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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Realiza-se esta quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023, em Yamoussoukr...

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Paraná e Rússia devem assinar nesta quarta-feira acordo sobre vacina contra Covid-19.

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Cerimônia para assinatura do acordo está prevista para ocorrer às 14h. Anvisa informou que não recebeu nenhum pedido para analisar essa vacina pelo laboratório russo responsável.


O governo do Paraná deve assinar, nesta quarta-feira (12), um acordo com a Rússia para produção e distribuição da vacina contra o novo coronavírus Sputnik V. A cerimônia para a celebração do convênio está prevista para ocorrer às 14h.

Na terça-feira (11), o presidente russo, Vladimir Putin, divulgou que a vacina foi a primeira registrada no mundo.

A vacina russa é questionada pela comunidade internacional porque se sabe pouco sobre sua eficácia. O site oficial sobre a pesquisa afirma que, no dia 1° de agosto, os testes de fase 1 e 2 foram concluídos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que sejam realizadas três etapas de testes.

Vacina russa é questionada pela comunidade internacional porque se sabe pouco sobre sua eficácia — Foto: Jornal Nacional

Vacina russa é questionada pela comunidade internacional porque se sabe pouco sobre sua eficácia — Foto: Jornal Nacional

O acordo deverá ser assinado pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e pelo embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov.

Para a realização de testes ou de pesquisa no Brasil, a Anvisa precisa autorizar os procedimentos. Na terça-feira (11), a Agência informou que não recebeu nenhum pedido para analisar essa vacina pelo laboratório russo responsável.

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será responsável por todas as etapas, desde a pesquisa até a distribuição das doses, isso houver liberação da Anvisa.

O presidente do Tecpar, Jorge Callado, ressaltou que a pesquisa vai avançar conforme o compartilhamento as informações. A previsão, no entanto, é de que a vacina seja distribuída no Brasil no segundo semestre de 2021.

“Antes da liberação, não há possibilidade de colocar nada em prática. Reitero que a prudência e a segurança são palavras-chave nesse processo”, declarou o presidente do Tecpar.

Ao todo, 165 vacinas contra a Covid-19 estão sendo pesquisadas em todo o mundo, segundo os dados da OMS no dia 31 de julho. Cinco delas estão na fase final de testes em humanos (a fase 3).

No Brasil, três vacinas contra o novo coronavírus que estão em estágios mais avançados de pesquisa são testadas. Duas são de laboratórios chineses e a terceira é da Universidade de Oxford.

fonte: globo.com

ANGOLA: OS BONS E OS…

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Faleceu na manha desta quarta-feira, em Luanda, aos 67 anos de idade, o músico Carlos Burity. Encontrava-se doente há já algum tempo. Na segunda-feira falecera Waldemar Bastos. “Se Deus tivesse uma voz seria a de Waldemar Bastos”, disse a cantora portuguesa Dulce Pontes. Por sua vez o MPLA rejeitou a propostas da UNITA para o Parlamento prestar uma homenagem a Waldemar Bastos.

Carlos Fernandes Burity Gaspar nasceu em Luanda, no dia 14 de Novembro de 1952, e viveu parte da adolescência no Moxico onde integrou, em 1968, a formação pop-rock “Cinco mais um”, com Catarino Bárber e José Agostinho, o último do Duo Missosso, com Filipe Mukenga. Em 1974 grava, com o Grupo Semba, uma selecção de temas angolanos que ficaram na história da música popular angolana.

Nesse mesmo ano divide o palco com David Zé e Artur Nunes, num grande espectáculo realizado na Cidadela Desportiva, promovido pelo empresário Palma Fernandes e Ambrósio de Lemos Pereira Gama.

Em 1983, junta-se ao “Canto Livre de Angola”, um projecto do cantor brasileiro Martinho da Vila e do empresário Fernando Faro, que levou ao Brasil nomes como Filipe Mukenga, André Mingas, Dina Santos, Pedrito, Elias dia Kimuezo, Rebita do Mestre Geraldo, Mamukueno e Joy Artur, acompanhados pelo agrupamento Semba Tropical, e participa, integrado no mesmo projecto, na gravação do LP “Semba Tropical in London”, interpretando, com um assinalável sucesso, os temas “Monami” e “Tona kaxi”.

