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quarta-feira, 5 de julho de 2017

União Africana: 300 vacas contra a crise.

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A União Africana decidiu esta semana enviar uma missão para atenuar a tensão crescente entre a Eritreia e o Djibuti. Mas a organização, dependente de doadores, precisa de financiamento. Robert Mugabe leiloou vacas.
fonte: DW ÁFRICA
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Robert Mugabe sabe como dar nas vistas. Na segunda-feira (03.07), no início da 29ª Cimeira bianual da União Africana (UA) em Adis Abeba, o Presidente do Zimbabué entregou um cheque de um milhão de dólares norte-americanos à organização, que angariou num leilão de 300 vacas.
O chefe de Estado zimbabueano já tinha prometido fazer o donativo em 2005, pois, segundo disse, África precisa, de uma vez por todas, de se tornar independente financeira e politicamente: "Como africano e agricultor, para mim, é natural doar gado", afirmou Mugabe. "O nosso continente é rico em vacas, é a nossa riqueza." A ideia inicial do Presidente terá sido levar a manada para a sede da União Africana, mas terá depois sido informado de que não havia espaço suficiente e decidiu, por isso, fazer o leilão.
O dinheiro chega em boa hora. A União Africana depende financeiramente de doadores internacionais. Prevê gastar 782 milhões de dólares norte-americanos em 2017, mais 350 milhões do que no ano passado. Mas cerca de 60% do valor provém de doadores estrangeiros, incluindo a União Europeia e o Banco Mundial.
Como fazer reformas?
Assim, foi criada uma comissão liderada pelo Presidente do Ruanda, Paul Kagame, para apresentar estratégias que conduzam a uma maior independência financeira.
Há um ano, os líderes da União Africana concordaram em impor uma taxa de 0,2% sobre algumas importações, com o objetivo de financiar os projetos da organização. Mas a medida não foi bem aceite por todos. A Nigéria, o Egito e a África do Sul recusam-se a aderir à proposta. Muitos Estados já pagam impostos semelhantes a organizações regionais, como a Comunidade Económica de Países da África Ocidental (CEDEAO). Além disso, também não houve consenso sobre os produtos em que a taxa seria aplicada.
Mas "a União Africana não tem outra hipótese que não seja implementar reformas", alerta o analista político queniano Agina Ojwang. "Com os EUA a cortar ajuda para organizações como a União Africana, e outros doadores, como os países da União Europeia, também com os seus problemas, a organização tem de encontrar urgentemente os seus próprios meios de financiamento."
Äthiopien 29. African Union Summit in Addis Abeba
Moussa Faki Mahamat diz que é preciso passar das palavras aos atos
O problema que se coloca é, como em muitos outros casos, a implementação das reformas, adverte Moussa Faki Mahamat, o novo presidente da Comissão da União Africana: "Temos o hábito de tomar um número infinito de decisões sobre várias questões sem considerar as medidas de implementação", diz. "A maioria dessas decisões acaba na gaveta. Todos concordam que isso é extremamente prejudicial para a credibilidade e a imagem da nossa organização."
Fome e outras crises
As críticas de Faki Mahamat, ex-chefe da diplomacia do Chade, não ficaram por aqui. Segundo o presidente da Comissão da União Africana, os Estados-membros da organização têm-se mostrado poucos solidários com países que enfrentam problemas de fome e de seca. Faki Mahamat ocupa o novo cargo desde janeiro, pouco depois de as Nações Unidas alertarem para a "maior crise humanitária desde o fim da Segunda Guerra Mundial". Segundo a ONU, 20 milhões de habitantes da Somália, Sudão do Sul ou Nigéria estão a passar fome. "Não posso esconder a minha frustração ao observar o silêncio e a inação dos africanos face a esta tragédia horrível da fome", afirmou o responsável. "O que aconteceu à solidariedade e fraternidade africana? Onde está a nossa sociedade civil?"
Hunger in Somalia
Pouca solidariedade africana?
A crise humanitária é, no entanto, apenas um dos muitos problemas que a União Africana enfrenta: o grupo radical Boko Haram continua a aterrorizar a Nigéria e os países vizinhos; na Líbia e na Somália, as estruturas estatais soçobram e, no Sudão do Sul, o mais novo país no mundo, a guerra perdura. Um dos objetivos da União Africana, e particularmente de Faki Mahamat, é acabar com os conflitos armados no continente até 2020.
Pelo menos, no final da cimeira, o presidente da Comissão da União Africana afirmou que enviará uma missão para atenuar a tensão crescente entre a Eritreia e o Djibuti, que disputam território na fronteira.
Não esquecer os jovens
Quase esquecido ficou o tema central da cimeira: O futuro da juventude africana. Cerca de 70% dos africanos têm uma idade inferior a 35 anos. Mas, devido às crises políticas e às altas taxas de desemprego, milhares de jovens saíram do continente. Em 2016 chegaram à costa italiana cerca de 180 mil refugiados africanos, vindos da Líbia, e observadores acreditam que este ano o número possa ser bastante superior. Além disso, milhões de africanos estão em fuga no continente. "E os jovens sem emprego também constituem um risco de segurança", diz Agina Ojwang. "Porque são esses jovens que organizações como o Boko Haram e outros fundamentalistas recrutam." Por isso mesmo, segundo o analista, é preciso criar oportunidades e um espaço de diálogo.
"Uma juventude com formação, que pode desenvolver o seu potencial" é a chave para a "paz e estabilidade no continente", assinalou o chefe de Estado da Guiné-Conacri e presidente da União Africana, Alpha Condé, durante um discurso. É necessário "convencer os jovens de que África é o melhor lugar para se viver" e envolvê-los na tomada de decisões políticas. Não foram apresentados, contudo, projetos concretos sobre este assunto.
Com Coletta Wanjohi e Jane Ayeko-Kümmeth

Angola: Analistas defendem declaração de bens de candidatos à Presidência.

