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quinta-feira, 29 de abril de 2021

SENEGAL: As nomeações do Conselho de Ministros de 28 de abril de 2021.

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O Presidente da República, Sua Excelência Macky SALL presidiu ao Conselho de Ministros, esta quarta-feira, 28 de abril de 2021, no Palácio da República.

EM RESPEITO A MEDIDAS INDIVIDUAIS
 
O Presidente da República tomou as seguintes decisões:
O Dr. Abibou CISSE, cirurgião-dentista, economista da saúde, anteriormente chefe da divisão de manutenção hospitalar da Direcção dos Estabelecimentos de Saúde Pública, foi nomeado Director do estabelecimento de saúde pública nível 1 Magatte LO de Linguère, em substituição do Doutor Abdou SARR.

O Sr. Modou Kane DIAO, Engenheiro Estatístico, é nomeado Secretário-Geral do Fundo de Desenvolvimento do Transporte Terrestre do Ministério das Infraestruturas, Transporte Terrestre e Abertura.

O Professor Fallou MBOW, Professor Sênior da Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar / FASTEF, é nomeado Inspetor Geral de Educação e Treinamento de opção de educação pré-escolar, no Ministério da Educação Nacional.

O Professor Mbacké DIAGNE, Diretor de Pesquisa Assimilada da Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar / CLAD, é nomeado Inspetor Geral de Educação e Treinamento em Línguas Nacionais, no Ministério da Educação Nacional.

O Sr. Frédéric François DIONOU, professor do ensino secundário, é nomeado Inspetor Técnico do Ministério da Educação Nacional.

Madame Fatou DIOUF, professora do ensino médio, é nomeada inspetora técnica do Ministério da Educação Nacional.

O Sr. Papa KANDJI, Inspetor do Ensino Médio, é nomeado Diretor Geral do Ensino Médio do Ministério da Educação Nacional, em substituição a Madame Fatimata BA, chamada para outras funções.

O Sr. Cheikh Yaba DIOP, Inspetor de educação elementar, anteriormente Inspetor de Educação e Treinamento da Comuna de Saint-Louis é nomeado Inspetor da Academia de Fatick, substituindo o Sr. Mamadou NIANG, chamado para outras funções.

A Sra. Penda BA, inspetora do ensino médio, anteriormente Secretária Geral da Inspetoria da Academia de Dacar, foi nomeada inspetora da Academia de Louga, cargo vago.

O Sr. Samba DIAKHATE, Inspetor de Educação Elementar, anteriormente Secretário Geral da Inspetoria da Academia de Kédougou, é nomeado Inspetor da Academia de Kolda, em substituição ao Sr. Mamadou Goudiaby, admitido a fazer valer seus direitos a uma pensão de aposentadoria.

O Sr. Mamadou NIANG, professor do ensino secundário, anteriormente Inspetor da Academia de Fatick, é nomeado Inspetor da Academia de Kédougou, em substituição do Sr. Mamadou Lamine LY, admitido a fazer valer os seus direitos a uma pensão de aposentação.

fonte: seneweb.com

SENEGAL: Hidrocarbonetos e gás butano - requisitos de "sem demora" de Macky.

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As mudanças de humor entre os transportadores de petróleo e gás butano, que causaram uma escassez de combustível em Dakar no fim de semana, foram mencionadas na reunião semanal do gabinete ontem. Isso é o que a L’AS relata.

O chefe de Estado pediu ao Ministro do Petróleo e Energia que inicie, o mais rapidamente possível, “um processo inclusivo de garantia do abastecimento e regulação do sistema nacional de distribuição de hidrocarbonetos e gás butano”.

fonte: seneweb.com

SENEGAL: Programa "Xëyu ndaw ñi": Macky reitera suas diretrizes para impulsionar o emprego juvenil em massa.

