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terça-feira, 24 de abril de 2012

PAIGC suspeita de "mão" de Indjai no golpe guineense.

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

General António Indjai (à direita) com o almirante Zamora Induta, que derrubou da chefia das forças armadas, em Abril de 2010. Dois anos mais tarde, caíram os líderes civis.



General António Indjai (à direita) com o almirante Zamora Induta, que derrubou da chefia das forças armadas, em Abril de 2010. Dois anos mais tarde, caíram os líderes civis.
Porta-voz do partido recusa "entrar em campos de especulação" mas diz que é preciso esclarecer quem está por detrás do golpe militar.
A alegação de um contra-golpe do PAIGC "dá vontade de rir. O caminho do PAIGC é o caminho do diálogo", Fernando Mendonça, do PAICG
O partido maioritário da Guiné-Bissau, PAIGC, suspeita que o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, António Indjai, seja o líder do golpe militar deste mês, mas pretende que a questão seja esclarecida publicamente.
Numa entrevista à Voz da América (VOA), o dirigente daquele partido, Fernando Mendonça disse que "o PAIGC não tem informações de que o general Indjai esteja detido. Aliás, o comunicado que criava o Conselho Nacional de Transição dizia que as actuais chefia militares mantinham-se. Ora, se as actuais chefias militares mantêm-se então o chefe das actuais chefias militares é o general António Indjai".
Instado pela VOA a dizer se é esse facto que leva o partido a pensar que Indjai está relacionado com o golpe, Mendonça referiu que o PAIGC "não quer entrar em campos de especulação. Nós queremos, e a sociedade guineense merece, saber qual é o líder do golpe".
O partido que se encontrava no poder na altuira do golpe militar rejeita participar em qualquer diálogo interno para resolver a crise, enquanto não se souber quem é o líder dos golpistas. António Indjai ainda não foi visto nem ouvido em público, desde o golpe da noite de 12 de Abril.
A acção foi assumida por um "Comando Militar" que tem como porta-voz o tenente-coronel Daba Na Walna, que para além de militar jurista com o grau de mestre pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa.
Fernando Mendonça rejeita, por outro lado, alegações de que o PAIGC esteja a preparar, ou envolvido em, qualquer contra-golpe. O secretário de Estado, do governo deposto, com a pasta dos antigos combatentes, general Fodé Cassamá, for preso sexta-feira junto à fronteira com o Senegal devido ao que fontes militares descreveram como suspeitas de alegado envolvimento num contra-golpe.
"Sinceramente, dá vontade, apesar das dificuldades neste momento, de rir", disse Fernando Mendonça insistindo que o PAIGC "está a defender os valores da constuituição, da via legal e não violenta" e afirma não saber as razões por que o general Cassamá foi detido.
"O PAIGC não está por trás de nenhumas manobras ou tentatiovas de, por via da força, resolver isto. Não é este o caminho do PAIGC; o caminho é o caminho do diálogo" tendo condições a libertação dos membros do governo, o regresso à ordem constitucional e a conclusão do processo eleitoral, declarou Mendonça.
fonte: VOA

Guiné-Bissau: Secretário de Estado preso por suspeita de "contra golpe".

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Tenente Coronel Daba na Walna porta-voz do Comando Militar que tomou o poder em Bissau (foto de arquivo)
Foto: AFP
Tenente Coronel Daba na Walna porta-voz do Comando Militar que tomou o poder em Bissau (foto de arquivo)
Bissau: CEDEAO reune-se com junta militar
Enquanto isso a capital regressava lentamente à normalidade com a reabertura do aeroporto e das fronteiras terrestres e com o recomeço das actividades bancárias.
Fontes militares em Bissau confirmaram a detenção do secretário de Estado guineense para os Combatentes da Liberdade da Pátria.
O brigadeiro-general Fodé Cassamá foi detido durante o fim de semana e a ocorrência já tinha sido denunciada pelo PAIGC, o partido no poder até ao golpe militar deste mês.
Fontes na capital guineense disseram que aquele membro do governo estava, alegadamente, sob suspeita de tentar organizar um "contra golpe" e foi preso a tentar passar a fronteira entre a Guiné-Bissau e o Senegal.
Uma comissão técnica da CEDEAO esteve entretanto reunida com a junta militar que controla o país para tentar encontrar uma solução para a crise político-militar.

