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BAMAKO E IYAD ENGAJADOS NA MESMA LUTA CONTRA EIGS NO MALI: Cuidado com o efeito bumerangue!

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terça-feira, 11 de junho de 2019

NO BALUR I STA NA NO KUNCIMENTI, PA KILA, NO BALURIZA KUNCIMENTI!...

O número de reclusos em prisão preventiva nas diferentes cadeias do país atinge cerca de 12 mil, anunciou ontem, em Luanda, o secretário de Estado para os Serviços Penitenciários do Ministério do Interior.
José Bamókina Zau não se referiu a eventuais casos de excessos de prisão preventiva, mas indicou que a nível das cadeias do país existem 25.900 reclusos, dos quais 11.900 detidos e cerca de 13 mil conde-nados. Defendeu, por isso, maior celeridade no tratamento dos processos.
O secretário de Estado para os Serviços Penitenciários falava à imprensa, à margem da cerimónia de abertura do seminário sobre as Directrizes da Comissão Africana dos Direitos do Homem e Povos (CADHP) relativas às condições de detenção, custódia policial e detenção preventiva em África, e dos princípios sobre a descriminalização de pequenos delitos no continente, que decorre, até hoje, em Luanda.
Sobre o que está a ser feito para melhorar as condições carcerárias, o secretário de Estado informou que, apesar de algumas unidades continuarem subrelotadas, o Executivo iniciou a construção de unidades penitenciárias com características modernas, com maior garantia e conforto para os reclusos. 
Em relação à criminalidade, o secretário de Estado indicou que a cidade de Luanda continua a liderar os dados, seguida das províncias de Benguela, Huíla e Huambo.
Formação dos operadores 
O vice-procurador geral da República, Mota Liz, disse à imprensa que os casos criminais devem ser tratados sem que os direitos fundamentais dos cidadãos sejam beliscados. 
Defendeu, por isso, a formação regular dos operadores, desde os polícias que têm o primeiro contacto, o cidadão que muitas vezes, em sede de justiça privada, tende a assumir práticas censuráveis, e dos magistrados que lidam e ditam a necessidade de prisão. 
Os cidadãos devem apenas ser privasdos de liberdade caso cometam algum crime grave, e ainda assim a dignidade da pessoa deve ser respeitada. “É fundamental que a prisão ocorra quando for estritamente necessária. Mas quando um cidadão é preso deve-se respeitar a sua dignidade”, referiu o vice-procurador geral da República, salientando que a privação da liberdade apenas tem a finalidade de realizar a justiça penal.
“O volume de detenções, tendo em conta a quantidade de crimes que ocorrem diariamente, cria, por vezes, alguma dificuldade”, afirmou o magistrado do Ministério Público, para quem as condições materiais de reeducação dos condenados e o internamento dos detidos ainda não são os melhores. 
O vice-procurador geral da República lembrou que apesar do mecanismo de prisão domiciliária no país estar previsto na Lei, a sua execução prática continua em discussão a nível do Ministério do Interior e dos Serviços Penitenciários. “Não temos soluções tecnológicas que permitam o acompanhamento de um recluso ou cidadão preso ao domicílio”, afirmou Mota Liz, acrescentando que colocar homens ou guardas em frente das residências fica dispendioso. 
Para reduzir a quantidade de pessoas detidas em regime fechado, Mota Liz disse que a solução passa pela colocação de pulseiras electrónicas. 
Aos magistrados pediu a redução, ao máximo, da quantidade de detenções . “Sempre que não haja perigo de fuga ou perturbação da instrução processual, os cidadãos devem aguardar em liberdade até ao julgamento”, recomendou.
Questões em análise
A secretária de Estado para os Direitos Humanos e Cidadania, Ana Celeste Januário, informou que o evento aborda dois documentos essenciais: As Directrizes sobre as condições de detenção, custódia policial e prisão preventiva em África, adoptadas pela Comissão na sessão que decorreu em Luanda, em Abril e Maio de 2014, e o segundo relacionado com os princípios sobre a descriminalização de pequenos delitos em África, adoptados em 2017, que prevêem a redução da intervenção do Direito Penal.
A implementação dos dois diplomas no país, disse, está a ser feita pela legislação em vigor, lembrando que o Parlamento aprovou, recentemente, o novo Código Penal e prossegue a discussão do Código de Processo Penal.
fonte: jornaldamanha.pt

ANGOLA: Isabel dos Santos desafia a Rússia a investir mais em África.

