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BAMAKO E IYAD ENGAJADOS NA MESMA LUTA CONTRA EIGS NO MALI: Cuidado com o efeito bumerangue!

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Barack Obama: "As mulheres são melhores líderes que os homens".

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Se as mulheres governassem todos os países do mundo, haveria uma melhoria geral nos padrões de vida e nos resultados, de acordo com o ex-presidente dos EUA, Barack Obama.

Falando em Cingapura, ele disse que as mulheres não são perfeitas, mas que são "inquestionavelmente melhores" que os homens.

Ele ressaltou que a maioria dos problemas do mundo vinha dos idosos, principalmente dos homens, que ocupavam posições de poder.

Ele também falou sobre polarização política e o uso das mídias sociais para espalhar mentiras.

Falando em uma demonstração privada de liderança, Obama disse que durante seu mandato, ele havia pensado em como seria um mundo liderado por mulheres.

"Agora, mulheres, eu só quero que vocês saibam que vocês não são perfeitas, mas o que posso dizer sem dúvida é que vocês são melhores que nós [homens].

"Por dois anos, se todas as nações do mundo fossem lideradas por mulheres, você veria uma melhoria significativa nos padrões de vida e nos resultados em todas as áreas. "

Quando perguntado se ele consideraria voltar à política, ele disse que acreditava que os líderes deveriam renunciar quando chegar a hora.

"Se você olhar para o mundo, verá que os problemas são muitas vezes causados ​​por idosos, geralmente homens mais velhos, que se recusam a se retirar", disse ele.

"É importante que os líderes políticos tentem lembrar que eles estão lá para fazer um trabalho, mas que eles não estão lá para a vida toda, que eles não estão lá para apoiar sua própria auto-estima ou seu poder próprio.

Obama foi Presidente dos Estados Unidos de 2009 a 2017.


Desde que deixou a Casa Branca, ele e a ex-primeira-dama Michelle Obama criaram uma fundação que orienta jovens líderes em todo o mundo.

fonte_ seneweb.com

Senegal: O importante anúncio de Juliet Ibrahim sobre sua vida amorosa para o novo ano de 2020.

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O amor nem sempre é fácil para as pessoas da indústria do showbiz, especialmente para as mulheres. Muitos homens podem se sentir intimidados por seu status de celebridade, ou essas mulheres simplesmente não estão prontas para dar uma chance ao amor.

Bem, a popular atriz ganesa Juliet Ibrahim parece pronta para deixar o clube de solteiro e dar ao amor outra chance em 2020.

Ela fez a revelação em um post no Instagram porque a atriz bonita disse que espera que seu próximo relacionamento a faça dizer que rezou por isso.

A atriz ganense compartilhou uma nova foto e escreveu:

Que meu próximo relacionamento seja como "Lembro-me de orar por isso". Amém. #atoasttolifebook #atoasttolife -
2020 Estou pronto para dar uma chance ao amor.

Tornei-me mais sábio, mais inteligente, emocionalmente pronto, estou ciente do meu nível de tolerância, não me contentarei com menos do que mereço, conheço meu valor e realmente entendo como acrescentar impostos ao meu valor. futuro ... - Vamos dar uma chance ao amor ... vamos? #newbeginnings # 2020 »

L'importante annonce de Juliet Ibrahim sur sa vie amoureuse pour la nouvelle année 2020

fonte: seneweb.com

Senegal: Confissões de uma menina - "Damay diay sama boop por faay sama diang ..."

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Para mim, os estudos sempre foram algo muito importante. Meus pais são trabalhadores e contaram seu dinheiro a vida toda. Quando eu era pequena, vi minha mãe chorando por causa de problemas financeiros e se privando do jantar para que eu e minhas duas irmãs pudéssemos comer o máximo que pudéssemos ... Isso me revoltou, eu queria mudar o mundo. Quando você é criança, essas são lembranças que o marcarão para sempre. Para que eu pudesse ter uma vida melhor e mais fácil do que eles, sempre soube que tinha que trabalhar duro na escola. E foi o que eu fiz. No ensino fundamental e médio, eu estava frequentemente entre as primeiras da turma e era a queridinha dos professores. Eu me saí bem desde que obtive meu bacharelado com uma boa nota. Eu era o orgulho da família!

fonte: seneweb.com

Senegal: Moustapha Niasse: Senghor e sua família serão transferidos para Joal.

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O Senegal lembra hoje de seu primeiro Presidente da República, Léopold Sédar Senghor, falecido em 20 de dezembro de 2000. Esta sexta-feira (20/12/2019) marca o décimo oitavo ano do lembrete à Deus do poeta.

Assim, neste aniversário, Moustapha Niass, próximo da família, anunciou que o Presidente Senghor, sua esposa e filho serão transferidos para Joal. Niass lembra que foi a vontade do falecido que ele havia revelado em seu testamento.

fonte_ seneweb.com

Ex-presidente do Paquistão Pervez Musharraf é condenado à morte

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Ex-ditador vive em Dubai e foi julgado à revelia. Musharraf governou entre 2001 e 2008, tendo chegado ao poder por um golpe de Estado. Decisão é inédita contra um ex-governante num país marcado por regimes militares.
Ex-presidente do Paquistão Pervez Musharraf
Pervez Musharraf foi considerado culpado por crime de alta traição

O ex-presidente do Paquistão Pervez Musharraf foi condenado à morte nesta terça-feira (17/12) por um tribunal do país, considerado culpado por crime de alta traição por ter suspenso a Constituição e impor um estado de emergência em 2007.
"Um tribunal especial formado por três juízes condenou Musharraf à morte em Islamabad. A corte determinou que ele cometeu alta traição. Agora, temos o direito de recorrer ao Tribunal Supremo contra a decisão", explicou Azhar Siddique, advogado do condenado, que vive em Dubai há anos e foi julgado à revelia.
Este é o primeiro caso do tipo no Paquistão, que desde a independência, em 1947, teve metade de seus governos liderados por militares. O tribunal, que condenou o ex-presidente por dois votos contra um, tem 48 horas para emitir um veredicto detalhado.
Além do caso pelo qual foi condenado, o ex-militar enfrenta várias acusações, entre elas, a de não ter protegido a vida da ex-primeira-ministra Benazir Bhuto, assassinada em 2007.
Musharraf ocupou a presidência do Paquistão entre 2001 e 2008, chegando ao poder por um golpe de Estado. Ele nega as acusações e se diz vítima de perseguição política.
O processo por alta traição foi aberto em 2013, durante o governo do então primeiro-ministro Nawaz Sharif. Nele, Musharraf foi acusado de impor estado de emergência, suspendendo garantias constitucionais, e de decretar a prisão de dezenas de juízes. Sharif fora destituído do poder por Musharraf em 1999 através de um golpe militar.
Após Sharif voltar à presidência em 2013, seu governo proibiu a saída de Musharraf do país com a denúncia de alta traição, restrição que foi suspensa pelo Tribunal Supremo em 2016.
O próprio Sharif foi deposto em 2017 e mais tarde condenado por corrupção. Ele deixou o Paquistão sob fiança no início deste mês, tendo viajado para Londres para tratamento médico.
MD/efe/lusa/afp/dpa
Brasilien João de Deus (Getty Images/AFP/E. Sa)