Enquanto isso a capital regressava lentamente à normalidade com a reabertura do aeroporto e das fronteiras terrestres e com o recomeço das actividades bancárias.

De facto, Bissau voltou um pouco a reviver os movimentos normais, com bancos e agências de transferências de dinheiro reabertos, mas limitados ou reduzidos em termos de horários de atendimento, não obstante as longas filas de espera por parte dos clientes que aguardam algo para receber do estrangeiro.

São encomendas de amigos, familiares ou conhecidos, mediante a projetada carência de produtos alimentares, sobretudo no interior do país, para onde muitos guineenses da capital fugiram e consequentemente regista-se ai a especulação de preços, conforme relatos das pessoas que lá se deslocaram. Em Bubaque, zona insular do país, onde 50kg de arroz custava entre 15 a 17 mil francos Cfa, correspondente a pouco mais de 30 dólares, passa agora a custar 25 mil francos Cfa, ou seja, 50 dólares.  

As fronteiras, sejam elas, terrestres, marítimas e aéreas já estão reabertas, tanto assim que os voos de TACV, e Air Senegal já estão a operar, devendo  a TAP, transportadora área portuguesa,  retomar em breve os seus voos para Bissau.   

Na perspectiva politica, de registar que a Comissão Técnica da CEDEAO já está no país, enquanto a entidade tida pelo Comando Militar como a mais próxima e compreensiva quanto aos motivos da revolta. A Comissão reuniu-se com os militares e políticos, tentando obter uma saída pacífica e consensual da crise. Crise essa que está a ser marcada pela disputa desenfreada do poder, com a oposição a tentar deter o poder e o PAIGC a exigir a devolução efetiva de governação, argumentando ser o vencedor das últimas eleições legislativas, tanto assim que reclama a libertação do seu Presidente e Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, assim como Raimundo Pereira, Presidente da Republica interino.

Mas, sectores militares continuam relutantes quanto a estas exigências, alegando, em particular, não haver segurança para ceder liberdade aos dois, porquanto não há ainda um governo que possa assumir as rédeas da administração do Estado. O mesmo Comando Militar, em reação a projetada manifestação dos partidos políticos que apoiaram Carlos Gomes Júnior na primeira volta das presidenciais do passado dia 18 de Marco, denominado Frente Ante Golpe, a qual estava prevista para hoje, emitiu um comunicado, onde reitera a sua firme posição em não permitir a realização de marchas ou qualquer manifestação, ao mesmo tempo que anunciava ter criado no Estado-maior um fórum de concertação para uma analise e confrontação de ideias que possam conduzir o pais a uma imediata saída da presente crise. Disse o Estado-General das Forcas Armadas, que este fórum esta aberto aos partidos políticos, sociedade civil, igrejas católica, evangélica, muçulmana, e pessoas singulares.  

Enquanto isso, o atual Presidente interino da Assembleia Nacional Popular, Manuel Serifo Nhamadjo, um dos cinco candidatos que contesta resultados da primeira volta do escrutínio de Marco passado, por sinal, destacado dirigente do PAIGC, partido do qual Carlos Gomes Júnior é presidente, depois de ter rejeitado assumir o cargo de chefe de estado interino, na substituição de Raimundo Pereira, funções indicadas por parte do Fórum dos Partidos políticos da Oposição, no quadro da Carta de Transição, quase que extinguida, iniciou este fim-de-semana consultas inter partidárias para encontrar uma saída ao presente cenário. 

Reuniu-se com os partidos políticos parlamentares e extraparlamentares, cujas opiniões maioritárias convergiram-se numa solução baseada em Constituição da Republica, pondo de lado a rutura constitucional, inicialmente assumida pelas Formações Politicas, signatárias do acordo para Estabilização e Manutenção da Ordem Constitucional e Democrática. 

