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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

OPINIÃO: “NO CORDA SINTIDO!” - UM PROGRAMA DA RÁDIO NACIONAL NO PERÍODO PÓS INDEPENDÊNCIA. ESSE PROGRAMA FAZIA FRENTE A BANDIDOS, INTRUSOS E MALANDROS.

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O objetivo do programa era para atingir a classe marginalizada e não só, mas muito mais que isso, era preciso incutir na mente do cidadão comum, aspectos relevantes que coadunam com comportamentos cívicos, fundamentados no respeito ao próximo, transparência, civilidade, honestidade e nacionalismo.
Esse valores foram sendo delapidados e menosprezados quando o cidadão comum ficou a mercê de interesses obscuros e que têm o seu foco nas ações perpetradas por inúmeros partidos que surgiram após a guerra de 7 de junho e exercem suas influências em vários sectores que compõe o aparelho do Estado.
Já lá vão tempos quando ser gente tinha seus reflexos no nível do conhecimento que um cidadão adquiria junto às Universidades, Escolas Técnicas e outros cursos profissionalizantes. Ninguém atravessava a ponte para se revelar gente de qualidade sem, entretanto, passar por lugares por onde se pode absorver conhecimento.
A Guiné-Bissau do período pós-independência era outra..., mas hoje ela é reveladora de profundas tristezas que vão matando a pouco e pouco bons quadros, boa gente e bons nacionalistas. Logo depois da independência, ser quadro formado quer na Rússia, Alemanha Democrática, Portugal, Estados Unidos, Cuba e mais países, era desejo de qualquer cidadão porque de antemão, qualquer um sabia que só podia subir o patamar da fama de bom quadro nacional quando, depois de investir na formação, o prestígio e outros valores revelados com suas ações diretas em departamentos de ministérios, através boas práticas na condução de planos e projetos, lhe vinha a ascensão na carreira e ganhos significativos que não causavam inveja a ninguém.  
Hoje os valores são outros. Para se ascender na carreira profissional, tem que ser o lambe botas e filiado a algum partido de influência, irmão, sobrinho, cunhado, parente próximo do ministro. Afetação a cargos em vários ministérios na Guiné-Bissau, não é por excelência ou por conhecimento na área. A grande maioria consegue emprego por indicação ou troca de favores entre donos de cargos de influência ou por indicação partidária. Com essas ações a ver vamos nós assistindo insatisfações acumuladas, estresses, abnegação e arrependimento. Este último muitas vezes está aliado à quebra de sonhos - como eu era feliz e não sabia! Feliz porque viveu em outras sociedades onde tudo funciona maravilhosamente e sem atropelos.  
Ano da eleição espera-se o renovar das esperanças! Mas também podemos esperar que sonhos embutidos em esperanças renovadoras são, muitas vezes, atropelados por essa esmagadora maioria da população a quem a escola foi negada… o povo maioritariamente analfabeta, que facilmente é seduzida por grupos de políticos oportunistas, assaltantes de interesses públicos, que na hora certa sabem trabalhar a mente dos desesperados que aceitam trocar seus votos por pequenos favores, sem a mente limpa para interpretar que uma ação falhada de sua parte, leva o povo a pagar com falta de atendimentos em hospitais, falta de escolas, falta de investimentos, falta de infraestruturas e falta de inovações, etc, etc.
2019 é um ano de desafio para o guineense. Uma prostituta enganada várias vezes, só aceita colocar a cabeça no travesseiro para satisfazer o parceiro, quando ele adianta o dinheiro. Em outras palavras – “dinheiro na mon, n´na fasiu sunha!” – dinheiro na mão, te faço sonhar!
Uma “frasezinha” engraçada, porém tem seus contornos para te chamar atenção ao que vem pela frente. Políticos que assistiram impávidos, porém sem alguma ação que os dignifiquem como políticos da atualidade, esses viveram números de dias sem fim assistindo mortes e mortes no Hospital Simão Mendes e outros, escolas fechadas, estradas por recuperar, prédios públicos sem reforma por anos a fio, enfim, esses homens ainda querem se posicionar à sua frente para te convencer que podem fazer muito mais, porém sem projeto algum. Você teve deputados que o tempo todo reservaram-se em suas cadeiras dormindo em plena sessão plenária e, ainda assim, foram compensados com carros novos. Essa pouca sorte para ti e muita sorte para eles não deve repetir. Precisamos identificar cada candidato novo em cada círculo eleitoral através de seu projeto. Para engordar a fileira dos que só sabem dormir, basta!
Em 2019 o único político guineense que podia merecer o seu voto caso candidatasse é o Ministro da Justiça actual. Passou pelo INSS e agora deixou sua marca no Ministério da Justiça – confira o prédio!
A Guiné-Bissau tem quadros de qualidade, mas a eles foi negada à oportunidade. Muitos enfileiram linhas de pensamento à beira da morte. Insatisfeitos, muitos não pensam por si próprios, porque são lhes negados ações concretas que podem ajudar nos grandes avanços frente a grandes projetos que necessitam envolver gente com conhecimento. Visitem caso queiram ministérios, departamentos e outros sectores, onde se constata a olho nu, a insatisfação sem conta de cargos assumidos por aqueles que outrora nem para serviços administrativos de base tinham lugar. As correspondências desses para outras instituições são provas de incapacidade e falta de nível. Alguns têm sorte por terem suas capacidades intelectuais cobertas por ações de Secretárias de experiências ganhas desde administração colonial e outras que pegaram carona com essas na melhoria de seus conhecimentos.
Cidadão guineense não se iluda através de palavras baratas que saem da boca desses políticos em desespero no ano da eleição. Vá à busca de suas histórias e realizações. A Guiné é pequena e pequena também é o número da sua população. Uma mentida contada por eles voa a quatro ventos e chega aos teus ouvidos quando menos esperas. Não se deixa enganar – conheça suas ações em seus partidos, na base que já o elegeu, seus projetos, se é que ele tem, etc.
OBSERVAÇÃO: CONTO COM A COLABORAÇÃO DE OUTROS BLOGS PARA REPUBLICAR ESSE ARTIGO. PRECISAMOS ENVOLVER OPINIÃO PÚBLICA COM IDEIAS QUE PODEM INFLUENCIAR NA DECISÃO FINAL QUE É – SALVAR O NOSSO VOTO E O NOSSO POVO!