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A Empresária angolana chamou a atenção para as diferenças entre os países africanos.


empresária angolana Isabel dos Santos declarou ontem no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo que gostaria que houvesse mais investimento russo nos países africanos, ao falar no painel sobre relações entre África e Rússia.
Intervindo num fórum económico em que participaram os Presidentes russo, Vladimir Putin, e chinês, Xi Jinping, Isabel dos Santos destacou as oportunidades de investimento que existem actualmente no sector privado em África, nomeadamente nos sectores da Energia e Infra-estruturas.
“A barragem de Capanda, em Angola, é um exemplo de um grande investimento da Rússia naquele país, feito em tempo de guerra, e que ainda hoje serve uma importante parte da capital em termos de energia eléctrica. Gostaria de ver mais investimento russo como este”, disse a filha do antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos.
Uma das principais áreas de investimento apontadas pela empresária foi a das Infra-estruturas.
Ressalvando que o investimento da Rússia em África situa-se nos 17 mil milhões de dólares, Isabel dos Santos lembrou que a China movimenta já 120 mil milhões de dólares e citou ainda o caso da Índia que, em apenas 10 anos, passou de um investimento de 7 mil milhões de dólares para 80 mil milhões de dólares, concluindo que “há, portanto, ainda muitas oportunidades de investimento em África”.
Uma das principais áreas de investimento apontadas pela empresária foi a das Infra-estruturas: “As trocas comerciais entre os países africanos são ainda muito difíceis devido às más ligações de vias de transporte. É essencial construir um bom mapa de rotas de comércio interno para libertar o potencial africano”.
Respondendo à intervenção de outros membros do painel – que sublinharam a importância de ensinar os africanos a ler e a escrever -, Isabel dos Santos notou que a Educação é de facto fundamental, mas que gostaria de ser mais ambiciosa do que isso.
“Ler e escrever é a base, mas temos de ser mais ambiciosos e criar condições para que as pessoas tenham empregos relevantes assim que saem da escola, dando-lhes a formação e as competências de que precisam para ter um papel activo na economia”, sustentou.
A empresária deixou ainda um alerta sobre o facto de África não poder ser vista como um único destino ou uma única região, ao afirmar: “África é uma rede de países muito diferentes entre si, temos de olhar para as diferenças, para as necessidades de cada país e criar projectos que vão desenvolver o continente a longo prazo.
“Depois da sua intervenção, Isabel dos Santos sublinhou que “o setor privado de África é o futuro e que a Rússia e a China entenderam claramente e estão prontas para se comprometerem em novas abordagens para parcerias e investimentos no continente”.
Temos um continente com um potencial sem igual. Está na hora de agir, por África.
Frisou que “estas parcerias vão levar África pelo bom caminho, o caminho do desenvolvimento, do progresso e da estabilidade”, concluindo: “Temos um continente com um potencial sem igual. Está na hora de agir, por África”.
Isabel dos Santos participou também num jantar restrito com o Presidente Vladimir Putin e 50 líderes empresariais mundiais, onde foram discutidos assuntos prementes da agenda económica global e aspetos práticos das operações das empresas dos diversos países.
O Fórum Económico Internacional de São Petersburgo é uma plataforma global para membros da comunidade de negócios se reunirem e discutirem assuntos chave da economia na Rússia, em mercados emergentes e de forma geral em todo o mundo.
Realiza-se há 21 anos e, desde 2006, conta com o apoio institucional do Presidente da Rússia, que participa em todas as edições.
fonte: opais.co.ao


ANGOLA: DIRECÇÃO DE ACTORES: JLO. PRODUÇÃO E REALIZAÇÃO: PEDRO SEBASTIÃO E MPLA!

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A UNITA defendeu hoje que estão ainda por cumprir “muitos pontos” do Protocolo de Lusaca, que definiu os termos da paz em Angola, admitindo interesse em resgatar, à semelhança de Jonas Savimbi, os corpos de dirigentes abatidos em 1992. Hum! Lá vamos ter novos capítulos de uma novela em que a direcção de actores voltará a ser de João Lourenço, a produção do MPLA e a realização do general Pedro Sebastião.