O seu álbum “Carolina” surgiu em 1991, com os temas “Uabite Boba”, “Alukaze”, “Narciso”, “Carolina”, “Monami”, “Adeus” e “Kilundo”. Carlos Burity tem também os álbuns “Wanga”, “Ginginda”, “Massemba”, “Zuela o Kidi”, “Paxi Iami” e “Malalanza”.

MPLA censura Waldemar Bastos

OGrupo parlamentar do MPLA recusou render uma “justa homenagem” ao músico Waldemar Bastos. A proposta de homenagem, que aconteceria na Assembleia Nacional, partiu da UNITA.

“O Grupo Parlamentar da UNITA apresentou uma Declaração à Mesa da Assembleia para ser prestada uma justa homenagem a Waldemar Bastos. Infelizmente o Presidente da Mesa e também da AN não aceitou o agendamento da Declaração e por consequência da homenagem”, lamentou Adalberto da Costa Júnior, presidente da UNITA.

Com este acto, a “Assembleia Nacional poderia na sua plenária extraordinária dedicar uma homenagem ao músico angolano Waldemar Bastos”, conforme considerou o consultor Jurídico e coordenador da Plataforma Juvenil para a Cidadania, Walter Ferreira.

“A nossa indiferença pelas coisas imateriais revela o caminho que como país pretendemos seguir, não faz sentido tanto cinismo disfarçado em amor”, disse o activista lembrando que a reconciliação sem amor entre irmãos da mesma pátria poderá ser apenas um mero exercício de charme político, mas sem uma base que surge da honestidade para se proteger o orgulho Nacional”, disse o activista

Waldemar Bastos viveu durante muitos anos no exilio na sequência da perseguição por parte do regime de José Eduardo dos Santos, por se recusar a apoiar o MPLA. “Foram poucas ou nenhumas as vezes em que me deixaram cantar no meu país”, escreveu em 2016 na rede social Facebook, acrescentando que se sentia vigiado “todos os dias, palmo a palmo, pela polícia secreta e ‘bufos’ ao serviço do regime no poder em Angola”.

Na altura da vitória do cabeça-de-lista do MPLA (João Lourenço) nas eleições legislativas de 23 de Agosto de 2017, Waldemar Bastos considerou “fundamental uma abertura, porque os angolanos têm que viver em liberdade”.

Em 1982, Waldemar Bastos decidiu fugir de Angola o que veio a acontecer durante uma visita a Portugal para participar no FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica), no Porto, integrado na delegação oficial angolana. No final do festival, ficou em Portugal e não voltou para Angola.

Não ficou muito tempo. Foi para Berlim, na parte Ocidental, onde tinha alguns amigos e ao fim de uns meses partiu para o Brasil, onde conheceu músicos como Chico Buarque, João do Vale, Elba Ramalho, Djavan, Clara Nunes.

As coisas correram bem no Brasil, onde alguns dos músicos mais emblemáticos o ajudaram. Acabou por encontrar uma editora interessada no seu trabalho, EMI-Odeon, e gravou o seu primeiro álbum, “Estamos Juntos”, um marco na sua carreira, que contou como convidados especiais, entre outros, Chico Buarque, João do Vale, Dorival Caimmy, Martinho da Villa e Novelli.

Regressa a Portugal, e cinco anos depois de ir para Lisboa, Waldemar gravou o seu segundo disco, “Angola, Minha Namorada”.

A seguir à edição deste seu álbum, veio a Angola, onde ainda era muito popular. Em Luanda, Waldemar Bastos apresentou um concerto memorável para 200 000 pessoas que o aplaudiram entusiástica e emocionalmente, agitando lenços brancos. Interpretou este gesto surpreendente como uma mensagem clara do povo – queria paz.

