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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Realiza-se esta quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023, em Yamoussoukr...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

JOMAV E NABIAN NA SEGUNDA VOLTA DAS ELEIÇÕES NA GUINÉ-BISSAU.

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                                                            JOMAV      NABIAM


Nas eleições legislativas, o Partido Africano para a Independência da  Guiné e Cabo Verde (PAIGC) venceu, conquistando a maioria absoluta, com  55 dos 102 lugares da Assembleia Nacional Popular. 
Os resultados provisórios foram anunciados ao início da noite por Augusto  Mendes, presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), numa cerimónia  num hotel de Bissau sob um forte dispositivo de segurança, com homens armados  a guardar todo recinto. 
O ato eleitoral decorreu no domingo e estão ainda por apurar os votos  da diáspora, correspondentes a 22.312 eleitores, que elegem dois deputados  - dados que segundo Augusto Mendes serão divulgados dentro de 48 horas.
A segunda volta das eleições presidenciais está marcada para 18 de maio.
O presidente da CNE divulgou os seguintes resultados provisórios das  eleições presidenciais: 

    José Mário Vaz, PAIGC: 252.269 votos - 40,98% 

    Nuno Nabian, independente: 154.784 votos - 25,14% 

    Paulo Gomes, independente: 60.783 votos - 9,87% 

    Abel Incada, PRS: 43.293 votos - 7,03% 

    Iaia Djaló, PND: 28.068 votos - 4,56% 

    Ibraima Sori Djaló, PRN: 19.209 votos - 3,12% 

    Afonso Té, PRID: 18.398 votos - 2,99% 

    Hélder Vaz, RGB: 8.516 votos - 1,38% 

    Domingos Quadé, independente: 8.432 votos - 1,37% 

    Aregado Mantenque, PT: 7.105 votos - 1,15% 

    Luís Nancassa, independente: 6.815 votos - 1,11% 

    Jorge Malú, independente: 5.946 votos - 0,97% 

    Cirilo Oliveira, PS-GB: 2.036 votos, 0,33% 

    Total de votos: 615.654  
Com base nestes dados e no total de eleitores recenseados (775.508),  a taxa de participação foi de 79,38 por cento. 
Augusto Mendes divulgou também o número de mandatos conquistados por  cada partido na Assembleia Nacional Popular: 

    PAIGC - Partido Africano para a Independência ad Guiné e Cabo Verde  - 55 deputados 

    PRS - Partido da Renovação Social - 41 deputados 

    PCD - Partido da Convergência Democrática - 2 deputados 

    PND - Partido da Nova Democracia - 1 deputado 

    UM - União para a Mudança - 1 deputado 
Na declaração, o presidente da CNE acrescentou que o povo guineense  "fez história e deu um sinal claro de um novo envolvimento, ativo e participativo"  nos destinos da nação.

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# Lusa




Ucrânia - Relatório de Situação.

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A situação na Ucrânia mudou rapidamente, para pior.

Dois candidatos à presidência, do leste do país, foram atacados ontem pelos fascistas de Kiev ('camisas marrons'). Mikhail Dobkin escapou só com tinta e farinha jogados contra ele, mas há notícias de que um guarda-costas foi ferido. E Oleg Tsarev, severamente espancado, salvou-se por um triz de ser linchado por gente do Setor Direita. Mas nada disso impedirá o "ocidente democrático" de concluir que as eleições sempre serão "livres e democráticas". Um grupo de ativistas do Setor Direita cercou o prédio do Parlamento em Kiev, acusaram o regime atualmente no poder de indecisão e incompetência por ainda não terem atacado o leste da Ucrânia. O Setor Direita quer armas para "fechar a fronteira com a Rússia e dar cabo da insurreição no leste".
Depois de algumas negociações, deram ao suposto "presidente" o prazo de 24 horas para aceitar todas as suas exigências. Iulia Tymoshenko parecia apavorada; parece que declarou que o Setor Direita deve assumir imediatamente o poder.
Agora já não há dúvidas de que começou a operação "antiterroristas". Várias cidades e pelo menos um aeroporto no leste foram atacadas por forças pró-regime de Kiev. Há notícias de combates em vários pontos da região. Enquanto isso, EUA e União Europeia preparam nova rodada de sanções contra... Já adivinharam: contra a Rússia. Lavrov, ministro de Relações Exteriores da Rússia, disse que, se o regime de Kiev usar de violência, as conversações marcadas para 5ª-feira, em Genebra, serão inúteis. Putin telefonou a Obama e eles tiveram o que os diplomatas descrevem como "franca e animada troca de ideias". Está confirmado: o vídeo do suposto "Tenente-coronel russo" é falso. Foi feito por membro do Partido UDAR de Klitchko.[1]Parece que depois de alguns dias de confusão e caos, o regime de Kiev e seus patrocinadores ocidentais resolveram tentar resolver o problema pela força bruta.
A estratégia maximalista de "sem conversas; só violência" faz pleno sentido com a prática usual dos EUA e o currículo dos neonazistas de Kiev. Por alguns dias, houve indícios de que talvez pudesse acontecer alguma negociação real. Mas agora parece que já descartaram a ideia, a favor de ataque violento.
Ah, sim, claro! A recente visita do diretor da CIA a Kiev (já admitida pelo governo dos EUA) absolutamente nada teve a ver com isso. Claro. Com certeza. 

