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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Serifo Nhamadjo será o presidente da República guineense interino.

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Kumba Yalá, Serifo Nhamadjo, Henrique Rosa, segundo, terceiro e quarto candidatos mais votados nas eleições de 18 de Março
imagem RFI

Serifo Nhamadjo, vice-presidente do parlamento até ao golpe de Estado de 12 de abril, será o futuro presidente da República interino da Guiné-Bissau e Sori Djaló o presidente do Conselho Nacional de Transição, disse fonte partidária.
Daba Na Wana, porta-voz do Comando Militar que tomou o poder na Guiné-Bissau na semana passada, já tinha dito hoje à Lusa que enviou a proposta da nomeação daqueles dois ex-vice-presidentes da Assembleia Nacional Popular aos partidos políticos que formam o Conselho nacional de Transição.
Serifo Nhamadjo, do PAIGC (maior partido do país e no poder até há uma semana), concorreu as eleições presidenciais à revelia do partido.

fonte: JN


Gomes Júnior pode ser candidato à Presidência da Guiné-Bissau.

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Gomes Júnior pode ser candidato à Presidência da Guiné-Bissau
Carlos Gomes Júnior

Carlos Gomes Júnior tem todo o direito a candidatar-se a umas próximas eleições e ser presidente ou primeiro-ministro da Guiné-Bissau, "desde que não traga tropa estrangeira", disse o Comando Militar que tomou o poder no país.

Em entrevista à Agência Lusa, o porta-voz do Comando Militar, Daba Na Walna, disse que não são os militares que irão impedir que o primeiro-ministro, que se encontra detido, venha a candidatar-se a um cargo político no futuro e adianta que os militares "não têm nada contra Carlos Gomes Júnior enquanto homem" e que só fizeram o golpe para "antecipar a sua aventura belicista".
"Caberá ao PAIGC dizer se quer que ele se mantenha como presidente ou não, se se candidatar e ganhar as eleições, se o povo o quiser, quem pode dizer ao contrário? Ninguém!", afirmou.
Daba Na Walna garantiu que Carlos Gomes Júnior, detido desde o golpe de Estado em 12 de abril, já recebeu a visita da Cruz Vermelha por três vezes, mas referiu que o presidente interino, Raimundo Pereira, também detido na mesma altura, "ainda não".
"Já foi autorizada (a visita a Raimundo Pereira), só soubemos muito tardiamente que ele era diabético", justificou.
Quanto a Carlos Gomes Júnior, também diabético, Daba Na Walna disse que o Comando Militar permitiu que fosse a família do primeiro-ministro a fazer a sua comida.

Não queremos que nada lhe aconteça, o nosso objetivo não é castigar. Carregaríamos uma pesada cruz de termos sido responsáveis pela sua morte. Não é nossa intenção castigar quem quer que seja, só fomos obrigados a agir assim para evitar o pior", disse.
Dabna Na Walna negou que Carlos Gomes Júnior tenha estado em algum momento em liberdade, depois de ter sido detido e garante que "o dia em que for libertado será de vez", o que vai acontecer quando da criação de um governo e de existir um ministro do Interior.
"Se houver um indivíduo que queira fazer um ajuste de contas vão dizer que foram os militares que o libertaram para o matar em casa", disse o porta-voz dos golpistas, acrescentando que a criação do Governo "é para breve, talvez na próxima semana".
Na longa entrevista à Agência Lusa, o homem que tem sido o rosto do golpe de Estado na Guiné-Bissau falou de tudo mas ficou hesitante em relação a perguntas sobre António Indjai, chefe do Estado Maior General das Forças Armadas.
"Está retido num lugar de forma a não comprometer as operações", disse na Walna, acrescentando que Indjai "não está preso, mas também não está em liberdade para fazer o que gostaria" e que também não foi substituído.
Daba na Walna adiantou que estava à espera da condenação do golpe por parte da comunidade internacional mas acrescentou: "Qualquer um no meu lugar teria feito o mesmo".
Na Guiné-Bissau "há pessoas que são mais iguais, se forem tocadas todo o mundo ouve, outras podem morrer e ser torturadas que ninguém fala", disse.
Daba na Walna referiu que na próxima semana terá novo encontro com representantes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para afirmar que está a tentar que se cumpra a normalidade constitucional no país.
A nível pessoal afirmou que, a não ser que lhe fechem as portas, gostaria de continuar a dar aulas na Faculdade de Direito.
Quanto à tese é que já não sabe. "Com esta resolução, que foi aprovada, de interditar as pessoas que participaram no golpe de viajar para países lusófonos se calhar não tenho mais entrada em Portugal. Se isso acontecer a minha tese fica para todo o sempre adiada. Mas se me permitirem ir a Portugal gostaria de retomar os contactos com os meus orientadores", professores da Universidade de Lisboa.
O rosto do golpe é tenente coronel das Forças Armadas da Guiné, jurista e professor de Direito na Faculdade de Direito de Bissau.