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O ambicioso programa "XËYU NDAW ÑI" esteve novamente no centro dos debates do Conselho de Ministros na quarta-feira, 28 de abril, após o Conselho Presidencial na quinta-feira, 22 de abril. De acordo com a AS, o Presidente da República lembrou ao Conselho ter enviado nove (09) portarias ao governo com vista a intensificar a implantação nacional do Programa Emergencial de Integração e Emprego de Jovens, com quatrocentos e cinquenta (450) bilhões de FCFA, para os anos de 2021, 2022 e 2023.

Macky Sall sinalizou a necessidade urgente de iniciar operações de recrutamento de sessenta e cinco mil (65.000) jovens a partir de maio de 2021, após a adoção por decreto do sistema relativo à criação do “Pôle Emploi et Entreprenariat”. »A nível de cada departamento que reunirá, sob a tutela do Prefeito, a representação de todos os entes públicos interessados ​​(ANPEJ, 3FPT, DER / FJ) apoiados pela FONGIP, APIX e outras estruturas de fiscalização conforme necessário.
Recordando a necessidade de uma supervisão eficaz e de acompanhamento e avaliação mensal das ações do programa “XËYU NDAW ÑI”, o Chefe do Estado solicitou aos Ministros do Emprego e Juventude, co-presidentes da Comissão Permanente do Conselho Nacional para o Integração e Emprego de Jovens (CNIEJ), a reunir-se quinzenalmente (15) - no relacionamento com os Ministros da Economia, Finanças e o Ministro Secretário-Geral da Presidência - nesta instância.

fonte: seneweb.com

MOÇAMBIQUE: Casas incendiadas - Forças Armadas dizem que Palma "está totalmente protegida".

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Diversas casas nos arredores de Palma foram incendiadas na noite de terça-feira. As Forças Armadas de Moçambique dizem que mantêm o controlo da sede de distrito. Vila "está completamente sob domínio", assegura porta-voz.

                                                                         Instalações do projeto de gás em Afungi

"O que tivemos foram algumas casas incendiadas na terça-feira (27.04) nos arredores de Palma por dois supostos insurgentes", disse Chongo Vidigal, porta-voz das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) no Teatro Operacional Norte. 

O responsável falava hoje à Lusa a partir de Afungi, cerca de seis quilómetros a sul da vila, junto às instalações do projeto de gás do norte de Moçambique e junto à aldeia de Quitunda, recém-criada pelos investidores.

Os supostos agressores, os mesmos responsáveis pelo ataque de 24 de março, regressaram a Palma procurando "vingança", alegou. "Pensamos que foi por vingança contra membros da população que os insurgentes acham que colaboram com as Forças de Defesa e Segurança (FDS)", declarou.

Fontes na vila terem relatado a presença de desconhecidos que têm atacado pessoas e destruído propriedades desde a noite de terça-feira.

Palma "completamente sob domínio das FDS"

O porta-voz confirmou a existência de fogo posto em algumas casas e reiterou: "A informação verdadeira é que Palma está completamente sob domínio das FDS, a vila está totalmente protegida".

Vidigal reconheceu ainda o receio da maioria da população de Palma em voltar à vila, porque "as estruturas administrativas" ainda não se reinstalaram, após a fuga em massa provocada pelos ataques de 24 de março. "É como numa casa: se o chefe de família não volta, os outros elementos do agregado familiar ficam receosos", declarou o porta-voz.

BG I Alltag und Militarismus in Cabo Delgado

Violênciana província de Cabo Delgado já matou mais de 2.500 pessoas

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo jihadista Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.500 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 714.000 deslocados, de acordo com o Governo moçambicano.

O mais recente ataque ocorreu em 24 de março contra a vila de Palma, provocando dezenas de mortos e feridos. As autoridades moçambicanas recuperaram o controlo da vila, mas o ataque levou a petrolífera Total a abandonar por tempo indeterminado o recinto do projeto de gás com início de produção previsto para 2024, avaliado em 20 mil milhões de euros, e no qual estão ancoradas muitas das expectativas de crescimento económico de Moçambique na próxima década.

