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NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!... Realiza-se esta quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023, em Yamoussoukr...

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O Brasil: O delator, essa triste e abominável figura.

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Pravda.ru

 
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O delator,  essa triste e abominável figura

O delator sempre foi, tanto na mitologia, quando na história documentada, uma triste figura, aquele que troca suas convicções, sejam elas quais forem, por algum tipo de vantagem material.
O Brasil da Lava Jato e das perseguições políticas trouxe de volta esses pobres personagens, tão opostos aos corajosos, que são capazes de enfrentar com altivez seus inquisidores.
Ou se faz o papel do Palocci , ou do José Dirceu.
De todos os modernos delatores, um que se tornou símbolo dessa queda aos infernos, foi Elia Kazan, um dos maiores diretores de toda história de Hollywood, pelo trabalho pelo trabalho que fez, mas cujo papel como um denunciante junto à Comissão de Atividades Anti Americana do Senado, dirigida pelo tristemente célebre, senador Joseph Mc Carthy, entre 1950 e 1957, o tornou uma figura abominável como ser humano.
Orson Welles disse que ele trocou sua alma por uma piscina.
Quando recebeu um Oscar honorário da Academia de Cinema, em 1999, das mãos de Martin Scorcese, quase 50 anos depois que a comissão presidida por Mc Carthy terminara, muitos atores presentes no evento, se recusaram a aplaudi-lo, entre os quais Sean Penn, Holly Hunter, Ed Harris, Richard Dreyfus e Rod Steiger.
Kazan, de origem grega, nasceu em Istambul, na Turquia, em 1909 e morreu em Nova York, em 2003.
Tornou-se um diretor teatral de sucesso na Broadway, antes de trocar Nova York por Hollywood.
Entre os grandes filmes que dirigiu, estão: Uma Rua Chamada Desejo (A Streetcar Named Desire) de 1951; Viva Zapata, de 1952; Sindicato de Ladrões (On the Waterfront) , de 1954; Vidas Amargas (East of Eden), de 1955; Boneca de Carne (Baby Doll), de 1956; Clamor do Sexo (Splendor in the Grass), de 1961 e O Último Magnata ( The Last tycoon), de 1976.
Membro do Partido Comunista Americano, Kazan - ao contrário de outros que se negaram a colaborar (Dashiell Hammett, o criador do Falcão Maltês, por exemplo, mesmo idoso, doente e alcoólatra, manteve-se em silêncio diante da comissão) - entregou amigos, atores, diretores, que a partir da suas denúncias foram incluídos na famosa Lista Negra de Hollywood e impedidos de continuar trabalhando profissionalmente.
O diretor John Berry, incluído na lista, disse de Kazan: "Todo mundo muda de opinião. O sujeito é comunista, depois vira reacionário, é a vida. Ama uma mulher, divorcia-se, é a vida. Mas uma coisa não se tem o direito de fazer: delatar"
Jules Dassin, que havia feito nos Estados Unidos grandes filmes, como Força Bruta e Cidade Nua, foi obrigado a emigrar para a Europa, onde dirigiu, depois, Rififi (na França) e Aquele que Deve Morrer e Nunca aos Domingos, na Grécia, disse dele: "Kazan era o rei do teatro, nós gostávamos dele. Éramos amigos de longa data. Aquilo me fez mal. O que ele fez foi diabólico. Mais tarde, ofereceu emprego às pessoas que contribuíra para incluir na lista negra. E assim tentou corrompê-las dando-lhes trabalho, buscando sua aceitação."
Esse período negro na história americana foi retratado por George Clooney,  no filme Boa Noite, Boa Sorte, que narra os embates do jornalista Edward Monroe contra Mc Carthy.

Marino Boeira é jornalista, formado em História pela UFRGS

Che - 50 anos: O mito não morreu.

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 Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
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Che - 50 anos: O mito não morreu

