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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Analistas: Sissoco Embaló "preocupa-se mais com a CEDEAO" e esquece a Guiné-Bissau.

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Após assumir a presidência do bloco regional, o comportamento do Presidente guineense tem sido alvo de críticas: Umaro Sissoco Embaló ausenta-se de compromissos governamentais, marcando presença nas agendas da CEDEAO. Presidente da Guiné-Bissau é acusado de usar presidência da CEDEAO para fins eleitoralistas Desde que assumiu a presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a 3 de julho de 2022, o Presidente da República da Guiné-Bissau tem-se desdobrado em viagens para participar em reuniões da organização regional, mas "esquece-se dos problemas reais das pessoas reais", afirma Guerry Gomes Lopes, Coordenador Nacional do "FOSCAO", o Fórum das Organizações da Sociedade Civil da África Ocidental, em entrevista à DW África. E explica: "O Presidente da República não dá relevância aos problemas da Guine-Bissau, preocupa-se mais com a questão da CEDEAO, preocupa-se mais com as suas representações internacionais. Não quer dizer que não sejam importantes essas representações. Ele é atualmente presidente CEDEAO, e portanto cabe a ele representar o pais nessa organização. Mas - mais do que isso - ele deve representar os interesses dos seus cidadãos e por isso ele deveria zelar melhor pelo normal funcionamento das instituições na Guiné-Bissau". Guinea-Bissau Gesamtaufnahme der Stadt Bissau "Problemas reais de guineenses reais são menosprezados", afirmam alguns observadores Analista acusa Presidente de "comportamento eleitoralista" Rui Jorge Semedo, sociólogo e analista político guineense, também lança severas críticas a Umaro Sissoco Embaló, pela maneira como - na sua opinião - tem tentado tirar proveito e dividendos políticos da presidência da CEDEAO, a cinco meses das eleições antecipadas por ele convocadas. Nas palavras do analista Rui Jorge Semedo, "a Guiné-Bissau caminha em direcão a um processo eleitoral e certamente que esta presidência da CEDEAO é mais um trunfo para o Presidente da República para conduzir o processo a seu favor". Rui Jorge Semedo vai mais longe, afirmando que os interesses e as ambições pessoais do Presidente guineense raramente coincidem com os interesses do país e do povo que o elegeu: "Penso que quem tem a ganhar mais com esta ascensão é o Presidente da República e não a própria Guiné-Bissau. Esta presidência visa apenas reforçar a influência do Senhor Presidente da República, quer a nível interno na Guiné-Bissau, quer no seio da própria organização". Guinea-Bissaus I Guerry Gomes Lopes I FOSCAO Guerry Gomes Lopes, Coordenador Nacional das "Organizações da Sociedade Civil da África Ocidental“ critica Presidente da Guiné-Bissau Primeira presidência da CEDEAO para um PALOP A CEDEAO é composta por 15 países, na sua maioria francófonos e anglófonos. Apenas dois países da região - Cabo Verde e a Guiné-Bissau - têm o português como língua oficial, mas nem um nem o outro tinham até à data sido escolhidos para a presidência da conferência dos chefes de Estado da organização. O analista guineense Rui Jorge Semedo saúda o facto de a escolha ter finalmente recaído sobre um PALOP, mas é da opinião de que Cabo Verde teria sido uma escolha melhor: "Esta presidência da Guiné-Bissau não é uma presidência que realmente pode contribuir para a democratização da comunidade oeste-africana e para a boa governação e o respeito pelos direitos fundamentais nos países que a integram. O país indicado para lidar com esses dossiês seria sem duvida Cabo Verde e não a Guiné-Bissau". Guinea-Bissau Rui Jorge Semedo, Politologe Sociólogo Rui Jorge Semedo: "CEDEAO teria feito melhor em escolher Cabo Verde para a presidência" Opinião partilhada por Guerry Gomes Lopes, Coordenador Nacional do "FOSCAO". Ao escolher um país com graves défices democráticos para presidir à organização, a CEDEAO prova que não está verdadeiramente interessada nos cidadãos, mas sim nas elites politicas que os governam: "Isto é uma CEDEAO que não se preocupa com as populações, é uma CEDEAO dos chefes de Estado", critica. "Para nós, não há grande expetativa com essa presidência da Guiné-Bissau na CEDEAO, porque temos um Presidente que está a fazer tudo para implementar um regime ditatorial, um regime em que o poder se está a concentrar na figura do próprio Presidente; e isso afeta o funcionamento das instituições da própria CEDEAO", afirma Gomes Lopes. fonte: DW Africa

ANGOLA: FUNERAL (DIGNO) SIM… DEPOIS DAS ELEIÇÕES.