Golpe na Guiné-Bissau foi organizado quando os militares souberam que o primeiro-ministro ia pedir a intervenção da ONU.

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O golpe de Estado de quinta-feira passada na  Guiné-Bissau "começou a ser trabalhado" três dias antes, no dia 09, quando  os militares souberam que o primeiro-ministro ia pedir uma intervenção da  ONU, disse hoje o porta-voz dos militares. 

Em entrevista à Agência Lusa, Daba Na Walna, até aqui o rosto do Comando  Militar que desencadeou o golpe, explicou que a ação militar foi "uma espécie  de antecipação" do que aconteceria, um "golpe de legítima defesa", para  impedir que forças estrangeiras "viessem esmagar as Forças Armadas da Guiné-Bissau".
Tudo girou à volta da presença de uma missão angolana em Bissau, a chamada  Missang, explicou o tenente-coronel ao explicar o golpe, que disse ter sido  objeto de muita discussão, acabando por prevalecer a decisão de se avançar.
O golpe, com a prisão do Presidente interino e do primeiro-ministro,  deu-se poucas horas depois de uma conferência de imprensa em que Kumba Ialá,  líder do maior partido da oposição e candidato presidencial, disse que não  iria haver campanha de ninguém para a segunda volta das eleições presidenciais,  marcadas para dia 29. 
A associação entre as ameaças de Kumba Ialá e o golpe que se seguiu  foi feita mas Daba Na Walna garante que foi apenas uma coincidência. "Se Kumba Ialá estivesse a par do que estava a acontecer seria muito  imprudente dizer isso publicamente. Foi mera coincidência. Kumba Ialá não  tinha conhecimento de nada e é bom que isso fique bem claro. Tentou fazer-se  essa colação entre políticos e Forças Armadas, não tivemos nada a ver com  isso", diz. 
A relação entre as Forças Armadas e a Missang vinha a deteriorar-se  nos últimos tempos mas azedou ainda mais quando o embaixador de Angola em  Bissau disse a António Indjai, chefe do Estado Maior General das Forças  Armadas, que tinha informações de que estava a ser preparado um golpe militar,  conta Daba Na Walna. E o golpe final terá sido, continua, após o conhecimento de uma carta  que o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, teria escrito ao secretário-geral  da ONU a pedir uma força das Nações Unidas.  
A carta foi divulgada na quarta-feira e apesar de assinada não foi escrita  em papel timbrado nem tem qualquer carimbo. "Se quiséssemos mentir e forçar  provas teríamos obrigado o primeiro-ministro a pôr o timbrado da primatura  (gabinete do primeiro-ministro). Tivemos a carta através de Carlos Pinto  Pereira (antigo assessor jurídico de Henrique Rosa quando este foi Presidente  interino e assessor jurídico de Carlos Gomes Júnior). Vimos que não era  timbrada mas entregámos porque estamos certos, se estivermos a mentir Deus  sabe", diz o militar. 
E o pior, diz também, é que a carta foi entregue ao ministro dos Negócios  Estrangeiros de Angola, Georges Chicoti. "Ainda que admitamos que a carta  pudesse ter algum sentido, o portador não devia ser o ministro das Relações  Exteriores de Angola, não somos um protetorado de Angola". 
Por isso, conclui: "Para nós era uma cabala a ser montada contra nós  e o objetivo da vinda estrangeira era simplesmente esmagar as Forças Armadas  da Guiné". 
     