Manuel Serifo Nhamadjo quer que a solução politica derivada deste Golpe de Estado passe pela Assembleia Nacional Popular, centrando sobre si todas as negociações e decisões sobre a crise.

Por outro lado, Angola poderá manter o contingente militar que mantém estacionado na Guiné-Bissau, caso se verifiquem "mudanças na atitude das autoridades" guineenses e estiverem reunidas "condições políticas e a legalidade democrática for reposta", noticiou a agência Angop.

Citando um comunicado do governo, a Angop salienta que se mantém, contudo, a decisão anunciada há cerca de duas semanas relativamente à retirada da Guiné-Bissau da missão angolana de apoio à reforma do sector militar e de segurança guineense, Missang.

Angola mantém desde 21 de Março em Bissau cerca de 200 efectivos das suas forças armadas e polícia nacional, integrados na Missang.
fonte: VOA

Riqueza em recursos naturais provoca chuva de investimentos estrangeiros em Moçambique.

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O interesse da Shell em explorar o gás moçambicano está a agitar Maputo. A petrolífera anglo-holandesa tenta a todo o custo obter as ações da Cove Energy, que explora o recurso em Moçambique.
Nos últimos tempos Moçambique tem atraído muito investimento estrangeiro, com as descobertas de gás natural. A empresa irlandesa Cove Energy colocou à venda 8,5% das ações que detém na prospecção de hidrocarbonetos liderada pela norte-americana Anadarko. A empresa tailandesa PTT manifestou interesse, tal como a Shell.
Assédio da Shell

Plataforma petrolífera flutuante da Shell
Plataforma petrolífera flutuante da Shell
Entretanto o assédio da Shell tem sido tão grande que está a provocar uma agitação neste mercado. A Cove Energy, por seu lado, já demonstrou a sua satisfação pela oferta da Shell, que agora subiu para 1,37 mil milhões de dólares. Mas o que pode representar para Moçambique.
Sebastian Meiler da Economista Intelligence Unit acredita que estas riquezas consequente chuva de investimentos estrangeiros significa "a mudança da estrutura econômica" de Moçambique. O Economista, acredita que "nos próximos dois anos veremos importantes investimentos na indústria extrativa, principalmente do gás. Isso irá impulsionar o crescimento da economia moçambicana, atrair investimento adicional também para infra-estruturas e para o sector privado".
Críticas ao governo
Enquanto a disputa entre as empresas prossegue, o governo moçambicano estuda formas de atrair mais valias desta situação. Mas Maputo já fez saber que vai taxar a operação de compra das ações da Cove Energy com um imposto de 12,8%. Entretanto, o governo moçambicano tem sido alvo de várias críticas a nível interno e externo por falta de transparência e por não tirar os devidos proveitos dos mega-projetos, facto que prejudica o país.
Para Sebastian Merley os resultados destes investimentos, em termos de desenvolvimento do país, podem ser positivos se o governo mantiver "as coisas claras com os investidores, em termos de transparência, no que diz respeito à forma de taxação na transação entre a Cover Energy e as empresas interessadas".
O economista defende que os cidadãos têm de saber quanto o governo ganha com esta transação. Mas também é tarefa do governo, acrescenta Merley, "investir em infra-estruturas, mas também noutros sectores".
Boas perspectivas de crescimento mas...
De acordo com previsões da Economist Intelligence Unit, Moçambique vai ter um crescimento forte atingindo uma média de 8% ao ano, devido, principalmente, ao sector mineiro. Apesar das boas perspectivas de crescimento económico apresentadas pelo próprio governo e por instituições internacionais, as condições de vida das populações ainda são difíceis.

Segundo a Economist Intelligence Unit, as condições de vida das populações ainda são difíceis. Na foto: pessoas a vender no mercado informal
Segundo a Economist Intelligence Unit, as condições de vida das populações ainda são difíceis. Na foto: pessoas a vender no mercado informal
A sociedade civil local tem relatado casos em que as comunidades em redor dos mega-projectos não registaram melhorias assinaláveis. E a este propósito a Economist Intelligence Unit considera que o governo deve providenciar mais benefícios à população.
Por outro lado a organização tem uma previsão otimista para o país, sob o ponto de vista do comércio internacional. Segundo Sebastian Melier, "É certo que Moçambique se tornará um importante interveniente no comércio internacional. A Anadarko tem muito interesse no gás, o que significa que ele será vendido para vários lugares."
Autora: Nádia Issufo
Edição: Carla Fernandes/António Rocha

fonte: DW

Curtas notícias da Guiné-Bissau

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Guiné-Bissau: Chefes de diplomacia advertem que UE está "pronta" a aplicar sanções.