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Os filhos mais velhos do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, comprometem-se a colaborar na realização de um funeral nacional, mas só após as eleições de 24 de Agosto e pedem um mausoléu para acolher os restos mortais. Numa carta subscrita por cinco dos seus descendentes (Isabel, José Filomeno “Zenu”, Welwitschea “Tchizé”, Joess e José Eduardo Paulino “Coreon Dú”), os filhos do antigo Presidente da República expressam “profunda gratidão ao povo de Angola” e a todos os que partilham a sua tristeza, pedindo respeito pelo luto. “Seja qual for o resultado das próximas eleições, no futuro, nós, a família, junto das instituições e do Presidente eleito, colaboraremos na união da Nação e a organizar com tempo necessário as condições para homenagem e o funeral nacional do Pai da Nação, o nosso pai, Eng. José Eduardo dos Santos, para que um dia este em dignidade e respeito descanse em paz na terra dos seus antepassados”, prometem os filhos mais velhos, na carta. “Nós, os filhos do Eng. José Eduardo dos Santos, apelamos a todos a respeitarem os nossos costumes, os nossos valores ancestrais e as nossas crenças religiosas. O nosso pai tem esse direito e ninguém o pode contestar”, apelam, salientando que na tradição africana o tempo de luto é “um tempo de reflexão e reconciliação”. A família de José Eduardo dos Santos, que faleceu no passado dia 8 de Julho em Barcelona, e o Governo angolano estão envolvidos numa disputa judicial quanto à entrega e trasladação do corpo de ex-chefe de Estado, que tem oito filhos, de cinco mulheres. De um lado, estão os cinco irmãos mais velhos que, nesta carta, rejeitam celebrar as exéquias antes das eleições em Angola, onde correm processos judiciais contra Isabel dos Santos; do outro, está a formalmente viúva e mãe de três outros filhos de José Eduardo dos Santos, Ana Paula dos Santos, que estava afastada do marido há alguns anos, ressurgindo a seu lado nos últimos meses. Ana Paula dos Santos foi a interlocutora do Governo angolano quando o marido se encontrava internado na clínica de Barcelona, onde acabou por falecer, e é apoiada pelo Governo que pretende fazer um funeral de Estado em Luanda, mas viu chegar ao fim os sete dias que decretou para o luto nacional sem a presença do corpo no velório, estando dependente da decisão dos tribunais espanhóis. OS (SENSATOS) CONSELHOS DA UNITA Recorde-se que o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, aconselhou o Governo do MPLA a tirar do plano público a “má imagem de conflitualidade” devido às divergências sobre o funeral de José Eduardo dos Santos, que são consequência da perseguição que moveu contra o ex-presidente de Angola. Adalberto da Costa Júnior disse, num encontro com jornalistas, que, enquanto presidente da UNITA, desde o início chamou a atenção para as “perseguições e protecções”, numa alusão à perseguição selectiva da família de Eduardo dos Santos pela justiça do MPLA. “No meu primeiro discurso público chamei a atenção para os riscos da perseguição ao ex-presidente da República, indicando que esta postura não traria resultados positivos para o país e nem para ele próprio [João Lourenço, Presidente da República, do MPLA, recandidato, e Titular do Poder Executivo, no poder há 46 anos]”, afirmou. Esta posição, continuou, mereceu-lhe acusações de “ter sido comprado pela Isabel [dos Santos]”, empresária e filha mais velha sobre a qual recaem processos judiciais em vários países. “E é assim que a imaturidade de quem governa se tem manifestado. Não ouvem os bons conselhos e o que hoje o Governo está a colher são as consequências de uma atitude de perseguição”, frisou Adalberto da Costa Júnior. O líder da UNITA lembrou ainda que quando