Depois de gravar o seu terceiro álbum, “Pitanga Madura”, Waldemar voltou a Angola. Continuou a compor e a apresentar espectáculos em vários locais de Portugal, incluindo os Açores, onde foi frequentemente. Para ele, os Açores foram “uma fonte de oxigénio durante este longo exílio”. Também cantou em Cabo Verde várias vezes e em Moçambique, a favor das crianças vítimas da fome.

De visita a Lisboa, David Byrne, mentor da editora Luaka Bop e ex-líder dos Talking Heads, comprou, por acaso, um disco de Waldemar Bastos. Nesse ano, 1995, a editora Luaka Bop, lança no mercado o disco Afropea – Telling Stories to the Sea, uma antologia de artistas lusófonos onde aparecem entre outros: Bonga, Cesária Évora, Waldemar Bastos, Dany Silva, Vum-Vum e André Mingas.

Com este disco dá-se o reconhecimento internacional de Waldemar Bastos.

Luaka Bop editou Pretaluz/Blacklight , gravado em Nova Iorque e produzido por Arto Lindsay. O álbum teve excelentes críticas de algumas das vozes mais representativas da imprensa internacional (New York Times, Village Voice, USA Today, Herald Tribune, El País, Libération, Los Angeles Times, The Times, etc.). O New York Times considerou-o como “um dos melhores discos de World music da década”. No seguimento do disco, Waldemar ganhou o “Prémio para o Artista Revelação do Ano” em 1999. Depois do sucesso por todo os Estados Unidos da América, com a distribuição do disco na Europa em 1998, Waldemar foi descoberto pelo público e pelos media europeus.

Os tempos mudaram para Waldemar Bastos em 2002, quando, depois de décadas acabou a guerra em Angola. Foi convidado para celebrar essa data especial com um espectáculo memorável no Estádio Nacional de Luanda em Abril de 2003. No fim, a sua luta pela unidade e irmandade foi recompensada.

Rapidamente surgiu a hipótese excepcional de gravar o seu novo álbum “Renascence”.

Tudo começou em San Pedro de Alcântara, em Espanha, onde reuniu alguns dos mais excepcionais músicos de África, do Congo a Angola, de Moçambique à Guiné-Bissau. A jornada para uma nova expressão da música contemporânea africana começou. A história continuou em Berlim, onde, enquanto gravava, convidou alguns jovens músicos de Portugal e da Martinica para fazerem parte deste projecto musical.

Quando Waldemar Bastos decidiu ir até Istambul, onde foram gravadas as partes de cordas deste disco, mostrou mais uma vez que a música não tem fronteiras e é uma chave para unir as pessoas, uma ponte entre culturas. Finalmente, o caminho da música levou-o a Londres onde acabou, com o seu produtor Paul “Groucho” Smykel, a mistura deste disco “Renascence” que aparece no mercado discográfico em 2004.

Classics Of My Soul é um dos álbuns do ano na categoria de World Music para o jornal francês Libération. O trabalho, que foi lançado nos Estados Unidos da América, e junta o quinteto de Waldemar Bastos com a orquestração da London Symphony Orchestra dirigida por Nick Ingman.

Classics of My Soul, da editora Emja Records, foi gravado em Londres e Los Angeles e, segundo o material de divulgação, “resultou do sonho do músico angolano em juntar os sons e etnografias de África, particularmente de Angola, ao pendor e composição da música clássica europeia”.

fonte: folha8

Senegal: Aqui está o homem mais feio de Uganda com sua esposa.

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Voici L'homme Le Plus Laid D'ouganda Avec Sa Femme

A definição de amor é relativa. Tem diferentes definições dependendo das perspectivas únicas de diferentes pessoas. Quando você pede a algumas pessoas que expliquem o amor, elas dirão que o amor é cego para muitos fatores como idade, riqueza, classe, aparência e tantas outras coisas, mas quando você pergunte aos outros, eles dirão que o amor não é cego; O amor atrai apenas uma bela parceira e se torna mais doce na presença de dinheiro.