Aintenção foi expressa hoje, em Luanda, pelo líder da UNITA, Isaías Samakuva, numa conferência de imprensa destinada a proceder a um balanço das exéquias fúnebres do líder histórico do Galo Negro, Jonas Savimbi, sepultado a 1 deste mês na terra natal dos pais, 17 anos depois da sua morte e de ter estado todos esses anos sequestrado pelo MPLA.
“O Protocolo de Lusaca [assinado a 20 de Novembro de 1994] ainda não foi totalmente cumprido pelo Governo. Ainda não entregaram, por exemplo, os corpos dos dirigentes da UNITA que foram mortos após as eleições [de Setembro] de 1992”, disse, aludindo a nomes como o do então vice-presidente e do secretário-geral do Galo Negro, Jeremias Chitunda e Alicerces Mango, bem como o de Elias Salupeto Pena, sobrinho de Savimbi e representante do partido na CCPM – Comissão Conjunta Político Militar.
O que ficou conhecido por “massacre” começou a 30 de outubro de 1992 em Luanda e, no espaço de três dias, espalhou-se a todo o país, tendo sido mortos milhares de apoiantes da UNITA e da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA, então liderada por Holden Roberto, já falecido).
O “massacre”, que quer a UNITA quer a FNLA atribuem às forças governamentais, surgiu na sequência da fase de paz que se seguiu aos acordos de Bicesse, assinados pelas partes a 31 de Maio de 1991 e viria a desencadear nova escalada de violência em Angola, com o prolongamento da guerra civil até à morte de Savimbi, em Fevereiro de 2002 – a paz foi oficialmente declarada a 4 de Abril de 2002.
Os assassínios ocorreram também após as eleições presidenciais e legislativas de 1992, as primeiras na história do país, em que nem o candidato do MPLA, José Eduardo dos Santos, que presidiu Angola entre 1979 e 2017, nem o seu adversário, Jonas Savimbi, da UNITA, conseguiram maioria absoluta nas presidenciais.
A segunda volta nunca se realizou e a guerra civil reacendeu-se, dizimando também muitos membros dos grupos étnicos Ovimbundu e Bakongo, historicamente tidos como adversários do MPLA.
Hoje, na conferência de imprensa, Samakuva, que chegou a líder da UNITA em 2003, em resposta a uma questão da Lusa, salientou que o resgate da memória dos principais dirigentes do Galo Negro mortos em 1992, bem como a reabilitação de todas as vítimas dos vários conflitos que assolaram o país entre 1975 e 2002, é um “assunto que tem de ser abordado sem tabus”.
Samakuva, aliás, assumiu que essa reabilitação, ideia que partiu do Presidente João Lourenço, é “boa” e que poderá constituir um ponto de partida para se avançar “definitivamente” na reconciliação nacional.
No entanto, sublinhou, não são só os corpos de combatentes e de dirigentes que a UNITA pretende, mas reaver também o seu património, “nas mãos do Governo”.
Por outro lado, Samakuva referiu que o MPLA tem estado também a reclamar ao Galo Negro o resgate de combatentes e dirigentes seus, algo que o líder do partido fundado por Savimbi nega.
“A UNITA não guarda os corpos de ninguém. O conflito angolano fez muitas vítimas São milhares os mortos. O MPLA arrasou aldeias inteiras, há muitas valas comuns no Planalto Central e no sudeste do país”, respondeu Samakuva, insistindo, porém, que os “males, responsáveis e vítimas” são todos os angolanos.
“Não há nenhum angolano que não tenha perdido um ente querido na guerra”, concluiu.