o ex-presidente se deslocou a Angola, no final do ano passado, foi recebido de forma discreta e sem qualquer cobertura noticiosa por parte da imprensa pública que, aliás, disse que a presença de José Eduardo dos Santos no país “não era notícia”. “Mereceu absoluta ignorância, total, absoluto maltrato. Hoje está-se a chorar no molhado, com a imprudência de estar a gerir mal este dossiê, enviando para Espanha uma equipa para negociar perdões, para negociar aquilo que vem deitar por terra o que se fez de bandeira, que é o combate à corrupção”, criticou Adalberto da Costa Júnior. Questionado sobre a sua ausência no “velório” público que decorreu no Memorial Dr. António Agostinho Neto, com um momento consagrado aos partidos, Adalberto da Costa Júnior criticou os serviços do cerimonial de Estado pela falta de aviso formal e atempado, apelando a que “tratem dos actos de Estado com mais dignidade”. Por outro lado, descreveu as homenagens que decorrem em Angola como um acto de campanha eleitoral: “Então o Estado organiza uma cerimónia de exéquias e tem lá a figura do candidato do MPLA em grande exposição? Eu acho inadmissível este tipo de falta de respeito. Foi uma cerimónia de propaganda do candidato do MPLA ou foi uma homenagem ao ex-presidente da República?”, criticou, referindo-se à presença de fotos de João Lourenço e à bandeira do MPLA. “Afinal a bandeira do país é a bandeira do MPLA e os líderes que foram lá chamados foram prestar um acto de campanha eleitoral do MPLA”, denunciou o líder da UNITA, justificando assim a sua ausência. “Não pode ser assim, o ex-presidente merece as honras e as homenagens, nós achamos que devemos prestá-las, mas não em actos de campanha eleitoral mal preparados”, reforçou. Adalberto da Costa Júnior. Recorde-se (em abono da verdade) que o Presidente João Lourenço, admitiu no dia 22 de Novembro de 2018, em Lisboa, que já sentia “as picadelas” dos afectados pelo combate à corrupção, mas garantiu que “isso não nos vai matar” e vincou que “somos milhões e contra milhões ninguém combate”. [Enquanto vice-presidente do MPLA e ministro da Defesa dormia na ignorância? Pelos vistos, sim. Acordou quando chegou a Presidente da República…] “Quando nos propusemos a combater a corrupção em Angola, tínhamos noção de que precisávamos de ter muita coragem, sabíamos que estávamos a mexer no ninho do marimbondo, que é a designação, numa das nossas línguas nacionais, do terminal da vespa”, disse João Lourenço, respondendo a uma pergunta, no Palácio de Belém, em Lisboa, sobre se a questão do repatriamento de capitais – ilicitamente transferidos para o exterior – não se assemelha a `brincar com o fogo`. “Tínhamos noção de que estávamos a mexer no marimbondo e que podíamos ser picados, já começámos a sentir as picadelas, mas isso não nos vai matar, não é por isso que vamos recuar, é preciso destruir o ninho do marimbondo”, vincou o governante, depois de se ter escusado a comentar as críticas do antigo Presidente e seu mentor político e partidário, José Eduardo dos Santos, e da empresária Isabel dos Santos. Os marimbondos continuam. Só mudaram de lado. Entretanto, João Lourenço conseguiu “matar” o marimbondo-chefe e, agora, até promete “imunidade” temporária às rebeldes e, quiçá, arruaceiras filhas do marimbondo-chefe. É certo que enquanto vice-presidente do MPLA e, entre muitos outros cargos de relevo, ministro da Defesa, João Lourenço comandava o exército de marimbondos e não deixava que ninguém se aproximasse do chefe. Mas, como tudo na vida, mudam-se os tempos, mudam-se os interesses. Daí a “matar” o seu criador foi um passo. Passo corajoso? Nem por isso. Até porque apunhalar pelas costas é a mais completa prova de cobardia. Folha 8 com Lusa

ANGOLA: FILHOS DE ZEDU DEFENDEM UMA AMNISTIA

