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quarta-feira, 24 de abril de 2019

QUE PAÍS É ESTE?

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Os polícias angolanos que assistiram, sem impedir, ao linchamento popular de dois assaltantes, sábado em Luanda, actuaram com os padrões de segurança adequados para salvaguardar a sua própria “integridade física”, segundo Mateus Rodrigues, porta-voz da Polícia Nacional. Mas, afinal, que país é este? Poderemos, com rigor e propriedade, dizer que Angola é um país, é um Estado de Direito? Não, não podemos!

Por Orlando Castro
Que país é este que mobiliza, para além da Polícia, a Força Aérea e a Marinha de Guerra para muscular a “Operação Transparência” e não consegue – mesmo sendo testemunha presencial – impedir ou, pelo menos, tentar impedir um linchamento popular?
Que país é este que, no balanço provisório da “Operação Transparência” faz alarde dos resultados conseguidos, pavoneando-se por terem apreendido 34.480 quilates em diamantes e 121.783 pedras preciosas, 178 retroescavadoras, 30 máquinas de pás carregadoras, 40 buldózeres, 18 máquinas niveladoras, 11 tractores agrícolas, 346 viaturas ligeiras e pesadas, 481 motorizadas e até – repare-se – 31 bicicletas e não consegue – mesmo sendo testemunha presencial – impedir ou, pelo menos, tentar impedir um linchamento popular?
O mesmo se aplica à “Operação Resgate”, uma espécie de “lei marcial” para pôr o país em “estado de sítio”, mas que não consegue – mesmo sendo a Polícia testemunha presencial – impedir ou, pelo menos, tentar impedir um linchamento popular.
É uma vergonha, Presidente João Lourenço. O “resgate” da Nação não se pode fazer à custa da vida e da dignidade dos angolanos, sejam eles membros do Governo, zungueiras ou até mesmo criminosos. Não estamos (sejamos ingénuos) na selva. Um Estado de Direito não pode permitir linchamentos populares, ainda por cima testemunhados “in loco”, ao vivo e a cores, por polícias e cujo comportamento é justificado pela hierarquia da Polícia Nacional como forma de salvaguardar a sua própria “integridade física”.
É uma vergonha, Presidente João Lourenço. Somos todos angolanos. Sabemos que, também para si, há angolanos de primeira e de segunda (talvez até de terceira). Mas permitir que a Polícia nada tenha feito para neutralizar o ataque à kinguila e depois deixe correr o linchamento dos atacantes, é igualmente um crime.
Mais uma vez (e já começam a ser muitas), a esperança que João Lourenço nos mostrou parece esfumar-se na troca de carrascos, como sempre muito fortes com os fracos e muito fraquinhos com os fortes.
Somos ou não um Estado democrático de direito, com pluralismo de expressão e de organização política, com separação e equilíbrio de poderes dos órgãos de soberania, (…) e do respeito e garantia dos direitos e liberdades fundamentais do ser humano?
A República de Angola promove e defende os direitos e liberdades fundamentais do Homem, quer como indivíduo quer como membro de grupos sociais organizados, e assegura o respeito e a garantia da sua efectivação pelos poderes legislativo, executivo e judicial, seus órgãos e instituições, bem como por todas as pessoas singulares e colectivas?
Faz sentido, perante o que nos vai acontecendo, dizer que a todos é assegurado o acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos seus direitos e interesses legalmente protegidos, não podendo a justiça ser denegada por insuficiência dos meios económicos? Ou que todos têm direito, nos termos da lei, à informação e consulta jurídicas, ao patrocínio judiciário?
A Polícia Nacional é, ou não, uma instituição nacional policial, permanente, regular e apartidária, organizada na base da hierarquia e da disciplina, incumbida da protecção e asseguramento policial do País, no estrito respeito pela Constituição e pelas leis, bem como pelas convenções internacionais de que Angola seja parte?
Que país é este onde agentes da Polícia matam cidadãos indefesos (alegados criminosos já neutralizados e zungueiras, por exemplo) e, perante um linchamento popular, se limitam a assistir ao desenrolar dos crimes, como se fôssemos (se calhar somos) um país onde vigora a lei do olho por olho, dente por dente?
Como estadista de elevada craveira, segundo os seus acólitos que fazem do elogio assassino e sistemático uma forme da vida, João Lourenço vai paulatinamente seguindo, embora deforma mais maquilhada, aquela que foi a emblemática política colonial imortalizada no poema Monangambé de António Jacinto,
Por deficiência congénita e ancestral, os angolanos são de uma forma geral um povo sereno e de brandos costumes que, quase sempre, defende a tese de que mais vale um prato de fuba hoje do que um bife depois de… morreram.
Há, contudo, alguns sinais de sentido contrário que João Lourenço não vê e os seus colaboradores escondem. A dita “justiça” popular, ou mais exactamente a lei da selva, é uma bola de fogo que a todos pode queimar. Diz o Povo que se a Polícia não prende os criminosos… alguém tem de os matar. Outros acrescentam que bandido bom é bandido morto.
Será que os dirigentes da Polícia Nacional e o mais alto magistrado da Nação acreditam que é possível apagar um incêndio com gasolina? Acreditarão que as populações, quais brigadas populares, podem fazer justiça pelas suas próprias mãos? Não saberão que não adianta pedir ajuda ao leão para combater o mabeco, porque depois de matar o mabeco o leão vai nos comer?
É certo que em Angola aumenta o número dos que pensam que a criminalidade só se revolve a tiro. O rastilho mantém-se de tal forma aceso que não é despiciendo pensar-se que isso corresponde mesmo a uma estratégia do regime. Nada melhor para manter o poder cleptocrático vivo do que ter o cenário de ”guerra” pronto a entrar em combate.
fonte: folha8