Governo mantém abordagem

A consultora Eurasia considerou hoje que a declaração de "força maior" pela Total relativamente à sua operação no norte de Moçambique não vai levar o Executivo a mudar significativamente de abordagem ao conflito. "A abordagem do Governo relativamente à insurgência tem sido tratar o problema como uma questão de segurança, em vez de uma questão de desenvolvimento, e essa mantém-se a questão fundamental", escrevem os analistas num comentário à decisão da petrolífera francesa.

Volume 90%
 
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Quase um milhão de pessoas em risco de fome severa no norte de Moçambique

"Apesar de a Total não dever abandonar completamente o projeto, declarar 'força maior' significa que é pouco provável que o trabalho recomece pelo menos durante mais um ano", apontam os analistas, que escrevem ainda que "consequentemente, o esperado impulso às receitas governamentais do projeto de gás natural liquefeito vai ser atrasado pelo menos dois anos, piorando a perspetiva de evolução da economia moçambicana".

Além disso, apontam, o Presidente Filipe Nyusi "continua a resistir a uma intervenção externo no conflito que vá além de treino e partilha de informações secretas", apesar de a colocação de tropas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral "ser cada vez mais provável, ainda que não deva apoiar o suficiente para mudar o rumo do conflito".  

Para estes analistas, a abordagem do Governo é o principal impedimento à resolução da insurgência no norte do país, que ameaça adiar as perspetivas de desenvolvimento económico do país. "O descontentamento local fomentado pelo subdesenvolvimento, principalmente entre a minoria étnica dos Mwani em Cabo Delgado, deu gás à insurgência e mesmo assim o Governo tem falhado em colocar as iniciativas de desenvolvimento como uma prioridade", argumentam os analistas, exemplificando com a suborçamentação e a lentidão nas operações da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN).

"O Governo não deverá mudar a abordagem já que não quer parecer fraco perante os seus opositores dentro do partido, que são maioritariamente militares da linha dura", concluem os analistas da Eurasia.

fonte: DW África


"A América está de novo em marcha", diz Presidente Biden ao Congresso e ao povo dos EUA

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Joe Biden fala ao congresso, com vice-presidente Kamala Harris (esq) e a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi (dir)

Na véspera do seu centésimo dia na Casa Branca, Joe Biden apresentou um Plano para as Famílias Americanas de 1,8 trilhões de dólares e alertou sobre terrorismo em África

O Presidente dos Estados Unidos Joe Biden regressou na quarta-feira, 28, à noite ao edifício do Congresso, onde durante mais de três décadas trabalhou como senador, para agora como Presidente apresentar um ambicioso plano de benefícios sociais sem precedente, que ele disse ser prova que o Governo “pode produzir resultados para o povo”.

O plano, avaliado em 1,8 triliões de dólares, prevê, entre outras coisas, ensino pré-escolar gratuito para crianças entre os três e quatro anos de idade e ensino gratuito nos chamados “colégios comunitários”, instituições que fornecem ensino pós-secundário e podem dar acesso às universidades com crédito por disciplinas feitas nesses colégios.

O plano prolonga também até 2025 um crédito fiscal por cada criança, alargado após o começo da pandemia da Covid-19, que propõe pagamentos mensais para casais de baixo rendimento em cerca de 300 dólares por criança.

O plano apresentado por Biden é, segundo analistas, a maior reforma do sistema de segurança social dos Estados Unidos desde a década dos anos de 1960.

“Temos que provar que a democracia ainda funciona, que o nosso Governo ainda funciona e pode produzir resultados para o povo”, disse Biden.

A Casa Branca afirmou que o programa será financiado através de um aumento de impostos a vários níveis, incluindo para casais que em conjunto ganhem mais de 400 mil dólares anuais.

Covid esvaziou a sala onde Biden falou

O discurso foi marcado pelo facto de que contrário do que é costume quando 1.600 pessoas estão presentes na sessão conjunta das duas câmaras do Congresso, apenas cerca de 200 receberam convites devido às medidas de prevenção contra o coronavírus.