O MÊS DE DEZEMBRO EM IMAGENS

João de Deus é condenado a 19 anos de prisão por crimes sexuais

O "médium” João Teixeira de Faria, que se apresentava como "João de Deus", foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por crimes sexuais cometidos contra quatro mulheres. Essa foi a primeira sentença contra João de Deus relacionada à série de acusações de abuso sexual que surgiram contra o "médium" no final de 2018. Ele está preso no Complexo Prisional Aparecida de Goiânia, em Goiás. (19/12)

fonte: DW África

Liverpool ou Flamengo: quem será o novo campeão do mundo?

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Os ingleses, vencedores da Liga dos Campeões, vão medir forças com a equipa comandada pelo português Jorge Jesus, vencedora da Taça dos Libertadores da América. Final do Mundial de Clubes da Fifa será sábado no Catar.
Champions League Bayer 04 Leverkusen - Benfica Lissabon - Jorge Jesus 01.10.2014 (Lars Baron/Bongarts/Getty Images)

Um déjà vu de 38 anos... Liverpool e Flamengo vão disputar a final do Mundial de Clubes da FIFA, para coroar o novo campeão do mundo. Os "reds" e o "mengão" vão reeditar a final que os colocou frente a frente, em 1981. Na altura, o Flamengo de Zico, o histórico "camisa 10" da Seleção brasileira bateu o Liverpool de Kenny Dalglish, por 3-0.
Flamengo não tem o "deus" Zico, mas tem Jesus
O "mengão", como é conhecida a equipa do Flamengo, vai jogar a final da competição pela 2ª vez. Depois de um jejum internacional de 38 anos, a equipa do Rio de Janeiro voltou a vencer a Taça dos Libertadores da América, a "champions" para as equipas sul-americanas. Numa curta retrospetiva, o Flamengo de 2019, quando se olha ao espelho, reflete muito do Flamengo de 1981. 
Há 38 anos, o Flamengo completou o "triplete", ao conquistar o Brasileirão, a Libertadores e a Taça Intercontinental e Continental [então Mundial de Clubes]. Nas fileiras brasileiras militavam jogadores como Leandro, Júnior e Zico, jogadores que fizeram parte da seleção brasileira eliminada do Campeonato do Mundo para a Itália, em 1982.
Para muitos amantes do futebol, a equipa comandada por Telê Santana ficou para a história como a "maior seleção" de sempre a jogar dentro das quatro-linhas.
Brasilianische Fußballstars (Bildergalerie) (picture-alliance/dpa)
Brasil 3-0 Argentina no Mundial de 1982
Hoje, em 2019, o Flamengo começou a época a meio-gás, mas tudo mudou quando Jorge Jesus foi apresentado como treinador da equipa no dia 1 de junho. O técnico assumiu o comando do Flamengo a partir da 10ª jornada do Brasileirão, com a equipa carioca a seis pontos do líder, na altura, o Palmeiras. Ora, chegados a dezembro, Jorge Jesus e o Flamengo somaram:
  • 23 vitórias em 29 jogos para o campeonato;
  • maior pontuação de sempre (90 pontos);
  • melhor ataque (86 golos);
  • maior número de vitórias (28);
  • maior número de vitórias consecutivas (oito)
  • menos derrotas (3)
  • melhor média de golos (+53)
  • maior pontuação numa só volta (48 pontos)
  • campeão sem derrotas em casa
  • primeiro campeão com treinador estrangeiro
NOTA: registos desde o início do sistema de pontos corridos num campeonato com 20 equipas (2006).
"É o cara"
Brasilien Flamengo - Argentinien River Plate (picture-alliance/AP Photo/F. Vergara)
Gabriel Barbosa é a grande figura do Flamengo
Se em 1981, Zico era a "bandeira" do Flamengo, hoje Gabriel Barbosa é “o cara”. O avançado assumiu o papel de protagonista da equipa brasileira. Aos 23 anos, Barbosa está emprestado pelo Inter Milão, de Itália, e finalmente completou uma época que faz jus ao apelido "Gabigol".
Terminou como melhor marcador do Brasileirão, com 25 golos e o maior artilheiro da Libertadores, com nove golos em 12 jogos. Ao todo, "Gabigol" soma 34 golos e 11 assistências, em 41 jogos oficiais esta época.
Liverpool de Klopp
Fussball Champions League l Red Bull Salzburg vs Liverpool l 0.2 Sieg - Jürgen Klopp (Reutesr/J. Sibley)
Jürgen Klopp
O Liverpool de Jürgen Klopp está em "ponto rebuçado". Os campeões europeus vão jogar a quarta final de um troféu que nunca conquistaram.
Perderam duas finais que disputaram para equipas brasileiras: foram goleados pelo Flamengo por 3-0 em 1981 e derrotados para o São Paulo em 2005, 1-0.
No entanto, este Liverpool está forte. No campeonato, leva já dez pontos de avançado do 2º, o Leicester e 14 pontos sobre o maior rival direto e bicampeão, Manchester City, de Pep Guardiola. No início da época, conquistou a Supertaça Europeia frente ao Chelsea.
Em 28 jogos oficiais, o Liverpool venceu 21, empatou cinco e perdeu apenas dois. 
Sociedade "Mané & Salah"
Fußball Champions League - Gruppe E - KRC Genk v Liverpool
Mohamed Salah e Sadio Mané
Deve haver poucas duplas africanas tão letais como a de Sadio Mané e Mohamed Salah. Juntos, o senegalês e egípcio já participaram em 42 dos 65 golos marcados pelo Liverpool esta época.
Apesar de menos concretizador, Roberto Firmino também entra nas contas, com cinco golos e nove assistências.
Jürgen Klopp e Jorge Jesus serão dois espetáculos à parte, nesta final. Extravagantes e sempe com as emoções à flor da pele, alemão e português vão tentar anular o jogo de parte a parte. Mas alguém leva vantagem?
Contrapressão vs. nota artística
Se do lado do Liverpool há Van Dijk - melhor jogador da Europa - a comandar a defesa, Henderson e Wijnaldum a ditar o ritmo de jogo, e Mané com Salah, a serem autênticas setas apontadas à balia adversária. Do lado do Flamengo encontramos a força e a resistência dos médios Arão e Gerson, a técnica de Everton Ribeiro, a velocidade de Bruno Henrique e a finalização de Gabriel "Gabigol" Barbosa.
Taticamente, as equipas apresentam-se de formas distintas. O Liverpool joga num sistema de 4-3-3, com Firmino a recuar quando a equipa está em processo defesa-ataque, atuando como um "falso 10". Já o Flamengo apresenta um esquema tático de 4-2-3-1, com dois médios defensivos e um número 9 solto na frente do ataque.
Quanto às dinâmicas, Klopp é fã da contrapressão, ou seja, a pressão imediata quando se perde ou recupera a bola. A equipa nunca reagrupa e ataca de forma imediata a baliza. Já Jorge Jesus sempre foi fã da nota artística, o que já lhe custou perder algumas finais importantes na carreira.
fonte: DW África
No entanto, é conhecido como um mestre da tática para muitos adeptos, como alguém que gosta de analisar o adversário a fundo e certamente irá trazer algo de novo para este jogo.