  Fonte: Lusa

A guerra que nunca acaba.

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Dois cafés arrefeciam sobre a mesa. "Vocês sofrem comodamente", observa Carlos F., um alto funcionário europeu em Bissau. Depois, a moeda cai na ranhura. "Está bem, nós [a Europa] ajudamos". Eu permanecia calado.

"Isto [o golpe] foi disparatado e irreflectido, ou não?". Eu, nada. Queria, mais do que falar, ouvi-lo. "Ai, a guerra. Ah, isso já passa", foi o que Carlos respondeu à mulher, em Lisboa, quando esta lhe implorou que saísse da Guiné-Bissau. Nos seus três anos em Bissau, ganhou arcaboiço suficiente para perceber que não está em risco. "Matam-se entre eles e passados uns dias tudo está bem, a vida segue o seu curso normal". Inconformada, a mulher desliga. "E agora?", pergunta, enquanto grita para o empregado: "São mais dois cafés".
Carlos, as guerras nunca acabarão - arrisquei. A guerra existe para ser contínua.
fonte: Correio da Manhã

A Guiné e a CPLP.

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A Guiné-Bissau, antiga colónia portuguesa que proclamou unilateralmente a sua independência durante a guerra (Madina do Boé, 24 de Setembro de 1973), volta a ser notícia pelas piores razões.

Um golpe militar desencadeado com raro "sentido de oportunidade" entre as duas voltas da eleição presidencial conduziu à detenção do Presidente da República interino, do Primeiro-Ministro e do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. Os militares golpistas deram aos partidos políticos um prazo para formar governo, sem políticos "indesejáveis".
Este episódio dá-nos a sensação de "déjà vu". A alternância na Guiné--Bissau tem obedecido à lógica do golpe de Estado: Luís Cabral, Kumba Yalá, Ansumane Mané e Nino Vieira foram derrubados pela força; os dois últimos foram mesmo assassinados. Além disso, o país tem sido apontado pela comunidade internacional como um narco-Estado emergente, devido à existência de fortes suspeitas de que alguns dos seus dirigentes se dedicam ao tráfico de droga. Entretanto, o povo assiste impotente e na penúria às investidas dos senhores da guerra.
O povo guineense dá sinais de não querer suportar mais este estado de coisas. Infelizmente, e ao contrário do que sucede em Cabo Verde – que tem sido um modelo de inspiração democrática no continente africano –, está a fazer a sua aprendizagem democrática da forma mais dolorosa. Mas sozinho nada poderá fazer. A comunidade internacional não o deve abandonar nesta hora difícil: longe vão os tempos em que a doutrina da não ingerência nos assuntos internos de outros Estados justificava o fechar os olhos às mais grosseiras violações dos direitos humanos.
Toda a comunidade internacional se deve envolver quando estão em causa crimes contra a paz e a humanidade, designadamente através de organizações internacionais como a ONU ou o TPI. Mas há quem tenha especiais deveres para com o povo guineense, por partilhar com ele uma História, uma Língua e uma Cultura. É preciso que a CPLP, cuja acção se tem pautado pelo excesso de discrição, se assuma como verdadeiro sujeito de Direito Internacional. A sua projecção pluricontinental e o peso estratégico dos Estados-membros não lhe deixam alternativa.
fonte: Correio da Manhã

Guiné-Bissau: Espaço aéreo e marítimo vai reabrir.

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O espaço aéreo e marítimo da Guiné-Bissau vai ser reaberto, disse esta quinta-feira à Lusa o porta-voz do Comando Militar que tomou o poder no país na semana passada.
Daba Na Walna explicou que já foram dadas indicações para isso e que "não faz sentido" o espaço aéreo e marítimo continuar encerrado, esperando-se que as ordens sejam cumpridas ainda esta quinta-feira.
Questionado sobre se os voos da TAP, que são por norma realizados durante a noite, se podem fazer cumprir, o responsável garantiu que sim.
As fronteiras terrestres também já estão abertas, revelou, em entrevista à Agência Lusa.
fonte: Correio da Manha



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