Meio século depois de assassinado no interior da Bolívia, em 9 de outubro de 1967, os ideais revolucionários do guerrilheiro Ernesto Che Guevara continuam pulsantes, sobretudo nessa Latino-América ainda tão desigual, polarizada e injusta.  
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 Como foi a execução
 Quase um ano depois de ter se embrenhado com alguns companheiros de sonhos nas matas bolivianas plantando sementes do que imaginava ser o começo de uma grande revolução no continente sul-americano, isolado, doente, traído por alguns camponeses e cercado por tropas do exército do ditador René Barrientos, o guerrilheiro Che Guevara foi emboscado, ferido e aprisionado na região da Quebrada del Churro, próxima ao vilarejo de La Higuera. Atingido por um tiro na perna foi aprisionado junto com o companheiro Simon 'Willy', ambos levados para uma escolinha de chão e paredes de barro, no vilarejo, onde passou a noite no chão com pés e mãos amarradas, esperando o destino.
  Não era mais a figura daquele homem bonito, altivo e encantador que conhecemos pela extraordinária fotografia de Alberto Korda, em posters e camisetas mundo afora. Não. Aquele Guevara era um homem envelhecido para os seus quase 40 anos de idade, magérrimo, faminto, desidratado e padecido pelos constantes ataques de asma.
 No dia seguinte de sua prisão, por volta do meio dia, chegou a ordem do governo central da Bolívia para se 'proceder à eliminação do señor Guevara'. Execução sumária. O autor dos tiros de fuzil semiautomático foi o sargento Mário Terán, orientado pelo seu coronel Zenteno Anaya para que preservasse o rosto. Era preciso criar a versão de que ele teria sido morto em combate.
  Ainda na tarde de 9 de outubro o corpo de Che, amarrado às ferragens de pouso de um helicóptero, foi levado à cidade próxima de Vallegrande, onde restou colocado sobre uma lavanderia nos fundos do hospital local Nuestro Señor de Malta. As fotos que conhecemos do corpo de Che estendido foram feitas lá, a notícia se espalhando e atraindo muita gente para vê-lo.
  Contam, então, que a partir daí os milicos da ditadura boliviana mandaram decepar as mãos do guerrilheiro, colocadas num vaso de vidro com formol e enviadas à perícia em Buenos Aires. No dia 11, o cadáver foi atirado numa vala próxima das cabeceiras de uma pista de pouso local e os restos mortais de Guevara só foram localizados 30 anos depois; daí, por um acordo entre governos, foram transferidos para Santa Clara, em Cuba, os ossos sepultado então com honras de chefe de Estado com a presença do companheiro e comandante Fidel Castro. O comandante Fidel fez um pronunciamento pela TV ao povo cubano no dia 15 de outubro de 1967, anunciando a morte de Che. Comoção.  Um herói, mito e exemplo em Cuba, ainda hoje e sempre.
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  Veio ao Brasil  
  Antes de se embrenhar na aventura pelas matas bolivianas, o que lhe custou a vida, o guerrilheiro Guevara passou pelo Brasil. Vinha da Europa, depois de desventuras na África, e desceu no aeroporto de Viracopos, em São Paulo, disfarçado como um diplomata uruguaio de nome Adolfo Mena Gonçalvez, enviado especial da OEA-Organização dos Estados Americanos. Irreconhecível. Cabelos raspados, uma dentadura horrível que mudava sua voz e fisionomia, óculos de aros e lentes grossas.
 Sim, era ele, naqueles dias um dos homens mais procurados no mundo. Passou um dia de reuniões (num apartamento na avenida Paulista) com Carlos Marighella, baiano, e com Joaquim Câmara Ferreira (o Toledo), militantes históricos à época ainda no PCB, o Partidão, mas já partidários da luta armada. Che queria apoio da esquerda brasileira para sua aventura que, imaginava, sonhava, seria o passo primeiro para uma grande revolução popular na América do Sul.
  Che saiu de São Paulo até Corumbá num DKV do amigo arquiteto comunista Farid Helou, que havia morado um tempo em Cuba, depois da Revolução dos barbudos de Sierra Maestra, vitoriosa em 1959 sob o comando de Fidel Castro, tendo como braço direito o médico argentino Ernesto Guevara de la Serna, o Che. O revolucionário, o guerrilheiro, a cabeça pensante da Revolução Cubana, o amigo fiel do Fidel, comandante.
  Che, certamente o quadro mais qualificado da Revolução que derrubou Fulgêncio Batista, foi embaixador do novo governo revolucionário cubano, dirigiu o Instituto Nacional de Reforma Agrária, presidiu o Banco Central (o Nacional) e o Ministério da Indústria, nomeado por Fidel. Em outubro de 1965, Che escreveu uma carta ao amigo, companheiro e comandante anunciando que estava deixando Cuba, sua ilha amada, para continuar, noutras plagas, sua luta, sua sina de plantador de sementes de liberdade, 'combatendo o imperialismo'. Antes de decidir pela América do Sul, tentou em alguns países da África, sem êxito.
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PS: - Ernesto Che Guevara nasceu em Rosário, oficialmente em 14 de junho de 1928, de uma família liberal, de posses. Uma alma aventureira, andarilha, inquieta, sonhadora. Um guerrilheiro pragmático.
    " Hay que erndurecerse pero
       sin perder la ternura
       jamás!"
                                                            (Pesquisa e texto de Zédejesusbarreto)
 CARTA DE DESPEDIDA A FIDEL CASTRO   
 Havana, ano da agricultura
  Fidel,
  Neste momento lembro-me de muitas coisas - de quando te conheci no México, em casa de Maria Antonia, de quando me propuseste juntar-me a ti; de todas as tensões causadas pelos preparativos ...
  Um dia vieram perguntar-me quem deveriam avisar em caso de morte, e a possibilidade real deste fato afetou todos nós. Mais tarde soubemos que era verdade, que numa revolução ou se vence ou se morre (se a revolução for autêntica). E muitos companheiros ficaram-se pelo caminho em direção à vitória.
  Hoje, tudo tem um tom menos dramático, porque estamos mais maduros. Mas os fatos repetem-se. Sinto que cumpri com a parte do meu dever que me prendia à Revolução Cubana no seu território e despeço-me de ti, dos camaradas, do teu povo, que agora é meu.
 Renuncio formalmente aos meus cargos no Partido, ao meu lugar de ministro, à minha patente de Comandante e à minha cidadania cubana. Legalmente nada me liga a Cuba, apenas laços de outro tipo, que não se podem quebrar com nomeações.
  Fazendo o balanço de minha vida passada, acho que trabalhei com suficiente integridade e dedicação para consolidar o triunfo revolucionário. A minha única falha grave foi não ter tido mais confiança em ti desde os primeiros momentos da Sierra Maestra, não ter compreendido com a devida rapidez as tuas qualidades de líder revolucionário.
 Vivi dias magníficos e, ao teu lado, senti orgulho de pertencer ao nosso povo nos dias brilhantes, embora tristes, da crise do Caribe (a questão dos mísseis soviéticos em Cuba). Raramente um estadista fez mais do que tu naqueles dias; orgulho-me também de te ter seguido sem vacilar, identificando-me com a tua maneira de pensar, de ver e avaliar os perigos e os princípios.
  Outras terras do mundo requerem os meus modestos esforços. Eu posso fazer aquilo que te é vedado devido à tua responsabilidade à frente de Cuba, e chegou a hora de nos separarmos.
  Quero que se saiba que o faço com um misto de alegria e dor. Deixo aqui as minhas mais puras esperanças de construtor e os meus entes mais queridos. E deixo um povo que me recebeu como um filho. Isso fere uma parte do meu espírito.
  Carregarei para novas frentes de batalha a fé que me ensinaste, o espírito revolucionário do meu povo; a sensação de cumprir com o mais sagrado dos deveres: lutar contra o imperialismo onde quer que esteja. Isso me consola e mais do que isso cura as feridas mais profundas.
  Declaro uma vez mais que liberto Cuba de qualquer responsabilidade, a não ser aquela que provém do seu exemplo. Se chegar a minha hora debaixo de outros céus, o meu último pensamento será para o povo e especialmente para ti, a quem digo obrigado pelos teus ensinamentos e pelo teu exemplo, aos quais tentarei ser fiel até às últimas consequências dos meus atos; que estive sempre identificado com a política externa da nossa revolução e assim continuarei; que onde quer que me encontre sentirei a responsabilidade de ser revolucionário cubano, e como tal atuarei.
  Não lamento por nada deixar, nada material, para os meus filhos e para a minha mulher. Estou feliz que seja assim. Não peço nada para eles, pois o Estado lhes dará o suficiente para viver e se educarem.
 Teria muitas coisas a dizer-te e ao nosso povo, mas sinto que não são necessárias palavras, elas não podem expressar o que eu desejaria; não vale a pena rabiscar apressadamente mais qualquer coisa num bloco de notas.
  Hasta la victoria siempre ! Pátria o muerte!
 Abraço-te com todo o meu fervor revolucionário.
Che
Zédejesusbarreto / out2017

