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segunda-feira, 24 de julho de 2017

O silêncio das ruas do Brasil

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

Impopular, suspeito de corrupção e à frente de controversas reformas, Michel Temer tem sido poupado de grandes manifestações. O que está por trás da atual passividade dos brasileiros?
fonte: DW ÁFRICA
Protesto contra o impeachment de Dilma em maio de 2016: atual presidente tem sido preservado
Protesto contra o impeachment de Dilma em maio de 2016: atual presidente tem sido preservado
Um presidente extremamente impopular que tenta aprovar reformas rejeitadas pela maioria da população; escândalos de corrupção envolvendo diretamente o próprio ocupante do Planalto; economia que dá sinais apenas tímidos de recuperação; apoio parlamentar sendo largamente negociado com verbas e loteamento de cargos; pesquisas que apontam que a maioria da população deseja eleições diretas. 
Diante de cenários com bem menos elementos, os ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff tiveram que enfrentar multidões que foram às ruas do Brasil para pedir suas cabeças.
Por que então Michel Temer, que foi gravado em uma conversa comprometedora com um empresário e amarga popularidade de apenas 7% (segundo último levantamento do Datafolha) não está sofrendo com grandes protestos tal como ocorreu com seus antecessores?
Temer enfrentou em seu governo algumas manifestações convocadas por centrais sindicais contra as reformas ou concentrações de apoio à Lava Jato. Mas todas as iniciativas tiveram adesão que ficou longe dos números registrados ao longo de 2015 e início de 2016. Uma greve geral organizada no final de junho acabou sendo um evento esvaziado, mesmo após a apresentação da denúncia criminal contra o presidente. Mais de 2.500 policiais foram convocados para acompanhar manifestantes em Brasília, mas pouca gente apareceu. 
O mesmo se repetiu nos dias do julgamento da Chapa Dilma-Temer pela Justiça Eleitoral, no julgamento pelo Supremo sobre a permanência de Edson Fachin como relator da delação da JBS e após a divulgação do fim da força-tarefa da Polícia Federal em Curitiba que se encarregava dos casos da Lava Jato.
Fadiga?
O silêncio das ruas tem chamado a atenção da imprensa internacional. O jornal Süddeutsche Zeitung, da Alemanha, chegou a publicar em junho que é "surpreendente que não haja milhões nas ruas para exigir a saída de Temer.” Sensação de "fadiga” e "apatia” foram algumas das palavras usadas por jornais estrangeiros para explicar a passividade das ruas diante dos escândalos e da insatisfação com o governo. 
À DW Brasil, o brasilianista Peter Hakim, presidente emérito do Inter-American Dialogue, com sede em Washington, opina que "fadiga” não é a definição mais precisa para explicar o que está acontecendo. "Não é que as pessoas não queiram protestar, mas elas estão sendo desencorajadas pela conjuntura”, afirma.
Segundo Hakim , muitos que protestaram contra Dilma desejam a saída de Temer, mas agora hesitam em sair porque isso pode beneficiar o PT e Lula – aqueles que foram originalmente alvo de protestos.
"A polarização da sociedade continua a desempenhar um papel que impede as pessoas de se unirem. Já o PT e parte da esquerda que convoca protestos transformam regularmente seus atos em um ‘volta, Lula', e não em um ‘Fora, Temer' ou algo que aponte para uma solução política eficaz que seja capaz atrair mais pessoas”, completa o brasilianista. 
Ainda de acordo com Hakim, isso cria um efeito em que "muitas pessoas acabam ficando com a sensação de que a ação política não está resolvendo a situação”. "Não há liderança, não há ninguém que seja capaz de apresentar uma direção ou novas ideias. As pesquisas mostram que a maioria das pessoas quer eleições diretas, mas fica claro elas também não sabem o que  vai acontecer na sequência. Nesse meio tempo, ninguém quer fazer algo que acabe beneficiando o outro lado.”
Agenda oculta
Entre os principais movimentos que pediram a saída de Dilma em 2015 e 2016, a mensagem adotada nas convocações dos protestos esvaziados deste ano tem, por enquanto, passado longe de um "Fora, Temer”, sendo substituída  pela defesa da Lava Jato e repúdio às medidas de anistia para políticos envolvidos com corrupção.