Apenas dois membros do Governo estiveram presentes e, ao contrário do costume, onde todos os nove juízes do Supremo Tribunal assistem ao discurso apenas o juiz-presidente John Roberts esteve presente.

O edifício encontrava-se também isolado por fortes medidas de segurança, incluindo membros da força paramilitar da Guarda Nacional.

Esta foi também a primeira vez na história em que por detrás do Presidente se encontravam duas mulheres, nomeadamente a vice-presidente, Kamala Harris, e a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

Joe Biden referiu-se ao facto afirmando, no meio de aplausos, que nunca nenhum Presidente tinha começado um discurso ao afirmar “Senhora vice-presidente, Senhora presidente da Câmara”.

Plano americano de empregos

No seu discurso, o Presidente abordou também o seu Plano Americano de Empregos de 2,3 trilhões de dólares anunciado o mês passado e que visa investir am infraestruturas como transportes públicos, caminhos-de-ferro, aeroportos, estradas, pontes, sistemas de internet de banda larga, hospitais, centros de cuidados infantis e combate às disparidades raciais, “o maior plano de empregos desde a Segunda Guerra Mundial”, segundo ele.

Este programa seria pago através de um aumento de impostos às empresas de 21% para 28%.

Antes, o Senado americano tinha já aprovado um outro programa económico de combate aos efeitos da pandemia de Covid-19 de 1,9 trilhões de dólares, elevando assim para 6 trilhões de dólares o valor dos projectos económicos que reflectem o seu desejo de dar ao Governo federal um papel que teve durante a década de 1930 no combate à Grande Depressão e na década de 1960.

Combate à Covid

No seu discurso, o Presidente Biden sublinhou os esforços do seu Governo para combater a pandemia do coronavírus.

“Estamos a vacinar a nação. Estamos a criar centenas de milhares de empregos. Estamos a fornecer resultados reais que as pessoas podem ver e sentir nas suas próprias vidas, abrindo as portas da oportunidade e garantido igualdade e justiça”, disse o Presidente que apelou aos americanos para se vacinarem.

Biden afirmou que “o progresso alcançado nos últimos 100 dias contra uma das piores pandemias na história é uma das grandes vitórias logísticas que o nosso país já testemunhou”.

“A América está em marcha de novo, transformado perigo em possibilidades, crise em oportunidade, recuos em força”, acrescentou Biden.

O Presidente americano fez notar no seu discurso que o Fundo Monetário Internacional estima que a economia americana vai crescer 6% este ano, “o ritmo mais rápido de crescimento neste país em quase quatro décadas”

“A América está a movimentar-se, a avançar e não podemos parar agora”, reforçou.

Aviso à China e à Rússia

No que diz respeito à política externa Joe Biden disse que os Estados Unidos têm que “liderar com os nossos aliados”.

“Nenhuma nação pode fazer face a todas as crises da nossa era por si só, desde o terrorismo, à proliferação nuclear, as migrações em massa, ciber-segurança, mudanças climáticas e com aquilo que nós atravessamos agora , a pandemia”, disse Biden, quem revelou ter dito ao “Presidente Xi (da China) que vamos manter uma presença militar forte no indo-pacífico, tal como fazemos com a NATO na Europa não para começar conflitos mas para impedir conflitos”.

“A América não vai fugir ao seu empenho para com os direitos humanos e liberdades fundamentais”, avisou o Presidente.

“No que diz respeito à Rússia, eu tornei claro ao Presidente Putin (da Rússia) que embora não queiramos uma escalada, as suas acções têm consequências”, disse para acrescentar que no entanto os dois países podem cooperar “quando isso é do interesse mútuo”.

O Presidente descreveu os programas nucleares do Irão e Coreia do Norte como “uma ameaça grave à segurança da América e do mundo”, mas não fez qualquer referência às negociações a decorrerem em Viena com o Irão.