"Isabel dos Santos quer calar uma das vozes mais criticas contra a lavagem de dinheiro"

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Defesa de ex-eurodeputada sugere que Isabel dos Santos quer intimidá-la. Ana Gomes reafirma que empresária conta com cúmplices portugueses para corrupção. Acusação diz que documentos de Gomes são “uma mão cheia de nada”.
Angola Isabel dos Santos spricht zu Journalisten (Reuters/E. Cropley)

A ex-eurodeputada Ana Gomes participou de audiência de alegações finais no âmbito do processo de natureza cível interposto contra ela pela empresária angolana Isabel dos Santos, nesta quinta-feira (19.12), no Tribunal de Sintra, em Portugal. Gomes responde por “difamação” ao ter referido no Twitter que a empresária angolana estaria a usar Portugal para lavagem de dinheiro.
Na saída da audiência, a diplomata portuguesa manteve o que disse no tribunal na primeira sessão de julgamento na última terça-feira. Ela alega que Isabel dos Santos e “outros cleptocratas angolanos” utilizam a banca portuguesa para “branquear fundos desviados de Angola, lesando o povo angolano”.
"O que me motiva é não pactuar com a cumplicidade que existe em Portugal relativamente ao roubo despudorado do povo angolano. Mantenho o que disse e sujeito-me naturalmente àquilo que vier a ser decidido pelo Tribunal", disse.
Gomes afirmou que está convicta de suas alegações e que todas as provas fornecidas em juízo são baseadas nas diversas comunicações que fez para autoridades europeias e nacionais.
Cúmplices em Portugal              
EU Parlamentarier - Ana Maria Gomes (CC-BY-Security & Defence Agenda)
Ana Gomes, ex-eurodeputada
Na ocasião das denúncias feitas a órgãos internacionais, a ex-eurodeputada pediu o "escrutínio face às informações que eram públicas dos processos utilizados pela mulher mais rica de África, pedindo empréstimos para, obviamente, lavar dinheiro através de Portugal", disse Ana Gomes à DW.
A diplomata portuguesa disse esperar que a justiça reconheça não apenas o exercício da sua liberdade de expressão, mas também o seu direito à cidadania. Gomoes salientou que os alegados esquemas de branqueamento de capitais contam com "cumplicidades tremendas de portugueses, incluindo instituições portuguesas".
A ex-eurodeputada desafia Isabel dos Santos a ingressar com um processo-crime contra a sua pessoa, porque se chegaria, alegadamente, "à substância da fatualidade de que eu apresentei provas. Eu tornarei pública a minha contestação com todos os elementos", disse.
O advogado de Ana Gomes disse que a imagem de Isabel dos Santos em Angola é de uma "predadora dos bens públicos". Referindo-se aos vários negócios da empresária, Francisco Teixeira da Mota afirmou que a filha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos vai ter "mais dissabores com a mudança do poder em Angola".
Isabel dos Santos (picture-alliance/dpa)
Isabel dos Santos é a mulher mais rica de África
“Mão cheia de nada”
 Em declarações à agência de notícias Lusa nesta semana, Isabel dos Santos afirmou que a realização do julgamento do processo que interpôs contra a ex-eurodeputada Ana Gomes "já por si é uma vitória" e que pretende "limpar" em tribunal o seu nome de "sucessivas calúnias".
A empresária diz que a eurodeputada gozou de imunidade parlamentar por muito tempo e que anteriormente não foi possível tomar nenhuma atitude em relação "às falsas acusações e mentiras por ela proferidas". Ao Ana Gomes deixar de ser eurodeputada, Isabel dos Santos diz que surgiu pela primeira vez a possibilidade de ir à Justiça reclamar pelo seu "bom nome". 
 
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Angola: “Isabel dos Santos quer calar das vozes mais criticas contra a lavagem do dinheiro”

O advogado de defesa de Isabel dos Santos, Carlos Cruz, disse não haver nenhum processo de instituição internacional - entre as quais da União Europeia - contra a empresária. Cruz diz que as intenções de Ana Gomes estão provadas em sua conta no Twitter.
Cruz fez referência às cartas de Ana Gomes às instituições europeias, salientando que estas não apresentavam qualquer vestígio de ato ilícito envolvendo Isabel dos Santos. "Não há provas, há apenas um conjunto de correspondências de Ana Gomes que se traduzem numa mão cheia de nada" - afirmou em Tribunal.
O advogado destacou que Ana Gomes estava no direito de exercício de liberdade de expressão ao escrever no Twitter que "a empresária é corrupta e usa o Banco EuroBic para lavar dinheiro". Para ele, no entanto, as declarações se tratam de "desabafos e excessos".
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OS CHEFES DE ESTADO HÁ MAIS TEMPO NO PODER

Do golpe de Estado até hoje

Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, de 75 anos, assumiu a Presidência da Guiné Equatorial em 1979, ainda antes de José Eduardo dos Santos. Teodoro Obiang Nguema derrubou o seu tio do poder: Francisco Macías Nguema foi executado em setembro de 1979. A Guiné Equatorial é um dos países mais ricos de África devido às receitas do petróleo e do gás, mas a maioria dos cidadãos não beneficia dessa riqueza.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Senegal: Renúncia de Niasse anunciada: plano de Macky Sall.