Um abraço!
Deste que elege a Guiné-Bissau sempre em primeiro lugar.
Samuel Vieira

(vsamuel2003@gmail.com)




Continua a política de combate à corrupção em Angola.

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O Presidente angolano, João Lourenço, continua com a sua política de combate à corrupção, exonerando ou prendendo novos responsáveis da administração central e local do estado de Angola. O procurador-geral da República, reafirmou, por seu lado, que a cruzada judicial contra a corrupção e os desvios de dinheiro público vai continuar.




As autoridades judiciais angolanas estao a trabalhar em vários processos judiciais, no quadro do combate a corrupção, considerado prioritário pelo Executivo do Presidente Joao Lourenço.
Altos funcionários da administração central e local do estado, foram detidos e acusados de crimes de corrupção e peculato.
Recentemente, foram detidos os ex-directores do Instituto Nacional de Estradas de Angola e de Estatística da Região de Cabinda. Foram igualmente detidos funcionarios da administraçao local nas provincias da Huíla, Bengo, Kwanza-Sul, Bié, Benguela e Huíje.
A cruzada judicial contra a corrupção e os desvios de dinheiro público vai continuar, segundo a Procuradoria Geral da República, que criou um gabinete  especial para dar o devido tratamento os processos judiciais em curso.
Entretanto, o Presidente João Lourenço, exonerou Miguel Damião Gago do cargo de Administrador do Fundo Soberano de Angola. Desconhecem-se as razões da exoneração de Miguel Gago, que foi nomeado para o cargo em Janeiro de 2018.
De Luanda, o nosso correspondente, Avelino Miguel. 