Joe Biden defendeu a sua decisão de retirar tropas do Afeganistão mas frisou que “a ameaça terrorista desenvolveu-se para lá do Afeganistão de 2001”.

“A al-Qaida e o ISIS (Estado Islâmico) estão no Iémen, Síria, Somália e outros lugares em África e no Médio Oriente”, alertou.

O Presidente apelou ainda ao Congresso para aprovar uma revisão global do sistema de imigração que inclua uma via para cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais obterem a cidadania americana e apelou também aos legisladores para aprovarem medidas reformando o sistema policial.

A resposta Republicana

Na sua resposta, o senador epublicano Tim Scott criticou os “sonhos socialistas” do Governo.

fonte: VOA

ANGOLA: Jacarés estão à nossa espera.

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No Facebook do Folha 8 um leitor escreveu: «Quem é a falsa virgem ofendida? É o Rui Falcão, membro do partido fundador da guerra civil , partido que fuzilou dezenas de milhar de angolanos no 27 de Maio de 1977, partido com dirigentes que roubaram dos cofres do Estado muitíssimo biliões de dólares… e que quer que o jornalista Francisco Rasgado o indemnize em cerca de 2.654.782 dólares porque diz que foi difamado.»

Por Orlando Castro

E acrescenta, entre muitos outros exemplos: «Qual é a honra de alguém que pertence a um partido de assassinos e ladrões? Que indemnização pagou o MPLA às famílias das dezenas de milhar de mortos fuzilados pelo MPLA no 27 de Maio de 1977?»

Angola vive, do ponto de vista do Poder, uma situação conhecida, mas agora com novas vestes, com nova maquilhagem. Trocou o “seis” por “meia dúzia”. Os jacarés até dizem aos seus familiares: “Aprendam a conviver com a crítica e com a diferença de opinião, favorecendo o debate de ideias”. Quem só fingiu acreditar… ainda anda por aí. Dos que acreditaram mesmo e, por isso, começaram a criticar, alguns já fazem parte da vegetariana cadeia alimentar dos simpáticos moradores dos nossos rios.

Tenhamos memória. Mesmo antes da votação de 31 de Agosto de 2012 já Eduardo dos Santos definira a amplitude da vitória do MPLA. O resto era só para compor o ramalhete.

Na altura, o secretário do Bureau Político do MPLA para a Informação (cargo a que agora regressou pela mão de João Lourenço), Rui Falcão Pinto de Andrade, disse ao jornalista Peter Wonacott (“The Wall Street Journal”) que “o fantasma da fraude, ou de qualquer outra coisa, advém daqueles que sabem, antecipadamente, que não têm capacidade para ganhar as eleições”.

Rui Falcão ontem, como hoje, tinha razão. Está no contrato de compra e venda assinado com Portugal que o MPLA é Angola e que Angola é do MPLA. Por isso, aos 45 anos de Poder o MPLA vai juntar mais uns tantos. E tudo isto acontece não porque a Oposição, nomeadamente a UNITA, não tenha capacidade para ganhar, mas porque o MPLA tem uma máquina capaz de impedir que ela ganhe.

Aliás, se necessário for, o MPLA poderá chegar a uma votação de, por exemplo, 110%. 110%? Sim, claro. E ninguém irá protestar. Aliás, muitos dos discursos de felicitações pela vitória do MPLA, paridos nos areópagos da política internacional, nomeadamente em Lisboa, estão escritos desde 1975.

Todos se recordam, embora poucos se atrevam a dizê-lo, que o ex-Presidente, não nominalmente eleito e que esteve 38 anos no poder, José Eduardo dos Santos, disse no dia 6 de Outubro de… 2008 que o Governo ia aplicar mais de cinco mil milhões de dólares num programa de habitação que incluía a construção de um milhão de casas.

Foi há 13 anos. A construção de um milhão de casas para as classes menos favorecidas de Angola e jovens foi, aliás, uma das promessas da então campanha eleitoral mais enfatizadas pelo Presidente da República de Angola e do MPLA, partido que governa o país desde 1975.