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A declaração traria mais transparência ao sistema angolano e poderia contribuir para reduzir o enriquecimento ilícito.
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A declaração de bens dos candidatos à Presidência angolana não é obrigatória, mas devia ser. É o que diz Mbanza Hanza, um dos ativistas do chamado processo dos 15+2: "Estamos num país onde o MPLA e o sistema que se estabeleceu criaram muitos vícios, muitos maus hábitos e a sua bandeira tem sido a corrupção."
Até aqui, os cidadãos pouco ou nada sabem sobre a situação financeira e patrimonial dos seus candidatos à Presidência da República nas eleições de 23 de agosto. Por isso, também Agostinho Sicato, do Centro de Debates Académicos, é a favor da declaração de bens. "Há toda a necessidade dos candidatos fazerem as declarações de bens, pois são entes públicos e precisam de informar aos cidadãos sobre os bens que possuem." 
Angola Luanda - Mbanza Hamza
Mbanza Hanza, ativista angolano
A ser feita, a declaração de bens contribuirá para uma cultura nova no cenário político angolano. "A declaração de bens é uma demonstração de idoneidade, de transparência, de vontade de alguém que quer servir e não de alguém que quer servir-se. Então, não seria necessário Mbanza e outras pessoas estarem a cobrar que se faça ou que não se faça. Isso seria um passo essencial", afirma o ativista Mbanza Hanza que acredita que a prática contribuiria para mais transparência no país.
Transparência dos governantes para acabar com enriquecimento ilícito
O partido vencedor das eleições de 23 de agosto terá a responsabilidade de formar o próximo Governo.
E, para Agostinho Sicato, os futuros membros do Executivo angolano também têm responsabilidades: "O novo Governo do país que ganhar deve necessariamente apresentar os seus bens", entende  Agostinho Sicato.
A maneira como alguns gestores de cargos públicos adquiriram riqueza tem sido motivo de várias polémicas. Segundo Sicato, do Centro de Debates Académicos, a declaração de bens permitiria que se desfizessem dúvidas e evitar-se-ia "o tal enriquecimento ilícito que deriva dos cargos públicos, que normalmente acontece quando as pessoas atingem o poder".
fonte: DW ÁFRICA

Angola: Que Futuro? Personalidades independentes debatem futuro do País.

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Angola: Que Futuro? Personalidades independentes debatem futuro do País
- Marcolino Moco, José Marcos Mavungo, Sedrick de Carvalho e William Tonet

As associações Frente Cívica e Transparência e Integridade e o jornal angolano Folha 8 organizam, no próximo dia 5 de Julho, às 18H00, no Mercure Lisboa Hotel, o debate "Angola, Que Futuro?". De entre outras personalidades independentes com presença confirmada contam-se Marcolino Moco (ex-Primeiro-Ministro de Angola), José Marcos Mavungo (economista, filósofo e activista dos Direitos Humanos), Sedrick de Carvalho (jornalista e activista político).
Antecipando as eleições legislativas marcadas para o final de Agosto deste ano em Angola, a iniciativa reunirá em Lisboa personalidades angolanas independentes que farão uma análise da situação política, económica e social de Angola e discutirão os principais desafios e oportunidades para o desenvolvimento do país.
O debate será antecedido da apresentação do livro "Cartilha do Delegado de Lista", da autoria do jornalista William Tonet. Este livro é um guia prático para que os delegados das listas candidatas às próximas eleições angolanas possam zelar pela integridade do processo democrático. A obra será apresentada pelo presidente da Frente Cívica, Paulo de Morais.
«Queremos com este debate dar uma prova da vitalidade e diversidade da sociedade civil angolana e mostrar que o debate político não é exclusivo dos partidos ou dos candidatos, mas que há expectativas e exigências cívicas para o desenvolvimento de Angola a que os partidos têm de dar resposta», explicou João Paulo Batalha, presidente da Transparência e Integridade e porta-voz da organização. «Infelizmente, este debate acontece em Lisboa porque não existem hoje condições objectivas de liberdade e pluralismo para um debate político aberto e frontal em Angola. O evento servirá também para isto: para mostrar que os cidadãos angolanos e os amigos de Angola não se calam nem se amedrontam na discussão dos problemas do país», acrescentou João Paulo Batalha, moderador do debate.
 PARA
Agenda - Secretaria de Redacção - POLÍTICA / ANGOLA
fonte: pravda.ru


GUINÉ-BISSAU VAI BENEFICIAR DE 4,1 MILHÕES DE DÓLARES

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A Guiné-Bissau vai beneficiar de 4,1 milhões de dólares, graças à aprovação do pedido de isenção de crédito da não observância do desempenho de revisão da garantia de financiamento.

No primeiro semestre de 2017 uma equipa técnica do FMI deslocou-se à Guiné-Bissau para concluir a terceira avaliação do acordo ECT - Facilidade de Crédito Alargada. O documento foi submetido para análise e aprovação ao Conselho de Administração e que se pronunciou favorável à avaliação.

Serão, assim, disponibilizados 3,030 milhões de Direitos Especiais de Saque (DES), cerca de 4,1 milhões de dólares à Guiné-Bissau.

O anúncio foi feito à RFI por João Alage Fadiá, ministro da Economia e das Finanças da Guiné-Bissau, à margem da 29ª cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Africana, que decorreu a 3 e 4 de Julho em Addis Abeba, Etiópia. O governante guineense diz tratar-se de um bom indicador para a economia do país e encorajador para outras instituições.

Fonte: RFI

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