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Os filhos mais velhos do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, alguns dos quais na mira da selectiva justiça imposta por João Lourenço, defendem uma lei de amnistia geral e o “fim dos processos judiciais e institucionais contra muitos angolanos”. Numa carta em que expõem a sua posição quanto à celebração de um funeral nacional para o pai, que propõem que se realize só depois das eleições (ver texto do Folha 8 “FUNERAL (DIGNO) SIM… DEPOIS DAS ELEIÇÕES”), os cinco filhos mais velhos do ex-Presidente dizem também que “chegou o momento de pedir desculpa” e pôr fim aos processos judiciais. Alguns dos filhos de José Eduardo dos Santos, nomeadamente a mais velha, a empresária Isabel dos Santos e o seu irmão José Filomeno dos Santos “Zenu”, bem como colaboradores próximos do ex-Presidente (como o foi na mesma altura o próprio general João Lourenço), como os generais “Dino” e “Kopelipa” enfrentam processos nos tribunais angolanos, o que é visto como uma justiça selectiva e, igualmente, acerto de contas propriamente ditas. O Presidente João Lourenço, que recebeu o poder das mãos de Eduardo dos Santos e tomou posse em Setembro de 2017, elegeu como escudo de protecção do seu próprio passado a luta contra a corrupção, pondo os tribunais a neutralizar todos aqueles seus colegas, e respectivos familiares, que beneficiaram mais do que ele na ladroagem levada a cabo durante os 38 anos de cleptocracia de Eduardo dos Santos. Na carta assinada por Isabel, José Filomeno “Zenu”, Welwitschea “Tchizé”, Joess e José Eduardo Paulino “Coreon Dú”, os filhos salientam que José Eduardo dos Santos se retirou voluntariamente dos assuntos públicos, implementando os “mecanismos para uma mudança democrática e pacífica de liderança” mas essa transição foi assassinada por João Lourenço que, aproveitando a inicial popularidade que conseguiu e o apoio internacional, tratou de apunhalar pelas costas o seu patrono e mentor. No entanto, escrevem, “em vez de uma reforma pacífica e merecida, enfrentou silenciosamente ataques que visavam destruir a sua imagem e o seu trabalho político e social”, uma injustiça que “levou à divisão da sociedade e ao enfraquecimento do país”. “Para restaurar a unidade e a harmonia nacional, chegou o momento de pedir desculpa e de reparar os danos causados ao incansável Arquitecto da Paz [José Eduardo dos Santos]”, sugerem os cinco subscritores da carta em que mostram e demonstram quão vil é a estratégia, igualmente cleptocrática e esclavagista, de João Lourenço. Aferem, por isso, que a consolidação do legado político do que apelidam de “Pai da Nação” exige a adopção de uma lei de amnistia geral e o fim dos processos judiciais e institucionais contra muitos angolanos. “Todos devem ser convidados a participar activamente e a dar o seu melhor para a construção do seu país, Angola”, escrevem os cinco filhos mais velhos, apelando ao respeito pelo luto e comprometendo-se a colaborar na realização de um funeral nacional após as eleições. Actualmente, Isabel dos Santos enfrenta processos cíveis e criminais em Angola onde em Dezembro de 2019, o Tribunal Provincial de Luanda decretou o arresto preventivo de contas bancárias suas, do seu marido, o congolês Sindika Dokolo (entretanto falecido), e do português Mário da Silva, e de várias empresas nas quais detém participações sociais, por alegados negócios que terão lesado o Estado angolano em valores superiores a cinco mil milhões de dólares (4,87 mil milhões de euros). Recorde-se que muitos dos negócios de Isabel dos Santos tiveram a cobertura legal do Governo angolano, presidido pelo seu pai, merecendo a servil e canina concordância dos ministros em funções, entre os quais figurava