Já o lado que defendeu Dilma tem mostrado oficialmente repúdio às reformas de Temer e pedido eleições diretas para presidente. Mas os eventos muitas vezes se transformam em palco para comícios do ex-presidente Lula, que não esconde o desejo de voltar ao poder.
Segundo o professor de gestão de políticas públicas Pablo Ortellado, da USP, a explicação para a falta de protestos mais incisivos pode ser explicada também pelo comprometimento e agenda de interesses das lideranças que têm a influência para fazer grandes mobilizações.
"Não acho que seja fadiga, não há uma pesquisa que não demonstre insatisfação. O que parece claro é que as lideranças que tem conquistaram legitimidade para mobilizar manifestações, seja na esquerda ou na direita, não estão se empenhando na organização de novos protestos”, diz.
Segundo Ortellado, essas lideranças de ambos os lados "estão altamente comprometidas com o sistema político, que naturalmente não está interessada em manifestações”.
"É preciso muito esforço para mobilizar, são os poucos os grupos que conseguem fazer isso. Mas justamente esses atores têm feito pouco ou nenhum esforço. As lideranças dos grupos que pediram a saída de Dilma deixaram claro que defendem as reformas econômicas de Temer, então não querem que o presidente saia.”
"Já na esquerda petista e nos sindicatos ligados ao partido, a falta de empenho ficou nítida na última e esvaziada greve geral", continua o especialista. "Esses grupos adotam um discurso oficial de ‘Fora, Temer', mas é possível especular que a manutenção do presidente interessa aos políticos aos quais eles são ligados. Quanto mais impopular Temer fica, mais Lula conquista a preferência do eleitorado. Então é interessante que eles deixem Temer sangrando até 2018. O presidente atual também está empenhando em fazer reformas similares àquelas que a própria Dilma propôs no final do seu governo. Dessa forma, também é conveniente deixar outro presidente enfrentar o desgaste de aprová-las.”
Histórico
Em maio, logo depois da divulgação da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, que acabou rendendo ao presidente uma denúncia por corrupção, os movimentos de direita Vem Pra Rua (VPR) e Movimento Brasil Livre (MBL) chegaram a convocar um ato em São Paulo contra o presidente. Mas esses movimentos que tanto se esforçaram para encher as ruas contra Dilma logo voltaram atrás e cancelaram a manifestação.
A justificativa foi que a PM não poderia garantir a segurança – a decisão contrastou com o ato que foi convocado em cima da hora em março de 2016 logo após a divulgação de um grampo de um diálogo entre o ex-presidente Lula e Dilma. Dias depois da divulgação do escândalo envolvendo Temer, o MBL recuou da sua posição de pedir a renúncia do presidente.
Oficialmente, até agora o VPR é o único que abraçou publicamente o "Fora, Temer”. O grupo chegou a anunciar um site com um mapa da intenção de voto de cada deputado em relação à denúncia criminal contra Temer. Por outro lado, uma convocação para protestos, com o slogan genérico de "contra a impunidade”, só foi marcada para o distante 27 de agosto, quando se espera que a denúncia já tenha sido votada pela Câmara.
Na quinta-feira (20/07), centrais sindicais e o PT convocaram uma série de protestos pelo país. Apesar de as demandas incluírem um "Fora, Temer”, a pauta principal foi mesmo a exaltação do ex-presidente Lula, recentemente condenado pelo juiz Sérgio Moro.

Rússia: Sem achar nas contas de Lula, Justiça bloqueia previdência do ex-presidente.

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22.07.2017 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
Sem achar nas contas de Lula, Justiça bloqueia previdência do ex-presidente. 26984.jpeg

Jornal GGN - Na sequência do congelamento das contas de Luiz Inácio Lula da Silva, em decorrência da condenação do juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, após não encontrar 94% do montante estimado nas quatro contas vasculhadas do ex-presidente, os planos de aposentadoria privada de Lula foram sequestrados.

