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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Bissau desafia empresários portugueses de Sintra a INVESTIR na Guiné.

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Basílio Horta e Djarga Seidi em ambiente de boa disposição

«A Guiné-Bissau é uma pérola por descobrir». O autor da frase é Basílio Horta, presidente da Câmara Municipal de Sintra, durante o seminário «Oportunidades de Negócio na Guiné-Bissau», que decorreu hoje naquela vila histórica.   Além do edil, estiveram na mesa de honra, como preletores, Mbala Fernandes, encarregado da Embaixada da Guiné Bissau em Lisboa; Maria José Alvarenga, representante do AICEP (Agência para o INVESTIMENTO e Comércio Externo de Portugal), Djarga Seidi, presidente da Balodiren (Associação de Solidariedade e Apoio à Comunidade Guineense), Eduardo Fernandes, economista e consultor do Governo guineense, e Carlos Fernandes, coordenador do Gabinete de Apoio Empresarial da autarquia de Sintra.  As quatro áreas de INVESTIMENTO  Foi o economista Eduardo Fernandes que explicou as questões de pormenor relacionadas com o plano económico que o Governo apresentou para a próxima década. E identificou as quatro áreas de INVESTIMENTO prioritário: Agricultura/agroindústria; Pescas; Turismo; Minas.  «Na agricultura temos de nos livrar da cujudependência. Com 200 mil toneladas de castanha de caju por ano, a Guiné-Bissau é o maior produtor do Mundo per capita. Mas não pode ser apenas o Caju a sustentar a economia, porque isso nos torna vulneráveis às oscilações bruscas de marcado. Como se prova no caso angolano, petroleodependente, que está a atravessar uma grave crise», referiu Eduardo Fernandes.   Por outro lado, a Guiné-Bissau não pode ser apenas um exportador de caju em bruto para ser processado noutros países. «O nosso caju, que é processado em parte na Índia, é responsável pela criação de 18 mil postos de trabalho naquele país. Imaginem o impacto económico e social se fosse transformado na Guiné-Bissau», juntou Eduardo Fernandes.  Em termos de agricultura, prioridade absoluta para a plantação de arroz, grande responsável pelo desequilíbrio da balança comercial. Em terceiro lugar, o milho, para alimentação das pessoas e do gado. «A Guiné-Bissau dá colheitas duas vezes por ano. É uma aposta segura», juntou Eduardo Fernandes.  Em relação às pescas, a vontade é a criação de uma frota guineense, ou em parceria, em vez da simples venda de licenças a frotas estrangeiras, gestão de stock e criação de indústrias transformadoras.  O Turismo passa por explorar as belezas paisagísticas, com uma fauna e flora ímpares, e nas Minas a extração e exploração de buchite e fosfatos.  Venham visitar Bissau  O encarregado da Embaixada da Guiné-Bissau, Mbala Fernandes, salientou a «estabilidade política» que a Guiné-Bissau atingiu, a «confiança dos credores internacionais», como se comprovou na reunião de dadores de março último, que disponibilizou ajudas de 1,3 mil milhões de euros, as «relações afetivas entre portugueses e guineenses» e a «hospitalidade do povo» do seu país.  «Lanço um desafio aos empresários aqui presentes, o mesmo quando sou abordado por potenciais INVESTIDORES. Vão à Guiné. Conheçam o país, conheçam o povo, sintam o palpitar no local. Depois, seguramente, falemos de negócios», disse. O repto foi aceite e a Câmara Municipal de Sintra vai organizar uma delegação empresarial para visitar a Guiné-Bissau. Mbala Fernandes garantiu ainda que «um potencial investidor encontrará na Embaixada quem o informe, o acompanhe e o encaminhe em todo o processo de investimento». «A administração está a modernizar-se e hoje já temos instrumentos que visam desburocratizar e enquadrar, como a criação da empresa na hora».  Apesar de serem quatro as grandes prioridades no Plano Estratégico do Governo guineense, Mbala Fernandes fez questão de frisar que «para um país que precisa de tudo, qualquer investimento é bem vindo». «Pode ser uma simples tipografia, um pequeno negócio, uma pequena ou média empresa. E todos serão bem vindos. A título individual, em associação empresarial ou através de parcerias com empresários guineenses», juntou.   65 milhões de exportações, 200 mil de importações  Os números são do AICEP: De 2010 a 2014, o investimento de português na Guiné Bissau cresceu à média de 13 por cento. No último ano, as exportações de Portugal para Bissau foram de 65 milhões de euros; as importações de 200 mil. Valores ainda irrisórios e que coloca Portugal muito atrás de outros países INVESTIDORES. Até de Espanha... «Os espanhóis estão a INVESTIR mais do que os portugueses, o que deve servir de alerta. Portugal pode não ter os recursos de outros países, mas tem algo que joga a seu favor: a afetividade e a língua», resumiu Eduardo Fernandes.