o da Defesa, de seu nome João Lourenço. A empresária vive fora de Angola há vários anos, tal como a sua irmã Tchizé, ex-deputada do MPLA (partido no poder há 46 anos) e detentora de vários negócios em Luanda, cujo mandato foi suspenso em 2019, devido a ausências prolongadas e reiteradas nas reuniões plenárias, que justificou com o facto de ser vítima de perseguição e ameaças de morte. Foi expulsa do MPLA sem ter direito a defesa. Parafraseando João Lourenço, se “haver” necessidade, use-se a tese do assassino Agostinho Neto que, em Maio de 1977, aconselhava a não se perder tempo com julgamentos. “Zenu”, ex-presidente do Fundo Soberano de Angola, aguarda em liberdade a decisão sobre o recurso que interpôs para se livrar da sentença de cinco anos de prisão a que foi condenado, em 2020, por burla e defraudação, peculato e tráfico de influências, no âmbito do caso conhecido como “500 milhões de dólares”. Mais recentemente, foram notificados, no mesmo dia em que José Eduardo dos Santos morreu, dia 8 de Julho, numa clínica em Barcelona, os generais “Dino” e “Kopelipa” acusados de vários crimes entre os quais os de peculato, associação criminosa e branqueamento de capitais, num processo que envolve várias empresas, entre as quais a petrolífera Sonangol, empresa criada pelo MPLA e cuja missão foi transformar (o que fez com êxito) o MPLA num dos partidos mais ricos do mundo. Na sua última deslocação a Angola, o ex-Presidente José Eduardo dos Santos pediu à Procuradoria-Geral da República para ser ouvido no âmbito deste processo, sem obter resposta das autoridades. Recorde-se que o Presidente da República, também presidente do MPLA e Titular do Poder Executivo, desafiou, numa entrevista ao jornal português Expresso, o seu ex-patrono e mentor, José Eduardo dos Santos, a denunciar os corruptos. Para João Lourenço, são esses os traidores da pátria. E esses são apenas os que não estão ainda rendidos aos encantos do novo “querido líder”… É claro que João Lourenço é, também no contexto angolano mas sobretudo do MPLA, uma figura impoluta, íntegra e honorável que nada tem a ver com traidores ou corruptos. Desde logo porque é um general e um político que chegou a Angola há meia dúzia de dias. Há até quem diga que, afinal, ainda não chegou… Daí para cá a história deste impoluto, íntegro e honorável general é bem mais conhecida. Importa, contudo, reter a comprovação factual de que João Lourenço nunca ouvira falar de corrupção, mesmo sendo ministro da Defesa de José Eduardo dos Santos desde 2014 e vice-presidente do MPLA. Está, por isso, acima de qualquer suspeita. Na verdade, como é que alguém que aos 20 anos de idade (1974) entrou para o MPLA e fez toda a sua vida nas fileiras do partido poderia ter notado, constatado, verificado ou comprovado que existia corrupção no seio do MPLA e do Governo? Não podia… João Lourenço diz esperar que a impunidade “tenha os dias contados” em Angola. Insiste na “moralização” da sociedade angolana. Estará a ser ingénuo, imprudente, suicida, estratega ou traidor? Se calhar, fazendo a simbiose de tudo isto, está apenas a gozar com a nossa chipala e fazer de todos nós… matumbos. O Presidente diz ser necessária a “moralização” da sociedade, com um “combate sério” a práticas que “lesam o interesse público” para garantir que a impunidade “tenha os dias contados”. É verdade. Mas é verdade há muitos anos e a responsabilidade é do MPLA, partido no qual João Lourenço “nasceu”, cresceu, foi e é dirigente. Então, durante todos esses anos (46), o que fez João Lourenço para combater as práticas que “lesam o interesse público”? “No quadro da necessidade de moralização da nossa sociedade, importa que levemos a cabo um combate sério contra certas práticas, levadas a cabo quer por gestores