José Eduardo dos Santos admitia, modesto como era, que “não seria um exercício fácil”, tendo em conta que o preço médio destas casas, então calculado em cerca de 50 mil dólares. Apesar de tudo, com a legitimidade eleitoral de quem só não passou os 100% de votos porque não quis, assegurou que “já se estava a trabalhar” nesse sentido. Foi em 2008. Foi Eduardo dos Santos como hoje é João Lourenço

“O objectivo dessa estratégia é proporcionar melhor habitação para todos, progressivamente, num ambiente cada vez mais saudável”, disse Eduardo dos Santos. Não sabemos se ainda alguém se recorda disso…

Como disse o então vice-presidente da Assembleia Nacional, João Lourenço, no dia 11 de Fevereiro de 2012, a vitória eleitoral do MPLA permitiria dar continuidade à execução dos programas concebidos pelo partido, sobretudo na área social. Sim. Embora tenha começado muito antes, há nove anos já João Lourenço “lambia as botas” de forma servil e convicta ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”.

João Lourenço tinha (e continua a ter) toda a razão. Só assim seria possível dar continuidade ao programa que mantém perto de 70% de angolanos a viver na miséria; em que a taxa de mortalidade infantil é das mais altas do mundo; em que só 38% da população tem acesso a água potável e somente 44% dispõe de saneamento básico; em que apenas um quarto da população tem acesso a serviços de saúde, que, na maior parte dos casos, são de fraca qualidade; em que 12% dos hospitais, 11% dos centros de saúde e 85% dos postos de saúde existentes no país apresentam problemas ao nível das instalações, da falta de pessoal e de carência de medicamentos.

“Se os eleitores nos derem essa oportunidade, poderemos concluir com o nosso trabalho e pensamos que esta é a posição mais justa”, disse o ex-secretário-geral do MPLA, quando falava à imprensa no término da IV sessão ordinária do Comité Central do partido.

Tanta modéstia até foi comovente. João Lourenço sabia (e continua a ser um mestre) que, com extrema facilidade, o MPLA só não terá vitórias superiores a 100% se o não quiser.

Segundo João Lourenço, não há muitos países do mundo que depois de uma guerra destruidora de cerca de 40 anos conseguiram, em pouco tempo, realizar as acções feitas em Angola, sobretudo na área social e na reparação de infra-estruturas.

Guerra de 40 anos? Sim, claro! Provavelmente 40 anos (ou até mais) em que nada se construiu e o pouco que havia foi destruído. Todos sabem, aliás, que quando o poder foi entregue por Portugal numa bandeja de corrupção (que continua a florescer) ao MPLA, Angola era um imenso deserto ou, aqui e acolá, um amontoado de escombros.

Todos sabem que, a 11 de Novembro de 1975, Angola não tinha estradas, hospitais, aeroportos, hotéis, fábricas, prédios etc.. Não tinha mesmo nada. Por isso, o que hoje existe é tudo obra do MPLA.

Na abertura dessa reunião, o então presidente José Eduardo dos Santos disse que o MPLA e a sua direcção não temiam expor-se à avaliação e ao veredicto em eleições periódicas, onde o confronto de ideias se faça de maneira aberta, plural, honesta e civilizada, podendo cada um expressar livremente as suas opiniões e anunciar os seus programas e ideais.

Eduardo dos Santos retirou estas frases dos programas eleitorais de países democráticos, coisa que Angola não é. Mas isso também não é relevante. Ou por outras palavras, Angola é nesta altura um raro paradigma de democraticidade, a ponto de que até os mortos votam.

“E é por estarmos conscientes de que o programa do nosso partido exprime a vontade do povo que partimos sempre para qualquer disputa política com a certeza da vitória”, disse o presidente e dono do país.

Ok. Os jacarés estão à nossa espera…

fonte: folha8

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