Guineenses na Líbia em "situação preocupante".

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O Governo da Guiné-Bissau está a tentar fazer regressar ao país centenas de cidadãos que se encontram na Líbia em "situação preocupante". Organização Internacional das Migrações pede segurança para se deslocar ao país.
fonte: DW África
Migrantes na cidade costeira de Sabratha, na Líbia
Migrantes na cidade costeira de Sabratha, na Líbia
"São centenas (que estão na Líbia), mas o controlo do fluxo é difícil. Todos os que forem identificados e localizados vamos fazer questão de os trazer de volta", afirmou o secretário de Estado das Comunidades da Guiné-Bissau, Dino Seidi.
Segundo o governante, há relatos que chegam que "são preocupantes". O Governo deu poderes ao embaixador guineense na Argélia para ser "interlocutor junto das autoridades líbias para ver se consegue resolver o assunto com a maior brevidade possível".
OIM pede segurança para se deslocar à Líbia
OIM pede segurança para se deslocar à Líbia
"A Organização Internacional das Migrações (OIM) pediu segurança para se deslocar à Líbiapara ajudar os cidadãos guineenses, mas não temos condições para dar essa garantia", disse.
"Assim, pedimos ao nosso embaixador na Argélia que está a fazer diligências junto das autoridades líbias no sentido de minimizar o sofrimento dos nossos conterrâneos", acrescentou o secretário de Estado das Comunidades.
Pacto Global para a Migração
Dino Seidi falava à agência Lusa à margem de um encontro para debater o Pacto Global para a Migração. O evento, financiado pela União Europeia (UE), pretende recolher as perspetivas e recomendações de diversos atores para definir um quadro global de governação das migrações.
"Nós sendo um país de imigração e emigração temos enquanto Governo de criar políticas para que se faça uma imigração ordenada e segura. Ao longo dos anos, nunca se definiu uma estratégia clara sobre o que queremos, não só em relação à diáspora, como em relação aos que nos procuram", explicou o secretário de Estado.
De acordo com Dino Seidi, as consultas vão dar pistas e elementos para recomendações sobre o que é necessário fazer para melhorar a situação dos migrantes.
"Nós (Guiné-Bissau), não somos elegíveis em termos de rota de migração clássica, mas como temos uma zona insular, que não está controlada há fenómenos que nos alertam para termos políticas consistentes e por isso realizamos esta consulta", disse.

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