quer por funcionários públicos. Práticas que, em princípio, lesam o interesse público, o interesse do Estado, o interesse dos cidadãos que recorrem aos serviços públicos”, disse João Lourenço. Sendo uma verdade de La Palice, como tantas outras que constituem o ADN do partido do qual é presidente, é caso para perguntar se só agora é que João Lourenço descobriu a pólvora? Ou será que só agora é que João Lourenço descobriu que Angola é um dos países mais corruptos do mundo? Que é um dos líderes mundiais da mortalidade infantil? Que tem 20 milhões de pobres? Folha 8 com Lusa

Líder do Partido Comunista do Vietnã reafirma apoio a Cuba

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Com informações da Prensa Latina via Pátria Latina. O secretário-geral do Partido Comunista do Vietnã, Nguyen Phu Trong, reiterou o apoio e a solidariedade de seu país a Cuba ao receber o embaixador da ilha na nação indochinesa, Orlando Hernández Guillén. O líder do partido reafirmou a rejeição do povo vietnamita ao bloqueio dos Estados Unidos e a vontade de apoiar os esforços dos cubanos em favor do desenvolvimento apesar de todos os contratempos, gesto que o diplomata agradeceu. Apreciando muito a oferta ao Vietnã de 5 milhões de vacinas Abdala, anti-Covid-19, e a tecnologia para produzi-las, Phu Trong descreveu como uma nova expressão que, mesmo em meio a suas dificuldades, Cuba é sempre solidária com a nação indochinesa. Recordou as cinco visitas que fez à ilha, especialmente aquelas em que manteve longas conversas com Fidel Castro, e com especial carinho recordou a de 2018, quando recebeu a Ordem José Martí e viajou com Raúl Castro a Santiago de Cuba para prestar homenagem ao líder histórico da Revolução Cubana. Hernández Guillén destacou a importância da visita do presidente vietnamita Nguyen Xuan Phuc a Havana em setembro e suas declarações contra o bloqueio dos Estados Unidos durante o 76º Período de Sessões da Assembleia Geral da ONU. Da mesma forma, agradeceu as recentes doações de arroz do Vietnã à Cuba e seu apoio aos programas nacionais de alimentação. Ambos lembraram que há 55 anos, em uma data como esta, aconteceu em Hanói um encontro entre o general do Exército Raúl Castro e o presidente Ho Chi Minh. Phu Trong relembrou suas conversas telefônicas este ano com Raúl e com o presidente e primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e convidou ambos a visitar o Vietnã. O secretário geral do PCV e o embaixador concordaram em fortalecer a cooperação abrangente entre os dois países com base no trabalho estreito entre agências, ministérios e outras instituições. fonte: cubahoje.com

Presidentes da Rússia, Turquia e Irã reúnem-se em Teerã

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Líderes das três potências regionais discutiram conflito na Síria, guerra na Ucrânia e exportação de grãos. Irã expressa apoio a Moscou sobre invasão da Ucrânia. Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e do Irã, Ebrahim Raisi, reuniram-se nesta terça-feira (19/07) em Teerã para discutir questões comuns aos três países, como o conflito na Síria, a guerra na Ucrânia e a exportação de grãos. Putin recebeu um sinal claro de apoio de Teerã em sua guerra contra a Ucrânia. