrimogéneo para dispersar os milhares de pessoas que participavam nos protestos contra o chefe de Estado, levantando receios entre os gambianos.
Cessay avalia que, depois de 2016, a sociedade acionou uma espécie de ‘modo democracia', mas o Estado não conseguiu corresponder da mesma forma. "[O Estado] mantém as mesmas estruturas, as mesmas instituições, as mesmas leis que sustentavam a ditadura, e Adama Barrow rodeou-se dos velhos amigos de Jammeh”.
O Governo de Barrow anunciou a proibição do movimento "Three Years Jotna” [Três anos é Suficiente], que lidera os protestos pela saída do chefe de Estado. O movimento é classificado pelo Executivo como "subversivo, violento e ilegal”.
As autoridades suspenderam igualmente a atividade de duas estações de rádio, considerando que propagaram "mensagens incendiárias” e permitiram que as suas plataformas fossem "usadas para incentivar a violência".
 
Ouvir o áudio03:13

Governo intensifica repressão a protestos na Gâmbia

Supressão de direitos
O Sindicato da Imprensa da Gâmbia lançou um apelo público ao Governo, denunciando também um ataque à liberdade de expressão no país. "Duas rádios foram suspensas e quatro jornalistas detidos. Pedimos ao Governo que os liberte imediatamente e que levante a suspensão ilegal das estações de rádio”, disse o secretário-geral da organização, Saikou Jammeh.
Cessay pensa que o comportamento das autoridades aponta para um regresso no país. Para o cientista político, a comunicação social foi uma das instituições que mais sofreram no regime de Jammeh.
"É como um dejá-vu. É muito triste que este Governo, que supostamente iria trazer direitos humanos e democracia ao país depois de 22 anos de um regime traumático, esteja a usar as mesmas táticas que o seu antecessor”, destaca.
Saikou Jammeh, Journalisten-Gewerkschaft (DW/F. Muvunyi)
Saikou Jammeh denunciou supressão da liberdade de imprensa
Mais protestos      
Vários protestos a decorrer em simultâneo no país, e isso agravar o ambiente de confusão e instabilidade. Enquanto uns exigem que Adama Barrow deixe a Presidência, milhares saíram à rua há duas semanas em defesa da sua manutenção no poder por cinco anos, a duração do mandato que está inscrita na Constituição.
Outro movimento, que no sábado marchou nos arredores de Banjul, exige justiça para as vítimas do regime de Jammeh, que deixou o país em 2017, depois de ser derrotado por Barrow nas presidenciais. Eles pedem que Jammeh seja autorizado a regressar do exílio na Guiné-Equatorial.
O ministro da Justiça da Gâmbia, Aboubacarr Tambadou, já fez saber que caso o ex-Presidente regresse ao país, será alvo da justiça gambiana.
fonte: DW África

Angola: Até que ponto autárquicas em 2020 seriam prejudiciais para João Lourenço?