Agora, muito dependerá da força com que os fascistas contem, para esse ataque.
Pessoalmente, duvido muito que o objetivo de pacificar o leste da Ucrânia seja alcançável. Os doidos podem derrubar uma cidade, ou duas, mas a possibilidade de derrotar todas é meta praticamente inexequível - sobretudo se tiverem de avançar de cidade a cidade, com o tempo correndo.

Além do mais, e ainda que o Kremlin não deseje ser posto nessa situação, tenho certeza de que os militares russos intervirão, caso o banho de sangue se torne massivo.

Estou começando a ter a sensação de que os militantes do 1% ocidentais concluíram que uma guerra civil na Ucrânia e/ou uma intervenção russa pode ser melhor opção que uma Ucrânia democrática e federalizada.

Dentro da lógica e do sistema de valores distorcidos deles, podem estar certos: há cada dia mais sinais de que um referendo ou qualquer chance democrática possa ser usado para que o leste da Ucrânia separe-se do país. E assim, pela via anglo-sionista tradicional, concluíram: "se não pode ser minha, queimamos tudo."

A ideia de que a Ucrânia se possa converter em outro Afeganistão, contudo, é extremamente simplória. O Afeganistão era país unido exclusivamente em torno de uma força: o ódio ao ocupante estrangeiro.
Além do mais, as tropas soviéticas que lutaram lá estavam oficialmente cumprindo seu "dever internacionalista", não estavam defendendo o próprio povo ou a própria terra. Mesmo assim, a União Soviética ocupou, sim, todo o Afeganistão, o que significa ocupar vasta área hostil. Estou absolutamente convencido de que os russos não organizarão operação militar para parar no rio Dniepr (e quem, na Rússia ou no leste da Ucrânia, precisa condenar-se a viver "sob o mesmo teto", com nazistas galegos banderistas?!).

Por fim, e ao contrário do mito dominante, os militares soviéticos foram bastante bem sucedidos no Afeganistão, e só saíram de lá porque Gorbachev e o povo russo entenderam que seria sem sentido, além de absolutamente imoral, invadir outro país.  Em outras palavras, os soviéticos saíram do Afeganistão por uma questão política, não pelo valor da resistência afegã, que não conseguiu manter-se nem três anos em Cabul depois da saída dos soviéticos.

Na Ucrânia, diferente do Afeganistão, tudo que os militares russos terão de fazer é varrer as forças envolvidas na repressão contra o leste; e deixar que os locais assumam o comando. Não é muito diferente do que os russos fizeram na Geórgia: eliminaram as forças armadas georgianas, ajudaram o pessoal de Ossetia Sul e Abkhazia a organizar-se, retiraram-se e reconheceram a soberania das duas repúblicas. 