Um terrível “engano” de Isaías Samakuva

Segundo o que se conhece da novela em que a direcção de actores será de João Lourenço, a produção do MPLA e a realização do general Pedro Sebastião, a UNITA não tem razão.
Os “factos” dão razão às teses do MPLA. Todos sabemos que a UNITA é que foi responsável pelos cerca de 80 mil angolanos torturados e assassinados em todo o país nos massacres de 27 de Maio de 1977, acusados de serem apoiantes de Nito Alves ou opositores ao regime.
Também foi responsável pelo massacre de Luanda que visou o aniquilamento e de cidadãos Ovimbundus e Bakongos, onde morreram 50 mil angolanos, entre os quais o vice-presidente da UNITA, Jeremias Kalandula Chitunda, o secretário-geral, Adolosi Paulo Mango Alicerces, o representante na CCPM, Elias Salupeto Pena, e o chefe dos Serviços Administrativos em Luanda, Eliseu Sapitango Chimbili. Em caso de dúvida é só confirmar junto da Procuradoria-Geral da República, ou de qualquer outra sucursal do MPLA.
É de crer, aliás, que a Procuradoria-Geral da República (ou qualquer outra sucursal do MPLA) tem provas de que o massacre do Pica-Pau em que, no dia 4 de Junho de 1975, perto de 300 crianças e jovens, na maioria órfãos, foram assassinados e os seus corpos mutilados no Comité de Paz da UNITA em Luanda… foram obra da UNITA.
Ou que o massacre da Ponte do rio Kwanza, em que no dia 12 de Julho de 1975, 700 militantes da UNITA foram barbaramente assassinados, perto do Dondo (Província do Kwanza Norte), perante a passividade das forças militares portuguesas que garantiam a sua protecção, foi obra da UNITA.
Ou que, entre 1978 e 1986, centenas de angolanos foram fuzilados publicamente, nas praças e estádios das cidades de Angola, uma prática iniciada no dia 3 de Dezembro de 1978 na Praça da Revolução no Lobito, com o fuzilamento de 5 patriotas e que teve o seu auge a 25 de Agosto de 1980, com o fuzilamento de 15 angolanos no Campo da Revolução em Luanda. Responsável? A UNITA.
Foi, aliás, a aviação da UNITA que, em Junho de 1994, bombardeou e destruiu Escola de Waku Kungo (Província do Kwanza Sul), tendo morto mais de 150 crianças e professores, que, entre Janeiro de 1993 e Novembro de 1994, bombardeou indiscriminadamente a cidade do Huambo, a Missão Evangélica do Kaluquembe e a Missão Católica do Kuvango, tendo morto mais de 3.000 civis.
Em caso de dúvida, para não incomodar o MPLA, bastar perguntar a uma das suas muitas sucursais, caso da Procuradoria-Geral da República.

Partidos, democracia e… MPLA

Os partidos políticos estão para as democracias (quando estas existem) como o sangue está para o corpo humano (quando este está vivo), razão pela qual o funcionamento organizado e com elevado sentido de Estado dos partidos constitui um ganho inestimável… nas democracias. Por força do MPLA nada disto se aplica a Angola.
Não há dúvidas de que urge enaltecer uma coexistência política pacífica, deste que os subalternos não ponham em dúvida a supremacia de quem está no poder. E quem está no poder desde 1975? O MPLA. E quem vai estar no poder em 2075? O MPLA.
E nisto, os partidos políticos enquanto forças que lutam por meios democráticos (quando há democracia) para alcançar, exercer e manter o poder político devem dar exemplos claros, inequívocos e firmes de tolerância, convivência na diversidade, entre outros. Isto é, repita-se, quando se vive em democracia. Não é o caso de Angola.
Todos os sectores políticos (com excepção dos afectos ao poder) percebem melhor a importância da adopção das melhores práticas, baseadas essencialmente na tolerância, na aceitação da diferença e no pressuposto de que acima estão (ou deveriam estar) os interesses dos angolanos. De todos os angolanos. Essa deve ser, entre outros gestos, a mensagem que os partidos (fica na dúvida se o MPLA se pode incluir porque, cada vez mais, não é um partido mas sim uma seita) têm que passar para a sociedade angolana, sobretudo nesta altura em que Angola se encontra na fase de um dia chegar a uma democracia de facto e não apenas formal.
Temos um histórico, relativamente aos esforços para implementação do processo democrático “imposto”, segundo as palavras do próprio presidente do MPLA, que um dia permitirá a cada angolano encarar a democracia como uma conquista de todos, mau grado a alergia do partido no poder desde 1975. Não está a ser um processo fácil chegarmos aos níveis de coabitação política. O MPLA só aceita a democracia se continuar no poder. É simples.
A vida em democracia implica, ou deve implicar, sempre ajustes a todos os níveis. As autoridades angolanas (o MPLA desde a independência) abraçaram o repto da democracia (“imposta”, repita-se, segundo José Eduardo dos Santos) e, tal como reza a História, foram as primeiras a pôr em causa os fundamentos em que devia assentar o futuro do país.
Acreditamos que o alcance da paz, em 2002, que deveria ter contribuído para a retoma do processo democrático sempre defendido pela oposição, em todo o país, permitiu a todos os actores políticos fazer uma avaliação positiva das vantagens do jogo democrático, mau grado seja um sistema que não agrada ao MPLA cujo ADN só vê os tempos áureos do partido único.
As formações políticas, acompanhadas de todos os outros actores que, exceptuando a conquista do poder político, desempenham o papel cívico e interventivo de influência, constituem uma espécie de espinha dorsal da democracia, quando ele existe. E precisam de continuar a fazer prova das suas atribuições e responsabilidades na medida em que os partidos políticos representam a esperança de milhares de angolanos, sem esquecer que para quem manda… o MPLA é Angola e Angola é o MPLA.
Por isso é que a Constituição determina que os partidos devem, no âmbito das suas atribuições e fins, contribuir para a consolidação da nação angolana e da independência nacional, para a salvaguarda da integridade territorial, para o reforço da unidade nacional, para a protecção das liberdades fundamentais e dos direitos da pessoa humana, entre outros. Determinar, determina. Mas acima da Constituição está, tem estado sempre, a vontade não propriamente do MPLA mas do seu dono, ontem José Eduardo dos Santos, hoje João Lourenço.
É preciso que as instituições do Estado (e não as do regime que, até agora, são uma e a mesma coisa) reforcem os mecanismos de sensibilização junto das populações para que estas, tal como no passado, estejam à altura dos desafios que o país volta a testemunhar.
Os objectivos que todos (isto é uma força de expressão) perseguimos para ver Angola crescer para que o bem-estar de todas as famílias seja uma realidade não são predicados de partidos, com excepção do MPLA, mas são metas de todos os angolanos. Acreditamos que a construção de uma sociedade livre, justa, democrática, solidária, de paz, igualdade e progresso social é uma meta de todos os partidos políticos, que o MPLA também aceitará embora impondo uma condição “sine qua non”: manter-se no poder. Simples.