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse que o Ocidente se opunha a uma Rússia "independente e forte" e que, se Moscou não tivesse invadido a Ucrânia, acabaria sofrendo um ataque da Otan no futuro – um dos argumentos usados pelo Kremlin para justificar a guerra. Na semana passada, o governo dos Estados Unidos afirmou que o Irã se prepara para fornecer à Rússia centenas de drones, incluindo aqueles com capacidade de portar armas, para serem usados na guerra na Ucrânia. Durante o encontro bilateral com a Turquia, Putin agradeceu os esforços de mediação de Ancara para liberar as exportações de grãos da Ucrânia através do Mar Negro, que estão retidos nos portos ucranianos. "Nem todas as questões foram resolvidas ainda, mas é bom que tenha havido algum progresso", disse. Foi a segunda viagem de Putin para fora da Rússia desde o início da guerra na Ucrânia. Ele afirmou que as conversas haviam sido "úteis e bastante substanciais" e que os líderes haviam adotado uma declaração conjunta, comprometendo-se a reforçar a cooperação sobre a situação na Síria. O encontro ocorreu dias após o presidente americano, Joe Biden, também visitar os principais aliados de Washington na região – Arábia Saudita e Israel – assim como os territórios palestinos. Questão Síria No discurso de abertura da cúpula, Erdogan insistiu no apoio da Rússia e do Irã na luta da Turquia contra o que chama de "terrorismo" na Síria. Mais cedo, durante uma entrevista coletiva, Erdogan falou que as milícias curdas provocavam "grandes problemas" para o Irã e para a Turquia. Antes da reunião trilateral, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, advertiu Erdogan contra novas agressões na Síria. Tanto o Irã quanto a Rússia apoiam o regime do presidente Bashar Assad, enquanto a Turquia dá suporte a alguns grupos de oposição a Assad. "Manter a integridade territorial da Síria é muito importante, e qualquer ataque militar no norte da Síria definitivamente prejudicará a Turquia, a Síria e toda a região, e beneficiará os terroristas", disse Khamenei a Erdogan. A Turquia ameaçou lançar uma operação militar no norte da Síria, particularmente em regiões controladas por grupos curdos, para estender o que chama de "zona segura". Conversas entre Ancara e Moscou Erdogan elogiou a "abordagem muito, muito positiva" da Rússia durante as conversas na semana passada, em Istambul, sobre a exportação de grãos da Ucrânia, e expressou otimismo de que um acordo será feito e que "o resultado que surgirá terá um impacto positivo em todo o mundo". O papel da Turquia como um membro da Otan que não impôs sanções contra Moscou faz de Ancara um parceiro necessário para a Rússia. Erdogan também provou ser um entrave aos planos da Otan de aceitar rapidamente a adesão da Suécia e da Finlândia à aliança. Por outro lado, Ancara esteve do lado oposto de Moscou em conflitos no Azerbaijão e na Líbia, e até vendeu drones para a Ucrânia, que depois foram utilizados para combater as tropas russas. Teerã e Moscou têm concorrência e cooperação O Irã e a Rússia compartilham no momento a dificuldade de estarem sob severas sanções econômicas do Ocidente, que já causaram um grande impacto na economia iraniana e também vêm afetando a economia russa. Os dois países são também concorrentes como grandes exportadores de petróleo e gás. Isso ficou ainda mais claro depois que a Rússia redirecionou seu foco de exportação para a China, que é um mercado importante para a compra de petróleo iraniano. Entretanto, na terça-feira, pouco antes da chegada de Putin, a National Iranian Oil Company (NIOC) e a gigante estatal russa de gás Gazprom assinaram um acordo no valor de 40 bilhões de dólares para buscar opções de cooperação. Ao mesmo tempo, o Irã enfrenta um bloco regional cada vez mais unido, constituído pelos países do golfo árabe sunita e Israel, cujo interesse compartilhado é combater a influência de Teerã e sua tentativa de desenvolver seu programa nuclear. O Irã provavelmente espera pressionar os EUA a aceitar concessões para reavivar o acordo nuclear de 2015, que perdeu efeito após a retirada unilateral de Washington em 2018, no governo de Donald Trump – as sanções subsequentes paralisaram a economia do país. bl (AP, Reuters)

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