ANGOLA: BIFE EM PRATO DE LATÃO OU FARELO EM PRATO DE PRATA!

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Quando o Presidente João Lourenço nos brinda com verdades de La Palice é caso para nos congratularmos. E não temos feito outra coisa. No dia 5 de Janeiro de 2018, em Luanda, disse o que – pelos vistos – ninguém sabia, um verdadeiro “ovo de Colombo”. Ou seja, que o desenvolvimento económico e social do país só pode ser feito com a participação do empresariado privado. É obra!

OTitular do Poder Executivo falava numa audiência com empresários nacionais no Palácio Presidencial, a quem informou que o Estado tem outras responsabilidades e que compete ao sector privado da economia criar empregos e produzir bens e serviços.
João Lourenço recordou que o encontro com os empresários ocorria após a equipa económica do Governo ter feito a apresentação do Plano de Estabilidade Macroeconómica (PEM) para o corrente ano.
Participaram nesse encontro representantes de várias organizações empresariais dos ramos da agro-pecuária, indústria, pescas, hotelaria, construção civil e banca e ministros ligados à equipa económica do Executivo.
Como não poderia deixar de ser, cientes de que há quase 44 anos que os nossos governantes preferem ser assassinados pelo elogio do que salvos pela crítica, os empresários consideraram positivas as expectativas criadas pelo Executivo, para o relançamento da produção interna, a diversificação da economia nacional e o desenvolvimento económico e social do país. Já tinham feito o mesmo quando falavam com José Eduardo dos Santos.
Amílcar Silva, presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC), reafirmou a abertura do sector no apoio ao desenvolvimento económico e social do país, ao mesmo tempo que exprimiu simpatia pelo novo regime cambial proposto pelo Executivo.
O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, depois de considerar provado que o Presidente da República é um interlocutor muito activo no domínio económico, defendeu maior pragmatismo empresarial para aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
José Severino referiu que foram levantadas diversas questões, tendo os empresários obtido a garantia de que o Estado venha a ser mais comprador de bens nacionais, a necessidade da interacção entre os sectores de produção, distribuição e consumo, bem como numa maior articulação entre a agricultura e a indústria.
O líder da AIA sugeriu o desenvolvimento da indústria de exploração mineira junto das margens dos rios, maior investimento na conservação do pescado, melhoria da indústria petroquímica e refinação para que a indústria seja competitiva.
José Severino pediu ainda medidas para combater o contrabando, ao mesmo tempo que defendeu a liberalização da actividade empresarial, redução da burocracia, a realização de feiras transfronteiriças para eliminar o comércio ilegal.
João Gonçalves, da Associação dos Hotéis, Restaurantes e Similares de Angola (Horesia), defendeu o incentivo à formação de jovens para o ramo.
De acordo com outro empresário, Silvestre Tulumba (que está – ou estava – a ser investigado pela Polícia Judiciária de Portugal por alegados crimes de burla), uma das questões que preocupa a classe é a descentralização das divisas, fundamentalmente, para o sector agrícola, defendendo o incentivo aos empresários para que a curto prazo se possa substituir a importação de produtos de primeira necessidade.
Por seu lado, Raul Mateus, da Associação de Empresas de Comércio e Distribuição Moderna de Angola (Ecodima), disse que uma das propostas apresentadas no encontro ao Chefe de Estado prende-se com o pagamento das dívidas públicas e os critérios para a alocação de divisas.
A audiência entre o Presidente João Lourenço e a classe empresarial nacional, na opinião do empresário Luís Cupenala permitiu estabelecer uma base para o alinhamento da política do Executivo e com o empresariado privado nacional.
A intenção do país passar para uma fase de produção mais competitiva, a subvenção do preço do combustível e a aquisição de divisas, foram, dentre outras, preocupações manifestadas no encontro, segundo Manuel Monteiro, presidente da Associação Agro-pecuária de Angola.