Folha 8 com Lusa

Brasil: Site divulga supostos diálogos entre Moro e membros da Lava Jato.

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"The Intercept" revela troca de mensagens atribuídas ao então juiz e hoje ministro da Justiça e a integrantes da operação. Ministro do STF diz que colaboração entre juiz e procuradores afeta a equidistância da Justiça.
fontye: DW África
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro
O site The Intercept publicou neste domingo (09/06) uma série de reportagens revelando mensagens atribuídas ao então juiz federal e hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, trocadas através do aplicativo Telegram com procuradores da Lava Jato, incluindo Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa.
Os diálogos contêm, segundo o portal, indícios de que Moro orientava as investigações da operação Lava Jato em Curitiba, o que o site classifica como uma "colaboração proibida" de Moro com Dallagnol. O Intercept também afirma que procuradores da Lava Jato "tramaram em segredo" para impedir a autorização de uma entrevista de Lula antes das eleições, por temor de que isso ajudasse o candidato do PT, Fernando Haddad.
Outras conversas mostrariam que Dallagnol estava preocupado com a solidez das acusações apresentadas contra Lula para condená-lo pelo caso do tríplex de Guarujá, poucos dias antes da denúncia ser apresentada ao então juiz Sérgio Moro.
Tanto procuradores da Lava Jato quanto Moro denunciaram recentemente que tiveram seus celulares hackeados, o que constitui crime. The Intercept afirmou que obteve os diálogos antes da invasão, obtidos de uma fonte anônima.
O Ministério Público Federal do Paraná confirmou, através de comunicado, que houve vazamento de mensagens de procuradores após um ataque de hacker. O órgão frisou, entretanto, que as mensagens não mostram nenhuma ilegalidade e denunciou que "seus membros foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes".
O ministro Moro declarou, através de nota, que as mensagens não revelam "qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado". Ele também criticou o site por não tê-lo procurado antes da publicação da reportagem e disse que as conversas foram retiradas de contexto.
Segundo o Intercept, Moro orientou ações e cobrou novas operações da Lava Jato. Em uma das conversas, Moro teria perguntado a Dallagnol: "Não é muito tempo sem operação?". A resposta do chefe da força-tarefa teria sido: "É, sim". Em outro diálogo, o site afirma que Dallagnol teria pedido a Moro para decidir com rapidez a respeito de um pedido de prisão, ao que o magistrado responde: "Não creio que conseguiria ver hoje. Mas pensem se é uma boa ideia".
A Constituição determina que não haja vínculos entre o juiz e as partes em um processo judicial. Para que haja isenção, o juiz e a parte acusadora – neste caso, o Ministério Público – não devem trocar informações nem atuar fora de audiências.
Pedidos de investigação e afastamento
O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse que a troca de colaborações entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol afeta a equidistância da Justiça. "Apenas coloca em dúvida, principalmente ao olhar do leigo, a equidistância do órgão julgador, que tem ser absoluta. Agora, as consequências, eu não sei. Temos que aguardar", afirmou.
"Isso [relação do juiz e procurador] tem que ser tratado no processo, com ampla publicidade. De forma pública, com absoluta transparência", acrescentou, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
Integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que fiscaliza as atividades de procuradores e promotores, pediram a apuração da conduta dos procuradores citados nas reportagens. Uma das supostas irregularidades a serem investigadas é tentativa de conduzir as investigações do caso para manter o processo contra Lula em Curitiba. A prática é proibida por lei, assim como a atuação política de procuradores.
A Associação Juízes para a Democracia (AJD) e a Associação Latinoamericana de Juízes de Trabalho (ALJT) criticaram a conduta de Moro e defenderam a anulação de todos os processos do ministro na Lava Jato. Em nota, as associações de magistrados destacaram que as denúncias revelam "uma relação promíscua, antiética e ilícita entre integrantes do Ministério Público e do Poder Judiciário".