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É sussurra nos corredores do palácio. De fato, estão sendo realizadas manobras para encontrar um substituto para Moustapha Niasse, que está prestes a renunciar ao seu cargo de Presidente da Assembléia Nacional.
"Oprimido pelo peso da idade e pelas duras críticas feitas a ele, o líder dos progressistas pretende se aposentar da vida política para sempre. Nossos radares acreditam firmemente que Macky Sall e sua cúpula imediata terminaram seu foco na direcção  do secretário-geral da Presidência da República Mahammad Boun Abdallah Dionne ", relata o Rewmi Daily.

Oportunidade de aplicar nova lei aos deputados

O jornal acrescenta: "Pela primeira vez, a lei poderá beneficiar (um deputado nomeado para outro cargo (cxemplo, Ministro) poderá retornar ao cargo no Hemiciclo após sua saída do cargo). Assim, Boun Abdallah Dionne, chefe da lista da Coalizão Presidencial Benno Bokk Yakaar nas eleições legislativas de 2017, que foi eleito deputado e depois nomeado Secretário Geral da Presidência da República após a dissolução do Gabinete do Primeiro Ministro, pode ser encontrado, sem problemas, um queijo suculento empoleirado na beira da Praça Soweto ".

ADICIONAR no Interior, Aly Ngouille ao SG da Presidência

Ainda acreditando que fontes de Remi Quotidien espreitam nos labirintos do poder, "Dionne, portanto, se beneficiará das últimas alterações feitas recentemente no nível de nossa Carta Fundamental". Pelo nome de seu substituto na Presidência, evoca-se, por enquanto, Aly Ngouille Ndiaye, fiel entre os fiéis do Chefe de Estado. Este último terá que ceder seu posto estratégico de Ministro do Interior a outro próximo de Macky Sall, neste caso o Ministro das Finanças e Orçamento Abdoulaye Daouda Diallo, que poderia, assim, assinar seu retorno ao nível desse departamento de soberania.

fonte: seneweb.com

Senegal: [Fotos] Eventos: O palácio e a praça da independência já estão sob alta segurança.

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A plataforma "Ño Lank Ño Bagne" pretende se manifestar na sexta-feira no lugar da independência. Por seu lado, as autoridades de segurança assumiram a liderança. De fato, a segurança foi reforçada no lugar da independência, mas principalmente em torno do palácio presidencial que foi barricado, como ilustrado por essas fotos publicadas abaixo.

fonte: seneweb.com

Angola: Orçamento de 2020 cria condições para a retoma.

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Angola depara-se, hoje, com um exigente desafio de restabelecer a sua credibilidade como nação solvente, tendo como única saída, além das reformas em curso, a consecução de uma trajectória de crescimento que lhe permita reduzir o peso relativo da dívida face ao exterior.