Outubro de 2015 – Eduardo dos Santos

Estávamos em Outubro de 2015. As associações representativas das várias áreas do sector privado angolano defendiam a criação de um Conselho de Concertação Económica e Empresarial para apoiar a relação entre empresários e o Estado.
A posição, subscrita por 17 associações empresariais, constava de um documento enviado aos jornalistas, após reunião, em Luanda, destes representantes do empresariado privado angolano, que se destinou a analisar o discurso sobre o estado da nação do então chefe de Estado.
Lido a 15 de Outubro na Assembleia Nacional pelo vice-Presidente, Manuel Vicente, esse discurso sobre o estado da nação ficou marcado pela crise económica, financeira e cambial que afecta Angola, devido à quebra da cotação do barril de crude no mercado internacional.
“Tendo em conta a envergadura, profundidade e complexidade das tarefas em presença e não sendo possível a sua implementação e materialização, na economia real sem o empenho total e motivado do sector privado”, estas associações anunciaram agora uma proposta para a “instituição de um Conselho de Concertação Económica e Empresarial” em Angola.
O objectivo, explicaram, passa por “motivar e galvanizar os agentes económicos em apoio as diversas propostas e programas de desenvolvimento económico e social preconizado pelo Executivo”.
No discurso sobre o estado da nação foi também sublinhado pelo Executivo a então recente aprovação da nova Lei do Investimento Privado e a reestruturação da área do Governo que executa a política do investimento privado.
“As diligências feitas apontam para o reforço do dinamismo e da eficiência dos seus serviços e para uma previsão do aumento da captação do investimento privado estrangeiro de aproximadamente 10 mil milhões de dólares nos próximos dois anos”, frisou Manuel Vicente, falando ao país em representação de José Eduardo dos Santos, na altura ausente do parlamento devido a uma “indisposição”.
“Este montante, acrescido ao que for possível obter dos investidores angolanos, permitirá acelerar a diversificação da economia no sector não petrolífero, bem como o crescimento económico e o emprego em cifras que podem ultrapassar os 300 mil postos de trabalho”, disse ainda.
A revelação de que a linha de crédito a atribuir pela China a Angola, para obras e projectos já em 2016 e 2017, atingirá os seis mil milhões de dólares, mereceu a observação dos empresários angolanos, que pretendem “cooperar e contribuir” neste processo.


“Para que haja, de facto, uma maior participação das empresas angolanas no fornecimento ao Estado”, assumem as associações angolanas representativas dos vários sectores privados, dando como exemplo os projectos a contratar com o investimento chinês.
fonte: folha8

SENEGAL: Youssou Ndour - meu engajamento na política? Uma longa história!

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Ele estava no plateau da emissão "À l'affiche" da France 24 para falar sobre seu novo álbum... História. Uma oportunidade para o fundador do movimento "Fekke maci bole", ex-ministro da Cultura e Turismo, para invocar seu engajamento na política.

"Ah, é uma longa história e nós não vamos voltar", ele exclamou a pergunta do jornalista sobre as razões de seu afastamento. Em 2011, houve essa tentativa do (Presidente Wade ) mudar a Constituição, o que levou a todos a nós a comprometer e continuar em torno de uma luta ".

Ele ganhou, com a segunda alternância democrática de 2012, Youssou Ndour continuou o seu compromisso. Em outro registro. Ele diz: "Mais tarde, Macky Sall se tornou presidente da República e eu o acompanhei na implementação de sua visão política focada na emergência."

O cantor se torna Ministro da Cultura e Ministro da Cultura e Turismo antes de deixar o governo. Ele retorna à música, mas mantém o pé no aparato estatal como conselheiro-ministro de Macky Sall. Um homem em quem ele acredita.

"Eu sou um homem livre e acredito que um homem como ele (Macky Sall), com sua trajetória, pode servir seu país", diz Youssou Ndour, "eu digo as coisas como eu as sinto e dou indicações que podem ser benéficas. Para o país, é uma maneira de eu mudar meu país, que me viu crescer ".

fonte: seneweb.com

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