Outra via possível para os militares russos é engajar-se em ataque curto, mas potente, contra instalações chaves e unidades envolvidas no golpe contra o leste da Ucrânia e, na sequência, deixar que os locais organizem sua "República de Donetsk", ou "Novorossia"[2] ou seja lá o nome que queiram dar, e reconhecer o novo estado independente.  Nenhuma dessas alternativas era sequer remotamente possível no Afeganistão. Portanto, a conversa de "um novo Afeganistão para a Rússia" não passa de delírio desejante que as elites ocidentais inventaram para elas mesmas.

A próxima semana será crucial, e o resultado do conflito será decidido, provavelmente, nos próximos dias. Permaneçam sintonizados.
# pravda.ru

Países da CPLP debatem agronegócio no Brasil.

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Tem lugar até esta quinta-feira (17.04), no Brasil, o I Simpósio Internacional do Agronegócio da CPLP. O evento pretende aproximar pesquisadores, instituições e governos e também discutir projetos como o ProSavana.



Vivendo no Brasil desde 1997, o professor cabo-verdiano Paulino Tavares almeja o dia em que o seu país não precise mais de importar produtos básicos da alimentação. “O caminho é a agricultura. Não adianta países como Cabo Verde importarem tomate, cebola, coisas básicas que poderiam ser produzidas com novos conhecimentos, novas tecnologias, novas cooperações. Nós temos que aprender”, afirma.

Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (URGS), Paulino coordena o primeiro Simpósio Internacional do Agronegócio da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que começou dia 15 e vai até 17 de abril, na Universidade Federal de Santa Maria.
Aproximar países membros em torno do agronegócio

De acordo com o docente, os países membros da comunidade precisam estreitar laços não apenas entre governos, mas também com instituições de ensino. “O primeiro motivo é criar esse espaço para que os países comecem a discutir a questão do agronegócio", começa por afirmar, para justificar a criação do evento. E continua: "a CPLP tem que chegar nos municípios, estados, organizações, universidades e institutos federais. As cooperações não podem ser só no sentido formal, tem que ter uma certa proximidade que ajude a transformar e desenvolver os países”.
Sala de palestras do I Simpósio Internacional do Agronegócio da CPLP
O estado do Rio Grande do Sul, onde o simpósio acontece, é um dos maiores produtores agrícolas do Brasil, com destaque para o arroz e a soja. Em 2013, impulsionado pela agropecuária, o estado teve crescimento de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB), expansão maior do que a nacional, que fechou em 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O caso do ProSavana em discussão

Mas, para além dos números de crescimento e experiências positivas na agricultura brasileira, é preciso avaliar com cautela as iniciativas de cooperação com outros países. Felipe Amin Filomeno, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e doutor em Sociologia pela Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, apresenta no simpósio uma pesquisa sobre a cooperação entre Brasil e Moçambique, especialmente o projeto agrícola ProSavana, atualmente em fase de implementação, que, juntamente com esses dois países, conta com a participação do Japão.

"O que eu tenho pesquisado como antecedente histórico ao ProSavana é o caso do Paraguai, que, assim como Moçambique, é um país menos desenvolvido que o Brasil, e que recebeu desde os anos 1960, progressivamente, uma onda de transnacionalização do agronegócio brasileiro", conta Filomeno.
"Eram programas de cooperação que envolviam tanto a agricultura familiar quanto o agronegócio em larga escala, naquela expectativa oficial de que as duas coisas fossem caminhar lado a lado, mas, na prática, o agronegócio acaba se expandindo em detrimento da agricultura familiar, então, há o medo da gente estar exportando esse modelo para Moçambique", explica o professor da UFSC.

Outro ponto que gera preocupação é o modelo brasileiro de agronegócio industrializado, com uso intensivo de agroquímicos. O Brasil consome cerca de 14 agrotóxicos proibidos no mundo e é o maior consumidor desse tipo de produto. De acordo com Felipe Filomeno, o Fundo Nacala para investimentos privados, alinhado ao ProSavana, tem como medida de apoio à agricultura familiar moçambicana o acesso mais barato à pesticidas.

"Em relação ao uso do agrotóxicos, não encontrei até agora nos documentos do ProSavana uma política específica de estímulo à agricultura orgânica ou à agricultura agroecológica", diz.

# DW.DE



Fim da visita do presidente Ibrahim Boubacar Keita: Dakar e Bamako reforçam as áreas de cooperação.