Conforme o GGN divulgou nesta quarta-feira (19), Moro calculou que o triplex não alcançaria a quantia de R$ 16 milhões, faltando restituir R$ 13,7 milhões dos supostos desvios. Para chegar a essa quantia, três apartamentos de Lula foram bloqueados e o juiz de Curitiba pediu que o Banco Central congelasse outros R$ 10 milhões de possíveis contas relacionadas ao ex-presidente, o que também não foi possível pela inexistência dos recursos nas contas.
Assim, apenas R$ 606.727,12 foram congelados, o que representa pouco mais de 6% da quantia que o magistrado de primeira instância previa para a condenação do ex-presidente. A Justiça recorreu, então, a pagamentos de previdência. O BrasilPrev, do Banco do Brasil, mirou um total de R$ 9 milhões: R$ 7,19 milhões do plano empresarial de previdência privada da empresa de palestras de Lula, a LILS, e mais R$ 1,84 milhões do plano individual do líder petista.
"Esclarecemos que conforme determinação, procedemos com o bloqueio total dos planos em tela, até segunda ordem deste juízo. Desta feita, aguardamos a manifestação de Vsa. Exa. quanto a eventual resgate e transferência para os autos do processo supracitado, hipótese em que incidirá o imposto de renda na forma da lei", informou o departamento jurídico do fundo.
Tratam-se dos planos de previdência complementar abertos pela pessoa física de Lula e pela jurídica, por meio da empresa de palestras, que era destinada aos empregados e dirigentes da LILS.
Caso a sentença de Sérgio Moro pela restituição de R$ 16 milhões seja confirmada pelas outras instâncias da Justiça, os dois carros e três imóveis de Lula, incluindo o de sua atual residência, serão leiloados e o dinheiro - agora do plano de previdência privada de Lula - transferido à União e à Petrobras.
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Rússia: As veias abertas do narcotráfico na política da América Latina

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24.07.2017 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
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As veias abertas do narcotráfico na política da América Latina

PUBLICADO NO JUSTIFICANDO. Por Henrique Oliveira
No imaginário da sociedade brasileira, o traficante de drogas é encarado apenas como um jovem negro, pobre e que mora na periferia, pois esse é praticamente o único modelo de traficante que é produzido e reproduzido, principalmente nos meios de comunicação. E ao mesmo tempo se fala também da participação de políticos e empresários no negócio mundial das drogasintenção desse texto é justamente tentar demonstrar a relação existente entre tráfico de drogas, políticos e as eleições. As eleições têm sido uma forma não apenas de eleger pessoas do tráfico de drogas a cargos políticos para facilitar os negócios e trazer proteção, mas também para lavagem de dinheiro do tráfico, quer dizer, transformar esse dinheiro que é obtido através de um mercado ilegal, em algo legal, através das doações eleitorais a candidatos e partidos políticos.
Segundo a UNODC (Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime), o tráfico de drogas é a atividade criminosa mais lucrativa do mundo, com uma movimentação de 320 bilhões de dólares por ano. E logicamente que esse dinheiro não é transportado em mochilas, ele é investido nos mais diversos setores da economia mundial, entre eles o setor financeiro, os bancos.
Narcotráfico e a Política na América Latina
A relação entre tráfico de drogas e a política teve um dos seus casos mais conhecidos, quando o narcotraficante colombiano Pablo Escobar em 1982 foi eleito suplente de Deputado e dois anos depois teve seu mandato cassado.
Na América Latina tivemos alguns casos em que políticos tiveram relações com o tráfico de drogas. No Peru durante a Ditadura de Alberto Fujimori 1990 - 2000, segundo o Wikileaks em documento divulgados em 2010, autoridades civis e militares tiveram relações com o narcotráfico, além da existência de uma relação direta com o narcotraficante Demetrio Chavez Peñaherrera, que admitiu após sair da prisão, que o Peru vivia um "NarcoEstado".
A relação com o tráfico de drogas também aconteceu nas eleições do ano 2000, quando Alberto Fujimori foi candidato a reeleição, o médico cirurgião Daniel Chuan Cabrera, que era fundador e líder do Peru 2000 foi investigado no mês de Fevereiro, a Terceira Fiscalização Especializada em Drogas e a Direção Nacional Antidrogas queriam saber sobre o transporte de cocaína realizado pelo seu barco pesqueiro.