O termo amor tem uma definição diferente. Uma mulher, de sua perspectiva, afirmou que amava o homem chamado mais feio do mundo, conhecido como Godfrey Baguma, mas popularmente chamado de Sebabi. Nessa idade, existem tantos falsos amores em todos os lugares. A maioria das mulheres quer se casar com um homem bonito, enquanto a maioria das rainhas assassinas não se preocupa com a aparência, mas com o tamanho do bolso de um homem.



Mas o caso de Kate Namanda que fez a ligação com o homem mais feio do mundo é excepcional. Ela nunca se casou por aparência ou por dinheiro. Seu marido é feio e pobre.

Este homem sofre de uma doença chamada "fibriodisplasia". Esta doença torna sua cabeça e rosto maiores do que uma cabeça humana normal. Muita gente o condena por causa da aparência, mas ele não liga. Ele está tão focado em conseguir dinheiro para sustentar sua família. Ele foi inicialmente casado, mas a mulher o deixou com 2 filhos.



Ele é sapateiro, mas tem tantos empregos pequenos. Ele pode fazer qualquer coisa para ganhar dinheiro. Ele entrou em um concurso para mostrar o quão feio ele é para ganhar dinheiro. Ele ganhou o prêmio e foi eleito o homem mais feio do mundo. Ele nunca se importou com o que as pessoas diriam, uma vez que recebeu dinheiro para sua família sem dinheiro.

Ele tinha 47 anos quando se casou com sua segunda esposa, Kate Namanda, que era uma bela jovem de 30 anos. É normal pensar nos desafios que os dois enfrentariam no casamento. Ela é criticada por sua família e outras pessoas todos os dias de sua vida.



Ficou claro que Kate devia estar escondida com Godfrey quando desenvolveu sentimentos por ele por mais de 4 anos. Ela diz que seus familiares estavam procurando por ela em todos os lugares, sem saber que ela estava com seu amante. Ela diz que se eles soubessem que ela queria se casar com Godfrey, eles nunca teriam concordado. Então ela fugiu com seu amor e concebeu um filho com ele. Logo após o parto, eles informaram sua família e todos ficaram sem palavras e a deixaram casada.



O casal se casou em 2013 e agora tem 6 filhos. O casamento deles teve a presença de uma miríade de pessoas, então Godfrey novamente aproveitou a oportunidade para ganhar dinheiro. Ele exigiu 4.000 xelins de Uganda para quem quisesse entrar na sala.

As duplas ainda estão casadas após 7 anos de casamento, e Godfrey ganha dinheiro com muitas coisas que pode fazer para sustentar sua família. Ele canta e ganha dinheiro com apresentações públicas. As pessoas pagam para ver o homem mais feio do mundo. Ele também faz comédia

A lição importante deste artigo é que o amor verdadeiro é cego e é bom seguir o que seu coração deseja. Não se deixe intimidar ou coagir a um relacionamento. Como mulher, não se sinta atraída por dinheiro ou aparência; eles são enganosos. Minha pergunta é: você pode se casar com esse homem ou deseja que um membro de sua família se case com ele?

fonte: seneweb.com

Transplante renal no Senegal: Os grandes medos do presidente Macky Sall!

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A lei sobre o transplante de rim foi aprovada no Senegal. Mas, o presidente Macky Sall não quer que nosso país caia no tráfico de órgãos. Uma praga que assola muitos países que adotaram essa lei. E para isso, deu instruções à comissão responsável pela doação e transplante.

“Estou feliz hoje que o Senegal está tentando avançar na doação e transplante de órgãos. Por isso, devemos apoiar eficazmente o Conselho Nacional, dotando-o de meios adequados e autonomia de gestão e autonomia no sistema de acreditação dos estabelecimentos que devem proceder ao transplante. Caso contrário, corremos o risco de fazer como alguns países onde você tem clínicas obscuras onde o tráfico de órgãos está se desenvolvendo à vista de todos. Nosso país não pode ir nessa direção ”, disse o presidente Macky Sall.