Luxemburgo, 23 abr (Lusa) -- Os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus, reunidos hoje no Luxemburgo, advertiram que a União Europeia está "pronta" a aplicar sanções contra os responsáveis pela instabilidade na Guiné-Bissau, reiterando que não reconhecem o autoproclamado "conselho de transição".
De acordo com o texto das conclusões sobre a Guiné-Bissau hoje adotado pelos 27 no Luxemburgo, sem alterações relativamente ao projeto já avançado na passada sexta-feira pela agência Lusa, "a União Europeia está pronta a impor medidas restritivas contra os indivíduos que continuam a levar a cabo ou a dar apoio a atos que ameaçam a paz, a segurança e a estabilidade da Guiné-Bissau".
Fonte diplomática adiantara à Lusa na passada sexta-feira que no Conselho de Negócios Estrangeiros de hoje não seria tomada uma decisão quanto à aplicação de sanções, mas indicou que o processo que poderá levar às mesmas terá efetivamente início durante esta semana, com uma primeira análise de quem poderá figurar na eventual lista de pessoas sujeitas a medidas restritivas por parte da UE.

Assembleia Nacional aprova resolução sobre situação na Guiné-Bissau 

Luanda   – A Assembleia Nacional (AN) aprovou hoje, terça-feira, em Luanda, uma resolução sobre a situação vigente na Guiné-Bissau, na qual condena com veemência o golpe militar ocorrido naquele país a 12 de Abril de 2012.

O texto, aprovado com 161 votos a favor, nenhum contra e 26 abstenções de todos os deputados da oposição, exige a reposição da ordem jurídico-constitucional na Guiné-Bissau.


No documento, os deputados exigem igualmente a libertação “imediata e incondicional” de todas as autoridades que se encontram presentemente detidas na Guiné-Bissau, na sequência do golpe de Estado.

Neste sentido, os deputados recomendam o apoio a todas as iniciativas do Executivo angolano e da comunidade internacional que visam restabelecer a ordem constitucional, a paz e segurança na Guiné-Bissau.


A votação sucedeu depois da informação sobre a implementação dos acordos entre as repúblicas de Angola e da Guiné-Bissau, prestada pela secretária de Estado das Relações Exteriores para a Cooperação, Exalgina Gambôa.


A sessão está a ser orientada pelo presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma.

fonte: ANGOP


Angola: o 1º dos doutores feitos em casa.