O ex-presidente peruano, Alan Garcia 2006 - 2011 foi acusado de ter envolvimento com narcotráfico, especialmente com o cartel de Cali, e Óscar Fernando Cuevas Cepeda, conhecido por lavar dinheiro do tráfico de drogas. Em 2006, Alan Garcia quando concorreu as eleições recebeu dinheiro do tráfico de drogas, 5 mil dólares que foram dados por Alfredo Sanchez Miranda, filho de Orlando Sanchéz Miranda.
A família Sanchéz Miranda é conhecida por ter feito sua fortuna com o tráfico de drogas entre os anos de 1977 e 1991, através da atuação dos irmãos Perycles e Simón Sanchéz Miranda. Simón foi assassinado em 1987 no México e a Polícia descobriu que sua fazenda servia de laboratório de cocaína que era enviada para os EUA. Em 2010,3 membros da família Sanchéz Miranda foram acusados de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. No mês de Março de 2016, a Promotoria peruana pediu 28 anos de prisão para os membros da família Sanchéz Miranda por lavagem de dinheiro do tráfico através do financiamento eleitoral.
Nas eleições presidenciais no Peru desse ano, novamente o narcotráfico voltou a ser tema ligado aos candidatos. O segundo turno foi disputado entre Pedro Pablo Kuczynski e Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori, que durante o seu governo como já foi dito, tinha relação com o narcotráfico. E em 2013 foram achados 100 quilos de cocaína na empresa que tem como um dos sócios seu irmão, o Deputado Kenji Fujimori. O jornal inglês The Sunday Times ligou a candidatura de Keiko Fujimori aos interesses dos cartéis do tráfico de drogas, pois na campanha de 2011, Keiko Fujimori recebeu um cheque no valor de 13 mil dólares, do narcotraficante Luiz Calle Quirós.
Nas eleições presidenciais de 1994 na Colômbia, o candidato vencedor, Ernesto Samper do Partido Liberal, foi financiado com dinheiro do Narcotráfico, do cartel de Cali. Essa história também é confirmada pelo candidato que foi derrotado, Andrés Pastrana no seu livro Memórias Esquecidas. A descoberta foi feita após a Polícia colombiana rastrear conversas telefônicas do chefe do Cartel de Cali, Miguel Rodríguez Orejeula.
O jornalista britânico Ioan Grillo, pesquisador e escritor de livros sobre o tráfico de drogas na América Latina, veio na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e afirmou que o narcotráfico move a política na América Latina.
Tráfico de Drogas e a Política no Brasil
A análise sobre o tráfico de drogas e a política no Brasil será enfocada aqui a partir dos resultados produzidos pela CPI do Narcotráfico divulgado no ano 2000. Segundo o artigo do Centro de Estudos e Pesquisas Sobre Corrupção, o relatório da CPI teve como resultado a cassação de vários vereadores e deputados, entre eles estava o ex-deputado do estado do Acre, Hidelbrando Paschoal do PFL, atual DEM, que foi preso e condenado a 25 anos de prisão por tráfico de drogas, corrupção e assassinato. Hidelbrando se recusou a depor na CPI do Narcotráfico, o que deu brecha para uma abertura do processo de cassação do mandato.
No artigo "Economia da Droga, instituições e política: os casos de São Paulo e Acre na CPI do Narcotráfico", demonstrou que o ex-deputado Hidelbrando Paschoal liderava uma organização que dominava a rota do tráfico de drogas que vinha da Bolívia e Colômbia através do Acre, depois eram distribuídas para os estados de Rondônia, Amazonas, Piauí, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A CPI do Narcotráfico também acusou por envolvimento no tráfico de drogas o deputado José Aleksandro (PSL) do Acre, em Alagoas os deputados Augusto Farias (PFL, atual DEM), João Beltrão Siqueira, José Francisco Cerqueira Tenório (PMN), Antônio Ribeiro Albuquerque (PRTB), Júnior Leão, Cícero Ferro (PRTB), Celso Luiz (PP) e Fátima Cordeiro (PDT). No Espírito Santo foram indiciados o presidente da Assembleia Legislativa do período, José Carlos Grantz também do ex PFL e o deputado Gilson Lopes dos Santos Filho. No Amapá foram três deputados, o ex-presidente da Assembleia Fran Júnior(PMN), Jorge Salomão que também era do PFL, e que agora está no PROS e o deputado Paulo José (PTC).