Jorge Pessoa e Silva

#abola.pt

Costa do Marfim: Abertura da segunda Edição do Fórum Internacional das Finanças da África Sub-saariana.

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Conférence

Abidjan - A Ministra da Economia e das Finanças, Kaba Nialé, representando o Primeiro-Ministro, Daniel Kablan Duncan, procedeu nesta segunda-feira à abertura da segunda edição do Fórum Internacional de finanças na África sub-saariana (sigla em francês - FIFAS), durante uma cerimônia no Sofitel Hotel Marfinense, em Abidjan, na presença do ministro dos Transportes Gaoussou Touré.

Sra. Kaba, que congratulou-se com a escolha da Costa do Marfim para sediar FIFAS 2015, disse que está convicta de ver este fórum traçar as formas de criação de um "modelo financeiro Africano, a fim de impulsionar o desenvolvimento e as economias dos países africanos ".

Ela expressou a expectativa dos governos africanos sobre as conclusões desta reunião, e instou os participantes a se envolverem no trabalho.

"Gostaria de convidar os participantes a seguirem activamente as conferências e a participarem nos debates a fim de obterem o melhor lucro, mas também para fazerem as recomendações", aconselhou Kaba Nial.

Durante três dias, de segunda a quarta-feira, os participantes de vários países africanos discutirão nove temas, incluindo a inclusão financeira como motor do crescimento inclusivo na África sub-saariana ".

Esta segunda edição do FIFAS cujo tema é "criar um modelo financeiro Africano", é co-organizada pela Fundação FinAfrique e Gestão BNI.

ik / AKN / tm

#abidjan.net

Rwanda: o partido no poder favorável a um terceiro mandato do presidente Paul Kagame.

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A FPR (Frente Patriótica Ruandesa), partido no poder, pronunciou-se a favor de um terceiro mandato de Paul Kagamé. © Julie Jacobson/AP/SIPA

Os líderes da Frente Patriótica Ruandesa (FPR), o partido no poder em Ruanda, deu o seu apoio nesta segunda-feira, a uma possível reforma constitucional que permitiria o presidente Paul Kagame buscasse legalmente um terceiro mandato.

O partido do presidente Paul Kagame falou a favor de uma alteração no artigo 101 da Constituição, nesta segunda-feira, 15 de junho de 2015, autorizando-o a concorrer para a eleição presidencial de 2017, de acordo com a Reuters. A decisão foi tomada na sequência de um retiro da FPR de dois dias na periferia de Kigali.

Em seu estado atual, a Constituição ruandesa limita o presidente a dois mandatos de sete anos. Paul Kagame, que foi eleito em 2003 e reeleito em 2010 com uma vitória esmagadora, por isso não poderia buscar um terceiro mandato. No entanto, o ex-chefe do Estado de Ruanda nunca descartou a idéia de modificar o artigo 101, se o povo assim o quizesse. Quadros do Partido haviam "prometido seguir seriamente o debate para emendar a Constituição", escreveram eles no Twitter.

#jeuneafrique.com











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