O chefe de Estado, que recebia em audiência a comissão nacional de doação e transplante de rins, disse ser fundamental que a credibilidade da comissão nacional seja preservada. E, sobretudo, que “dê pareceres conformes, seguidos de despacho do Ministro da Saúde para a aprovação desse ou daquele estabelecimento com base em avaliações objetivas e com base nas capacidades humanas, materiais e de plataforma. médico." Isso é para organizar melhor o transplante e a doação de órgãos.

Lembrando que foi em 2015 que foi aprovada a Lei nº 2015-22 de 8 de dezembro de 2015 sobre doação, remoção e transplante de órgãos e transplantes de tecidos humanos.

fonte: seneweb.com

ANGOLA: Caso "500 milhões": Leitura do acórdão marcada para sexta-feira em Luanda.

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Acórdão do caso "500 milhões" em que são arguidos José Filomeno dos Santos, ex-presidente do Fundo Soberano de Angola, e Valter Filipe, antigo governador do Banco Nacional, será conhecido esta sexta-feira (14.08).


José Filomeno dos Santos, filho do ex-Presidente José Eduardo dos Santos


José Filomeno dos Santos, filho do ex-Presidente José Eduardo dos Santos

A anteceder a leitura do acórdão, em Luanda, deverão ser dadas as respostas aos mais de 100 quesitos apresentados na última sessão do julgamento, relativo a uma alegada transferência ilícita de 500 milhões de dólares (426 milhões de euros), que se realizou em 9 de julho.

Na ocasião, o juiz que preside ao julgamento, João Pitra, explicou que houve várias propostas de alteração e acréscimo de outros quesitos, construídos com base na acusação, pronúncia, questões pessoais dos representantes da defesa e da audiência de discussão e produção de provas, que o tribunal vai analisar para depois deliberar e formular o acórdão.

Angola Nationalbank in Luanda

Sede do Banco Nacional de Angola, em Luanda

O julgamento, que teve início em 9 de dezembro de 2019, tem como arguidos o ex-governador do Banco Nacional de Angola (BNA) Valter Filipe e António Bule Manuel, administrador deste banco, ambos acusados dos crimes de peculato, burla por defraudação e branqueamento de capitais, para os quais o Ministério Público pediu penas não inferiores a 10 anos de prisão.

José Filomeno dos Santos, antigo presidente do Fundo Soberano de Angola e filho do ex-Presidente do país José Eduardo dos Santos, e Jorge Gaudens Pontes Sebastião, empresário angolano, acusados dos crimes de tráfico de influência, branqueamento de capitais e burla por defraudação, são igualmente arguidos neste processo, tendo o Ministério Público pedido para ambos penas de prisão não inferiores a sete anos.

"Tudo no interesse público"

O caso remonta a 2017, altura em que Jorge Gaudens Pontes Sebastião apresentou a José Filomeno "Zenu" dos Santos uma proposta de financiamento para a criação de um fundo estratégico de investimento no valor de 30 mil milhões de euros, que este encaminhou para o executivo.

negócio envolvia como "condição precedente", de acordo com um comunicado do executivo emitido em abril de 2018, que anunciava a recuperação dos 500 milhões de dólares, a capitalização de 1,5 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) por Angola, acrescido de um pagamento de 33 milhões de euros para a montagem das estruturas de financiamento.

Na sequência, foram assinados dois contratos entre o BNA e a Mais Financial Services, empresa detida por Jorge Gaudens Pontes Sebastião, amigo de longa data do coarguido José Filomeno dos Santos, para a montagem da operação de financiamento, tendo sido, em agosto de 2017, transferidos 500 milhões de dólares para a conta da PerfectBit, "contratada pelos promotores da operação", para fins de custódia dos fundos a estruturar.

Neste processo, o antigo chefe de Estado angolano testemunhou, em carta dirigida ao tribunal, que orientou Valter Filipe a conduzir o processo e transferir os referidos montantes, "tudo no interesse público".

fonte: DW África

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Jovens moçambicanos descontentes com falta de oportunidades.