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No final da visita de 48 horas do Presidente maliano Ibrahim Boubacar Keita ao Senegal, Dakar e Bamako decidiram fortalecer seus eixos de cooperação. Leia a declaração final emitida ontem.

1. No quadro de fortalecimento das relações fraternais, de amizade e cooperação entre a República do Mali e a República do Senegal, Sua Excelência Sr. Ibrahim Boubacar Keita, em resposta ao convite de Sua Excelência Macky Sall, fez uma visita oficial ao Senegal de 13 a 15 abril de 2014, à frente de uma forte delegação de alto nível.

2. Ibrahim Boubacar Keita Presidente e Sra. Aminata Maiga Keita foram recebidos no aeroporto por seu homólogo, o Presidente Macky Sall e Sra. Marieme Sall na presença de dignitários de Estado e membros do corpo diplomático acreditados no Senegal.

3. Durante a visita, os dois chefes de Estado se entreteriam frente-a-frente o que culminaria em uma atmosfera fraterna e marcada por grande cordialidade. Eles tiveram uma ampla troca de pontos de vista sobre várias questões de interesse comum, incluindo as relações bilaterais, as questões de paz e segurança a nível regional, questões de desenvolvimento no continente e suas preocupações políticas e económica no plano internacional.
Estas entrevistas foram marcadas por uma convergência perfeita de pontos de vista sobre todos os assuntos discutidos.

4 . O Presidente Macky Sall assegurou ao Presidente Ibrahim Boubacar Keita da sua plena disponibilidade e do Senegal para apoiar o Mali nos seus esforços para consolidar a segurança e estabilidade, para preservar a integridade territorial do país e reconciliar todos os malianos, através do diálogo e de acordo com os valores tradicionais da convivência e harmonia que sempre prevaleceu no Mali.

5 . O Presidente Ibrahim Boubacar Keita reafirmou sua determinação em promover um diálogo nacional inclusivo, de acordo com as regras da transparência, equidade, eficiência, responsabilidade e apropriação por parte dos malianos deste processo e esta de acordo com a diferentes resoluções do Conselho da CEDEAO pela Paz e Segurança da União Africana e do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

6. Ambos os chefes de Estado também expressaram sérias preocupações sobre as crises e conflitos em algumas partes do continente e do recrudescimento do terrorismo na África, ao largo de Sahel -Sahariana e, nesse sentido, lançou um apelo urgente para a paz, a solidariedade e a coesão social no continente.

7 Ao nível bilateral., Os dois Chefes de Estado reafirmaram a singularidade da relação entre as repúblicas irmãs de Mali e Senegal, que, no passado, compartilhavam uma Assembleia Federal, o governo federal e que compartilham a mesma moeda.

8. O Presidente da República do Mali expressou sua gratidão ao Governo e ao povo do Senegal pelo engajamento decisivo das Forças Armadas e da Polícia Senegalesa ao lado do povo e do Governo do Mali.

9. O Presidente Ibrahim Boubacar Keita aproveitou a oportunidade para saudar, mais uma vez, a memória de dois valentes Jambars caídos no campo de honra no Mali e prestou homenagem a todos os soldados senegaleses que lutaram lado a lado com seus irmãos do Mali, e por sua coragem e sacrifício.

10. Os dois líderes reiteraram sua plena prontidão para reforçar o diálogo e a cooperação entre o Mali e o Senegal no domínio da segurança, incluindo a luta contra a criminalidade organizada transfronteiras e o terrorismo, para organizarem patrulhas conjuntas das forças de segurança e de ambos os países para a defesa.

11. Reafirmaram seus compromissos de fortalecer a cooperação em todos os campos, especialmente na agricultura e elevar as relações entre Mali e o Senegal em um nível estratégico.

12. Deste ponto de vista, os dois chefes de Estado reiteraram seu compromisso de resolver todos os problemas inerentes à operação no corredor Dakar-Bamako e congratularam-se por ter encontrado juntos, parceiros financeiros dispostos a participar do renovação da linha ferroviária do eixo.

13. Os dois Chefes de Estado deram orientação para que os Entrepostos do Mali para o Senegal ( EMASE) e Entrepostos do Senegal para o Mali ( Ensema ) operararem nas melhores condições, no interesse dos dois países.