Guiné-Bissau: Braço de ferro entre Governo e Professores.

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Continua o braço de ferro entre os sindicatos dos professores das escolas públicas e o Governo quanto ao pagamento de salários em atraso. Hoje o Presidente José Mário Vaz chamou os alunos ao palácio para os tranquilizar em como vai se empenhar pessoalmente na busca de uma solução. Os alunos prometeram esperar pelas diligências do Presidente e também anunciaram que não vão mais fazer protestos de rua.





Para já as associações dos alunos das escolas públicas prometem não organizar protestos nas ruas, como aconteceram na sexta-feira passada.
É que o presidente da Guiné-Bissau, que recebeu esta quarta-feira representantes dos alunos, prometeu intervir no sentido de evitar que os professores iniciem a greve geral de 16 dias uteis anunciada para começar na quinta-feira, dia 16 de fevereiro e decorrer até dia 07 de março.
Tcherno Indjai, um porta-voz das associações estudantis disse que pelas promessas do Presidente José Mário Vaz a greve não irá acontecer e se assim for os alunos não irão voltar a sair às ruas em protestos como aconteceram na semana passada.
Entretanto, o primeiro-ministro, Aristides Gomes continua a garantir que os salários dos professores estão já a ser pagos e que já deu ordens para publicação ainda esta semana no Boletim Oficial do estatuto da carreira docente.
A questão agora que aflige aos alunos e aos pais é saber se os sindicatos mesmo com isso tudo vão mesmo para greve.
fonte: RFI

Higino Carneiro investigado por sete crimes e proibido de deixar Angola.

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Peculato, corrupção passiva e branqueamento de capitais entre as acusações

Peculato, corrupção passiva e branqueamento de capitais entre as acusações
O deputado e antigo ministro e governador Higino Carneiro foi colocado sob Termo de Identidade e Resdência (TIR) e está proibido de deixar Angola, revela a Procuradoria-Geral da República (PGR) em nota divulgada nesta quarta-feira, 13.
As medidas, que incluem a obrigatoriedade de o antigo vice-presidente da Assembleia Nacional de comparecer com regularidade às autoridades, foram impostas um dia depois de Carneiro ter sido ouvido em interrogatório pela Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), da PGR
A nota esclarece que Higino Carneiro foi ouvido na condição do antigo governador de Luanda, sobre “actos de gestão danosa de bens públicos”, alegadamente praticados em 2016 e 2017.

Um dos antigos homens fortes do regime de José Eduardo dos Santos, o actual deputado do MPLA é investigado, segundo a PGR, por “indícios da prática dos crimes” de peculato, violação de normas de execução do plano e orçamento, abuso de poder, associação criminosa, corrupção passiva e branqueamento de capitais.
O processo segue os seus trâmites na PGR, enquanto Higino Carneiro continua a desempenhar a sua actividade de deputado à Assembleia Nacional.
General e empresário, Carneiro foi ministro das Obras Públicas e governador das províncias de Luanda, Kwanza Sul e Cuando Cubango.
No início da actual legislatura ele foi eleito vice-presidente da Assembleia Nacional, mas foi afastado depois devido, segundo explicou o MPLA na altura, ao processo de renovação dos órgãos.

fonte: VOA

    Guiné-Bissau: Um novo braço-de-ferro entre Presidente e o Governo.

