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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Golpe na Guiné: "Onde estava Mamady Doumbouya, quando o povo da Guiné foi ferozmente reprimido por Alpha Condé?", Pergunta GMS

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Guy Marius Sagna expressa reservas sobre o golpista Mamady Doumbouya

O ativista senegalês Guy Marius Sagna tem reservas sobre o autor do golpe militar que derrubou o presidente Alpha Condé na Guiné. Este último faz muitas perguntas sobre o destino da Guiné nas mãos do golpista Mamady Doumbouya.

“Aqueles que tornam impossível a transmissão democrática do poder, tornarão inevitável uma transmissão violenta do poder. É só uma questão de tempo. Prova da Guiné. Solidariedade com os irmãos e irmãs da Guiné! O golpe militar da Guiné - como todos os golpes militares - está fazendo política por outros meios. Desta vez, militar. Quem são os soldados que assumiram o poder? O que eles querem? Diante da caricatura de um ditador em que Alpha Condé se tornou, eles podem querer ser Alfa e Ômega da política guineense no lugar de Alpha Condé ”, questiona Guy Marius Sagna em nota à imprensa.

Melhor, pergunta o ativista, "onde estava Mamady Doumbouya quando o povo da Guiné foi ferozmente reprimido por Alpha Condé? Entre os que reprimiram ou os que foram espancados, mortos e presos? ”.

“Ligado à França, aos Estados Unidos e ao Senegal, pelo menos, Mamady Doumbouya não é necessariamente uma boa notícia para a Guiné”, disse o ativista senegalês.

Na opinião da GMS, “o povo da Guiné deve sair rapidamente e exigir que a energia seja devolvida a eles sem demora. O povo guineense, principalmente através do FNDC, deve dizer e mostrar claramente aos soldados: não lutamos com Alpha Condé para acabar com Alpha Condé de farda ”.

“Que lição para o Senegal? Os militares podem tomar o poder sem que seja do interesse do Senegal e teremos de o enfrentar.

Que lição para o exército senegalês? Quando te mandarem atirar no povo do Senegal que vai ficar farto desse lacaio neocolonial que é o presidente Macky Sall, vire as armas para Macky, porque ele não tem direito a ser candidato pela terceira vez ”.

Perguntas que o coordenador do movimento Frapp também faz sobre os senegaleses.

fonte: seneweb.com

Mamady Doumbouya, da legião estrangeira ao golpe de Estado na Guiné.

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Desde 2018, comanda o Grupo de Forças Especiais do Exército guineense, responsável pelo golpe e pela captura do presidente Alpha Condé no domingo.

Boina vermelha, óculos escuros e embrulhado numa bandeira guineense, denunciou a “má gestão” do país, anunciou a captura do presidente, a dissolução da Constituição e prometeu “iniciar uma consulta nacional para abrir uma transição inclusiva e pacífica " Foi assim que apareceu o tenente-coronel Doumbouya no domingo, em um vídeo ao lado de golpistas de uniforme e de armas.

Essas forças especiais estão por trás do golpe de domingo e da captura do presidente Alpha Condé, amplamente condenado pela comunidade internacional. “Vamos reescrever uma Constituição juntos, desta vez, de toda a Guiné”, assegurou o líder dos golpistas, lamentando que tenham havido “muitas mortes por nada, muitos feridos, muitas lágrimas”. Se aparece como o novo homem forte, este coronel de físico impressionante não é totalmente desconhecido no país.

Ascensão em 2018

O povo guineense descobriu Mamady Doumbouya em 2 de outubro de 2018, durante a celebração dos 60 anos da independência da Guiné. Desfile acontece no estádio 28 de setembro, localizado em Conakry, capital do país. O presidente Alpha Condé participa desta cerimônia onde o Grupo de Forças Especiais aparece.

Esta é a mais nova unidade no país, criada pelo próprio presidente, para combater oficialmente o terrorismo, e cujo comando está a cargo de Mamady Doumbouya, ex-instrutor da legião estrangeira francesa da região de Kankan, no nordeste da Guiné. Essas forças especiais são super treinadas, têm o melhor equipamento e os homens impressionam fortemente no desfile.

fonte: seneweb.com

Cabo Verde: Líderes do MpD e da UCID apoiam candidatura de Carlos Veiga a PR.