Fotografia: Proposta do OGE 2020

O Orçamento Geral do Estado (OGE) do exercício de 2020 assenta, apesar dos receios em torno dos riscos associados à volatilidade do preço do petróleo, na conjugação de condições para a retoma do crescimento económico, antecipando um aumento do PIB na ordem de 1,8 por cento (1,5 por cento do sector petrolífero e de 1,9 do sector não petrolífero), com ênfase no crescimento do sector não petrolífero, destacando-se o sector produtivo (agricultura e fomento da indústria nacional), o reforço das afectações do sector social (educação, saúde e combate à pobreza) e a reposição de investimento público.
A interacção entre as reduzidas expectativas do crescimento da economia mundial (tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China são a principal ameaça) e as tensões no Médio Oriente geram, actualmente, uma expectativa de ligeira redução do preço do barril (assumindo-se um preço de 55 dólares para efeitos do OGE de 2020 e uma produção diária de 1,436 milhões de barris por dia) e, em contra-ciclo, um maior equilíbrio do mercado cambial interno (redução gradual do gap entre o mercado formal e o mercado informal, actualmente ainda na ordem dos 30 por cento), acompanhado de uma su-bida da taxa de inflação (25 por cento).
A Fitch, que há um par de semanas reconfirmou uma notação “B” a Angola, abaixo da recomendação de investimento, declarou na semana passada prever que a economia cresça 2,00 por cento em 2020 e que a dívida pública desça para 77,4 por cento, registando um défice das contas públicas de 3,00 por cento, o que globalmente traduz confiança no crescimento da economia angolana e gestão da sua dívida, mas antecipa gastos e investimentos superiores aos adiantados no OGE.
Reestruturação da dívida
A redução das receitas petrolíferas e a desvalorização da moeda nacional face ao dólar fizeram disparar a dívida pública, com um peso actual de cerca de 90 por cento do PIB.
Em 2020, mais de metade do OGE, no valor global de cerca de 15,9 biliões de kwanzas, será alocado ao serviço da dívida.
Neste contexto, o processo de consolidação das finanças públicas é um pilar chave, sendo crítico gastar menos recursos, aplicando-os nos projectos e custos mais pertinentes para a criação das bases necessárias para o desenvolvimento do País e, assim, materializar saldos orçamentais positivos que permitam algumas operações de reestruturação da dívida.
O orçamento de 2018 marcou a inversão da trajectória deficitária da política fiscal, devido ao facto de se terem alcançado, nos saldos global e primário, excedentes de 2,2 e 7,7 por cento do PIB, respectivamente. Pela primeira vez em 2017, o executivo assumiu antecipadamente “poupar” parte dos recursos económicos gerados.
Este progresso representa um esforço significativo, uma vez que foi possível alterar a tendência fiscal que se vinha observando até então, quando o défice global atingiu cerca de 6,9 por cento e o défice primário (défice orçamental antes de juros) cerca de 3,3.
Apesar desse esforço, a dívida pública continua acima do limite aceitável de 60 por cento do PIB, um rácio que, para atingir, este rácio até 2025, implicaria um crescimento económico anual de 10 por cento, de acordo com estimativas do Relatório Económico de Angola de 2018 apresentado pelo Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola apresentado na semana passada.
Por isso, o processo de consolidação fiscal e estabilização das contas públicas deverá continuar em 2020, estimando o orçamento em aprovação um excedente de 1,2 por cento em 2020.
No caso do Orçamento em análise, mais poderia ser feito do ponto de vista da receita tributária (analisaremos mais à frente), mas importa deixar claro que o investimento é necessário (contenção na dívida não pode significar o congelamento do investimento, este deve acontecer se reunidas condições qualitativas) e que os modelos financeiros preparados por académicos e instituições internacionais também têm as suas debilidades.
Crescimento e Investimento
No decurso do Conselho de Auscultação Social, há duas semanas, no Sumbe, Cuanza-Sul, o Presidente da República exortou o sector Privado a assumir “as suas responsabilidades”, reocupando o lugar na economia, defendendo que o Estado deve ter uma função meramente “reguladora”, quase que como o Professor Doutor Aníbal Almeida (Boletim de Ciências Económicas da Universidade de Coimbra) questionando a racionalidade do Estado ou Governo como operador económico.
De facto, o sector privado possui um papel crítico no relançamento do crescimento económico, sendo fundamental afastar alguns obstáculos regulatórios e comportamentais (cancelar concessões imediatamente após a sua adjudicação e não priorizar repatriações de lucros e dividendos de investidores externos), promovendo a abertura da economia, quer do ponto de vista da atracção de investimento externo directo e qualitativo (vistos, atracção mão- de-obra disruptiva, remessas livres de capitais), quer do ponto de vista da facilitação e promoção das exportações (infra-estruturas de suporte e incentivos financeiros directos, que não o financiamento aos sectores primários). Por outro lado, e apesar de maldito na visão de Richard Auty, o petróleo continua a dominar a balança comercial angolana, sendo absolutamente imperativo assegurar investimento no sector (de que são bons indícios os investimentos da Total e Eni para exploração das bacias marítimas do Namibe e de Benguela e na base logística de armazenamento de derivados do petróleo da Barra do Dande pelo Xeque do Dubai).
Neste sector, saliente-se também a urgência na revisão (em fase de conclusão de acordo com as autoridades) do modelo de preço dos combustíveis (e sua consequente actualização) a bem da competitividade da Sonangol, que suportou, nos últimos anos, prejuízos significativos ao colocar no mercado de retalho e restantes operadores de mercado, combustíveis significativamente abaixo do preço de custo. A Sonangol, além de uma força económica nacional, é um dos maiores empregadores de Angola.
Finalmente, e como dito no capítulo anterior sobre a dívida, o indispensável crescimento deverá passar por investimento qualitativo com multiplicador económico, em condições equilibradas de remuneração e amortização. Desta forma, o Estado deverá focar o in- vestimento directo na reabilitação de infra-estruturas, focando-se em disponibilizar condições de suporte e externalidades positivas ao investimento privado.
Em termos globais as intenções do executivo para o investimento são revistas em alta, para os 1,092 biliões de kwanzas, um crescimento nominal face ao OGE revisto de 2019 de cerca de 38 por cento.
Para a potenciação do crescimento económico, além dos avanços na estabilização macro-económica e no investimento público, visível na revisão e actualização do Programa de Investimento Público, como um todo, o Executivo tem criado diversas medidas de políticas assertivas para que haja um novo empoderamento da classe empresarial.
Contam-se entre essas políticas os estímulos do Banco Nacional de Angola para o financiamento da produção de bens essenciais que apresentam défices de oferta de produção nacional; Externalidades positivas e dinamizadoras derivadas do Pro- grama de Privatizações (PROPRIV) que atraem investidores internacionais; o Programa de Apoio à Produção das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI) e o instrumento de financiamento, o Programa de Apoio ao Crédito (PAC).