"Não há falar em democracia sem um Poder Judiciário independente, imparcial e comprometido com o império das normas jurídicas processuais, a prevalência dos Direitos Humanos e a efetivação das garantias constitucionais, sobretudo a presunção de inocência, para a realização de julgamentos justos para quem quer que seja", afirma a nota.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirmou que os fatos são graves e defendeu o afastamento dos envolvidos dos cargos públicos que eles ocupam até o fim da investigação do caso para evitar suspeitas.
"A OAB e o Colégio de Presidentes de Seccionais, por deliberação unânime manifestam perplexidade e preocupação com os fatos recentemente noticiados pela mídia, envolvendo procuradores da República e um ex-magistrado, tanto pelo fato de autoridades públicas supostamente terem sido hackeadas, com grave risco à segurança institucional, quanto pelo conteúdo das conversas veiculadas, que ameaçam caros alicerces do Estado Democrático de Direito", disse a OAB em nota.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o Congresso estaria avaliando instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso. O presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM) defendeu o afastamento de Moro do Ministério da Justiça até o esclarecimento das denúncias.
"Acho que o Moro juiz indicaria ao Moro ministro o afastamento até esclarecer os fatos", disse Ramos, que é professor de Direito Constitucional, à agência de notícias Reuters. O deputado afirmou que a medida seria a melhor atitude para garantir a liberdade da investigação do caso pela Polícia Federal, que é controlada pelo ministro da Justiça, e também pelo discurso que Moro sempre pregou.
O presidente Jair Bolsonaro ainda não se manifestou sobre o escândalo. Seus filhos, porém, defenderam Moro nas redes sociais e atacaram o Intercept. "É impressão minha, ou só no Brasil, uma imprensa utiliza uma invasão ilegal de algo privado, ignorando a invalidade judicial e ilegalidade, mas não se importa em divulgar, com o único intuito de queimar o governo Bolsonaro e favorecer o sistema?", disse o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).
O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou que o vazamento é mentiroso e divulgou a nota publicada por Moro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atacou o fundador do InterceptGlenn Greenwald, divulgando informações falsas de que o jornalista teria trabalho na CNN e envolvimento com o WikiLeaks.
The Intercept foi fundado pelo jornalista americano Glenn Greenwald, que também é um dos autores da reportagem. Ele ficou conhecido mundialmente após ajudar o ex-analista de sistemas Edward Snowden a revelar informações secretas obtidas pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
Em entrevista ao UOL, Greenwald afirmou que o material que ainda não foi revelado reforçaria a conduta indevida do ministro na Lava Jato. "Moro era um chefe da força-tarefa, que criou estratégias para botar Lula e outras pessoas na prisão, se comportando quase como um procurador, não como juiz", destaca.
O jornalista afirmou ainda que o volume do material vazado para o Intercept é maior do que o do caso Snowden. Sobre as acusações de que a informação seria falsa, Greenwald disse que nem Moro e nem Lava Jato negaram o conteúdo dos documentos e ressaltou que o material foi apurado antes da publicação.
Greenwald defendeu ainda a publicação do material e reiterou que os envolvidos não foram procurados antes para evitar a censura das reportagens.
"Ninguém pode negar que o que publicamos são coisas que o público tem o direito de saber. Os adoradores da Lava Jato estão chocados com o fato de Moro ter excedido limites, deixado claro que estão trabalhando para interferir nas eleições. Ninguém pode negar que o vazamento desses materiais são exatamente aquilo que os jornalistas devem fazer: denunciar pessoas poderosas que estão se comportando de forma antiética", disse Greenwald ao UOL.
MD/CN/afp/ots
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Angola: UNITA pretende resgatar restos mortais de outros dirigentes abatidos.