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Os presidentes dos partidos MpD (poder) e da UCID (oposição) juntaram-se ontem à campanha do ex-primeiro-ministro Carlos Veiga a Presidente de Cabo Verde nas eleições de outubro.

Neste domingo (05.09), Ulisses Correia e Silva, presidente do Movimento para a Democracia (MpD), partido que suporta o Governo e que declarou apoio formal à candidatura de Carlos Veiga, disse que "este é um momento decisivo. Cabo Verde precisa de um Presidente que some a favor do país, que garanta a estabilidade política".

Ulisses Correia e Silva, também primeiro-ministro reeleito em abril último, acrescentou que o atual momento, de crise económica provocada pela pandemia de Covid-19, "exige união, coesão e estabilidade", defendendo a importância da eleição de Carlos Veiga como chefe de Estado face à agenda de "relançamento da economia" no pós-pandemia. 

"Precisámos de um Presidente que ajude nessa agenda, que esteja ao lado do povo, ao lado do Governo. Este é o momento de somar e não subtrair. É o momento de jogar o jogo certo por Cabo Verde", afirmou.

"Kalu é a melhor escolha para Cabo Verde"

Carlos Veiga 'Kalu' -- alcunha do jurista e adotada pela sua campanha -, 71 anos, foi o primeiro primeiro-ministro escolhido em eleições livres em Cabo Verde (1991 a 2000) e anunciou em março a sua terceira candidatura presidencial (depois de falhar a eleição em 2001 e 2006).

"Kalu é a melhor escolha para Cabo Verde", afirmou Ulisses Correia e Silva.

Numa crítica à oposição, o líder do MpD afirmou estar convicto da eleição de Veiga, porque o país precisa de um Presidente "sem agendas escondidas" e com um "passado limpo".

Kap Verde | Parlamentswahlen | Ulisses Correia e Silva

Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde

O jurista e ex-primeiro-ministro de Cabo Verde -- o primeiro eleito após o regime de partido único - Carlos Veiga realizou hoje no Parlamento, na Praia, a abertura oficial da sua campanha ao cargo da Presidente da República nas eleições de 17 de outubro.

"Não nos podemos acomodar"

António Monteiro, presidente da União Caboverdiana Independente e Democrática (UCID), subiu ao palco para justificar o apoio formal do partido - um dos dois partidos da oposição representados no Parlamento - a Carlos Veiga: "Não nos podemos acomodar quando o que está em jogo vale muito mais do que todos os partidos em Cabo Verde".

O líder da UCID, terceiro partido mais votado nas eleições legislativas de abril, afirmou que Cabo Verde "está numa encruzilhada", que se não for "bem tratada" pode "perigar a estabilidade política e social", daí o apoio a Veiga, contrariamente ao que aconteceu há 20 anos.

"Fazemo-lo com elevado espírito de comprometimento com Cabo Verde e com muita responsabilidade", justificou, esperando que se Carlos Veiga for eleito impulsione o processo de regionalização no arquipélago, tal como o fez com o municipalismo em 1992, após o período do partido único.

Na sua intervenção, Carlos Veiga recordou os feitos de Cabo Verde, sobretudo desde o período da democracia, transição que liderou: "Hoje podemos ir e vir sem autorização de segurança".

Kap Verde | Wahlkampf 2021

"Não precisamos de crispação política"

Disse ainda que estas presidenciais não se podem confundir com a escolha de um Governo e de um primeiro-ministro, já que são "funções distintas", apesar de poderem "complementar-se para garantir a estabilidade necessária ao desenvolvimento do país".

"Não é papel do Presidente fazer intriga, mas criar estabilidade", atirou, prometendo ainda consensos nacionais, união e manter "viva" a Constituição, que ajudou a escrever, após as primeiras eleições livres.

"Não precisamos de crispação política", disse igualmente, defendendo querer ser um "facilitador" de entendimentos, face à situação do país, que vive uma profunda crise económica e social, devido às consequências da pandemia de covid-19.