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No Dia Mundial da Juventude, jovens da província moçambicana de Nampula queixam-se da falta de emprego, de habitação e de acesso ao crédito financeiro. O novo coronavírus também é um dos maiores problemas atualmente.
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Ser jovem continua a ser um desafio em Moçambique, principalmente na província nortenha de Nampula. Manuel Pita, de 30 anos, está desempregado e já tentou várias vezes concorrer a vagas de emprego, tanto nas empresas governamentais quanto nas privadas, mas sem sucesso.

Manuel Pita lamenta a falta de políticas concretas de emprego por parte das autoridades governamentais. "É uma situação triste em que em 45 anos [de independência do país] nós tínhamos de evoluir, mas infelizmente não é o que está a acontecer. Muitos jovens estão sentados [desempregados] mesmo com formações não têm oportunidades", conta.

Além do desemprego, a falta de acesso à habitação e de financiamento de iniciativas juvenis é outro problema. Manuel Pita diz que os poucos que beneficiam dessas iniciativas são jovens que com alguma influência junto das elites governamentais.

"As oportunidades podem existir, mas o problema é como aceder. Temos problemas de apoio. Eu posso querer criar um negócio, mas se não tenho apoio vai ser difícil [progredir], por isso precisamos de uma alavanca", sublinha.

Apesar de todos os constrangimentos, o jovem conforta os seus pares: "Não podemos cansar, vamos continuar a lutar, porque eu acredito que dias melhores virão. No entanto, não podemos ficar de braços cruzados esperando que as autoridades governamentais façam alguma coisa."

Apostar mais na formação e em negócios

Mateus Razão Ali é formador de hotelaria e turismo em Nampula. O jovem reconhece o elevado índice de desemprego no país e na província e, para ultrapassar esse problema, desafia os outros jovens a apostarem mais na formação técnico-profissional e no empreendedorismo.

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Nampula: Jovens escultores procuram alternativas às madeiras protegidas

"Para o jovem lamentar a falta de emprego tem de estar formado. Um jovem não pode reclamar sobre emprego enquanto não está formado. Essa é a primeira condição. Não é só emprego formal que dá pão, também o negócio lícito dá. Se o jovem não vai à luta para ganhar o pão, a lamentação nunca para", explica.

Já o Conselho Nacional da Juventude, no distrito de Nampula, reconhece os problemas, mas aconselha aos jovens a apostarem na criação de negócios para o seu sustento, aproveitando os poucos apoios que as autoridades governamentais disponibilizam.

Pandemia piorou o cenário

Milagres Zacarias, primeiro vice-presidente do Conselho Distrital da Juventude no distrito de Nampula, diz que todos os esforços das autoridades visando o apoio a iniciativas juvenis, entre eles o emprego, estão a redundar em fracassos por causa da pandemia de Covid-19.

"Em relação ao financiamento de projetos, nós sabemos que desde 2019 enfrentamos várias dificuldades para acesso ao financiamento. Infelizmente, este ano tivemos esta situação adversa que é da Covid-19, em que muitas fontes que serviriam para financiar iniciativas juvenis não foram abertas", disse.

A DW África tentou obter esclarecimentos sobre a política do Executivo moçambicano face ao apoio da juventude, através do Governo do distrito de Nampula, mas até ao momento não obteve resposta.

Na manhã desta quarta-feira (12.08), a Praça dos Heróis na cidade de Nampula vai acolher as cerimónias do Dia da Juventude na província, um evento a ser orientado pelo secretário de Estado de Nampula, com a presença do administrador do distrito.

Na capital, Maputo, o Parlamento Juvenil, um movimento de advocacia dos direitos e prioridades da juventude moçambicana, promove um debate sobre os desafios e perspetivas da camada mais jovem face à pandemia de Covid-19. A reflexão visa debater políticas e o papel das instituições face aos novos desafios.

fonte: DW África

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