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Autárquicas agora fragilizariam poder do Presidente, que, segundo analista, estaria longe da consolidação. Primeiro, João Lourenço precisa de se firmar para conseguir segundo mandato. Autárquicas ficariam para 2022?
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Em março de 2018, o Governo do MPLA prometeu que as primeiras eleições autárquicas de Angola seriam em 2020. Entretanto, os requisitos básicos para a sua realização estão longe de serem cumpridos. A começar pela Lei Eleitoral - do seu pacote de 10 leis, estão apenas aprovadas três: Lei Orgânica sobre as Eleições Autárquicas, Lei Orgânica sobre a Organização e Funcionamento das Autarquias Locais e a Lei da Tutela Administrativa das Autarquias Locais.
A discussão e aprovação das restantes leis está a mercê do plano de atividades do Parlamento, o que leva o seu tempo. Face a demora que se advinha surge a seguinte questão: são mesmo para este ano as autárquicas?
"Este é um grande dilema. O discurso oficial é para este ano, mas pelas ações tudo indica que as autárquicas não serão para 2020. Porque até agora todo o pacote eleitoral que vai suportar as eleições autárquicas não está concluído, não foi aprovado na totalidade, falta uma série de leis", responde Agostinho Sikatu, cientista político.
E Sikatu afirma que "se até abril ou maio não for aprovado, a única solução será o adiamento das eleições".
Como ficam as reformas eleitorais?
Angola Luís Jimbo, Koordinator von ObEA - Walhbeobachter
Luís Jimbo, especialista em eleições
Mas não é apenas a demora na aprovação do pacote eleitoral que ameaça a realização das autárquicas. Há determinados procedimentos eleitorais que devem ser aprimorados, segundo recomendações antigas.
Luís Jimbo é especialista em eleições e sublinha que, para convocar as eleições autárquicas,"o quadro legal tem de estar preparado, tem de existir".
"Uma outra questão são as reformas eleitorais saídas das eleições de 2017, principalmente sobre o funcionamento dos centros dos escrutínios sobre as deliberações eleitorais que têm a ver com a tabulação dos resultados, dos representantes dos partidos políticos", lembra o especialista em eleições.
Calendarização do processo comprometida?
E porque as eleições são um sistema que funciona em cadeia, até as condições climatéricas adequadas têm de ser tomas em conta. Em termos de calendarização do processo nada indica que seja conveniente ir a votos este ano, de acordo com Luís Jimbo: "Do ponto de vista do quadro legal, já não é possível organizar eleições dentro do período normal que tem acontecido [as eleições], que é o período seco, entre agosto e setembro, para termos pouco impacto nas questões logísticas e não aumentar dispendiosamente o orçamento e também permitir que as pesoas possam votar sem constrangimentos".
"Deste ponto de vista, para 2020 não se pode pensar em realizar eleições autárquicas, mas é possível. A qualquer altura se pode criar o quadro legal", deixa, entretanto, em aberto o espcialista.
Por que João Lourenço quereria autárquicas depois das eleições gerais?
A demora é entendida por certos setores como intencional. Para o Presidente João Lourenço, que aparenta não ter o poder devidamente consolidado no MPLA, o partido que governa ir às autárquicas representaria um revés na sua intenção de garantir o seu segundo mandato.
Sikatu é um dos que acredita que tudo não passa de jogada política do Presidente da República: "Porque não se justifica do ponto de vista político, do ponto vista de quem gere a estratégia neste momento e detém o poder. Ir às autárquicas significa repartir o poder com outras forças políticas. E, neste momento, a João Lourenço não interessa, porque repartir o poder significa claramente perder as eleições em 2022."
 
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Angola: Até que ponto autárquicas em 2020 seriam prejudiciais para João Lourenço?

O desejado "passo de camaleão"
E portanto, conduzir o processo a "passo de camaleão" seria a cartada de mestre de João Lourenço para alcançar os seus intentos.
No entender de Sikatu, "qualquer deslize político para ele é fatal, por isso mesmo é que mandou logo de imediato o pacote legislativo para a Assembleia Nacional e esta vai fazendo gestão de tempo. Vai deixando [em banho-maria]: aprova uma lei, passa um mês e aprova outra para ver se consegue adiar [as eleições autárquicas]".
E o cientista político desconfia: "Porque se adiam as eleições de 2020 para um outro ano já não é possível. Porque 2021 é ano de preparação para as eleições gerais. Estamos a falar de  [autárquicas] depois de 2022, acho que o objetivo de João Lourenço é, de fato, isso: Realizar as eleições autárquicas depois de 2022."
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ANGOLA: RESULTADOS POR PROVÍNCIAS

Total nacional: Vitória do MPLA

O MPLA vence as eleições gerais em Angola com 61,05% do total de votos e João Lourenço é eleito Presidente da República, segundo a CNE, numa altura em que estão apurados quase 99% dos votos. A UNITA obteve 26,72%, CASA-CE 9,49%, PRS 1,33%, FNLA 0,91% e APN 0,50%. Foram eleitos 150 deputados do MPLA, 51 da UNITA, 16 da CASA-CE, 2 do PRS e 1 da FNLA.

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