"Com união e independência, nós vamos passar pela tempestade. Com estabilidade, com coragem", concluiu.

As candidaturas

Cabo Verde realiza eleições presidenciais em 17 de outubro de 2021 -- depois de autárquicas em outubro de 2020 e legislativas em abril passado - , às quais já não concorre Jorge Carlos Fonseca, que cumpre o segundo e último mandato como Presidente da República.

O Tribunal Constitucional anunciou em 24 de agosto que admitiu as candidaturas a estas eleições de José Maria Pereira Neves, Carlos Alberto Wahnon de Carvalho Veiga, Fernando Rocha Delgado, Gilson João dos Santos Alves, Hélio de Jesus Pina Sanches, Joaquim Jaime Monteiro e Casimiro Jesus Lopes de Pina.

fonte: DW África

Guiné Conacri: Golpistas intimam ex-governantes para um encontro.

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Líder golpista convidou ex-governantes para um encontro na manhã de hoje. O coronel Doumbouya advertiu que "qualquer falta de comparência será considerada como uma rebelião”. As condenações ao golpe não param de surgir.

Coronel Doumbouya, líder golpista

Em comunicado, o Ministério da Defesa da Guiné Conacri afirmou este domingo (05.09) que a guarda presidencial, apoiada pelas forças de defesa e segurança leais e republicanas, repeliu a tentativa de golpe de Estado.

As forças especiais anunciaram a criação do "Comité Nacional de Agrupamento e Desenvolvimento" e prometeram iniciar uma consulta nacional para abrir uma transição inclusiva e pacífica, depois da captura do Presidente da República, Alpha Condé no domingo (05.09). 

O cientista político Ibrahima Kane, da Open Society Foundation, em declarações à DW, lembra: "Todos nós sabemos que a Guiné está no centro da tempestade há mais de dois anos, por assim dizer. Com crises intermináveis ​​relacionadas com as eleições que o país organizou [em outubro de 2020], em conexão com o referendo para uma nova Constituição que o próprio Presidente tinha elaborado".

Kane diz que não ficou surpreso com o golpe contra o Presidente Alpha Condé e acrescenta que "a Guiné estava em crise permanente! Estava claro que algum dia alguém tentaria consertar as coisas".

Guinea Conakry | Videostill von mutmaßlicher Festnahme von Guineas Präsident Alpha Conde durch Militäreinheiten

Alpha Condé, Presidente deposto

Os oficiais das forças especiais anunciaram, no final da noite de domingo, o recolher obrigatório em todo o país "até segunda ordem".

Ameaça velada dos golpistas

Num comunicado na televisão nacional, o coronel e líder das forças especiais, Mamady Doumbouya, garantiu que a integridade física e moral do Presidente não está ameaçada e fez uma convocatória.

"Ministros cessantes e antigos presidentes de instituições são convidados para uma reunião às 11 horas da manhã, no Palácio do Povo. Qualquer falta de comparência será considerada como uma rebelião contra o Comité Nacional de Agrupamento e Desenvolvimento”, amaeçou.

A Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) já manifestou preocupação com a situação política do país e exigiu a libertação imediata do Presidente. Um apelo a que se juntou os EUA e a França, invocando o regresso à ordem constitucional.

Mas o cientista político Doudou Sidibé é cético quanto às condenações ao golpe por parte da comunidade internacional e das organizações africanas e regionais.

“É assim que sempre começa: é condenado, e então os golpistas vêm e distribuem o seu roteiro no qual prometem democracia, desenvolvimento e eleições livres e transparentes. E então vocês verão que a comunidade internacional se acalmará. [vejam] o caso no Mali, Chade etc", alerta Sidibé. 

E o analista político  sugere: "Depende de como os militares se vão comunicar nos próximos dias. Seria bom se houvesse uma transição muito curta. Pode ser difícil... Mas um ano no máximo e depois organizar eleições para que os civis possam ter o poder de volta".

A candidatura de Condé a um terceiro mandato foi considerado inconstitucional pela oposição, em outubro de 2020, e gerou meses de tensão que resultou em dezenas de mortes.

fonte: DW África

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