A lista inclui o Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM); regularização de pagamentos atrasados do Estado, que tem permitido novos investimentos internos e a melhoria da percepção económica; e o processo de reestruturação do sector petrolífero e dos diamantes, que têm permitido a captação de novos investimentos e o aumento da sua contribuição fiscal em sede do OGE, já visíveis no subsector dos diamantes (leilões de 2019 com bons resultados) e dos petróleos com investimentos já contratados em novas áreas de exploração, em 2020.
Reforma Tributária
Noutra parte deste texto adiantamos que, no domínio da reforma tributária, é necessária uma reflexão profunda, e sobretudo, inverter o ciclo de inércia dos últimos anos (excepção feita ao IVA). Com efeito, o peso relativo da receita tributária no PIB (cerca de 10 por cento do PIB) decresceu a níveis de 2009/2010, tendo-se perdido alguns ganhos conquistados na Reforma Tributária terminada em 2014 com a fusão da DNI/SNA que originou a criação da AGT.
A relação entre o modelo económico e o modelo tributário geram ciclos, viciosos ou virtuosos, consoante um e o outro se adequam entre si, sendo observáveis internacionalmente nos modelos de distribuição de carga tributária três princípios fundamentais:
- As fontes mais significativas de receita para a maioria dos países são o consumo e o rendimento, em particular o de singulares;
- Os impostos sobre o consumo e o património são os que introduzem menos efeitos regressivos na economia;
- A receita de impostos sobre o comércio internacional tenderá a diminuir devido ao aumento da produção nacional e ao estabelecimento de acordos comerciais. No caso de Angola, no que respeita à tributação não petrolífera, os rendimentos das empresas e os impostos aduaneiros (e agora o IVA) são responsáveis pelos volumes mais significativos de arrecadação. Desta forma está negligenciado o potencial de arrecadação (e maior neutralidade económica) da tributação dos rendimentos de singulares (devendo subir-se consideravelmente a carga tributária dos detentores de rendimentos mais elevados, aliviando os contribuintes com menores rendimentos) e da tributação do património imobiliário (quase inexistente).
Em Angola, persistem debilidades fiscais estruturais (prestação de contas das empresas deficientes ou mesmo fraudulentas, baixa literacia económica e tributária, economia fundamentalmente informal, património imobiliário não regularizado jurídica e fiscalmente) que não se compatibilizam com as abordagens tributárias tradicionais, devendo desenvolver-se processos de cobrança mais disruptivos e adaptados à realidade local.
O OGE para 2020, o primeiro Orçamento a ser realizado após a introdução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), prevê um crescimento significativo das receitas associadas aos impostos sobre o consumo, decorrente quer da introdução do IVA, quer do Imposto Especial sobre o Consumo (IEC), com uma previsão de arrecadação global de receitas de cerca de 712.300 milhões de kwanzas.
Este aumento de receita deriva, essencialmente, do aumento da taxa de IVA quando comparada com as taxas de Imposto de Consumo (IC), bem como do alargamento da base tributária do IVA quando comparada com a do IC.
Quando comparada a receita orçamentada do IVA e do IEC para 2020 com a do último ano em que vigorou em pleno o Imposto de Consumo (2018) - o ano 2019 ficou marcado pela introdução do IVA em data posterior à prevista aquando da execução do Orçamento, pelo que os dados disponíveis não deverão ser utilizados como comparativo, a receita orçamentada para 2020 para os impostos sobre o consumo cresce cerca de 154 por cento, o que representa um aumento na ordem de 432.400 milhões de kwanzas.
A par deste crescimento da receita dos impostos sobre o consumo, verifica-se em 2020 um decréscimo de cerca de 97 por cento da receita orçamentada para o Imposto de Selo, quando comparada com a receita deste imposto para 2018 (decréscimo percentual similar quando comparado com 2019), o que representa uma diminuição de cerca de 153.400 milhões de kwanzas. Este decréscimo deve-se a isenções (e revogações) previstas em determinadas verbas da tabela anexa ao Código do Imposto de Selo decorrentes da entrada em vigor do IVA.
Ainda assim, o saldo da receita tributária (279 mil milhões de kwanzas) neste âmbito é positivo e não atingirá ainda o seu pleno, na medida em que vigorará ainda o regime transitório do IVA.
No que respeita ao Imposto sobre a Produção, verifica-se em 2020 uma manutenção da receita tributária orçamentada, quando comparada com a prevista para 2019, a qual ascende a cerca de 533.800 milhões de kwanzas. Relativamente ao Imposto sobre o Comércio Externo (impostos sobre a importação e exportação), prevê-se um crescimento da receita tributária de cerca de 49 por cento, quando comparada com a prevista para 2019.
Sector Social
Ao analisar o Orçamento de um país pode ser absolutamente tentador resvalar para abordagens técnicas e académicas, mas, no ab-soluto, trata-se de avaliar opções económicas fundamentalmente ao nível do seu impacto nas pessoas.
O sector social vai absorver 40,7 por cento da despesa fiscal, um crescimento nominal de cerca de 27,6 por cento face ao exercício anterior. Neste sector destacam-se os programas de combate às grandes endemias, a melhoria da qualidade e desenvolvimento do ensino primário, o desenvolvimento local e combate à pobreza e a melhoria da assistência medicamentosa.
Relembrando Paul Samuelson, neste exercício económico Angola deu passos adicionais para contrariar o seu rácio tradicional de “manteiga vs canhões”. De facto, o sector da Defesa, Segurança e Ordem Interna regista um crescimento nominal de 21,2 por cento e representa cerca de 19,3 por cento da despesa fiscal, impulsionada sobretudo pela da dotação à Segurança e Ordem Pública que cresce 48,3 por cento.
Sem muitos detalhes, o relatório de fundamentação do OGE, como referido anteriormente, declara que o Executivo deu início à descontinuidade dos subsídios à água em 2018. Em Julho de 2019 ajustou as tarifas de electricidade e ajustou os preços do Jet , que passaram para o regime de preços flexíveis. A reforma dos subsídios está associada à implementação de um programa de transferências monetárias de maior escala. O Executivo materializará o programa de transferência directa de rendimentos para famílias mais pobres, com apoio técnico e financeiro do Banco Mundial, tendo sido acordado um financiamento de 320 milhões de dólares, num ambicioso programa foi concebido para beneficiar cerca de um milhão de famílias.
Conclusões
O OGE de 2020 revela-se bastante prudente, evidenciando na despesa cada vez mais preocupações sociais (sobretudo no domínio da saúde e educação), uma inversão do papel do Estado no domínio do Investimento (menos subsidiação de produtos e serviços e investimento público mais orientado para infra-estruturas e externalidades de suporte à economia), além de uma preocupação com o papel do sector privado, fundamental para restabelecer a credibilidade de Angola como nação solvente, tendo como única via de saída, além das reformas em curso, a consecução de uma trajectória de crescimento que lhe permita reduzir o peso relativo das dívidas ao exterior, destacando-se as seguintes mensagens: É imperativo e possível crescer, alavancando a procura externa e o investimento qualitativo;  As reformas estruturais em causa são imprescindíveis, mas não são suficientes (em sede orçamental a tributária é a mais urgente, mas noutros sectores como a justiça são necessárias intervenções urgentes também); É necessário desenvolver um plano de crescimento externo; O papel do sector privado é central e os poderes públicos têm a oportunidade única de contribuir para o crescimento.
fonte: jornaldeangola