No Paraná foram indiciadas 117 pessoas, e o impacto da CPI no estado Paraná levou o Senador Roberto Requião a acusar o governador no período, Jaime Lerner (ex PFL) de ter sido financiando pelo tráfico de drogas. No estado do Maranhão foram 23 indiciados pela CPI, entre eles os deputados estaduais que foram cassados José Gerardo (PPB) e Francisco Caíca (PSD).
As eleições do ano de 2016, foram as primeiras eleições após o fim do financiamento empresarial de campanha, e uma das preocupações que foram colocadas pelo Ministro do STF Dias Toffoli e ex-presidente do TSE - Tribunal Superior Eleitoral - ainda no ano passado, era o financiamento do tráfico de drogas para as campanhas eleitorais. Mas essa preocupação já existiu nas eleições do ano de 2010, não só com o dinheiro do tráfico de drogas, mas também dos caça niqueis e do bingo.
Em Julho a revista Istoé publicou uma matéria falando das pretensões políticas do PCC no estado do Ceará, segundo a revista, o PCC pretendia financiar a eleição de 10 Prefeitos e 50 Vereadores, só que a Istoé que se diz basear em uma investigação Policial que aconteceu em Março, quando foi preso no Ceará o irmão de Marcola, não diz quem são esses candidatos e nem os partidos políticos. A revista apenas fala que o irmão de um traficante cearense estava sendo preparado pelo PCC para ser candidato.
O Ceará se tornou um estado importante para o PCC, o jornal EL País publicou uma série de reportagens, mostrando como uma aliança entre o PCC e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro, conseguiu reduzir a violência no estado Ceará, dando ao tráfico de drogas uma nova forma de gestão e organização, que impede a concorrência, as disputas entre os grupos do tráfico de drogas, aumenta os lucros e diminui a necessidade da violência para vender mais drogas. Os homicídios diminuíram e os roubos foram proibidos, pois a violência atrai a Polícia e os roubos dificultam a relação com os moradores dos bairros.
Em 2014 o Partido dos Trabalhadores (PT) expulsou o deputado estadual por São Paulo, Luiz Moura, por ser acusado em uma investigação de está lavando dinheiro do PCC. O deputado era sócio de uma cooperativa de transporte que estaria sendo usada para lavagem de dinheiro do PCC e teria participado de uma reunião com membros da organização.
Em Agosto desse ano a Polícia Civil organizou uma operação para prender lideranças do Movimento Sem Teto de São Paulo (MSTS), que seria um movimento social de fachada, que na verdade servia para lavagem de dinheiro do PCC. E esse movimento social que se dizia lutar por moradia, nas eleições presidenciais de 2014 apoiou o candidato do PSDB, Aécio Neves.
A relação de políticos do PSDB com o tráfico de drogas precisa ser melhor investigada, em 2009 a Polícia Militar de São Paulo achou 19 quilos de cocaína pasta base, e 515 quilos de crack e munição, em uma fazenda localizada na cidade de Pontalinda, que pertence ao Senador Aloysio Nunes (PSDB), que na época era Secretário de Estado em São Paulo. Mas segundo o Delegado, o político do PSDB era vítima, pois os traficantes escolheram a fazenda dele para esconder as drogas por causa da localização. Será mesmo? Agora imagine essa mesma quantidade de drogas na casa de um morador da periferia, você acha que o Delegado chegaria a essa mesma conclusão?
Segundo o Ministério Público de São Paulo, um Vereador que foi eleito em Campinas em 2016 foi financiado pelo PCC, mas a matéria do Estadão não divulgou nem o nome e nem o partido qual pertence o vereador eleito.