14. Presidente Macky Sall também reafirmou a disponibilidade do Senegal para colocar à disposição do Mali, todas as instalações necessárias ao Porto Autónomo de Dakar.

15. Presidente Ibrahim Boubacar Keita e Presidente Macky Sall incentivaram os setores privados de ambos os países a reforçar a sua parceria com a revitalização do Conselho Empresarial e de investimento Senegalo - Maliana ( CAISEMA ).

16. Os dois Chefes de Estado manifestaram a vontade de reforçar a cooperação no domínio da energia. A este respeito, o Presidente Macky Sall informou ao seu homólogo de suas instruções para que todos os serviços ( de combustível, peças de reposição e outros insumos) relacionados com a produção de energia e aluguer de equipamento até 40 megawatts estão isentos de todas as taxas e impostos durante o período contratual.
Da mesma forma, a fim de fazer face ao déficit que ele conhece no serviço, EDM SA poderá beneficiar de 23 megawatts fornecidos pelo SENELEC fora dos períodos de pico.

17. O Presidente Ibrahim Boubacar Keita agradeceu seu irmão e amigo por todas as medidas tomadas pelo Senegal em favor do Mali para ajudar no fornecimento de eletricidade.

18 . Os dois líderes saudaram a finalização do projecto de tratado sobre a delimitação, demarcação e delimitação da fronteira entre a República do Senegal e a República do Mali e instruíram seus ministros a cargo destas pastas, para assinarem-no o mais breve possível.

19. Os dois chefes de Estado também instruíram seus respectivos ministros responsáveis ​​pelos Assuntos Exteriores a convocar, no mínimo, a 13 ª Sessão da Comissão Mista de grande cooperação Senegalo - Maliana.

20. Além disso, o Presidente Keita felicitou o Presidente SALL pelo o desenvolvimento do Plano de Senegal Emergente (PES) e por todos os grandes sucessos registrados durante seu encontro com os parceiros técnicos e financeiros no contexto da realização de um bem-sucedido Grupo Consultivo em Paris.

21. Abordaram as questões regionais e continentais, ele felicitou também o seu homólogo por seu papel como supervisor das negociações políticas entre a União Europeia e África Ocidental sobre os Acordos de Parceria Económica.

22. O Presidente SALL informou sobre os seus preparativos de contrapartida da 15ª Cimeira da Francofonia  agendada para 29 e 30 de Novembro de 2014 em Dakar e reiterou o convite para participar pessoalmente.

23. Os Presidentes Macky Sall e Ibrahim Boubacar Keita reafirmaram seu compromisso com a implementação do Programa de Desenvolvimento Integrado de Agricultura ( CAADP).

24. O Presidente Macky Sall manteve seu Programa de Contrapartida para o Desenvolvimento de Infra-estrutura em África ( PIDA ), como base para as discussões durante a Cimeira sobre o financiamento de infra-estruturas em África, prevista para 15 de Junho de 2014 em Dakar em que parceiros no desenvolvimento público e privado estão convidados.

  25. Os dois chefes de Estado reiteraram seu compromisso à posição Africana comum expressa no Consenso de Ezulwini e reiteraram a necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança, para garantir a representação equitativa dos Estados-Membros.

26. O Presidente Macky Sall e o Presidente Ibrahim Boubacar Keita estão engajados a proceder consultas constantes através dos seus Ministros dos Negócios Estrangeiros visando harmonizar as posições dos dois países sobre as grandes questões nas políticas internacionais.

27. Os dois líderes se comprometeram a apoiar uns aos outros nomeadamente o Mali e o Senegal em fóruns internacionais.

28. O Presidente da República do Senegal solicitou e obteve o apoio do Mali à candidatura  do Senegal como um membro não-permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para o período 2016-2017, durante as eleições de 2015.

29. Para ampliar a excelência das seculares relações entre pessoas do Senegal e do Mali, o presidente Macky Sall atribuído a seu amigo e irmão, Presidente Ibrahim Boubacar Keita, o Grau de Grã-Cruz da Ordem Nacional do Leão.

30. Com base na reciprocidade e em nome da amizade entre os dois países e dos dois povos, o presidente Ibrahim Boubacar Keita, por sua vez, elevou o Presidente Macky Sall à dignidade da Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mali.