“Fala português!”, dizem professores para alunos brasileiros, africanos e timorenses

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

“Choque de culturas”, “casos de discriminação”, “não aceitação da Língua Portuguesa falada e escrita” por estudantes lusófonos”, “falta de sensibilização dos professores” - são algumas das conclusões de um estudo da investigadora científica do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) e Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa.


Juliana Chatti Iorio, uma brasileira a viver em Portugal há 20 anos, admite que “muita coisa tem sido feita para atrair os estudantes internacionais”, mas alerta para a falta de preparação das universidades para o actual 'boom' de alunos estrangeiros que já são a maioria em alguns cursos.
Num artigo intitulado “O acolhimento de estudantes internacionais: brasileiros e timorenses em Portugal”, publicado na Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM), em co-autoria com Silvia Garcia Nogueira (Universidade Estadual da Paraíba, Brasil), Juliana Chantti disse, numa entrevista à agência Lusa, que não ficou “surpreendida” com os resultados dos estudos.
“Quando entrei para o mestrado, em 2003, havia cinco estrangeiros na minha sala. Era outra realidade. Hoje, há cursos em Portugal que têm mais estudantes estrangeiros do que portugueses e eu penso que muitas faculdades ou institutos não estavam preparadas para isso”, afirmou. A investigadora considera que estas instituições “não estavam preparadas para receber esse 'boom' de estudantes internacionais e, como tal, o acolhimento fica a desejar”.
Culturas inferiorizadas
“Não me refiro só à logística, mas sobretudo à compreensão das diferentes culturas que pretendem receber. Se estão abertas para receberem estudantes de diferentes culturas, os professores, funcionários, enfim, a comunidade docente e discente tem que estar aberta para conhecer e procurar entender estas diferentes culturas”, defendeu.
A investigadora mostra-se especialmente preocupada com as relações humanas entre os estudantes estrangeiros e os professores, destacando que “o choque de culturas acaba por ser um problema, uma vez que muitos funcionários e professores não conhecem a cultura desses alunos e muitos desses alunos também não conhecem a cultura em Portugal”.
No artigo lê-se que “a não aceitação da Língua Portuguesa falada e escrita por esses estudantes, bem como os casos de discriminação sofridos em sala de aula por parte de alguns professores, evidenciou que ainda muito trabalho deverá ser feito para desconstruir a representação de que o português é imune ao racismo e possui uma predisposição para o convívio com outros povos e culturas”.
O “complexo” da Metrópole
A investigadora explica que, à chegada, os alunos brasileiros depararam-se com algumas dificuldades que não estavam à espera, nomeadamente, ao nível da compreensão do Português.
“Muitas vezes, os próprios professores não aceitam a Língua Portuguesa falada e escrita no Brasil, discriminando mesmo o seu uso em sala de aula e não permitindo o uso de livros cuja tradução seja feita no Brasil”, disse.
Nesse sentido, prosseguiu, “a discriminação é notada, quando um professor se vira para um aluno brasileiro e diz, por exemplo, 'fala Português!' ou quando um professor diz que as traduções feitas por editoras brasileiras não têm qualidade”.
“Portugal não dá o devido valor à Língua Portuguesa a partir do momento em que permite o uso do inglês em sala de aula, que não luta pela afirmação da quinta língua mais falada no mundo e a partir do momento em que possui muito mais ferramentas em inglês para acolher os estudantes Erasmus do que para acolher os estudantes lusófonos”, considerou.
E, acrescentou, “ainda age como se fosse a 'metrópole' a ditar as regras do uso da Língua Portuguesa às suas 'colónias', quando inferioriza a maneira como a Língua Portuguesa é utilizada pelos outros países lusófonos”.
Mais sensibilização
No artigo lê-se que “ainda há muito a ser feito, como uma maior atenção às dificuldades de brasileiros e timorenses com o Português de Portugal”.
A investigadora propõe “mais sensibilização dos professores para com os estudantes provenientes de sistemas educacionais distintos, maior divulgação dos serviços disponíveis pelas universidades aos estrangeiros e apoio efectivo e afectivo na chegada ao país de destino”.
E mostrou o que considera um bom exemplo: “Algumas (universidades) já têm núcleos de estudantes internacionais (muitas vezes, núcleos de estudantes brasileiros, africanos, etc), os departamentos de relações internacionais começam a estar mais preparados para dar repostas, sobretudo as que tangem às burocracias exigidas aos estudantes que vêm de outros países”.
Vistos de estudante facilitados
Autorizações de residência mais rápidas, dispensa de entrega de documentos ou redução do valor comprovativo de meios de subsistência: eis as principais mudanças em vigor e que pretendem agilizar e acelerar o processo de atribuição de vistos de estudantes a estrangeiros.
O número de estudantes oriundos de outros países duplicou em Portugal na última década: são já 50 mil e representam 13% do total de alunos do ensino superior, de acordo com dados presentes na Portaria n. º 111/2019, que introduz as principais mudanças. Esta é umas das medidas previstas na iniciativa “Simplex+”, no âmbito da “via rápida para estudantes estrangeiros em Portugal”. Foi também criada uma comissão de articulação entre as áreas governativas dos Negócios Estrangeiros, Administração Interna e Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que contam com um membro de cada pasta para acompanhar o processo.
Desde Maio, a partir da entrada em vigor da portaria - a 11 de Maio de 2019 - o prazo para a concessão do Visto ou Autorização de Residência passa a ser 30 dias. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deve emitir o parecer prévio obrigatório no prazo de 15 dias.
É dispensada a apresentação de documentos previstos no nº 5 do artigo 62 da lei 23/2007 (o estudante ter a idade mínima e não exceder a idade máxima fixadas por portaria conjunta dos Ministros da Administração Interna e da Educação e ter alojamento assegurado).
A nova portaria estabelece que o valor a ser comprovado como meio de subsistência seja reduzido para metade (50%), caso a inscrição do estudante seja feita numa instituição situada num município de baixa densidade.
As universidades e outras instituições, a Direcção Geral do Ensino Superior e a Direcção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas vão trabalhar em proximidade e vão fazer o cruzamento de dados: para tornar o processo de autorização de residência mais rápido e evitar a emissão de vistos a quem não está matriculado num curso superior.
Mais de 11 por cento sai de Angola
Para muitos estudantes estrangeiros, o mais difícil, quando se opta por Portugal, é o idioma. De resto, o País é tido como destino económico, a educação é considerada de excelência e os portugueses são avaliados como mestres nas boas-vindas.
Acreditam que é exactamente por isso que o número de estudantes estrangeiros - estatuto que ocupam - tem aumentado nas universidades portuguesas. Só este ano, subiu cerca de 40% face ao período homólogo. De acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), já são cerca de 50 mil no total, quase mais 40 mil desde o início do milénio (12 717).
Por outro lado, de acordo com o último Inquérito ao Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES), realizado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) - que ainda não inclui os dados de 2018/2019 (são já 50 mil os estudantes estrangeiros inscritos) -, Portugal recebeu 44.485 alunos no ano lectivo de 2017/2018.
Mais de metade (28.122) faz parte do grupo que completou o ensino secundário no estrangeiro e decidiu obter um diploma em Portugal (Mobilidade de grau). Comparando com o ano anterior, verificou-se um aumento de 26,7% destes alunos, que, no ano passado, já representavam 7,5% do total dos inscritos no ensino superior.
Na sua maioria, são mulheres (51,6%) e são oriundos do Brasil (39%), Angola (11,4%), Cabo Verde (9,3%) e França. São estudantes que chegam à procura de formação nas áreas das “Ciências empresariais, administração e direito” (23,9%) e da “Engenharia, indústrias transformadoras e construção” (20,4%).
Oito em cada dez inscreveram-se numa instituição pública, sendo que 77,6% do total optou por uma universidade em detrimento de um politécnico. No entanto, os politécnicos têm vindo a registar um grande aumento de estrangeiros: no ano lectivo de 2016/2017 eram 4.809 estudantes e no ano passado já ultrapassavam os seis mil (6.306).
A Área Metropolitana de Lisboa é a que acolhe mais estudantes (37,2%), sendo que, em 2017, a região do Algarve destacou-se ao quase duplicar o número de alunos em dois anos, passando de 350 alunos para 592. A maioria dos alunos inscreveu-se numa licenciatura 1.º ciclo (10.025) e de mestrado 2.º ciclo (8.260).
fonte: jornaldeangola

Antigo Presidente do Mali, Amadou Toumani Touré regressa de exílio de sete anos.