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A UNITA defendeu que ainda há "muito" por cumprir do Protocolo de Lusaca, que definiu os termos da paz em Angola. E admitiu interesse em resgatar, à semelhança de Jonas Savimbi, os corpos de dirigentes mortos em 1992.
fonte: DW África
UNITA Flagge auf einer Kundgebung in Huambo in Angola (DW/N. Sul D'Angola)
A intenção foi expressa esta segunda-feira (10.06), em Luanda, pelo líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva, numa conferência de imprensa destinada a proceder a um balanço das exéquias fúnebres do líder histórico do Galo Negro, Jonas Savimbi, sepultado a 1 deste mês na terra natal dos pais, 17 anos depois da sua morte.
"O Protocolo de Lusaca [assinado a 20 de novembro de 1994] ainda não foi totalmente cumprido pelo Governo. Ainda não entregaram, por exemplo, os corpos dos dirigentes da UNITA que foram mortos após as eleições [de setembro] de 1992", disse, aludindo a nomes como o do então vice-presidente e do secretário-geral do Galo Negro, Jeremias Chitunda e Alicerces Mango, bem como o de Elias Salupeto Pena, sobrinho de Savimbi.
O que ficou conhecido por "massacre" começou a 30 de outubro de 1992 em Luanda e, no espaço de três dias, espalhou-se a todo o país, tendo sido mortos milhares de apoiantes da UNITA e da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA, então liderada por Holden Roberto, já falecido).
Escalada de violência
O "massacre", que quer a UNITA quer a FNLA atribuem às forças governamentais, surgiu na sequência da fase de paz que se seguiu aos acordos de Bicesse, assinados pelas partes a 31 de maio de 1991 e viria a desencadear nova escalada de violência em Angola, com o prolongamento da guerra civil até à morte de Savimbi, em fevereiro de 2002 - a paz foi oficialmente declarada a 04 de abril de 2002.
Angola - UNITA Parteiführer Isaias Samakuva
Isaías Samakuva, líder da UNITA
Os assassínios ocorreram também após as eleições presidenciais e legislativas de 1992, as primeiras na história do país, em que nem o candidato do MPLA, José Eduardo dos Santos, que presidiu Angola entre 1979 e 2017, nem o seu adversário, Jonas Savimbi, da UNITA, conseguiram maioria absoluta nas presidenciais.
A segunda volta nunca se realizou e a guerra civil reacendeu-se, dizimando também muitos membros dos grupos étnicos Ovimbundu e Bakongo, historicamente tidos como adversários do MPLA.
Resgate da memória
Hoje, na conferência de imprensa, Samakuva, que chegou a líder da UNITA em 2003, em resposta a uma questão da Lusa, salientou que o resgate da memória dos principais dirigentes do Galo Negro mortos em 1992, bem como a reabilitação de todas as vítimas dos vários conflitos que assolaram o país entre 1975 e 2002, é um "assunto que tem de ser abordado sem tabus".
Samakuva, aliás, assumiu que essa reabilitação, ideia que partiu do Presidente angolano, João Lourenço, é "boa" e que poderá constituir um ponto de partida para se avançar "definitivamente" na reconciliação nacional.
No entanto, sublinhou, não são só os corpos de combatentes e de dirigentes que a UNITA pretende, mas reaver também o seu património, "nas mãos do Governo".
 Por outro lado, Samakuva referiu que o MPLA tem estado também a reclamar ao Galo Negro o resgate de combatentes e dirigentes seus, algo que o líder do partido cofundado por Savimbi nega.
"A UNITA não guarda os corpos de ninguém. O conflito angolano fez muitas vítimas São milhares os mortos. O MPLA arrasou aldeias inteiras, há muitas valas comuns no Planalto Central [centro de Angola, sobretudo nas províncias do Moxico, Cuíto e Huambo] e no sudeste do país [Moxico e Cuando Cubango]", respondeu Samakuva, insistindo, porém, que os "males, responsáveis e vítimas" são todos os angolanos.  "Não há nenhum angolano que não tenha perdido um ente querido na guerra", concluiu.

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