31. Durante a sua estada, o Presidente da República do Mali dirigiu-se à Assembleia Nacional para reafirmar seu compromisso com o Senegal, lembrou dos seculares laços entre os dois povos e reafirmou a sua disponibilidade para se envolver em uma nova parceria estratégica com o Presidente Macky Sall, para o benefício de ambos os países.

32. Ao final de sua visita oficial à República do Senegal, Sua Excelência, o Presidente Ibrahim Boubacar Keita, expressou seu agradecimento e gratidão a Sua Excelência o Presidente Macky Sall, ao Governo e o povo do Senegal pela hospedagem espontânea, um atendimento acolhedor e fraterno e carinhoso que foram reservados para ele e sua delegação.

33. Sua Excelência o Presidente Ibrahim Boubacar Keita estendeu um convite a seu irmão e amigo, o presidente Macky Sall, para uma visita oficial à República do Mali. O convite foi aceito com prazer e a data será fixada por via diplomática.

IBK à comunidade Maliana no Senegal "Tenha comportamento de cidadão "

O Presidente Ibrahim Boubacar Keita convidou os seus concidadãos a um comportamento de cidadão. "Nós estamos querendo fazer disso um modelo de cooperação", ele lançou esse apelo à comunidade maliana que conheceu na faculdade ontem.
O Presidente do Mali, elogiou os históricos laços culturais, antropológicos, ... entre Mali e o Senegal.
" Ambos os países estão condenados a concordar em cooperar. Este desejo é comum para nós. Senti-me como o mais forte ", disse Ibrahim Boubacar Keita. O Presidente do Mali, na presença de uma delegação de autoridades do Senegal e do Mali, considerou a reunião com seus compatriotas como " um dever, um privilégio. " "Era hora de eu vir aqui no Senegal e eu me encontrar em casa. Todas as nossas perguntas e respostas satisfatórias debatidas " , disse Ibk . É satisfatório e é uma visita de conteúdo notável que terá efeitos muito positivos para os nossos dois países, ele elogiou os esforços do Estado senegalês que ele descreveu como um gesto singular de amizade. As relações entre os nossos dois países, que Ibrahim Boubacar Keita simplesmente apoia, "não estamos com raiva, nós somos irmãos e amigos e temos carinho um pelo outro. Vocês estão em casa, no Senegal ", disse ele  à comunidade maliana. Este último, com os votos do representante do Conselho de malianos no Senegal, que ainda não conseguiram desafiar o presidente em algumas preocupações relativas a seus compatriotas radicados no Senegal. Assim, apesar de reconhecer o apoio do Senegal, o representante e Presidente dos malianos no Senegal, Ibrahima Touré Almadane, citou, entre outros, o caso do Mali cobrar no Senegal (cerca de 3000 FCFA) para aquisição do passaporte, o alto custo de passaporte, perseguição policial, a presença maciça de mendigos malianos em Dakar, dificuldades na aquisição de habitação, dificuldades na integração dos gestores formados fora do Mali e da juventude no serviço público. Antes alertou que " a recuperação do Mali é um desafio para todos os malianos ". O Embaixador do Mali acreditado no Senegal, Aly Moulaye Kalil Ascofare observou que " malianos passam fome e sede até mesmo os senegaleses no Senegal ". Quanto às relações entre os nossos dois países que foram consideradas, de muitas maneiras, como " frias ", o Embaixador do Mali argumentou que a chegada de Ibk é uma negação. E ele continua que somos prisioneiros Malianos, no Senegal, "houve transferências, mas devem respeitar as regras e os direitos do nosso país de origem. " Por sua vez , o Prof. Saliou Ndiaye, presidente da Universidade, que saudou o presidente Ibrahim Boubacar Keita dentro da sua instituição, e demonstrou o seu " orgulho e gratidão pela homenagem feita à universidade. " Depois de uma breve incursão na história do grande Mandingo, o reitor deu um presente simbólico para o seu anfitrião antes de acrescentar que ele será concedido em breve, pela Universidade de Dakar, o título de Doutor Honoris Causa.

Por: Amadou Diop

# Lesoleil.sn

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