Na cidade de Embu das Artes em São Paulo, o candidato que venceu as eleições para Prefeito, Ney Santos do (PRB), já foi investigado em envolvimento de lavagem de dinheiro do PCC. A Polícia Civil diz que em 2010 o Prefeito eleito utilizou postos de gasolina, ONG e uma empresa para lavar dinheiro do tráfico de drogas e financiar a sua campanha.
No Mato Grosso do Sul, o candidato a Vereador pelo PSD, Jovanil Salvaterra de Carvalho foi preso acusado de participar de uma organização que movimentava 4 milhões de reais por mês trazendo cocaína da Bolívia.
Nas eleições de 2012 foi realizada uma operação no Acre, onde foram presas 4 pessoas ligadas à coligação Frente Popular que disputou e venceu as eleições para prefeitura da capital, Rio Branco. A Frente Popular era composta por vários partidos políticos PRB/PT/PTN/PR/PSDC/PSB/PV/PPL/PCdoB. O presidente do PSDC, empresário, foi preso, o filho do Secretário de Obras no período também.
E por fim a família Perrella, o Senador Zezé Perrella (PTB) e o seu filho ex-deputado estadual por Minas Gerais, Gustavo Perrella (Solidariedade), tiveram o helicóptero apreendido pela Polícia Federal em 2013 após pousar na sua fazenda carregando 450 kg de cocaína pasta base. Zezé Perrella se tornou Senador após a morte do ex-presidente Itamar Franco, e entrou na vaga porque era suplente, o Senador é aliado de outro Senador mineiro, Aécio Neves (PSDB).
E mesmo após o helicóptero que pertence à família Perrella ser apreendido com quase meia tonelada de cocaína pasta base, dentro da fazenda que também pertence à família, o Delegado da Polícia Federal inocentou os Perrellas do envolvimento com o tráfico de drogas, porque o piloto acabou assumindo o caso dizendo que recebeu 106 mil reais para fazer o transporte do Paraguai até o Brasil. Só que o ex deputado Gustavo Perrella deu duas versões sobre o caso, primeiro ele disse que sabia do voo realizado pelo piloto, mas que foi enganado sobre a carga e o destino. Mas depois em uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa disse que o helicóptero foi roubado e que iria processar o piloto.
No fim das contas o helicóptero foi devolvido à família Perrella e a droga ninguém sabe e ninguém viu, e o Gustavo Perrella foi nomeado para o cargo de Secretário Nacional de Esportes dentro Ministério do Esporte após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).
Igor Kannário e o Tráfico de Drogas nas eleições para Prefeito na Bahia
O cantor de pagode Igor Kannário, conhecido como "Príncipe do Gueto", foi eleito Vereador (PHS) e recebeu mais de 13.000 votos, o que levou a indignação de muita gente nas redes sociais pelo fato dele ter sido preso uma vez com uma pequena quantidade de maconha, junto com mais dois músicos da sua banda, levando a especulações de que cantor seria participante do tráfico de drogas, Igor chegou a assumir em um programa de televisão que é usuário de maconha.
Mas para além de Igor Kannário ser um Vereador usuário de maconha, as eleições para Prefeito daquele ano na Bahia teve a participação do tráfico de drogas. Todos sabemos que o Narcotráfico está fortíssimo na Bahia, a cada ano cresce o número de apreensões de drogas, armas e principalmente da violência no estado, fazendo da Bahia um dos estados com maior número de homicídio no país.
No dia 31 de Julho uma operação da Polícia Federal na cidade Ubatã prendeu o pré-candidato a Vereador pelo Democratas (DEM), Sérgio Andrade em um carro com 147kg de maconha. O segundo Vereador mais votado da cidade Ubaitaba, Messias Aguiar (PMDB) foi preso um dia após ser eleito com 300kg de maconha. A Polícia Civil prendeu na cidade Itapatinga, o Vereador eleito pelo PSDC, Fabrício de Jesus por Tráfico de Drogas, com ele foi encontrado 27 buchas de maconha e 40 papelotes de Cocaína.
O governador da Bahia, Rui Costa (PT) deu uma declaração para o jornal Valor Econômico, de que com a proibição do financiamento empresarial de campanha para as eleições, o tráfico de drogas entrou para financiar os partidos e candidatos.