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    As divergências persistem a pouco mais de 48 horas do início da campanha eleitoral, sob muita agitação social.
    fonte: DW África
    Westafrika: Guiné-Bissau: Wahlen (DW/B. Darame)
    A pouco mais de 48 horas do início da campanha eleitoral para as legislativas do próximo dia 10 de março, a Guiné-Bissau vive momentos de muita agitação social. O Governo propõe uma mulher para liderar o ministério do Interior, enquanto o Presidente José Mário Vaz quer o homem da sua confiança no cargo.
    Nas ruas da capital guineense, observadores constatam um grande mistério à volta da nomeação do novo ministro do Interior, na sequência de divergências entre o Presidente da República e o Governo no que concerne à pessoa que deverá ser o titular da pasta.
    Uma mulher para o cargo
    O primeiro-ministro Aristides Gomes propôs nesta quarta-feira (13.02.) ao Presidente José Mário Vaz a nomeação de uma mulher, cujo nome ainda não foi revelado para garantir a segurança de todo o processo eleitoral.
    Guinea-Bissau - Aristides Gomes, Premierminister von Guinea Bissau (Präsidentschaft von Guinea-Bissau)
    Aristides Gomes
    Mas fontes oficiais confirmaram à DW que José Mário Vaz não concordou com a proposta e quer indicar para o cargo um homem da sua confiança. A atitude não agrada ao Governo.
    Após uma reunião de quase 40 minutos, o primeiro-ministro Aristides Gomes disse apenas que foi discutida a questão da segurança eleitoral, sem contudo adiantar mais detalhes.
    O presidente da Comissão Nacional de Eleições, José Pedro Sambú, foi entretanto ao Palácio Presidencial manifestar a sua inquietação com a segurança eleitoral, nas vésperas do início da campanha eleitoral, marcado para sábado (16.02.).
    "O Presidente garantiu-nos que vai nomear brevemente o ministro do Interior. Como sabem é o interlocutor direto da CNE (Comissão Nacional de Eleições) durante o processo eleitoral e nós manifestamos essa preocupação ao Presidente da República, no sentido de resolver rapidamente essa situação. Estamos preocupados porque até agora ainda não se constituiu a força conjunta que faz segurança e acompanha os materiais eleitorais que são distribuídos às comissões regionais de eleições e vamos entrar na fase da campanha eleitoral que é preciso garantir a segurança", disse.
    Também as organizações da Sociedade Civil reuniram-se com o Presidente guineense para pedir que nomeie o mais breve possível o novo titular da pasta do Interior.
    Ouvir o áudio03:11

    Guiné-Bissau: Um novo braço-de-ferro entre Presidente e o Governo

    Fodé Carambá Sanhá é o porta-voz das organizações da Sociedade Civil e em declarações à imprensa disse que "não podíamos declinar desta preocupação, até já enviamos uma carta ao Presidente da República, pedindo que se tome diligências no sentido de nomear com mais brevidade possível, antes do início da campanha eleitoral, o ministro do Interior".
    Recorde-se, que a Guiné-Bissau está há mais de três meses sem ministro do Interior, desde que o chefe de Estado demitiu das funções, em novembro de 2018, Mutaro.
    Acabar com impasse entre Governo e professores
    Entretanto, o impasse persiste enquanto aumenta a agitação social nas ruas de Bissau com jovens não-identificados a convocarem, em nome dos alunos, protestos e atos de vandalismo, perturbando desta forma a ordem pública.
    A Rede dos Estudantes tem demarcado publicamente desses atos e pede que esses indivíduos sejam responsabilizados. Nesta quarta-feira, as associações de estudantes da Guiné-Bissau reuniram-se com o Presidente José Mário Vaz para pedir que intervenha para acabar com o impasse entre o Governo e os sindicatos dos professores, que iniciam uma nova greve na quinta-feira.
    Guinea-Bissau Proteste gegen den Lehrerstreik in Bissau (DW/B. Darame)
    Protesto em Bissau contra greve dos professores
    "O Presidente disse que vai usar toda a influência junto do Governo para atender às reclamações dos professores", afirmou Tcherno Indjai, daquele movimento estudantil, depois do encontro com o chefe de Estado guineense.
    Em declarações aos jornalistas, os representantes das associações de estudantes afirmaram que não convocaram nenhum protesto para esta quarta-feira e que há pessoas que querem aproveitar-se da situação.
    Pacto de estabilidade assinado na quinta-feira?
    Os estudantes salientaram que estão interessados numa solução e não em sair à rua, tranquilizando as pessoas de que não vão realizar protestos nos próximos dois dias.
     A greve de 16 dias dos professores das escolas começa na quinta-feira, na mesma altura em que os atores políticos guineenses deverão assinar um Pacto de Estabilidade Política e Social e o Código de Conduta e Ética Eleitoral, visando garantir a paz e permitir que o processo eleitoral decorra sem perturbações.
    O pacto de estabilidade é uma ação conjunta do Movimento Nacional da Sociedade Civil e da Comissão Nacional Caminhos para o Desenvolvimento em articulação com a Assembleia Nacional Popular e a Presidência da República, envolvendo várias entidades, inclusive os partidos políticos.