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O antigo Presidente do Mali, Amadou Toumani Touré, derrubado em 2012, regressou ontem definitivamente a Bamako, após sete anos de exílio no Senegal, anunciou a Lusa.


Acompanhado pela família, Amadou Toumani Touré foi recebido no aeroporto de Bamako, em Mali, por cerca de mil apoiantes, de onde seguiu para a sua residência. “Estou bem e feliz por estar aqui”, disse o ex-Chefe de Estado, de 71 anos, que já tinha estado no Mali em Dezembro de 2017, numa breve estada.
Toumani Touré foi eleito Presidente em 2002, reeleito em 2007 e derrubado em 22 de Março de 2012, por soldados que o acusaram de incompetência face à rebelião no Norte do país. Em Abril de 2012, renunciou formalmente ao cargo e, em seguida, deixou o Mali para o vizinho Senegal, onde manteve uma presença discreta.

fonte: jornaldeangola

ManifestantFOes gambianos exigem saída do Presidente Adama Barrow

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Milhares de manifestantes gambianos saíram ontem às ruas de Banjul para exigir a saída do poder do Presidente Adama Barrow, para assim respeitar a sua promessa eleitoral, noticiou a PANA.

Sob a liderança do grupo de pressão “Three Years Jotna (três anos basta)”, os manifestantes pediram a demissão do Presidente Barrow, que prometeu não fazer um mandato de mais de três anos enquanto líder de coligação. Os manifestantes fizeram saber que se agrupariam todos no local designado, em Denton Bridge, onde iriam entregar uma petição a Ebrima Sankareh, porta-voz do Governo, para que a transmita ao Presidente Adama Barrow. A Polícia gambiana autorizou os dirigentes de “Three Years Jotna”, em reconhecimento do direito a manifestar-se.

fonte: jornaldeangola

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Comité da ONU recomenda fim de sanções a militares da Guiné-Bissau

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Presidente do comité considera que há perceção de que os responsáveis pela instabilidade são os políticos guineenses, não os militares. Conselho de Segurança da ONU mantém sanções a responsáveis pelo golpe de 2012.
Guinea-Bissau Antonio Indjai und Mamadu Ture (DW/B. Darame)

O presidente do Comité de Sanções das Nações Unidas à Guiné-Bissau, Anatolio Ndong Mba, recomendou ao Conselho de Segurança que considere a possibilidade de suspender as sanções contra militares guineenses.
As declarações foram feitas nesta terça-feira (17.12) numa sessão informativa dos órgãos subsidiários do Conselho de Segurança da ONU numa altura em que Ndong Mba termina o mandato de dois anos como presidente do comité. O representante da ONU acha importante que seja revisto o próprio regime de sanções.
As sanções compreendem em congelamento das contas bancárias dos militares que constam numa lista de envolvidos no golpe de Estado de 2012, além da proibição de eles deixarem o país. O então chefe do Estado Maior das Forças Armadas, António Indjai, e o vice-chefe, Mamadu Turé "Nkruma", são os principais nomes da lista dos sancionados.  
"Após sete anos de conduta exemplar dos militares da Guiné-Bissau, acredito que já é apropriado que o Conselho de Segurança considere suspender as sanções contra os militares ou o próprio regime de sanções”, disse diplomata.
O também representante permanente da Guiné Equatorial junto à ONU acrescentou que as sanções aos militares devem ser suspensas "uma vez finalizado o ciclo eleitoral e a transmissão pacífica do poder ao novo Presidente eleito". A Guiné-Bissau terá a segunda volta das eleições presidenciais a 29 de dezembro.
Präsidentschaftswahl in Guinea-Bissau 2014 (DW/Braima Darame)
António Indjai, antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau
Culpados pela crise
Ndong Mba destacou que há perceção compartilhada por diversos setores da sociedade guineense de que é o momento de levantar todas as sanções aos integrantes das Forças Armadas porque "os causadores da instabilidade política e institucional são os dirigentes políticos", disse.
O diplomata acredita que a crise que se verifica há vários anos é motivada por "falta de vontade política”, baseada em "interesses e ambições pessoais” e não em religiões, ideologias, etnias ou "filosofias do povo".
Ele diz que presenciou na última visita ao país uma conduta de "neutralidade", "constitucional", "republicana" e "respeitosa” do Exército da Guiné-Bissau. Ndongo Mba esteve em Bissau em outubro deste ano, quando o Presidente cessante José Mário Vaz nomeou um Governo paralelo, criando assim o que chamou de "tensa crispação entre todos os setores sociais do país".
Para ele, as sanções tiveram papel importante na manutenção da ordem constitucional na Guiné-Bissau, mas "não constituem um fim, mas sim um meio ou ferramenta à disposição do Conselho de Segurança da ONU para alcançar um objetivo".
Putschversuch António Indjai Guinea-Bissau (DW)
Guiné-Bissau fora da agenda 
O diplomata disse que o seu "maior desejo" é que a Guiné-Bissau deixe de ser um problema na agenda do Conselho de Segurança da ONU e que a liderança do país mude de forma pacífica.
Perante o Conselho de Segurança da ONU, Anatolio Ndong Mba revelou também que os momentos "mais comoventes” no cargo de presidente do Comité de Sanções foram os encontros com representantes da sociedade civil e das comunidades religiosas da Guiné-Bissau.
"De fato, a sociedade civil e as comunidades religiosas souberam expressar fielmente as aspirações legítimas do povo da Guiné-Bissau - de acabar com a instabilidade política existente desde a década de 1970 e promover uma verdadeira união entre os guineenses e o desenvolvimento económico", observou.
Segundo a agência Lusa, o representante permanente da Tunísia junto à ONU, Moncef Baati, será próximo presidente do Comité de Sanções à Guiné-Bissau.
fonte: DW África

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