Os presidentes do PSD, Otto Alencar e do PT na Bahia, Everaldo da Anunciação, disseram que o tráfico de drogas interferiu em vários processos eleitorais no interior da Bahia. O Senador Otto Alencar (PSD), chegou a utilizar a bancada do Senado para denunciar que o candidato do PMDB na cidade de Simões Filho, Tolentino de Oliveira, conhecido como Dinha, foi financiado pelo tráfico de drogas e saiu em uma foto ao lado de um traficante local.
O Narcotráfico e o poder político estão altamente vinculados em toda a América Latina, e esse é um dos motivos pelo qual os políticos e os partidos resistem em discutir a legalização das drogas para acabar com o tráfico.
Diario do Centro do Mundo
fonte: pravda.ru

Já começou a "caça ao voto" em Angola.

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Teve início este domingo (23.07) a campanha eleitoral oficial para as eleições angolanas de 23 de agosto. O PRS e a CASA-CE escolheram a Huíla, a UNITA começou em Luanda e a APN no Uíge. MPLA e FNLA arrancam esta semana.
fonte: DW África
UNITA elegeu o município de Cacuaco, norte de Luanda, para abrir a campanha
UNITA elegeu o município de Cacuaco, norte de Luanda, para abrir a campanha
Os partidos políticos concorrentes às eleições de 23 de agosto já começaram a apresentar os seus programas de governo nos órgãos de comunicação social públicos, como está previsto na lei angolana.
Quatro das seis formações políticas também fizeram este fim-de-semana a abertura oficial das suas campanhas nalgumas províncias do país. O Partido de Renovação Social (PRS) e a coligação Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) escolheram a província angolana da Huíla para começar a apresentar as suas propostas.
O candidato do PRS à presidência da República, Benedito Daniel, esteve este domingo (23.07) na Praça João Paulo II, na cidade do Lubango. O líder dos renovadores sociais apelou ao voto, mas também deixou um pedido aos militantes e simpatizantes do seu partido.
"Nós respeitamos a diferença, respeitamos a diversidade porque acreditamos que o nosso programa é forte. Devemos respeitar todos os outros. Não devemos entrar em brigas nem com outros candidatos nem com outras formações políticas", apelou.
No mesmo espaço esteve também o cabeça de lista da coligação CASA-CE. Na segunda maior praça política do país depois de Luanda, Abel Chivukuvuku voltou a apelar a uma mudança "pacífica, ordeira, positiva, inclusiva e segura" no dia 23 de agosto.
"A mudança tem de ser dentro dos marcos da Constituição. Quem quiser governar tem de conviver com o cidadão", salientou.
"Uma festa do povo"
Isaías Samakuva, líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), elegeu o município de Cacuaco, norte de Luanda, para abrir a sua campanha. E também promete mudanças caso vença o escrutínio.
Pre-Wahlkampf, Angola, 23 August
Cartazes partidários em Luanda
"Gostaria de apelar para que todos nos comprometamos com a democracia, com o respeito pela diferença e que as eleições sejam uma festa do povo", pediu o presidente do maior partido na oposição.
A Aliança Patriótica Nacional (APN) é a formação política mais nova no mosaico partidário do país. Mas o candidato Quintino de Moreira já concorreu em 2008 e 2012 com a extinta Nova Democracia.
O jovem político escolheu a província do Uíge para apresentar o seu programa eleitoral. "A APN entende que Angola deve-se construir no trabalho. O primeiro compromisso é com o trabalhador, independentemente do género credo ou estratificação social", declarou.
MPLA e FNLA arrancam esta semana
Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder) e a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) ainda não fizeram o lançamento das suas campanhas oficiais. 
O primeiro ato formal com o cabeça-de-lista do MPLA, o general João Lourenço, é um comício na terça-feira (25.07), na cidade do Huambo. Já o "partido dos irmãos" abre as suas atividades na quinta-feira (27.07), no Bié.
Segundo a edição deste fim-de-semana do semanário português "Expresso", o chefe de Estado angolano não vai participar na campanha do MPLA, devido ao agravamento do seu estado de saúde. José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979, não concorre às eleições de 23 de agosto.

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