    Moçambique: Reina o silêncio sobre detenção do jornalista moçambicano Amade Abubacar.

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    Defesa de Amade Abubacar continua à espera de uma resposta ao segundo pedido de liberdade provisória, feito na semana passada. Jornalista está detido há mais de um mês na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.
    fonte: DW África
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    Até agora, reina o silêncio das autoridades sobre a detenção
    Há uma semana que a defesa do jornalista Amade Abubacar espera uma resposta a um pedido de liberdade provisória, sob pagamento de caução. Este já é o segundo pedido desde que o jornalista foi detido a 5 de janeiro na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, quando fotografava famílias que fugiam da região com medo de ataques. O primeiro não foi respondido atempadamente.
    Amade Abubacar é acusado de crimes de violação do segredo de Estado e incitação à desobediência com recurso a meios informáticos.
    Sem gravar entrevista, Jonas Wazir, presidente do núcleo em Cabo Delgado da organização de defesa da liberdade de imprensa MISA-Moçambique diz, no entanto, que, desta vez, espera uma resposta favorável.
    A DW África tentou falar com o Tribunal Judicial Provincial de Cabo Delgado acerca do andamento do processo, mas foi-nos informado que o porta-voz do tribunal encontra-se ausente.
    Jornalista escrevia para o jornal "Carta de Moçambique"
    Na segunda-feira (11.02), o jornal "Carta de Moçambique" publicou no seu portal um artigo em que assume que, na altura da detenção, Amade Abubacar trabalhava como seu correspondente em Macomia e escrevia sobre os ataques armados que ocorrem em alguns distritos de Cabo Delgado.
    "Contrariando uma narrativa das autoridades oficiais, segundo a qual o Amade Abubacar não estava a trabalhar para nenhum outro jornal no dia em que foi detido, o que nós fizemos foi desmentir isso, provando que ele estava a trabalhar para a Carta", explica o diretor do jornal, Marcelo Mosse.
    Marcelo Mosse
    Marcelo Mosse: "Estamos dispostos a ir até às últimas consequências"
    "Achámos que era útil publicar esta informação para mostrar que qualquer suspeita de que ele não estava a trabalhar para nenhum outro órgão é infundada", sublinha o jornalista.
    Amade Abubacar assinava na "Carta de Moçambique" com o pseudónimo Saíde Abibo. Com a colaboração do jornalista, a "Carta tornou-se numa das principais fontes de informação  sobre a insurgência em Cabo Delgado", revelou o jornal.
    Em entrevista à DW África, o diretor Marcelo Mosse refere que as acusações do Ministério Público sobre Amade Abubacar são um equívoco, apelando por isso à classe jornalística a não cruzar os braços para defender o colega. Disse ainda que a "Carta de Moçambique" está disponível para testemunhar a favor de Abubacar em tribunal. "Ele é nosso colega e estamos dispostos a ir até às últimas consequências, para que se prove que, pelo menos, ele era nosso colaborador", diz Marcelo Mosse
    Amade Abubacar denunciou, no mês passado, à Ordem dos Advogados de Moçambique que foi torturado por militares, depois da sua detenção a 5 de janeiro. Várias organizações de defesa dos direitos humanos têm pedido a libertação imediata do jornalista. Abubacar não vê a esposa, os filhos e o irmão desde que foi detido.



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