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A Universidade Agostinho Neto (UAN) atribuiu, pela primeira vez nos seus mais de trinta anos de percurso, o grau de doutor a um discente. O homem que fez história é Mulangu Malenga Justin, tem 69 anos de idade e é de nacionalidade democrato-congolesa, tendo nascido em Lubumbashi.
Está ligado também à primeira universidade pública angolana por via da docência, ensinando química naquele centro de altos estudos.
O acontecimento ocorreu na terçafeira desta semana, dia 17 de Abril de 2012.
Presidido pelo reitor da UAN, Orlando Manuel José Fernandes da Mata, o corpo de júri teve como arguentes o professor Carlos Diakanamwa e os docentes lusos Alírio Rodrigues, Arminda Alves e Patrícia Valentão. O painel aprovou a tese e a dissertação do candidato com distinção e louvor.
“O candidato foi aprovado com distinção e louvor, sendo-lhe atribuído, pela UAN, a graduação de Phd”, realçou o presidente do júri.
Mulangu Malenga Justin defendeu, durante 140 minutos, uma tese na área de engenharia química, intitulada “Contribuição para o Estudo de Plantas Medicinais em Angola com Actividade Hepato-Protectora: caracterização do perfil fenólico da Boerhaavia Diffusa L”.
A pesquisa foi direccionada para a extracção, separação e identificação dos compostos activos da Boerhaavia Diffusa L e avaliação da sua origem geográfica, a natureza do solo e as condições climáticas sobre a quantidade de compostos activos.
A investigação debruçou-se também sobre a riqueza do país em termos de plantas medicinais.
Em declarações à imprensa, no final do evento, Mulangu Malenga Justin disse que as investigações levaram cerca de dez anos e foram bastante profícuas.
“Tive que ler, investigar e estudar muito e de forma dedicada, mas no final de tudo valeu a pena, visto que obtive uma nota positiva”, realçou.
Disse que, apesar da idade avançada e com várias responsabilidades académicas e familiares, conseguiu obter o grau de Phd, por isso espera que esse gesto sirva de exemplo para os mais jovens.
“Espero que os jovens sigam o meu exemplo e procurem sempre concluir a sua formação, a fim de contribuírem, cada vez melhor, no processo de desenvolvimento do país”, sublinhou.
O acto, realizado no auditório do Campus Universitário, em Camama, contou com a presença do secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, João Sebastião Teta, assim como de académicos, estudantes entre outras entidades nacionais e estrangeiras.

“A INDEPENDÊNCIA INTELECTUAL DE ANGOLA”
No entender de João Sebastião Teta, ele próprio um antigo reitor da Universidade Agostinho Neto e hoje a exercer a função de secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, o primeiro doutoramento saído da UAN pode ser visto que “hoje (17 de Abril 2012) é o dia da aquisição da independência intelectual de Angola”.
O estudioso acrescentou que o trabalho de Malenga Justin “é o desabrochar da investigação científica em Angola”, frisando que “o doutoramento é um passo fundamental para o ensino superior”.
Emocionado, João Sebastião Teta disse que o país está a dar os primeiros passos para a investigação científica e um dos indicadores da qualidade de ensino e da investigação é o número de doutores formados por ano. “Este é o primeiro, mas esperamos que continuemos a formar doutores”, sublinhou.

DE ONDE SE SAI
No uso da palavra, o professor doutor Orlando da Mata, na sua qualidade de reitor da Universidade Agostinho Neto, lembrou que os primeiros cursos de pós-graduação foram atribuídos nos anos noventa e em 2000 o Senado Universitário aprovou o regulamento dos mestrados e doutoramentos.
Recordou igualmente que a UAN é o primeiro estabelecimento público de ensino superior em Angola, herdeira do património da Universidade de Luanda.
Explicou também que a Universidade Agostinho Neto tem como atribuições organizar cursos de pósgraduação, de bacharelato e de licenciatura, além de desenvolver actividades de investigação científica, tecnológica e de inovação. 

Universidades de Angola e Brasil ligadas
Desde quinta-feira última, 19, a Universidade Agostinho Neto (UAN) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, sedeada no Ceará (Brasil), estão ligadas por um convénio assinado em acto solene no moderno Campus Universitário de Camama, em Luanda.
Amparado pelos respectivos reitores, Professores Doutores Orlando Manuel José Fernandes da Mata (Angola) e Paulo Speller (Brasil), o acordo assenta as bases para uma cooperação em que as duas partes aceitarão, “sob consentimento mútuo e existência de condições apropriadas”, qualquer programa oferecido e proposto por qualquer das partes como desejável, executável e que venha a contribuir para o fomento e o desenvolvimento de relações de cooperação entre as duas partes.
O entendimento abarca um vasto campo, como o intercâmbio de membros do corpo docente e do quadro técnico de nível superior; intercâmbio de estudantes; elaboração de actividades conjuntas de ensino e pesquisa; participação em seminários e encontros académicos; participação em programas académicos especiais de curta duração; desenvolvimento de actividades de intercâmbio cultural, entre vários outros itens. A ligação quintafeira definida em documento escrito terá uma duração de cinco anos, passível de ser prorrogada, bastando, para tal, nota redigida com antecedência de pelo menos seis meses.

fonte: OPAIS.NET

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